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UEG – UNIVERSIDADE ESTADUAL DE GOIÁS

Unidade de Santa Helena de Goiás


MBA em Gestão Estratégica de Negócios

CONTABILIDADE
GERENCIAL E
FINANCEIRA
(1ª Parte)

Profª Ms.Débora Ferguson Ferreira


2

2008

SUMÁRIO

1. TOMADA DE DECISÃO. 5
1.1. Tomada De Decisão Em Uma Empresa 5
1.2. Fatores Que Auxiliam As Tomadas De Decisões Nas Empresas 5
1.3. Função do Contador 6
2. DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS E RELATÓRIOS CONTÁBEIS 7
2.1. Relatório contábil 7
2.2. Relatórios Obrigatórios 7
2.3. Complementação às Demonstrações Financeiras. 7
2.3.1 Relatório da diretoria (ou da administração) 7
2.3.2 Notas Explicativas 8
2.3.3 Parecer dos Auditores 8
2.3.4 Balanço Social 9
3 BALANÇO PATRIMONIAL 10
3.1 Capital De Terceiros X Capital Próprio 12
3.2 Origem E Aplicação De Recursos 13
3.3 Requisitos Do Balanço Patrimonial 13
3.4 Curto Prazo E Longo Prazo 14
3.5 Ciclo Operacional 15
3.6 Grau De Liquidez 16
3.7 Classificação Dos Grupos De Contas Do Ativo E Passivo 16
3.8 Grupos De Contas Do Ativo 17
3.8.1 Ativo Circulante 17
3.8.1.1 Componentes Do Ativo Circulante 18
3.8.1.2 Significado Dos Termos Contábeis 18
3.8.2 Ativo Realizável A Longo Prazo 22
3.8.3 Ativo Permanente 22
3.9 Grupo De Contas Do Passivo 23
3.9.1 Componentes Do Passivo 23
3.9.1.1 Passivo Circulante 23
3.9.1.2 Passivo Exigível A Longo Prazo 23
3.10 Grupo De Contas Do Patrimônio Líquido 24
4 ALGUMAS DECISÕES EM RELAÇÃO AO BALANÇO 25
PATRIMONIAL
4.1 Importância Do Passivo. 25
4.2 Situação Financeira: Ativo Circulante X Passivo Circulante 26
4.3 Capital Circulante Líquido (CCL). 26
5 DEMONSTRAÇÃO DE RESULTADO DO EXERCÍCIO (DRE) 27
5.1 Detalhes De Informações Da Dre 28
5.1.1 Receita Líquida. 29
5.1.2 Lucro Bruto 30
5.1.2.1 Custo Das Vendas 31
3

5.2 Lucro Operacional 31


5.2.1 Despesas Operacionais 32
5.2.1.1 Despesas De Vendas 32
5.2.1.2 Despesas Administrativas 32
5.2.1.3 Despesas Financeiras 32
5.2.1.4 Variações Monetárias 33
5.2.2 Outras Despesas E Receitas Operacionais 34
5.3 Lucro Antes Do Imposto De Renda 34
5.3.1 Despesas E Receitas Não Operacionais 34
5.4 Lucro Antes Do Imposto De Renda 35
5.4.1 Calculo Do Ir E Da Contribuição Social Sobre O Lucro 35
5.4.2 Alguns Ajustes No Lucro 35
5.5 Lucro Líquido 37
5.5.1 Participações Nos Lucros 37
5.5.2 Lucro Líquido Por Ações 38
5.5.3 Distribuição Do Lucro E Demonstração Dos Lucros E Prejuízos 38
Acumulados
6 DEMONSTRAÇÃO DOS LUCROS OU PREJUÍZOS ACUMULADOS. 39
(DLPA).
6.1 O Que Fazer Com O Lucro 39
6.2 Instrumento De Integração Entre Dre E Balanço Patrimonial 40
6.3 Exemplo De Demonstração De Lucros Ou Prejuízos Acumulados 40
6.3.1 Ajustes De Exercícios Anteriores 41
6.3.2 Proposta Da Administração Para Destinação Dos Lucros 42
6.3.3 Transferência De Lucro Líquido Para Reservas De Lucros (Conforme 42
A Lei Das Sociedades Anônimas)
6.3.3.1 Reserva Legal 42
6.3.3.2 Reservas Estatutárias 42
6.3.3.3 Reservas Para Contingência 43
6.3.3.4 Reserva Orçamentária 43
6.4 Dividendos – Transferência De Lucro Líquido Para Dividendos 43
6.5 Demonstração De Lucros Ou Prejuízos Acumulados 44
7. DEMONSTRAÇÕES DAS MUTAÇÕES DO PATRIMÔNIO 45
LÍQUIDO (DMPL).
8 DEMONSTRAÇÃO DAS ORIGENS E APLICAÇÕES DE RECURSOS 52
(DOAR)
8.1 Conceitos Preliminares 52
8.1.1 Exemplo De Variações Do Capital Circulante Líquido (CCL) 53
8.2 Introdução A Estrutura Da Doar 54
8.3 Conceito De Origem E Aplicação 55
8.4 Elementos Não Monetários Que Interferem No Lucro Líquido 58
8.5 Técnicas De Elaboração Da Doar 60
8.5.1 Contas Do Não Circulante 61
8.5.1.1 Realizável A Longo Prazo 61
8.5.1.2 Permanente 61
4

8.5.1.3 Exigível A Longo Prazo 62


9 REGIMES CONTÁBEIS DE APURAÇÃO DO RESULTADO. 63
9.1 Regime de competência 63
9.2 Regime de caixa 63
10 PCGA - PRINCÍPIOS CONTÁBEIS GERALMENTE ACEITOS 64
11 REFERÊNCIAS 65
12 PRÁTICA 66
13 ANEXOS 98

1. TOMADA DE DECISÃO.

O ser humano pela sua própria natureza vive tomando decisões; algumas

comuns ao dia a dia como:

♦ Horário de acordar;
5

♦ O que vestir;

♦ O que comer;

♦ O que fazer no final de semana.

Por outro lado algumas decisões são importantíssimas e necessitam de um

cuidado maior, uma análise mais profunda dos dados disponíveis, pois, uma decisão

mal tomada pode prejudicar toda uma vida:

♦ A carreira que se escolhe;

♦ O casamento;

♦ Compra da casa própria.

1.1 - TOMADA DE DECISÃO EM UMA EMPRESA

♦ Comprar ou alugar uma máquina?

♦ Contrair uma dívida a curto ou longo prazo?

♦ Qual a quantidade de estoque mínimo que a empresa deve ter?

♦ Qual setor deve ter o seu custo reduzido?

♦ Produzir mais ou não?

1.2 - FATORES QUE AUXILIAM AS TOMADAS DE DECISÕES NAS EMPRESAS

♦ Dados;

♦ Informações corretas;

♦ Subsídios.

DECISÕES MAL TOMADAS

MÁ GERÊNCIA
6

PROBLEMAS DE SOBREVIVÊNCIA

CONCORDATA OU FALÊNCIA

1.3 - Função do Contador:

ÁREAS
ÁREAS DE
DE ATUAÇÃO DO CONTADOR
CONTADOR

 Administração

 Investidores


Bancos

Governo

 Outros interessados

Registro de Usuários (tomada


Coleta de dados Relatórios
2. DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS E RELATÓRIOS CONTÁBEIS
dados de decisão)

2.1 - Relatório contábil: é a exposição resumida e ordenada de dados colhidos

pela contabilidade. Ele objetiva relatar às pessoas que utilizam os dados contábeis

os principais fatos registrados por aquele setor em determinado período.

2.2 - Relatórios Obrigatórios: São os exigidos por lei, conhecidos como

demonstrações financeiras.

⇒ Balanço Patrimonial;
7

⇒ Demonstração do Resultado do Exercício;

⇒ Demonstração de Lucros ou Prejuízos Acumulados;

⇒ Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido;

⇒ Demonstração das Origens e Aplicações de Recursos.

2.3 - Complementação às Demonstrações Financeiras.

2.3.1 - Relatório da diretoria (ou da administração): Após a identificação da

empresa, na publicação das Demonstrações financeiras, destaca-se, em primeiro

plano, o Relatório da Administração, em que a Diretoria dará ênfase às

informações normalmente de caráter não financeiro (não monetário).

As principais informações são:

♦ Dados estatísticos diversos;

♦ Indicadores de produtividade;

♦ Desenvolvimento tecnológico

♦ A empresa no contexto socioeconômico;

♦ Políticas diversas; recursos humanos, exportação;

♦ Expectativa com relação ao futuro;

♦ Dados do orçamento de capital;

♦ Projetos de expansão;

♦ Desempenho em relação aos concorrentes.

Segundo IUDICÍBUS & MARION (2000:23) “Essas informações seriam mais

significativas se não houvesse excesso de otimismo (inconseqüente), como algumas

vezes se observa. Os administradores da companhia aberta são obrigados a

comunicar imediatamente à bolsa de valores e a divulgar pela imprensa qualquer

deliberação da assembléia geral ou dos órgãos de administração da companhia, ou

qualquer outro fato relevante ocorrido em seus negócios, fato que possa influir de

modo ponderável na decisão dos investidores e o mercado de vender ou comprar

valores mobiliários emitidos pela companhia”.


8

2.3.2 - Notas Explicativas: São normalmente destacadas após as Demonstrações

Financeiras (quando publicadas). A Lei das S/A estabelece que as

Demonstrações serão complementadas por notas explicativas e outros

quadros analíticos ou demonstrações contábeis necessários para

esclarecimento da situação patrimonial e dos resultados do exercício.

Como alguns exemplos de notas Explicativas podemos citar:

♦ Critérios de cálculos na obtenção de itens que afetam o lucro;

♦ Obrigações de longo prazo, destacando credores, taxas de juros, garantias à

dívida e outros fatos importantes;

♦ Composição do Capital Social por tipos de ações;

♦ Ajustes de exercícios anteriores.

2.3.3 - Parecer dos Auditores: As companhias abertas, instituições financeiras,

e alguns outros casos específicos estão obrigados a publicar as

demonstrações com o parecer da Auditoria Independente.

Trata-se de parecer de auditor que não possui nenhum tipo de vínculo com a

instituição, tendo total independência para manifestar sua opinião.

Para maior segurança do usuário da contabilidade, as empresas auditadas

apresentam parecer do auditor, onde ele expressa Ter feito um exame nas

Demonstrações Financeiras, efetuado de acordo com os padrões de auditoria

geralmente aceitos.

O auditor emite sua opinião informando se as Demonstrações Financeiras

representam adequadamente a situação Patrimonial e a Posição Financeira na data

do exame. Informa se as Demonstrações Financeiras foram levantadas de acordo

com os Princípios Fundamentais de Contabilidade e se há uniformidade em relação

ao exercício anterior.

2.3.4 - Balanço Social:

Evidência o perfil social das empresas:


9

♦ Relações de trabalho dentro da empresa (empregados: quantidade, sexo,

escolaridade, encargos sociais, gastos com alimentação, educação, saúde do

trabalhador, previdência privada);

♦ Tributos pagos;

♦ Investimentos para a comunidade (em cultura, esporte, habitação, saúde

pública, saneamento, assistência social...);

♦ Investimentos no meio ambiente.

3 - BALANÇO PATRIMONIAL

⇒ Reflete a posição financeira de uma empresa em determinado momento.


⇒ O Balanço Patrimonial é constituído de duas colunas a coluna do lado direito
denominada de Passivo e a coluna da esquerda denominada de Ativo

Representação gráfica

BALANÇO PATRIMONIAL
ATIVO PASSIVO
LADO ESQUERDO LADO DIREITO

ATIVO: Todos os bens e direitos de propriedade da empresa, avaliáveis em


dinheiro, que representam benefícios presentes ou futuros para a empresa.

Requisitos para ser um ATIVO:

1º Ser um bem ou um direito


⇒ Bens: máquinas, terrenos, estoques, dinheiro (Moeda) ferramentas, veículos,
instalações, etc.
• Tangíveis: quando possuem corpo, matéria.
• Móveis: não são fixo ao solo.
• Imóveis: fixos ao solo.
10


Intangíveis: incorpóreo
⇒ Direitos: Contas a receber, os direitos podem ser vistos como bens de posse de
terceiros. Por exemplo, se a empresa tem contas a receber, ela tem dinheiro
(bens) de posse de terceiros para receber no futuro. De maneira geral são
papeis, títulos, etc.

2º Ser de propriedade da empresa: Se o bem ou direito não for de propriedade


da empresa, não constará do seu Ativo (leasing1).
⇒ Funcionários de uma empresa não são contabilizados como Ativo, pois ainda que
sejam um bem, não são propriedade da mesma.
⇒ Escravos eram considerados como um Ativo da empresa.
⇒ O jogador de futebol é considerado um ativo, pois o clube de futebol tem
propriedade do seu passe.

3º Ter valor objetivo (avaliável em dinheiro).


Uma empresa, por exemplo, que possui uma “marca” conhecida no mercado não
poderá evidenciá-la como Ativo, embora seja um bem (intangível) de sua
propriedade, pois é difícil avaliar a marca monetariamente. Exceção haverá quando
a marca for adquirida de terceiros.
Um dos itens mais significativos que normalmente não é contabilizada como
ativo, pois não tem um valor objetivo, é o que denominamos de Goodwill. Goodwill é
o valor a maior, um ágio, de uma empresa em virtude de bons serviços prestados;
da imagem/reputação; da clientela conseguida ao longo dos anos; do ponto
comercial, localização; da marca conhecida.
Todos esses atributos positivos, e outros, no momento de se avaliar uma
empresa, podem representar montantes algumas vezes maiores do que seu Ativo
Tangível. Todavia, por ser de difícil avaliação dado ao subjetivismo, o Goodwill não
é evidenciado no ativo, salvo em condições de negociação entre empresas (pois ai
define-se ou acorda-se um valor).

4º Trazer benefícios presentes ou futuros:


⇒ Se a empresa tiver um “título a receber” de uma empresa falida, ele não será
Ativo, pois não há a possibilidade de convertê-lo em dinheiro, não trazendo
benefício algum para a sua portadora.
⇒ Itens como: carros acidentados, barco afundado, aeronave destruída, estoque
obsoleto, bens destruídos por incêndio ou por inundação devem ser baixados.
Se houver um valor residual depois do acidente, deve permanecer no Ativo
apenas este valor, sendo a diferença baixada como uma perda.

PASSIVO.

1
Existe atualmente uma corrente contábil defendendo a contabilização dos bens arrendados (leasing
como ativo, considerando que o leasing nada mais é do que um financiamento disfarçado).
11

1º Passivo Exigível: Evidência toda a obrigação (dívida) que a empresa tem com
terceiros: contas a pagar, fornecedores, impostos a pagar, financiamento,
empréstimos, etc.
⇒ O Passivo é uma obrigação exigível, isto é, no momento em que a dívida vencer
será exigida (reclamada) a sua liquidação. Por isso é mais adequado denominá-lo
de Passivo Exigível.

2º Patrimônio Líquido (PL): Evidência recursos dos proprietários aplicados no


empreendimento.
⇒ Investimento inicial dos proprietários (primeira aplicação) é denominado de
CAPITAL. Se houver outras aplicações por parte dos proprietários (acionistas
no caso das S/A, ou sócios no caso da LTDA), teremos acréscimo ao Capital.
⇒ O PL Não cresce apenas com novos investimentos dos proprietários, mas
também, e isto é mais comum, com os rendimentos resultantes do capital
aplicado. Esse rendimento e chamado de LUCRO
⇒ O Lucro resultante da atividade operacional da entidade, obviamente pertence,
em última análise, aos proprietários que investiram na empresa.
⇒ Do lucro obtido em determinado período pela atividade empresarial,
normalmente, uma parte é distribuída para os donos do capital (dividendos) e
outra parte é reinvestida no negócio, isto é fica retida na empresa.
⇒ A parte do lucro acumulado é adicionada ao PL. Dessa forma, as aplicações dos
proprietários vão crescendo.

Na verdade, tanto o Passivo quanto o Patrimônio Líquido são obrigações da


Empresa. No Passivo, temos as obrigações exigíveis por terceiros e, por isso,
também são conhecidas como Capitais de Terceiros. No Patrimônio Líquido, temos
as obrigações com os proprietários da empresa. No entanto, os proprietários,
usualmente, por lei, não podem reclamar a restituição do seu dinheiro investido;
por isso, este grupo também é conhecido como Não Exigível. Sendo assim se o
proprietário só tiver seu dinheiro de volta no encerramento da empresa, podemos
dizer que, num processo de continuidade, os recursos do Patrimônio Líquido
pertencem à empresa e, por essa razão, também são conhecidos como Capital
Próprio.

BALANÇO PATRIMONIAL
ATIVO PASSIVO
Bens + Direitos (Capital de Terceiros)
PATRIMÔNIO LÍQUIDO
(Capital Próprio)

3.1 - CAPITAL DE TERCEIROS x CAPITAL PRÓPRIO.


12

A comparação Capital de terceiros com o Capital Próprio revela o grau de


endividamento da empresa. Quanto maior for o Capital de terceiros em relação ao
Capital próprio, maior será o endividamento da empresa. É certo que um bom
equilíbrio entre esses dois grupos é o que se deseja, embora, para ser mais
competitiva, adquirir Ativos mais eficientes, haja tendência por parte das
empresas em se endividarem mais.

3.2 - ORIGENS E APLICAÇÃO DE RECURSOS.

⇒ O lado do Passivo, tanto Capital de terceiros como Capital Próprio, representa


toda a fonte de recursos, toda a origem de capital. Nenhum recurso entra na
empresa se não for via Passivo ou Patrimônio Líquido.
⇒ O lado do Ativo é caracterizado pela aplicação dos recursos originados no
Passivo e PL.
⇒ Se a empresa tomar emprestado recursos de uma instituição financeira, terá
uma origem de recursos: Passivo. Todavia, os recursos serão aplicados em algum
lugar no Ativo: estoque, máquinas, caixa, etc.
⇒ Fica bastante simples entender que o ATIVO será sempre igual ao PASSIVO +
PL, pois a empresa somente pode aplicar aquilo que tem origem.
⇒ Se há uma origem (fonte) de $ 2.325.648 (PASSIVO + PL), haverá uma
aplicação de $ 2.235.648 (ATIVO).
⇒ Daí, o lado do Ativo será sempre igual ao lado do Passivo + Patrimônio Líquido.
⇒ Conclui-se que: ATIVO = PASSIVO + PATRIMÔNIO LÍQUIDO.

Equação contábil Básica:

ATIVO = PASSIVO + PATRIMÔNIO LÍQUIDO

OU

ATIVO – PASSIVO = PATRIMÔNIO LÍQUIDO

3.3 - REQUISITOS DO BALANÇO PATRIMONIAL

O Balanço Patrimonial é composto de um cabeçalho onde conterá:


a) Denominação da Empresa.
b) Título da Demonstração (Balanço Patrimonial).
c) Data do encerramento do Balanço.
O corpo do Balanço é constituído por duas colunas; à esquerda, que
chamamos de Ativo, e a direita, denominada de Passivo.
A Lei das Sociedades Por Ações (Lei 6.404/76) dispõe que as
demonstrações de cada exercício serão publicadas com a indicação dos valores
13

correspondentes do exercício anterior. Assim, o Balanço Patrimonial, bem como as


Demonstrações Financeiras, serão apresentadas em duas colunas: Exercício atual e
Exercício anterior.
Essa apresentação facilita ao usuário das demonstrações no sentido de
observar a evolução dos valores de um ano para outro, ou seja, propicia a
comparação de, pelo menos, dois exercícios.

3.4 - CURTO PRAZO E LONGO PRAZO.

Curto prazo – Classificam-se os bens, direitos e obrigações, com prazo de


vencimento ou realização de um ano, ou seja, durante o curso do exercício social
seguinte; como por exemplo, as contas do Ativo circulante e do Passivo Circulante.

Longo Prazo – Classificam-se os bens, direitos e obrigações, com prazo de


vencimento ou realização superior a um ano, ou seja, após o termino do exercício
social seguinte; como por exemplo, as contas do Ativo realizável a longo prazo e do
Passivo exigível a longo prazo.

OBS: Nas empresas em que o ciclo operacional tiver duração maior que o exercício
social, a classificação no circulante ou no longo prazo terá por base o prazo desse
ciclo.

Data da elaboração do
Balanço Patrimonial.
31/12/2004 31/12/2005

2005 2006

CURTO PRAZO LONGO PRAZO

Término
exercício
social
14

3.5 - CICLO OPERACIONAL

Entende-se como ciclo operacional o período de tempo que uma industria,


por exemplo, leva para produzir seu estoque, vendê-lo e receber as duplicatas
geradas na venda, entrando o dinheiro em caixa.
Representa a aplicação de recursos na atividade da entidade até a formação
dos estoques que, mediante venda, voltarão a ser valores disponíveis.
Ciclo operacional de longo prazo – somente ocorrerá nas entidades onde o
processo produtivo é demorado, como por exemplo: construção civil pesada,
construção naval, construção de equipamento de grande porte, etc.
Pela Lei das S/A, se o ciclo operacional de uma empresa for superior a um
ano, para classificação de contas no Balanço Patrimonial, passa a ser considerado
como base para a classificação em Curto e Longo prazo o prazo do ciclo operacional
da empresa.
Portanto, se o Ciclo Operacional for de 17 meses, o Curto Prazo será de até
17 meses, e, o Longo Prazo acima de 17 meses.

CICLO OPERACIONAL

Compra de
matéria prima

Produção
Caixa em
e andamento
Bancos

Duplicatas Produtos
a receber Acabados
15

3.6 - GRAU DE LIQUIDEZ·

⇒ Os itens de maior liquidez são classificados em primeiro plano. Os de menor


liquidez aparecem em último lugar.

⇒ Capacidade de solvência ou de pagamento de dividas e obrigações,


necessitando de bens numerários para fazer frente a esses compromissos.
Um bem ou direito, quanto mais próximo estiver de se transformar em
dinheiro, maior liquidez possuirá.

3.7 - CLASSIFICAÇÃO DOS GRUPOS DE CONTAS DO ATIVO E DO


PASSIVO

ATIVO PASSIVO
Itens que já são dinheiro ou que serão Todas as contas que serão pagas
transformados em dinheiro rapidamente rapidamente, no Curto Prazo, ou até 1 ano.
(curto prazo)
• Como essas contas recebidas e pagas rapidamente se renova
constantemente (estão sempre girando), foi dado o nome de Circulante
(corrente), tanto para o Ativo como para o Passivo.

ATIVO PASSIVO
Circulante Circulante
Recebe rapidamente Paga-se rapidamente
Recebe lentamente, no Longo Prazo Demora-se muito tempo para pagar
• Se a empresa espera muito tempo para receber, poderíamos chamar esse
grupo de Realizável a Longo Prazo. E, por outro lado, demorando-se muito
para pagar significa um Exigível a Longo Prazo.
• Assim, no Passivo temos: contas que se pagam rapidamente e contas que vão
demorar muito tempo para se pagar. Conseqüentemente, o terceiro grupo
será de contas que não serão pagas. É o caso do Patrimônio Líquido:
enquanto a empresa estiver em um processo de continuidade, não precisa
pagar (Não Exigível) seus donos.

No Ativo, o que recebemos rapidamente está em primeiro lugar; depois vem o


que vamos demorar a receber. Nesta seqüência, em terceiro lugar, vem o grupo dos
itens que a empresa não receberá, pois não estão a venda, mas destinados ao uso e
a renda. Esses itens permanecem muito tempo dentro da empresa, daí serem
chamados de Permanente.
16

ATIVO PASSIVO
Circulante Circulante
Será transformado em dinheiro Será pago rapidamente, no Curto Prazo.
rapidamente.
Realizável a Longo Prazo Exigível a Longo Prazo
Espera-se muito tempo para receber Demora-se muito tempo para pagar.
Permanente Patrimônio Líquido
Geralmente não se vende, não se recebe, Não precisa pagar enquanto a empresa
pois é para uso. estiver em continuidade

3.8 - GRUPOS DE CONTAS DO ATIVO.

O Ativo está disposto em grupos de contas homogêneas ou de mesmas


características. Os itens do Ativo são agrupados de acordo com a ordem
decrescente de sua liquidez, isto é de acordo com a rapidez com que podem ser
convertidos em dinheiro.

3.8.1 - ATIVO CIRCULANTE.

⇒ É o primeiro grupo de contas do Ativo. A recomendação legal de que os bens e

direitos sejam classificados no Ativo na ordem do grau de liquidez decrescente

faz com que, no Ativo Circulante, estejam posicionados, após o disponível, os

itens que se converterão em dinheiro mais rapidamente (até o final do

exercício subseqüente). O AC é o grupo de maior liquidez no Ativo da empresa.

Outras denominações do Ativo circulante

Os sinônimos encontrados para “Ativo Circulante” na literatura contábil

definem, de certa forma, o que ele representa, senão vejamos:

♦ Capital de Trabalho. É com o AC que o administrador trabalha para produzir

riqueza atendendo o objeto social da empresa.

♦ Capital de Giro. É o AC que o administrador movimenta, procurando girar

mais rapidamente possível com o objetivo de melhorar a rentabilidade.

♦ Ativo Corrente. É o AC que corre, gira e trabalha no sentido de trazer

benefícios à empresa.
17

♦ Capital Circulante. É o AC que assume dentro de um ciclo diversas formas,

iniciando-se com dinheiro, transformando-se em mercadoria, posteriormente em

duplicatas e, novamente em dinheiro (no resgate das duplicatas).

3.8.1.1 - COMPONENTES DO ATIVO CIRCULANTE.

Os valores classificáveis no AC são:

1. Disponíveis:

• Caixa

• Depósitos bancários à vista (BCM)

• Aplicações financeiras.

2. Bens e Direitos Realizáveis a Curto Prazo.

• Duplicatas a receber

• Estoques

• Investimentos Temporários

• Outros Valores.

3. Aplicações de Recursos em Despesas do Exercício Seguintes (Despesas

Antecipadas).

• Seguros.

• Despesas Financeiras.

• Material de Escritório

• Outros valores antecipados.

3.8.1.2 - SIGNIFICADOS DOS TERMOS CONTÁBEIS

DISPONÍVEL.

⇒ São recursos da empresa para fazer frente aos seus compromissos imediatos

ou para qualquer outra aplicação relativa à sua atividade. Sua principal

característica é a de serem “a vista”, isto é, trata-se de dinheiro em mãos, ou

de depósito bancário sacável a vista, ou de outras aplicações consideradas a

vista.
18

⇒ Disponível é composto dos itens: Caixa, BCM e Aplicações financeiras diárias.

A) Caixa – Representa o dinheiro à disposição da empresa. Este item pode incluir,

também “cheques em mãos”, não depositados ainda, porém recebíveis

imediatamente. Outros valores como cheques a receber, vales a receber etc.

devem ser classificados em Contas a receber ou Adiantamentos e não figurar

indevidamente no saldo de caixa.

B) Depósitos Bancários a Vista (BCM) – São depósitos efetuados em conta

bancária onde a empresa pode, geralmente com cheque, movimentar livremente o

dinheiro depositado.

Contabilmente, o controle dos depósitos em bancos e da emissão dos

cheques é feito no Razão. Este controle é dos mais perfeitos, e mantido atualizado

dispensa qualquer controle extracontábil. A conferência, sempre necessária, é

feita através da Conciliação bancária.

C) Fundo de Aplicação Financeira. – São aplicações de liquidez imediata, ou seja,

aplicações em títulos, para poucos dias, que podem ser vendidos (transformados em

dinheiro) a qualquer momento.

CRÉDITOS A RECEBER A CURTO PRAZO

⇒ A conta mais representativa desse subgrupo é, sem duvida. “clientes” ou

“Duplicatas a Receber”, que abrange os valores relativos a vendas a prazo,

cujos recebimentos se darão até o término do exercício seguinte, ou seja, no

curto prazo. Além das contas Clientes e Duplicatas a receber são componentes

usuais deste grupo: Estoques, Investimentos Temporários e Outros Valores.

A) Duplicatas a Receber – Originárias de vendas de mercadorias/produtos ou

prestação de serviços a prazo para os seus clientes (por isso alguns contadores
19

denominam esta conta de clientes). A duplicata é um comprovante de dívida do

cliente com a empresa. Dá direito à empresa de cobrar seus clientes no vencimento

do prazo de faturamento. A conta “Duplicatas a Receber” corresponde às

duplicatas emitidas e ainda não liquidadas.

B) Estoques – Para uma empresa comercial, estoques significa o conjunto de

mercadorias a disposição para vendas.

Para uma empresa industrial, estoques significam a matéria prima adquirida

estando ela em transformação ou já acabada.

Para uma empresa de serviços, estoques significam o material de consumo

disponível e necessário para o desempenho eficaz da sua atividade. Portanto, estes

estoques não se destinam à venda, mas são consumidos na prestação de serviços.

C) Investimentos Temporários – O critério de classificação dos investimentos

temporários, permanente, longo prazo ou disponível está ligado à intenção que

animou a aplicação. É a intenção que vai determinar o tipo de investimento e a

classificação adequada. O tipo do investimento não difere muito daquele do

“Disponível” nem do “Longo Prazo”, pois podem ser:

• Fundo de Aplicações Financeiras;

• Depósitos a Prazo Fixo;


• Certificado de Depósito Bancário; etc.

D) Outros Valores a Receber – São valores a receber oriundos de aplicações

necessárias, e não classificáveis nos outros grupos, do Ativo circulante, mas

Realizáveis em Curto Prazo. Este grupo pode conter: Adiantamento para

empregados, para viagens, para fornecedores; Impostos a recuperar, etc.

DESPESAS DO EXERCÍCIO SEGUINTE (DESPESAS ANTECIPADAS).

⇒ São aplicações de recursos em despesas que permitirão desfrutar de um

benefício no próximo exercício e que, pelo princípio da confrontação, devem ser

apropriadas no exercício do benefício, independentemente da época do


20

pagamento. O grupo de despesas antecipadas apresenta como componentes

usuais os seguintes: seguros, juros, aluguéis, impressos e materiais de uso

personalizados, etc.

A) Despesas Antecipadas com Seguros – representa os valores pagos

antecipadamente à companhia de seguros para desfrutar de uma cobertura

securitária.

B) Despesas Antecipadas com Juros – É o valor geralmente descontado do

financiamento e que corresponde ao custo do Capital de Terceiros que estará à

disposição da empresa no próximo exercício ou será liquidado no próximo exercício.

C) Despesas Antecipadas com Aluguéis – é o valor pago antecipadamente por

força contratual para se utilizar um imóvel no próximo exercício.

D) Impressos e Materiais de uso Personalizado - São os impressos e materiais

de uso fiscal, institucional, ou promocional que devido às suas finalidades precisam

ser personalizados e, muitas vezes, devem ser feitos em grande quantidade, e o

seu uso irá exceder o exercício atual, beneficiando o próximo exercício. Daí, nada

mais justo que transferir para o próximo exercício o valor proporcional às

quantidades remanescentes existentes no fim do exercício e devidamente

inventariadas.

3.8.2 - ATIVO REALIZÁVEL A LONGO PRAZO.

São Ativos de menor liquidez (transformam-se em dinheiro mais


lentamente) que o Circulante.
Neste item, são classificados os empréstimos ou adiantamentos concedidos às
sociedades coligadas ou controladas, a diretores, acionistas etc. além dos títulos a
receber a Longo Prazo.
21

3.8.3 - ATIVO PERMANENTE.

São aqueles ativos que dificilmente serão vendidos, pois sua característica
básica é não se destinarem à venda. Portanto, pode-se dizer que são itens sem
nenhuma liquidez para a empresa.
Outra característica do Ativo Permanente é que são itens usados por vários
anos (vida útil longa) e sua reposição, ao contrário do circulante, é lenta. Seus
valores não variam constantemente, daí a denominação de Ativo Fixo.
No Permanente, encontram-se prédios, instalações, equipamentos, móveis,
utensílios, registrados pelo seu custo de aquisição. Como dedução do valor bruto
encontra-se a Depreciação Acumulada que é a perda da capacidade (pelo desgaste
ou pela deterioração tecnológica) daqueles ativos de produzirem eficientemente.
Assim, tem-se o valor líquido (valor da aquisição – Depreciação Acumulada) que
deve aproximar-se do valor daqueles ativos em termos de potencial capaz de
trazer benefícios futuros para a empresa.
O Ativo Permanente subdivide-se em três grupos

⇒ Investimento: as participações (que não se destinam à venda) em outras


sociedades (investimentos em Coligadas e Controladas) e outras aplicações de
característica permanente que não se destinam à manutenção da atividade
operacional da empresa, tais como: imóveis alugados a terceiros (Não de uso
mais para renda) e obras de arte.

⇒ Imobilizado: as aplicações que tenham por objetivo bens destinados à


manutenção da atividade operacional da empresa, tais como: imóvel (onde está
sediada a empresa) instalações, móveis e utensílios, veículos, máquinas e
equipamentos (no caso de industria), marcas e patentes, etc.

⇒ Diferido: são as aplicações de recursos em despesas, ou gastos, que contribuem


para a obtenção de receita ou para a formação do resultado de mais de vários
exercícios sociais, tais como: gastos pré-operacionais, gastos de reorganização,
pesquisa e desenvolvimento de produto.
O Diferido refere-se basicamente a gastos com serviço no sentido de
beneficiar a empresa por vários anos. A grosso modo, difere de investimentos
(compra de ações, terrenos etc.) e do imobilizado (máquinas, veículos, móveis e
utensílios etc.), pois estes, normalmente, se referem à aquisição de bens e
direitos e aqueles (diferido), quase sempre, são remunerações por serviços, que
beneficiarão a empresa por vários anos.
22

3.9 – GRUPO DE CONTAS DO PASSIVO

O Passivo agrupará contas de acordo com seu vencimento, isto é, aquelas


contas que serão liquidadas mais rapidamente integrarão um primeiro grupo.
Aquelas que serão pagas num prazo mais longo formarão outro grupo.
Há uma analogia com o Ativo em termos de liquidez decrescente, porém no
caso das contas do Ativo primeiramente aparecerão as contas que se converterão
mais rapidamente em dinheiro e, no Passivo serão destacadas, prioritariamente, as
contas que deverão ser pagas mais rapidamente.

3.9.1 – COMPONENTES DO PASSIVO

3.9.1.1 - PASSIVO CIRCULANTE.

São as obrigações que normalmente são pagas dentro do final do exercício


seguinte, ou seja, no curto prazo: Contas a pagar, Dívidas com fornecedores de
Mercadorias ou Matéria Primas, os Impostos a recolher, os Empréstimos
Bancários, as Provisões2.

3.9.1.2 – PASSIVO EXIGIVEL A LONGO PRAZO.

São as atividades da empresa que serão liquidadas com prazo superior ao


final do exercício social seguinte como, por exemplo, financiamentos, títulos a
pagar, Debêntures.
A opção da empresa em contrair dívidas a longo prazo é mais confortável,
uma vez que esta terá mais tempo para saldar a obrigação e conseqüentemente
mais tempo para gerar os recursos financeiros, para saldar a dívida.
É tradicional no mercado financeiro obter empréstimos a longo prazo para a
aquisição de bens do Permanente. A lógica é que a aplicação no Permanente gera
recursos mais lentamente que as aplicações no Ativo Circulante e que os montantes
necessários para a aquisição de itens do Permanente são maiores que os Ativo
Circulante.
Sempre que possível, é interessante que a empresa concentre mais sua
dívida a Longo Prazo que a Curto Prazo, embora nem sempre seja tarefa fácil. É
claro também, que a forma de cálculo dos encargos deve ser considerada. Por
exemplo, em época de inflação decrescente, não é interessante contrair
empréstimos a Longo Prazo.

3.10 – GRUPOS DE CONTAS DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO.

O PL representa os investimentos dos proprietários (Capital) mais o Lucro


Acumulado, no decorrer dos anos retido na empresa, ou seja, não distribuído e

2
Provisões são as despesas incorridas, geradas, ainda não pagas, mas já reconhecida pela empresa como
por exemplo: impostos de renda, férias a pagar, 13º salários a pagar, encargos sociais a pagar.
23

ainda não incorporado ao capital. Além desses itens podemos observar neste grupo
de contas as reservas.

Visão sintética do Balanço patrimonial


BALANÇO PATRIMONIAL
ATIVO PASSIVO
Circulante Circulante.
São contas que estão constantemente em São obrigações exigíveis que serão
giro (em movimento) sendo que a conversão em liquidadas no próximo exercício social: nos
dinheiro será, no máximo, no próprio exercício próximos 365 dias após o levantamento do
social. Balanço Patrimonial.
Realizável a Longo Prazo Exigível a Longo Prazo.
São bens e direitos que se transformarão São obrigações exigíveis que serão
em dinheiro um ano após o levantamento do liquidadas com prazo superior a um ano –
Balanço Patrimonial. Dívidas a longo prazo.
Permanente Patrimônio Líquido
São bens e direitos que não se destinam à São os recursos dos proprietários aplicados
venda e tem vida útil. na empresa. Os recursos significam o Capital
- Investimento. mais o seu rendimento: Lucros e Reservas.
São as inversões financeiras de
caráter permanente que geram
rendimentos que não são
necessários à manutenção da
atividade fundamental da
empresa.
- Imobilizado.
São os itens de natureza
permanente que serão utilizados para a
manutenção da atividade básica da
empresa.
- Diferido.
São aplicações que beneficiarão
resultados de exercícios futuros.

4 – ALGUMAS DECISÕES EM RELAÇÃO AO BALANÇO PATRIMONIAL.

A contabilidade é um sistema de informação voltado principalmente para


prover os usuários de dados para a tomada de Decisão.

4.1 – IMPORTÂNCIA DO PASSIVO.

⇒ Um dos aspectos importantes do Passivo é avaliar a estrutura do Capital:


(Capital de terceiros (PC + ELP) e Capital Próprio (Patrimônio Líquido)).
⇒ Quanto maior for o capital de Terceiros, mais a empresa estará endividada. No
entanto, ao analisar-se o Capital de Terceiros, detecta-se o prazo, o custo da
dívida, para quem se deve, etc.
⇒ Também são os indicadores de endividamento que nos informam se a empresa
se utiliza mais de recursos de terceiros ou de recursos dos proprietários.
24

⇒ Através do Passivo também saberemos se os recursos de terceiros têm seu


vencimento em maior parte a Curto Prazo ou Longo Prazo.

4.2 – SITUAÇÃO FINANCEIRA: ATIVO CIRCULANTE x PASSIVO


CIRCULANTE.

É desejável que toda a empresa possua um Ativo circulante maior que o


Passivo circulante. Enquanto o segundo significa obrigações a pagar o primeiro
significa dinheiro (caixa e bancos) e valores que se transformarão em dinheiro a
curto prazo.
Muitas vezes, mesmo que o Ativo Circulante seja maior que o Passivo
Circulante, a empresa encontra dificuldade de pagamento das suas obrigações, isto
porque as dívidas estão vencendo com rapidez maior do que os valores que se
transformam em dinheiro. Isto é os recebimentos da empresa ocorrem de forma
mais lenta que os vencimentos das Contas a Pagar.
Quando ocorre este fato, a empresa recorre a empréstimos, descontos de
duplicatas, etc. no sentido de reforçar seu caixa para cobrir seus compromissos em
vencimento. Dessa forma a empresa recorre ao Capital de Giro.

4.3 – CAPITAL CIRCULANTE LÍQUIDO (CCL).

Ativo Circulante menos Passivo Circulante evidencia o capital Circulante


Líquido (CCL), ou seja, à parte do Ativo Circulante que não está comprometida com
o Passivo Circulante.
Admita que uma empresa tenha um Ativo Circulante de $ 9.000 e um Passivo
Circulante de $ 5.000. Observe que neste caso se a empresa pagar todo o seu
Passivo Circulante (na hipótese de ter dinheiro suficiente em caixa), ainda lhe
restarão $ 4.000 que é o CCL da empresa.

AC –PC = CCL

Portanto os $ 4.000 não estão comprometidos com as dívidas da empresa.


Pelo fato da empresa possuir uma parcela que não será utilizada para pagamento de
dívida, dá uma folga financeira maior a ela. No lado estritamente financeiro, quanto
maior for o CCL maior será a flexibilidade financeira da empresa.
25

5 – DEMONSTRAÇÃO DE RESULTADO DO EXERCÍCIO (DRE)

A DRE é um resumo ordenado das receitas e despesas da empresa em


determinado período (geralmente 12 meses). É apresentada de forma dedutiva
(vertical), ou seja, das receitas subtraem-se as despesas e, em seguida, indica-se o
resultado (lucro ou prejuízo).

Receita
(-) Despesa sentido vertical

Lucro ou prejuízo (dedutivo)

A DRE pode ser simples para micro ou pequenas empresas que não requeiram
dados pormenorizados para a tomada de decisão. Deve evidenciar o total das
despesas deduzindo da receita, apurando-se, assim, o lucro.
A DRE completa, exigida por lei, fornece maiores minúcias para a tomada de
decisão: grupos de despesas, vários tipos de lucro, destaque dos impostos etc.

DRE (simples) DRE (completa)


Receita
(-) Deduções
Receita (-) Custos
(-) Despesa. (-) Despesas
Lucro ou Prejuízo (-) ___________
Lucro ou Prejuízo
5.1 – DETALHES DE INFORMAÇÕES DA DRE.
A preocupação na elaboração de um Relatório Contábil é a riqueza de
detalhes, sem complicações, no sentido de propiciar um maior número de
informações para a tomada de decisões. As parcelas dedutivas, que a grosso modo
chamamos de despesas são agrupadas de acordo com suas características.

Receita Bruta ⇒ Total Geral das Vendas

(-) Deduções ⇒ neste grupo incluem-se todos os valores que não


representam sacrifícios financeiros para a empresa,

mas que são meros ajustes para se chegar a um valor

mais indicativo que é receita Líquida, como, por

exemplo, impostos cobrados no momento da venda; as

vendas canceladas e os descontos incondicionais.


26

= Receita Líquida
(-) Custo do Período ⇒ São somente os custos com: fabricação, vendas ou
serviço.
(dependendo do ramo de atividade da empresa).
= Lucro Bruto ⇒ É a diferença entre a venda de mercadorias e o custo
dessa mercadoria vendida, sem considerar despesas
administrativas, de vendas e financeiras.
(-) Despesas ⇒ São os gastos de escritório, gastos para administrar a
empresa como um todo: desde o esforço para colocar
os
os produtos aos clientes (Despesas de vendas,
comissão,
propagandas), até a remuneração ao capital de
terceiros
(despesas financeiras e juros)
+ Receitas operacionais ⇒ Receitas oriundas de atividades acessórias ou mesmo
eventuais que gerem receitas (variações monetárias,
receitas financeiras, resultados em participações
societárias).
= Lucro Operacional
(-) Perdas ⇒ Geralmente são gastos imprevisíveis, anormais,
extraordinários, que não contribuem para a obtenção
de
receita
= Lucro antes da distribuição.
(-)Part. de Terceiros ⇒ Há pessoas que, voluntária ou involuntariamente, terão
uma
“fatia do lucro”: governo (através do imposto de renda e
da
CSSL), administradores, empregados.
= Lucro Líquido
(-)Part. dos donos ⇒ Refere-se ao valor distribuído aos sócios ou acionistas.
= Lucro Líquido retido na empresa
5.1.1 – RECEITA LÍQUIDA.

Receita Bruta
(-) Deduções

Receita Líquida

A Receita Bruta é o total bruto vendido no período. Nela estão inclusos os


Impostos sobre Vendas (os quais pertencem ao governo) e dela não foram
subtraídas as devoluções (vendas canceladas) e os abatimentos (descontos)
ocorridos no período.
27

Os impostos e taxa sobre vendas são aqueles gerados no momento da venda;


variam proporcionalmente à venda, ou seja, quanto maior for o total de vendas
maior será o imposto. São os mais comuns:
⇒ IPI – Imposto sobre Produtos Industrializados (governo federal);
⇒ ICMS – Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviço (governo
estadual);
⇒ ISS – Imposto Sobre Serviço de qualquer natureza (governo municipal);
⇒ PIS – Programa de Integração Social (contribuição sobre o faturamento
– governo federal);
⇒ COFINS – Contribuição social sobre o faturamento (contribuição sobre
o faturamento – governo federal);

Admita-se que a Cia Balanceada, indústria, tenha emitido uma nota fiscal de
venda cujo preço do produto seja de $ 10.000,00 mais 10% de IPI. O ICMS está
incluso no peço do produto a um valor de $1.200,00 (12% sobre o valor de produto).

DRE – Cia Balanceada


Receita Bruta............................................................................. $ 11.000,00
(-) Deduções
IPI........................................................................................... $ (1.000,00)
ICMS....................................................................................... $ (1.200,00)
PIS.......................................................................................... $ ( 65,00)
COFINS................................................................................. $ ( 200,00)
= Receita Líquida........................................................................ $ 8.535,00

Na verdade, os impostos sobre venda não pertencem à empresa, mas ao


governo. Ela é mera intermediária que arrecada impostos junto ao consumidor e
recolhe ao governo; por isso, não devem ser considerados como receita real da
empresa (uma vez que normalmente, quem paga esses impostos é o consumidor final
e não a empresa).

Devoluções (vendas canceladas) são mercadorias devolvidas por estarem


em desacordo com o pedido (preço, qualidade, quantidade, avaria). O comprador,
sentido-se prejudicado, devolve total ou parcialmente a mercadoria. Às vezes a
empresa vendedora, na tentativa de evitar a devolução, propõem um abatimento no
preço (desconto) para compensar o prejuízo ao comprador. Tanto a devolução como
o abatimento aparecem deduzindo a receita Bruta na DRE.
28

Exemplo: Suponha que a Cia Desequilibrada tenha vendido $ 5.000,00 de


mercadorias de má qualidade, metade para o comprador “A” e metade para o
comprador “B”. A empresa “A” devolveu 20% do lote e a empresa “B” aceitou a
proposta da Cia Desequilibrada de 10% de abatimento para evitar a devolução.

DRE CIA DESEQUILIBRADA


Receita Bruta.....................................................................................................$ 5.000,00
(-) Deduções
ICMS sobre vendas......................................................................................$ ( 722,50)
PIS sobre faturamento...............................................................................$ ( 27,60)
COFINS...........................................................................................................$ ( 85,00)
Devolução de vendas (20% devolvido pela empresa “A”)..................... $ (500,00)
Abatimentos (10% abatimento dado à empresa “B”)............................ $ (250,00)
= Receita Líquida................................................................................................ $ 3.414,90

Portanto deduções são ajustes (e não despesas) realizados sobre a receita


bruta para se apurar a receita líquida. O que interessa para a empresa é
efetivamente a Receita Líquida, que é o que sobra em termos de receita. Ajuste
significa que não houve sacrifício financeiro ou esforço para obter a receita.

5.1.2 – LUCRO BRUTO

Receita Bruta
(-) Deduções

Receita Líquida
(-) Custo das Vendas

Lucro Bruto

Lucro Bruto é a diferença entre a venda de mercadoria e o custo dessa


mercadoria Vendida, sem considerar despesas administrativas, de venda e
financeiras. Para uma empresa prestadora de serviço o raciocínio é o mesmo: Lucro
Bruto é a diferença entre a Receita e o Custo do Serviço Prestado sem considerar
aquelas despesas referidas supra.
Resumindo, subtrai-se da receita o custo da mercadoria ou do produto ou o
do serviço colocado à disposição do consumidor, desprezando-se as despesas
administrativas, financeiras e as vendas.
O Lucro Bruto, após cobrir o custo de fabricação do produto (ou o custo da
mercadoria adquirida para revenda, ou o custo do serviço prestado), é destinado à
remuneração das despesas de vendas, administrativas e financeiras, bem como à
remuneração do governo (imposto de renda) e dos proprietários da empresa (lucro
líquido).
29

5.1.2.1- CUSTO DAS VENDAS

A expressão Custo das Vendas é bastante genérica, devendo, por essa


razão, ser especificada por setor na economia:

⇒ Para empresas industriais o custo das vendas é denominado Custo do Produto


Vendido. (CPV);
⇒ Para empresas comerciais o custo das vendas é denominado Custo das
Mercadorias Vendidas (CMV);
⇒ Para empresas prestadoras de serviço o custo das vendas é denominado Custo
dos Serviços Prestados (CSP).

5.2 - LUCRO OPERACIONAL

O Lucro Operacional é obtido através da diferença entre o Lucro Bruto e as


Despesas Operacionais.

Receita Bruta
(-) Deduções

= Receita Líquida
(-) Custo das Vendas

= Lucro Bruto
(-) Despesas Operacionais

= Lucro Operacional

5.2.1 – DESPESAS OPERACIONAIS.

São esforços/sacrifícios4 que a empresa faz, no período (ano/exercício)


para obter receita. As despesas operacionais são necessárias para vender os
produtos, administrar a empresa e financiar as operações. Enfim, são todas as
despesas que contribuem para a manutenção da atividade operacional da empresa.
Os principais grupos de Despesas Operacionais são:

5.2.1.1 – Despesas de Vendas: Abrangem desde a promoção do produto até sua


colocação junto ao consumidor (comercialização e distribuição). São despesas com
o pessoal da área de venda, comissões sobre vendas, propaganda e publicidade,

4
Utilização ou consumo de bens ou serviços no processo de produzir receitas. Portanto, o sacrifício não é
só financeiro, mas, por exemplo, uma depreciação (consumo parcial de bens).
30

marketing, estimativa de perdas com duplicatas derivadas de vendas a prazo


(provisão para devedores duvidosos) etc.
5.2.1.2 – Despesas administrativas: São aquelas necessárias para administrar
(dirigir) a empresa. De maneira geral, são gastos nos escritórios que visam à
direção ou à gestão da empresa. Podemos citar como exemplo: honorários
administrativos, salários e encargos sociais do pessoal administrativo, aluguéis de
escritório, materiais de escritório, seguro de escritório, depreciação de móveis e
utensílios, assinaturas de jornais etc.
5.2.1.3 – Despesas financeiras: São as remunerações aos capitais de terceiro,
tais como: juros pagos ou incorridos, comissões bancárias, descontos concedidos,
juros de mora pagos etc.
As despesas financeiras devem ser compensadas com as Receitas
Financeiras (conforme disposição legal), isto é, estas receitas são deduzidas
daquelas despesas, havendo indicação de cada uma delas.
As receitas de natureza financeira são as derivadas de aplicações
financeiras (no mercado financeiro), juros de mora recebidos, descontos obtidos
etc.
Se o montante de Receita Financeira for maior que o da Despesa Financeira,
a Receita financeira será deduzida de outras Despesas Operacionais.

Despesa Financeira > Receita Financeira Despesa Financeira < Receita Financeira
Despesa financeira.........................(280.000) Despesa financeira.........................(280.000)
Receita financeira..............................80.000 Receita financeira............................390.000
Desp./Rec. Financeira....................(200.000) Desp./Rec. Financeira.......................110.000
Despesas Operacionais Despesas Operacionais
De vendas.........................................(300.000) De vendas.........................................(300.000)
Administrativas...............................(400.000) Administrativas...............................(400.000)
Financeiras*......................................(200.000) Financeiras*.......................................110.000
* Deve-se, com o objetivo de apresentar maior grau de detalhe, indicar o confronto Despesa
financeira X Receita Financeira dentro do grupo de Despesas Operacionais, destacando seus
respectivos valores.

5.2.1.4 – Variações Monetárias: significam variações da moeda em virtude da


inflação.
Se uma empresa, inicialmente, possui uma dívida de US$ 100.000, no final
do ano, em termos reais, continua devendo cem mil dólares.
Observe que em reais esse valor poderá variar. Se o dólar fosse cotado a
R$ 3,00 no início, a dívida seria de R$ 300.000; admita que no fim do ano o dólar
estivesse cotado a R$ 5,00 totalizando a dívida em R$ 500.000.
31

Com esta variação do real o acréscimo nominal da dívida foi de R$ 200.000,


embora, em termos reais, a dívida continue a mesma: US$ 100.000.
Esse acréscimo nominal, em virtude da inflação da moeda nacional, é
contabilizado no subgrupo Variações Monetárias, com o título de Variação Cambial,
de forma destacada, no item Despesa Financeira.
Essa variação monetária é conhecida como “passiva”, pois decorre de uma
dívida (passivo). Se fosse o contrário, um valor a receber em dólar (ou qualquer
moeda estrangeira), teríamos a Variação Monetária Ativa. Nesse último caso, seria
tratado como receita, aumentando o resultado.

Despesas Operacionais
• De Vendas $_______________
• Administrativas $_______________
• Financeira – Receita $_____________ $_______________
Variação Monetária $_____________ $_______________

5.2.2 – Outras Despesas e Receitas Operacionais.

Este grupo é utilizado para despesas operacionais não enquadradas no grupo


de vendas, administrativas e financeiras. Exemplo: Despesas Tributárias (aquelas
que não variam conforme as vendas) e prejuízos oriundos das aplicações em outras
empresas. Semelhante às despesas x receitas financeiras, podem-se incluir outras
Receitas Operacionais de caráter eventual, ou não, tais como: lucros de
participações em outras sociedades e vendas de sucatas.

Receita Bruta $ 12.000,00


(-) Deduções ($ 3.500,00)
= Receita Líquida $ 8.500,00
(-) CMV ($ 2.300,00)
= Lucro Bruto $6.200,00
(-) Despesas Operacionais
De Vendas ($1.600,00)
Administrativas ($800,00)
Financeiras (-) Receitas financeiras $450,00
Variações monetárias ($200,00) ($2.150,00)
Outras Despesas ou Receitas Operacionais $500,00
= Lucro Operacional $4.550,00
32

5.3 Lucro Antes do Imposto de Renda

Lucro Operacional
(-) Despesas Não Operacionais
+ Receitas Não Operacionais

= Lucro Antes do Imposto de Renda (LAIR)

5.3.1 – Despesas e Receitas Não Operacionais.

As despesas e receitas não relacionadas diretamente com o objetivo do


negócio da empresa são classificadas como Não Operacionais. Normalmente,
trata-se de ganhos ou perdas, isto é são aleatórias.
Exemplo: Ganho ou Perdas de Capital. São lucros ou prejuízos na venda de
itens do ativo permanente: venda de um veículo (imobilizado), venda de máquinas e
equipamentos (imobilizado); venda de ações (investimento) com lucro ou prejuízo.

5.4 – Lucro Depois do Imposto de Renda

Lucro Antes do Imposto de Renda e da Contribuição Social


sobre o Lucro
(-) CSSL
(-) Imposto de Renda

5.4.1 – Cálculo do imposto de Renda e da Contribuição Social.

O lucro calculado pela contabilidade é levado até um livro não contábil usado
exclusivamente para fins fiscais, conhecido como Livro de Apuração do Lucro Real
(LALUR).
No LALUR o lucro contábil sofrerá alguns ajustes, passando para lucro
fiscal (ou tributário) e servindo de base para cálculo do Imposto de Renda. Este
lucro ajustado conforme regras fiscais é conhecido como Lucro Real.
Junto com o Imposto de renda é também calculada a Contribuição Social
que é uma taxa sobre o lucro destinada a finalidades sociais.

5.4.2 – Alguns Ajustes no lucro.

Admita que um fiscal qualquer passou pela empresa e a autuou por


sonegação, aplicando-lhe uma multa de $ 1.000. A empresa pagou a multa e deduziu
33

como despesa na DRE, o que é correto. Dessa forma, o lucro contábil, que seria de
$ 5.000 foi reduzido para $ 4.000.
O pagamento da multa e a dedução como despesa na contabilidade
provocaram uma redução no pagamento do Imposto de renda. Porém, segundo os
critérios do Imposto de Renda, as multas por sonegação são indedutíveis para
cálculo do IRPJ.
Dessa forma, no LALUR, a empresa deverá somar ao lucro contábil aquela
parcela de $1.000, contabilizada como dedutível, mas, conforme o fisco,
considerada indedutível. Assim o lucro real passaria para $5.000.
Outras parcelas são adicionadas ao resultado no LALUR para fins do cálculo
do lucro real: excesso de depreciação, despesas não dedutíveis.
Por outro lado, há as exclusões – parcelas que a empresa pode subtrair para
fins de Imposto de Renda: prejuízos de exercícios anteriores, alimentação (PAT).
Etc.

Demonstração do Resultado do Exercício


Cia. Céu Azul Ltda.
Receita Bruta 58.000
(-) Deduções
IPI (3.000)
ICMS (4.000)
Abatimentos (1.000) (8.000)
Receita Líquida 50.000
(-) Custo dos Produtos Vendidos (18.000)
Lucro Bruto 32.000
(-) Despesas Operacionais
de Vendas (6.000)
Administrativas (12.000)
Financeira (-) Receitas (2.000)
Variações monetárias (6.000) (26.000)
Lucro Operacional 6.000
(+/-) Despesas/Receitas Não Operacionais
Venda de imobilizado com prejuízo (1.000)
Perdas diversas (2.000) (3.000)
Lucro Antes do Imposto de Renda e da Contribuição Social 3.000
(-) Contribuição social sobre Lucro
(-) Imposto de Renda ?

Dados para cálculo do Lucro Real: considerando que não há participações vamos
calcular o Imposto de Renda Observando as seguintes disposições fiscais.
34

1 – No CPV a empresa calculou a Depreciação das máquinas e equipamentos tendo


como base 15% e não 10%, como determina o Imposto de renda. O valor de
máquinas e Equipamentos é de $ 60.000.

2 – consta em Despesas administrativas uma multa fiscal punitiva no valor de


$4.000.

3 – Houve no exercício anterior, um prejuízo de $3.000.

Calculo do Lucro Real.

Lucro contábil (LAIR) 3.000


Inclusões:
5% de excesso de depreciação (60.000 x 5%) 3.000
Multa Fiscal 4.000
10.000
Exclusões:
Prejuízo do Exercício Anterior (3.000)
Lucro Real 7.000

Provisão para IRPJ = $ 7.000 x 15% ⇒ $1.050


Provisão para CSSL = $ 7.000 x 9% ⇒ $ 630

5.5 – Lucro Líquido.

As sobras pertencentes à entidade (ou aos proprietários). Após a apuração


do Lucro depois do IR, faz-se a dedução das participações, previstas nos
estatutos.
Após essas deduções, encontra-se o Lucro Líquido que é a sobra Líquida a
disposição dos sócios ou acionistas.

5.5.1 – Participação no Lucro.

Debêntures: As companhias podem solicitar empréstimos ao público em


geral pagando juros periódicos e concedendo amortizações regulares. Para tanto,
35

emitirão títulos a longo prazo com garantias: são as debêntures. A debênture


poderá assegurar ao seu titular, além de juros e correção monetária, participação
no lucro da companhia.

Empregados e Administradores: É um complemento à remuneração de


empregados e administradores. Normalmente, é definido no estatuto ou contrato
social um percentual sobre o lucro.

Partes Beneficiárias: Normalmente, são concedidas às pessoas que tiverem


atuação relevante nos destinos da sociedade (tais como fundadores). São títulos
negociáveis, sem valor nominal, que a companhia pode criar a qualquer tempo. Os
titulares desse título têm direito à participação (prevista em estatuto) nos lucros
anuais.

Doações: Contribuições para instituições ou fundos de assistência ou


previdência de empregados. São as doações às constituições de fundações com a
finalidade de assistir ao seu quadro de funcionários, às previdências particulares,
no sentido de complementar aposentadoria, etc. que definidas em estatuto, serão
calculadas e deduzidas da mesma forma que as demais participações.

5.5.2 – Lucro Líquido por ação.

Após deduzidas do resultado as participações e contribuições, o que


remanescer é o Lucro Líquido.
Dividindo-se o Lucro Líquido pela quantidade de ações em que está dividido o
capital da empresa, obtém-se o Lucro Líquido por Ação do Capital Social.
A legislação brasileira estabelece que o Lucro Líquido por Ação do capital
Social deve ser indicado no final da Demonstração do Resultado do Exercício.

5.5.3 – Distribuição do Lucro e Demonstração de Lucro e Prejuízo


Acumulados.

O lucro Líquido é a sobra Líquida a disposição dos proprietários da empresa.


Os proprietários decidem a parcela do lucro que ficará retida na empresa e a
parte que será distribuída aos donos do capital (dividendos). Essa distribuição
aparece nas demonstrações seguintes: Demonstração de Lucros ou Prejuízos
Acumulados ou Demonstração das Mutações do Patrim6onio Líquido.
36

6 - DEMONSTRAÇÃO DOS LUCROS OU PREJUÍZOS ACUMULADOS.


(DLPA)

6.1 – Que fazer com o lucro?

Quando a contabilidade apura o lucro de uma empresa, tornando-se este o


seu primeiro passo, surge aí uma questão: qual o destino que se vai dar para este
lucro?
Normalmente, uma parcela do lucro é distribuída aos donos da empresa
(acionistas ou sócios) em dinheiro, remunerando o capital investido. Esta
remuneração é conhecida como dividendos.
Outra parcela visa a reaplicação na empresa, no sentido de fortalecer o
Capital Próprio. Esta parcela é conhecida como lucro retido (Não distribuído) e,
mais cedo ou mais tarde, irá ser incorporada ao capital social no Patrimônio Líquido.
Vamos admitir que a Cia. Mão Aberta, após apurar um lucro de $ 10.000,
obedecendo seus estatutos, propõe distribuir 40% em forma de dividendos para os
acionistas e o restante (60%) será capitalizado, ou seja, mantido na empresa para
fortalecer o Capital Próprio. Assim temos.

DRE
_____ _____
_____ _____
_____ _____
_____ _____
Lucro Líquido 10.000
40% do
lucro vai
Balanço Patrimonial ser pago
ATIVO PASSIVO
Circulante
_________ ______ 60% o lucro
_________ ______ vai ser
Dividendo a pagar 4.000 reinvestido
Patrimônio Líquido
________ ______
Lucros retidos 6.000
37

6.2 – Instrumento de Integração Entre DRE e BP

O trajeto do lucro da DRE até o Balanço Patrimonial sofre tradicionalmente


algumas transformações que devem ser explicadas às pessoas que utilizam os
relatórios contábeis.
Uma das transformações é que o lucro retido poderá receber uma
destinação específica, como, por exemplo: ser utilizado especificamente para
expansão da fábrica.
Ainda que este lucro certamente sirva para aumento de capital (assim como
todos os lucros retidos), contabilmente deverá haver o destaque da sua finalidade.
O destino do lucro ou prejuízo apurado é apresentado em um relatório
denominado de Demonstração de Lucros ou Prejuízos Acumulados (DLPA).
A DLPA serve de “ponte” (é a interligação) entre a DRE e o Balanço
Patrimonial.

6.3 – Exemplo de Demonstração de Lucro ou Prejuízos Acumulados.

Vamos admitir a Cia Alterosa que teve um lucro de $3.000.000 em 19x3,


com o seguinte Balanço.

Balanço Patrimonial
Cia Alterosa. Em $
mil
ATIVO PASSIVO
31-12-x2 31-12-x3 31-12-x2 31-12-x3
____________ ______ ______ ____________ ______ ______
____________ ______ ______ ____________ ______ ______
____________ ______ ______ ____________ ______ ______
____________ ______ ______ Patrimônio Líquido
____________ ______ ______ ___________ ______ ______
____________ ______ ______ ____________ ______ ______
____________ ______ ______ Lucros Acumulados 950 2.445
____________ ______ ______ ____________ ______ ______
____________ ______ ______ ____________ ______ ______

Como foi visto, a conta Lucros Acumulados representa a interligação entre o


Balanço Patrimonial (BP) e a Demonstração do Resultado do Exercício (DRE).
Nosso objetivo é verificar porque houve uma variação de $950 para $
2.445.
38

6.3.1 - Ajustes de Exercícios Anteriores.

A nossa legislação estabelece que o Lucro Líquido do Exercício não deve ser
influenciado por valores oriundos de outros exercícios. Dessa forma, teremos o
Lucro Líquido realmente obtido com as operações num determinado ano.
Encontramos respaldo para esta disposição legal, considerando o princípio
de Competência de Exercício, onde serão consideradas Receitas e Despesas
geradas no período da apuração do resultado.
Assim, se, por exemplo, constatássemos um erro de soma de cálculo na
apuração dos Estoques em 19x0, não poderíamos considerá-lo na DRE em 19x1 (ano
em que foi descoberto o erro), pois estaríamos sendo incoerentes.
A legislação dispõe que como ajustes de exercícios anteriores serão
considerados apenas os decorrentes de efeitos da mudança de critério contábil, ou
da retificação de erro imputável a determinado exercício anterior, e que não
possam ser atribuídos a fatos subseqüentes.
Observamos ainda que a legislação dispõe que as demonstrações financeiras
do exercício em que houver modificação de métodos ou critérios, contábeis, de
efeitos relevantes, deverão indicá-la em notas Explicativas e ressaltar tal efeito.
Vamos admitir que o contador da Cia Alterosa tenha cometido um erro de
cálculo na Depreciação, no exercício anterior (19x2), e contabilizado a mais $
280.000. Agora ele somará $ 280.000 ao lucro anterior. Não podemos esquecer
que o lucro Acumulado no Balanço de 31-12-x2 está composto em $ 280.000 a
menos e que seria impossível retificar a nossa contabilidade na data do erro.
Portanto, o caminho adequado é retificar o saldo de Lucros Acumulados na próxima
DLPA, deduzindo aquele excesso.

Demonstração De Lucros ou Prejuízos Acumulados


Cia Alterosa
Saldo em 31-12-x2 950.000
1. Ajustes de Exercícios Anteriores
+ Retificação de erro de exercícios anteriores 280.000
Reversão de Reservas
________________ _______
________________ _______
________________ _______
________________ _______

Saldo em 31-12-x3 _______

Assim, Lucros Acumulados passa a ser acrescido de $ 280.000 sem interferir no Lucro Líquido
do Exercício de 19x3.
39

6.3.2 Proposta da Administração Para Destinação do Lucro.

Após a apuração do montante disponível (acumulado) do lucro, será destacada a

proposta dos órgãos da administração da companhia, apresentada aos acionistas

(assembléia Geral), sobre a destinação a ser dada ao Lucro Líquido do Exercício.

As destinações do lucro apresentadas na DLPA são constituídas com base no

estatuto da empresa e na Lei das Sociedades por Ações (Lei 6.404/76). Essas

reservas originadas do Lucro Líquido do Exercício são denominadas Reservas de

Lucros.

6.3.3 – Transferência do Lucro Líquido Para Reservas de Lucros (conforme a


Lei
das Sociedades Anônimas).

6.3.3.1 – Reserva Legal.

“Do Lucro Líquido do exercício, 5% serão aplicados, antes de qualquer


destinação, na constituição da Reserva Legal, que não excederá 20% do Capital
social.
A Reserva Legal tem por fim assegurar a integridade do Capital Social e
somente poderá ser utilizada para compensar Prejuízos ou aumentar Capital” (Lei
das S/A).
Pressupondo que o Capital da Cia Alterosa fosse de $ 8.000.000 e o Lucro
Líquido de $ 3.000.000, a Reserva Legal seria de $ 150.000 (3.000.000 x 5%).
Observe que, neste caso, o limite para Reserva é de $ 1.600.000 (8.000.000 x
20%). O valor destinado a esta reserva está, portanto longe do limite.
Esta reserva, assim como as demais reservas de lucro, depois de calculada,
farão parte do Patrimônio Líquido da Empresa.

6.3.3.2 – Reservas Estatutárias.

São aquelas previstas nos estatutos da empresa.


“ O estatuto poderá criar reservas desde que, para cada uma:
1. indique, de modo preciso e completo, a sua finalidade;
2. fixe os critérios para determinar a parcela anual dos Lucros Líquidos que
serão destinados a sua constituição; e
3. estabeleça limite máximo de Reserva” (Lei 6.404/76)

Admitindo-se que do estatuto da Cia Alterosa constem 10% sobre o Lucro


Líquido do Exercício para renovação de equipamento, tem-se:
Reserva Estatutária $ 3.000.000 x 10% = $ 300.000.
40

6.3.3.3 – Reserva para Contingência.

“Parte do Lucro Líquido destinado à formação de Reserva com a finalidade de


compensar, em exercício futuro, a diminuição do lucro decorrente de perda julgada
provável, cujo valor possa ser estimado.
A proposta dos órgãos da administração deverá indicar a causa as perda
prevista e justificar, com as razões de prudência que recomendem, a constituição
da reserva.” (lei 6.404/76).
A Cia Alterosa por não conceder aos seus funcionários os aumentos salariais
de costume, prevê, para o próximo período, greve geral por ocasião do dissídio
coletivo. A diretoria planeja, confidencialmente, suportar 30 dias de greve.
Ultrapassando este limite, ela cederá às reivindicações dos seus funcionários. É
prevista, portanto, para o mês de paralisação, uma diminuição de lucro em 17,0%.
Então, pode-se equalizar os lucros dos dois anos, formando 8,5% *de reserva:
Reserva para Contingência = $ 3.000.000 x 8,5% = $ 255.000

6.3.3.4 – Reserva Orçamentária (reserva de lucros para expansão)

“Parcelas do Lucro Líquido poderão ser retidas para expansão da empresa


quando prevista em orçamento de capital aprovado pela Assembléia Geral.
O orçamento, submetido pelos órgãos da administração com a justificativa
da retenção de lucros proposta, deverá compreender todas as fontes de recursos
e aplicação de capital, fixo ou circulante, e poderá ter a duração de até 5
exercícios, salvo no caso de execução, por prazo maior, de projeto de
investimento” ( lei 6.404/76).
Admitindo-se que a Assembléia Geral aprovou um projeto de investimento,
em que serão retidos 6% dos lucros do exercício, justificados no orçamento de
capital, tem-se:
Reservas Orçamentária = $ 3.000.000 x 6% = $ 180.000

6.4 – Dividendos, Transferência de Lucro Líquido para Dividendos.

A parte do Lucro que se destina aos acionistas da companhia denomina-se

Dividendos. Os critérios de cálculo e distribuição dos dividendos são

regulamentados pelo estatuto e através da Lei das Sociedades Anônimas.

A Cia Alterosa ao final do exercício distribuiu 900.000 em dividendos.

6.5 – Demonstração de Lucros ou Prejuízos Acumulados.

*
Metade da perda é assumida no exercício atual e a outra metade no exercício em que realmente ocorrer a
perda. Dessa forma, seria disciplinada a distribuição de Dividendos, porquanto não há “gordos”
dividendos num ano e, possivelmente, “magros” dividendos no ano seguinte.
41

Demonstração de Lucros ou Prejuízos Acumulados


Cia Alterosa
Em $ mil
Exercício Exercício
Discriminação findo findo
31-12-x2 31-12-x3
Saldo no início do período - 950
Ajuste de exercícios anteriores
+ Retificações de erros - 280
Lucro Líquido do Exercício - 3.000
Saldo Disponível - 4.230
Proposta da Administração para destinação do Lucro
Reservas Legal - (150)
Reservas Estatutárias - (300)
Reserva Orçamentária - (255)
Reserva para Contingência - (180)
Dividendos a distribuir - (900)
Saldo no final do período 950 2.445

7 – Demonstrações das Mutações do Patrimônio Líquido (DMPL).

A DMPL, dada sua amplitude, inclui a DLPA. Portanto a empresa que


optar pela DMPL não precisa elaborar separadamente a DLPA.
42

Ao contrário da DLPA que fornece a movimentação, basicamente, de


uma única conta do Patrimônio Líquido (lucros Acumulados), a Demonstração
das mutações do Patrimônio Líquido evidência a movimentação de diversas
(todas as) contas do PL ocorrida durante o exercício. Assim, todo acréscimo
e toda diminuição do Patrimônio Líquido são evidenciados por essa
demonstração, bem como a formação e utilização das reservas (inclusive
aquelas originadas por lucro).
Embora não seja uma demonstração obrigatória, a DMPL é muito mais
completa e abrangente que a DLPA. É consideravelmente relevante para as
empresas que movimentam constantemente as contas do Patrimônio Líquido.
Se elaborada esta demonstração, não há necessidade de se apresentar a
DLPA, uma vez que aquela inclui esta.
A DMPL é fundamental para a elaboração da Demonstração de
Origens e Aplicações de Recursos (DOAR) e para ser fornecida às empresas
(investidoras) que avaliam seus investimentos permanentes em coligadas ou
controladas pelo método da Equivalência Patrimonial3.
A técnica da elaboração desta demonstração é bastante simples:

3
Método que visa oferecer meios para avaliação do patrim6onio líquido em sociedades controladas ou
coligadas, onde o investimento da investidora é relevante; o valor do patrim6onio líquido da investida é
apurado mediante balanço ou balancete.
Para maiores detalhe veja: NEVES, Silvério das; VICECONTI, Paulo Eduardo. Contabilidade
Avançada e Análise das demonstrações Financeiras, Ed. Frase. 9ª Edição, 2000.
43

A) Indicaremos uma coluna para cada conta do Patrimônio Líquido (preferencialmente indicando o grupo de reservas a que pertence). Se
houver a conta dedutiva “Capital a Realizar”, subtrai-la-emos da conta capital Social e será utilizada a conta Capital Realizado.

Demonstrações das Mutações do Patrimônio Líquido


Empresa..............................................
Reserva de Capital Reservas de Lucro
Movimen- Capital Ágio na Outras Lucros
tações Realizado Emissão Reservas Legal Estatutária Para Orçamentária Lucros a Acumulados Total
de Ações de Capital contingência Realizar
______ _____ ______ ______ _____ ______ ______ ______ ______ ______ _____
______ _____ ______ ______ _____ ______ ______ ______ ______ ______ _____
______ _____ ______ ______ _____ ______ ______ ______ ______ ______ _____
______ _____ ______ ______ _____ ______ ______ ______ ______ ______ _____
44

B) Nas linhas horizontais indicaremos as movimentações das contas no mesmo estilo que fizemos com a Demonstração de Lucros ou Prejuízos
Acumulados (DLPA).

Demonstrações das Mutações do Patrimônio Líquido


Empresa..............................................
Reserva de Capital Reservas de Lucro
Movimentações Capital Lucros
Ágio na Outras
Realizado Acumulados Total
Emissão de Reservas de Legal Estatutária Para Orçamentária Lucros a
Ações Capital contingência Realizar
ƒ Saldo em 31-12-x0 _____ _____ _____ _____ _____ _____ _____ _____ _____ ____
ƒ (±)Ajuste de Exercícios _____ _____ _____ _____ _____ _____ _____ _____ _____ ____
ƒ Aumento de Capital _____ _____ _____ _____ _____ _____ _____ _____ _____ ____
_____ _____ _____ _____ _____ _____ _____ _____ _____ ____
ƒ Reversões de Reservas
_____ _____ _____ _____ _____ _____ _____ _____ _____ ____
ƒ Lucro Líquido do Exercício
Proposta da Administração de
Destinação do Lucro.
- Reserva Legal _____ _____ _____ _____ _____ _____ _____ _____ _____ ____
- Reserva Estatutária _____ _____ _____ _____ _____ _____ _____ _____ _____ ____
- Reserva Orçamentária _____ _____ _____ _____ _____ _____ _____ _____ _____ ____
- Reservas para contingência _____ _____ _____ _____ _____ _____ _____ _____ _____ ____
_____ _____ _____ _____ _____ _____ _____ _____ _____ ____
- Reservas de Lucro a Realizar
_____ _____ _____ _____ _____ _____ _____ _____ _____ ____
- Dividendos
Saldo em 31-12-x1
45

C) Vejamos agora as adições e/ou subtrações de acordo com as movimentações. Vamos admitir que o Capital em 31-12-x0 fosse de $ 7.000 e
que durante o período houve um aumento com a utilização de $1.000 de reservas Estatutárias, cujo saldo inicial era de $ 1.500.

Demonstrações das Mutações do Patrimônio Líquido


Empresa..............................................
Reserva de Capital Reservas de Lucro
Movimentações Capital Lucros
Ágio na Outras
Realizado Acumulados Total
Emissão de Reservas de Legal Estatutária Para Orçamentária Lucros a
Ações Capital contingência Realizar
ƒ Saldo em 31-12-x0 7.000 _____ _____ _____ 1.500 _____ _____ _____ _____ 8.500
ƒ (±)Ajuste de Exercícios _____ _____ _____ _____ _____ _____ _____ _____ _____ ____
ƒ Aumento de Capital 1.000 _____ _____ _____ (1.000) _____ _____ _____ _____ ____
_____ _____ _____ _____ _____ _____ _____ _____ _____ ____
ƒ Reversões de Reservas
_____ _____ _____ _____ _____ _____ _____ _____ _____ ____
ƒ Lucro Líquido do Exercício
Proposta da Administração de
Destinação do Lucro.
- Reserva Legal _____ _____ _____ _____ _____ _____ _____ _____ _____ ____
- Reserva Estatutária _____ _____ _____ _____ _____ _____ _____ _____ _____ ____
- Reserva Orçamentária _____ _____ _____ _____ _____ _____ _____ _____ _____ ____
- Reservas para contingência _____ _____ _____ _____ _____ _____ _____ _____ _____ ____
_____ _____ _____ _____ _____ _____ _____ _____ _____ ____
- Reservas de Lucro a Realizar
_____ _____ _____ _____ _____ _____ _____ _____ _____ ____
- Dividendos
Saldo em 31-12-x1 8.000 500 8.500

Obs.: Neste exemplo estamos admitindo que não houve nova Reserva Estatutária.
Fizemos, assim, uma movimentação no Patrimônio Líquido, explicando o porquê do acréscimo no capital e da diminuição da Reserva
Estatutária.
46

Veja que no início, o total do PL era de $ 8.500 e em nada alterou no final do ano, pois não houve novos acréscimos no PL, mas apenas
uma permuta. Repare, ainda que, se fizéssemos a Demonstração de Lucros ou Prejuízos Acumulados (DLPA), não seria identificada tal
movimentação no PL.
47

Exemplo de Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido

Balanço Patrimonial
Cia Alterosa
ATIVO 31-12-x0 31-12-x1 PASSIVO 31-12-x0 31-12-x1
Circulante Circulante
----------- -------- -------- ----------- ---------- ----------
----------- -------- -------- ----------- ---------- ----------
----------- -------- -------- Exig. A Longo Prazo
Real. A Longo Prazo ----------- --------- ---------
----------- -------- -------- ----------- --------- ---------
----------- -------- -------- Res. Exerc. Futuros
---------- -------- -------- ----------- ---------- ----------
Permanente ----------- ---------- ----------
Investimentos Patrimônio Líquido
----------- -------- -------- - Capital 7.000 8.000
----------- -------- -------- Reservas de Capital
----------- -------- -------- - Ágio Emissão de
Imobilizado Ações. -------- --------
------------ -------- -------- Reservas de Lucros
------------ -------- -------- - Res. Legal 50 200
------------ -------- -------- - Res. Estatutária 1.500 800
Diferido - Res. P/ Contingências 100 280
------------ -------- -------- - Res. Orçamentária 20 275
------------ -------- -------- Lucros Acumulados 950 2.445
----------- -------- -------- Total do PL 9.620 12.000
Total -------- -------- Total -------- --------

Observe que pela Demonstração de Lucros ou Prejuízos Acumulados seria explicada


apenas a diferença de $ 950 para $ 2.445, enquanto a Demonstração das Mutações do
Patrimônio Líquido explica a variação de $ 9.620 para $ 12.000 que, sem dúvida, é muito
mais abrangente.
48

No final do período houve um aumento de Capital com utilização de Reserva Estatutária. Os Dados serão os mesmos da DLPA da Cia Alterosa
apresentados anteriormente.

Demonstrações das Mutações do Patrimônio Líquido


Empresa Cia Alterosa
Reserva de Capital Reservas de Lucro
Movimentações Capital Lucros
Ágio na Outras
Realizado Acumulados Total
Emissão de Reservas de Legal Estatutária Para Orçamentária Lucros a
Ações Capital contingência Realizar
ƒ Saldo em 31-12-x0 7.000 _____ _____ 50 1.500 100 20 ____ 950 9.620
ƒ (±)Ajuste de Exercícios anteriores _____ _____ ____ ____ ____ ____ ____ ____ ____
(+) Retificações de erros ____ _____ _____ ____ ____ ____ ____ ____ 280 280
ƒ Aumento de Capital 1.000 _____ _____ ____ (1.000) ____ ____ ____ ____ ___
ƒ Reversões de Reservas ____ _____ _____ ____ ____ ____ ____ ____ ____ ___
ƒ Lucro Líquido do Exercício ____ _____ _____ ____ ____ ____ ____ ____ 3.000 3.000
Proposta da Administração de
Destinação do Lucro.
- Reserva Legal _____ _____ _____ 150 _____ ____ ____ ____ (150) ____
- Reserva Estatutária _____ _____ _____ ____ 300 ____ ____ ____ (300) ____
- Reserva Orçamentária _____ _____ _____ ____ _____ ____ 255 ____ (255) ____
- Reservas para contingência _____ _____ _____ ____ _____ 180 ____ ____ (180) ____
- Lucros a Realizar _____ _____ _____ ____ _____ ____ ____ ____ ____ ____
- Dividendos ______ _____ _____ ____ _____ _____ _____ ____ (900) (900)
Saldo em 31-12-x1 8.000 _____ ______ 200 800 280 275 ____ 2.445 12.000
49

Demonstrações das Mutações do Patrimônio Líquido


Empresa Cia Alterosa
Reserva de Capital Reservas de Lucro
Movimentações Capital Lucros
Ágio na Outras
Realizado Acumulados Total
Emissão de Reservas de Legal Estatutária Para Orçamentária Lucros a
Ações Capital contingência Realizar
ƒ Saldo em 31-12-x0 7.000 _____ _____ 50 1.500 100 20 ____ 950 9.620
ƒ (±)Ajuste de Exercícios anteriores _____ _____ ____ ____ ____ ____ ____ ____ ____
(+) Retificações de erros ____ _____ _____ ____ ____ ____ ____ ____ 280 280
ƒ Aumento de Capital 1.000 _____ _____ ____ (1.000) ____ ____ ____ ____ ___
ƒ Reversões de Reservas ____ _____ _____ ____ ____ ____ ____ ____ ____ ___
ƒ Lucro Líquido do Exercício ____ _____ _____ ____ ____ ____ ____ ____ 3.000 3.000
Proposta da Administração de
Destinação do Lucro.
- Reserva Legal _____ _____ _____ 150 _____ ____ ____ ____ (150) ____
- Reserva Estatutária _____ _____ _____ ____ 300 ____ ____ ____ (300) ____
- Reserva Orçamentária _____ _____ _____ ____ _____ ____ 255 ____ (255) ____
- Reservas para contingência _____ _____ _____ ____ _____ 180 ____ ____ (180) ____
- Lucros a Realizar _____ _____ _____ ____ _____ ____ ____ ____ ____ ____
- Dividendos ______ _____ _____ ____ _____ _____ _____ ____ (900) (900)
Saldo em 31-12-x1 8.000 _____ ______ 200 800 280 275 ____ 2.445 12.000

Demonstração de Lucros ou Prejuízos Acumulados


50
8 – DEMONSTRAÇÃO DAS ORIGENS E APLICAÇÕES DE RECURSOS
(DOAR).

A DOAR explica a variação do Capital Circulante Líquido ocorrida de um ano para


outro. Ajuda a compreender como e porque a posição financeira mudou de um exercício
para o outro.

8.1 – Conceitos preliminares.

Capital Circulante Líquido = Ativo Circulante – Passivo Circulante


(quando o AC > PC)

Capital Circulante Negativo = Passivo Circulante – Ativo Circulante


(quando o PC > AC )

Balanço Patrimonial Cia. Boneca.


31-12-x1 31-12-x2
Caixa 100.000 150.000
Ativo Estoque 200.00 250.000
Equipamento 100.000 100.000
Total 400.000 500.000

Passivo Fornecedores 200.000 250.000


+ P. Líquido Financiamento (LP) 100.000 150.000
Capital 100.000 100.000
Total 400.000 500.000

O Primeiro passo, uma vez que estamos tratando de Capital Circulante, é separar
aquilo que é circulante do não Circulante.
Em princípio, conhecemos que os valores circulantes são aqueles contidos no
Ativo Circulante e Passivo Circulante. Portanto, os demais grupos de contas são vistos
como Não Circulante: Realizável a Longo Prazo, Permanente, Exigível a Longo Prazo,
Resultado de Exercícios Futuros e Patrimônio Líquido.

51
Dessa forma, para fins de estruturação da DOAR, o Balanço Patrimonial da Cia.
Boneca passa a ter a seguinte constituição.

31-12-x1 31-12-x2
Ativo Caixa 100.000 150.000
Circulante Estoque 200.000 250.000
300.000 400.000

Ativo Não Equipamentos 100.00 100.000


Circulante

Total do Ativo 400.000 500.000

Passivo Fornecedores 200.000 250.000


Circulante

Passivo não Financiamento (LP) 100.000 150.000


Circulante Capital 100.000 100.000
200.000 250.000

Total Passivo + PL 400.000 500.000

Variação do Capital Circulante Líquido (CCL)

Ativo Circulante (-) Passivo Circulante = Capital Circulante


Líquido
Em 31-12-x1 300.000 (-) 200.000 = 100.000
Em 31-12-x2 400.000 (-) 250.000 = 150.000

Aumentos 100.000 50.000 50.000

Variação Líquida na Posição Financeira

Pelo exemplo constata-se que houve uma variação no CCL de $ 50.000, isto é, há
uma evolução de $ 100.000 (em x1) para $ 150.000 (em x2).
É exatamente esta variação de $ 50.000 que a DOAR explicará.

8.1.1 - Explicação da Variação do CCL.

Basicamente, em nosso exemplo, tivemos duas operações no período contábil de x1 a


x2.:
a) Uma delas é a aquisição de estoque a prazo: é fácil notar, pois tivemos o aumento de
Estoque em $ 50.000 e o aumento em fornecedores pelo mesmo valor.
Seria esta operação a causa do aumento do CCL em $ 50.000?
Não, pois, por um lado aumento o Ativo circulante em $ 50.000 e, por outro lado,
aumento também o Passivo circulante em idêntico valor.
CCL (em x1) = 300.000 – 200.000 = 100.000
CCL (considerando a operação “a”) = (300.000+50.000) – (200.000 + 50.000) =100.000.
Com isto podemos concluir que:
52
“Sempre quando houver uma operação envolvendo unicamente contas do
Circulante, não se altera o capital Circulante Líquido”

b) A outra operação é um acréscimo de financiamento no valor de $ 50.000 cujo valor


está aplicado no caixa.
Observamos que esta entrada de dinheiro, através de um empréstimo a longo prazo,
aumenta o Ativo Circulante em $ 50.000 (caixa), porém não aumenta o Passivo
Circulante, uma vez que a dívida foi contabilizada em grupo de contas do Não Circulante.

CCL (em x2) = 400.000 - 250.000 = 150.000


CCL (detalhado) = (300.000 + 50.000 Est. + 50.000 caixa) – (200.000 +50.000 forn.) = 150.000

Então, concluímos uma Segunda regra.

“Sempre, quando houver uma operação envolvendo contas do


Circulante e Não Circulante, haverá alteração do CCL”.

8.2 – Uma introdução a Estrutura da DOAR

Demonstraremos que a causa da variação do CCL é a origem de $ 50.000 em


recursos (dinheiro) através da solicitação de um financiamento adicional.

DEMONSTRAÇÃO DE ORIGENS E APLICAÇÕES DE RECURSOS


No exercício X2
Origens de Recursos
Financiamento 50.000
(-) Aplicação de Recursos
Não houve
= Aumento CCL 50.000
Modificações na Posição financeira Balanço Balanço Aumento ou
31-12-x1 31-12-x2 (Redução)
Ativo Circulante 300.000 400.000 100.000
(-) Passivo Circulante (200.000) (250.000) (50.000)
= Capital Circulante 100.000 150.000 50.000
O objetivo da DOAR é exatamente mostrar o como e o porquê da mutação do
CCL. O CCL só varia com operações Não Circulantes X Circulantes. Portanto, a alteração
do Não circulante é a causa da variação do Circulante. Por isso, a DOAR evidência
apenas o resultado das variações do Não Circulante que provocam alterações no
circulante.

53
Exemplos de Operações que afetam o CCL.

Como foi observado, o CCL é alterado quando existe uma operação que afeta
simultaneamente conta(s) do Não Circulante e Conta(s) do circulante.

1 – Aumento do Capital em dinheiro. Afeta o PL (Não Circulante) e o caixa (Circulante).

2 – Venda de ações, a vista, constantes do Realizável a Longo Prazo. Afeta o Realizável a


Longo Prazo (Não circulante) e o Ativo circulante (Caixa)

3 – Venda, a prazo, de um veículo usado, constante no Ativo Permanente(imobilizado).


Afeta o Ativo Permanente (Não circulante) e o Ativo Circulante (contas a receber).

4 – Aquisição de Imóvel, a vista. Afeta o Ativo Permanente (Não Circulante) e o Ativo


Circulante (reduz a conta banco).

5 – Financiamento para aquisição de vários itens do imobilizado. Afeta o Exigível a


L0ongo Prazo (Não Circulante) e Ativo Circulante (Banco c/ movimento).

6 – Integralização de Capital em mercadorias. Afeta o Patrimônio Líquido(não


circulante) e o Ativo Circulante (Estoque).

8.3 – Conceito de Origem e Aplicação.

Para fins de elaboração da DOAR, entendemos Origem como toda operação que
aumenta o CCL.
A obtenção de recursos através de financiamento a longo prazo, o aumento de
Capital em dinheiro, vendas de itens do Permanente (Investimento e Imobilizado) e
recebimento de itens do Realizável a Longo Prazo são exemplos de Origens de Recursos.
Observamos que quando uma conta de Não Circulante é movimentada, entram recursos
em outra conta do Ativo Circulante (que pode ser o caixa, contas a receber etc.), o que
altera o CCL, aumentando-o.
A redução do CCL geralmente decorre de uma Aplicação de recurso no Não
Circulante. Podemos exemplificar, entre várias situações, a aquisição de bens ou
direitos que venham integrar o Permanente ou Realizável a Longo Prazo, distribuição de
dividendos, redução de suas Exigibilidades a Longo Prazo etc. Temos redução do Ativo
Circulante, geralmente através de um pagamento (portanto, reduz o disponível).

54
Principal Origem (fontes) de recursos.

Vamos partir do exemplo da Cia. Boneca em 31-12-x1:

ATIVO PASSIVO
Circulante Circulante
Caixa 150.000 Fornecedores 250.000
Estoque 250.000 400.000
Exigível a Longo Prazo
Permanente Financiamento 150.000
Imobilizado
Equipamentos 100.000 Patrimônio Líquido
Capital 100.000
Total 500.000 Total 500.000

CCL = Ativo Circulante (-) Passivo Circulante


CCL = $ 400.000 (-) $ 250.000 = $150.000

Vamos admitir que, no exercício x2, a empresa tenha vendido 100.000 do seu
estoque (custo), a prazo, por $ 140.000. então teríamos:

a) DEMONSTRAÇÃO DE RESULTADO DO EXERCÍCIO (X2)

VENDAS 140.000
(-) CUSTO DAS MERCADORIAS VENDIDAS (100.000)
LUCRO 40.000

55
B) BALANÇO PATRIMONIAL

Cia Boneca

ATIVO 31-12-X1 31-12-X2 PASSIVO 31-12-X1 31-12-X2


Circulante Circulante
150.000 150.000 250.000 250.000
Caixa Fornecedores
250.000 150.000*
Estoques
--- 140.000* Exigível Longo 150.000 150.000
Duplic. a Receber
400.000 440.000 Prazo
Total do Circulante
100.000 100.000
Permanente Financiamento ----- 40.000*
Imobilizado 100.000 100.000 Patrimônio Líquido 100.000 140.000
Equipamento Capital
Lucros Acumulados
Total do PL
Total do Ativo 500.000 540.000 Total do Passivo 500.000 540.000
* contas alteradas pela operação de venda (uma conta de PL – Não Circulante e duas
contas de circulante).

O novo CCL em 31-12-x2 será de

Ativo Circulante (-) Passivo circulante = CCL


$440.000 (-) $250.000 = $190.000

Observamos que de x1 para x2 houve um acréscimo de CCL de $40.000


($190.000 – $150.000) que é exatamente o Lucro do Exercício.
Portanto o Lucro Líquido constitui, para todas as entidades com fins lucrativos, a
principal fonte (origem) de recursos.
Neste nosso exemplo houve uma diminuição de Estoque em $100.000 e, em
compensação, um acréscimo de Duplicatas a Receber (direito que será convertido em
dinheiro em um futuro próximo) de $140.000. dessa forma, o Ativo Circulante obteve
uma vantagem de $40.000, valor este que explica o acréscimo do CCL.
O acréscimo no CCL poderia ter sido menor se houvesse outras despesas (o que é
comum) no exercício, tais como: despesas administrativas, financeiras, de vendas etc. A
redução do CCL ocorreria, neste caso, por saída do disponível (pagamento de despesas a
vista reduz o Ativo Circulante) ou o aumento do Passivo Circulante (despesas a prazo).

56
8.4 – Elementos não Monetários que Interferem no Lucro Líquido.

Como vimos no item anterior, as despesas reduzem o CCL através da diminuição


do Ativo Circulante (pagamento a vista) ou do aumento do Passivo circulante (despesas
com promessa de pagamento futuro). Todavia, há despesas que, obviamente, diminuem o
Lucro Líquido, mas não reduzem o Capital Circulante Líquido.
O caso mais comum é a Depreciação4 que interfere (reduz) no lucro, mas não
interfere no CCL, e sim no imobilizado (reduzindo-o).
Ora, se a depreciação não reduz o CCL, o lucro, como origem de recursos,
conseqüentemente, não deveria ser reduzido por aquela despesa. Em vez de deixarmos
de subtrair a depreciação (o que viria contrariar a teoria da contabilidade), podemos
simplesmente, retificar o lucro com a adição daquela despesa não monetária, já
deduzida para fins de determinação integral do lucro como origem de recursos.
Se no exemplo do item anterior, considerássemos despesas de depreciação
teríamos o seguinte resultado:

Vendas 140.000
(-) CMV (100.000)
Lucro Bruto 40.000
DRE (-) Depreciação
10% x 100.000 (10.000)
Lucro Líquido 30.000

Ressaltamos que, pelo fato de incluirmos Depreciação, nada alterou em termos


do CCL, isto é ele continua $190.000 ($440.00 – 4250.000).
Todavia, a origem de recursos (Lucro Líquido) não é $30.000, mas $40.000, dado
que a variação do CCL é idêntica a este último valor. Então, na estrutura da DOAR,
faríamos a retificação do Lucro:

Origem
Lucro Líquido 30.000
+ Depreciação 10.000
Total de Origem 40.000
(-) Aplicação
Não houve --0--
Variação do CCL 40.000

Outros casos de Itens não monetários: Além da amortização e exaustão que


recebem o mesmo tratamento que a depreciação existe também a Variação Cambial
decorrente de financiamentos a Longo Prazo. Esses financiamentos são corrigidos de

4
Fenômeno Contábil que expressa a perda de valor que os valores imobilizados de utilização sofrem no tempo,
por força de seu emprego na gestão; perda de valor pelo uso. (SÁ,1994)
57
acordo com a desvalorização da moeda e a variação cambial e deduzida como despesa,
porém geralmente não afeta o CCL, devendo ser adicionados ao lucro na DOAR.
A Cia. Xenofobia, por exemplo, adquiriu um financiamento de cem mil dólares em
08-01-x7, quando a taxa de câmbio hipotética era de R$ 1,70 por dólar. Neste
momento, a dívida foi contabilizada por R$ 170.000,00 (US$ 100.000 x R$1,70).
Nossa legislação determina que as obrigações em moeda estrangeira com cláusula
de paridade serão convertidas em moeda nacional à Taxa de Câmbio em vigor na data do
Balanço. Portanto, supondo-se que a taxa de Câmbio em vigor esteja em 31-12-x7 à base
de R$ 2,18 por dólar, teremos:

US$ 100.000 x R$ 2,18 = R$ 218.000,00

Dívida em 08-01-x7 = R$170.000,00


Dívida em 31-12-x7 = R$218.000,00
Perda Monetária (R$48.000,00)

DRE
Receita _________
(-) Custo _________
Lucro Bruto _________
(-) Desp. Operacional _________
(-) Var. Monetária (48.000,00)
Lucro Operacional _________
(+) Outros _________
Lucro Líquido 6.000,00

Observe que, neste exemplo, o lucro da Cia. Xenofobia foi reduzido de R$


48.000,00 no entanto, não houve nenhuma interferência no circulante; não houve
nenhuma saída de dinheiro nem aumento de dívida do Passivo circulante. Portanto o
lucro que comporá será de R$ 54.000,00.

6.000,00 Lucro Líquido (DRE)


48.000,00 Variação Cambial
54.000,00

Resumo dos elementos não monetários que interferem no Lucro Líquido.

DOAR
Origem das Operações Xxxxxxxxxxx
Lucro Líquido Xxxxxxxxxxx
+ Depreciação, Amortização e Exaustão Xxxxxxxxxxx
(±) Variação Cambial (ou CM de dívida) Xxxxxxxxxxx
(±) Participação Equivalência Patrimonial xxxxxxxxxxx
Lucro Ajustado xxxxxxxxxxx

58
8.5 – Técnica de Elaboração da DOAR

Como já observamos, o primeiro passo é separar o circulante do Não Circulante.


Esta etapa, todavia, é dispensável com o modelo da Lei das Sociedades por Ações, posto
que a estrutura do Balanço Patrimonial já discrimina os Circulantes Ativo e Passivo:

ATIVO PASSIVO
Circulante Circulante
--------------- ---------- --------------- ----------
--------------- ---------- --------------- ----------
--------------- ---------- --------------- ----------
Os demais grupos serão do não circulante Os demais grupos serão do não circulante

Dessa maneira poderemos calcular o CCL subtraindo do AC o PC.


O segundo passo será analisar as contas do Não Circulante que interferem no
Capital Circulante Líquido. Já identificamos que operações Circulantes x Circulantes não
modificam o valor do CCL.
As operações Não circulantes x Não Circulante, de maneira idêntica, não afetam
o CCL. Portanto, sobram as operações Não Circulante X Circulante que são alvo de nossa
análise, pois afetam o CCL.
Assim, faremos um estudo detalhado do grupo não circulante, destacando as
variações (do não Circulante) que afetam o CCL.
A técnica consiste em comparar o saldo do exercício anterior, com o saldo do
exercício atual das contas do não circulante.

8.5.1 – Contas do Não Circulante – exemplo

8.5.1.1 - Realizável a Longo Prazo

31-12-x1 31-12-x2
Empréstimos a Coligadas ou Controladas 1.900.000 2.500.000

Houve uma variação de $ 600.000 de x1 para x2. Isto significa que a empresa
concedeu mais empréstimos às Coligadas ou Controladas. Ora, se houve novos
empréstimos, a empresa tirou recursos do Ativo Circulante para aplicá-los no Não
Circulante. Portanto, temos uma aplicação de $ 600.000.
Observe que se o saldo de empréstimos as Coligada ou Controladas diminuir
significa que alguém está pagando e, como compensação estará entrando recursos
(dinheiro) no Ativo Circulante. Nesta hipótese teremos Origem de Recursos.
Aliás, poderíamos, aqui, estabelecer uma regra para as variações do Realizável a
Longo Prazo:

Aumento do Realizável a Longo Prazo = Aplicação;


Diminuição do Realizável a Longo Prazo = Origem 59
8.5.1.2 - Permanente
Neste grupo exigi-se um cuidado especial, pois as contas do Permanente
aumentam sem significar que houve aplicações.
As contas deste grupo podem sofrer Reavaliação e, no caso de Investimentos
Relevantes em Coligadas e controladas, acréscimo derivados de resultados (Lucro)
obtidos nas investidas.
Exemplo: Empresa X em 31-12-x1

Investimentos 1.000.000
Permanente
Imóvel 1.600.000

Se, numa situação externa, tivéssemos Reavaliação nos itens do Permanente, e


ainda, acréscimo na conta Investimentos de $ 500.000 por Equivalência Patrimonial
sendo a Reavaliação em Imóveis de $ 1.680.000, ficaríamos com os seguintes saldos em
31-12-x2:

31-12-x1 + Resultado da Equivalência = 31-12-x2


Patrimonial
Investimentos 1.000.000 + 500.000 = 1.500.000
31-12-x1 + Reavaliação = 31-12-x2
Imóveis 1.600.000 + 1.680.000 = 3.280.000
Permanente 31-12-x1 31-12-x2 Variação
Investimento 1.000.000 1.500.000 + 500.000
Imóveis 1.600.000 3.280.000 + 1.680.000
2.180.000

Neste exemplo, tivemos $2.180.000 de acréscimo que não significam Aplicações


de Recursos, dado que não houve saída de Recursos do Ativo Circulante.
Só haveria Aplicações de recursos se a empresa X adquirisse mais ações
(investimentos) ou mais imóvel. O permanente representa Origens de recursos quando
os itens que o compõem são Alienados.
Se neste mesmo exemplo, tivéssemos uma conta Veículos que variasse de $
800.000 no início do período, para $ 2.000.000, no final do período, admitindo que as
Notas Explicativas não evidenciam Reavaliação deste item, teríamos aquisições de $
1.200.000 ($2.000.000 - $ 800.000 = $1.200.000), sendo este valor destacado como
Aplicações.
Assim sempre que houver aumento nos itens de permanente por novas aquisições,
teremos uma Aplicação. A venda de Permanente significa Origem.

60
8.5.1.3 - Exigível a Longo Prazo

31-12-x1 31-12-x2
Financiamento 2.500.000 4.000.000

Em primeiro plano, tivemos um acréscimo de $ 1.500.000 na conta


financiamentos. Poderíamos deduzir que houve aquisição de novos empréstimos e, dessa
forma, teríamos Origens de recursos, porque foi acrescido (recursos) o CCL.
Todavia, numa análise mais cuidadosa, podemos constatar que o aumento da conta
financiamentos refere-se à atualização da dívida ou variação cambial, se o
financiamento for em moeda estrangeira. Nesta situação, não teríamos Origens de
recursos, pois em nada é acrescido o CCL.
A redução da conta financiamento significa transferência para o Passivo
Circulante (refere-se a parcela que irá vencer no próximo exercício) ou pagamento
(amortização). Em qualquer uma dessas situações, teremos uma redução do CCL,
concluindo-se que aquela redução é uma aplicação de recursos.

A regra básica para Exigível a Longo Prazo, portanto, é:


Aumento da dívida por novos empréstimos (financiamentos) = Origem
Diminuição(redução) da dívida = Aplicações

61
9 - REGIMES CONTÁBEIS DE APURAÇÃO DO RESULTADO.
Há duas formas/regimes para se reconhecer a receita e a despesa o regime de
caixa e o regime de competência.

9.1 Regime de competência


Regime de Competência: o registro do documento se dá na data do fato gerador
(ou seja, na data do documento, não importando quando vou pagar ou receber).
A Contabilidade se utiliza do Regime de Competência, ou seja, são contabilizados
como Receita ou Despesa, os valores dentro do mês de Competência (qdo Gerados), na
data onde ocorreu o fato Gerador, na data da realização do serviço, material, da venda,
do desconto, não importando para a Contabilidade quando vou pagar ou receber, mas sim
quando foi realizado o ato.

RECEITA OBTIDA/GANHA /GERADA 180,00

DESPESA CONSUMIDA/INCORRIDA (80,00)

LUCRO ECONÔMICO 100,00

9.2 Regime de caixa


Regime de Caixa: diferente do regime de competência o Regime de Caixa,
considera o registro dos documentos quando estes foram pagos, liquidados, ou
recebidos

RECEITA RECEBIDA 100,00

DESPESA PAGA (30,00)

LUCRO FINANCEIRO 70,00

62
10 - PCGA - PRINCÍPIOS CONTÁBEIS GERALMENTE ACEITOS

Toda ciência é regida por princípios ou leis. Os princípios contábeis podem ser
definidos como as premissas básicas acerca dos fenômenos e eventos contemplados pela
contabilidade, as quais são resultados de análise e observação da realidade econômica,
social e institucional.
São duas as condições básicas para que um princípio supere a fase de tentativa e
se torne “amplamente aceito”, incorporando-se assim à doutrina e à prática contábeis:
• Deve ser considerado viável e objetivo pelo consenso profissional;
• Deve ser considerado útil.
Entre os vários princípios e convenções aceitos na atualidade, podemos destacar os
seguintes: entidade; continuidade; oportunidade; registro pelo valor original;
competência, atualização monetária; prudência.
A seguir são apresentadas as principais características dos princípios e convenções
contábeis.
Entidade: A contabilidade é feita para entidades como pessoas distintas dos sócios.
O patrimônio pertence, pois, a uma sociedade ou instituição de qualquer natureza ou
finalidade, com ou sem fins lucrativos, independentemente de ser propriedade de uma
pessoa.
Continuidade: Presume-se, em geral que a entidade operará por tempo indefinido.
Portanto, esse princípio influência o valor econômico dos ativos e, em muitos casos, o
valor ou vencimento dos passivos, especialmente quando a extinção da entidade tem
prazo determinado, previsto ou previsível.
Oportunidade: A observância desse princípio permite às empresas registrar as
variações patrimoniais, o que deve ser feito mesmo na hipótese de somente existir
razoável certeza de sua ocorrência. Tal registro deve incluir aspectos físicos e
monetários, bem como as variações ocorridas no patrimônio da entidade.
Registro pelo valor original: Os componentes do patrimônio devem ser registrados
pelos valores originais das transações com o mundo exterior, expresso em valor
presente na moeda do país, os quais serão mantidos na avaliação das variações
patrimoniais posteriores.
Regime de competência: Despesas e receitas são atribuídas de acordo com o seu
fato gerador, independentemente de terem sido ou não pagas ou recebidas.
Atualização monetária: Os efeitos da alteração do poder aquisitivo da moeda
nacional devem ser reconhecidos nos registros contábeis mediante o ajustamento da
expressão formal dos valores dos componentes patrimoniais.
Prudência: Esse princípio determina a adoção do menor valor oara os componentes
do ativo e do maior valor para os do passivo, sempre que apresentem alternativas
igualmente válidas para a quantificação das mutações patrimoniais que alterem o
patrimônio Líquido.

63
11– REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

ABREU, Ari Ferreira de. Fundamentos de Contabilidade. São Paulo: Saraiva, 2006.
278p.

EQUIPE DE PROFESSORES DA FEA/USP – Coord. Sérgio de Iudícibus. Contabilidade


introdutória, 9 ed., Atlas, São Paulo, 1998

FRANCO, Hilário - Contabilidade Geral, 22 ed., Atlas, São Paulo, 1990.

HAMILTON LUIZ FAVERO....[et al.] Contabilidade Teoria e Prática, volume 1 e 2, 2


ed. Atlas, São Paulo, 1997.

CHING, Hong Yuh. MARQUES, Fernando. PRADO, Lucilene. Contabilidade e Finanças –


para não especialistas. 2 ed. São Paulo. Pearson Prentice Hall, 2007.

LEITE, Helio de Paula. Contabilidade para Administradores. 4ª ed. São Paulo. Atlas,
1997.

MARION, José Carlos. Contabilidade Empresarial. 8ª ed. São Paulo. Atlas. 1998.

_________. Contabilidade Básica, 5 ed, Atlas, São Paulo, 1998

NEVES, Silvério das, VICECONTI, Paulo Eduardo V. Contabilidade Básica, 8 ed. Frase,
São Paulo, 2000.

_________. Contabilidade Avançada, 9 ed. Frase, São Paulo, 2000.

OLIVEIRA, Alvaro Guimarães de. Introdução à Contabilidade. São Paulo: Saraiva,


2002.
_________. Contabilidade Financeira. 5 ed. São Paulo: Saraiva, 2002.

SÁ, Antônio Lopes de - Dicionário de Contabilidade, 8ª ed. São Paulo. Atlas, 1994.

64
12 - PRÁTICAS.

01) A contabilidade é considerada linguagem universal dos negócios. A sua legitimidade


(legalidade) é materializada através do que?

02) A contabilidade utiliza as CONTAS para:

( ) a) registrar fatos de natureza semelhante

( ) b) apurar o resultado do exercício

( ) c) apurar o balanço patrimonial ( ) d) não prestei atenção na aula

03) A contabilidade é?

( ) a) Ciência Social ( ) b) Ciência Exata

( ) c) Ciência Biológica ( ) d) Profª., ajude-me

04) O principal usuário da Contabilidade é?

( ) a) Governo ( ) b) Sindicato

( ) c) Administradores ( ) d) Não sei, vou estudar

05) A função da Auditoria Externa é?

( ) a) Fiscalização ( ) b) Apontar erros

( ) c) Multar empresas ( ) d) Exame da Contabilidade

06) Admitindo-se que o Ativo de uma empresa é de $ 250 milhões e o Passivo Exigível $ 230
milhões, Qual é o Patrimônio Líquido?(calcule através da equação contábil). Qual o
montante de Origem e Aplicação? Com os dados elabore o Balanço Patrimonial.

BALANÇO PATRIMONIAL
ATIVO $ PASSIVO $

TOTAL TOTAL

Equação Contábil:

PL = A – PE

Onde:

PL= Patrimônio Líquido; A = Ativo PE = Passivo Exigível (Capitais de Terceiros)

65
07) A empresa Dentello apurou $ 200 milhões de Capital de Terceiros e $ 186 milhões de
Capital Próprio. Qual é o total do Ativo? Com os dados apure/elabore o Balanço
Patrimonial.

BALANÇO PATRIMONIAL
ATIVO $ PASSIVO $

TOTAL TOTAL

08) Relacione os conceitos de Passivo Exigível, Patrimônio Líquido, Capital de Terceiros,


Capital Próprio, Capital Interno e Capital Externo. Preencher as linhas pontilhadas
abaixo.

Capital Interno _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _

Capital Externo _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _

09) O lucro auferido pela atividade operacional (lucro líquido) pertence:

( ) a) a empresa ( ) b) parte a empresa parte aos proprietários

( ) c) aos proprietários, embora não se retire totalmente

Justifique a sua alternativa: Esta questão não pergunta a quem pertence no Processo de
Continuidade.

66
10) A Cia. To na Área, iniciou suas atividades em 1.999. Em 31/12/1999, foi constatado o
seguinte saldo contábil:
Em $ Mil
a) Receita Ganha/Gerada em 1.999 100
b) Despesa Paga em 1.999 40
c) Receita Recebida em 1.999 80
d) Despesa Consumida/Gerada em 1.999 70

Pede-se: Apurar os resultados financeiros, econômicos, pelo Regime de Caixa e pelo


Regime de Competência. Complete as linhas pontilhadas abaixo COM BASE NA TABELA
ACIMA.

Demonstração do Resultado do Exercício -DRE


Regime:
Caixa Competência
Descrição Em $ Descrição Em $
Mil Mil
Receita _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ Receita _ _ _ _ _ _ _ _ _ _
(-) Despesa _ _ _ _ _ _ _ _ (-) Despesa _ _ _ _ _ _ _ _

(*) _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ (*) _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _

(*) Resultado (lucro ou prejuízo) Econômico ou Financeiro

10 a) Qual o valor do Resultado Financeiro em 1.999?

( ) a) $ 40 ( ) b) $ 43 ( ) c) $ 63
( ) d) $ 58 ( ) e) não sei, ajude-me professora.

10 b) Qual o valor do Resultado Econômico em 1.999?

( ) a) $ 30 ( ) b) $ 40 ( ) c) $ 60
( ) d) $ 45 ( ) e) não sei, vou estudar.

11) A Cia. Zucafahi iniciou suas atividades em 1.998. Em 31/12/1.999 foram constatados
os seguintes fatos contábeis:

Descrição Valores ($)


a) Receita Ganha de 1.999
1.150.000
b) Despesa paga de 1.999 490.000
c) Receita Recebida de 1.999 565.000
d) Despesa Consumida de 1.999 895.000
e) Receita Recebida de 1.998 5.000

67
Pede-se: Apurar os resultados financeiros, econômicos, pelo Regime de Caixa e pelo
Regime de Competência. Em seguida, demonstrar os saldos a receber e a pagar do
período de 1.999.
Preencher (quando for o caso) e Completar os quadros abaixo obrigatoriamente
COM BASE NA TABELA ANTERIOR.

Não necessariamente todas as linhas devem ser preenchidas.

Demonstração do Resultado do Exercício -DRE


Regime: Em $ Mil
Caixa Competência
Descrição $ Descrição $
Receita _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ Receita _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _
_ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _
(-)_ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ (-)_ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _
_

(*) _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ (*) _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _
_

(*) Resultado (lucro ou prejuízo) Econômico ou Financeiro

Demonstração (passo a passo) dos saldos a Receber e a Pagar é OBRIGATÓRIA.


Em $ Mil
Saldo a Receber Saldo a Pagar

Somente justifique a alternativa e) colocando o valor correto.

Resultado Financeiro = Regime de Caixa;

Resultado Econômico = Regime de Competência

11 a) Qual o valor do resultado financeiro em 1.999?

( ) a) $ 175.000 ( ) b) $ 50.000 ( ) c) $ 75.000


( ) d) $ 255.000 ( ) e) N.D.A.
Justificativa da e):

68
11 b) Qual o valor do resultado econômico em 1.999?

( ) a) $ 25.000 ( ) b) $ 50.000 ( ) c) $ 75.000


( ) d) $ 255.000 ( ) e) N.D.A.
Justificativa da e):

11 c) Qual o valor do saldo a receber e a pagar, respectivamente, em 31/12/99?


(considerando somente as receitas e despesas)

( ) a) $ 585.000 e $ 405.000 ( ) b) $ 685.000 e $ 385.000


( ) c) $ 255.000 e $ 80.000 ( ) d) $ 75.000 e $ 895.000
( ) e) N.D.A
Justificativa da e):

11 d) Qual o resultado pelo regime de competência?

( ) a) $ 25.000 ( ) b) $ 320.000 ( ) c) $ 75.000


( ) d) $ 405.000 ( ) e) N.D.A.
Justificativa da e):

11 e) Qual o resultado pelo regime de caixa?


( ) a) $ 110.000 ( ) b) $ 75.000 ( ) c) $ 80.000
( ) d) $ 585.000 ( ) e) N.D.A.
Justificativa da e):

69
12) João foi à empresa aérea TAM, solicitar uma passagem (emissão do bilhete) no dia
09/06/02, no dia 09/07/02 foi efetuado o pagamento via Cartão de Crédito e em
12/08/02 João foi com a sua família fazer uma viagem ao Iraque. Pergunta-se quando a
empresa aérea TAM vai reconhecer a Receita pelo vôo através do Regime de
Competência?– Preencher as linhas da tabela abaixo.

Emissão do Bilhete _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _
09/06/02 _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _

13) A Pizzaria Estância, que está situada na cidade de Bragança Paulista, foi entregar
duas pizzas de três queijos ao professor Zuinglio no dia 24/05/03, porém ao entregar a
pizza chegou visita na casa do professor, sendo assim a pizza foi somente consumida um
dia depois, ou seja, em 25/05/03. O pagamento foi feito através de cheque para o dia
07/06/03. Quando a Pizzaria Estância vai considerar como Receita através do Regime
de Competência? E se a Pizzaria adotasse o Regime de Caixa? Justifique-as.

Regime de Competência:

Regime de Caixa:

14) As lojas Magazine Luíza realizam grandes liquidações dos seus estoques, uma vez por
ano, (fato este bem divulgado pela televisão). Para baratear os produtos a empresa
informa o seguinte slogan: “Você mesmo pega, você mesmo leva”, esta operação é FOB
ou CIF? Justifique-a. Quando o Magazine Luiza deve reconhecer a Receita do Período?
(trabalha com regime de competência)

70
15) As Casas Bahia venderam para o Sr. Tiago(filho do profª. Débora) uma geladeira de cor
branca e preta no valor de $ 1.200 à vista, pois o mesmo era corintiano, foi combinado
que a entrega seria em sua residência, rua Argentina, nº 21, Vila Libertadora das
Américas. Esta operação é FOB ou CIF? Em que momento a loja vai
reconhecer/contabilizar a Receita através do Regime de Competência? Justifique-a.

16) Contrato de seguros que abrange o período de 01/08/X8 a 31/07/X9 pago totalmente
em 01/08/X8, no valor de $ 2.400, quanto evidencia de despesas de seguros em
31/12/X8 ? –

Faça os registros contábeis somente no Ativo – Empresa adota o Regime de


competência. Não há necessidade de
Preenchimento do

Ativo Passivo
31/07/X8 01/08/X8 31/12X8 31/07/X8 01/08/X8 31/12X8

Caixa 12.400 _____ 10.000

Seguros a
Vencer 0,00 _____ ____

( ) a) $ 1.000 ( ) b) $1.400 ( ) c) $ 2.400

( ) d) 800 ( ) e) não sei, vou estudar

71
17) Estruture a Demonstração do Resultado do Exercício (DRE) da Cia. Titãs, no período
dos dados:

a) A Receita Bruta de Vendas é de $ 18.000, os impostos incidentes sobre as vendas


são: ICMS no valor $ 2.700 e IPI no valor $ 3.000;

b) Os gastos (custo dos produtos vendidos - CPV) na fábrica foram:


Itens $
Matéria-Prima 1.450
Mão de Obra 1.950
Outros Custos de Fabricação 600
Total $ 4.000
c) Os gastos de escritório, referentes à administração da empresa, foram:
Itens $
Propaganda, comissão de vendedores, fretes 800
Honorários dos diretores, aluguel do escritório 400
Os juros incorridos e outras despesas financeiras 200
As aplicações financeiras renderam juros – Receitas Financeiras 100
Total das Despesas Operacionais $ 1.300
d) Com base no lucro apurado até o momento (LAIR), a empresa calculou o Imposto de
Renda e a Contribuição Social à base de 24%.
e) Apenas os Administradores tiveram participação no lucro à base de 6,015038 %
(DESPREZAR OS CENTAVOS) sobre o Lucro Depois do Imposto de Renda (LDIR).

Demonstração do Resultado do Exercício (DRE) – Cia. Titãs – Em $


Itens $ $
Receitas (vendas) Operacionais Bruta
(-) deduções:
ICMS
IPI
(=) Receita Líquida
(-) CPV
(=) LUCRO BRUTO
(-) Despesas Operacionais:
Propaganda, comissão de vendedores, fretes
Honorários dos diretores, aluguel do escritório
Financeiras (-) Receitas Financeiras
(=) Lucro Operacional
(=) Lucro antes do IR e CSSL
(-) IR e CSSL
(=) Lucro depois do IR e CSSL
(-) Participação dos sócios
(=)Lucro após participação dos sócios

72
18) Elaborar a Demonstração do Resultado do Exercício (DRE), considerando os seguintes
dados da Cia Márcio & Renata:

A Receita Bruta é de $ 24.000, da qual incidem os seguintes impostos: IPI


no valor de $ 4.000 e ICMS no valor de $ 3.600;.

No que tange às deduções, além dos impostos incidentes sobre vendas, a


empresa concedeu abatimento (posterior a saída do produto) de $ 200, chegando-
se assim a Receita Líquida.

Os gastos na fabricação do produto vendido foram: Matéria-Prima $


1.000; Mão-de-Obra mais os Encargos Sociais: $ 2.000; Outros Custos de
Fabricação: $ 1.000. Dessa forma, a empresa calculou o seu Lucro Bruto.

No que diz respeito às Despesas Operacionais, as mais significativas foram


as. Comissões de Vendedores e Propaganda, que somaram $ 1.500. Quanto às
despesas administrativas somaram $ 400. As Despesas Financeiras de $ 800
foram aliviadas com as Receitas Financeiras de $ 700. Assim a empresa apurou seu
Lucro Operacional.

73
Você deverá preencher corretamente TODOS os campos da DRE
Demonstração do Resultado do Exercício (D.R.E.) Cia Márcio & Renata
Receita Bruta Operacional
(-) Deduções:
ICMS
IPI
Deduções
(=) Receita Líquida
(-) CPV (Mat. Prima, mão de obra, custo fabricação)
(=) LUCRO BRUTO
(-) Despesas Operacionais:
Comissões de Vendedores e Propaganda
Administrativas
(DF) 800,00 (-) 700,00 RF
(=) LUCRO OPERACIONAL
(=) L.A.I.R. e da C.S.
(-) Ir e CS
(=) L.D.I.R. e da C.S.
(-) Participações:
Adminstradores
(=) Lucro

Após o preenchimento da DRE responda abaixo:

Obs.: Não há resposta entre parênteses, o sinal ( ) quer dizer parcela subtrativa na DRE
exemplo:.

Qual é o total dos impostos incidentes sobre vendas?

Resposta: (1.000) = errado – = correto : 1.000

A1) O valor total dos Custos dos Produtos Vendidos foi de: ______________________

A2) O valor total dos Impostos Incidentes sobre Vendas foi de: __________________

A3) O valor total do Lucro Bruto foi de: ____________________________________

A4) O valor do Lucro Depois do Imposto de Renda e da Contribuição Social __________

A5) O valor do Imposto de Renda e da Contribuição Social foi de: ________________

A6) Qual foi o valor da Venda (receita) Bruta Operacional: ______________________

A7) Qual o valor total da conta abatimentos: _______________________________

L.A.I.R. e C.S. = Lucro antes do Imposto de Renda e da Contribuição Social

L.D.I.R e C. S. = Lucro depois do Imposto de Renda e da Contribuição Social

74
19) A empresa comercial de lingüiças, Franz Muller de Bragança Paulista, apresenta os
seguintes dados abaixo:

Conta 2.003 Movimentação 2.004


Ativo Permanente
Imobilizado
Veículos 120.000
(-) Depreciação Acumulada (24.000)

Em 01/04/04 foi adquirido (bem como entrou em operação) um Veículo por $


60.000, cuja depreciação é de 20% a.a. (conforme Imposto de Renda). Calcule a nova
depreciação (pro rata) acumulada para o ano de 2.004.

a) Qual é o valor a ser transferido para a Demonstração do Resultado do Exercício


(DRE) de 2.004?

20) Um relojoeiro comprou um relógio Rolex por sete mil dólares e o vendeu, em seguida, por
oito mil dólares. Assim que concretizou a venda, entrou um cliente na relojoaria disposto
a pagar dez mil dólares pelo relógio.

O relojoeiro, então, entrou em contato com o cliente anterior, ofereceu-lhe mil


dólares de lucro e comprou de volta o relógio por nove mil dólares. Quando lhe
avisaram que o relógio estava disponível, o cliente que oferecera dez mil dólares
pelo relógio veio até a loja, honrou a oferta que fizera e, ainda, deu ao
comerciante uma gorjeta de quinhentos dólares pelo seu esforço.
Quanto o comerciante ganhou com a transação do Rolex naquele dia?

1 2 Total
Compra - Custo
Preço de Venda
CMV
Lucro bruto
Gratificação
Lucro

75
21) Integração das Demonstrações Contábeis C7:

Fatos contábeis ocorridos em 19X2 na empresa Jocara S/A:

Fatos Contábeis – JOCARA S/A


Venda total dos estoques de 19X1. Os estoques foram vendidos por $ 670 à vista.
01
Considere o valor das vendas como líquidas na DRE.
02 Obteve despesas no período pagas, referente à publicidade no valor $ 100.
03 Houve novas aquisições de mercadorias (estoques) a prazo por $ 100.
Efetuou-se pagamento de 90% do saldo atual da conta Fornecedores (X1 + Fato
04
contábil 03).
05 Foi paga totalmente a dívida com os funcionários referente a X1 (vide balanço).
06 Pagamento dos Dividendos do ano 19X1 (vide balanço).
07 Constitui-se a Reserva Legal de 5% sobre o Lucro do Exercício – X2.
Foi resolvido que 45% do lucro do período seria provisionado na forma de
08
dividendos.

Observação: Considerar a depreciação de Veículos de 20% a.a.

Apresenta-se o Balanço Patrimonial da empresa Jocara S/A. Início das atividades em


01/01/X1.

Balanço Patrimonial
Ativo 19X1 19X2 Passivo 19X1 19X2
Circulante Circulante
Caixa 60 Fornecedores 150
Estoques 170 Salários a Pagar 30
Duplicatas a Receber 0 Dividendos a Pagar 10

230 190
Permanente Patrimônio Líquido

Imobilizado Capital Social 40


Veículos 100 Reserva Legal 10
(-) Depreciação Acumulada (20) Lucros ou (Prejs.) Acumulados 70

80 120
Total do Ativo 310 525 Total do Passivo 310 525

Fornecedores = Compras efetuadas a prazo

Salários a pagar = Funcionários

76
Demonstração do Resultado do Exercício (DRE) em 19X2

Jocara S/A

Vendas Líquidas ou Receitas Líquidas


(-) Custo da Mercadoria Vendida – CMV (01)
Lucro Bruto
(-) Despesas Operacionais:
Publicidade (02)
Depreciação de Veículos (vide observações)
Lucro Operacional
Lucro Líquido

Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido (DMPL) em 19X2


Jocara S/A

Lucros
Contas PL (*) Capital Social Reserva Legal (Prejuízos) Total do PL
Acumulados
Saldo de 19X1 (*) 40 10 70 120
Lucro Líquido de 19X2
Destinação do Lucro:
Reserva Legal- 5%
Dividendos Propostos
Saldo de 19X2 (**) 40 29 260 329

(*) Saldos oriundos do Balanço Patrimonial de 19X1 – Patrimônio Líquido;

(**) Saldos a serem transportados para o Balanço Patrimonial de 19X2 – Patrimônio Líquido.

77
Controle Individual

Fluxo de Caixa Modelo Simples/19X2

Jocara S/A

Itens Valores Valores


Saldo Anterior – Balanço Patrimonial de 19X1 60
Entradas (Recebimentos):

Vendas à vista (01)

Saídas (Pagamentos):

Publicidade (02)
Fornecedores (04)
Salário referente a X1 (05)
Dividendos (06)

Saldo Atual – transferir para o B/P de 19X2

B/P = Balanço Patrimonial

78
CONTROLE INDIVIDUAL– Empresa Jocara S/A

Estoques Duplicatas a Receber


Saldo de Balanço 170 Saldo de Balanço 0
Baixa pela venda do saldo
(170)
total de Estoques (01)
Aquisição a prazo (03) 100
Saldo Atual 100 Saldo Atual 0

Veículos Depreciação Acum.-Veículos


Saldo de Balanço 100 Saldo de Balanço (20)
Depreciação do Veículo (obs.) (20)
Saldo Atual 100 Saldo Atual (40)

Fornecedores Salários a Pagar

Saldo de Balanço 150 Saldo de Balanço 30


Aquisição a prazo (03) 100 Pagto. de Salários X1 (05) (30)
Sub Total 250
Pagamento de compras (04) (225)
Saldo Atual 25 Saldo Atual
0

Capital Social Reserva Legal


Saldo de Balanço 40 Saldo de Balanço 10
Destinação 5% do L.L.(07) 19
Saldo Atual 40 Saldo Atual 29

Dividendos a Pagar
Saldo de Balanço 10
Pagamento referente X1 (06) (10)
Provisão referente X2 (08) 171
Saldo Atual 171

79
22) Integração das Demonstrações Contábeis

Fatos contábeis ocorridos em 19X2 na empresa Dedé & Nadir S/A:

Fatos Contábeis – Dedé & Nadir S/A


01 Aporte de Capital (integralização) em dinheiro no valor de $ 130.
Venda de 20% dos estoques por $ 134, sendo $ 75 recebidos à vista e o
02
restante a prazo. Considere o valor das vendas como líquidas na DRE.
03 Obteve despesas no período pagas, referente à publicidade no valor $ 5.
Houve aquisição de Veículos por $ 50 à vista, adquirida no início do ano.
04
(Considerar a depreciação para este item)
Efetuou-se pagamento de 10% do saldo das compras efetuadas em X1 (vide
05
balanço).
06 Foi paga totalmente a dívida com os funcionários referente a X1.
07 Pagamento dos Dividendos do ano 19X1 (vide balanço).
08 Constitui-se a Reserva Legal de 5% sobre o Lucro do Exercício – X2.
Foi resolvido que 48,85% do lucro do período seria provisionado na forma de
09
dividendos.

Observação: Considerar a depreciação de Veículos de 20% a.a.

Apresenta-se o Balanço Patrimonial da empresa Dedé & Nadir S/A. Início das
atividades em 01/01/X1.

Balanço Patrimonial
Ativo 19X1 19X2 Passivo 19X1 19X2
Circulante Circulante
Caixa 60 Fornecedores 150
Estoques 170 Salários a Pagar 30
Duplicatas a Receber 0 Dividendos a Pagar 10

230 350 190 166,75


Permanente Patrimônio Líquido

Imobilizado Capital Social 40


Veículos 100 Reserva Legal 10
(-) Depreciação Acumulada (20) Lucros ou (Prejs.) Acumulados 70

80 100 120 283,25


Total do Ativo 310 450 Total do Passivo 310 450

Fornecedores = Compras efetuadas a prazo – Salários a pagar = Funcionários

Demonstração do Resultado do Exercício (DRE) em 19X2

Dedé & Nadir S/A

80
Vendas Líquidas ou Receitas Líquidas

(-) Despesas Operacionais:

65

Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido (DMPL) em 19X2

Dedé & Nadir S/A

Lucros
Contas PL Capital Social Reserva Legal (Prejuízos) Total do PL
Acumulados
Saldo 19X1 40 10 70 120
Aumento do Capital
Lucro Líquido de 19X2
Destinação do Lucro:
Reserva Legal
Dividendos Propostos
Saldo 19X2 283,25

81
Controle Individual

Fluxo de Caixa Modelo Simples/19X2 – Dedé & Nadir

Itens Valores Valores


Saldo Anterior (B/P de 19X1) 60
Entradas (Recebimentos):

Saídas (Pagamentos):

Saldo Atual – (B/P) 155

B/P = Balanço Patrimonial

82
CONTROLE INDIVIDUAL– Empresa Dedé & Nadir S/A

Estoques Duplicatas a Receber


Saldo de Balanço 170 Saldo de Balanço 0

Saldo Atual Saldo Atual

Veículos Depreciação Acum.-Veículos


Saldo de Balanço 100 Saldo de Balanço (20)

Saldo Atual Saldo Atual

LEGENDA:
VV = VEÍCULO VELHO;
VN = VEÍCULO NOVO

Fornecedores Salários a Pagar

Saldo de Balanço 150 Saldo de Balanço 30

Saldo Atual Saldo Atual

Capital Social Reserva Legal


Saldo de Balanço 40 Saldo de Balanço 10

Saldo Atual Saldo Atual

Dividendos a Pagar
Saldo de Balanço 10

Saldo Atual

83
DESAFIO
23) A Cia. Hernandez (www.hea.com.br) apresenta os seguintes fatos contábeis - A
empresa utiliza o Regime de Competência:

1. Venda total dos estoques de 31/12/X8 (este item é para dar baixa nos estoques e
reconhecer os custos);
2. A Receita Bruta das Vendas foi de $ 15.000, incidindo sobre estas os seguintes impostos:
ICMS no valor de $ 2.160 e IPI no valor de $ 3.000. Do total vendido (Receita Bruta) no
ano 50% foi recebido à vista;
3. Pagamento do saldo das Compras referente a 19X8 $ 3.000;
4. Despesas com vendas – geradas e pagas $ 1.200;
5. Despesas administrativas – geradas e pagas $ 350;
6. Considerar a depreciação de Veículos (administração) a base de 20% a.a;
7. A empresa comprou à vista no final do ano Prédios no valor de $ 1.950, e, também no final
do ano, aumentou o Capital em dinheiro no valor de $ 2.000;
8. Foram adquiridas novas Mercadorias (estoques) a prazo pelo valor de $ 1.000;
9. O imposto de renda à base de 15,00% (arredondar para mais) e 9,0% de Contribuição
Social (desprezar os centavos) são calculados sobre o LAIR.
10. Dividendos provisionados são de 15,26964% (desprezar os centavos) sobre o lucro líquido
do período;
11. Acréscimo de Reserva Legal: 5% sobre o Lucro Líquido do Exercício (desprezar
centavos);

Pede-se: Balanço Patrimonial, Demonstração do Resultado do Exercício, Demonstração das


Mutações do Patrimônio Líquido e o Fluxo de Caixa modelo Direto.

(*) Os Impostos Incidentes sobre vendas serão pagos no próximo exercício

O Imposto de Renda e a Contribuição Social foram gerados em X9, porém serão pagos em
X10; Impostos a Pagar, no Passivo Circulante representa – ICMS e IPI

84
BALANÇO PATRIMONIAL – CIA. HERNANDEZ

Em $
ATIVO X8 X9 PASSIVO X8 X9
Circulante Circulante
Caixa 1.000 Fornecedores 3.000
Duplicatas a Receber 0 Impostos a Pagar (IPI e 0
ICMS)
Estoques 3.000 Imposto de Renda 0
Dividendos 0
Contribuição Social 0
4.000 12.500 3.000 7.759

Permanente Patrimônio Líquido

Veículos 4.000 Capital Social 4.100


(-)Depreciação Acumul.- (800) Lucros/(Prejs Acumulados 94 2.815
Veículos
Prédios 0 Reserva Legal 06
3.200 4.350 4.200 9.091

Total do Ativo 7.200 16.850 Total do Passivo 7.200 16.850

85
Cia. Hernandez –Demonstração do Resultado do Exercício – Em $

Itens Valores Valores


Receita/Venda Operacional Bruta
(-) deduções:

(=) Receita Líquida


(-)
(=) Lucro Bruto 6.840
(-) Despesas Operacionais:

(=) Lucro Operacional 4.490


(=) _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ 4.490
(-)
(-)
(=) Lucro Líquido 3.412

Lair = Lucro antes do Imposto de Renda – C.S. – Contribuição Social.

Cia. Hernandez –Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido


– DMPL – Em $ Mil

Lucros
Contas PL Capital Social Reserva Legal (Prejuízos) Total do PL
Acumulados
Saldo 19X8 4.100 6 94 4.200
Aumento do Capital
Lucro Líquido 19X2
Destinação do Lucro:
Reserva Legal
Dividendos Propostos
Saldo 19X9 9.091

86
Controle Individual
Fluxo de Caixa Modelo Simples/19X9 – Empresa Hernandez

Itens Valores Valores


Saldo Anterior (B/P) 1.000

Entradas (Recebimentos):

Saídas (Pagamentos):

Saldo Atual – (B/P) 4.000

87
CONTROLE INDIVIDUAL– Empresa Cia. Hernandez
Duplicatas a Receber Estoques
Saldo de Balanço 0 Saldo de Balanço 3.000

Saldo Atual Saldo Atual

Veículos Depreciação Acum.-Veícs.


Saldo de Balanço 4.000 Saldo de Balanço (800)

Saldo Atual Saldo Atual

Prédios Fornecedores
Saldo de Balanço 0 Saldo de Balanço 3.000

Saldo Atual Saldo Atual

Impostos a Pagar – ICMS e IPI Imposto de Renda


Saldo de Balanço 0 Saldo de Balanço 0

Saldo Atual Saldo Atual

Contribuição Social Dividendos


Saldo de Balanço 0 Saldo de Balanço 0

Saldo Atual Saldo Atual

Capital Social Reserva Legal


Saldo de Balanço 4.100 Saldo de Balanço 6

Saldo Atual Saldo Atual

88
24) A seguir, apresentamos os dados da Cia Mega (empresa comercial) com o seguinte
Balanço Patrimonial em 31/12/X7.

ATIVO PASSIVO
X7 X6 X7 X6
Circulante Circulante
Caixa 200 - Fornecedores 100 -
Duplicatas a receber 300 - Impostos a recolher 1.000 -
Estoque 500 Outras dívidas 100 -
Total do Circulante 1.000 Total do circulante 1.200 -
-
Realizável a L P Exigível a LP
Títulos a receber 100 - Financiamentos 1.400 -
Permanente -
Investimentos 1.000 - Patrimônio Líquido
Imobilizado 500 - Capital 400 -
Diferido 500 Lucros Acumulados 100 -
Total do Permanente 2.000 Total do PL 500 -
Total 3.100 - Total 3.100 -

Pergunta-se:
a) Qual é o Capital Circulante da empresa?
b) A empresa conseguirá, sem problemas, pagar as suas dívidas?
c) Pressuponha que a empresa esteja atrasando um tipo de obrigação. Qual é?
d) A composição do endividamento (Capital de terceiros) é boa?
e) As aplicações no Permanente são sensatas?
f) Você compraria ação desta empresa? Por que? Admita que as ações sejam muito
baratas?
g) A proporção de Capital Próprio em relação ao Capital de terceiros é boa?
h) Qual seria sua atitude como administrador desta empresa?
i) O volume dos investimentos dos sócios é satisfatório?

25) Estruture o Balanço Patrimonial da Cia. Chapecó agrupando as contas:


Caixa 5.100 Duplicatas a receber(CP) 1.000
Capital 1.000 Diferido 700
Estoque 500 Empréstimos a pagar (CP) 600

89
Impostos a recolher 500 Imobilizado 5.000
Investimentos 600 Lucro acumulado 5.700
Bancos 400 Fornecedores 100
Financiamentos(LP) ) 5.000 Contas a pagar (CP) 400
- Observe o Balanço Patrimonial da Cia Chapecó, responda às seguintes
perguntas:
a) Qual a situação financeira da empresa?
b) Qual o CCL da empresa?
c) Qual é a composição do endividamento da empresa?
d) A empresa está muito endividada?
e) A empresa conseguirá pagar os seus compromissos de longo prazo?

26) O Sr. Cabral Teixeira, proprietário da Cia. Desânimo, após contratar um novo
contador, dá a seguinte ordem para seu mais recente funcionário:
“Como o Sr. Está observando, todos os nossos livros contábeis foram queimados no
incêndio ocorrido em nossa empresa. Portanto, Não Temos nenhum Balanço Patrimonial para
fornecer ao Banco Camaradinha S/A, que está disposto a nos conceder um empréstimo. Gostara

90
que, em caráter de emergência, o Sr. Montasse o Balanço Patrimonial, destacando os valores
Ativos, Passivos e Patrimônio Líquido. Passei a noite em claro para fazer um levantamento de
todos os nossos bens (inventário). As avaliações são a preço de custo, e eu as tenho na memória.”
Todos os nossos Direitos a Receber totalizam $ 25.960,00 e nossas Obrigações
Exigíveis atingem $ 19.980,60 (tudo isto guardo na memória). Não há necessidade de
destacar conta por conta dos direitos e obrigações: o gerente do banco quer apenas os
bens destacados. Aqui está a listagem; espero que, dentro de alguns minutos, o Sr.
Apresente-me o Balanço Patrimonial. Ah! Procure ser fiel às regras que caracterizam o
Ativo, o Passivo e o Patrimônio Líquido, pois o gerente do banco conhece contabilidade.”
A listagem é a seguinte:
1- Duas máquinas operatrizes em perfeito estado: $ 1.200,00
2- Uma máquina prensadeira totalmente destruída: $ 900,00 -
3- Um lote de estoque (matéria–prima) destruído pelo fogo: $ 2.300,00
4- Um lote de estoque não atingido pelo fogo: $ 700,00
5- A marca do nosso produto principal, segundo perito na área, vale mais de
$ 10.000,00. Para sermos conservadores, vamos avaliá-la em $ 5.000,00
6 - Nossa “boa imagem” no mercado, por bons serviços prestados; nossa clientela, que os
concorrentes gostariam de Ter; nosso crédito como uma empresa idônea; o local onde
está situada nossa empresa, facilitando nossos clientes do interior; esta “boa imagem e
reputação”, que os contadores chamam de “Fundo de Comércio” (Goodwill); por baixo, se
fôssemos vender hoje a nossa empresa, poderíamos pedir, sem medo, $ 20.000,00 -
7- Dez veículos são arrendados do Banco comercial, pelo sistema leasing. No contrato há
uma opção de compra, e nós valos adquiri-los, assim que vencer o contrato. O preço, hoje,
destes veículos, conforme contrato, é de $ 5.000,00
Total dos nossos Bens ..........................................................................................$ 35.100,00
Pede-se: montar o Balanço Patrimonial em 31/12/x2

27) Abaixo, temos os dados da Cia Amplitude referentes ao término do ano de 19x6.
Num primeiro plano apresentamos o Balanço Patrimônial e, em seguida, os dados de 19x7.
Com base nestas informações, pede-se:

1 – Completar o Balanço Patrimônial em 31-12-x7.


2 – Elaborar a Demonstração o Resultado do Exercício para o período de 19x7.
3 – Estruturar a Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido.
4 – Estruturar a Demonstração de Origens de Aplicações e Recursos.

91
ATIVO PASSIVO
31-12- 31-12-X7 31-12-X6 31-12-X7
X6
Circulante Circulante
Caixa 10.000 ----------- Fornecedores 5.000 ----------
Duplicatas a Pagar 15.000 -- Juros a Pagar ----0---- --
Estoques 30.000 ----------- Impostos a Pagar ----0---- ----------
Aplicações ----0---- -- Dividendos a Pagar ----0---- --
Financeira 55.000 ----------- Partic. Adminstr. a ----0---- ----------
Total do Circulante - pagar 5.000 --
----------- Total do Circulante ----------
Realizável a Longo 12.000 - Exigível a Longo Prazo ----0---- --
Prazo ----------- Financiamento a ----------
Emprést. a - pagar --
Coligadas 8.000 60.000 ----------
14.000 Patrimônio Líquido 4.000 -
Permanente ----0---- ----------- Capital 8.000
Investimento 22.000 - Reserva Legal ----0---- ----------
Imobilizado Reserva Estatutária 12.000 -
Diferido Reserva de 84.000
Total do Permanente ----------- Reavaliação
- Lucros Acumulados ----------
----------- Total do Patrimônio ----------
- Líquido ----------
----------- ----------
- ---------
----------- ----------
-

Operações em 19x7.
1. A empresa vendeu no período $ 100.000, sendo 80% foram recebidos. O saldo de
Duplicatas a Receber em 31-12-X6 foi totalmente recebido em 19x7.
2. A empresa pagou sua conta Fornecedores, porém comprou mais $ 40.000 de
Mercadorias para Estoque, sendo que $ 10.000 ainda não foram pagos a seus
Fornecedores.
3. Dos $ 70.000 de Mercadorias em Estoque (Estoque inicial + Compras) sobraram no
final do ano $ 25.000 (estoque final). Desta forma, o Custo da Mercadoria Vendida
foi de $ 45.000.
4. Dos Empréstimos a Coligadas no Realizável a Longo Prazo, a empresa recebeu $
7.000.
5. Em aplicações em Outras Empresas, no subgrupo Investimentos, houve um acréscimo
de $ 4.000 por novas aquisições a vista.
6. No item imobilizado, houve novas aquisições no valor de $ 10.000 no início do ano.
Esta aquisição é fruto de um financiamento com dois anos de carência sendo
considerados juros de 20% ao ano, ainda não pagos.
No final de 19x6, o item imobilizado depreciado a 10% ao ano, apresentava:
Imobilizado bruto...............................$ 20.000

92
(-) Depreciação.................................. ($6.000)..............14.000
7. A empresa teve um aumento de Capital em dinheiro no valor de $ 20....
8. A empresa costuma fazer Reserva Lega (5%) e Reserva Estatutária (10%). Ambas
sobre o Lucro Líquido.
9. Em termos de Apuração de Resultado constataram-se Despesas de Vendas $ 12.000
e Administrativas $ 8.000, ambas totalmente pagas.
10. O Imposto de Renda é 15% sobre o Lucro apurado na Demonstração do Resultado, já
que não houve nem um ajuste a fazer.
11. Neste período, foi decidido calcular 20% do Lucro após o Imposto de Renda como
Participação dos Administradores, que serão pagos em 19x8.
12. Sobre o Lucro Líquido do Exercício foram provisionados dividendos à base de 35%
que serão pagos no ano seguinte.
13. No final do ano, a empresa aplicou no mercado financeiro $ 53.000.
14. Após fazer a Depreciação no ano de 19x7, no último momento do ano a empresa fez
uma reavaliação do seu imobilizado, acrescentando mais $ 14.000 conforme laudo de
uma empresa de avaliação.

28) Passivo e o Patrimônio Líquido da Cia. Gestal apresentam as seguintes contas em


31/12/x7.

CONTAS $
Lucros Acumulados 630
Capital Social 1.500
Empréstimos Bancários (6 Meses) 90
Salários A Pagar 80
Fornecedores 100
Financiamentos (2 Anos) 300
Títulos A Pagar (1,5 Ano) 135
Impostos A Recolher 40
Reservas De Capital 120
Encargos A Recolher 25

93
Financiamentos (8 Meses) 190
Imposto De Renda A Pagar 30
Contas A Pagar 15
Férias A Pagar 45

Pede-se: Classificar as contas dentro de seus respectivos grupos de contas, sabendo-se


que o ciclo operacional é de 12 meses.

29) O Ativo da Cia Gestal apresenta as seguintes contas em 31/12/x8.


CONTAS $
Caixa 100
Estoque de Produtos Acabados 200
Duplicatas a Receber (10 meses) 1.000
Estoque de Matéria Prima 5.000
Estoque de Produtos em Andamento 40
Veículos 230
Contas a Receber (3 anos) 260
Ações (Serão vendidas em momento oportuno) 400
Imóveis (em uso) 1.500
Participações em Outras Cias. (coligadas) 900
Títulos a Receber (10 meses) 550
Aplicações Financeiras (2 meses) 600
Banco conta Movimento 250
Aplicações em Prazo Fixo (1,5 ano) 600
Móveis e Utensílios 200
Gastos Pré Operacionais 321
Imóveis Alugados para Terceiros 468

94
Terrenos 1.800
Instalações 200
Máquinas e Equipamentos 600
Marcas e Patentes 4.000
Títulos a Receber (2 anos) 228
Prédio em Construção (para sede da fábrica) 300
Obras-de-arte 1.000
Imóveis a Venda 1.000
Pede-se: Classificar as contas dentro de seus respectivos grupos de contas, sabendo-se
que o Ciclo Operacional é de nove meses.

30) A Cia A, empresa comercial, apresentava, em 31 de dezembro de 2002, a seguinte estrutura


patrimonial:
ATIVO PASSIVO
Circulante Circulante
Caixa 110.000 Fornecedores 144.000
Bancos C/Movimento 145.000 Empréstimos Bancários 100.000
Clientes 163.000 Salários a Pagar 20.000
Realizável a Longo Prazo Exigível a Longo Prazo
Valores a Receber 47.000 Empréstimos e Financiamentos. 30.000
Permanente Patrimônio Líquido
Imobilizado Capital Social 513.000
Veículos 82.000 Lucros Acumulados 150.000
Imóveis 431.000
Terrenos 61.000
Instalações 12.000
(-)Depreciação Acumulada (94.000)
Total 957.000 Total 957.000

Demonstração do Resultado do Exercício encerrado em 31.12.2002


Faturamento Bruto 6.457.000
(-) Custo das Mercadorias Vendidas (3.158.000)
(=) Resultado Bruto de Vendas 3.299.000

95
(-) Deduções da Receita Bruta (1.458.000)
(=) Resultado Líquido de Vendas 1.841.000
(-) Despesas Operacionais
Despesas Administrativas (547.000)
Despesas com Vendas (728.000)
Despesas com Pessoal(100 Refeições=10 funcs – Dispêndio: R$ 2000). (686.000)
Impostos e Taxas (Multas de Trânsito) (47.000)
Despesas Financeiras Líquidas (258.000)
(=) Resultado Operacional (425.000)
(-)Despesas não Operacionais (10.000)
(=) Resultado antes da CSLL (435.000)
(-) CSLL ________
(=) Resultado antes do IRPJ ________
(-) IRPJ ________
(=) Lucro Líquido do Exercício ________
Pede-se:
1) Apurar o Lucro Real
2) Calcular a CSLL e o IRPJ
3)Preencher o término da DRE
4) Informar o valor do Prejuízo Fiscal
5) Informar o valor da Base de Cálculo Negativa da CSLL
6) Em 2003, a empresa obteve um lucro líquido de R$ 200.000.
a) Calcular a CSLL e o IRPJ
b) Informar o saldo do Prejuízo Fiscal
a) Informar o valor da Base de Cálculo Negativa da CSLL

96
ANEXOS

RESOLUÇÃO CFC Nº 750/93

DE 29 DE DEZEMBRO DE 1993
DISPÕE SOBRE OS PRINCÍPIOS FUNDAMENTAIS DE
CONTABILIDADE (PFC)

O CONSELHO FEDERAL DE CONTABILIDADE, no exercício de suas


atribuições legais e regimentais,

CONSIDERANDO que a evolução da última década na área de


Ciência Contábil reclama a atualização substantiva e adjetiva dos
Princípios Fundamentais de Contabilidade a que se refere a
Resolução CFC 530/81,

RESOLVE:

CAPÍTULO I
DOS PRINCÍPIOS E DE SUA OBSERVÂNCIA

97
Art. 1º – Constituem Princípios Fundamentais de Contabilidade (PFC)
os enunciados por esta Resolução.

§ 1º – A observância dos Princípios Fudamentais de Contabilidade é


obrigatória no exercício da profissão e constitui condição de
legitimidade das Normas Brasileiras de Contabilidade (NBC).

§ 2º – Na aplicação dos Princípios Fundamentais de Contabilidade há


situações concretas, a essência das transações deve prevalecer
sobre seus aspectos formais.

CAPÍTULO II
DA CONCEITUAÇÃO, DA AMPLITUDE E DA ENUMERAÇÃO

Art. 2º – Os Princípios Fundamentais de Contabilidade representam


a essência das doutrinas e teorias relativas à Ciência de
Contabilidade, consoante o entendimento predominante nos
universos científico e profissional de nosso País. Concernem, pois, a
Contabilidade no seu sentido mais amplo de ciência social, cujo
objeto é o patrimônio das Entidades.

Art. 3º – São Princípios Fundamentais de Contabilidade:

I) o da ENTIDADE;
II) o da CONTINUIDADE;
III) o da OPORTUNIDADE;
IV) o do REGISTRO PELO VALOR ORIGINAL;
V) o da ATUALIZAÇÃO MONETÁRIA;
VI) o da COMPETÊNCIA e
VII) o da PRUDÊNCIA.

SEÇÃO I
O PRINCÍPIO DA ENTIDADE

Art. 4º – O Princípio da ENTIDADE, reconhece o Patrimônio como


objeto da Contabilidade e afirma a autonomia patrimonial,a
necessidade da diferenciação de um Patrimônio particular no
universo dos patrimônios existentes, independentemente de
pertencer a uma pessoa, um conjunto de pessoas, uma sociedade
ou instituição de qualquer natureza ou finalidade, com ou sem fins
lucrativos. Por conseqüência, nesta acepção, o patrimônio não se
confunde com aquele dos seus sócios ou proprietários, no caso de
sociedade ou instituição.

Parágrafo único – O PATRIMÔNIO pertence à ENTIDADE, mas a


98
recíproca não é verdadeira. A soma ou agregação contábil de
patrimônios autônomos não resulta em nova ENTIDADE, mas numa
unidade de natureza econômico-contábil.

SEÇÃO II
O PRINCÍPIO DA CONTINUIDADE

Art. 5º – A CONTINUIDADE ou não da ENTIDADE, bem como sua


vida definida ou provável, devem ser consideradas quando da
classificação e avaliação das mutações patrimoniais, quantitativas e
qualitativas.

§ 1º – A CONTINUIDADE influencia o valor econômico dos ativos e,


em muitos casos, o valor ou o vencimento dos passivos,
especialmente quando a extinção da ENTIDADE, tem prazo
determinado, previsto ou previsível.

§ 2º – A observância do Princípio da CONTINUIDADE é indispensável


à correta aplicação do Princípio da COMPETÊNCIA, por efeito de se
relacionar diretamente à quantificação dos componentes
patrimoniais e à formação do resultado, e de constituir dado
importante para aferir a capacidade futura de geração de resultado.

SEÇÃO III
O PRINCÍPIO DA OPORTUNIDADE

Art. 6º – O Princípio da OPORTUNIDADE refere-se,


simultaneamente, à tempestividade e à integridade do registro do
patrimônio e das suas mutações, determinando que este seja feito
de imediato e com a extensão correta, independentemente das
causas que as originaram.

Parágrafo único – Como resultado da observância do Princípio da


OPORTUNIDADE:
I – desde que tecnicamente estimável, o registro das variações
patrimoniais deve ser feito mesmo na hipótese de somente existir
razoável certeza de sua ocorrência.
II – o registro compreende os elementos quantitativos e
qualitativos, contemplando os aspectos físicos e monetários;
III – o registro deve ensejar o reconhecimento universal das
variações ocorridas no patrimônio da ENTIDADE, em um período de
tempo determinado, base necessária para gerar informações úteis
ao processo decisório da gestão.

99
SEÇÃO IV
O PRINCÍPIO DO REGISTRO PELO VALOR ORIGINAL

Art. 7º – Os componentes do patrimônio devem ser registrados


pelos valores originais das transações com o mundo
exterior,expressos a valor presente na moeda do País, que serão
mantidos na avaliação das variações patrimoniais posteriores,
inclusive quando configurarem agregações ou decomposições no
interior da ENTIDADE.

Parágrafo único – Do Princípio do REGISTRO PELO VALOR ORIGINAL


resulta:
I – a avaliação dos componentes patrimoniais deve ser feita com
base nos valores de entrada, considerando-se como tais os
resultantes do consenso com os agentes externos ou da imposição
destes;
II – uma vez integrados no patrimônio, o bem, direito ou obrigação
não poderão ter alterados seus valores intrínsecos, admitindo-se,
tão-somente, sua decomposição em elementos e/ou sua agregação,
parcial ou integral, a outros elementos patrimoniais;
III – o valor original será mantido enquanto o componente
permanecer como parte do patrimônio, inclusive quando da saída
deste;
IV – os Princípios da ATUALIZAÇÃO MONETÁRIA e do REGISTRO
PELO VALOR ORIGINAL são compatíveis entre si e complementares,
dado que o primeiro apenas atualiza e mantém atualizado o valor de
entrada;
V – o uso da moeda do País na tradução do valor dos componentes
patrimoniais constitui imperativo de homogeneização quantitativa
dos mesmos.

SEÇÃO V
O PRINCÍPIO DA ATUALIZAÇÃO MONETÁRIA(*)

Art. 8º – Os efeitos da alteração do poder aquisitivo da moeda


nacional devem ser reconhecidos nos registros contábeis através do
ajustamento da expressão formal dos valores dos componentes
patrimoniais.

Parágrafo único – São resultantes da adoção do Princípio da


ATUALIZAÇÃO MONETÁRIA:

I – a moeda, embora aceita universalmente como medida de valor,


não representa unidade constante em termos do poder aquisitivo;
100
II – para que a avaliação do patrimônio possa manter os valores das
transações originais (art. 7º),é necessário atualizar sua expressão
formal em moeda nacional, a fim de que permaneçam
substantivamente corretos os valores dos componentes patrimoniais
e, por conseqüência, o do Patrimônio Líquido;
III – a atualização monetária não representa nova avaliação, mas,
tão-somente, o ajustamento dos valores originais para determinada
data, mediante a aplicação de indexadores, ou outros elementos
aptos a traduzir a variação do poder aquisitivo da moeda nacional
em um dado período.
(*) Veja a Resolução CFC nº 900/01, de 22.03.2001.

SEÇÃO VI
O PRINCÍPIO DA COMPETÊNCIA

Art. 9º – As receitas e as despesas devem ser incluídas na apuração


do resultado do período em que ocorrerem, sempre
simultaneamente quando se correlacionarem, independentemente
de recebimento ou pagamento.

§ 1º – O Princípio da COMPETÊNCIA determina quando as alterações


no ativo ou no passivo resultam em aumento ou diminuição no
Patrimônio Líquido, estabelecendo diretrizes para classificação das
mutações patrimoniais, resultantes da observância do Princípio da
OPORTUNIDADE.

§ 2º – O reconhecimento simultâneo das receitas e despesas,


quando correlatas, é conseqüência natural do respeito ao período
em que ocorrer sua geração.

§ 3º – As receitas consideram-se realizadas:


I – nas transações com terceiros, quando estes efetuarem o
pagamento ou assumirem compromisso firme de efetivá-lo,quer pela
investidura na propriedade de bens anteriormente pertencentes à
ENTIDADE,quer pela fruição de serviços por esta prestados;
II – quando da extinção, parcial ou total, de um passivo, qualquer
que seja o motivo, sem o desaparecimento concomitante de um
ativo de valor igual ou maior;
III – pela geração natural de novos ativos independentemente de
intervenção de terceiros;
IV – no recebimento efetivo de doações e subvenções.
§ 4º – Consideram-se incorridas as despesas:
101
I – quando deixar de existir o correspondente valor ativo, por
transferência de sua propriedade para terceiro;
II – pela diminuição ou extinção do valor econômico de um ativo.
III – pelo surgimento de um passivo, sem o correspondente ativo.

SEÇÃO VII

O PRINCÍPIO DA PRUDÊNCIA

Art. 10 – O Princípio da PRUDÊNCIA determina a adoção do menor


valor para os componentes do ATIVO e do maior para os do
PASSIVO, sempre que se apresentem alternativas igualmente
válidas para a quantificação das mutações patrimoniais que alterem
o Patrimônio Líquido.

§ 1º – O Princípio da PRUDÊNCIA impõe a escolha da hipótese de


que resulte menor patrimônio líquido, quando se apresentarem
opções igualmente aceitáveis diante dos demais Princípios
Fundamentais de Contabilidade.

§ 2º – Observado o disposto no art. 7º, o Princípio da PRUDÊNCIA


somente se aplica às mutações posteriores, constituindo-se
ordenamento indispensável à correta aplicação do Princípio da
COMPETÊNCIA.

§ 3º – A aplicação do Princípio da PRUDÊNCIA ganha ênfase quando,


para definição dos valores relativos às variações patrimoniais,
devem ser feitas estimativas que envolvem incertezas de grau
variável.

Art. 11 – A inobservância dos Princípios Fundamentais de


Contabilidade constitui infração nas alíneas “c”, “d” e “e” do art. 27
do Decreto-lei nº 9.295, de 27 de maio de 1946 e, quando aplicável,
ao Código de Ética Profissional do Contabilista.

Art. 12 – Revogada a Resolução CFC nº 530/81, esta Resolução


entra em vigor a partir de 1º de janeiro de 1994.

Brasília, 29 de dezembro de 1993

Ivan Carlos Gatti

102
Presidente

Veja a Resolução CFC n° 774/94, que aprova o Apêndice à


Resolução sobre os Princípios Fundamentais de Contabilidade.

RESOLUÇÃO CFC Nº 900/01

DE 22 DE MARÇO DE 2001
DISPÕE SOBRE A APLICAÇÃO DO PRINCÍPIO DA ATUALIZAÇÃO
MONETÁRIA

O CONSELHO FEDERAL DE CONTABILIDADE, no exercício de suas


atribuições legais e regimentais;
CONSIDERANDO que o "Princípio da Atualização Monetária",
conforme o "caput" do art. 8º da Resolução CFC nº 750/83, obriga a
que "Os efeitos da alteração do poder aquisitivo da moeda nacional
devem ser reconhecidos nos registros contábeis através do
ajustamento da expressão formal dos valores dos componentes
patrimoniais";
CONSIDERANDO que a atualização objetiva que "... permaneçam
substantivamente corretos os valores dos componentes
patrimoniaise, por consequencia, o do patrimônio líquido", segundo
o inciso II do parágrafo único do art. 8º da dita Resolução;
CONSIDERANDO que a aplicação do Princípio, não está atrelada a
qualquer parâmetro em termos de nível inflacionário;
CONSIDERANDO que os padrões internacionais de Contabilidade
somente requerem a atualização monetária quando a taxa
acumulada de inflação no triênio se aproxima ou exceda a 100%;
CONSIDERANDO que a partir da implantação do Plano Real a
economia e a moeda brasileira vem apresentando estabilidade;

RESOLVE:

Art. 1º - A aplicação do "Princípio da Atualização Monetária é


compulsória quando a inflação acumulada no triênio for de 100% ou
mais;
Parágrafo Único - A inflação acumulada será calculada com base no
Índice Geral de Preços do Mercado (IGPM), apurado mensalmente
pela Fundação Getúlio Vargas, por sua aceitação geral e
reconhecimento por organismos nacionais e internacionais;

103
Art. 2º - A aplicação compulsória do "Princípio da Atualização
Monetária" deverá ser amplamente divulgada nas notas explicativas
às demonstrações contábeis;
Art. 3º - Quando a taxa inflacionária acumulada no triênio for
inferior a 100%, a aplicação do Princípio da Atualização Monetária
somente poderá ocorrer em demonstrações contábeis de natureza
complementar às demonstrações de natureza corrente, derivadas da
escrituração contábil regular;
Parágrafo 1º - No caso da existência das ditas demonstrações
complementares, a atualização deverá ser evidenciada nas
respectivas notas explicativas, incluindo a indicação da taxa
inflacionária empregada.
Parágrafo 2º - A Atualização Monetária, neste caso, não originará
nenhum registro contábil.

Art. 4º - Esta Resolução entra em vigor na data de sua publicação.

Brasília, 22 de março de 2001.

José Serafim Abrantes

Presidente

Publicada no DOU em 03.04.2001.

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