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Professor Silvio Araujo de Sousa

Geografia
Créditos de Carbono
Escola Estadual Prof. Renê Rodrigues de
Créditos de Carbono Moraes - Guarujá - SP— 23/08/2010
www.scribd.com/sousaraujo

Texto adaptado com finalidades pedagógicas para aplicação em escola pública


São evidentes os eventos que sinalizam estar o ambiente terrestre passando por mudanças climáticas, entre esses eventos es-
tão, o aumento da temperatura média e do nível dos oceanos, derretimento da calota polar e alterações no regime das chuvas.
Esses eventos são consequências do aquecimento global, e este, o resultado do lançamento indiscriminado na atmosfera de
gases de efeito estufa – GEE, nos últimos 250 anos. Entre os principais gases constam o Metano (CH4) e o Dióxido de Carbono
(CO2).
Diversas ações estão sendo tomadas em nível internacional, como por exemplo, o Protocolo de Kyoto. O Protocolo entrou em
vigor em 2005 e por esse acordo, os países desenvolvidos se comprometeram a reduzir suas emissões em 5,2% em relação às
de 1990. Para alcançar essa meta haviam duas alternativas: a meta pode ser atingida por esforços próprios ou com a aquisição
de reduções realizadas em outros países.
Créditos de Carbono – Foi a forma encontrada, que envolve projetos de redução de emissões voluntárias implementadas em
países fora do grupo de países desenvolvidos, é o chamado Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL). Créditos de Carbono
foi uma solução encontrada em que países desenvolvidos para atenderem as exigências estabelecidas no Protocolo de Kyoto,
sem desestabilizarem suas economias, podem adquirir créditos referente a projetos de redução de gases do efeito estufa - GEE
implantados em outros países, principalmente, em países em desenvolvimento. São os chamados Créditos de Carbono.
O “Mercado de Carbono” significa que após um projeto de redução de emissões estar concluído, esse gás não emitido é que
passa a ter valor no “Mercado de Carbono”, podemos considerar como um novo título no mercado financeiro mundial, uma nova
“commodities”.
Créditos de Carbono - como funciona
De acordo com regras estabelecidas pelo Protocolo de Kyoto, países desenvolvidos com metas de redução das emissões de dió-
xido de carbono podem investir em projetos que diminuam as emissões em qualquer outro país e contabilizarem as emissões
não realizadas em sua cota. Uma empresas que não tem licenças suficientes para cobrir suas emissões de gases do efeito estufa
- GEE - devem fazer reduções ou então comprar créditos de carbono excedentes de outras corporações.
Fato concreto - Aterro Bandeirantes
Aterro Bandeirantes em São Paulo, é considerado um dos maiores depósitos de lixo do mundo, recebendo cerca de 7 mil tonela-
das de lixo gerado pela cidade de São Paulo, isto é a metade do que a cidade produz. Neste local os gases produzidos, originá-
rios da decomposição de matéria orgânica eram queimados em drenos verticais e lançados na atmosfera. Para evitar a queima
sem controle e o lançamento toneladas de poluentes para a atmosfera e contribuindo para a redução da emissão de gases do
efeito estufa - GEE, foi desenvolvido o projeto de construção de uma Central Térmica a Gás do Aterro Sanitário municipal Ban-
deirantes.
O projeto
Consistiu na implantação de uma unidade de produção de energia limpa, a partir do aproveitamento adequado do gás metano
gerado pelo lixo, a técnica consiste em converter o metano gerado pelo lixo, em gás carbônico - CO2, com a queima controlada
do metano - CH4 e aproveitando para gerar energia. Embora haja emissão de CO2, o ganho é explicado de o metano ter um
poder de poluição 21 vezes maior que o gás carbônico. Significando que a conversão de uma substância em outra gera créditos
de carbono.
Os Créditos de Carbono - Entendendo
Essa redução de gases da Usina do Aterro Bandeirantes é convertido em Créditos de Carbono, onde cada crédito equivale a uma
tonelada do gás, com valor de mercado atual entre 12 a 18 Euros, variando de acordo com a cotação internacional, passa a ser
um certificado para venda similar ao mercado de ações.
O Primeiro Leilão
Dia 26 de setembro de 2007 foi realizado o primeiro leilão de carbono no Brasil e na América Latina, o evento aconteceu na
BM&F (Bolsa de Mercadorias e Futuros) , em São Paulo, o banco belgo-holandês Fortis comprou os 808.450 créditos ofertados
pela Prefeitura de São Paulo, referente ao projeto da Central Térmica a Gás do Aterro Sanitário Municipal Bandeirantes pelo qual
pagou 16,20 Euros por cada crédito (cada tonelada). Esses créditos de carbono podem ser usados pelo banco tanto para cumprir
eventuais metas de redução de emissão de gases de efeito estufa como para vender no mercado internacional, principalmente o
europeu, onde seu preço já ultrapassa os 20 euros.
Em 2008, essas negociações movimentaram cerca de 86 bilhões de euros, resultando numa redução de 4,8 bilhões de tonela-
das de carbono, segundo o Banco Mundial.
Fontes: [ http://ciencia.hsw.uol.com.br/protocolo-kyoto.htm ] [http://www.mct.gov.br/index.php/content/view/4007.html ]
[ http://www.ambiente.sp.gov.br/destaque/2004/marco/25_termeletrica.htm ] sites acessado em 31 de outubro de 2007
Folha – dinheiro 30/11/2009 – Marco Antonio Fujihara e Carlos Henrique Delpupo – Keyassociados Consultoria

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