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Ex-executivo da PFIZER diz que as Práticas da Indústria Farmacêutica são ilegais e antiéticas

Qui, 27 de Agosto de 2009 10:45

A revista Época publicou uma brilhante e elucidativa entrevista sobre como agem e o que
buscam as indústrias farmacêuticas. Isto é o que está por trás de muitos ataques que a
Homeopatia e as farmácias de manipulação recebem através da grande imprensa e do órgão
governamental (ANVISA – Agência Nacional de Vigilância Sanitária) que deveria zelar pela sua
saúde antes de zelar pelos interesses financeiros dos gigantes da indústria farmacêutica. Leia
com muita atenção esta entrevista, pois cada parágrafo mostra detalhes que o público em geral
deveria desconhecer. A entrevista foi concedida a Suzane Frutuoso: Escritor sueco Peter Rost
tornou-se o pesadelo da indústria farmacêutica. Ele foi demitido do cargo de  vice-presidente
de Marketing da Pfizer em dezembro de 2005, depois de acusar a companhia de promover de
forma ilegal o uso de genotropin, um hormônio do crescimento. A substância era vendida como
um potente remédio contra....

rugas. A empresa teria faturado US$ 50 milhões com o produto em 2002. No fim da década de
90, quando era diretor da Wyeth na Suécia, Rost denunciou também uma fraude na
companhia: sonegação de impostos. Ele diz que agora se dedica a escrever o que sabe contra
a indústria em seu blog e em livros. No começo do ano que vem, ele lançará Killer Drug
(Remédio Assassino), história de ficção em que um laboratório desenvolve armas biológicas e
contrata assassinos para atingir seus objetivos. “Mas eu diria que boa parte é baseada em
fatos reais”, afirma.

ÉPOCA – O senhor comprou uma briga grande… Peter Rost – Eu não. A diretoria da Pfizer é
que começou a briga. Eu fazia meu trabalho. Certa vez, presenciei uma ação ilegal e cheguei a
questioná-la. Fui ignorado. Quando falei o que sabia, eles me demitiram.

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ÉPOCA – Depois das denúncias, houve algum tipo de ameaça?

Rost – Há cerca de um mês recebi uma, de um empresário indiano ligado ao setor. Ele disse
que daria um jeito de acabar comigo. Nunca recebi ameaças das companhias. Elas são
espertas demais para se expor desse jeito.

ÉPOCA – Como a indústria farmacêutica se tornou tão poderosa?

Rost – Eles ganham muito dinheiro, cerca de US$ 500 bilhões ao ano. E podem comprar a
todos. Os laboratórios se tornaram donos da Casa Branca. O governo americano chega a
negociar com os países pobres em nome deles. Como isso é feito? Os Estados Unidos
pressionam esses países para que aceitem patentes além do prazo permitido (15 anos em
média). Quando a patente se estende, os países demoram mais para ter acesso ao
medicamento mais barato.

E, se as nações pobres não aceitam a medida dos americanos, correm o risco de sofrer
retaliação e de nem receber os medicamentos. Essa atitude é o equivalente a um assassinato
em massa. Pessoas que dependem dos remédios para sobreviver, como os soropositivos,
poderão morrer se o país não se sujeitar a esse esquema.

ÉPOCA – O Brasil quebrou a patente do medicamento Efavirenz, da Merck Sharp & Dohme,
usado no tratamento contra a aids. O governo brasileiro acertou?

Rost – Sim. O governo brasileiro não tinha escolha. Ele tem obrigação com os cidadãos do
país, não com as corporações internacionais preocupadas com lucro. O que é menos letal?
Permitir que a população morra porque não tem acesso a um remédio ou quebrar uma
patente? Para mim, é quebrar a patente. A lei de patente foi justamente estabelecida para
incentivar a criação de medicamentos. Seria uma garantia para que os laboratórios tivessem
lucro por um bom tempo e uma vantagem em troca de todo o dinheiro empregado durante anos
no desenvolvimento de uma droga. Mas, se bilhões de pessoas estão sem tratamento, porque
as patentes estão sendo prolongadas e os medicamentos continuam caros, há sinais de que a
lei não funciona. Ela foi feita para ajudar, não para matar.

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ÉPOCA – As práticas de venda da indústria farmacêutica colocam em risco a saúde da


população mundial?

Rost – Não tenha dúvida. Basta lembrar o caso do Vioxx, antiinflamatório da Merck Sharp &
Dohme retirado do mercado em 2004 por causar ataque cardíaco em milhares de pessoas pelo
mundo.

ÉPOCA – Então, não podemos mais confiar nos laboratórios?

Rost– Não, não podemos confiar. A preocupação principal deles é ganhar dinheiro. As pessoas
têm de se conscientizar disso. Cobrar posições claras de seus médicos, que também não são
confiáveis, pois seguem as regras da indústria. Eles receitam o remédio do laboratório que lhes
dá mais vantagens, como presentes ou viagens. É uma situação difícil para o paciente. Por
isso, é importante ter a opinião de mais de um médico sobre uma doença. E checar se ele é
ligado à indústria. Como saber? Verifique quantos brindes de laboratório ele tem no consultório.
Se houver mais de cinco, é mau sinal.

ÉPOCA – Os laboratórios são acusados de ganhar dinheiro ao lançar remédios com os


mesmos efeitos de outros já no mercado. O senhor concorda com essas acusações?

Rost – Sim. Eles desenvolvem drogas parecidas com as que já estão à venda. Não
necessariamente são as mesmas substâncias químicas. No geral, são as que apresentam os
mesmos efeitos colaterais. É por isso que existem dezenas de antiinflamatórios e de
antidepressivos. É muito fácil criar um remédio quando já se conhecem os resultados e as
desvantagens para o paciente. O risco de falha e de perder dinheiro é muito baixo. Os
laboratórios não estão pensando no benefício do paciente. É pura concorrência.

ÉPOCA – É por isso que não se investe em tratamentos para doenças como a malária, mais
comuns em países pobres?

Rost – Não há interesse em desenvolver medicamentos que possam acabar com doenças
conhecidas há décadas. Os países pobres não podem pagar essa conta. O Brasil é visto pela

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indústria farmacêutica internacional como um mercado pequeno. Ela se baseia em dados de


que apenas 10% dos brasileiros têm condições de pagar por medicamentos. Para eles, esse
número não significa nada.

ÉPOCA – Segundo uma teoria, os laboratórios “criam” doenças para vender medicamentos.
Isso é real?

Rost – É o caso da menopausa. Sei que as mulheres passam por problemas nesse período da
vida. Mas não  classifico a menopausa como doença. As mulheres usam medicamentos com
estrógeno para amenizar calores e melhorar a elasticidade da pele. Os laboratórios se
aproveitaram dessas reações naturais da menopausa e as classificaram como graves. Quando
as mulheres tomam os remédios, sofrem infarto como efeito colateral.

ÉPOCA – As práticas ilegais da indústria farmacêutica são piores que as de outros setores,
como o de tecnologia?

Rost – Sim, porque os laboratórios lidam com vida e morte. Você não vai morrer se a televisão
ou o DVD não funcionarem direito.

ÉPOCA – Não devemos levar em consideração que, hoje, graças à pesquisa dos laboratórios,
foi descoberta a cura para várias doenças e há maior qualidade de vida?

Rost – Claro que sim. Os laboratórios fizeram muita coisa boa. Em troca de muito dinheiro.

QUEM É PETER ROST

Médico, ex-vice-presidente de Marketing da Pfizer. Demitido por denunciar práticas ilegais do


laboratório.

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Ganhou US$ 35 milhões no processo contra a empresa

VIDA PESSOAL

Casado e pai de dois filhos, nasceu na Suécia e mora nos Estados Unidos

O QUE PUBLICOU

The Whistleblower: Confessions of a Healthcare Hitman (O Denunciante: Confissões de um


Combatente do Sistema de

Saúde), lançado em 2006 nos EUA e inédito no Brasil

A Polêmica entre entre a industria farmacêutica e a Medicina

Em 2005, a American Council on Science and Health (ACSH) - orgão de defesa do


consumidor, que debate temas relativos a alimentos, saúde e produtos farmaceuticos - em tom
irônico, "outorgou" ao ex-executivo e médico suceo Peter Rost o prêmio de Whiny
Whisteblower of the year (em tradução livre, "O Denunciante mais lamentável do ano", por ser
a pessoa que mais ultrajantemente atacou seu empregador, negligenciando todos os conceitos
de lealdade, ciência e senso comum".

Esse fato da uma noção clara de quem é Peter Rost, controverso, mas indiscutivelmente
corajoso. Provas disso são justamente suas atuações como diretor de administração da
farmacêutica Wyeth nos paises nórticos - companhia onde iniciou sua batalha pela diminuição
do preço dos remédios - e, mais recentemente, na PFIZER: em 2004, quando ainda era
vice-presidente de Marketing da multinacional, denunciou o que considerou uma promoção
ilega e inverídica ao hormônio do crescimento Genotipin como tratamento efetivo contra rugas.

Na época, foi figura frequente em programas de radio e televisão, posicionando-se contra


conflitos de interesses na relação pesquisadores / indústria farmaceutica, defendendo quebra

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de patentes - temas, alias, abordados por ele no New York Times Washington Post, entre
outros jornais.Como era de se esperar, no final de 2005, Rost perdeu seu emprego. Ao que
tudo indica, a partir dai sentiu-se ainda mais livre para revelar detalhes sórdidos das
operações, segundo ele, nem sempre éticas, da industria farmacêutica e em especial do ex
patrão.. Poucas coisas escaparam de suas denuncias, que envolviam desde o processo de
desumanização do amgiente de trabalho, até assédio aos pesquisadores.

"Jornais como o New York Times fizeram um exelente trabalho expondo os conflitos
protagonizados por revistas científicas e conselhos consultifos do FDA (Food and Drugs
Administration). Mas acredito que minha maior contribuição aconteceu junto ao público comum,
que em geral, nao tem a menor idéia do que esta acontecendo. E precisaria, ja que é sempre o
paciente quem sofre por causa de um tratamento inadequado."

Suas denúncias estao presentes em seu livro "The Wistleblower: Confessions of Healthcare
Hitmain ( algo como o Denunciante, confissões de um profissionalde saúde demitido) lançado
em 2006.

Conflitos de intresses e Patentes

Apesar de ser um dos seus assuntos recorrentes, o médico nao concorda que os artigos que
escreveu troxeram a tona a questao do conflito de intresses - que em sua opinião, é pior
quando pesquisadores "insistem em não revelar" seus laços com a industria. Em relação a
patentes, um dos seus assuntos favoritos, opina que o Brasil adotou a decisão correta em partir
para o licenciamento compulsório do anti-retroviral Efavirenz. "As patentes são úteis, pois
estimulam a inovação. Só que quando a chave de um tratamento começa a ser inacessíve a
muitos pacientes por causa delas, o pais tem o direito e a obrigação de proteger a sua gente."

Rede Aquariana
http://www.scribd.com/doc/2541449/

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