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DIREITO CIVIL IV – AULA 9

DA AQUISIÇÃO POR ACESSÃO

1) Conceito

- Segundo Carlos Roberto Gonçalves, “acessão é, pois, modo de aquisição da
propriedade, criado por lei, em virtude do qual tudo o que se incorpora a um bem fica
pertencendo ao seu proprietário.”

2) Requisitos:

a) A conjunção entre duas coisas, até então separadas;

b) O caráter acessório de uma dessas coisas, em confronto com a outra.

- Na acessão predomina o princípio segundo o qual a coisa acessória segue a
principal.

- A coisa acedida é a principal, a coisa acedente, a acessória.

4) Espécies

- Art. 1248, do CC.

3) Acessões físicas ou naturais

3.1) Acessão pela formação de ilhas

- Art. 1249, do CC.

- As ilhas formadas no curso dos rios navegáveis ou que banhem mais de um Estado
são públicas. Consideram-se navegáveis os rios e as lagoas em que a navegação seja
possível, por embarcações de qualquer espécie.

- Interessam, pois, para o direito civil somente as ilhas e ilhotas surgidas nos rios não
navegáveis, por pertencerem ao domínio particular.

- As ilhas que se formam no meio do rio distribuem-se na proporção das testadas dos
terrenos até a linha que dividir o álveo ou leito do rio em duas partes iguais; as que se
formam entre essa linha e uma das margens consideram-se acréscimos aos terrenos
ribeirinhos fronteiros desse mesmo lado.

3.2) Aluvião

- Aluvião é o aumento insensível que o rio anexa às terras, tão vagarosamente que
seria impossível, em dado momento, apreciar a quantidade acrescida.

do CC. . . . até a linha mediana daquele. . se não quiser devolver. entretanto. reclamada dentro de um ano.3) Avulsão . . .Na avulsão. do CC).Art.A avulsão dá-se não só pela força de corrente como ainda por qualquer força natural ou violenta. o acréscimo passa a pertencer ao dono da coisa principal. que devem ser devolvidas ao dono. do CC.Avulsão ocorre quando a força súbita da corrente arranca uma parte considerável de um prédio. in albis o aludido prazo.O Código de Águas define o álveo como “a superfície que as águas cobrem sem transbordar para o solo natural e ordinariamente enxuto (art.Cabe ao dono do prédio acrescido a opção: aquiescer a que se remova a partes acrescida.Art. ou indenizar o reclamante. pois aluvião é obra da natureza.Esses acréscimos pertencem aos donos dos terrenos marginais. arrojando-a sobre outro. uma vez que se está diante de um acontecimento natural.Decorrido. 1251. . aplica- se o disposto quanto às coisas perdidas (art. 1252. .Nenhum particular. perdendo o proprietário prejudicado não só o direito de reivindicar.Art. 1250.O favorecido não está obrigado a pagar indenização ao prejudicado. o dono do prédio acrescido. quando a avulsão é de coisa não suscetível de aderência natural.Se o proprietário do prédio desfalcado reclamar dentro do prazo decadencial de um ano.O álveo abandonado de rio público ou particular pertence aos proprietários ribeirinhos das duas margens. do CC. . como o de receber indenização.Os donos dos terrenos por onde as águas abrirem novo curso não têm o direito de exigir indenização. . todavia. pode realizar obra ou trabalho para determinar o aparecimento de terreno aluvial em seu benefício.4) Álveo abandonado . 1233. 9°). pagará indenização àquele.. . considera-se consumada a incorporação. 3.Entretanto. . conforme a regra de que o acessório segue o principal.É o leito do rio. . na proporção das testadas. . 3. .

Portanto. de boa-fé. visto que o acessório segue o principal. para se evitar o enriquecimento sem causa. . adquirirá a propriedade do solo. farão jus a indenização se o acontecimento decorrer de ato humano. planta ou edifica em terreno alheio perde. mas com sementes. ou deixar que permaneça. terceiro planta ou edifica com semente ou materiais alheios. o dono do solo edifica ou planta em terreno próprio. se procedeu de boa-fé.Se. 1255 do CC – “Se a construção ou plantação exceder consideravelmente o valor do terreno.Art.Todavia. planta ou edifica em seu próprio terreno. .Se o proprietário semeia. 1253. 1254 do CC) estabelece que terá de reembolsar o valor do que utilizar. . a seu benefício e sem indenização. plantas e materiais.As construções e plantações são chamadas de acessões industriais ou artificiais. se não houver acordo”.. porque derivam de um comportamento ativo do homem. 1255 do CC – “Aquele que semeia. se agiu de má-fé. aquele que. 4) Acessões industriais: construções e plantações .Parágrafo único. o proprietário terá a opção de obrigá-lo a repor as coisas no estado anterior.Se o rio retornar ao seu antigo leito. e a pagar os prejuízos. o dono das sementes ou matérias planta ou constrói em terreno alheio. b) Na segunda. a lei (art. . adquire a propriedade destes. beneficiado pela acessão. do CC: a) Na primeira. . no entanto. 1254 e seguintes. plantou ou edificou.” . . retirando a planta ou demolindo a edificação.Essa presunção pode ser ilidida quando o fato se enquadra nas hipóteses mencionadas no art. em terreno igualmente alheio. estiver de má-fé. com sementes ou materiais alheios. . plantas e construções. em proveito do proprietário. as sementes. c) Na última. ainda que de má-fé. . .A regra básica está consubstanciada na presunção de que toda construção o plantação existente em um terreno foi feita pelo proprietário e à sua custa. respondendo ainda por perdas e danos.Entretanto. do CC. o proprietário do solo adquire automaticamente a propriedade das sementes. O que adere ao solo a este se incorpora. o abandonado voltará aos seus antigos donos. terá direito a indenização. . do art. mediante pagamento da indenização fixada judicialmente.Art. plantas ou materiais alheios.

que não são coisas novas. 1259 do CC – “se o construtor estiver de boa-fé.” .” . . se de má-fé. 1256 do CC – Se “de ambas as partes houver má-fé”. diz que “presume-se má-fé no proprietário. 1255 em apreço somente se aplica às construções e plantações. emprega-os de boa-fé em solo alheio.Os requisitos para que ocorra a aquisição da propriedade do solo. . é obrigado a demolir o que nele construiu. 1257 e parágrafo único do CC). 1256. mas apenas a indenizar a área invadida.Art. e o dono das plantas ou dos materiais poderá cobrar a indenização do dono do solo quando não puder havê-la do plantador ou construtor (art. .Art. que são acessões industriais. e não às benfeitorias. pagando as perdas e danos apurados.. adquire a propriedade da parte do solo invadido. mas é obrigado a ressarcir o valor das acessões.O parágrafo único. quando o trabalho de construção. do art. mas apenas acréscimos ou melhoramentos em obras já feitas. o invasor não deve ser condenado a demoli-la. segundo seu justo valor. e) Que o construtor indenize o dono do terreno invadido. mas havendo invasão de solo alheio. caracterizando uma espécie de desapropriação no interesse privado. ou lavoura. e responde por perdas e danos que abranjam o valor que a invasão acrescer à construção. d) Que o valor da construção exceda o da parte invadida. Assim mesmo o proprietário os adquire. conforme dicção do art.O art. . . que serão devidos em dobro. e a invasão do solo alheio exceder a vigésima parte deste. são: a) Que a construção tenha sido feita parcialmente em solo próprio.Esta última regra constitui inovação introduzida pelo Código Civil de 2002. se fez em sua presença e sem impugnação sua. pagando-lhe o valor da área perdida e a desvalorização da área remanescente. o proprietário adquire as sementes. 1258 do CC – se a edificação invade o terreno em parte mínima e não lhe prejudica a utilização. mais o da área perdida e o da desvalorização da área remanescente. . b) Que a invasão do solo alheio não seja superior à vigésima parte deste. plantas e construções. que não é dono das sementes.O mesmo critério se aplica quando terceiro. plantas ou materiais. c) Que o construtor tenha agido de boa-fé.Art. 1258 do CC.