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PRESTAÇÃO DE SERVIÇO ATRAVÉS DE CESSÃO DE MÃO-DE-OBRA E

EMPREITADA - RETENÇÃO DE 11%

A empresa contratante de serviços prestados mediante cessão de mão-de-obra ou


empreitada, inclusive em regime de trabalho temporário, a partir da competência
fevereiro de 1999, deverá reter 11% do valor bruto da nota fiscal, da fatura ou do recibo
de prestação de serviços e recolher à Previdência Social a importância retida, em
documento de arrecadação identificado com a denominação social e o CNPJ da empresa
contratada.

COMPENSAÇÃO PELA EMPRESA CONTRATADA

O valor retido deve ser compensado pela empresa contratada com as contribuições
devidas à Previdência Social.

Na impossibilidade de haver compensação integral da retenção na própria competência,


o crédito em favor da empresa prestadora de serviços poderá ser compensado nas
competências subseqüentes, ou ser objeto de pedido de restituição.

DESTAQUE DA RETENÇÃO NO DOCUMENTO

Quando da emissão da nota fiscal, da fatura ou do recibo de prestação de serviços, a


contratada deverá destacar o valor da retenção com o título de "RETENÇÃO PARA A
PREVIDÊNCIA SOCIAL".

O destaque do valor retido deverá ser identificado logo após a descrição dos serviços
prestados, apenas para produzir efeito como parcela dedutível no ato da quitação da nota
fiscal, da fatura ou do recibo de prestação de serviços, sem alteração do valor bruto da
nota, fatura ou recibo de prestação de serviços.

SUBCONTRATAÇÃO

Havendo subcontratação poderão ser deduzidos do valor da retenção a ser efetuada pela
contratante os valores retidos da subcontratada e comprovadamente recolhidos pela
contratada, desde que todos os documentos envolvidos se refiram à mesma competência
e ao mesmo serviço.

RETENÇÃO POR ADIANTAMENTO

A nota fiscal, a fatura ou o recibo de prestação de serviços emitido a título de


adiantamento estará sujeito à retenção.

EMPRESA CONTRATADA - COMPENSAÇÃO CONSOLIDADA POR


ESTABELECIMENTO
A empresa contratada poderá consolidar, num único documento de arrecadação, por
competência e por estabelecimento, as contribuições incidentes sobre a remuneração de
todos os segurados envolvidos na prestação de serviços e dos segurados alocados no
setor administrativo, compensando os valores retidos com as contribuições devidas à
Previdência Social pelo estabelecimento.

PERCENTUAIS DE RETENÇÃO ADICIONAIS - ATIVIDADES ESPECIAIS

Quando a atividade exercida pelo segurado empregado na empresa contratante o


expuser a agentes nocivos, de forma a possibilitar a concessão de aposentadoria especial
após quinze, vinte ou vinte e cinco anos de trabalho em condições especiais que
prejudiquem a saúde ou a integridade física, o percentual da retenção aplicado sobre o
valor da nota fiscal, da fatura ou do recibo de prestação de serviços, emitida a partir 01
de abril de 2003, deve ser acrescido de quatro, três ou dois pontos percentuais,
respectivamente, perfazendo a alíquota total de quinze, quatorze ou treze pontos
percentuais, incidindo sobre o valor dos serviços prestados por esses segurados.

RETENÇÃO NA CONSTRUÇÃO CIVIL

Sujeita-se à retenção a prestação de serviços mediante empreitada parcial ou


subempreitada de obra de construção civil e de empreitada, total ou parcial, ou
subempreitada de serviços de construção civil, com ou sem fornecimento de material.
Da retenção de 11% do valor da nota
fiscal ou do faturamento dos
prestadores de serviços não
cessionários de mão-de-obra
Elaborado em 12.2002.

Gustavo Vettorato

advogado militante em Porto Alegre e Cuiabá, pós-graduando em Direito Tributário pelo


Instituto Brasileiro de Estudos Tributários (IBET) e em Economia Agroindustrial pela
Universidade Federal do Mato Grosso

I – Introdução

A Lei 9.711/1998 alterou profundamente as formas de recolhimento das contribuições


previdenciárias sob o controle do Instituto Nacional do Seguro Social. A presente análise
vem aventar questões sobre a retenção de 11% de contribuição previdenciária, nas
hipóteses de cessão de mão-de-obra, conforme o art. 31, da Lei 8.212/1991, com a
redação dada pela Lei 9.711/1998.

Não iremos abordar a constitucionalidade das mudanças, mas a inclusão, por veículos
normativos impróprios, de empresas prestadoras de serviços não identificadas com as
hipóteses do parág. 4º, do art. 31, da Lei 8.212/1991, no rol de empresas prestadora de
serviços por cessão de mão-de-obra. Essa incoerência está clara no art. 219, parág. 2º, do
Regulamento da Previdência Social (Dec. 3048/1999) e outros diplomas administrativos.

Para melhor abordagem ao objeto de análise, transcreve-se o artigo 31, da Lei no.
8.212/1991, sob a nova redação (grifos nossos):

Art. 31. A empresa contratante de serviços executados mediante cessão


de mão-de-obra, inclusive em regime de trabalho temporário, deverá
reter onze por cento do valor bruto da nota fiscal ou fatura de
prestação de serviços e recolher a importância retida até o dia dois
do mês subseqüente ao da emissão da respectiva nota fiscal ou fatura,
em nome da empresa cedente da mão-de-obra, observado o disposto no § 5o
do art. 33. (Redação dada pela Lei nº 9.711, de 20.11.1998)
§ 1º O valor retido de que trata o caput, que deverá ser destacado na
nota fiscal ou fatura de prestação de serviços, será compensado pelo
respectivo estabelecimento da empresa cedente da mão-de-obra, quando
do recolhimento das contribuições destinadas à Seguridade Social
devidas sobre a folha de pagamento dos segurados a seu serviço.
(Redação dada pela Lei nº 9.711, de 20.11.1998)

§ 2º Na impossibilidade de haver compensação integral na forma do


parágrafo anterior, o saldo remanescente será objeto de restituição.
(Redação dada pela Lei nº 9.711, de 20.11.1998)

§ 3º Para os fins desta Lei, entende-se como cessão de mão-de-obra a


colocação à disposição do contratante, em suas dependências ou nas de
terceiros, de segurados que realizem serviços contínuos, relacionados
ou não com a atividade-fim da empresa, quaisquer que sejam a natureza
e a forma de contratação. (Redação dada pela Lei nº 9.711, de
20.11.1998)

§ 4º Enquadram-se na situação prevista no parágrafo anterior, além de


outros estabelecidos em regulamento, os seguintes serviços: (Redação
dada pela Lei nº 9.711, de 20.11.1998)

I - limpeza, conservação e zeladoria; (Inciso incluído pela Lei nº


9.711, de 20.11.1998)

II - vigilância e segurança; (Inciso incluído pela Lei nº 9.711, de


20.11.1998)

III - empreitada de mão-de-obra; (Inciso incluído pela Lei nº 9.711,


de 20.11.1998)

IV - contratação de trabalho temporário na forma da Lei no 6.019, de 3


de janeiro de 1974. (Inciso incluído pela Lei nº 9.711, de 20.11.1998)

§ 5o O cedente da mão-de-obra deverá elaborar folhas de pagamento


distintas para cada contratante. (Parágrafo incluído pela Lei nº
9.711, de 20.11.1998)

Como se verifica, em seu atual texto, as pessoas jurídicas contratantes com empresas
prestadores de serviço por meio de cessão de mão-de-obra, nos casos elencados no par.
4º, do art. 31, da Lei no. 8.212/1991, devem reter, para depois recolher aos cofres públicos,
o equivalente a 11% do valor bruto expresso na nota fiscal, fatura ou recibo de prestação
de serviços. Ou seja, temos a criação de uma nova figura de responsabilidade tributária,
responsabilizando terceiros que, em primeira verificação, estariam ligados ao fato gerador
do tributo. Concorda-se com aqueles que colocam tal norma como a de natureza
instrumental (acessória), pois o cedente de mão-de-obra poderá compensar o valor retido
quando for efetuar o recolhimento das contribuições sociais (previdenciárias) incidentes
sobre os eventos tributários vinculados ao seu próprio negócio (art. 22, I e art. 31, par. 1º,
ambos da Lei 8.212/1991), mas esse mérito não será tratado.

II – Da inconstitucionalidade e ilegalidade da inclusão de algumas empresas do


gênero prestadoras de serviço no rol de prestadoras de serviço de cessão e mão-de-
obra.

Apesar de não discutirmos a constitucionalidade da retenção de 11% do valor bruto da


nota fiscal ou da fatura das empresas prestadoras de serviços mediante de cessão mão-
de-obra e seu recolhimento aos cofres do INSS, instituída pela Lei 9.711/1999, deve-se
alertar sobre a inconstitucionalidade da inclusão das empresas que não são cedentes de
mão-de-obra nesse o rol, como objetiva o art. 219, par. 2º, do Decreto 3.048/1999. (1)

Para sabermos quais empresas estariam incluídas na norma, é necessário termos clara a
definição jurídica de cessão de mão-de-obra. Para esse fim poder-se-á utilizar o texto do
art. 31, parág. 3º, da Lei 8.212/1991:

§ 3º Para os fins desta Lei, entende-se como cessão de mão-de-obra a colocação à


disposição do contratante, em suas dependências ou nas de terceiros, de segurados que
realizem serviços contínuos, relacionados ou não com a atividade-fim da empresa,
quaisquer que sejam a natureza e a forma de contratação. (Redação dada pela Lei nº
9.711, de 20.11.1998)

Verifica-se que as formas de cessão de mão-de-obra descritas pelo texto legal supra
citado são exatamente referentes às espécies elencadas pelo parág. 4º do mesmo artigo, e
definidas pela Lei no. 6.019/1974, com exceção da empreitada de mão-de-obra, devendo
essa ser melhor definida posteriormente. Todas as espécies não elencadas pela lei, mas
por regulamento, deverão conter todos os elementos enumerados no parág. 3º, do art. 31,
da Lei 8.212/1991, contendo exatamente os mesmos elementos.

Cabe ainda esclarecer dois termos do parág. 3º, do art. 31, da Lei 8.212/1991, de
colocação à disposição do contratante e realizem serviços contínuos. Quanto ao primeiro
termo, a colocação de um empregado ou segurado à disposição do contratante tomador,
significa que este definirá todas as condições de execução diretamente com os
empregados do cedente, e não com o próprio contratante cedente, com o qual somente
definirá questões genéricas; segundo, quanto à continuidade, os serviços prestados pela
cedente devem ser periódicos de forma intermitente e permanente, conforme esclarece o
art. 100, parág. 3o, da Instrução Normativa do INSS no. 71/2002, não bastando serem
prestados apenas algumas poucas vezes.

Para elucidar melhor esses termos, podemos colocar uma pequena análise sobre o caso
da empreitada de mão-de-obra, como já esclarecido por CLEUCIO SANTOS NUNES, em
que esse tipo de empreitada deve ser diferenciada da empreitada de obra, pois nesta não
há a subordinação dos empregados do empreiteiro às ordens do contratante, não havendo
o elemento disponibilidade. Logo, não é cabível, nos casos de empreitada de obra, a
retenção dos 11% sobre a fatura. (2)
O exemplo acima indicado, também, é aplicável a outros setores, onde a relação jurídica
contratual apenas envolve os contratantes, não havendo cessão de mão-de-obra, pois os
empregados do executor do serviço não ficam sob o mando do adquirente do serviço. Sob
essa lógica, podemos nos referir como inexistente, de forma genérica, a cessão de mão-
de-obra nos seguintes serviços: digitação e processamento de dados, cobranças,
transporte de cargas e passageiros, saúde, telefonia e telemarket, entre outros
dependendo do caso. Tais serviços, mesmo que sejam efetuados dentro dos
estabelecimentos dos adquirentes dos serviços, não são prestados mediante cessão de
mão-de-obra, porque a relação daqueles é somente com o empregador (empresa
fornecedora dos serviços). Por não se enquadrarem no conceito legal de empresa
prestadora de serviços mediante cessão de mão-de-obra, as empresas retro referidas não
podem ser atingidas pelo determinado pelo disposto no art. 31, da Lei 8.212/1991. Isso
somente aconteceria em caso de texto aprovado pelo Congresso Nacional que descreve-
se as suas atividades ou expressamente as incluí-se para sofrer a incidência daquela
norma. Contudo, contrariando esse entendimento, aqueles serviços vêm sofrendo
faticamente os efeitos da norma do art. 31, da Lei 8.212/1991, em decorrência do disposto
no art. 219, incisos V, VII, XLX, XXIV, XXV, do Decreto no. 3.048/1999.

O art. 31, parág. 4º, da Lei 8.212/1991, coloca que a sua enumeração de casos é sujeita à
inclusões por meio de regulamento, tais inclusões devem se encaixar perfeitamente às
características encontradas no texto da própria lei, sob pena de confrontar o princípio da
legalidade tributária (art. 150, I, da CF/1988 e art. 97 do Código Tributário Nacional) e da
separação das funções do Estado. Tal princípio determina que de ninguém será exigida
obrigação tributária sem que a mesma esteja determinada em lei aprovada pelo
Congresso Nacional, mais, devendo o contribuinte ou a atividade que o aponte estarem
também determinadas na lei. Portanto, não é cabível que veículos normativos infralegais
determinem os sujeitos passivos das obrigações tributárias, conforme determina o art. 99,
do CTN. Com enorme clareza BERNARDO RIBEIRO DE MORAES, tendo em mente o
principio da legalidade, expressa qual seria o conteúdo do Decreto Executivo de espécie
regulamentar:

O regulamento se distingue da lei tanto no seu aspecto formal como no


substancial. Formalmente, lei e regulamento divergem ao seu modo de
elaboração e à competência dos poderes que os editam (a lei é editada
pelo Poder Legislativo, o decreto, pelo Poder Executivo).
Substancialmente, porque a lei, dentro dos limites constitucionais,
pode escolher livremente a relação de fato que quer disciplinar,
fazendo-o como melhor se afigure ao legislador, ao passo que ao
regulamento não se permite excessos (não pode exceder e nem restringir
a matéria regulada em lei). Qualquer que seja o objeto do regulamento,
este tem apenas eficácia infra legem.

(...)

Esse poder regulamentar, a ser exercido pelo Poder Executivo, não é


absoluto. Sofre limites. O que caracteriza essencialmente, o
regulamento é a sua subordinação à lei (à Constituição, à lei
complementar, à lei ordinária, à lei delegada, ao decreto legislativo
e à Resolução). Sendo expedido no exercício de uma função
administrativa, o regulamento da execução está submetido a limites:

a) não cabe ao regulamento, por iniciativa própria e sem texto legal,


determinar normas que estejam na matéria reservada à lei. (...)

b) não cabe, ao regulamento, determinar normas que contrariem,


restrinjam, ampliem, ou modifiquem as disposições contidas na lei.
(...) O regulamento não pode criar ou ampliar obrigações tributárias.

c) não cabe, ao regulamento, determinar normas que interpretem a lei,


sendo esta duvidosa em seu texto. Tal tarefa é do Poder Judiciário,
diante de julgamento dos casos concretos que lhe são submetidos. (...)
(3)

No mesmo sentido e de forma concisa expõe HUGO DE BRITO MACHADO:

A disposição do art. 99. Do CTN é meramente explicitante. Ainda que


não estivesse escrita não seria diferente. É assente em nosso sistema
jurídico a posição inferior dos decretos relativamente às leis. Isto é
decorrência inevitável da divisão de atribuições entre o Executivo e o
Legislativo. Os regulamentos são editados pelo Chefe do Poder
Executivo mediante decreto, com fim de explicar o modo e a forma de
execução da lei, ou para regular situações não disciplinadas em lei,
nem reservadas a esta. O primeiro caso diz-se que há regulamento de
execução, e no segundo caso há regulamento autônomo.

Como em matéria tributária não existe espaço para o regulamento


autônomo, qualquer regra decreto, ou de regulamento, que não seja mera
explicitação do que determina a lei, nem se limite a fixar os meios e
formas de execução desta, é inválida.

A regra de decreto, ou de regulamento, em matéria tributária só tem


utilidade para a explicitação de textos legais, ou para o
estabelecimento dos meios e formas de cumprimento das disposições de
leis. (4)

Somando tais considerações está clara a impossibilidade dos prestadores de serviços,


principalmente, de digitação e processamento de dados, cobranças, transporte de
cargas e passageiros, saúde, telefonia e telemarket, estarem validamente elencados de
forma genérica por decreto, ou ordens administrativas, entre os sujeitos passivos
determinados no disposto no caput, do art. 31, da Lei 8.212/1991. Isso porque esses
serviços não são prestados por meio de cessão de mão-de-obra, conforme exige o próprio
texto legal. São plenamente inconstitucionais e ilegais as determinações referentes ao art.
219, incisos V, VII, XLX, XXIV, XXV, do Decreto 3.048/1999, e qualquer outro veículo
introdutor de normas secundárias (infralegais) que assim disponha.

Esse posicionamento não foi, ainda, totalmente explorado pelo Poder Judiciário brasileiro,
mas, pelos mesmos motivos aos elencados acima, tem recebido apoios da jurisprudência,
inclusive dos Tribunais Regionais Federais da 1a e 4º Regiões, como se expõe as ementas
dos seguintes acórdãos (sublinhados nossos):

TRIBUTÁRIO. CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA. EMPRESAS PRESTADORAS DE


SERVIÇO. VALOR BRUTO DA FATURA. RETENÇÃO DE PARCELA.

1. Não é ilegal a retenção de 11% (onze por cento) sobre os valores


brutos das faturas dos contratos de prestação de serviço, pelas
empresas contratantes (tomadoras dos serviços), nos termos do art. 31
da Lei n. 8.212/91 (com a redação da Lei n. 9.711/98), pois se trata
apenas de uma forma operacional de recolhimento da contribuição social
sobre a folha de salários.

2. Não se justifica, todavia, a inclusão dos serviços de


"telemarketing" na referida previsão, pela Ordem de Serviço n. 203/99,
visto como, não envolvem cessão de mão-de-obra: colocação à disposição
do contratante, em suas dependências ou de terceiros, de segurados que
realizem serviços contínuos, relacionados com a atividade-fim da
empresa.

(5)
3. Provimento do agravo de instrumento.

CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA – ART. 31, DA LEI Nº 8.212/91 COM A


REDAÇÃO DA LEI Nº 9.711/98 – CONSTITUCIONALIDADE – EMPRESAS
TRANSPORTADORAS – INCIDÊNCIA – RESTITUIÇÃO – VIA IMPRÓPRIA.

Não é inconstitucional o art. 31 da Lei 8.212/91, com a redação


alterada pela Lei nº 9.711/98, na parte em que reservou ao regulamento
a tarefa de eleger "outros estabelecimentos", além daqueles
expressamente apontados no texto legal, como substitutos tributários
das empresas cedentes de mão-de-obra para o recolhimento da
contribuição previdenciária incidente sobre a fatura de prestação de
serviços.

As empresas transportadoras, todavia, não devem sofrer a incidência da


contribuição questionada, pelo fato de que, como regra geral, não se
dedicam à cessão de mão de obra "à disposição" do tomador do serviço,
nem prestam "serviços contínuos", nos moldes previstos no art. 31, §
3º, da Lei nº 8.212/91.

O mandado de segurança não se presta para a restituição de pagamentos


indevidos. (6)

Os arestos supra digitados dão extrema ênfase à necessidade de colocação dos


empregados do prestador de serviço à disposição do tomador, porque inexistente tal
disposição, também será inexistente a cessão de mão-de-obra, não podendo haver
incidência da norma objeto da presente resenha.

III – Dos Apontamentos Finais

Está nítida a invalidade da configuração genérica dos prestadores de serviços como


substituídos tributários e passíveis de terem retido 11% do valor bruto de suas notas
fiscais de fatura (em especial, os serviços dispostos no art. 219, incisos V, VII, XLX, XXIV,
XXV, do Decreto no. 3.048/1999), por meio de veículos normativos infralegais, pois não
são plenamente identificáveis com o descrito no parág. 3º, do art. 31, da Lei 8.212/1991
(com a redação dada pela Lei 9.711/1998). Tal inclusão desrespeita, cabalmente, os
princípios da separação das funções do Estado e da legalidade tributária.

Notas

01. Texto parcial do art. 219, do Decreto no. 3.048/1999:

Art. 219. A empresa contratante de serviços executados mediante cessão ou empreitada


de mão-de-obra deverá reter onze por cento do valor bruto da nota fiscal, fatura ou recibo
de prestação de serviços e recolher a importância retida em nome da empresa contratada,
observado o disposto no § 5º do art. 216.

§ 1º Exclusivamente para os fins deste Regulamento, entende-se como cessão de mão-


de-obra a colocação à disposição do contratante, em suas dependências ou nas de
terceiros, de segurados que realizem serviços contínuos, relacionados ou não com a
atividade fim da empresa, independentemente da natureza e da forma de contratação,
inclusive por meio de trabalho temporário na forma da Lei nº 6.019, de 3 de janeiro de
1974, entre outros.

§ 2º Enquadram-se na situação prevista no caput os seguintes serviços realizados


mediante cessão de mão-de-obra:

I - limpeza, conservação e zeladoria;

II - vigilância e segurança;

III - construção civil;

IV - serviços rurais;

V - digitação e preparação de dados para processamento;

VI - acabamento, embalagem e acondicionamento de produtos;

VII - cobrança;
VIII - coleta e reciclagem de lixo e resíduos;

IX - copa e hotelaria;

X - corte e ligação de serviços públicos;

XI - distribuição;

XII - treinamento e ensino;

XIII - entrega de contas e documentos;

XIV - ligação e leitura de medidores;

XV - manutenção de instalações, de máquinas e de equipamentos;

XVI - montagem;

XVII - operação de máquinas, equipamentos e veículos;

XVIII - operação de pedágio e de terminais de transporte;

XIX - operação de transporte de cargas e passageiros;

XX - portaria, recepção e ascensorista;

XXI - recepção, triagem e movimentação de materiais;

XXII - promoção de vendas e eventos;

XXIII - secretaria e expediente;

XXIV - saúde; e

XXV - telefonia, inclusive telemarketing.

02. NUNES, Cleucio Santos. Contribuição Previdenciária – Retenção de 115 e a Invalidade


da Lei 9.711/98 perante a Lei Complementar 95/98 e outros Vícios. In: Revista Dialética de
Direito Tributário, São Paulo : Dialética, no. 55, p. 36-37.

03. MORAES, Bernardo Ribeiro de. Compêndio de Direito Tributário. 3ª ed., Rio de Janeiro
: Forense, v.2, 1994, p.45-48.

04. MACHADO, Hugo de Brito. Curso de Direito Tributário. 18ª ed., São Paulo : Malheiros,
2000, p. 72-73.

05. Agravo de Instrumento no. 1999.010.00.24345-7, Terceira Turma do TRF da 1ª Região,


Rel. Juiz Federal Olindo Menezes, DJU 12.04.2000.
06. Apelação em Mandado de Segurança no. 2000.04.01.039548-9/SC, 1ª Turma do TRF
4ª Região, Rel. Juiz Amir José Finocchiaro Sarti, DJU 09/08/2000. Em análise semelhante
a AMS no. 1999.04.01.102908/SC, DJU 13.06.2000.

Referências Bibliográficas

ALVARENGA, Ricardo. Considerações sobre a retenção de 11% de contribuição


previdenciária, nas hipóteses de cessão de mão-de-obra (Lei 8.212/91, art. 31), no âmbito
do direito aeronáutico. In: Repertório IOB de Jurisprudência, n.5, caderno 1, 1ª quinzena de
março de 2001, p. 136-134.

CARVALHO, Paulo de Barros. Curso de Direito Tributário. 13a. ed., São Paulo : Saraiva,
2000.

MACHADO, Hugo de Brito. Curso de Direito Tributário. 18ª ed., São Paulo : Malheiros,
2000.

MORAES, Bernardo Ribeiro de. Compêndio de Direito Tributário. 3ª ed., Rio de Janeiro :
Forense, v.2, 1994.

NUNES, Cleucio Santos. Contribuição Previdenciária – Retenção de 115 e a Invalidade da


Lei 9.711/98 perante a Lei Complementar 95/98 e outros Vícios. In: Revista Dialética de
Direito Tributário, São Paulo : Dialética, no. 55, p. 31-39.

XAVIER, Alberto. Os princípios da legalidade e da tipicidade da tributação. São Paulo :


Revista dos Tribunais, 1998.
Informações para os Usuários Faurgs

Oficio Circular 001/2006 Ref. AQUISIÇÃO DE BENS PERMANENTES.

PORTARIA NORMATIVA Nº 01/SUPAD, de 02/12/98.

Alteração na Retenção na Fonte de Pessoa Jurídica - Lei Nro 10.925 de 23/07/2004

Nova Retenção na Fonte - Pessoa Jurídica - Lei Nro 10.833 de 29/12/2003

Pessoa Jurídica Retenção do INSS sobre Nota Fiscal de Serviço

Alterações na Retenção do INSS - Portaria MPS Nº 12 de 06/01/2004


Alterações
Alterações na Contribuição ao INSS - Portaria MPS Nº 727 de 30/05/2003
no
Pessoa Física
INSS: Alterações na Contribuição ao INSS - Instrução Normativa INSS/DC Nº 87

Disposições do INSS - Diário Oficial da União de 21/12/1998

Migração do prefixo da AGÊNCIA do BANCO DO BRASIL conta nº 300000-1

Pagamento de Bolsas - Ofício Circular Nº 010/2002

Pessoa Jurídica - Alteração na Retenção - Lei Nro 10.925 de 23/07/2004

DOU de 26.7.2004

Reduz as alíquotas do PIS/PASEP e da COFINS incidentes na importação e na


comercialização do mercado interno de fertilizantes e defensivos agropecuários e dá outras
providências.

"Art. 31. ...................................................................................


§ 3º É dispensada a retenção para pagamentos de valor igual ou inferior a R$ 5.000,00 (cinco
mil reais).
§4º Ocorrendo mais de um pagamento no mesmo mês à mesma pessoa jurídica, deverá ser
efetuada a soma de todos os valores pagos no mês para efeito de cálculo do limite de retenção
previsto no § 3o deste artigo, compensando-se o valor retido anteriormente." (NR)

"Art. 35. Os valores retidos na quinzena, na forma dos arts. 30, 33 e 34 desta Lei, deverão ser
recolhidos ao Tesouro Nacional pelo órgão público que efetuar a retenção ou, de forma
centralizada, pelo estabelecimento matriz da pessoa jurídica, até o último dia útil da semana
subseqüente àquela quinzena em que tiver ocorrido o pagamento à pessoa jurídica
fornecedora dos bens ou prestadora do serviço." (NR)

Pessoa Jurídica - Nova Retenção - Lei Nro 10.833 de 29/12/2003


NOVA RETENÇÃO NA FONTE DE 4,65% SOBRE SERVIÇOS PROFISSIONAIS

LEI Nº 10.833, DE 29 DE DEZEMBRO DE 2003

Tomadoras de serviço devem reter CSL, COFINS e PIS-PASEP a partir de 01/02/2004.

1 - FATO GERADOR

Os pagamentos efetuados por pessoas jurídicas a outras pessoas jurídicas de direito privado.
Tipos de serviços sujeitos à retenção das contribuições para o PIS-PASEP, COFINS e CSL a
partir de 01/02/2004:

a) LIMPEZA, CONSERVAÇÃO, MANUTENÇÃO, SEGURANÇA, VIGILÂNCIA, TRANSPORTE DE


VALORES E LOCAÇÃO DE MÃO-DE-OBRA;
b) ASSESSORIA CREDITÍCIA, MERCADOLÓGICA, GESTÃO DE CRÉDITO, SELEÇÃO DE RISCO,
ADMINISTRAÇÃO DE CONTAS A PAGAR E A RECEBER;
c) SERVIÇOS PROFISSIONAIS de que trata o ARTIGO 647 do RIR/99.(ANEXO)

2 - SUJEITO PASSIVO

Contribuinte: PRESTADOR DE SERVIÇOS;


Responsável Tributário: TOMADOR DOS SERVIÇOS.

3 - CONTRIBUINTES DISPENSADOS DESSA RETENÇÃO

Não estão sujeitos à retenção das contribuições citadas os serviços prestados pelas seguintes
empresas:

a) Itaipu Binacional;
b) Empresas estrangeiras de transporte de cargas ou passageiro;
c) Pessoas jurídicas optantes pelo Simples Federal.

OBSERVAÇÃO: As empresas optantes pelo Simples Federal deverão apresentar a cada


pagamento, à pessoa jurídica fonte pagadora, declaração para fins de não incidência na fonte
das contribuições para o Pis-PASEP, COFINS e CSL, na forma do Anexo I da IN SRF nº
381/2003, em duas vias, assinadas pelo seu representante legal.
A fonte pagadora arquivará a 1ª via da declaração, que ficará à disposição da Secretaria da
Receita Federal (SRF), e devolverá a 2ª via ao interessado, como recibo.

4 - CONTRIBUINTES OBRIGADOS À RETENÇÃO APENAS DA CSL

As seguintes atividades estão sujeitas à retenção apenas da CSL:

a) Transporte internacional de cargas ou de passageiros efetuado por empresas nacionais;


b) Estaleiros navais brasileiros, nas atividades de conservação, modernização, conversão e
reparo de embarcações pré-registradas ou registradas no Registro Especial Brasileiro - RE.

5 - RESPONSÁVEIS TRIBUTÁRIOS PELA RETENÇÃO

Pessoas jurídicas de direito privado que pagarem por serviços relacionados no item 1.

Também se aplica aos pagamentos efetuados por:

1 - Associações, inclusive entidades sindicais, federações, confederações, centrais sindicais e


serviços sociais autônomos;
2 - Sociedades Simples, inclusive sociedades Cooperativas;
3 - Fundações de direito privado;
4 - Condomínios Edifícios (Apartamentos).

6 - DESOBRIGADOS DE RETER DE TERCEIROS

Estão desobrigados de efetuar a retenção pelos pagamentos que fizerem aos prestadores dos
serviços já mencionados, as pessoas jurídicas optantes pelo Simples Federal.

7 - IMPOSTO DE RENDA NA FONTE

A retenção das contribuições para o PIS-PASEP, COFINS e CSL, não dispensa a retenção do IR
na Fonte previsto nos arts. 647, 649 e 651 do RIR/99.

8 - CONTRIBUINTES COM ISENÇÃO PARCIAL

Quando o contribuinte for isento de uma das contribuições, a retenção será efetuada com
aplicação da alíquota especifica correspondente a contribuição que não seja isenta.
O tomador do serviço deverá calcular em separado a contribuição que o prestador dos serviços
estiver sujeito, com aplicação do código especifico de cada tributo no DARF, a saber:

a) 5987 - CSLL (Alíquota de 1%);


b) 5960 - COFINS (Alíquota de 3%);
c) 5979 - PIS-PASEP (Alíquota de 0,65%).

9 - CONTRIBUINTES AMPARADOS POR MEDIDA JUDICIAL

Se o contribuinte tiver sentença judicial transitada em julgado ou estiver amparado por medida
judicial, a retenção será efetuada somente sobre as contribuições não abrangidas por esta
decisão judicial.
O tomador dos serviços deverá exigir a comprovação da medida judicial que dispensa a
obrigação da contribuição.

10 - ATIVIDADES NÃO INCLUÍDAS

Em princípio, as seguintes atividades não estão sujeitas à retenção, tendo em vista o disposto
na IN SRF nº 381/2003 (art. 1º, § 4º):

a) Comissões a qualquer título, inclusive por representação comercial;


b) Serviços de Propaganda e Publicidade.

OBSERVAÇÃO: É recomendável que as empresas prestadoras e as tomadoras dos serviços


descritos fiquem atentas para a expedição de qualquer ato normativo de parte da Receita
Federal, relativo ao enquadramento dessas atividades nas retenções das contribuições.

11 - REMESSAS PARA O EXTERIOR EM PAGAMENTO DE BENS E SERVIÇOS

Por falta de dispositivo legal, os serviços prestados por qualquer pessoa residente ou
domiciliada no exterior não estão sujeitos às retenções citadas.

12 - PRAZO DE RECOLHIMENTO

Terceiro dia útil da semana subseqüente ao da ocorrência do fato gerador.

13 - TRATAMENTO DAS RETENÇÕES NA FONTE


As contribuições retidas serão consideradas como antecipação do devido.
A compensação poderá ser efetuada relativamente a fatos geradores ocorridos a partir do mês
da retenção.

14 - DOCUMENTO DE COBRANÇA

Os documentos de cobrança - faturas, boletos bancários, etc. - da prestadora de serviço, que


contenham códigos de barra, deverão destacar em campo próprio os valores sujeitos à
retenção das contribuições.

16 - DIRF/COMPROVANTE DE RENDIMENTOS

As retenções efetuadas serão informadas na DIRF anual até o dia 28 de fevereiro do ano
subseqüente ao da retenção.

Deverá também haver o fornecimento de comprovante anual de retenção, conforme modelo


previsto no Anexo II da IN SRF nº 381/2003, o qual poderá ser disponibilizado por meio
eletrônico.

ANEXOS

LEI Nº 10.833, DE 29 DE DEZEMBRO DE 2003 - Art. 30. Os pagamentos efetuados pelas


pessoas jurídicas a outras pessoas jurídicas de direito privado, pela prestação de serviços de
limpeza, conservação, manutenção, segurança, vigilância, transporte de valores e locação de
mão-de-obra, pela prestação de serviços de assessoria creditícia, mercadológica, gestão de
crédito, seleção e riscos, administração de contas a pagar e a receber, bem como pela
remuneração de serviços profissionais, estão sujeitos a retenção na fonte da Contribuição Social
sobre o Lucro Líquido - CSLL, da COFINS e da contribuição para o PIS/PASEP.

§ 1o O disposto neste artigo aplica-se inclusive aos pagamentos efetuados por:

I - associações, inclusive entidades sindicais, federações, confederações, centrais sindicais e


serviços sociais autônomos;

II - sociedades simples, inclusive sociedades cooperativas;

III - fundações de direito privado; ou

IV - condomínios edilícios.

§ 2o Não estão obrigadas a efetuar a retenção a que se refere o caput as pessoas jurídicas
optantes pelo SIMPLES.

§ 3o As retenções de que trata o caput serão efetuadas sem prejuízo da retenção do imposto
de renda na fonte das pessoas jurídicas sujeitas a alíquotas específicas previstas na legislação
do imposto de renda.

Art. 31. O valor da CSLL, da COFINS e da contribuição para o PIS/PASEP, de que trata o art.
30, será determinado mediante a aplicação, sobre o montante a ser pago, do percentual de
4,65% (quatro inteiros e sessenta e cinco centésimos por cento), correspondente à soma das
alíquotas de 1% (um por cento), 3% (três por cento) e 0,65% (sessenta e cinco centésimos por
cento), respectivamente.
§ 1o As alíquotas de 0,65% (sessenta e cinco centésimos por cento) e 3% (três por cento)
aplicam-se inclusive na hipótese de a prestadora do serviço enquadrar-se no regime de não-
cumulatividade na cobrança da contribuição para o PIS/PASEP e da COFINS.

§ 2o No caso de pessoa jurídica beneficiária de isenção, na forma da legislação específica, de


uma ou mais das contribuições de que trata este artigo, a retenção dar-se-á mediante a
aplicação da alíquota específica correspondente às contribuições não alcançadas pela isenção.

Decreto 3000 de 26 de março de 1999 - Regulamento do Imposto de Renda em Artigos

Seção I

Rendimentos de Serviços Profissionais Prestados por Pessoas Jurídicas

Pessoas Jurídicas não Ligadas

Art. 647. Estão sujeitas à incidência do imposto na fonte, à alíquota de um e meio por cento, as
importâncias pagas ou creditadas por pessoas jurídicas a outras pessoas jurídicas, civis ou
mercantis, pela prestação de serviços caracterizadamente de natureza profissional (Decreto-Lei
nº 2.030, de 9 de junho de 1983, art. 2º, Decreto-Lei nº 2.065, de 1983, art. 1º, inciso III, Lei
nº 7.450, de 1985, art. 52, e Lei nº 9.064, de 1995, art. 6º).

§ 1º Compreendem-se nas disposições deste artigo os serviços a seguir indicados:

1. administração de bens ou negócios em geral (exceto consórcios ou fundos mútuos para


aquisição de bens);
2. advocacia;
3. análise clínica laboratorial;
4. análises técnicas;
5. arquitetura;
6. assessoria e consultoria técnica (exceto o serviço de assistência técnica prestado a terceiros
e concernente a ramo de indústria ou comércio explorado pelo prestador do serviço);
7. assistência social;
8. auditoria;
9. avaliação e perícia;
10. biologia e biomedicina;
11. cálculo em geral;
12. consultoria;
13. contabilidade;
14. desenho técnico;
15. economia;
16. elaboração de projetos;
17. engenharia (exceto construção de estradas, pontes, prédios e obras assemelhadas);
18. ensino e treinamento;
19. estatística;
20. fisioterapia;
21. fonoaudiologia;
22. geologia;
23. leilão;
24. medicina (exceto a prestada por ambulatório, banco de sangue, casa de saúde, casa de
recuperação ou repouso sob orientação médica, hospital e pronto-socorro);
25. nutricionismo e dietética;
26. odontologia;
27. organização de feiras de amostras, congressos, seminários, simpósios e congêneres;
28.pesquisa em geral;
29. planejamento;
30. programação;
31. prótese;
32. psicologia e psicanálise;
33. química;
34. radiologia e radioterapia;
35. relações públicas;
36. serviço de despachante;
37. terapêutica ocupacional;
38. tradução ou interpretação comercial;
39. urbanismo;
40. veterinária.

§ 2º O imposto incide independentemente da qualificação profissional dos sócios da beneficiária


e do fato desta auferir receitas de quaisquer outras atividades, seja qual for o valor dos serviços
em relação à receita bruta.

ANEXO I

DECLARAÇÃO

Ilmo. Sr. (pessoa jurídica pagadora)

(Nome da empresa), com sede (endereço completo), inscrita no CNPJ sob o nº..... DECLARA à
(nome da pessoa jurídica pagadora), para fins de não incidência na fonte do da CSLL, da
Cofins, e da contribuição para o PIS/Pasep, a que se refere o art. 30 da Lei nº 10.833, de 29 de
dezembro de 2003, que é regularmente inscrita no Sistema Integrado de Pagamento de
Impostos e Contribuições das Microempresas e das Empresas de Pequeno Porte (Simples), nos
termos da Lei nº 9.317, de 05 de dezembro de 1996.

Para esse efeito, a declarante informa que:

I - preenche os seguintes requisitos:

a)conserva em boa ordem, pelo prazo de cinco anos, contado da data da emissão, os
documentos que comprovam a origem de suas receitas e a efetivação de suas despesas, bem
assim a realização de quaisquer outros atos ou operações que venham a modificar sua situação
patrimonial;

b) apresenta anualmente Declaração de Informações Econômico-Fiscais da Pessoa Jurídica


(DIPJ), em conformidade com o disposto em ato da Secretaria da Receita Federal;

II - o signatário é representante legal desta empresa, assumindo o compromisso de informar à


Secretaria da Receita Federal e à pessoa jurídica pagadora, imediatamente, eventual
desenquadramento da presente situação e está ciente de que a falsidade na prestação destas
informações, sem prejuízo do disposto no art. 32 da Lei nº 9.430, de 1996, o sujeitará,
juntamente com as demais pessoas que para ela concorrem, às penalidades previstas na
legislação criminal e tributária, relativas à falsidade ideológica (art. 299 do Código Penal) e ao
crime contra a ordem tributária (art. 1º da Lei nº 8.137, de 27 de dezembro de 1990).

Local e Data......

Assinatura do Responsável................

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Pessoa Jurídica - Retenção do INSS sobre Nota Fiscal de Serviço

RETENÇÃO DO INSS SOBRE NOTA FISCAL DE SERVIÇO

INSS Retenção 11%

Procedimentos para emissão de Declaração de Dispensa de Retenção INSS de acordo com IN


03/2005 de 15/07/2005

Previdência - Instrução Normativa dispõe sobre normas gerais de tributação previdenciária e de


arrecadação das contribuições sociais administradas pela Secretaria da Receita Previdenciária
(SRP) e dá outras providências, Referida IN entrará em vigor somente no dia 1º.08.2005, e a
partir dessa data deixam de ter aplicação, no âmbito da SRP, entre outros atos, a Instrução
Normativa INSS/DC nº 100/03, que dispõe sobre normas gerais de tributação previdenciária e
de arrecadação das contribuições sociais administradas pelo INSS, sobre os procedimentos e as
atribuições da fiscalização do INSS e dá outras providências. (15.07.05)

Novidade com as alterações da IN 3/05, que revogou as IN's 100/03 e 105/04

Dispensa da Retenção

Art. 148 A contratante fica dispensada de efetuar a retenção e a contratada de registrar o


destaque da retenção na nota fiscal, na fatura ou no recibo, quando:

I – o valor correspondente a onze por cento dos serviços contidos em cada nota fiscal, fatura
ou recibo de prestação for inferior ao limite mínimo estabelecido pela SRP para recolhimento
em documento de arrecadação;

II – a contratada não possuir empregados; o serviço for prestado pessoalmente pelo titular ou
sócio; e o faturamento do mês anterior for igual ou inferior a duas vezes o limite máximo do
salário de contribuição, cumulativamente ;

III – a contratação envolver somente serviços profissionais relativos ao exercício de profissão


regulamentada por legislação federal, ou serviços de treinamento e ensino definidos no inciso X
do art. 146, desde que prestados pessoalmente pelos sócios, sem o concurso de empregados
ou outros contribuintes individuais.

§1º Para comprovação dos requisitos previstos no inciso II do caput, a contratada apresentará
à tomadora declaração assinada por seu representante legal, sob as penas da lei, de que não
possui empregados e o seu faturamento no mês anterior foi igual ou inferior a duas vezes o
limite máximo do salário de contribuição de R$ 5.336,30

§2º Para comprovação dos requisitos previstos no inciso III do caput, a contratada apresentará
à tomadora declaração assinada por seu representante legal, sob as penas da lei, de que o
serviço foi prestado por sócio da empresa, no exercício de profissão regulamentada, ou, se for
o caso, profissional da área de treinamento e ensino, e sem o concurso de empregados ou
contribuintes individuais ou consignará o fato na nota fiscal, na fatura ou no recibo de
prestação de serviços.

§3º Para fins no disposto no inciso III do caput, são serviços profissionais regulamentados pela
legislação federal, dentre outros, os prestados por administradores, advogados, aeronautas,
aeroviários, agenciadores de propaganda, agrônomos, arquitetos, arquivistas, assistentes
sociais, atuários, auxiliares de laboratório, bibliotecários, biólogos, biomédicos, cirurgiões
dentistas, contabilistas, economistas domésticos, economistas, enfermeiros, engenheiros,
estatísticos, farmacêuticos fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais, fonoaudiólogos, geógrafos,
geólogos, guias de turismo, jornalistas profissionais, leiloeiros rurais, leiloeiros, massagistas,
médicos, meteorologistas, nutricionistas, psicólogos, publicitários, químicos, radialistas,
secretárias, taquígrafos, técnicos de arquivos, técnicos em biblioteconomia, técnicos em
radiologia e tecnólogos.

RESUMO DISPENSA DE RETENÇÃO 11%

Item Requisito Observação

HIPÓTESE I * Retenção inferior ao limite mínimo Atualmente R$ 29,00

* Sem empregados
HIPÓTESE II
* Serviço prestado pelo sócio

* Valor igual ou inferior a duas vezes o teto Atualmente R$ 5.336,30

HIPÓTESE III/A * Profissão regulamentada

* Serviço prestado pelo sócio Sociedade civil

* Sem auxílio de empregado e/ou autônomos

* Não importa o valor do faturamento

HIPÓTESE III/B * Ensino treinamento

* Serviço prestado pelo sócio Com exceção dos


serviços constantes no
* Sem auxílio de empregado e/ou autônomos Art.145 da IN 03/2005

* Não importa o valor do faturamento

*** MODELO DA DECLARAÇÃO ***

DECLARAÇÃO

Declaramos para os devidos fins que a empresa . ....... (nome da


empresa)................ não possui empregados, o serviço foi prestado pessoalmente pelo titular
ou sócio e o faturamento do mês anterior foi igual ou inferior a 2 (duas) vezes o limite máximo
do salário de contribuição (2 x R$ 2.668,15 = R$ 5.336,30).

____________________________

Assinatura

Versão para Impressão

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Pessoa Física - Alterações na Retenção do INSS - Portaria MPS Nro 12 de 06/01/2004


PORTARIA MPS Nº 12, DE 6 DE JANEIRO DE 2004 - (DOU de 08.01.2004)

Promove a implementação imediata dos dispositivos previstos da Emenda Constitucional nº


41/2003, no que tange ao Regime Geral de Previdência Social - RGPS. Restando revogada a
Portaria MPS nº 01/2004.

O MINISTRO DE ESTADO DA PREVIDÊNCIA E ASSISTÊNCIA SOCIAL - INTERINO, no uso da


atribuição que lhe confere o art. 87, parágrafo único, inciso II, da Constituição Federal, e tendo
em vista a Emenda Constitucional nº 41, de 19 de dezembro de 2003,

Considerando que o recolhimento das contribuições previdenciárias incidentes sobre a folha de


pagamento referente ao mês de dezembro de 2003, teve seu vencimento em 2 de janeiro de
2004 e a Emenda Constitucional nº 41, de 19 de dezembro de 2003, foi publicada no Diário
Oficial de 31 de dezembro de 2003, resolve:

Art. 1º A implementação imediata dos dispositivos da Emenda Constitucional nº 41, de 19 de


dezembro de 2003, relativos ao Regime Geral de Previdência Social - RGPS, obedecerá às
disposições desta Portaria.

Art. 2º O limite máximo do valor dos benefícios do RGPS, a serem concedidos a partir de 31 de
dezembro de 2003, é de R$ 2.400,00 (dois mil e quatrocentos reais).

Art. 3º Os valores da tabela de salário-de-contribuição de que trata o art. 198 do Regulamento


da Previdência Social - RPS, aprovado pelo Decreto nº 3.048, de 6 de maio de 1999, relativos a
dezembro de 2003 são os seguintes:

SALÁRIOS-DE-CONTRIBUIÇÃO ALÍQUOTAS
até R$ 565,94 7,65 %
de R$ 565,95 até R$ 720,00 8,65 %
de R$ 720,01 até R$ 943,23 9,00 %
de R$ 943,24 até R$ 1.886,46 11,00 %

Art. 4º A partir de janeiro de 2004, os valores da tabela de salário-de-contribuição de que trata


o art. 198 do Regulamento da Previdência Social - RPS, aprovado pelo Decreto nº 3.048, de 6
de maio de 1999, são os seguintes:

SALÁRIOS-DE-CONTRIBUIÇÃO ALÍQUOTAS
até R$ 720,0 7,65 %
de R$ 720,01 até R$ 1.200,00 9,00 %
de R$ 1.200,01 até R$ 2.400,00 11,00 %

Art. 5º O recolhimento das complementações das contribuições incidentes sobre as folhas de


pagamento de dezembro e do 13º salário de 2003, decorrentes do novo teto do salário-de-
contribuição estabelecido pela Emenda Constitucional nº 41, de 2003, poderá ser efetuado
juntamente com o pagamento das contribuições referentes à competência janeiro de 2004,
mediante simples adição ao valor desta.

Art. 6º O INSS e a DATAPREV adotarão as providências necessárias ao cumprimento desta


Portaria.

Art. 7º Esta Portaria entra em vigor na data de sua publicação e revoga a Portaria nº 1, de 5 de
janeiro de 2004.
HELMUT SCHWARZER

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Pessoa Física - Alterações nas Contribuições do INSS - Portaria MPS Nro 727 de 30/05/2003

PORTARIA MPS N° 727, DE 30/05/2003 - DOU DE 02/06/2003

Art. 10 - A partir de 1° de junho de 2003, o limite máximo do salário-de-contribuição será de


R$ 1.869,34 (um mil oitocentos e sessenta e nove reais e trinta e quatro centavos).

TABELA DE CONTRIBUIÇÃO DOS SEGURADOS


EMPREGADO, EMPREGADO DOMÉSTICO E TRABALHADOR
AVULSO, PARA PAGAMENTO DE REMUNERAÇÃO A PARTIR
DE 1° DE JULHO DE 2003.

ALÍQUOTA
SALÁRIO DE
PARA FINS DE
CONTRIBUIÇÃO (
RECOLHIMENTO
R$ )
AO INSS ( % )

Até 560,81 7,65%

De 560,82 até
8,65%
720,00

De 720,01 até
9,00%
934,67

De 934,68 até
11,00%
1.869,34

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Pessoa Física - Alterações nas Contribuições ao INSS. Instrução Normativa INSS/DC N° 87

Devido a INSTRUÇÃO NORMATIVA INSS/DC N° 87, de 27 de março de 2003 no seu ARTIGO


13, §1º e §2º, a FAURGS deverá realizar o recolhimento da contribuição previdenciária ao INSS
no valor de 11% (onze por cento), para prestadores de serviços, sem vínculo, o qual
corresponde ao total da remuneração paga, devida ou creditada, a qualquer título, no decorrer
do mês, observando o limite máximo do salário-de-contribuição (Hoje no valor de R$ 1.561,00 -
hum mil quinhentos e sessenta e um reais).

1. Exemplo: Pagamento efetuado durante o mês para X:

Valor do Serviço Retenção INSS


Data de Recebimento Valor líquido (R$)
Prestado (R$) (11%)

01.04.03 700.00 77,00 623,00

2. Exemplo: Pagamento efetuado durante o mês para Y:


Total dos Serviços Retenção INSS
Data de Recebimento Valor líquido (R$)
Prestados (R$) (11%)

01.04.03 500,00 55,00 445,00

10.04.03 600,00 66,00 534,00

3. Exemplo: Pagamento efetuado durante o mês para Z:

Total dos Serviços Retenção INSS


Data de Recebimento Valor líquido (R$)
Prestados (R$) (11%)

01.04.03 2.000,00 171,77 1.828.23

10.04.03 500,00 - 500,00

OBS.: O valor da retenção não deverá ultrapassar R$ 171,77 (cento e setenta e um reais e
setenta e sete centavos).

4. Exemplo: Pagamento efetuado durante o mês para W, quando já houve retenção por outra
pessoa jurídica:

Valor Retido (por


Data de Total dos Serviços Retenção Valor líquido
outra pessoa
Recebimento Prestados (R$) INSS (11%) (R$)
jurídica)

- - 100,00 - -

10.04.03 500,00 - 55,00 445,00

20.04.03 500,00 - 16,77 483,23

25.04.03 300,00 - - 300,00

Total Retenções 171,77 -

OBS.: Deverá ser enviado para a FAURGS, junto com os recibos para pagamento, o
comprovante de retenção do INSS, se retidos por outra pessoa jurídica, para que não haja
retenção ultrapassando o valor máximo de R$ 171,77.

Abaixo citamos o parágrafo 2º, da Seção I, Art. 13º, da Contribuição do Segurado Contribuinte
Individual que presta serviço à empresa:

"§ 2º Quando o total da remuneração mensal, recebida pelo contribuinte individual por serviços
prestados a uma ou mais empresas, for inferior ao limite mínimo do salário-de-contribuição, o
segurado deverá recolher diretamente a complementação da contribuição e a remuneração
total recebida, aplicando sobre a parcela complementar a alíquota de 20% (vinte por cento)."

Outrossim, informamos que esta INSTRUÇÃO NORMATIVA, entrou em vigor a partir de 01 de


abril de 2003.

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Migração do prefixo da Agência do Banco do Brasil


Em 21.10.2002 sua(s) conta(s) corrente(s) nº 300000-1 migrará(ão) da Agência prefixo 1899-6
UNIV FEDERAL DO RS, para Agência prefixo 3798-2 GOVERNO PORTO ALEGRE II (RS), onde
permanerá(ão) com o mesmo número.

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Pessoa Física - Disposições do INSS - Diário Oficial da União de 21/12/1998

Tendo em vista as novas disposições do INSS (Diário Oficial da União de 21/12/1998), será
OBRIGATÓRIA, a inscrição no CADASTRO DE CONTRIBUINTE INDIVIDUAL DO INSS, a todas as
pessoas físicas como trabalhadores autônomos ou a estes equiparados, seja de natureza
eventual ou temporária. Diante de tal fato, todas as solicitações de pagamento, de serviços
prestados e recebidos de prestadores de serviço (RPA), deverão conter no campo INSCRIÇÃO
DO INSS, caso contrário as solicitações serão devolvidas.
Informamos que através do número 0800.780191, é possível obter a inscrisção junto ao INSS.

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Pagamento de Bolsas - Ofício Circular Nº 010/2002

Porto Alegre,21 de outubro de 2002.

Ofício Circular n° 010/2002

ASSUNTO: Pagamento de Bolsa

Senhor(a) Coordenador(a),

Vimos pelo presente informar-lhe que a FAURGS, a partir do mês de Novembro de


2002, fará automaticamente o pagamento de Bolsa Estágio, Ensino, Extensão e Pesquisa em 2
(dois) dias - dia 5 ou 15 de cada mês - conforme disponibilidade financeira do projeto (*).

Esse pagamento será efetuado através de remessa financeira, com custo zero para o
projeto, e para o bolsista sem tarifa de conta.

(*) Obs.: É necessário que informem quais as bolsas que não deverão ser pagas e essa
informação deve ser repassada à FAURGS até o último dia útil do mês anterior ao pagamento.

Atenciosamente,

NILTON RODRIGUES PAIM


Diretor de Projetos FAURGS