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UNIVERSIDADE ESTADUAL DO OESTE DO PARANÁ CAMPUS TOLEDO Centro de Engenharias e Ciências Exatas Curso de

UNIVERSIDADE ESTADUAL DO OESTE DO PARANÁ CAMPUS TOLEDO

Centro de Engenharias e Ciências Exatas Curso de Engenharia Química

PRINCÍPIO DE ARQUIMEDES

Disciplina Física Geral e Experimental II Prof. Dr. Fernando Rodolfo Espinoza Quiñones

Bruno José de Lima Fracaro

Felipe D’Avila

Luiz Bergmann Matheus Soares Benatti Vinicius dos Santos

ANO LETIVO 2017

07/08/2017

2

SUMÁRIO

RESUMO ............................................................................................................................................

3

  • 1 INTRODUÇÃO

4

  • 2 EMBASAMENTO PRÉVIO

 

5

  • 3 MATERIAIS E MÉTODOS

6

  • 3.1 MATERIAIS

6

  • 3.2 MÉTODOS

6

  • 4 RESULTADOS E DISCUSSÃO .................................................................................................

8

  • 4.1 ANÁLISE COM ÁGUA

 

8

  • 4.1.1 ANÁLISE COM A PROVETA

8

  • 4.1.2 ANÁLISE

COM

O

PAPEL MILIMETRADO ................................................................................

12

4.2

ANÁLISE COM O ÁLCOOL

17

  • 4.2.1 ANÁLISE COM A PROVETA

................................................................................................

17

  • 4.2.2 ANÁLISE COM PAPEL MILIMETRADO

20

 
  • 5 CONCLUSÃO

..........................................................................................................................

24

  • 6 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

25

2

3

RESUMO

O objetivo deste experimento foi determinar a densidade de um cilindro de nylon, da água e do álcool a partir da submersão do cilindro nesses mesmos fluídos e analisar o comportamento dos fluidos durante a submersão. Montou-se um sistema que permitia submergir o cilindro parcialmente nos fluidos ao ser pendurado em um dinamômetro preso a um tripé com haste e uma garra acoplada. Para ambos os fluidos, o corpo de nylon foi submergido totalmente, sendo que a cada 10mL o valor mostrado no dinamômetro era anotado. Para a densidade do cilindro de nylon obteve-se 1217 ± 36 kg/m³ analisando o volume da proveta 1153 ± 46 kg/m³ utilizando o papel milimetrado quando mergulhado na água. Já quando mergulhado em álcool, obteve-se 1073 ± 64 kg/m³ analisando o volume da proveta e 1238 ± 62 kg/m³ utilizando o papel milimetrado; para a água, a densidade encontrada foi de 1002 ± 26 kg/m³ pela análise do volume da proveta e 1038 ± 27 kg/m³ através do papel milimetrado. Já para o álcool 795 ± 11kg/m³ com a proveta e 822 ± 27 kg/m³ com o papel milimetrado. Comparando os resultados obtidos para as densidades procuradas com os valores medidos através de um densímetro e da massa e volume do cilindro em questão pode-se avaliar que os resultados obtidos foram satisfatórios, contudo uma maneira mais precisa de se determinar as densidades seria simplesmente utilizar o próprio densímetro.

Palavras-Chave: Princípio De Arquimedes, Empuxo, Fluido.

3

4

1 INTRODUÇÃO

Um fluido é uma substância que se deforma continuamente quando sobre ela age uma tensão cisalhante, não importando quão pequena esta seja. Os fluidos podem ser classificados em líquidos, gases, plasmas e ainda os sólidos plásticos. Podem ser definidos como substâncias que possuem a capacidade de fluir, ou seja, se adaptam a forma do recipiente ao qual estão contidos. Característica que se deve ao fato de não suportarem tensões cisalhantes sem deformarem-se. Em um fluído, a resistência é função da razão de deformação, nos sólidos ela é função da deformação.

As forças que deformam fluidos podem ser classificadas em volumétricas ou superficiais. Segundo Espinoza et al as forças superficiais são forças de interação entre uma dada porção do meio limitada por uma superfície e porções adjacentes. São forças Inter atômicas, de curto alcance, transmitidas através da superfície. Um exemplo é força que uma camada superior de líquido atua sobre a porção abaixo, sendo essa uma força superficial. As forças superficiais são proporcionais a área do elemento, e a força por unidade de área corresponde a tensão. Já as forças volumétricas, são resultados de interações a distância, como por exemplo a força gravitacional.

A principal diferença entre sólidos e fluidos está na forma em que ambos respondem as tensões tangenciais. Um sólido exposto a uma tensão tangencial tem sua superfície deformada até que sejam produzidas tensões tangenciais internas que equilibrem a força externa, após isso permanece em equilíbrio, ou seja, em repouso (NUSSENZVEIG, 1990).

Já um fluido, ao contrário dos sólidos não pode equilibrar uma tensão tangencial, não importando quão pequena esta seja. No momento em que passa a ser submetido a essa tensão, o fluido escoa, permanecendo em movimento enquanto a tensão estiver sendo aplicada. Sendo assim, para um fluido estar em equilíbrio, não pode haver tensões tangenciais (NUSSENZVEIG, 1990).

4

5

  • 2 EMBASAMENTO PRÉVIO

Se for considerado um corpo cilíndrico simétrico, totalmente imerso em um

fluido em equilíbrio de densidade ρ. Por simetria, tem-se que as forças laterais se

equilibram. Porém a pressão exercida pelo fluido sobre a base inferior é maior que

a pressão sobre a base superior.

∆ = ℎ

(1)

O Princípio de Arquimedes pode ser enunciado como: um corpo total ou

parcialmente imerso num fluido recebe do fluido um empuxo igual e contrário ao

peso da porção de fluido deslocada e aplicada no centro de gravidade da mesma.

=

(2)

Através deste Princípio, é possível quantificar a intensidade dessa força, ou

seja, do empuxo. O empuxo, nada mais é que uma força de mesma intensidade da

força peso, porém de sentido contrário. Este postulado pode ser visualizado quando

observa-se um corpo flutuando na água. Um exemplo clássico é o navio que tem

seu casco feito de aço, material que possui maior densidade quando comparado a

água. Porém, o mesmo não é maciço, o que faz com que sua densidade seja menor

que do fluido, possibilitando que o corpo atinja o equilíbrio com uma parte emergida.

Historicamente, uma lenda conta que este enunciado surgiu da necessidade

de Arquimedes determinara falsificação na confecção da coroa do Rei Herão, de

Siracusa, o qual desconfiava que na confecção de sua coroa havia sido misturada

prata junto com o ouro. Segundo o historiador Vitruvio, Arquimedes ao imergir seu

corpo na banheira, notou que a água que transbordava era igual a porção de seu

corpo imerso. Então, medindo a quantidade de água deslocada por objetos de ouro,

prata e pela coroa Arquimedes provou a falsificação (NUSSENZVEIG, 1990).

5

6

  • 3 MATERIAIS E MÉTODOS

3.1

MATERIAIS

Neste experimento foi utilizado uma balança semi-analítica, a qual tinha

finalidade de medir a massa de diversos corpos ao decorrer da prática. Uma proveta

de 1000 mL, juntamente com um béquer de mesmo volume.

 
 

Um dinamômetro, o qual possuía uma graduação de 0,02 N, podendo

suportar no máximo forças de até 2 N. Sendo que, um dinamômetro, nada mais é

que um aparelho capaz de medir força, através da deformação elástica causada

em uma mola que o compõe.

 
 

Um tripé, com uma garra acoplada, com finalidade de manter o dinamômetro

suspenso. E também, um cilindro de nylon, o qual possui um gancho metálico em

uma de suas extremidades para ser acoplado no dinamômetro, revestido com papel

milimetrado a fim de prover uma escala acoplada ao corpo de prova.

 
 

Os

líquidos usados foram água, proveniente da

torneira próxima ao

laboratório,

sendo

assim,

possuindo

diversos

sais

e

possivelmente

outras

substancias

dissolvidas.

Também

foi

utilizado

álcool

comercial,

de

pureza

desconhecida.

 
 

Para uma determinação direta da massa especifica dos líquidos, foram

utilizados de dois densímetros de escalas diferentes. Um para o álcool e um para

água. Um densímetro é um equipamento de carcaça de vidro, com pequenas

esferas de chumbo presas ao seu fundo interno.

 

3.2

MÉTODOS

O primeiro passo do experimento foi realizar a calibração do dinamômetro,

para ser obtido resultados confiáveis com o menor erro relacionado. Este foi feito

alinhando o final da carcaça protetora do mesmo, com sua graduação referente ao

zero. Após realizada a calibração, o tripé de haste cilíndrica com garra foi

posicionado na bancada a fim de se obter o melhor local para realização do

experimento e em seguida o dinamômetro preso pela garra.

6

7

Então, com auxílio dos densímetros, foi determinada de maneira direta a

massa específica do álcool, visto que o este foi escolhido para ser o primeiro líquido

utilizado. O líquido foi transferido de seu recipiente de armazenamento para

proveta, sendo o densímetro adequado inserido e assim, efetuada a leitura direta

do valor.

Em seguida, o corpo de prova, ou cilindro de nylon teve seu gancho retirado

e foi então colocado sobre a balança para ter sua massa determinada. Após a

medição, o gancho foi acoplado novamente então pendurado no dinamômetro que

compunha o sistema experimental. A proveta com o líquido foi inserida logo abaixo

do sistema e a coleta de dados teve início.

O cilindro foi imerso de maneira cuidadosa para que não houvesse ar sobre

sua base e nem tocasse as laterais da proveta. A cada 10 mL de fluido deslocado,

o valor apresentado pelo dinamômetro era tomado. O processo se repetiu,

construindo assim uma tabela de dados, até sua imersão.

Após toda a coleta de dados desta forma, o experimento foi novamente

realizado, porém utilizando como base a graduação do papel milimetrado. A cada

1 cm do papel, o valor exposto pelo equipamento de medição de força era anotado,

gerando assim outra tabela, sendo o último ponto quando o cilindro estava imerso.

Para a água o único diferencial durante a coleta de dados foi que não foi

possível determinar sua massa específica através do uso do equipamento chamado

densímetro, pois como esta era advinda da torneira, possuía sais, produtos de

tratamento e outras possíveis substancias dissolvidas a graduação presente no

equipamento não foi efetivamente útil. Então fez-se necessário a tomada de uma

medida de massa de um volume conhecido para então, estimar-se sua massa

específica. Quanto a coleta de dados e os passos seguidos seguiu-se o descrito

anteriormente para o outro fluido.

7

8

  • 4 RESULTADOS E DISCUSSÃO

Como foi utilizado o mesmo cilindro durante toda a prática, as características

do mesmo estão representadas na tabela 1, bem como a gravidade foi tratada como

uma constante (9,81 m/s²).

Figura 1 - Medidas do cilíndro de nylon

Diâmetro (cm)

4,00 ± 0,005

Altura (cm)

11,00 ± 0,005

Massa (g)

167,18 ± 0,005

  • 4.1 ANÁLISE COM ÁGUA

A análise com a água parte da condição estática, dada por:

 

(3)

= −

=

∗ ∆

(4)

= − ∗ ∗ ∆

(5)

Dessa forma, estimaram-se os valores de peso aparente (PA) através da

submersão do cilindro de nylon, verificando a variação do volume (ΔV) através da

proveta e com a marcação do papel milimetrado no cilindro.

  • 4.1.1 ANÁLISE COM A PROVETA Como se utilizou a ΔV para a obtenção do PA, sendo 5mL o erro da medida

da proveta, a propagação de erro foi dada por:

Deslocando-se o

 

(6)

∆ = −

 

() ≅ 7

 

(7)

volume a

cada 10

mL, tem-se

a tabela

2 sobre peso

aparente em relação ao volume.

8

9

Tabela 2 - Peso aparente e volume deslocado

Volume deslocado ± 7 (cm³)

Peso aparente ± 0,01 (N)

0

1,64

10

1,54

20

1,43

30

1,36

40

1,28

50

1,20

60

1,10

70

0,99

80

0,84

90

0,76

100

0,64

Dessa maneira, plotou-se o gráfico 1, referente ao peso aparente x volume

deslocado.

1,8 Peso aparente y = a + b*x Equation 1,7 0,9931 Adj. R-Square Value Standard Error
1,8
Peso aparente
y = a + b*x
Equation
1,7
0,9931
Adj. R-Square
Value
Standard Error
1,6
Intercept
1,65318
0,01532
Peso aparente
1,5
Slope
-9827,27273
258,89147
Peso aparente
1,4
1,3
1,2
1,1
1,0
0,9
0,8
0,7
0,6
0,5
0,00000
0,00002
0,00004
0,00006
0,00008
0,00010
0,00012
Peso aparente (N)

Volume deslocado (m³)

Figura 1 - Peso aparente x Volume deslocado

9

10

Partindo-se da equação 1, nota-se que quando o peso aparente for nulo,

chegando, ela pode ser simplificada à:

=

∗ ∗ ∆

=

=

(8)

(9)

(10)

Pelas dimensões do cilindro, tem-se que o V= (1,38x10 -4 ± 0,0004x10 -4 ) m³

e pelo densímetro, obteve-se ρágua = (999 ± 5) kg/m³. Como não era possível obter

a ΔV suficiente para verificar a igualdade acima, então, observa-se que quando a

reta do gráfico 1 intercepta o eixo das abcissas (y = 0), verifica-se a variação de

volume suficiente para satisfazer a igualdade.

∆ =

(11)

Assim, ΔV = (1,68x10 -4 ± 0,05x10 -4 ) m³, então, substituindo em 4, obtém-se

ρnylon = (1217 ± 36) kg/m³.

Através desses parâmetros analisados, pode-se observar pela eq. 1, a

relação do empuxo com o volume de fluído deslocado:

(12)

= −

Como o peso real é constante, dado pela multiplicação da massa com a

gravidade (1,64 ± 0,05) N, então, obteve-se a seguinte tabela 3 referente ao

empuxo por volume deslocado.

10

11

Tabela 3 Empuxo e volume deslocado

Volume deslocado ± 7 (cm³)

Empuxo ± 0,05 (N)

 

0

0

10

0,10

 

20

0,21

30

0,28

40

0,36

50

0,44

60

0,54

70

0,65

80

0,80

90

0,88

100

1,00

Através

dos

dados

da

tabela

3,

obtém-se

o

gráfico

2

sobre

Empuxo x Volume deslocado.

1,2 Empuxo y = a + b*x Equation 0,9931 Adj. R-Squar Value Standard Err 1,0 Intercept
1,2
Empuxo
y = a + b*x
Equation
0,9931
Adj. R-Squar
Value
Standard Err
1,0
Intercept
-0,01318
0,01532
Empuxo
Slope
9827,2727
258,89147
Empuxo
0,8
0,6
0,4
0,2
0,0
0,00000
0,00002
0,00004
0,00006
0,00008
0,00010
0,00012
Empuxo (N)

Volume deslocado (m³)

Figura 2 - Empuxo x Volume deslocado

11

12

Observa-se que o coeficiente angular do gráfico 2 é dado pelo produto entre

a densidade do fluído e a gravidade. Dessa forma, observa-se que há dependência

da densidade em relação ao coeficiente angular, dada pela equação 13.

=

=

(13)

Assim, ρflúido = (1002 ± 26) kg/m³, onde tal resultado se assemelha muito com

o obtido pelo densímetro.

  • 4.1.2 ANÁLISE COM O PAPEL MILIMETRADO Igualmente a analise com a proveta, o método consiste na variação da altura

demarcada no cilindro através de um papel milimetrado, dessa forma o erro é dado

por:

∆ = −

(14)

() ≅ 0,07

(15)

Dessa forma, variando-se a altura do cilindro a cada 1 cm, obteve-se a tabela

4 que relaciona a altura imersa com o peso aparente.

Tabela 4 - Peso aparente e altura imersa

12

13

Altura imersa ± 0,07 (cm)

Peso aparente ± 0,01 (N)

0

1,64

1

1,48

2

1,36

3

1,24

4

1,14

5

1,00

6

0,86

7

0,74

8

0,6

9

0,48

10

0,34

11

0,22

Através dos dados da tabela 4, tem-se o gráfico 3 referente à Força aparente

x Altura imersa.

1,8 Peso aparente y = a + b*x Equation 1,6 0,99926 Adj. R-Squar Value Standard Err
1,8
Peso aparente
y = a + b*x
Equation
1,6
0,99926
Adj. R-Squar
Value
Standard Err
1,4
Intercept
1,62846
0,00681
Peso aparen
Slope
-12,7902
0,1048
Peso aparen
1,2
1,0
0,8
0,6
0,4
0,2
0,0
0,00
0,02
0,04
0,06
0,08
0,10
0,12
Peso aparente (N)

Altura imersa (m)

Figura 3 - Peso aparente x Altura imersa

Sabendo que o volume imerso do cilindro é dado pela equação 16:

13

14

=

4

2 ∗ ℎ

(16)

Partindo da equação 4 e através da proporção entre a ΔV e o volume do

cilindro, tem-se que a densidade do nylon pode ser dada por:

=

(17)

Onde a altura imersa é dada pela extrapolação do gráfico 4, vista por:

=

(18)

Obtendo-se himersa = (0,127 ± 0,005) m, dessa forma, tem-se a ρnylon = 1153

± 46 kg/m³. Observa-se que o erro na proveta foi menor, porém os valores se

aproximam e estão no intervalo do erro de ambos.

Através dos parâmetros analisados, pode-se realizar a mesma relação vista

na seção anterior:

= −

(19)

Dessa forma, obtém-se a tabela 5 referente ao empuxo pela altura imersa.

Tabela 5 - Empuxo e altura imersa

14

15

Altura imersa ± 0,07 (cm)

Empuxo ± 0,05 (N)

 

0

0

1

0,16

2

0,28

3

0,40

4

0,50

5

0,64

6

0,78

7

0,90

8

1,04

9

1,16

10

1,30

11

1,42

Através

da

tabela,

tem-se

o

seguinte

gráfico

4

referente

ao

Empuxo x Volume deslocado.

1,6 Empuxo 1,4 y = a + b*x Equation 0,99926 Adj. R-Squa Value Standard Er 1,2
1,6
Empuxo
1,4
y = a + b*x
Equation
0,99926
Adj. R-Squa
Value
Standard Er
1,2
Intercept
0,01154
0,00681
Empuxo
Slope
12,7902
0,1048
Empuxo
1,0
0,8
0,6
0,4
0,2
0,0
-0,2
0,00
0,02
0,04
0,06
0,08
0,10
0,12
Empuxo (N)

Altura imersa (m)

Figura 4- Empuxo x Altura imersa

15

16

Como o empuxo se relaciona com o volume submerso, dessa forma temos

a seguinte relação:

= ∗ ∗

  • 4 2

(20)

Através da relação acima e pelo gráfico 4, nota-se que o coeficiente

angular é dado por:

= ∗ ∗

  • 4 2

4 ∗ .

=

2 ∗ ∗

(21)

Substituindo os valores, temos que ρfluído = 1038 ± 27 kg/m³. Contrastado

com os valores obtidos pela proveta e pelo densímetro, observa-se que está

condizente dentro do intervalo de erro.

16

17

  • 4.2 ANÁLISE COM O ÁLCOOL

O procedimento com o álcool seguiu da mesma maneira que com água,

porém a densidade foi obtida indiretamente, através da pesagem de um volume

conhecido, onde ρálcool = (851 ± 42) kg/m³.

  • 4.2.1 ANÁLISE COM A PROVETA Analogamente à água, através do volume deslocado, tem-se a tabela 6.

Tabela 6 - Peso aparente e volume deslocado

Volume deslocado ± 7 (cm³)

Peso aparente ± 0,01 (N)

0

1,64

10

1,58

20

1,50

30

1,42

40

1,36

50

1,26

60

1,20

70

1,12

80

1,02

90

0,96

100

0,86

Assim, tem-se o gráfico 5 sobre Peso aparente x Volume deslocado.

17

18

1,8 Peso aparente y = a + b*x Equation 1,6 0,99796 Adj. R-Squar Value Standard Err
1,8
Peso aparente
y = a + b*x
Equation
1,6
0,99796
Adj. R-Squar
Value
Standard Err
Intercept
1,6554
0,0066
Força
Slope
-7800
111,58759
Força
1,4
1,2
1,0
0,8
0,00000
0,00002
0,00004
0,00006
0,00008
0,00010
0,00012
Peso aparente (N)

Volume (m³)

Figura 5 - Peso aparente x Volume deslocado

Através da equação 5, tem-se ΔV = (2,12x10 -4 ± 0,03x10 -4 ) m³. Assim,

substituindo-se a ΔV, o Vnylon e a densidade do álcool na equação 4, temos ρnylon =

(1073 ± 64) kg/m³.

Com esses parâmetros, pode-se relacionar o empuxo com o volume

deslocado, através da seguinte relação:

= −

(22)

Dessa forma, chegou-se a seguinte tabela 7 referente a relação entre

empuxo e volume deslocado.

18

19

Tabela 7 Empuxo e volume deslocado

Volume deslocado ± 7 (cm³)

Empuxo ± 0,05 (N)

0

0

10

0,06

20

0,14

30

0,22

40

0,28

50

0,38

60

0,44

70

0,52

80

0,62

90

0,68

100

0,78

Através da tabela 7, tem-se o gráfico 6 sobre Empuxo x Volume deslocado.

1,0 Empuxo y = a + b*x Equation 0,99796 Adj. R-Squar 0,8 Value Standard Err Intercept
1,0
Empuxo
y = a + b*x
Equation
0,99796
Adj. R-Squar
0,8
Value
Standard Err
Intercept
-0,0154
0,0066
Empuxo
Slope
7800
111,58759
Empuxo
0,6
0,4
0,2
0,0
-0,2
-0,00002
0,00000
0,00002
0,00004
0,00006
0,00008
0,00010
0,00012
Empuxo (N)

Volume deslocado (m³)

Figura 6 - Empuxo x Volume deslocado

A partir do gráfico e pela equação 6, tem-se que ρfluído = (795 ± 11) kg/m³.

Observa-se que há uma certa discrepância na densidade medida previamente,

porém ambas se aproximam nos intervalos de erros. Tal variação ocorreu porque

o método da obtenção da densidade do álcool não foi pelo densímetro, bem como

o líquido se tratava de uma mistura álcool e água.

19

20

  • 4.2.2 ANÁLISE COM PAPEL MILIMETRADO Através das mesmas considerações em 1.1.2, chegou-se à tabela 8.

Tabela 8 - Peso aparente e volume deslocado

Altura imersa ± 0,07 (cm)

Peso aparente ± 0,01 (N)

0

1,64

1

1,52

2

1,42

3

1,32

4

1,22

5

1,12

6

1,02

7

0,9

8

0,8

9

0,72

10

0,62

11

0,52

Assim, pelos dados da tabela 8, obteve-se o gráfico 7 sobre Peso aparente x

Altura imersa.

20

21

1,8 Peso aparente y = a + b*x Equation 1,6 0,99932 Adj. R-Squar Value Standard Err
1,8
Peso aparente
y = a + b*x
Equation
1,6
0,99932
Adj. R-Squar
Value
Standard Err
Intercept
1,62564
0,00519
Peso aparent
1,4
Slope
-10,1328
0,07996
Peso aparent
1,2
1,0
0,8
0,6
0,4
0,00
0,02
0,04
0,06
0,08
0,10
0,12
Peso aparente (N)

Altura imersa (m)

Figura 7 - Peso aparente x Altura imersa

Através da análise com

a água, quando o peso aparente

é nulo e pela

proporcionalidade dos volumes, temos:

=

(23)

Pela equação 18, temos himersa = (0,160 ± 0,001) m. Dessa forma,

ρnylon = (1238 ± 62) kg/m³. Nota-se que houve uma grande variação entre os valores

obtidos, porém estão condizentes no intervalo dos erros.

Analogamente à água, temos a seguinte relação:

= −

(24)

Dessa forma, chegamos à tabela 9 referente a altura imersa e empuxo.

21

22

Tabela 9 - Empuxo e volume deslocado

Altura imersa ± 0,07 (cm)

Empuxo ± 0,05 (N)

0

0

1

0,12

2

0,22

3

0,32

4

0,42

5

0,52

6

0,62

7

0,74

8

0,84

9

0,92

10

1,02

11

1,12

Através dos dados da tabela 9, obtém-se o gráfico 8 sobre Empuxo x Altura

imersa.

22

23

1,2 Empuxo y = a + b*x Equation 0,99932 Adj. R-Squa 1,0 Value Standard Er Intercept
1,2
Empuxo
y = a + b*x
Equation
0,99932
Adj. R-Squa
1,0
Value
Standard Er
Intercept
0,01436
0,00519
Empuxo
Slope
10,1328
0,07996
Empuxo
0,8
0,6
0,4
0,2
0,0
-0,2
0,00
0,02
0,04
0,06
0,08
0,10
0,12
Empuxo (N)

Altura imersa (m)

Figura 8 - Empuxo x Altura imersa

Através da relação do empuxo pelo volume submerso, dada pela

equação 19, então dessa equação pelo gráfico 8, observada na equação 20, temos

ρfluído = (822 ± 27) kg/m³. Assim, pode-se observar que as densidades observadas

para o álcool se aproximam pelos intervalos dados pelos erros.

23

24

5 CONCLUSÃO

Ao final, foi possível determinar com certa precisão e coerência os valores

para as densidades da água e álcool, sendo tais resultados obtidos aceitáveis

dentro do erro.

A densidade encontrada para a água foi de ρágua = (1002 ± 26) kg/m³ para a

análise com a proveta e ρágua = (1038 ± 27) kg/m³ para a análise realizada com o

papel milimetrado colado ao corpo de nylon. Comparando com a densidade obtida

pelo densímetro, ρágua = (999 ± 5) kg/m³, tais resultados podem ser considerados

satisfatórios, porém nota-se que a análise realizada com a proveta resultou em uma

densidade mais exata. Isso pode ser explicado pela precisão em si nas medidas da

proveta, principalmente quando comparadas com o papel milimetrado, que pode

apresentar pequenas deformações que atrapalham a análise.

Seguindo o mesmo procedimento, a densidade encontra para o álcool foi de

ρálcool = (795 ± 11) kg/m³ na análise pela proveta e ρálcool = (822 ± 27) kg/m³ na

análise realizada com papel milimetrado. Comparando com a densidade calculada

pelo peso do álcool em certo volume, ρálcool = (851 ± 42) kg/m³, nota-se que dentro

dos erros tais resultados são compatíveis com o teórico, mas certa discrepância,

principalmente em relação a análise com a proveta, pode ser notada. Um método

mais eficaz de se determinar a densidade de referência do álcool, como a utilização

do densímetro para álcool, pode ser empregada para se garantir resultados mais

precisos.

A realização de tais análises evidencia ainda mais como o princípio de

arquimedes ainda se mostra eficaz na determinação da densidade de fluidos e

corpos, mesmo se passando milhares de anos desde seus primeiros experimentos.

24

25

  • 6 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

HALLIDAY, D.; RESNICK, R; WALKER, J

..

Fundamentos de física. 9ª

Edição. Rio de Janeiro: LTC. Vol 1.

QUIÑONES, F.R.E. Física Geral: Uma visão geral do mundo. Toledo

NUSSENZVEIG, H. MOYSÉS. Curso de Física Básica. 2ª Edição, 1990. São

Paulo: Editora Edgard Blucher LTDA.

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