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27 de Outubro de 1984
Presidente Nacional Reverendo Pr. Gilson Aristeu de Oliveira
Coordenador Geral Pr. Antony Steff Gilson de Oliveira

APOSTILA Nº. 24/300.000 MIL CURSOS GRATIS EM 45 PAGINAS.

Apostila 24

OS LEVITAS
Teologia Sobre Louvor e Adoração
Parte I

"Nesse tempo o Senhor separou a tribo de Levi para levar a arca da aliança do
Senhor, para o servir, e para abençoar em seu nome..." (Dt 10.8)

Levitas eram os membros da tribo de Levi, terceiro filho do patriarca Jacó.


Formavam uma tribo separada, sem território, sem herança terrena porque
gozavam do alto privilégio de ter o Senhor como seu quinhão, sua posse (Dt 10.9).
Era a tribo dos sacerdotes (cohanim), descendentes de Arão, por sua vez
descendente de Levi (Ex 29.44; Nm 3.10). Isso quer dizer que todo sacerdote
(cohen) era levita levi), mas nem todo levita era sacerdote (Nm 3.6s).

Os levitas (leviim) tinham, entre outros privilégios:


· servir no santuário (Nm 3.6; 1Cr 15.2) ajudando nos sacrifícios (Jr 33.18,22), na
recepção de oráculos (Nm 3.38; 2Rs 12.9ss;
· transportar a arca da aliança (aron haberith);
· a responsabilidade do ensino da lei (Dt 31.9; 22.10);
· autoridade para abençoar. Grande privilégio pela associação como o Nome de
Deus (Nm 6.27).

Gozavam os levitas de alto prestígio, de elevada estima aos olhos do Senhor a


ponto de lhes ser dito pelo Senhor, "... os levitas serão meus" (Nm 8.14b). Por
esse motivo, no deserto, quando da apostasia do povo de Deus, os levitas
puniram os apóstatas (Ex 32.25-29).

Deuteronômio 10.8 resume o ministério levítico, e nos aponta de modo sugestivo

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um plano de trabalho para nós mesmos, levitas da Nova Aliança: levar a arca da
aliança, estar diante do Senhor e abençoar em Seu Nome.

LEVAR A ARCA DA ALIANÇA

O relato do Antigo Testamento dá uma descrição da arca (Ex 25.10ss). Era uma
caixa de madeira de acácia medindo 1,40m x 0,84 cm x 0,84 cm, coberta de ouro
e com uma tampa de ouro e com um tampo de ouro chamado de "propiciatório",
em hebraico kapporeth (Ex 25.17, 21; 26.34).

Na arca, três objetos que eram testemunhos da relação de Deus com Seu povo:
· As duas tábuas de pedra onde se achava "escrita a aliança de Deus com o povo"
(Ex 24.12; 25.16, 21; 40.20; Dt 10.1-5). Era lembrança do pacto de Deus com os
filhos de Jacó, símbolo de direção permanente da parte divina;
· O pote de maná que recordava ao povo o cuidado e o sustento que vinham da
parte de Deus no deserto (Ex 16.14ss; Hb 9.4, 5). Era uma metáfora concreta do
alimento permanente vindo de Deus;
· O bastão (vara) de Arão (Nm 17.10) que floresceu como prova da sua divina
indicação para ser Sumo-sacerdote (cf. v.8). É sinal de apoio permanente pelo
Senhor.

A arca era um ponto catalizador dos doze tribos de Israel; o lugar de encontro no
Santo dos Santos, onde o Senhor revelava Sua vontade aos Seus servos. Sinal
visível e símbolo da presença de Deus entre o povo (1Sm 4-6; 2Sm 6; 1Rs 8; cf.
1Sm 4.7,22; Nm 10 35; 1Rs 8.11). Era o próprio trono de Deus.

Reputada como a "glória de Israel" (1Sm 4.21,22), santificava o lugar onde


repousava (2Cr 8.11). Por esse motivo, quando a notícia de que havia sido
tomada pelos filisteus chegou ao povo de Deus, a nora de Eli, o sacerdote,
exclamou: "De Israel se foi a glória!" (1Sm 4.21).
Pois uma das funções levíticas era transportar a arca, o que foi desempenhado
até Ter sido levada definitivamente para Jerusalém (1Cr 16.1), ocasião quando
dita função foi transformada em ministério de serviço e de louvor (1Cr 23.25-32).

Que lição tiramos para nós, os levitas de hoje? A de que para levar a arca é
preciso ser escolhido. Outra importante lição é que se temos de levar a arca,
temos que desempenhar esta obrigação de modo incansável, sacrificial, corajoso
até. Afinal, a arca da aliança é um tipo de Jesus Cristo, segundo Apocalipse 11.19.

ESTAR DIANTE DO SENHOR

Uma explicação mais detalhada está em Números 3.6-8, onde se percebe que
"estar diante de..." é o mesmo que "dar assistência, servir".

"Estar diante do Senhor" tem a ver com consagração. O Novo Testamento ensina
que os filhos de Deus somos constrangidos pelo amor a viver para o Senhor que
morreu e ressuscitou por nós (2Co 5.14). A base dessa consagração é o amor, e

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não pode haver consagração se não se sentir o amor do Senhor, e se não se
amor o Senhor.

O povo de Israel fora escolhido, mas só a tribo de Levi foi separada para ser a
tribo de sacerdotes. Consagração na Antiga Aliança era algo exclusivo. Hoje, na
dispensação da raça, todos somos sacerdotes, levitas, portanto (Ap 1.5, 6).
Watchman Nee escreveu como oração:
Ó Senhor, Sendo amado, que mais posso eu fazer
Além de me separar de todas as coisas
Para poder servir-Te?

Daqui em diante,
Ninguém poderá usar minhas mãos, ou pés,
Ou boca, ou ouvidos;
Pois estas minhas mãos
São para fazer as Tuas obras,
Meus dois pés para andar em Teu Caminho,
Minha boca para cantar os Teus louvores,
E meus ouvidos para ouvir a Tua voz".

A consagração visa a servir a Deus, como o faziam os levitas que tinham a função
de "estar diante do Senhor". Quando nos tornamos crentes em Cristo, assumimos
o compromisso o compromisso de servir a Deus por toda a vida. Um médico que é
salvo pelo sangue de Jesus coloca a medicina em segundo lugar, pois para o
primeiro lugar vai Jesus, seu Salvador. O mesmo com o comerciante, o soldado
ou o bancário. Assim aconteceu com os primeiros discípulos: Mateus era fiscal de
rendas; Pedro, André, Tiago e João eram pescadores que para "estar diante do
Senhor" deixaram suas vocações para segundo plano.

Para 'estar diante do Senhor" é preciso ser (2Cr 29.11). "Não sejais negligentes"
diz este texto. Isso faz lembrar Samuel Brengle: "A santidade não tem pernas e
não pode andar de um lado para outro visitante os preguiçosos". E continua
lembrando que há dois empecilhos práticos à santidade: consagração imperfeita e
fé imperfeita.

Realmente a nada leva a consagração pela metade, a consagração parcial, a


consagração às vezes, talvez, pode-ser, domingo-sim-domingo-não, semana-sim-
semana-não. A nada leva a fé mais-ou-menos, a fé desde-que, até-certo-ponto,
limitada, nem-sempre, com ressalvas.

PARA ABENÇOAR EM SEU NOME

A história da bênção é antiga. Já a encontramos nos primeiros momentos da


Criação (Gn 1.27, 28; 2.3). Abraão foi abençoado por Deus para ser uma bênção
para o mundo (Gn 12.1-3).

O texto de Deuteronômio fala da função levítica de abençoar em nome de Deus.

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Ora, aprendemos com a Escritura que abençoar em nome de alguém é falar em
seu nome. Por essa razão há de haver cuidado com a bênção dada levianamente
e sem discernimento (cf. Ex 20.7). Excelente exemplo de abençoar em Nome do
Senhor está em 2Samuel 6.18, quando a arca da aliança foi trazida da casa de
Abinadabe (em Quiriate-Jearim) e a levaram para Jerusalém conquistada por
Davi.

Há bênçãos belíssimas:
DE PARA REFERÊNCIA
De Isaque Para Jacó - Referência Gn 27.27-29
De Jacó Para filhos - Referência Gn 49.1-28
De Moisés Para povo de Israel - Referência Dt 33
De Sacerdotes Para Povo de Israel - Referência Nm 6.24-27
De Jacó Para José (em seus filhos) - Referência Gn 48.`15,16
O Salmo 128

De Jesus Para crianças - Referência Mc 10.14, 16

Na imensa maioria, destaca-se a marca do Nome do Senhor, ou seja, Seu caráter,


Sua personalidade e Seu poder. A vontade de Deus é colocada sobre aquele por
quem se orar, pois que o Nome do Senhor protege e abençoa (Nm 6.27). Não é
uma simples palavra, pois "Eu-Sou-O-Que-Sou", ou seja, "Eu-Não-Mudo" (cf. Pv
18.10).

Há que tomar em consideração um importante fato: para abençoar é preciso ser


uma bênção.

Em Números 16.9, a grande pergunta do Senhor é : "Acaso é pouco vós que o


Deus de Israel vos tenha separado... para vos fazer chegar a si...?" Os levitas da
Nova Aliança vivemos na disposição de continuar levando a arca, pois para tanto
formos escolhidos; de lembrar ao povo a direção permanente de Deus; de
recordar ao povo o pão dos céus, Jesus Cristo, o maná vivo; de ressaltar o apoio
permanente no cajado de Arão agora brotando em Cristo Jesus. Vivemos, os
levitas, na santa disposição de estar diante do Senhor, ou seja, de consagração
contínua, efetiva, real, verdadeira baseada no amor, na disposição de ser.
Vivemos na sagrada determinação de abençoar em Seu Nome, e para isso temos
que ser uma bênção.

II
CAUSAS QUE PODEM CONTRIBUIR
Para que o louvor não flua nos cultos da Igreja
Sempre que estou participando de seminários com dirigentes de cultos e com
equipes que dirigem o louvor congregacional, a questão que todos querem saber
é: O que bloqueia o fluir de Deus no culto da igreja?

Os pastores, via de regra, apontam sempre numa direção: pecado no meio do


grupo de louvor, alegam, como se não houvesse também pecado entre a equipe

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pastoral e demais ministros da igreja! Dias atrás tive que me deter no estudo do
tema porque foi essa a acusação que os músicos ouviram do líder da igreja: O
louvor não flui porque existe pecado entre vocês! Esse tipo de acusação deixa
todo mundo desanimado e é um terreno fértil para a acusação de Satanás. Numa
reunião em que fui convidado a ministrar para os músicos, estudamos juntos as
várias possibilidades de um culto não fluir como todos gostaríamos.

1. Pecado. Todos concordamos que o pecado é realmente um obstáculo para a


manifestação de Deus, impedindo também que os músicos e dirigentes de louvor
sintam-se à vontade. Se um dos pastores da igreja, se alguns dos que exercem
liderança congregacional e se na equipe de louvor houver alguém que vive
sistematicamente na prática do pecado, pode-se pregar o mais eloqüente sermão,
ter a melhor e mais afinada equipe de música, que nada acontecerá. Esses dias
um pastor me procurou para que eu o ajudasse a resolver um pecado sério que
havia na equipe de louvor: três rapazes da equipe estavam incorrendo em prática
homossexual. É preferível ter um violão tocando em três acordes do que músicos
em pecado. Em geral os demônios se sentem à vontade no meio de crentes
pecadores e inflamam a igreja com o mesmo pecado que a liderança está
praticando. Um exemplo: se começam a aparecer muitos casos de adultério, é
bom examinar o que está acontecendo com a liderança!

"Mas as vossas iniqüidades fazem separação entre vós e o vosso Deus; e os


vossos pecados encobrem o seu rosto de vós, para que não vos ouça" (Is 59.2).

"Afasta de mim o estrépito dos teus cânticos; porque não ouvirei as melodias das
tuas liras" (Am 5.23).

"Aos retos fica bem louvá-lo" (Sl 33.1).

"Cantem de júbilo e se alegrem os que têm prazer na minha retidão..." (Sl 35.27).

Como se vê, Deus olha mais para o coração do homem do que para seus talentos!
A retidão, vida íntegra e sinceridade de coração são mais importantes para Deus
que nossos melhores sacrifícios.

2. Mas não apenas o pecado pode ser obstáculo ao fluir de Deus no culto. Um
grupo de louvor pode viver consagrado a Deus e no entanto não consegue fluir
pela falta de entrosamento entre os músicos. A Escritura não apresenta nenhum
caso de falta de entrosamento, mas mostra que, quando há um perfeito
entrosamento entre eles, Deus se faz presente na reunião. Em 2 Crônicas 5.11-14
os músicos e cantores estavam em perfeita sintonia musical e espiritual. Temos,
então dois tipos de entrosamento: O natural, onde todos tocam e cantam em
perfeita harmonia e o espiritual, quando todos estão afinados com a música do
céu! Em Neemias vemos Matanias, dirigindo os louvores em perfeita sintonia com
seus irmãos (Ne 11.17; 12.8). Ambos são importantes: afinados entre si e com o
Espírito Santo! Noutro artigo quero focalizar a importância de encontrar o tom
celestial, o tom de Deus!

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3. Um terceiro aspecto é a falta de entrosamento entre músicos e dirigente.
Encontramos nos dias de Davi a Quenanias, chefe dos levitas músicos. Ele "tinha
o encargo de dirigir o canto, porque era entendido nisso" (1 Cr 15.22). Todos os
demais seguiam a orientação dele na grande celebração que se fez quando Davi
levou a arca da aliança de volta para Jerusalém. Nos dias de Neemias, Jezraías
era o maestro que dirigia os músicos e cantores do templo (Ne 12.42). Não
adianta ter bons músicos e um péssimo dirigente ou vice-versa. Deve haver uma
perfeita coordenação entre eles. O dirigente comanda e a um sinal seu os músicos
sabem em que direção devem seguir.

4. Um quarto aspecto que deve ser analisado é a falta de entrosamento entre


dirigente e congregação. Se a congregação não está acostumada ao dirigente e
vice-versa, se não houver um perfeito entrosamento entre eles, o louvor também
não flui. O povo conhece o seu dirigente de louvor. Sabe quando ele está num
bom mood, se está bem ou não. O dirigente também conhece a congregação e
pode detectar quando esta está cansada fisicamente, afadigada espiritualmente,
etc. O dirigente levanta a mão, faz um gesto, usa o tom de voz, e o povo, que o
conhece, segue suas orientações! Qualquer gesto seu é correspondido pelo povo
que já se acostumou com ele!

Esdras afirma que "os levitas ensinavam o povo na lei...dando explicações, de


maneira que todos entendessem o que se lia" (Ne 8.7,8; 9.3-5). O dirigente ensina
a congregação e esta passa a fluir com ele em tudo o que ele disser e fizer!

"Gloriar-se-á no Senhor a minha alma; os humildes ouvirão e se alegrarão.


Engrandecei o Senhor comigo e todos à uma lhe exaltemos o nome" (Sl 34.2,3).

Juntos eles glorificam a Deus! "Vestirei de salvação os seus sacerdotes, e de


júbilo exultarão os seus fieis" (Sl 132.16).

5. Um quinto aspecto que não deve ser desprezado é quando existe estafa, fadiga
e canseira dos componentes do grupo. Aqui é bom discutir primeiramente a
canseira física. Davi foi bastante sábio quando estabeleceu que cada grupo de
louvor ficaria apenas uma hora no templo cantando e adorando a Deus (Veja 1
Crônicas 25). Mais de uma hora e começa a canseira. Imagine os músicos que às
vezes tocam em vários cultos no mesmo dia!

Existe também um tipo de situação que deixa os músicos abatidos. Eles se


esforçam em fazer o melhor para Deus, mas a liderança pastoral não contribui
adquirindo o equipamento que eles precisam. Existem pastores que não sabem
investir numa boa aparelhagem de som, em retornos para a plataforma, numa boa
bateria acoplada à mesa de som, teclados, instrumentos, etc. E essas coisas
deixam os músicos desanimados! Nos dias de Neemias os levitas encarregados
do serviço do templo, sentiram-se desanimados e foram cada um para sua cidade
(Ne 13.10). Foram abandonados pela liderança!

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Sinto pena de alguns grupos de dirigentes de louvores que fazem o melhor que
podem, mas não são correspondidos pela liderança da igreja. É triste quando se
tem que fazer "muletas" ou festinhas e almoços para se angariar fundo para
equipar a igreja de bons instrumentos e de um bom sistema de som. Isso jamais
deveria ocorrer. A igreja deve contribuir e o tesoureiro abrir o cofre! Não é sem
razão que muitos de nossos músicos "fogem" para os campos como aconteceu
com os levitas no tempo de Neemias. O desânimo e a canseira, são obstáculos ao
mover de Deus nas reuniões da Igreja!

6. É necessário analisar um sexto aspecto: Estafa, fadiga e canseira da


congregação. E a análise tem que ser feita no âmbito físico e espiritual. No âmbito
físico, o povo pode andar emocionalmente abalado por problemas na congregação
e no âmago espiritual o povo pode estar desgastado espiritualmente. O que
desgasta espiritualmente uma congregação? Tempo muito prolongado no louvor;
pregações muito grandes. Exigências demasiadas para que ofertem e contribuam
além de suas posses. Falta de variedade nos temas bíblicos pregados, etc.

Uma congregação que não tem expectativa do que vai ocorrer no culto e que já
sabe na ponta da língua o que vem a seguir passa a viver dentro de uma rotina; e
rotina cansa, tortura, mata e massacra espiritualmente a igreja. Quando o povo
não tem mais expectativa de que algo novo pode ocorrer, alguma coisa está
errada com a liderança pastoral. A ausência de milagres, de manifestações do
Espírito Santo, de uma palavra viva, de conversões, de libertação deixam a igreja
fadigada espiritualmente. Consequentemente o louvor não flui. Pode-se ter a
melhor e mais treinada equipe de música, os melhores equipamentos, que nada
ocorrerá! Lindos corais, muita coreografia e poucos resultados espirituais!

"Algo novo vai acontecer; algo bom Deus tem pra nós; reunidos aqui, só pra louvar
ao Senhor", diz o cântico traduzido do inglês.

Deus é a fonte da motivação. Nos dias de Neemias o povo ofereceu grandes


sacrifícios "e se alegraram; pois Deus os alegrara com grande alegria; também as
mulheres e os meninos se alegraram, de modo que o júbilo de Jerusalém se ouviu
até de longe" (Ne 12.43; 8.9-12).

Donald Stoll escreveu o cântico,

"Lançarei fora o espírito pesado;


me vestirei com as vestes do louvor;
e assim eu entrarei na presença do Senhor".

7. Este sétimo aspecto, apesar da semelhança com o anterior, tem outro sentido.
A congregação vive alienada com tudo o que está ocorrendo. É possível que a
turma do louvor esteja consagrada a Deus, jejuando, orando, estudando,
ensaiando e chegue nos cultos com todo gás, mas a congregação não
corresponde, porque não jejua, não ora, não estuda nem se consagra a Deus! São
os alienígenas dominicais!

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Davi, os sacerdotes e os levitas bem como grande parte do povo estavam
participando de um grande avivamento espiritual. Desde os dias de Samuel não se
experimentava um tipo de avivamento como o daqueles dias. Música, danças,
ministrações, o reino se firmando, mas Mical, estava alienada de tudo! Enquanto
Davi dançava com todas as suas forças, enquanto os sacerdotes tocavam as
trombetas e sacrificavam e o povo jubilava, Mical desprezou tudo aquilo em seu
coração. Ela desprezou a Davi (2 Sm 6.14-23).

Mical representa algumas igrejas que ficam estéreis por toda vida por
desprezarem o que Deus está fazendo em seu meio. Uma igreja estéril não
frutifica, ano após ano continua igual. Engorda e envelhece sem gerar filhos! (Ver
ainda 1 Crônicas 15.28,29).
8. Um outro aspecto que precisamos observar são os cânticos difíceis de serem
entoados pela congregação. Cânticos com letras truncadas, sem fluência poética,
sem métrica; músicas cuja linha melódica é difícil de ser acompanhada, sem
definição, etc. Há cânticos antigos com melodias difíceis de serem entoadas mas
que têm definições, como Ao Deus de Abrão Louvai, Castelo Forte, e no entanto,
muitos dos novos cânticos têm uma melodia indefinida, truncada; e cânticos assim
impedem o fluir do verdadeiro louvor. Nossos dirigentes de louvores precisam
entender que nem todos os cânticos são congregacionais. Alguns cânticos são
escritos para solistas, outros para corais, e outros, sim, para serem cantados por
toda a congregação. O que percebo é que muitos dos cânticos trazidos para a
congregação não servem para serem cantados por todos, e sim por solistas. Nem
tudo o que aparece no mercado musical deve ser usado pela igreja. Isto pode ser
evitado, escolhendo-se cânticos próprios para o povo cantar Um bom líder saberá
definir o que o povo deve cantar.

Outra coisa boa de se fazer é escolher cânticos de vários autores, e não apenas
de um só compositor, pois estes têm a tendência de viciar-se na mesma linha
melódica. Ouvir um Cd com músicas de um mesmo autor, às vezes, é enfadonho.

"Então cantou Israel este cântico: Brota, ó poço! Entoai-lhe cântico!" (Nm 21.17).
Se todo Israel cantou, por certo era de fácil compreensão e melodicamente aceito.

"Então entoou Moisés, e os filhos de Israel, este cântico ao Senhor, e disseram:


Cantarei ao Senhor,, porque triunfou gloriosamente" (Ex 15.1). Novamente um
cântico acessível a todos.

9. Hinos difíceis de serem tocados pelos músicos da igreja. Convenhamos: nem


toda igreja tem músicos profissionais. A maioria de nossos conjuntos é feita de
gente que se esforça, que quer aprender, que se esmera no que faz, mas não é
formada em música. Consequentemente, determinadas músicas podem se tornar
difíceis de serem executadas. Agregue-se a isso o fato de que muitos dos hinos
modernos traduzidos do inglês ou gerados em solo estrangeiro são "incantáveis"
pela média de nosso povo e "intocáveis" por nossos músicos! A começar pelas

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péssimas traduções ou versões em que, procurando ser fiéis à letra do idioma
original os tradutores colocam diante de nós letras truncadas, sem poesia e sem
beleza alguma!

Muitas vezes visitando pequenas e grandes congregações pelo Brasil percebo a


dificuldade dos músicos e dos irmãos que querem cantar músicas do Alvin, do
Ron Kenoly, etc. São músicas que os americanos cantam muito bem em seus
shows musicais, mas difíceis de serem tocadas por nossos músicos e cantadas
pela igreja!

"Entoai-lhe novo cântico, tangei com arte e com júbilo" (Sl 33.3).

10. Um dos obstáculos maiores, no entanto, é a falta de sensibilidade dos músicos


e dos dirigentes ao Espírito Santo. Não se pode escolher cânticos só porque
gostamos daquele estilo, ou de sua melodia e letra. Precisamos estar atentos ao
que o Espírito Santo quer para o culto da igreja. Muitas vezes um cântico começa
a fluir deixando a igreja livre na presença de Deus, mas na lista do dirigente tem
um outro que vem a seguir e, ele na ânsia de aproveitar o tempo e cantar todos
aqueles hinos, tira a igreja do trilho certo. Um culto pode fluir em Deus com
poucos ou com muitos cânticos. O bom culto não precisa que o dirigente fique
dando manivela. Ele começa bem e termina melhor ainda!

Davi ouvia a Deus: "Uma vez falou Deus, duas vezes ouvi isto: Que o poder
pertence a Deus" (Sl 62.11). A abundância de cânticos, salmos e palavra era tanta
que Paulo pergunta: "Que fazer, pois, irmãos....?" (1 Co 14.26). Como Paulo que
queria ir para um lugar e o próprio Espírito o impedia, pode ocorrer também com
os dirigentes de louvor: eles querem seguir numa direção, mas o Espírito Santo
tem outra bem melhor (At 16.6-10).

11. Falta de resposta da congregação ao dirigente. Não estou de forma alguma


repetindo o item 4. Naquele caso é a falta de entrosamento entre o dirigente e a
congregação. Nesse caso, o dirigente é excelente, mas a congregação não
responde à altura o que o dirigente pretende. O dirigente está afinado, sensível a
Deus, mas a congregação não corresponde ao que ele quer. Você deveria ver o
que diz o Salmo 98. Ou o Salmo 103.19-22 onde o autor propõe aos anjos, aos
ministros, às obras de Deus que levantem a voz em louvor, o Todo-Poderoso!

Geralmente isto ocorre quando o avivamento na igreja não atinge a todos.


Costumo dizer que houve um avivamento departamental. O pessoal do louvor
anda a mil, mas a congregação reage a passos de lesma! Os jovens estão
"pegando fogo" enquanto os demais sentam-se em bancos de geladeira.

12. Falta de motivação da Igreja. Deus deve ser o grande Motivador da Igreja.
Como diz Davi: "Tu és motivo para os meus louvores constantemente" (Sl 71.6).
Ou como ele afirmou noutro lugar: "Os teus decretos são motivo dos meus
cânticos, na casa da minha peregrinação (Sl 119.54). Davi instituiu a ordem
levítica de adoração, baseado unicamente em Deus e nos seus gloriosos feitos (1

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Cr 16.7-12).

A motivação da igreja é Deus e não a música bonita, os bons músicos, os ótimos


instrumentos e um ambiente propício de adoração. Vitrais coloridos e paramentos
servem de inspiração para a carne, mas o verdadeiro louvor flui quando Deus é a
fonte de todas as coisas! Deus é o grande inspirador e motivador. E o louvor pode
fluir muito bem num antigo depósito transformado em lugar de culto sem muitos
instrumentos musicais. Melhor ainda quando uma congregação tem tudo o que
falei e tem também a Deus como inspirador de seus louvores.

13. Alienação total dos dirigentes, músicos e pastores. Com freqüência observo
que os pastores costumam ficar totalmente alienados com o que está ocorrendo
no culto. Se os pastores estiverem alienados, nada ocorrerá com a igreja. Às
vezes quando prego em algumas igrejas observo que os pastores ficam durante o
tempo de louvor atendendo o celular, falando com algum obreiro, resolvendo
questões da igreja completamente à parte do que está ocorrendo no culto. Um
pastor chegou a dizer-me assim: "Pode chegar lá pelas oito e meia, na hora de
pregar, porque a primeira parte é dos jovens. Eles dirigem os louvores". Fiz
questão de chegar bem cedo para ter um tempo de oração com aqueles valorosos
guerreiros determinados a levar a igreja a mover-se em Deus. Pena que logo a
seguir, o "bombeiro", como eles dizem, chega e apaga o fogo!

Estude esses temas com os músicos de sua igreja e ampliem-no com


problemáticas de sua própria congregação. Um participante de nosso seminário
chegou a contabilizar "20 obstáculos porque o louvor não flui..."

Parte III
CONCEITOS E DEFINIÇÕES SOBRE LOUVOR E ADORAÇÃO
M. Giovani Bianchini

1- Introdução.
2- O que é Louvor?
3- O que é Adoração?
4- Ampliando a visão sobre adoração.
5- Algumas boas definições sobre adoração.
6- Uma definição prática da adoração.
7- O veículo da adoração.
8- Os principais obstáculos ao louvor e a adoração.

1- Introdução

Quando falamos em louvor e adoração, a primeira idéia que vem em nossas


mentes é de estarmos cantando um hino ou um cântico na igreja. É normal
pensarmos assim, pois, cantar é a maneira mais comum utilizada por nós, para
expressarmos o nosso louvor e a nossa adoração a Deus.

Mas o louvor e a adoração não se limitam apenas a estarmos cantando hinos ou

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cânticos ao Senhor nos cultos de domingo. Louvor e adoração são muito mais do
que isto: O Louvor e a adoração devem ser encarados e praticados como um
estilo de vida. O apóstolo Paulo escreveu: “Portanto quer comais, quer bebais, ou
façais outra coisa qualquer, fazei tudo para a glória de Deus” (I Co. 10:31).
Fundamentado nessa passagem, entendo que para o cristão cada ato da vida
deve ser um ato de louvor e de adoração à Deus, ou seja, tanto o louvor quanto a
adoração, devem estar presente em tudo o que fizermos. Eles devem ser
manifestados no falar, pensar, vestir, trabalhar, estudar, orar, cantar, etc. Porém,
nos cultos da igreja atual, a forma mais popular de louvor e adoração é por meio
de cânticos e hinos (Louvor cantado).

Para nos ajudar a desenvolver este conceito, vamos ver o que as Escrituras nos
ensina sobre o louvor e a adoração:

2 - O que é louvor?

De acordo com a Bíblia, o louvor está associado com a idéia de agradecimento,


elogio, valorização, glorificação, exaltação, por aquilo que Deus faz (fez, fará) em
nossa vida ou na dos outros. (Sl. 145:4; Sl. 147:12-13; Is. 25:01; Lc. 19:37), ou
seja, nós louvamos a Deus por Suas obras, bênçãos, curas, livramentos, perdão,
graça, amor, misericórdia, cuidado, etc. O louvor está sempre associado a uma
ação de Deus. Deus age(agiu, agirá) e seu povo O louva(agradece, exalta, elogia,
etc.). Contudo, o motivo principal do louvor é a Salvação em Cristo. Nosso louvor
é centralizado em Cristo. Nossas canções são centralizadas em Cristo, sobre Ele
e para Ele. Jesus é a razão do nosso louvor.

Importante: É muito importante termos em mente que o louvor não liberta


ninguém. Quem liberta é Jesus. A Bíblia diz: “E conhecereis a verdade[Cristo], e a
verdade[Cristo] vos libertará”(Jo.8:32). O poder para libertar, curar, restaurar está
em Jesus e não no louvor. O louvor é apenas a forma que usamos para
expressarmos a nossa gratidão ao Senhor.

3 - O que é adoração?

Qualquer tentativa de definir adoração será falha, devido ao enorme significado


que ela abrange. Seriam necessários lermos vários livros para abordar tudo que
precisamos compreender a respeito da adoração. O autor A. P. Gibbs em seu livro
“Adoração”, escreveu: “A palavra adoração assim como outras palavras
admiráveis como ‘graça’ e ‘amor’ podem ser mais facilmente experimentadas do
que descritas.” E ele tem razão. É muito mais fácil experimentarmos (praticarmos)
a adoração do que descreve-la. Porém, passeando pela Bíblia, vemos que a
adoração está associada freqüentemente com a idéia de culto(resposta),
reverência, veneração, por aquilo que Deus é (Santo, Justo, Amoroso, Soberano,
Misericordioso, Imutável, etc.). (Sl.96:9; Ap. 4:8-11; Ap. 7:11-12; Ap. 11:16-17), ou
seja, independente do que Deus faz, fez ou fará, nós O adoramos(cultuamos,
reverenciamos, veneramos) por aquilo que Ele é, ou seja, sua pessoa(natureza,
caráter e atributos).

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4 - Ampliando a visão sobre adoração.

Vamos aprofundar um pouco mais a nossa visão sobre a adoração examinando


algumas palavras utilizadas na Bíblia relacionadas a ela:

Proskuneo (Render-se) Originalmente significava “beijar”. Entre os gregos era um


termo técnico que significava “adorar os deuses”, dobrando os joelhos ou
prostrando-se. Em outra palavras, descrevia o gesto de curvar-se diante de uma
pessoa e ir até o ponto de beijar os seus pés. Este gesto traduz o ato de
reconhecer a insuficiência do adorador e a superioridade do objeto adorado,
colocando-se à sua inteira disposição. Sua idéia básica é a de submissão. Na
passagem de João 4:20-24, onde Jesus conversa com a mulher samaritana, a
palavra “proskuneo” aparece 10 vezes em suas diversas formas. Outro exemplo
da utilização desta palavra está em Mateus 4:9-10, onde Satanás tenta Jesus: “e
lhe disse: Tudo isso te darei se, prostrado me adorares. Então Jesus lhe ordenou:
Retira-te, Satanás, porque está escrito: Ao Senhor teu Deus
adorarás(proskunesis), e só a Ele darás culto”. Adorar a Deus é antes de tudo
render-se (submeter-se) ao Senhor.

Latreia (Servir) Adorar é Servir. O sentido de servir aqui, significa cultuar e


oferecer atos de adoração que agradem a Deus. Esse termo é usado por Paulo
em Romanos 12:1, para descrever a dedicação de nossas vidas a Deus. Ofertar a
Ele toda a nossa potencialidade, capacidade, inteligência, energia, experiência e
devoção. Servir, como reconhecimento da transformação que Ele operou em
nossa vida. Ele merece o melhor do nosso serviço como forma de gratidão. Outro
exemplo de utilização desta palavra está em Mateus 4:10 na resposta de Jesus a
Satanás: “[...] Ao Senhor teu Deus adorarás, e só a Ele darás
culto(Latreia[servirás]).” Dividir a lealdade, na tentativa de servir a dois senhores,
deve ser reconhecido como “culto Falso”, como nos diz Mateus 6:24. Nosso ato de
servir a Deus, requer que o sirvamos com exclusividade.

Sebein (Reverenciar, Temer) Outro vocábulo utilizado para traduzir adoração é


Sebein. Ela significa reverenciar com temor. Na língua grega fora da Bíblia, as
palavras que derivam da raiz (seb) transmitia o quadro característico do homem
como religioso devotado a seus deuses para evitar as nefastas conseqüências do
azar(Atos 17). Essa conotação religiosa grega impediu que estes vocábulos
fossem muito usados para designar culto(adoração), na tradução do Antigo
testamento, devido ao seu contexto pagão. O mesmo ocorreu com o Novo
Testamento, onde estes vocábulos também são bem raros. Entretanto, com o
passar do tempo, estas palavras passaram a expressar outro significado, ao ponto
de serem utilizadas com bastante freqüência me 2 Pedro. João também mostrou
esse novo conteúdo: “Sabemos que Deus não atente pecadores, mas pelo
contrário se alguém teme a Deus(Theosebes) e pratica sua vontade, a este
atende” (João 9:31). Ou seja, esse termo trata-se de um temor sadio, aquele que
nos torna conscientes da santidade e da majestade de Deus, e nos exorta a viver
uma vida santa diante do Todo-Poderoso. Em outras palavras, nós não vivemos

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“aterrorizados” pela presença de Deus, mas vivemos com uma reverente
preocupação com as atitudes, pensamentos e comportamentos que agradam a
Ele.

Leitourgeo (Realizar Serviço Sacerdotal) Este vocábulo é composto por duas


palavras gregas, “povo” (laos) e “Trabalho” (ergon). Significava originalmente fazer
trabalho público, mas pagando sozinho as despesas. Mais tarde passou de origem
secular para o religioso, de modo que os tradutores do Antigo Testamento também
usaram freqüentemente este termo, para indicar o ministério sagrado dos
sacerdotes. Por exemplo: o alto privilégio de Zacarias de ministrar no templo foi
chamado de Leitourgia (Lucas 1:23). Como sabemos, o trabalho dos sacerdotes
judeus no templo, consistia em oferecer os sacrifícios que era considerado um
“serviço de adoração”. Esse trabalho, porém, foi superado com o sacrifício de
Cristo(Sumo-Sacerdote e o último Cordeiro), ao morrer em nosso lugar na cruz.
Entretanto, todo aquele que faz parte do Povo de Deus, foi designado como
“Sacerdote”, com a função de proclamar as virtudes do Senhor e testemunhar de
Cristo por onde for (I Pedro 2:9). Leitourgeo está intimamente ligado ao exercício
de nossos dons espirituais, quando dedicamos nosso trabalho ao Senhor, no
contexto de nossas igrejas. Em outras palavras, quando os cristãos servem aos
irmãos da fé, motivados pelo amor de Deus, exercem a “leitourgia”.

5 – Algumas boas definições sobre adoração

Para nos ajudar a compreender um pouco mais a abrangência da adoração,


vamos ver algumas boas definições sobre ela:

a) Adoração é a ocupação do coração, não com suas necessidades nem sequer


com suas bênçãos, mas com Deus mesmo.

b) Adoração é o amor com que correspondemos ao amor de Deus.

c) Adoração é o ato de dobrar nossa vontade para fazermos a vontade de Deus.

d) Adoração é reconhecer, honrar e reverenciar a presença de Deus.

e) Adoração é vida intensa com Deus.

f) Adoração é uma comunhão diária com Jesus.

g) Adoração é oferecer o melhor da nossa vida para Deus.

h) Adoração é uma reação ativa a Deus, pela qual reconhecemos e declaramos a


Sua dignidade.

i) Adoração é avivar a consciência através da santidade de Deus, alimentar a


mente com a verdade de Deus, purificar a imaginação com a beleza de Deus, abrir
o coração ao amor de Deus, render a vontade aos propósitos de Deus.

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j) Adoração é o ato de tomarmos uma posição diante de Deus em relação ao
sistema em que estamos vivendo.

6 - Uma definição prática de adoração

Apesar das informações acima nos ajudarem a ter uma visão mais ampla sobre a
adoração, na prática, podemos definir a adoração como sendo: “Tudo aquilo que
fazemos que agrada a Deus”. Na verdade, de acordo com o escritor Rick Warren,
adorar(agradar) a Deus, foi o primeiro propósito para o qual Deus nos criou. Ele
escreveu: “O primeiro propósito da nossa vida é adorar(agradar) a Deus[...]. Deus
não precisava criar eu e você, mas escolheu fazer-nos para a satisfação dEle. Nós
existimos(fomos criados e planejados), primeiramente, para dar prazer à Deus, ou
seja, trazer alegria ao Seu coração”. Sendo assim, podemos dizer que a adoração
é melhor representada pela maneira como vivemos diante de Deus com nossas
atitudes, comportamentos, testemunho, obediência, confiança, etc.(Jr.9:24;
Hb.11:6; Sl.147:11; 1Sm.15:22; Sl.69:30,31), de forma que este viver traga alegria
a Deus. Em resumo, adorar a Deus é viver para agrada-lo.

7 – O veículo da adoração

Jesus nos ensina um princípio muito importante sobre a adoração, Em João 14:6,
Ele disse: “...Eu sou o caminho, a verdade e a vida; ninguém vem ao pai senão
por mim.”, ou seja, não existe outra maneira de entrarmos na presença de Deus
senão através de Jesus. Este princípio vale para todos os aspectos de nosso
relacionamento com Deus, inclusive na adoração. Deus só aceita a nossa
adoração quando a oferecemos por intermédio de Jesus. A Bíblia diz: “Por meio
de Jesus, pois, ofereçamos a Deus, sempre sacrifício de louvor [...]” (Hb.13:15).
Jesus é o único caminho até Deus.

Importante: A música não é um meio para se achegar a Deus. O único meio


(caminho) é Jesus. A música é apenas um veículo de expressão. Ela serve
apenas para tornar mais agradável a maneira de expressar o nosso amor, o nosso
louvor e a nossa adoração ao Senhor. A Bíblia diz que Deus habita em meio ao
louvores (Sl.22:3), mas não, que o louvor nos conduz a Deus.

8 - Os principais obstáculos ao louvor e a adoração.

Naturalmente porque adoração é algo que alegra tanto o coração de Deus, e


incomoda muito o inimigo das nossas almas, devemos ficar atentos, porque
enfrentaremos obstáculos para que a verdadeira adoração aconteça. Contudo, é
importante estarmos conscientes que nem todo obstáculo ao fluir da adoração é
culpa do diabo. Em grande parte, a nossa natureza caída é a que mais apresenta
resistência ao oferecer da adoração que Deus deseja de nós. Vejamos os
principais obstáculos.

Limitar-se ao Local da adoração: Este conceito é muito comum em nossas igrejas;

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achar que a adoração só deve ser exercida e praticada na igreja, e assim, nos
esquecendo que também devemos louvar e adorar a Deus em casa, no trabalho,
na escola, etc. Nós precisamos nos conscientizar de que adoração não é parte da
nossa vida; ela é a nossa vida. A Bíblia diz: “Buscai o Senhor [...] buscai
perpetuamente a sua presença” (Sl.105:4). Adorar a Deus deve ser a primeira
atividade, assim que abrimos os olhos pela manhã, e a última atividade, ao fechá-
los à noite. Adorar deve ser uma atividade constante na nossa vida. Adorar a Deus
deve ser um estilo de vida.
Falta de conhecimento de Deus: Este sem dúvida, é um dos maiores obstáculos à
adoração a Deus; É impossível adorar a Deus sem conhece-lo. A Bíblia diz: “O
meu povo está sendo destruído porque lhe falta o conhecimento”(Os.4:6). A
adoração está intimamente ligada ao conhecimento que temos de Deus. Quanto
mais conhecermos a Deus, mais profunda e consistente nossa adoração se torna.
Por outro lado, quando falta conhecimento de Deus (relacionamento correto com
Deus), nossa adoração será distorcida e doente. E consequentemente não
agradará o coração de Deus.

Amargura: Como podemos adorar a Deus “de todo coração”, se existe alguma
mágoa corroendo nosso relacionamento com alguém? A Bíblia diz: “Portanto, se
trouxeres a tua oferta ao altar, e aí te lembrares de que teu irmão tem alguma
coisa contra ti, Deixa ali diante do altar a tua oferta, e vai reconciliar-te primeiro
com teu irmão e, depois, vem e apresenta a tua oferta”(Mt.5:23-24). Deus só
aceita a nossa adoração(oferta de vida) quando dispomos de um bom
relacionamento com os nossos próximos.

Pecado não confessado: A Bíblia diz: “Mas as vossas iniqüidades fazem


separação entre vós e o vosso Deus; e os vossos pecados encobrem o seu rosto
de vós, para que não vos ouça”(Is.59:2). Só podemos oferecer a verdadeira
adoração a Deus após confessarmos os nossos pecados.

Amor as coisas do mundo: Enquanto estivermos dando prioridade aos valores do


mundo, nós nunca conseguiremos nos aprofundar em uma vida de adoração. As
vaidades humanas, os prazeres e desejos malignos, pessoas e lugares
inconvenientes, ações e pensamentos que tiram o primeiro lugar de Deus em
nossas vidas, tudo isso são obstáculos que nos impedem de adorar ao Senhor. A
Bíblia diz: “porque onde está o teu tesouro aí estará também o teu coração”
(Mt.6:21), se o nosso tesouro não for Deus, nosso coração estará em outro lugar.

Preguiça e Negligência: A preguiça e a negligência andam juntos. A conseqüência


natural da preguiça é aumentar a negligência com as coisas de Deus. Quando
começamos a perceber que estamos ficando negligentes em nossa vida com
Deus, isso é um forte indicador de que estamos preguiçosos, e está na hora de
irmos ter com a formiga (Pv.6:6-11). A preguiça e a negligência são um grande
obstáculo à adoração a Deus. Podemos ver a negligência na adoração quando
adoramos a Deus de qualquer jeito, sem nos preocuparmos se estamos
agradando a Ele ou não. Jesus falou sobre a negligência dos fariseus em relação
a adoração. Ele disse: “Este povo honra-me com os lábios, mas o seu coração

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está longe de mim; e em vão me adoram[...]”(Mt.15:8-9).

Orgulho e Soberba: O orgulho e a soberba são sinônimos. Conforme o dicionário


elas significam o elevado conceito que alguém faz de si próprio ou amor-próprio
exagerado. Podemos ver o orgulho e a soberba em nossa vida quando estamos
preocupados primeiramente em agradar a nós mesmos antes de Deus. Mas a
Bíblia no ensina: “[...] digo a cada um dentre vós que não pense de si mesmo,
além do que convém, antes, pense com moderação[...]”(Rm.12:3). Porém, orgulho
e soberba não significam apenas pensar demais em nós mesmos. Orgulho e
soberba podem ser vistos principalmente quando vivermos uma vida independente
de Deus. Quando vivemos assim, isso se torna um grande obstáculo para que
Deus aceite a nossa adoração. A Bíblia diz: “[...] revestir-vos de humildade, porque
Deus resiste aos soberbos mas dá graça aos humildes” (1Pe.5:5, Tg.4:6). Orgulho
é independência. Humildade é dependência. Quando vivemos com humildade,
reconhecendo constantemente a nossa dependência de Deus, a nossa adoração
subirá como um aroma suave ao Senhor.

Rotina: Se a nossa adoração se torna algo mecânico e repetitivo, ela está


condenada a se tornar um fardo para Deus. Deus se cansa da adoração de seu
povo quando esta se torna uma mera rotina. Para que a adoração toque o coração
de Deus, nós precisamos estar dispostos a mudar os nossos hábitos estéreis, e
revitalizar a nossa maneira de adorar. A Bíblia diz que nós devemos “[...] andar em
novidade de vida”(Rm.6:4). Isso serve também para a nossa adoração.

Parte IV
"DANÇA" ATITUDE DE LOUVOR

Nos dias de hoje temos muitos conceitos sobre dança, sendo em sua maioria o de
que ela induz a expressões carnais, o que não é verdade quando há uma atitude
pura, feita no espírito diante do Senhor.

A dança é o reflexo de sentimentos contidos em nosso ser e acontece em várias


ocasiões:

Quando Davi foi ungido por Samuel (I Sam 16:13), o Espírito do Senhor se
apossou dele e desde aquele dia foi cheio do Espírito.

Em II Samuel 6: 12 - 16, Davi extravasa toda sua alegria dançando diante do


Senhor por estar transportando a Arca para Jerusalém, que representava a
presença de Deus no meio deles.

"Então disseram a Davi: O Senhor abençoou a casa de Obede-Edom, e tudo o


que tem, por causa da arca de Deus. Assim foi Davi, com alegria. Quando os que
levavam a arca do Senhor tinham dado seis passos ele sacrificava bois e
carneiros cevados. Davi dançava com todas as suas forças diante do Senhor, e
estava Davi cingido de uma estola sacerdotal de linho. Assim Davi e toda a casa
de Israel subiam, trazendo a arca do Senhor com júbilo e ao som de trombetas.

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Quando a arca do Senhor entrava na cidade de Davi, Mical, a filha de Saul, estava
olhando pela janela. E vendo ao rei Davi, que ia saltando e dançando diante do
Senhor, o desprezou no seu coração".

Vemos aqui o exemplo de um homem segundo o coração de Deus, cheio do poder


e do Espírito, expressando toda sua alegria dançando na presença do Senhor.

Em Êxodo 15:20 e 21, vemos Miriã, uma profetisa com muitas mulheres saírem
com tamborins e com danças cantando ao Senhor pela vitória de Israel, pelo povo
que saíra ileso do Egito, terra onde eram escravos.

Miriã, a profetisa (os profetas eram pessoas cheias do Espírito de Deus) dançou
pela vitória do seu povo.

"Então Miriã, a profetisa, irmã de Arão, tomou um tamborim, e todas as mulheres


saíram atrás dela com tamborins e com danças. E Miriã lhes respondia: Cantai ao
Senhor, pois sumamente se exaltou, lançou no mar o cavalo e o seu cavaleiro".

As mulheres hebraicas exprimiam por meio da dança os seus sentimentos;


quando seus maridos ou pessoas amigas voltavam a suas casas, vindo do
combate pela vida e pela pátria, saíam elas ao seu encontro com danças de
triunfo.

Nos nossos dias não deve ser diferente. Podemos e devemos também ser cheios
do Espírito Santo de Deus e dançar diante dEle, extravasando a nossa alegria,
saltando, dançando diante do Senhor pela vitória de Jesus na cruz derrotando
todo principado, potestade e dominadores deste século que eram contra nós ( Col.
2:15), nos libertando do mundo e nos transportando para um reino de luz,
purificando nossa consciência pelo sangue do Cordeiro e nos dando a esperança
da vida eterna.

As danças não param por aí. Em I Samuel 18:6 e 7, temos outro exemplo:

"Quando os soldados retornavam para casa, depois de Davi ter ferido o filisteu, as
mulheres de todas as cidades de Israel saíram ao encontro do rei Saul, cantando
e dançando alegremente, com tambores e com instrumentos de música. As
mulheres, dançando, cantavam umas para as outras, dizendo: Saul feriu os seus
milhares, porém Davi os seus dez milhares".

Jesuscitou em uma parábola a dança como louvor e ações de graças por um filho
que se havia perdido e foi achado (Lucas 15:25 - parábola do filho pródigo).

Existe uma razão específica do povo de Deus em dançar: a de que Ele se alegra
com isto. Deus se alegra de que seus filhos dancem na sua presença, pois Ele
próprio promete restaurar as danças de seu povo:

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"Naquele tempo, diz o Senhor, serei o Deus de todas as tribos de Israel, e elas
serão o meu povo... o povo que escapou da espada achou graça no deserto...
com amor eterno te amei, também com amorável benignidade te atraí... ainda te
edificarei e serás edificada, ó virgem de Israel. Ainda serás adornada com os teus
adufes, e sairás com coro de dança, e também os jovens e os velhos, e tornareis o
seu pranto em júbilo e os consolarei; transformarei em regozijo a sua tristeza".
(Jeremias 31: 1-4, 13)

Se você nunca expressou-se a Deus dançando, eu o convidaria a fazê-lo


conforme as escrituras nos convidam:

Salmo 149:3 - "Louvem o seu nome com danças; cantem-lhe o seu louvor com
tamborim e com harpa".

Certamente quando você o adorar com sua dança, o próprio Deus te encherá com
alegria, com cânticos, com toda sorte de bençãos e te mostrará a vitória.

Experimente dançar na presença de Deus.

Parte V
PLANEJADOS PARA AGRADAR A DEUS
(Propósito da Adoração) “Uma vida com propósitos”

1- Introdução.
2- A grande questão da vida.
3- Deus nos fez por um motivo.
4- Planejados para agradar a Deus.
5- Adoração e Música.
6- Obstáculos à Adoração.
7- Conclusão.

1- Introdução

Nada é mais importante do que conhecer os propósitos de Deus para a nossa


vida, e nada pode compensar o prejuízo de não conhecê-los. Rick Warren
escreveu: “A maior de todas as desgraças não é a morte mais uma vida sem
propósitos”. Sem propósitos a vida não tem significado, relevância ou esperança.
Sem propósitos a vida é um movimento sem sentido, uma atividade sem direção e
acontecimentos sem motivo. Sem propósitos somos como giroscópios, girando em
um ritmo frenético sem jamais chegar a lugar algum. Sem propósitos,
continuaremos a levantar domingo após domingo, vir a igreja, cumprir rituais
religiosos e, muitas vezes, voltar vazio para as nossas casas; isso quando, não
começarmos a mudar nossos rumos, relacionamentos, igreja e outras
circunstâncias externas – na esperança de que cada mudança solucione a
confusão e preencha esse vazio em nosso coração.

Por outro lado, conhecer os propósitos de Deus para nós, dá sentido a nossa vida,

Reverendo Gilson de Oliveira Pastor da Igreja Presbiteriana de Nova Vida 18


direciona a nossa vida, estimula a nossa vida, simplifica a nossa vida e nos
prepara para a eternidade. Não há nada tão potente e realizador como conhecer
os propósitos de Deus para a nossa vida e cumpri-los.
2- A grande questão da vida

- Por que eu existo?


- Qual o propósito da minha vida?
- Por que eu nasci?
Estas são perguntas que um dia todos nós já nos fizemos. A procura da resposta
para essas perguntas tem intrigado as pessoas por milhares de anos, e muitas
delas acabam morrendo sem descobrir a resposta. Isso porque normalmente
essas pessoas, assim com nós, começamos pelo lado errado – nós mesmos. Este
é o lugar errado para iniciar essa busca. Nós jamais descobriremos o propósito
(sentido) da vida olhando para dentro de nós mesmos. Nós não criamos a nós
mesmos, logo não há jeito de dizer para que fomos criados.

- Por onde começar?

Devemos começar em Deus. Tudo começa com Deus. Se nós quisermos saber
por que fomos colocados neste planeta, deveremos começar por Deus, nosso
criador. Nós nascemos de acordo com os propósitos de Deus e para cumprir os
propósitos dEle. Nós fomos feitos por Deus e para Deus – e, enquanto não
compreendermos essa verdade, a vida jamais terá sentido. É somente em Deus
que descobrimos nossa origem, nossa identidade, o que significamos, nosso
propósito, nossa importância e nosso destino. Deus é o ponto de partida. E Ele
nos fez por um motivo.

3- Deus nos fez por um motivo

Nada na vida é casual – tudo foi feito em função de um propósito. Nós não somos
um acidente.
Nosso nascimento não foi um erro ou um infortúnio, e nossa vida não é um acaso
da natureza.
Nossos pais podem não ter-nos planejado mas Deus certamente o fez. Ele não
ficou nem um pouco surpreso com nosso nascimento. Aliás, ele o aguardava.
Muito antes de sermos concebidos por nossos pais, nós fomos concebidos na
mente de Deus – Ele já pensava em nós antes de formar o mundo. Nós não
estamos aqui por acaso, sorte, destino ou coincidência. Nós estamos aqui porque
Deus quis criar-nos. Deus nunca faz nada por acaso, Ele não age de forma
aleatória, e Ele nunca comete erros. Deus tem um motivo para tudo que Criou.
Todas as plantas e animais foram planejados por Ele, e cada pessoa foi idealizada
com um propósito.

Então, afinal de contas: - Qual foi o propósito de Deus ter-nos criado?

A Bíblia diz em Rm 11:36: “Porque dele e por meio dele e para ele são todas as
coisas [...]”. Esse mesmo versículo na Bíblia Viva diz assim: “Todas as coisas vêm

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única e exclusivamente de Deus. Tudo vive por seu poder, e tudo é para sua glória
[...]”.

Aqui está a resposta: “...para ele...” [para a Sua glória].

A razão de tudo o que existe, incluindo eu e você é demonstrar (refletir) a glória de


Deus. Nós fomos criados para a glória de Deus. Na verdade, este é o objetivo
fundamental de todo o universo: Demonstrar (refletir) a glória de Deus. Deus fez
tudo para a glória dEle, desde a menor forma de vida microscópica até a via
láctea. Tudo foi criado para a glória de Deus. Se não fosse a glória de Deus não
haveria nada.

Pois bem, uma vez que o propósito principal de Deus ter-nos criado foi a Sua
glória, então, viver para glória de Deus (refleti-la) é a maior realização que
podemos alcançar em nossa vida. Refletir a glória a Deus deve ser o objetivo
supremo da nossa vida.

Agora a questão é:

- Como podemos refletir a glória de Deus?

Qualquer coisa na criação reflete a glória de Deus (Glorifica a Deus) quando


cumpre o propósito para o qual foi criado. Por exemplo, Os pássaros glorificam a
Deus ao voar, gorjear (cantar), fazer ninho e ao realizar outras atividades próprias
dos pássaros, conforme Deus planejou. Da mesma forma, eu e você, glorificamos
a Deus quando cumprimos os propósitos para o qual Deus nos Planejou... Tudo
glorifica a Deus quando cumpre o seu propósito. Deus estabeleceu vários
propósitos para nós, mas eu gostaria de falar sobre o primeiro propósito para o
qual nós fomos criados...Eu e você fomos planejados para agradar a Deus.

4- Planejado para Agradar a Deus

Agradar a Deus é o que chamamos de “adorar. ” Você e eu fomos planejados para


adorar (agradar) a Deus. Deus não precisava criar eu e você, mas escolheu fazer-
nos para a satisfação dEle. Nós existimos (fomos criados e planejados),
primeiramente, para dar prazer à Deus – trazer alegria ao Seu coração. Esse é o
primeiro propósito da nossa vida: Adorar (agradar) a Deus.
Uma vez que adorar (agradar) a Deus é o primeiro propósito da nossa vida, nossa
mais importante tarefa é descobrir como fazer isso...

Existem diversas maneiras de adorarmos (agradarmos) a Deus... Nós adoramos


(agradamos) a Deus quando...

...Amamos verdadeiramente Ele acima de qualquer coisa. Deus nos criou não
apenas para sermos alvo do Seu amor, mas também para que
correspondêssemos a esse amor, ou seja, Deus também nos criou para amá-lo.
Apesar de suficiente em Si mesmo, Deus deseja o nosso amor, e quando O

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amamos isso traz uma enorme alegria ao Seu coração. Amar a Deus agrado-o
profundamente. Amar a Deus deve ser o maior objetivo da nossa vida; nada se
compara em importância. Jesus o chamou de o maior mandamento. Ele disse:
“Ame o Senhor, o seu Deus, de todo o seu coração, de toda a sua alma e de todo
o seu entendimento. Este é o primeiro e maior mandamento. ”

De um modo geral, o amor é um princípio que faz com que um ser moral queira
outro, e tenha prazer nele. É isso que Deus deseja de nós: que tenhamos prazer
Nele – que O amemos por aquilo que Ele é – que nos regozijemos com Sua
pessoa. O amor que Deus deseja de nós, deve envolver tanto nossas emoções
quanto o nosso intelecto, ou seja, Deus quer que nós O amemos tanto com o
coração quanto com a cabeça. Foi por isso que Deus nos dotou de emoções, para
que pudéssemos amá-lo com intensidade, e nos dotou de inteligência, para que
pudéssemos amá-lo com entendimento e sabedoria. Porém, não podemos amar a
Deus sem conhecê-lo. E para conhecê-lo devemos desenvolver um
relacionamento com Ele.

...Temos um relacionamento íntimo com Ele. Eis o que Deus mais quer de nós: um
relacionamento.
Essa é a mais espantosa verdade do universo. O nosso Criador, o Deus Todo-
Poderoso, o Senhor de todas as coisas, anseia por ser nosso amigo – deseja ter
um relacionamento íntimo com nós. É difícil imaginar uma amizade íntima entre
um Deus perfeito e onipotente e um ser humano limitado e pecador. Mas a Bíblia
diz que Deus zela ardentemente por um relacionamento conosco. Na verdade,
este foi uma das principais razões para o qual Deus nos criou: para termos
comunhão com Ele. E não há nada no mundo que dê tanto prazer à Deus quanto
o nosso relacionamento (nossa amizade) com Ele. Deus diz: “Se alguém quiser se
orgulhar, que se orgulhe de me conhecer e de me entender [...] Estas são as
coisas que me agradam. ”

A exemplo de qualquer amizade, nós devemos nos esforçar para desenvolver uma
amizade com Deus. Isso não acontecerá por acidente. É necessário querer, ter
tempo e energia. Nós jamais cultivaremos um relacionamento íntimo com Deus
apenas indo à igreja uma vez por semana. Uma amizade com Deus é construída
basicamente com três elementos: Palavra, Oração e Fé.? Palavra: É impossível
ser amigo de Deus deixando de lado o conhecimento de quem Ele é, fez e disse.
Não podemos conhecer a Deus sem conhecer a Sua Palavra – devemos estudar e
meditar nela. A leitura da Bíblia não apenas nos revela mais sobre Deus, mas
também nos mantém ao alcance da Sua voz, pois é através dela que Ele fala
conosco.? Oração: Estabelecer uma amizade com Deus requer também que
conversemos com Ele. É através da oração que falamos com Deus, que
partilhamos com Ele todas as nossas experiências, necessidades e desejos.? Fé:
Outro ingrediente essencial no nosso relacionamento com Deus é a fé. Não
adianta lermos a Bíblia e orarmos se não cremos de fato que Deus está falando
conosco ou nos escutando. A fé aprofunda a nossa amizade com Deus.
Quanto mais confiamos (cremos) na sabedoria de Deus, mais intensa a nossa
amizade se torna. Não há nada – absolutamente nada – mais importante do que

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desenvolver uma amizade com Deus. Esse é o relacionamento que durará para
sempre.

IMPORTANTE: Ter amizade com Deus só é possível por causa da graça de Deus
e do sacrifício de Jesus. Nós fomos feitos para viver continuamente na presença
de Deus, desfrutando de uma íntima e perfeita comunhão com Ele, mas após a
queda do homem aquele relacionamento ideal foi perdido.
Então, Jesus mudou a situação. Quando Ele pagou nossos pecados na cruz, o
véu do templo, que simbolizava nossa separação de Deus, foi rasgado de cima
para baixo; indicando que o acesso direto à Deus estava novamente disponível. É
somente através de Jesus que podemos ter um relacionamento com Deus. Não
existe outro caminho.

...Usamos nosso tempo para ficar ao lado dEle. A importância das coisas pode ser
medida pelo tempo que estamos dispostos a investir nelas. Quanto maior o tempo
dedicado a alguma coisa, mais demostramos a importância e o valor que ela tem
para nós. Se quisermos conhecer as prioridades de uma pessoa, devemos
observar a forma como ela utiliza o seu tempo. Da mesma forma, se quisermos
saber quanta prioridade Deus tem para nós – quanto nos importamos e
valorizamos a Deus – basta observamos quanto tempo “passamos” com Ele.

Um conceito errôneo bastante comum é de que “passar um tempo com Deus”


significa estar sozinho com Ele. É claro que como no exemplo dado por Jesus, nós
precisamos de um tempo a sós com Deus; é muito importante estabelecer o hábito
de um momento diário consagrado a Deus, mas isso se refere somente a uma
parte do período que nós passamos acordados. Tudo que nós fazemos pode ser
“passar nosso tempo com Deus”, se Ele for convidado para tomar parte e nós
estivermos conscientes de Sua presença. Hoje em dia, freqüentemente sentimos
que precisamos “escapar” de nossa rotina para adorar a Deus; mas isso somente
porque não aprendemos a praticar Sua presença durante todo o tempo. Praticar a
presença de Deus nada mais é do que manter uma conversa contínua e ilimitada
com Ele ao longo do dia, é incluí-lo em todas as atividades, todas as conversas,
todos os problemas e até mesmo em todos os pensamentos. Em outras palavras é
estarmos conscientes da Sua presença em tudo o que fazemos. Toda vez que
praticamos a presença de Deus trazemos alegria ao Seu coração.

...Nos entregamos totalmente a Ele. Entregar-se a Deus é conhecido de muitas


formas: consagração, fazer Jesus o nosso Senhor, morrer para si próprio,
submeter-se ao Espírito Santo, etc. Não importa como nós chamamos este ato, o
que interessa é faze-lo. Pois isso agrada a Deus.

O nosso maior exemplo de uma vida totalmente entregue a Deus é Jesus. Jesus
viveu toda a sua vida aqui na terra em função de fazer a vontade do Pai, e não a
sua. Ele dependeu do Pai, ofereceu-se ao Pai, viveu para cumprir os propósitos do
Pai, rendeu-se aos planos do Pai e, acima de tudo, submeteu-se à vontade do Pai.
Jesus foi modelo em tudo. Uma das passagens que mais reflete a entrega total de
Jesus ao Pai, foi na noite anterior a crucificação quando ele orou: “Pai, tudo te é

Reverendo Gilson de Oliveira Pastor da Igreja Presbiteriana de Nova Vida 22


possível. Afasta de mim este cálice; contudo, não seja o que eu quero, mais sim o
que tu queres. ”

Porém, entregar-se a Deus não é um trabalho fácil. No caso de Jesus, Ele ficou
tão angustiado com os planos de Deus que suou sangue. Em nosso caso, é uma
intensa guerra contra nossa natureza egoísta e orgulhosa. Contudo, não existe
nada mais poderoso do que uma vida entregue nas mãos de Deus. A vida de
Josué é um exemplo disso. Quando Josué se aproximou da maior batalha da sua
vida , ele deparou com Deus, prostrou-se em adoração perante Ele e entregou-se
aos Seus planos. Tal entrega levou a uma esmagadora vitória em Jericó. Pessoas
entregues a Deus são exatamente aquelas usadas por Deus. Willian Booth,
fundador do Exército da Salvação, disse:“A grandeza do poder de um homem está
na medida de sua entrega a Deus.”

Entregar-se a Deus não é um tolo impulso emocional, mas um ato inteligente e


racional; é uma atitude natural, em resposta ao maravilhoso amor e misericórdia
de Deus. Nós nos entregamos a Deus não por medo ou obrigação, mas por amor,
porque Ele nos amou primeiro. A maior expressão desse amor é a morte de Seu
Filho por nós. Quando nos damos conta do que Jesus fez por nós na cruz, não
existe outra coisa a fazer, a não ser nos entregarmos totalmente a Ele – vivermos
para Ele. A entrega se manifesta mais claramente na obediência e na confiança.

IMPORTANTE: Todo mundo, com o tempo, se entrega a algo ou a alguém. Se


não for a Deus, nós nos entregaremos às opiniões ou expectativas de outros, ao
dinheiro, ao rancor, ao medo ou ao orgulho próprio, luxúria ou ego. Nós fomos
feitos para adorar a Deus e, se fracassarmos em adorá-lo, criaremos outras coisas
(ídolos) para os quais entregaremos a nossa vida. Entregar-se a Deus não é a
melhor forma de viver, é a única maneira de viver. Todas as outras vias levam à
frustração, decepção e autodestruição. Nós somos livres para escolhermos a
quem nos entregaremos, mas não somos livres das conseqüências dessa
escolha.

...Confiamos nEle completamente. Confiar em Deus é um ato de adoração. Assim


como os pais se agradam dos filhos que confiam em seu amor e sabedoria, a
nossa fé deixa Deus feliz. A Bíblia diz: “Sem fé é impossível agradar a Deus. ” Fé
não é a presunção de que Deus fará o que desejamos. É a certeza de que Deus
fará o que é melhor para nós. Confiar completamente em Deus é exatamente isso:
crer que Ele fará o que é melhor para nós – mesmo que muitas vezes, essa
confiança, não faça sentido para nós. Quando confiamos em Deus completamente
fazemos Deus sorrir. A Bíblia diz: “O Senhor se agrada daqueles que o adoram e
confiam no seu amor. ” Confiar em Deus está intimamente ligado ao conhecimento
que temos dEle. Nós não iremos confiar completamente em Deus até que O
conheçamos melhor.

...Obedecemos a Ele Incondicionalmente. Qualquer ato de obediência a Deus é


um ato de adoração.
Obedecer a Deus é fazermos tudo o que Ele manda sem duvidarmos nem

Reverendo Gilson de Oliveira Pastor da Igreja Presbiteriana de Nova Vida 23


hesitarmos, e até mesmo, muitas vezes, sem compreendermos. Todo pai sabe
que obediência atrasada é na verdade desobediência. Deus não nos deve
explicação ou motivo para tudo que nos manda fazer. A compreensão pode
esperar, mas a obediência não. A obediência imediata nos ensinará mais sobre
Deus do que uma vida inteira de discussões bíblicas. Na verdade, nós jamais
compreenderemos algumas ordens sem que as tenhamos obedecido primeiro.
Nós também, freqüentemente, tentamos oferecer a Deus uma obediência parcial.
Queremos escolher as ordens a que obedecemos. Por exemplo: “Vou à igreja,
mas não vou dar o dízimo. Vou ler a Bíblia, mas não perdoarei à pessoa que me
magoou”, e assim por diante. Todavia, obedecer parcialmente é também
desobedecer. Por outro lado, quando obedecemos a Deus nós O agradamos. A
Bíblia diz: “O que agrada mais ao Senhor: holocausto e sacrifícios ou obediência à
sua palavra? É melhor obedecer do que sacrificar. ” A obediência agrada a Deus
porque ela prova que realmente O amamos. Jesus disse: “Se vocês me amam,
obedeçam aos meus mandamentos. ” Jesus também deixou bem claro que a
obediência é também uma condição para obter intimidade com Deus. Ele disse:
“Vocês serão meus amigos, se fizerem o que eu lhes ordeno. ”

...Vivemos com um coração cheio de louvor e ações de graça. Poucas coisas


trazem uma alegria tão grande ao coração de Deus quanto isso – quando seus
filhos vivem com um coração cheio de louvor e ações de graças. Davi sabia disso.
Ele disse: “Louvarei o nome de Deus com cânticos e proclamarei a sua grandeza
com ações de graças; isso agradará o Senhor. ” Gratidão a Deus é uma atitude
básica na vida de adoração. É algo que deve ser praticado em todo o tempo e em
todas as circunstâncias. A Bíblia diz: “Dêem graças em todas as circunstâncias,
pois esta é a vontade de Deus para vocês em Cristo Jesus. ” Note que Deus nos
manda dar graças “em” todas as circunstâncias, e não “por” todas as
circunstâncias. Deus não espera que nós sejamos agradecidos pelo mal, pelo
pecado, pelo sofrimento ou por suas conseqüências dolorosas neste mundo. Em
vez disso, Deus quer que nós sejamos gratos por Ele usar os problemas que nos
afligem para o cumprimento de seus propósitos. Por exemplo: Deus usa os
problemas para trazer-nos mais para perto de Si, para desenvolver (moldar) o
nosso caráter, para aprendermos a dar mais valor ao nosso próximo, enfim, é
nisso que Deus quer que sejamos agradecidos.

Porém, quando as circunstâncias não são agradáveis não é fácil vivermos com um
coração cheio de gratidão. Quando isso acontecer devemos:
a) Lembrar que Deus tem sempre um propósito por trás de cada problema.
b) Nos concentrar em quem Deus é, na sua natureza imutável – “as circunstâncias
não podem mudar o caráter de Deus”. Deus é absolutamente imutável. Seu amor
será sempre Seu amor, Sua bondade será sempre a Sua bondade, Sua fidelidade
será sempre a Sua fidelidade, etc.;
c) Confiar que Deus cumprirá as promessas – “Nunca duvide na escuridão o que
Deus lhe disse na luz”. Deus prometeu: “Eu jamais o abandonarei ou rejeitarei. ”.
Por pior que pareça as circunstâncias que nos cercam, Deus sempre estará
conosco;
d) Lembrar do que Deus já fez por nós – Ele entregou o Seu Filho para morrer por

Reverendo Gilson de Oliveira Pastor da Igreja Presbiteriana de Nova Vida 24


nós. Este é o maior de todos os motivos para adorar a Deus e vivermos com um
coração cheio de louvor e ações de graças. Jesus morreu por nós para que
pudéssemos ser poupados da eternidade no inferno e para que pudéssemos
partilhar de Sua glória para sempre. Somente isso já vale o nosso agradecimento
e louvor contínuo. Nós nunca mais deveríamos nos perguntar por que motivo
deveríamos ser gratos.

...Honramos a Ele com a nosso viver. Apesar da nossa fé deixar Deus feliz, nós
agradamos a Deus não somente pelo que cremos, mas também pelo que somos e
fazemos. É isso que a Bíblia nos ensina: que a vida cristã não se limita apenas a
credos e convicções; ela inclui conduta e caráter. Deus quer que tenhamos fé,
porém Ele também está preocupado em que nos tornemos santos – que
assumamos valores, atitudes e caráter iguais ao dEle, em tudo o que fizermos. A
Bíblia diz: “[...] segundo é santo aquele que vos chamou, tornai-vos santos
também vós mesmos em todo o vosso procedimento, porque escrito está: sede
santos, porque Eu sou santo. ” Deus quer que o nosso viver seja um viver santo.
Ele quer que a nossa fé vá mais fundo do que o “correto pensar” para chegar ao
“correto agir” e ao “correto viver”. Em outras palavras, o que agrada ao coração de
Deus, é o viver em santidade de vida.

IMPORTANTE: Adoração não é parte da nossa vida; ela é a nossa vida. Adoração
não é algo que deve ser praticado apenas nos cultos da igreja, mas uma atividade
constante. Adorar é um estilo de vida. A Bíblia diz: “Buscai o Senhor [...] buscai
perpetuamente a sua presença. ” Adorar a Deus deve ser a primeira atividade,
assim que abrimos os olhos pela manhã, e a última atividade, ao fechá-los à noite.
Contudo, essas atividades só serão transformadas em atos de adoração se as
fizemos para louvar, glorificar e agradar a Deus. Toda atividade se torna adoração
quando dedicamos a Deus. Este é o segredo de um estilo de vida em adoração –
fazer todas as coisas como se fossem para Jesus.

...Somos nós mesmos. Nós não agradamos a Deus somente quando estamos
envolvidos em atividades “espirituais” – tais como ler a Bíblia, assistir aos cultos
na igreja, orando ou compartilhando a nossa fé. Deus não é indiferente às outras
áreas da nossa vida. Na verdade, Deus gosta de atentar para cada detalhe dela,
esteja nós trabalhando, brincando, descansando ou comendo. Deus tem prazer
até mesmo em observar o nosso sono. Quando estamos dormindo, Ele fica a nos
contemplar com amor, pois nós fomos idéia dele. Nenhuma outra criatura
proporciona tanto prazer ao coração de Deus como nós. Porém, Deus gosta
especialmente de observar-nos enquanto nós utilizamos os talentos e habilidades
que Ele nos deu. Deus intencionalmente nos dotou de maneira distinta para o seu
deleite. Ele fez que alguns fossem atléticos e outros fossem intelectuais. Nós
podemos ser talentosos em mecânica, matemática, música ou em milhares de
outras habilidades, e todas elas podemos trazer alegria a Deus. Nós não
agradamos a Deus escondendo nossas habilidades ou tentando ser outra pessoa.
Nós agradamos a Deus sendo nós mesmos. Sempre que desprezamos uma parte
de nós mesmos estamos desprezando a soberania e a sabedoria de Deus ao
criar-nos.

Reverendo Gilson de Oliveira Pastor da Igreja Presbiteriana de Nova Vida 25


IMPORTANTE: Quando adoramos (agradamos) a Deus, Ele está mais
preocupado com a postura (atitude) do nosso coração e com a nossa paixão e
empenho, do que com forma ou o meio que utilizamos para expressar a nossa
adoração. Podemos adorar a Deus de modo imperfeito, mas não podemos adorá-
lo sem sinceridade em nosso coração. Nossa adoração deve ser autêntica.

5- Adoração e Música

Para muitas pessoas adorar é apenas sinônimo de música. Esse é um grande


mal-entendido. Na verdade, a adoração é anterior a música. Adão adorou no
jardim do Éden, mas não há nenhuma menção de música antes de Gênesis 4:21,
com o nascimento de Jubal (este foi o pai de todos os que tocam harpa e flauta).
Se adoração fosse somente música, então os que nunca se utilizaram da música
jamais adoraram. Adoração é muito mais do que música. Como vimos, a adoração
é um estilo de vida.

- Então, por que, em nossos cultos, usamos mais freqüentemente a música para
expressar a nossa adoração a Deus? -

O motivo é que a música torna mais agradável a maneira de nos expressarmos ao


Senhor. Mas ela não é a única forma. Todos os momentos do culto são um ato de
adoração: a oração, a leitura da Bíblia, os cânticos, os testemunhos, as ofertas,
etc.

Adoração também não tem relação nenhuma com o estilo, volume ou andamento
da música. Deus ama todos os tipos de música – rápidas e lentas, altas e suaves,
antigas e modernas. É provável que nós não gostemos de todas, mas Deus gosta!
Se ela é oferecida a Ele em espírito e em verdade, então é um ato de adoração. O
estilo musical que nós preferimos diz mais sobre nós (nossa personalidade e
formação cultural) do que sobre Deus. A música de um grupo étnico pode soar
barulho para outro. Mas Deus gosta de diversidade e aprecia a todas.

IMPORTANTE: Não existe música sagrada ou música profana. O que faz uma
música ser sagrada ou profana é a letra contida nela, ou seja, sua mensagem, e
não o seu estilo, ritmo ou melodia. Por exemplo: se eu tocasse uma música sem a
letra, não haveria como saber se é uma canção cristã ou não.

6- Obstáculos à Adoração

Naturalmente porque adoração é algo que alegra tanto o coração de Deus,


enfrentaremos obstáculos para que a verdadeira adoração aconteça. É bom
estarmos atentos, porque é um tema que incomoda o inimigo das nossas almas.
Os obstáculos podem ser:

Incoerência de vida.

Reverendo Gilson de Oliveira Pastor da Igreja Presbiteriana de Nova Vida 26


Exterioridade e Tradicionalismo.

Amargura.

Rotina/Ritual.

Mundanismo.

Pecados não confessados.

Ingratidão.

Preguiça e Negligência

Desinteresse.

Orgulho e soberba.

Falta de conhecimento de Deus.

IMPORTANTE: Nos dias de hoje, o erro mais comum que os cristãos cometem ao
adorar é buscar uma “experiência” em vez de buscar a Deus. Eles buscam
sensações e, se elas ocorrem, concluem que foram bem sucedidos em adorar.
Errado! Na realidade, Deus em geral afasta as nossas sensações para não
dependermos delas. Buscar uma sensação – mesmo uma sensação de
proximidade com Cristo – não é adoração. A onipresença de Deus e a
manifestação de sua presença são coisas diferente. Uma é um fato; a outra é
freqüentemente uma sensação. Deus está presente, mesmo que nós não
percebamos Sua presença. Sim, Deus quer que nós sintamos a sua presença,
porém ele está mais interessado em que confiemos e não tanto que O sintamos.

7- Conclusão

Deus nos fez por uma razão, e a nossa vida tem um profundo significado. Nós
fomos criados para viver para a glória de Deus, cumprindo os propósitos que ele
estabeleceu para nós. Essa é realmente a única forma de viver. Todo o resto é
apenas existir.
No cenáculo, quando Jesus concluiu seu último dia de ministério junto aos
discípulos, ele lavou os pés deles como exemplo e disse: “agora que vocês sabem
estas coisas, felizes serão se as praticarem. ” Então, uma vez que sabemos o que
Deus quer que façamos, a benção vem quando nós colocamos em prática o que
aprendemos. Agora que aprendemos que primeiro propósito de Deus para nós, é
vivermos para agradá-lo (adorá-lo), a questão é:
- De que maneira eu devo viver para trazer alegria ao coração de Deus?

- Quanto prazer (alegria) Deus pode ter na minha vida?

Reverendo Gilson de Oliveira Pastor da Igreja Presbiteriana de Nova Vida 27


Quero terminar compartilhando uma pequena frase de Atos 13:36: “Pois Davi [...]
serviu aos propósitos de Deus em sua geração. ” Ao ler esta frase podemos
compreender por que Deus chamou Davi de “homem segundo o seu coração. ”
Davi dedicou a vida a cumprir os propósitos de Deus na terra. Não existe maior
epitáfio (inscrição tumular) que essa declaração! Imagine isso esculpido na sua
lápide: que você serviu os propósitos de Deus na sua geração. Essa frase é a
descrição definitiva de uma vida bem vivida. Uma vida com propósito trata
exatamente disso: Viver hoje (em nossa geração) para Deus. Nem as gerações
passadas, nem as futuras podem servir a Deus nesta geração. Somente nós
podemos. Finalizo perguntando:

- Você está disposto a ser um homem segundo o coração de Deus, cumprindo os


propósitos dEle em sua geração?

Fonte
Giroscópio é um aparelho para provar experimentalmente o movimento de rotação
da terra.
Colossenses 1:16-17.
Provérbios 16:04.
Colossenses 1:16b; Romanos 11:36.
Efésios 1:4a.
A Glória de Deus é aquilo que ele é. É a essência de sua natureza, o peso de sua
importância, o valor da sua dignidade, o brilho de seu esplendor, a demonstração
de seu poder e o ambiente de sua presença. A Glória de Deus é a expressão de
sua bondade e de todas as suas outras qualidades intrínsecas e eternas.
Qualquer tentativa de definir adoração será falha, devido ao enorme significado
que ela abrange. Seriam necessários vários livros para abordar tudo que
precisamos compreender a respeito da adoração. Porém, de acordo com a Bíblia,
o sentido básico da adoração é agradar a Deus.
Apocalipse 4:11.
Mateus 22:37-38 - Nova Versão Internacional, São Paulo: SBI / Vida, 2001.
Êxodo 34:14 - New Living Translation, Wheaton: Tyndale House Publishers, 1996.
Jeremias 9:24 - Nova Tradução na Linguagem de Hoje, Barueri: Sociedade Bíblica
do Brasil, 2000.
2 Corintios 5:18a.
Mateus 27:51; Hebreus 10:19,20
João 14:6.
João 5:30b; 6:38
Marcos 14:36 - New Living Translation, Wheaton: Tyndale House Publishers,
1996.
Lucas 22:43,44
Parte VI
TUDO, MUITO, POUCO OU NADA?

A presente pastoral é uma tentativa de se esclarecer algo a respeito da letra de


hinos e cânticos espirituais. Meu objetivo não é fazer um estudo detalhado aqui.
Nossas considerações serão breves, mas esperamos que sejam o bastante para

Reverendo Gilson de Oliveira Pastor da Igreja Presbiteriana de Nova Vida 28


uma compreensão imediata.

Qual o critério de avaliação da letra de uma música? Durante o tempo de


ministério estudando cuidadosamente a questão, descobri que pelo menos dois
critérios são fundamentais. Uma letra deve ser avaliada principalmente em seu
aspecto teológico (doutrinário) e poético.

A meu ver, muita confusão seria evitada se estes dois pontos (o teológico e o
poético) fossem adequadamente entendidos. Há cânticos que teologicamente não
parecem corretos, mas poeticamente são perfeitamente compreendidos. Quando
Davi cantava louvores dizendo que Deus tem ouvidos, olhos, mãos, pés etc.,
teologicamente não é verdade que Deus possui órgãos e membros. Deus é
espírito e não tem corpo como os homens. Davi usava linguagem poética,
figurada.

Outras vezes a compreensão de um cântico depende tão somente do ponto de


vista teológico. Pastores e líderes nem sempre são unânimes acerca de uma
determinada letra. Muitas vezes depende do ponto de vista de cada um, da forma
como o cântico é avaliado. Por exemplo, consideremos o cântico que diz "Porque
tudo que há dentro de mim necessita ser mudado Senhor". E aquele outro que fala
"Se Tu olhares, Senhor, pra dentro de mim nada encontrarás de bom". E aí,
realmente não há nada de bom em mim e tudo que há em mim precisa ser
mudado? A resposta é sim ou não dependendo do ponto de vista. Se o cântico for
analisado na perspectiva do que Deus já fez em mim na pessoa de Cristo, então
as palavras tudo e nada certamente não são as mais indicadas.
Porém, se os cânticos forem entoados na perspectiva do que somos em nossa
própria natureza humana, então as palavras tudo e nada estão no lugar certo.
Quando eu entôo estes cânticos, e acredito que a igreja também, é pensando
neste último caso. É possível provar isso biblicamente? É claro que sim, do
contrário não haveria sentido em cantá-los.

O apóstolo Paulo, que foi um dos maiores cristãos de todos os tempos, um


homem repleto do Espírito Santo de Deus, disse certa vez: "Porque eu sei que em
mim, isto é, na minha carne, não habita bem nenhum, pois o querer o bem está
em mim; não, porém, o efetuá-lo" (Rm 7.18). Todos os grandes eruditos são
unânimes em afirmar que Paulo não está falando de sua experiência antes da
conversão, pelo contrário. Curiosamente, em outro lugar a declaração de Paulo é
bem diferente: "Todos, pois, que somos perfeitos..." (Fp 3.15). Não existe
contradição nessas declarações. É apenas uma questão de ênfase e contexto.
Semelhantemente, também podemos e devemos cantar: "Porque tudo que há
dentro do meu coração necessita mais de Ti".

Concluímos, portanto, que em certo sentido podemos dizer que Deus precisa fazer
tudo em nós; em outro que Ele precisa fazer muito; em outro, pouco ou até mesmo
nada mais dependendo do que, a que e em que sentido e contexto nos referimos.

Quando a letra de uma música realmente fere a doutrina bíblica, então nem a

Reverendo Gilson de Oliveira Pastor da Igreja Presbiteriana de Nova Vida 29


poesia poderá consertá-la. Mas não é, na minha opinião, o caso dos cânticos
citados acima.

Parte VI
"UM CÂNTICO NOVO"
Ap 5.1-22

A mencionada passagem traz um hino de louvor entoado por quatro "seres


viventes" e por vinte e quatro anciãos, chamado no contexto de "um cântico novo",
expressão freqüente nos Salmos.

Tanto nos Salmos quanto no Apocalipse, trata-se de um hino que canta novas e
gloriosas manifestações da benignidade divina. Observe-se o Salmo 33.3: "Cantai-
lhe um cântico novo. Tocai bem e com júbilo". Por sua vez, no Salmo 40, Deus
livrou o salmista de um terrível poço e de argila pantanosa e pôs em seus lábios
um novo cântico para louvar a Deus (v. 3).

No entanto, o paralelo mais próximo no Antigo Testamento está em Isaías 42.9,1,


o qual exorta, "Vede, as primeiras coisas se cumpriram, e novas coisas eu vos
anuncio; antes que venham à luz, vo-las faço ouvir. Cantai ao Senhor um cântico
novo, e o seu louvor desde as extremidades da terra, vós os que navegais pelo
mar, e tudo o que nele há, vós, ilhas, e seus habitantes". Nesta expressão de
agradecimento, Deus declara coisas novas e o profeta convoca os homens a que
cantem uma nova expressão de louvor a Deus.

O cântico novo é conseqüência direta de uma nova criação; é sempre um hino de


louvor pelas misericórdias de Deus, sobretudo pela graça de Jesus Cristo. Uma
das características, por sinal, do Apocalipse é ser o livro das coisas novas:
· Um nome novo (2.17; 3.12)
· Uma nova Jerusalém (3.12; 21.2)
· Um cântico novo (5.9; 14.3)
· Um novo céu e uma nova terra (21.1)
· E a grande promessa de que Deus fará novas todas as coisas (21.5).

Em grego, há duas palavras para dizer "novo": neós, que quer dizer "novo no
tempo, produzido recentemente" e kainós, que é "novo em qualidade, nunca
existido". Este segundo vocábulo é precisamente o que foi utilizado neste trecho,
querendo significar a qualidade de canção, o tipo de vida, de mentalidade que
Cristo traz.
A vida cristã autêntica irradia eterna e renovada alegria, porque Deus traz sempre
à vida dos crentes em Cristo essa nova qualidade que somente a fé em Cristo
pode criar nos seres humanos. O cântico da redenção! O cântico do amor que
liberta.
O antigo cântico era o da criação (Jó 38.7); agora, cumprida a redenção para os
santos em glória, anseiam eles pelas manifestações do Senhor e do grandioso
novo hino que irrompe com todo o seu significado. Seu tema é Jesus Cristo, o
Cordeiro de Deus, o Leão de Judá e a Sua dignidade, pois Ele é digno: foi morto;

Reverendo Gilson de Oliveira Pastor da Igreja Presbiteriana de Nova Vida 30


comprou a glória e a honra para Si mesmo. Portanto, nenhum outro louvor será
ouvido no céu.

A obra redentora do Cordeiro que é digno é descrita por variadas qualidades:

· É para Deus, primariamente. Diz o texto, "compraste para Deus" (cf. Ef 1.1-14)
· É pelo sangue de Cristo, afirmando o texto que "foste morto... e com o Teu
sangue compraste", a cruz
· É ilimitada, pois os salvos vêm "de toda tribo..."
· Faz dos remidos um reino "e para o nosso Deus os fizeste um reino... terra"
A missão redentora de Jesus Cristo é baseada na sua disposição de entregar a
própria vida pelos nossos pecados, e, pela Sua morte, traz os seres humanos a
um relacionamento correto com Deus. Sua obra redentora é oferecida a todos,
pois diz a passagem, "homens de toda tribo, e língua, e povo e nação". O
significado desta expressão é que o amor de Deus não conhece barreiras raciais
ou nacionais, ou seja, a graça da redenção é para todos. Um hino contemporâneo
diz que:

Não há em Cristo Norte ou Sul,


Poente ou Leste algum,
Mas sim a comunhão de amor
que faz de todos um.

CORISTAS, CONJUNTOS E SOLISTAS

"E olhei, e vi a voz de muitos anjos ao redor do trono e dos seres viventes e dos
anciãos; e o número deles era miríades de miríades; e o número deles era
miríades de miríades e milhares de milhares, que com grande voz diziam:
Digno é o Cordeiro, que foi morto, de receber o poder, e riqueza, e sabedoria, e
força, e honra, e glória, e louvor.
Ouvi também a toda criatura que está no céu, e na terra, e debaixo da terra, e no
mar, e a todas as coisas que neles há, dizerem:
Ao que está assentado sobre o trono, e ao Cordeiro, seja o louvor, e a honra, e a
glória, e o domínio pelos séculos dos séculos: e os quatro seres viventes diziam:
Amém.

E os anciãos prostraram-se e adoraram"..

Visto que tratamos de um novo cântico, e, deste modo, falamos de música, bem
que o capítulo 4 de Apocalipse poderia ser chamado de o Oratório da Criação. Se
assim o é, o capítulo 5 bem que pode ser denominado o Oratório da Redenção.
Nestes oratórios combinados ouvimos o Quarteto dos Seres Viventes que canta:
"Santo, Santo, Santo é o Senhor Deus Todo-poderoso, aquele que era, e que é, e
que há de vir" (4.8).

Vindo em seguida, o Coro Masculino dos anciãos entoando

Reverendo Gilson de Oliveira Pastor da Igreja Presbiteriana de Nova Vida 31


"Digno és, Senhor nosso e Deus nosso,
de receber a glória, a honra e o poder,
pois tu criaste todas as coisas,
e por tua vontade existem e foram criadas" (4.11).

Temos Solistas em 5.2: "Quem é digno de abrir o livro e lhe desatar os selos?"

E, então, um Responso em 5.5:


"Não chores: eis que o Leão da tribo de Judá, a Raiz de Davi, venceu para abrir o
livro e os seus sete selos"

O Quarteto e o Coro Masculino combinados cantam agora o novo cântico (5.9),


"Digno és de tomar o livro e de abrir-lhe os selos,
porque foste morto e com o teu sangue compraste para Deus os que procedem de
toda tribo, língua, povo e nação
e para o nosso Deus os constituíste reino e sacerdotes;
e reinarão sobre a terra"

E, com eles, o Grande Coro de milhares e milhares de vozes em canto triunfal,


"Digno é o Cordeiro que foi morto
de receber o poder, e riqueza,
e sabedoria, e força,
e honra e glória, e louvor" (5.12)

Chega-se ao Grand Finale com todas as criaturas no céu, na terra, debaixo da


terra, e no mar exclamando:
"Ao que está assentado sobre o trono,
e ao Cordeiro, seja o louvor, e a honra,
e a glória e o poder para todo o sempre"

O Amém do Quarteto (v. 14) encerra o concerto.


Essa é a música do céu, razão porque na terra a Igreja de Jesus Cristo, que deve
cantar em harmonia e no mesmo ritmo, não tem o que temer!

Parte VI
ADORAÇÃO VERDADEIRA
Texto: Malaquias

Introdução:
"O maior obstáculo à adoração
É um Deus pequeno no coração."

Gostaria de contar uma história que ilustra o que acontece muitas vezes nos
cultos das nossas igrejas . . . Qualquer semelhança a personagens verídicas é
totalmente intencional . . .

Era uma vez que a Rainha da Inglaterra veio visitar o Presidente da República em

Reverendo Gilson de Oliveira Pastor da Igreja Presbiteriana de Nova Vida 32


Brasília. Como parte da celebração, houve um sorteio entre os moradores da
cidade para formar um grupo pequeno de pessoas que presenciariam aquele
encontro histórico. A família Silva foi sorteada para participar de uma reunião
marcada para 9:00 da manhã no domingo seguinte.

A D. Carmem ficou mais empolgada que o resto da família. De fato, no decorrer da


semana quase todos esqueceram do compromisso. Sábado à noite passearam
até quase meia-noite, e depois assistiram um filme até 2:00 da madrugada. Na
próxima manhã, D. Carmem acordou com um susto--já era 8:15! Tentou acordou o
Sr. Fábio, mas descobriu que ele não queria ir, pois haveria uma corrida de
Fórmula Um na televisão. Finalmente concordou em acompanhar os outros, e a
família preparou-se com muita pressa e não um pouco de confusão. Mas
conseguiram chegar, se não em tempo britânico, pelo menos antes das 9:10.

Enquanto a música da entrada da grande Rainha e do Presidente tocava, o


guarda acompanhou a família para seu lugar. O Sr. Fábio reclamou por ter que
ficar tão na frente. D. Carmem também ficou chateada ao perceber que ficou ao
lado de uma das suas vizinhas que não gostava nem um pouco, a D. Denise. Uma
vez sentados, se distraíram lendo um panfleto que haviam recebido na entrada, e
estudavam o calendário de atividades marcadas para aquela semana na capital.

Durante o hino nacional, Júnior penteava o seu cabelo, enquanto D. Carmem


procurava na bolsa por umas balas para as crianças. Houve muitas formalidades
no encontro, e o pai quase pegou no sono duas ou três vezes. Finalmente ele tirou
do seu bolso alguns cartões com dados e estatísticas sobre a última Copa, e
começou a memorizar as estatísticas. Os dois filhos mais jovens passaram o
tempo durante o discurso da rainha desenhando e pintando figuras e fazendo
aviões do panfleto. O Júnior não ouviu quase nada, pois estava paquerando uma
menina que havia encontrado no estacionamento.

Finalmente, chegou a hora em que cada família entregaria uma lembrança à


rainha. De repente Sr. Fábio olhou para sua esposa com um olhar de pânico!
Havia esquecido desta parte do programa. Para não ficar envergonhado,
rapidamente sentiu no seu bolso, mas só achou uma coisa. Levantou-se
rapidamente e levou-a para frente para a rainha--um lenço usado.

Com esta cerimônia, a reunião terminou. Na saída, Sr. Fábio cumprimentou a


Rainha e parabenizou-a pelo grande discurso. Uma vez fora, correu para o carro
para não perder o final da Fórmula 1. E todos viveram felizes na sua indiferença
para sempre.

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Muitas vezes, a minha presença perante o Rei do universo não passa de um ato
religioso e hipócrita. Ultimamente tenho refletido sobre a adoração verdadeira, o
culto genuíno. Por que eu vou à igreja? Por que freqüento a capela? . . .Creio que
o culto cristão na minha vida é um dos campos de batalha mais disputado entre

Reverendo Gilson de Oliveira Pastor da Igreja Presbiteriana de Nova Vida 33


Deus e Satanás. Teria medo de saber quantas vezes eu realmente adorei a Deus
nos cultos da igreja ou na capela! A coisa fica cansativa! Dia após dia, semana
após semana! Já tive que ir à capela 5 dias por semana durante 4 anos de
faculdade, e depois mais 4 vezes por semana durante 4 anos de seminário.
Somente nestas duas escolas freqüentei mais de 1400 capelas! E agora no oitavo
ano no SBPV, está chegando perto de um milhão! Olhando para mim mesmo,
descubro que muitas vezes minha presença na igreja ou na capela foi muito mais
um ato de religiosidade, de tradição, rito, e legalismo do que adoração verdadeira.
Creio que há muitas razões por trás disso. Realmente é uma batalha! A verdadeira
adoração é trabalho . . . é dar . . . Não é um piquenique! Há tantos obstáculos para
superar, há tantos conceitos errados de "culto" e de Deus em nossas cabeças! A
mornidão, a indiferença espiritual, a apatia, a tradição, são inimigos do culto
verdadeiro. Mas gostaria de sugerir que o problema principal no nosso culto é que
não conhecemos o nosso Deus! As nossas mentes estão tão preocupadas com
nosso "eu"; focalizamos tanto em "receber uma benção"; somos tão descuidados
no preparo para o culto; fazemos tanto barulho sem substância; olhamos tanto
para as pessoas ao nosso redor; desligamos as nossas mentes com tanta
facilidade; caímos na rotina; que perdemos de vista o por que da nossa adoração,
e mais importante, o quem da nossa adoração. O problema é que temos um
relacionamento errado com Deus!

Há um livro da Bíblia que fala deste mesmo problema. É um livro que tenho lido
muito recentemente, por que mais uma vez descobri em minha vida o quanto
tenho errado nesta área de louvor a Deus. O livro é o último do VT, o livro de
Malaquias.

Contexto: Povo do retorno . . . Templo (sem glória) . . . muros em volta de


Jerusalém . . . "vida normal"--sem idolatria, mas também sem coração! O coração
do povo e dos líderes religiosos estava longe de Deus! Apatia, indiferença,
ritualismo, legalismo, sem substância, sem coração, sem fervor, sem Deus! Tão
sério que Deus gritou (1:10) "Oxalá houvesse entre vós quem feche as portas" do
Templo." Deus estava cheio do povo morno, que ia à igreja para seu próprio
benefício, e não para adorar a Deus. Imaginem! Deus queria expulsar todos da
sua presença e colocar uma placa na frente do Templo dizendo "Fechado!"
("Vazio!")
Neste contexto Deus chama a atenção do Seu povo. Inicia uma série de
interrogações, como se fosse um tribunal. Ele desafia o vazio no coração e no
culto do povo. Mas eles são tão endurecidos, tão bitolados, que discutem com
Deus. "Desculpa, Senhor, mas o Senhor está enganado. Nós mornos?
Impossível!" Em cada instante ele reprova o povo com evidências que
demonstram a veracidade das suas acusações.

Transição Inicial: Neste livro há vários ciclos de debate entre Deus e o povo, em
que eles serão processados por sua indiferença espiritual. Cada ciclo trata de um
sintoma de culto falso na nação. Hoje vamos resumir estes ciclos em quatro. São
4 obstáculos no nosso relacionamento com Deus que prejudicam a adoração
verdadeira. Mas temos de tomar cuidado. Não queremos tratar dos sintomas, sem

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descobrir a raiz. O problema principal na adoração da nação foi um conceito
errado da grandeza do seu Deus. A minha oração é que o Espírito Santo provoque
em nós uma renovação do nosso conceito de Deus, e também uma transformação
do nosso louvor.

Idéia:

"O obstáculo maior à adoração,


É um Deus pequeno no coração."

I. Duvidamos do Caráter de Deus


(1:2-5; 2:17-3:6; 3:13-4:3)
(Atributos = AMOR, Justiça, Bondade)

Ler: 1:2 (amor) *ingratidão *Murmuração *esquecimento *amargura *egoísmo


(corações cheios de mágoas, preocupações, dúvidas, etc.)

2:17 (justiça); Não há justiça! Deus não vê! Deus não se importa! Não paga!
*Resposta: 3:1-6 (A vinda do Messias para dar juízo)

3:13-15 (bondade) "O que adianta?" Não vale a pena! Por que servir ao Senhor?
O que nós ganhamos? *Ciúmes do incrédulo *Inveja?

Ilustração:

Posso imaginar um Israelita dizendo, "Com amigos como Deus, quem precisa de
inimigos!" "Se este é amor, não quero ver ódio!"

Aplicação:

Posso imaginar Deus falando para nós hoje, "Eu vos tenho amado!" Mas alguns
respondem, se não em voz alta pelo menos no seu íntimo, "Em que nos tem
amado?"

*Inimigos do culto verdadeiro são ressentimentos, murmuração, um espírito crítico,


preocupações, e a incapacidade de focalizar as muitas coisas que Deus tem feito
em nossas vidas! Comparação, competição, e intolerância mostram insatisfação
com aquilo que o AMOR de Deus nos proporcionou.

*Preocupações e distrações roubam o louvor de Deus. Ansiedade mostra dúvida


do amor de Deus! No culto verdadeiro levamos as preocupações ao trono da
graça e lançamos toda ansiedade sobre Ele. Mas a mente que vagueia durante o
culto com suas preocupações confessa que duvida o amor e o cuidado de Deus.
Deus é capaz de cuidar de ti!

*Cansado no serviço? = perdeu a sua perspectiva da Pessoa de Deus! Será que


vale a pena?

Reverendo Gilson de Oliveira Pastor da Igreja Presbiteriana de Nova Vida 35


Perdemos de vista o fato de que Deus é um Grande Rei!

Ilustração:
Imagine você no serviço de um grande rei . . . nenhum sacrifício seria grande
demais; nenhum trabalho seria duro demais!

Transição:

Primeiro obstáculo: o Caráter de Deus! Raiz de todos os sintomas! Sem acertar


este problema, não adianta. Não consegue transformar seu culto a Deus, sem
conhecer a grandeza do Seu amor, justiça, e bondade.

II. Desprezamos o Nome de Deus


(1:6-2:9) (Atributo = Grandeza/Soberania)

A. O Problema:

(Ler: 1:6-8,10; 13; 2:7,8) (Um Deus pequeno!)

*Falta de adoração verdadeira (1:6) *Ofertas imundas (1:7)


*Menosprezo do ofício sacerdotal (1:7,8) *Ritualismo
*Profanação (1:12) *Inversão de valores (1:12)
*Apatia (1:13) *Engano (1:14)
*Quebraram a Aliança (c/ Levi) 2:1-5ss.) *Não ensinaram a verdade (2:6,7)
*Injustiça nos lábios (2:6,7,9) *Enganaram/fizeram tropeçar a muitos (2:8)
*Parcialismo no julgar (2:9)

Ilustração:

Livro em inglês: Your God is Too Small ("Teu Deus é Pequeno Demais!")

B. A Solução:
(Ler 1:6, 11, 14)
Deus é um Grande Rei!!! Criador, Soberano, Majestoso, Santo, Pai, Mestre, Rei,
etc.

Aplicação: Deus fala "Vocês do SBPV desprezam o meu nome!" E respondemos,


"Em que te havemos profanado?" "Nós nunca faríamos isso!" *Cada vez que
damos as "sobras" para Deus:
Menosprezamos a Palavra do Rei (fazendo outras coisas: "Que canseira!" vs. 13)
Não preparamos para os nossos ministérios (berçário, classinha, etc.) e
prejudicamos a outros
Entramos na presença do Rei com cabeça cheia de tudo menos Deus

*Agimos como se tudo para Deus era "bônus"! Puxa, Deus realmente tinha sorte
quando eu entrei no seleção dele! Como Deus deve estar contente que eu decidi

Reverendo Gilson de Oliveira Pastor da Igreja Presbiteriana de Nova Vida 36


vim adorá-lo hoje!" Que Deus miserável temos! Mediocridade deve ser anátema
no serviço do Rei do Universo.

Estes são sintomas de um problema--algo errado no nosso relacionamento com


Deus, porque não conhecemos a Deus de verdade.

*Algumas sugestões práticas (depois de reconhecer que Deus é um grande Rei!):


Imaginar que você foi convocado para uma audiência com realeza! No mínimo . . .

*1) Começar a se preparar no sábado à noite (exs.: passar roupa, dormir mais
cedo, etc.)
*2) Acordar 15 minutos mais cedo domingo de manhã
*3) Chegar 10-15 minutos antes do início do culto; ore e prepare seu coração
*4) Procure um lugar mais perto da frente da igreja
*5) Tente descobrir o tema do culto.
*6) Pense na letra da música
*7) Ore no seu íntimo junto com os regentes
*8) Tome notas da mensagem, mesmo que jogue fora depois (Ivantídio)
*9) Não olhe para as pessoas--sua roupa, seu "jeitão", seus costumes de louvor
*10) Fique livre para adorar a Deus da melhor maneira possível para você--olhos
fechados, não cantar uma estrofe para prestar atenção à letra, levantar as mãos,
bater palmas. Mas não faça aquilo que vai prejudicar o louvor daqueles ao seu
redor (decência e ordem), e não julgue eles

*Se Deus é um grande Rei, merece o melhor de tudo!


*Entrar com coração cheio, com vibração, reflexão, celebração e meditação
(tensão)
*Damos para Deus o melhor na oferta, no tempo, nos talentos

Transição:

2 obstáculos ao culto verdadeiro--Duvidar o caráter de Deus; Desprezar a


Grandeza de Deus.

III. Defraudamos o Povo de Deus


(2:10-16) (relacionamentos)
(Atributo = Fidelidade/Santidade)

Ler: 2:10,11,13,14,16

*Desleais uns com os outros (2:10) *Idolatria (2:11)


*Emoção falsa (?) (2:13) *Divórcio/Adultério (2:14,15)
*Violência (divórcio

Aplicação:

"Mas nós não temos este problema"

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*Inimigo da adoração verdadeira é relacionamentos quebrados no Corpo de Cristo
**1 Jo. 4:20,21 "Quem não ama a seu [professor/aluno/pastor/vizinho/próximo], a
quem vê, não pode amar a Deus, a quem não vê"

*Relacionamentos familiares em primeiro lugar.


Namoro misto Pais/filhos Marido/Esposa Irmão com irmã

*Relacionamentos com outros do corpo. Fofoca contra irmãos


Equipe--alunos Alunos--equipe

*Emocionalismo sem arrependimento não vale nada! Não conseguimos enganar a


Deus
Hipocrisia--fingindo ser o que não somos

Deus é um grande Rei! Capaz de sarar relacionamentos quebrados!

Transição:

3 obstáculos: Duvidar--caráter; Desprezar--nome; Defraudar--povo.

IV. Desviamos o Dízimo de Deus


(3:7-12) (Atributo = Soberania/Dono de Tudo)
(conseqüência natural--uma expressão de louvor)

Ler: 3:7,8,10 (Problema de quantidade!)

*Roubaram a Deus (3:8) *Mentiram para Deus (3:8)


Cf. Pv. 3:5,6, 9,10

Aplicação:

Mas nós nunca roubamos a Deus! O cristão está debaixo da graça de Deus, não
da lei! O dízimo não foi ensinado no NT! MAS a implicação do NT é que debaixo
da graça de Deus devemos dar até MAIS!

*Damos o mínimo possível. Nivelamos por baixo! (10% para cumprir uma
"obrigação")
VT: 23,3% por ano! Lei! Por que? Temos UM DEUS PEQUENO!

*Procurar aumentar a porcentagem--não o total, mas a % da sua renda

*Damos pensando que fizemos grande coisa; Chamamos atenção ao nosso


sacrifício

*Deus é soberano! Dono de tudo! Quem somos nós? O que temos que Ele não
nos deu primeiro?

Reverendo Gilson de Oliveira Pastor da Igreja Presbiteriana de Nova Vida 38


*Problema com teologias de prosperidade: Sempre tem um olho no que eu
receberei. Que Deus pequeno, que precisa comprar louvor!

O Problema:

Perspectiva errada: O que EU vou ganhar! A verdadeira adoração não se importa


com aquilo que vai receber! Se receber qualquer coisa, é bônus! (Explicar a
aliança do VT, e o princípio no NT de benção depois de dar.) (Estas perguntas
revelam a ênfase: Eu ou Deus)

*Adoração de Deus não necessita que você sente alguma coisa, mas que você dá
alguma coisa!
*Emoção não faz parte, mas pode acompanhar adoração verdadeira
*Servimos a Deus por causa daquilo que Ele É, não somente pelo que tem feito ou
fará.
*Não damos para receber, mas por que já recebemos!
*Privilégio de participar na obra do Grande Rei!

A Pergunta Chave:

Por que você vai à igreja?

*Encontrar com seus amigos?


*Ouvir" "as últimas" do seu círculo de colegas?
*Para paquerar aquela menina?
*Marcar pontos com Deus ou com o pastor , ou talvez ganhar uma "benção" pela
sua presença na igreja?
*Por obrigação?
*Para ouvir uma novidade bíblica para aumentar sua coleção de conhecimento
bíblico?
*Para se sentir bem no louvor, ou para ouvir a música bonita?
*Por que você não tem a mínima idéia o que você faria no domingo se não fosse
para a igreja--é o que você sempre fez, um hábito, uma tradição?
*Para completar sua lista de pessoas a serem contatadas para um programa
*Assistir o "show" do coral, ou dos seus filhos, ou do professor da EBD, ou do
pastor

Preciso confessar. Creio que já fui à igreja por todos estes motivos! Mas nenhum
deles é uma motivação correta. De fato, diria que se este foi o motivo de você ir à
igreja, do ponto de vista de Deus foi como se você nem estivesse presente! Talvez
melhor, ele preferiria que você nem fosse nestas condições!

Conclusão:

Quão grande é o seu Deus?

Reverendo Gilson de Oliveira Pastor da Igreja Presbiteriana de Nova Vida 39


Recapitulação: Encontramos 4 obstáculos principais à adoração verdadeira. Todos
são sintomas de um problema mais sério.

*Duvidaram o caráter de Deus *Desprezaram o nome de Deus


*Defraudaram o povo de Deus *Desviaram o dízimo de Deus

A chave em tudo isso é: Quem é Deus?


1) Amor e graça: lançar sobre Ele toda a ansiedade, descansar nEle
2) Grande Rei: digno de todo louvor e glória
3) Soberano: digno de obediência
4) Santo e Fiel: relacionamentos puros e leais
5) Justo: acertará as contas
6) Dono de Tudo: crer nEle o suficiente para dar
7) Bom e Justo: Vale a pena servi-lo

Aplicação Final:

Cuidado: Legalismo!! Maior medo é que como resultado desta mensagem pessoas
vão sair cabeça-baixo, pensando "Vou tentar mais, vou melhorar, vou ser um
cristão melhor. A partir de hoje vamos acordar mais cedo, vou prestar mais
atenção, vou dar mais dinheiro." Este não é o ponto, em si. A resposta correta é
"Como nosso Deus é grande! Como Ele me ama! Como Ele é justo e bondoso!"
Quando reconhecemos que servimos um grande Deus, os sintomas de indiferença
espiritual em nosso culto desaparecerão!

Idéia:

"O obstáculo maior à adoração,


É um Deus pequeno no coração."

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A família Souza também foi sorteada para um encontro com realeza. Durante toda
a semana tiveram grandes expectativas da reunião. Sábado foram dormir um
pouco mais cedo, depois de ler juntos na enciclopédia um pouco mais sobre a
monarquia. A D. Kika preparou toda a roupa da família antes de dormir.
Acordaram às 7:00 para tomar café juntos, e conversar sobre o encontro.
Prepararam-se com calma, com música da Inglaterra tocando no toca-fitas.
Chegaram bem antes da hora, e escolheram os lugares onde poderiam ver a
rainha em toda a sua glória.

Absorveram cada momento do programa, reconhecendo o privilégio enorme de


presenciar e prestigiar realeza. Na hora de apresentar suas ofertas, cada membro
da família Souza, por não serem ricos, entregou algo que ele mesmo havia
preparado--uma flor da pequena Sara; uma concha do Joãozinho; um bordado da
D. Kika, e uma placa de madeira do Dr. Valdir. No final, saíram juntos, e tiveram

Reverendo Gilson de Oliveira Pastor da Igreja Presbiteriana de Nova Vida 40


boas conversas no pátio do palácio com vários novos amigos. Viveram felizes, até
o próximo encontro com realeza.
Idéia:
"O obstáculo maior à adoração,
É um Deus pequeno no coração."

CICLO/

TEXTO
ACUSAÇÃO
RESPOSTA
ATRIBUTO
PROVA/

CONSEQ.

(1:2-5)
"Eu vos tenho amado" (1:2)
"Em que nos tem amado?" (1:2)`
Amor de Deus
Destruição de Edom/Escolha de Israel

(1:6-2:9)
"Se eu sou pai, onde está a minha honra?" (1:6)
"Em que desprezamos nós o teu nome? Em que te havemos profanado?" (1:6,7)
Grandeza de Deus/

Soberania
Ofertas imundas (sobras)

Canseira no louvor

Fechar as portas!

(2:10-16)
"Judá tem sido desleal" (2:11)
"Por que?" (2:14)
Santidade e fidelidade de Deus
Divórcio, casamento misto, emocionalismo

Reverendo Gilson de Oliveira Pastor da Igreja Presbiteriana de Nova Vida 41


(2:17-3:6)
"Enfadais o SENHOR com vossas palavras." (2:17)
"Em que o enfadamos?" (2:17)
Justiça de Deus
João e Jesus enviados como prova da justiça de Deus

(3:7-12)
"Roubará o homem a Deus?" (3:8)
"Em que te roubamos?" (3:8)
Soberania de Deus (Dono de tudo)
Falta de dízimos e ofertas

Bênção e abundância

(3:13-4:3)
"As vossas palavras foram duras para mim" (3:13)
"Que temos falado contra ti?" (3:13)
Bondade e justiça de Deus
Arrogância

Arrependimento e graça

Julgamento

Parte VII
Deus proibiu adorá-lo por meio de alguns Instrumentos Musicais?
Resenha crítica sobre o texto "instrumentos de sopro, de cordas e de percussão,
na adoração pela igreja", texto este, traduzido em março de 2000, por Valdenira N.
De M.. Silva (hmenezes@di.ufpb.br)

COMENTÁRIO SOBRE O TEXTO TRADUZIDO POR VALDENIRA

O texto desta irmã começa com a seguinte pergunta: “Que é que a Bíblia ensina
sobre como instrumentos devem ser usados na adoração?” Em toda a obra desta
tradutora, faz-se menção dos instrumentos e das formas como usá-los como se
Deus tivesse legalizado um “modelo de adoração” aos israelitas que deveria ser
passado a todos os povos, de forma “legalista” e “inflexível”! Diante disto, não
seria melhor mudar a pergunta inicial do texto de Valdenira para: Que é que a
Bíblia ensina sobre como instrumentos devem ser usados na adoração
ISRAELITA?

Reverendo Gilson de Oliveira Pastor da Igreja Presbiteriana de Nova Vida 42


Paulo lutou tanto contra o “legalismo judaico”, e agora iremos nós retornar a ele?
Vejamos! Sobre o formalismo dos cultos estabelecidos pelos “mestres
judaizantes”, Paulo asseverou assim: “Ó gálatas insensatos! Quem os enfeitiçou?
Não foi diante dos seus olhos que Jesus Cristo foi exposto ‘como’ crucificado?
Gostaria de saber apenas uma coisa: foi pela ‘prática da Lei’ que vocês receberam
o Espírito, ou ‘pela fé’ naquilo que ouviram? Será que vocês são tão insensatos
que, tendo começado pelo ‘Espírito’, querem agora se aperfeiçoar pelo ‘esforço’
próprio?... Aquele que lhes dá o seu Espírito e opera milagres entre vocês, realiza
estas coisas pela ‘prática da Lei’ ou ‘pela fé’ com a qual receberam a palavra?...
Assim, os que ‘são da fé’ são abençoados junto com Abraão, ‘homem de fé’. Já os
que se apóiam na ‘prática da Lei’ estão debaixo de maldição, pois está escrito:
Maldito todo aquele que não persiste em praticar ‘todas as coisas escritas no livro
da Lei’. É evidente que diante de Deus ninguém é ‘justificado pela Lei’, pois o justo
viverá ‘pela fé’. ... Então, a Lei opõe-se às promessas de Deus? De maneira
nenhuma! Pois, se tivesse sido dada uma lei que pudesse conceder vida,
certamente a justiça viria da lei. ... Assim, a Lei foi o nosso ‘tutor’ até Cristo, para
que fôssemos justificados ‘pela fé’. Agora, porém, tendo chegado a fé, já não
estamos mais sob o controle do tutor. ... Digo porém que, enquanto o herdeiro é
menor de idade, em nada difere de um ‘escravo’, embora seja dono de tudo. No
entanto, ele está ‘sujeito a guardiães’ e ‘administradores’ até o ‘tempo
determinado’ por seu pai. Assim também nós, quando éramos ‘menores’,
estávamos ‘escravizados’ aos ‘princípios elementares do mundo’. Mas, quando
chegou a ‘plenitude do tempo’, Deus enviou seu Filho, nascido de mulher, nascido
debaixo da “Lei’, a fim de ‘redimir os que estavam sob a Lei’, para que
recebêssemos a adoção de filhos. ... Assim, você já não é mais ‘escravo’, mas
filho... Mas agora, conhecendo a Deus, ou melhor, sendo por ele conhecidos,
como é que estão voltando àqueles mesmos ‘princípios elementares’, fracos e
sem poder? Querem ser escravizados por eles outra vez?... Mas o que diz a
Escritura? Mande embora a escrava e o seu filho, porque o filho da escrava jamais
será herdeiro com o filho da livre. Portanto, irmãos, não somos filhos da escrava,
mas da livre.” (Gl. 3:1-3, 5, 9,10,21,24,25: 4:1-5,7,9 e 30).

A forma de culto judaico não pode nos valer como regra, pois se assim for, faltaria-
nos muitos outros elementos (todos com valores simbólicos – Cl. 2:16,17) para
podermos oferecer o culto prescrito pelo Antigo Testamento!

É claro que no Antigo Testamento, Deus colocou restrições muito firmes no uso de
instrumentos! Israel vivia em volta de Nações pagãs e Deus não queria que os
imitassem, principalmente porque os israelitas, por terem vivido 430 anos como
escravos no Egito, não tinham ainda conduta própria, assim, para diferenciá-los,
que era o intuito de Deus na escolha de Israel, não permitia imitar povos estranhos
nos cultos! Porém, volto a frisar, a religião judaica era exclusivista e formal, não
tinha caráter missionário transcultural, diferente da Igreja de Cristo e sua missão!
Hoje, não vivemos mais “Leis” que servem como “símbolos”, mas sim,
observamos a justificação que nos vem através da fé em Jesus Cristo (Rm. 4:1-
25).

Reverendo Gilson de Oliveira Pastor da Igreja Presbiteriana de Nova Vida 43


Não creio que podemos adorar a Deus de qualquer forma! Não! Isto seria
“libertinagem” de minha parte! Porém, irmãos, criar uma formalidade na adoração
a Deus, como quer Valdenira, é metermo-nos novamente debaixo do legalismo
judaico! Ela diz, se referindo à adoração a Deus, que “adorá-lo diretamente é uma
atividade especial e única, governada por regras e diretrizes, ambas especiais.”
Mas, onde entra a “voluntariedade” do adorador se existe todo um formalismo
preestabelecido (Rm. 12:1)?

Valdenira também faz a seguinte pergunta: “Foi a música caracterizada por forte
ritmo?” E ela mesmo responde assim: “A idéia de que o foi é pura especulação.”
Concordo com tal afirmação, mas, como já disse anteriormente, não há como
comparar o culto da Igreja de Cristo – que vive o período da Graça, com o culto
israelita – que viveu o período da Lei! É evidente que Deus não muda (Ml. 3:6)!
Mas os períodos sim (Rm. 12:2)! A característica do culto de Israel era o
formalismo e a representação, diferente do culto da Igreja de Cristo, que se
caracteriza pela alegria e pela voluntariedade expressiva (I Co. 14:12,26,40).
Pedro, um judeu que seguia todos os precitos judaicos, foi ensinado pelo próprio
Deus que as proibições da Lei já haviam cumprido seu objetivo em Cristo, e que
não necessitava-se mais de viver a formalidade legalista anteriormente
experimentada por Israel (At. 10:9-16).

Outra coisa importante de corrigir, na obra traduzida pela Valdenira, é que os


israelitas não diferenciavam o “governo político” de seu País de sua religião! Por
isto, sua forma de governo, principalmente quando estavam dentro da vontade de
Deus, era a do governo “teocrático”, onde Deus comandava diretamente o “rei” de
Israel através dos profetas e sacerdotes. Foi até por isto que Davi foi quem
conduziu a “Arca do Concerto” à Jerusalém juntamente com os sacerdotes!
Samuel, por exemplo, foi: rei (juiz), profeta e sacerdote até a escolha de Saul! Os
próprios judeus, confundiram-se quando veio Jesus, porque eles sempre viram
seus líderes como líder religioso e político ao mesmo tempo, fato este que Jesus
mostrou quando não aceitou ser coroado como líder político em Israel! Muita coisa
não era permitida no Templo, mas, quando o véu foi rasgado, viu-se o lugar
santíssimo, e hoje, o que não era feito na adoração judaica, fazemos com ousadia
(Hb. 10:19-24)!

Concordo que a dança nunca foi permitida no culto do Antigo Testamento, e


também, no Novo Testamento, esta era uma prática grega, apresentada nos
cultos pagãos! Mas a dança é feita por seres animados, seres pensantes,
diferente de instrumentos, que são inanimados (I Co. 14:7), por isto, dançar como
forma de culto nunca foi e nem será permitido por Deus, mas agora, a questão de
instrumentos é diferente! Deus não unge objetos, não unge maquinaria, mas unge
pessoas que fazem uso de tais objetos! O objeto não santifica ou deixa de
santificar o adorador, mas o adorador sim, tem como santificar ou deixar de
santificar o objeto!

Deus não padronizou uma forma inflexível de adoração à Igreja de Cristo! Ter uma
grande orquestra ou banda na igreja não é puro exibicionismo humano, como

Reverendo Gilson de Oliveira Pastor da Igreja Presbiteriana de Nova Vida 44


Valdenira concorda, mas sim, é uma demonstração de que todos querem
participar de alguma forma do “óleo do Espírito” que é derramado sobre o povo de
Deus (Sl. 133), e para tal, faz uso de variados tipos de instrumentos, que são
usados para a honra e a Glória do Senhor (I Co. 14:7,8). O céu é um lugar onde
existe e sempre existirá uma grande multidão louvando a Deus alegremente (Ap.
4:2-11; 7:9,10; 14:1-3; 19: 1-7).
Agora, dizer que “alegria tem que fluir natural e quase imperceptível do coração...”
como o texto da tradutora aqui em apreço, é tirar do adorador toda a real
felicidade oferecida por Deus através do louvor (Sl. 47:1), é distanciar o crente da
adoração inteligente e voluntária (Sl. 47:7), é não permitir ao crente, oferecer um
culto com a beleza e o agrado pessoal provindo do louvor (Sl. 147:1).

Deus não está procurando adoradores que seguem “certas restrições” legalistas e
formais em Sua adoração! “No entanto, está chegando a hora, e de fato já chegou,
em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade. São
estes os adoradores que o Pai procura.” (Jo. 4:23).

Estude com fé depois de ter terminado os seus estudos, envie seu questionário
com as respostas devidas para o endereço de e-mail: teologiagratis@hotmail.com,
se assim quiser, logo após respondido e corrigido o questionário, alcançando
media acima de 7,5, solicite o seu Lindo DIPLOMA de Formatura e a sua
Credencial de Seminarista formado, também poderá solicitar estagio missionário
em uma de nossas igrejas no Brasil ou exterior traves da Federação Internacional
das Igrejas e Pastores no Brasil ou Fenipe, que depois do Estagio se assim o
achar apto para o Ministério poderá solicitar a sua ordenação por uma de nossas
organizações filiadas no Brasil ou no exterior, assim você poderá também receber
a sua Credencial de Ministro Aspirante ao Ministério de Nosso Senhor e Salvador
Jesus Cristo. Esta apostila tem 46 pagina boa sorte.

Sem nadas mais graça e Paz da Parte de Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo
bons estudos.

Reverendo Antony Steff Gilson de Oliveira


Pastor da Igreja Presbiteriana Renovada de Nova Vida
Presidente da Federação Internacional das Igrejas e Pastores no Brasil ou Fenipe

Reverendo Gilson de Oliveira Pastor da Igreja Presbiteriana de Nova Vida 45