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A LINGUAGEM MUSICAL Como escrevemos a música?
A LINGUAGEM MUSICAL
Como escrevemos a música?

Alturas e durações

O sistema musical com o qual escrevemos a música é o resultado do esforço de centenas de pessoas, que se empenharam em fazer algo inusitado: grafar uma coisa tão abstrata como os sons musicais. Essas tentativas focaram em princípio dois parâmetros do som, a altura e a duração.

O primeiro passo foi tentar escrever as alturas dos sons. Os gregos antigos usaram as letras, que formavam uma sequência, para grafar a sequência dos sons. Como eles utilizavam um sistema musical que começava com a nota lá, a notação musical era feita assim: alfa; beta; gama, etc., sendo que a primeira letra (alfa) correspondia à primeira nota do sistema musical grego (nosso atual lá) e assim por diante. Essa notação é chamada de notação alfabética.

A LINGUAGEM MUSICAL Como escrevemos a música? Alturas e durações O sistema musical com o qual
texto
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Detalhe da notação musical
Detalhe da
notação musical
A LINGUAGEM MUSICAL Como escrevemos a música? Alturas e durações O sistema musical com o qual

Música Grega (Século II a. C.): Epitáfio de Seikilos, em notação alfabética.

No início da Idade Média, as letras gregas foram substituídas pelas letras comuns. As maiúsculas para as notas mais graves, minúsculas para as notas médias e minúsculas dobradas para as mais agudas:

A B C D E F G a b c d e f g aa bb cc dd ee ff gg

Posteriormente, o monge Guido D’Arezzo (992-1050) aproveitou o Hino a São João Batista, que tinha os versos começando nas notas em sequência, para dar nome às notas. Ele empregou a primeira sílaba de cada verso para denominar as notas. Observe a letra original do hino, em latim

Ut queant laxis Resonare fibris Mira gestorum Famuli tuorum Solve polluti Labii reatum Sancte Joannes

Guido D’Arezzo

Ut queant laxis Re sonare fibris Mi ra gestorum Fa muli tuorum Sol ve polluti La

O ut transformou-se depois em , e a junção do S de Sancte e do I, que é como se pronuncia o J em latim, gerou o si. Assim, as notas musicais adquiriram os nomes com as quais são conhecidas atualmente:

Mi

Sol

Si

(correspondendo, respectivamente, a C, D, E, F, G, A e B)

Outra maneira de escrever as alturas preocupou-se em grafar não os sons em si, mas o
Outra maneira de escrever as alturas preocupou-se em grafar não os sons em si, mas o
movimento que a voz fazia, através de pequenos sinais, chamados neumas. A notação
neumática pode ser observada no exemplo abaixo:
neuma
texto

Mesmo grafando o movimento da voz, a notação neumática não informava precisamente em que altura a voz estava, nem os intervalos (distâncias) entre os sons. Com o passar do tempo, os neumas passaram a ser escritos sobre um conjunto de linhas paralelas, com letras indicando no início que notas correspondiam a cada linha, combinando assim, as conquistas da notação alfabética e neumática. Desta maneira, os intervalos entre as notas ficaram claros. Este tipo de notação, pai da notação tradicional atual, é conhecido como notação diastemática (diástema, em grego, significa intervalo). Observe o exemplo abaixo:

C = dó neuma texto
C = dó
neuma
texto

Em músicas deste tipo, o ritmo baseava-se na palavra e na respiração. Os primeiros cantos da igreja utilizavam valores de duração curta, baseada na inflexão das sílabas do texto e com prolongamentos nos finais das frases. Os pontinhos do exemplo anterior representam as notas mais longas dos finais. Os pequenos traços verticais, as paradas para respirar.

Música na Idade Média
Música na
Idade Média

Enquanto isso, nas ruas das antigas cidades européias, cantos populares e danças faziam uso de valores longos e breves, dentro de modelos padronizados, como os que eram conhecidos na poesia antiga. Esses modelos são chamados pés métricos. A tabela abaixo apresenta os pés métricos básicos:

Troqueu

longa-breve (tônica-átona)

Flau-ta

Iâmbico

breve-longa (átona-tônica)

Flau-tim

Dáctilo

longa-breve-breve (tônica-átona-átona)

∪ ∪

Tím-pa-no

Anapesto

breve-breve-longa (átona-átona-tônica)

∪ ∪

O-bo-é

Entretanto, no século XIV, pensadores como o francês Philippe de Vitry (1291-1361) propuseram um sistema de valores proporcionais para grafar o ritmo da música, que perdura até hoje, com algumas modificações. Este sistema funciona atualmente a partir de um quadro de proporções de diferentes figuras de duração, como abaixo:

Em músicas deste tipo, o ritmo baseava-se na palavra e na respiração. Os primeiros cantos da

Philippe de Vitry

Sistema de proporções dos valores de duração na escrita atual da Música

SEMIBREVE (1) MÍNIMA (2) SEMÍNIMA (4) COLCHEIA (8) SEMICOLCHEIA (16) FUSA (32)
SEMIBREVE (1)
MÍNIMA (2)
SEMÍNIMA (4)
COLCHEIA (8)
SEMICOLCHEIA (16)
FUSA (32)