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ARMAZENAGEM

O armazenamento do café pode servir a duas finalidades: a) para o café coco


ou em pergaminho, após a secagem e antes do beneficiamento, sendo usadas
as tulhas para o café a granel; b) para o café beneficiado, acondicionado em
sacas (de 60,5 kg).
O armazenamento do café em coco ou em pergaminho é necessário não
somente para regular a oferta na comercialização como também para permitir
que o café descanse (pelo menos durante um mês), a fim de que seja
uniformizada a seca entre os diferentes tipos de grãos.
As tulhas (nas fazendas) devem ser construídas nas proximidades do
terreiro ou dos secadores e ligadas à instalação de beneficiamento. Podem ser
feitas de madeira, alvenaria ou de alvenaria forrada de madeira. Soluções mais
baratas, com materiais rústicos como a madeira roliça (eucalipto), os bambus-
gigantes, o compensado naval e a tela, também podem servir para compor
paredes e assoalho. A madeira é adequada por ser um material mau condutor
de calor, reduzindo as variações de temperatura e a formação de água livre
sobre o café. As tulhas são divididas em compartimentos que separam os
diferentes lotes de café, de acordo com a sua qualidade (tipo de colheita e
preparo).
É conveniente que o planejamento das tulhas leve em conta o seu
carregamento pela parte superior (diretamente ou com o auxílio de
elevador, de canecas, parafusos sem fim ou de correias) e a de scarga
pela parte inferior, através de aberturas que despejam

O café em uma "bica-de-jogo", que o conduz até a máquina de


beneficiamento.
As tulhas devem ser localizadas em áreas bem expostas ao sol e em
terrenos secos (bem drenados), e, sempre que possível, o assoalho deve ser
construído acima do chão, para evitar que a umidade tome conta do café, o
que acelera o seu branqueamento.
Em pequenas propriedades, o café em coco ou em pergaminho também
pode ser provisoriamente armanezado em sacos de aniagem ou de ráfia de
plástico, a serem empilhados nos paióis ou em pequenos armazéns, sobre
tábuas ou lençóis plásticos para isolar o café do piso.
O café beneficiado é acondicionado em sacos de juta (de 60,5 kg) em
pilhas dentro dos armazens. O armanezamento do café a granel pode ser
efetuado em silos, desde que suas condições sejam controladas.
As condições mais importantes para o armanezamento são a umidade
inicial do café; a localização e as características da construção do armazém; as
condições climáticas da região e os cuidados na armazenagem. A umidade
inicial do café deve ser de 11 a 12%. Se superior, pode acarretar o
desenvolvimento de fungos e de bactérias que deterioram o produto. O café
úmido branqueia rapidamente e estoura a sacaria.
Recomenda-se que os armazéns sejam localizados em regiões de clima
mais frio e seco (planalto). As temperaturas e as umidades altas (umidade
relativa do ar), como as presentes na zona portuária, provocam a morte mais
rápida dos tecidos do grão, modificando suas características de qualidade,
além de facilitar o ataque de pragas. Os armazéns devem ser situados em
terrenos altos, ensolarados e ventilados, evitando-se a sua localização em
bacias, onde há maior acúmulo de ar úmido. Levar em conta as condições
climáticas da área, provendo-se telhados e paredes mais apropriados (telhas
de barro ou de alumínio) em zonas mais quentes, com aberturas para a ventila-
ção e a iluminação controlada.
Os grãos de café armazenados possuem uma umidade de troca que varia
conforme a umidade do ar existente no interior dos armazéns. A cada unidade
porcentual de aumento da umidade do ar, a umidade do café aumenta, em
média, 0,18%.
Outros cuidados devem ser observados na construção do armazém:
a) O piso deve ser elevado ou impermeabilizado, para evitar a umidade do
solo, que acelera a deteriorização do lastro da sacaria;
b) O pé direito deve ser de cerca de 6 m;
c) Devem ser projetadas aberturas para regulagem da ventilação e da luz;

Lastro com 6 sacas (fiadas pares 2ª, 4ª etc.)

Lastro com 5 sacas (1ª fiada e ímpares)

Lastro com 5 sacas (2ª fiada e pares


Lastro com 7 sacas
(fiadas impares)
O café ensacado deve ser em pilhado sobre estrados de madeira ou sobre
lençóis plásticos, evitando-se o contato com o piso.
As sacas de café têm cerca de 0,9 x 0,6 x 0,2 m e são empilhadas com a
altura correspondente a 20 ou 25 sacas por m2 de área útil de armazenagem.
Nas pilhas, as sacas são colocadas de forma trançada, cada saca em sentido
diferente, para melhor amarração, evitando-se, assim, a queda das pilhas
(figura 49).
Cada bloco tem um lastro variável de cinco a vinte sacas; os blocos são
agrupados formando quadras, separadas por corredores e por ruas, que
ocupam cerca de 20070 da área do armazém. As paredes e o chão do
armazém são marcados (com letras, números e desenhos), para facilitar o
emblocamento e a localização dos cafés. Sobre os blocos são colocados os
"cartões de bloco", com as características de identificação dos cafés.

Os grãos de café armazenados são sementes vivas que respiram.


Quanto mais tempo forem mantidos em boas condições de armazenagem,
melhor serão as suas características de qualidade.
No café em coco, a casca, o pergaminho e as películas funcionam como
proteção contra as variações ambientais e, portanto, tornando-o menos sujeito
à deteriorização do que o café em pergaminho (despolpado) ou em grão.
O café em coco, em boas condições de armazenagem, com umidade inicial
de 11 a 12%, em ambientes frescos (.±. 20°C), com a umidade relativa do ar em
torno de 65%, mantém a cor original e se conserva bem durante anos. Nessas
condições, os grãos se equilibram, não ganhando nem perdendo umidáde.
O café despolpado, cujos grãos são mais esmagados durante o
processamento, perde mais rapidamente sua cor, podendo branquear, sendo
indicado o armazenamento máximo por um ano para o café em pergaminho e
até seis meses para o beneficiado. O branqueamento é resultado da morte dos
tecidos do grão.
Vista interna de um armazém

Em alguns casos, estes armazéns foram adaptados ou neles


realizado "piscinas", um sistema precário de armazenagem a granel, com
transportadores para carga e descarga do tipo "tatú carregador" ou rosca
transportadoras, do tipo "chupim".
Historicamente, os armazéns graneleiros, figura 5.7, representaram
uma grande contribuição e um avanço na armazenagem no Brasil quando da
implantação das lavouras extensivas, nos anos 60. Os projetos dos armazéns
convencionais se adaptaram às condições locais e se buscava, com eles uma
solução econômica para a granelização, a partir dos armazéns com transporte
mecanizado de carga e descarga.
Inicialmente muito limitados em seu uso, sem termometria e
aeração, recebiam apenas grãos limpos, bem secos e como único recurso,
quando do aquecimento da massa, a transilagem. Ainda são construí dos,
porém com menor freqüência e dotados de sistemas de termometria que
indica, preventivamente, o aumento da temperatura interna e aeração, que
atua removendo focos de aquecimento, mantendo os grãos em boas condições
por períodos prolongados.

ARMAZENAMENTO

Depois da secagem, o café em coco deve ser armazenado em


10calM adequados, de forma a não sofrer alteraçôes na qualidade.
O café em coco é geralmente acondicionado em sacos de juta cOI1l
capacidade para 30 kg. Na entressafra, esses sacos são
armazenados em pilhaM de acordo com sua origem. O local de
armazenagem deve ser limpo, abrigado do sol e da chuva e bem
ventilado. A utilização de sacos de juta é vantajosll por serem estes
resistentes e facilitarem a vedação de aberturas feitas por ocasião
da retirada de amostras. Devido ao grande volume a ser
armazenado e ao elevado custo da operação de armazenamento, o
café em coco pode S < :I', também, armazenado a granel, em silos ou
tulhas. Apesar da proteção d :tcasca, existe a possibilidade de ocorrência
de modificaçôes físicas e químicas, principalmente nas camadas
superiores da camada de grãos, caso os silos não possuam sistemas de
ventilação forçada e proteção contra umidade e chuvas,
Nos países produtores, o café beneficiado ou café verde ~
tradicionalmente armazenado em sacos de 60kg, em vez de granelizado,
Apesar das muitas desvantagens, o armazenamento em sacaria (Figura
1(» permite a segregação de lotes, aspecto muito importante
considerando-se que o produto é avaliado, além de outros padrões de
qualidade, pelo teste de xícara.

DETALHE DO ARMAZENAMENTO EM SACARIAS, MOSTRANDO A FORMAÇÃO DE LOTES.

Além do fácil acesso aos lotes, a circulação de ar sobre a sacaria, a


fácil inspeção e amostragem são fatores importantes a serem
considerados durante o armazenamento do café em armazéns
convencionais (sacos de 60 kg formando pilhas, geralmente com pequeno
ou nenhum controle das condições ambientais). Apesar disso, é possível
manter o produto armazenado por períodos relativamente longos (acima
de três anos) sem grandes riscos de deterioração, como acontece com
produtos como o milho ou trigo.
Dentro do armazém, deve-se prever espaços vazios para corredores,
entre pilhas e entre pilhas e paredes, para facilitar a inspeção e o
manuseio do produto.
Além das desvantagens normalmente apresentadas pela
armazenagem em sacos, o branqueamento ea redução da densidade são
outros problemas relacionados com essa forma de armazenagem de café.
De acordo com o nível de dano durante o armazenamento, podem ocorrer
grandes reduções no preço do produto.
Finalmente, durante o armazenamento do café ensacado, a quantidade de
luz incidente sobre a sacaria deve ser cuidadosamente controlada. Sob
ambiente iluminado com luz de determinados comprimentos de ondas, o café
pode sofrer mudanças na coloração desejada comercialmente
(branqueamento), que, por sua vez, é considerada como indicativo da
qualidade do produto.
O armazenamento em sacos oferece algumas vantagens, como:
a) possibilita manipular lotes que variam quanto ao tipo, teor de umidade e
quantidade de produto;
b) não requer técnicas e equipamentos sofisticados para manuseio do
produto;
c) possibilita a solução de problemas de armazenagem que ocorrem em
um ou mais sacos sem necessidade de remoção de todo lote; e
d) possui baixo custo inicial de instalação.

N a armazenagem em sacaria, deve-se levar em consideração alguns


pontos que podem aumentar a eficiência e a proteção que o armazém pode
oferecer ao café:
a) evitar excesso de luz, para não causar mudanças na cor do café
(branqueamento);
b) prover o teto e a parte inferior das paredes do armazém com aberturas
controláveis protegidas, para renovação natural do ar;
c) instalar exaustores, se possível;
d) impermeabilizar o piso ou construir pisos suspensos; e
e) mesmo que o piso seja impermeável, é indispensável a utilização de
estrados para permitir a circulação de ar na base da pilha.

Embora não difundido nos países produtores, o armazenamento a granel


de café beneficiado é um procedimento que vem sendo adotado por
produtores e firmas que comercializam grandes quantidades de café com
características uniformes.
Além das modificações necessárias nos sistemas convencionais de
armazenamento, para a armazenagem do café a granel por longos períodos
exige-se, também, bom sistema de aeração. Tal sistema deve ser dotado de
termometria, para que seja possível manter a massa de grãos sob temperatura
e umidade ideais para uma boa comercialização.
Uma objeção ao sistema de armazenagem a granel deve-se à dificuldade
de se realizar inventários precisos. Qualquer pequena variação na densidade
aparente ou uma compactação da massa de grãos pode causar grandes erros
na avaliação do estoque, fato que não ocorre quando o café está armazenado
em sacaria. A importância de inventários precisos da quantidade armazenada
deve-se ao fato de o café ser um produto mais caro que outros tipos de grãos.
A principal vantagem da armazenagem a granel é permitir a mecanização,
com substancial redução na mão-de-obra requerida em comparação ao
método tradicional de armazenagem.
ARMAZENAMENTO

O armazenamento do café em coco pode ser feito a granel, em


compartimentos denominados tulhas, que devem ter as suas paredes
preferencialmente revestidas de madeira, por ser má-condutora de calor. O
teor de umidade do café em coco deve estar em tomo de 11 %.
As tulhas devem ser dimensionadas para que tenham a capacidade de
guardar pelo menos um terço da safra a ser produzida na propriedade. Para
efeito de cálculo, sabe-se que em 1 metro cúbico de tulha cabem 10 sacas de
café em coco e 12,5 sacas de café despolpado ou em pergaminho. As tulhas
devem ser bem-ventiladas e possuir boa iluminação.
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