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2012

25/11/2012 1
Instrumentação e Controle
de Temperatura

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Medição e Controle de Temperatura
Conceitos de Temperatura

Calor, temperatura, equilíbrio térmico, sensação de frio e


quente são termos conhecidos e utilizados por todos nós
com um sentido restrito ao uso cotidiano.
O conceito de temperatura está associado ao seguinte
fato experimental, conhecido como lei zero da
Termodinâmica:
Dois sistemas em equilíbrio térmico com um terceiro,
estão em equilíbrio térmico ente si.

TEMPERATURA: Consiste no grau de agitação das


moléculas.É uma medida do nível da intensidade
calorífica de pressão térmica de um corpo.
CALOR: É a energia que é transferida entre um sistema
e seu ambiente, devido a uma diferença de temperatura
que existem entre eles.

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Medição e Controle de Temperatura

A Lei Zero da Termodinâmica

Dois sistemas em equilíbrio térmico com um terceiro, estão em


equilíbrio térmico ente si.

Assim, dois sistemas em equilíbrio térmico entre si estão à mesma


temperatura. Para saber se dois sistemas têm a mesma temperatura
não é necessário colocá-los em contato térmico entre si, bastando
verificar se ambos estão em equilíbrio térmico com um terceiro corpo,
chamado termômetro.

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Medição e Controle de Temperatura

A Primeira Lei da Termodinâmica

A energia interna (U) do sistema é a soma de todas as energias (cinética,


potencial, etc.) de todas as partículas que o constituem e, como tal, é uma
propriedade do sistema, ou seja, DU só depende dos estados inicial e final da
transformação considerada.
No caso em que a energia interna do sistema pode variar por troca de energia
com a vizinhança na forma de trabalho (W) e calor (Q) temos:

DU = Q – W

Onde W representa o trabalho do sistema sobre a vizinhança e Q, a quantidade


de energia na forma de calor que flui da vizinhança para o sistema.

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Medição e Controle de Temperatura

A Segunda Lei da Termodinâmica

Na natureza observa-se que é possível a passagem espontânea de energia na


forma de calor apenas de um corpo de temperatura maior a outro de
temperatura menor. A segunda lei da Termodinâmica dá conta desta falta de
correspondência.
A segunda lei da Termodinâmica pode ser enunciada da seguinte maneira
(enunciado de Kelvin): “É impossível realizar um processo cujo único efeito
seja a produção de trabalho às custas da energia na forma de calor
retirada de uma única fonte térmica”.
A segunda lei da Termodinâmica pode, também, ser enunciada da seguinte
maneira (enunciado de Celsius): “É impossível realizar um processo cujo
único efeito seja a transferência de energia na forma de calor de uma
fonte para outra a temperatura maior.”

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Medição e Controle de Temperatura

Teoria Cinética dos Gases Ideais

As leis de Boyle e de Gay-Lussac valem para gases ideais. Ou seja, valem


para um gás real na medida em que ele se comporta como ideal. Pela teoria
cinética vimos que a pressão aumenta à medida que o volume diminui (lei de
Boyle) porque as moléculas colidem com maior freqüência com as paredes do
recipiente, e que a pressão aumenta com o aumento da temperatura (lei de
Gay-Lussac) porque a elevação da temperatura aumenta a velocidade média
das moléculas e, com isso, a freqüência das colisões com as paredes e a
transferência de momentum.
O sucesso da teoria cinética mostra que a massa e o movimento são as únicas
propriedades moleculares responsáveis pelas leis de Boyle e de Gay-Lussac.

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Medição e Controle de Temperatura

Escalas de Temperatura

Escalas mais utilizadas : A Celsius,


que divide a medição de temperatura
em 100partes iguais, denominadas
graus centígrados, e a Fahrenheit,
que é dividida em 180 partes iguais
denominados graus Fahrenheit.
A escala graus Fahrenheit é usada
em muitos países de língua inglesa.
A escala Kelvin é a escala absoluta
de temperatura.

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Medição e Controle de Temperatura

Escala KELVIN (Temperatura Termodinâmica), ou Escala Absoluta.

O físico irlandês William Thomson (lorde Kelvin) chegou à conclusão de que, se


a temperatura mede a agitação das moléculas, então a menor temperatura
possível aconteceria quando as moléculas estivessem em repouso absoluto. A
esse estado de repouso térmico chamamos zero absoluto. Baseado no
conceito de temperatura, ele criou a Escala Absoluta, conhecida como Escala
Kelvin.
Ele descobriu em laboratório que, para cada grau Celsius abaixado, a pressão
de um gás diminuía 1/273, portanto a pressão seria zero quando ele abaixasse
273 graus. Em um gás a pressão também depende do movimento das
moléculas, por isso a pressão zero só poderia acontecer quando as moléculas
estivessem em repouso absoluto. E, assim, foi estabelecido o zero absoluto.
Seguindo o raciocínio, isto é, subindo de grau em grau, Kelvin definiu o ponto
de fusão do gelo de água em 273K e o ponto de ebulição da água em 373K.
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Medição Direta

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Medição e Controle de Temperatura

Termômetros de Ponteiro

Instrumento de indicação, alarme, monitoração e controle


de temperatura para qualquer tipo de aplicação industrial,
com precisão , robustez, e confiança

Características
 Robusto e resistente à vibração
 Alta precisão (Classe 1)
 Resposta rápida
 Não requer alimentação elétrica

A ponta sensora é preenchida com um gás (geralmente


Nitrogênio ou Argônio). Mudanças de temperatura causa
mudança de pressão no gás que se expande, provocando
um curvamento num bourdon que movimenta o ponteiro .
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Medição e Controle de Temperatura
Termômetro de Expansão

Termômetro que contém um


bulbo de vidro, e no seu interior
um material termo-sensível. Na
medida que a temperatura
aumenta, este liquido tem seu
volume aumentado, fazendo com
que seu nível marque a escala
graduada adjunta ao bulbo

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Medição e Controle de Temperatura
Termômetro “Capela”

Termômetro de expansão, que tem


instalado uma proteção de alumínio
anodizado e haste de latão de 25 a 1000
mm, rosca opcional, capilar redondo
branco ou amarelo, conforme norma
DIN.

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Medição e Controle de Temperatura
Termômetro de expansão de Gás com capilar

Com funcionamento
idêntico aos de
expansão comum. São
utilizados em processos
industriais onde o fluido
do processo não é
agressivo ao Aço
inoxidável AISI 316
Aplicação: Para
processos químicos e
petroquímicos,
alimentícios, papel e
celulose

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Medição e Controle de Temperatura
Termômetro Bi-metálico

Baseia-se no fenômeno da dilatação linear


dos metais com a temperatura.
O termômetro bimetálico consiste em
duas laminas de metais com coeficientes
de dilatação diferentes sobrepostas,
formando uma só peça. Variando-se a
temperatura do conjunto, observa-se um
encurvamento que é proporcional a
temperatura.
Na prática a lamina bimetálica é enrolada
em forma de espiral ou hélice, o que
aumenta bastante a sensibilidade. O
termômetro mais usado é o de lamina
helicoidal, e consiste em um tubo bom
condutor de calor, no interior do qual é
fixado um eixo que por sua vez recebe um
ponteiro que se desloca sobre uma
escala.
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Medição e Controle de Temperatura
Termômetro Bi-metálico

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Medição e Controle de Temperatura
NBR 13881 – Termômetros bimetálicos – Recomendações
de fabricação e uso – Terminologia, segurança e calibração

Objetivos: Fixa as condições exigíveis do termômetro bimetálico para uso industrial, no


que concerne aos aspectos de terminologia, recomendações gerais dimensionais e
construtivas, especificações de segurança e de utilização e procedimentos de ensaio.
Promover a intercambialidade, estabelecendo uma série de hastes dom dimensões
padronizadas preferenciais, tais como comprimento e diâmetros.

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Medição e Controle de Temperatura
NBR 13881 – Termômetros bimetálicos – Recomendações
de fabricação e uso – Terminologia, segurança e
calibração

Faixas de indicação Para laboratório,


(Recomendadas): termômetros
Para aplicações frigoríficos e de
industriais e bolso:
comerciais: •- 50°C a 50°C
•- 30°C a 70°C • 0°C a 60°C
• 0°C a 60°C • 0°C a 100°C
• 0°C a 100°C • 0°C a 160°C
• 0°C a 160°C • 0°C a 250°C
• 0°C a 250°C • 0°C a 400°C
•25/11/2012
0°C a 400°C 18
Medição e Controle de Temperatura
NBR 13881 – Termômetros bimetálicos – Recomendações
de fabricação e uso – Terminologia, segurança e calibração

Calibração:
Conceito de exatidão: grau de concordância verificada na comparação de indicadores de temperatura
entre o valor observado no instrumento e um valor aceito como verdadeiro. Considera-se o erro máximo
admissível aquele resultado desta comparação, expresso em porcentagem da faixa de indicação do
instrumento. O erro de exatidão inclui histerese e repetibilidade, mas não o erro causado por atrito ou
paralaxe.
Procedimento: do começo ao fim da calibração, a temperatura do banho deverá ser medida usando-se
um padrão de referência calibrado com uma exatidão quatro vezes melhor que o termômetro a ser
calibrado. Imergir a haste do termômetro até a profundidade recomendada pelo fabricante. Antes de
iniciar a calibração efetuar um pré-ciclo de imersão da haste em banhos quente e frio com temperaturas
perto dos valores máximo e mínimo da faixa nominal. As leituras devem ser tomadas aproximadamente a
da faixa de indicação:
a) 50% da faixa de indicação;
b)100% da faixa nominal de indicação;

O termômetro pode ser levemente batido antes de cada leitura, de modo a minimizar os erros de atrito.

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Medição Indireta

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Medição e Controle de Temperatura
Termopares (Thermocouples)
Teoria Termoelétrica
O fenômeno da termoeletricidade foi descoberto em 1821 por
T. J. Seebeck, quando ele notou que em um circuito fechado
formado por dois condutores metálicos e distintos A e B,
quando submetidos a um diferencial entre as suas junções,
ocorre uma circulação de corrente elétrica ( i ).
A existência de uma força eletro-motriz (F.E.M.)EAB , ou
tensão, no circuito é conhecida como Efeito Seebeck, e este se
produz pelo fato de que a densidade de elétrons livres num
metal, difere de um condutor para outro e depende da
temperatura.
Quando este circuito é interrompido, a tensão do circuito
aberto (Tensão de Seebeck ) torna-se uma função das
temperaturas das junções e da composição dos dois metais.
Denominamos a junção na qual está submetida à temperatura
a ser medida de Junção de Medição (ou junta quente) e a
outra extremidade que vais se ligar no instrumento medidor de
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junção de referência (ou junta fria).
Medição e Controle de Temperatura
Termopares (Thermocouples)

O elemento termopar consiste em dois fios de diferentes ligas


metálicas, emendados juntos num ponto onde será medida a
temperatura. Esta junção gera uma pequena tensão quando
aquecida. Esta tensão é em função da temperatura da
junção.
A relação entre a temperatura da junção e a tensão de saída
varia para diferentes tipos de termopares.
No instrumento de medição, a tensão do termopar na junta
de referência depende do material do fio do termopar a da
diferença de temperatura entre a junção sensora e a junção
de referência.
A temperatura da junção de referência deve ser mantida
constante. Se isto não for possível, a conexão do termopar
ao instrumento de medição deve ser feita usando um cabo de
compensação . Por este método, o sinal de saída do
termopar pode ser transmitido, para temperatura acima de
200°C , sem perda significantes de precisão.
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Medição e Controle de Temperatura
Compensação da Temperatura Ambiente (Tr) O sinal total que será convertido em
Para se usar o termopar como medidor de temperatura pelo instrumento será a
temperatura, é necessário conhecer a F.E.M. somatória do sinal do termopar e da
gerada e a temperatura da junção de referência compensação, resultando na indicação
Tr. correta da temperatura na qual o
termopar está submetido (independendo
da variação da temperatura ambiente).

Termopar Tipo K sujeito a 100°C


na junção de medição e 25°C na
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Medição e Controle de Temperatura
NBR 12771- Tabela de referência de Termopares
Objetivo: Esta norma estabelece as tabelas de referência usadas na conversão de força eletromotriz
térmica gerada pelo termopar em função da temperatura .

Tipos de Termopares:
Termopar tipo R (0 a 1600°C): Composto de platina pura(-) e uma liga de platina(+) contendo um teor
de ródio o mais próximo possível de 13% em peso.
Termopar tipo S (0 a 1600°C): : Compostos de platina pura(-) e uma liga de platina(+) contendo um
teor de ródio o mais próximo possível de 10% em peso
Termopar tipo B (600 a 1700°C): Feito de ligas cujas composições nominais em peso são platina -
30% ródio(+) e platina - 6% ródio(-).
Termopar tipo J (-40 a 750°C): Compostos de ferro comercialmente puro(+) e uma liga de níquel(-)
contendo 45% a 60% de cobre em peso, conhecida com Constantan.
Termopar tipo T (-200 a 350°C): Compostos de cobre comercialmente puro(+) e uma liga de níquel(-)
contendo 45% a 60% de cobre em peso.
Termopar tipo E (-200 a 900°C): Compostos de ligas comerciais do tipo níquel-cromo(+) e níquel-
cobre(-).
Termopar tipo K (-200 a 1200°C): Compostos de ligas comerciais do tipo níquel-cromo(+) e níquel-
manganês-silício-alumínio(-).
25/11/2012 tipo N (-200 a 1200°C): Compostos de ligas níquel-cromo-silício(+) e níquel-silício(-).
Termopar 24
Medição e Controle de Temperatura
NBR 12771- Tabela de referência de Termopares

Classes de tolerância para os termopares (junção de referência a 0°C

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Medição e Controle de Temperatura
Curvas Características de Termopares

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Medição e Controle de Temperatura
Fio e Extensão e Cabos de Compensação

Fios e cabos de extensão e compensação (ou fios e cabos compensados), nada mais
são que outros termopares, cuja função além de conduzir o sinal gerado pelo sensor,
é a de compensar os gradientes de temperatura existentes entre a junção de
referência (cabeçote) do sensor e os bornes do instrumento, gerando um sinal
proporcional de milivoltagem a este gradiente.
Fios e Cabos de Extensão são condutores fabricados com as mesmas ligas dos
termopares a que se destinam; portanto apresentam a mesma curva F.E.M. x
temperatura. Os fios e cabos de extensão são usados com os termopares de base
metálica ou básicos tipo T, J, E e K. Apesar de possuírem as mesmas ligas dos
termopares, apresentam um custo menor devido a limitação de temperatura que podem
ser submetido, pois sua composição química não é tão homogênea quanto a do
termopar.
Fios e Cabos de Compensação são os condutores fabricados com ligas diferentes dos
termopares a que se destinam, mas também apresentando a mesma curva F.E.M. x
temperatura dos termopares. São usados principalmente com os termopares nobres
(feitos a base de platina) tipos S e R, porém pode-se utilizá-lo em alguns termopares
básicos e com os novos tipos que ainda não estão normalizados.
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Medição e Controle de Temperatura
Cores de Termopares

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Medição e Controle de Temperatura
Cores de Termopares

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Medição e Controle de Temperatura
Cores de Termopares

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Medição e Controle de Temperatura
Cabeçotes

A função do cabeçote é a de proteger os contatos


do bloco de ligação, facilitar a conexão do tubo
de proteção e do conduíte, além de manter uma
temperatura estável nos contatos do bloco de
ligação, para que os contatos feitos de materiais
diferentes do termopar não interfiram no sinal
gerado por ele .

O Cabeçote a Prova de Tempo, é um cabeçote


mais robusto, indicado ambientes onde é
necessário a proteção contra os efeitos do meio
ambiente como umidade, gases não inflamáveis,
poeiras, vapores e vedação (gaxetas), que fazem
a vedação contra o tempo, vapor, gases e pó.
Seu corpo é feito de alumínio ou ferro fundido
com sua tampa rosqueada para maior proteção.

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Medição e Controle de Temperatura

Transmissor de Temperatura (Termopar)

Sensor de entrada programável: termopares tipos


J,K,T,N,E,R,S e Pt100 RTD.

 Saída 4-20mA a 2 fios (alimentado pelo loop).


 Power supply: 12 to 30 Vdc.
 Saída de corrente linearizada e com compensação de
junta-fria para termopares.
 Pt100 a 2 u 3 fios, com linearização.
 Precisão: +-0.2% do fundo de escala para Pt100 e 0.3%
do fundo de escala para os termopares.
 Efeito da Temperatura: 0.003% SPAN/ºC.
 Temperatura de trabalho:-40 to +85ºC.
 Proteção para quebra de sensor programável para início
ou fim da escala.

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Medição e Controle de Temperatura
Poços Termométricos

O poço termométrico tem a função de


proteger os termoelementos contra a ação do
processo (ambientes agressivos, esforços
mecânicos entre outros).
É fornecido com meio para ligação estanque
do processo, ou seja, veda o processo contra
vazamentos, perdas de pressão,
contaminações e outros.
Genericamente usa-se o poço onde as
condições do processo requisitam alta
segurança e são críticas tais como altas
temperaturas e pressões, fluidos muito
corrosivos, vibrações e alta velocidade de
fluxo.

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Medição e Controle de Temperatura
Recomendações para Seleção, Instalação e Uso do Termopares

A escolha de um termopar para uma determinada aplicação deve ser feita considerando-
se todas as características e normas exigidas pelo processo como:
 Faixa de Temperatura;
 Precisão;
 Estabilidade;
 Repetibilidade;
 Condições de Trabalho ;
 Velocidade de Resposta;
 Potência Termoelétrica;
 Custo.
Para a perfeita instalação e uso, deve-se atentar com vários detalhes de montagem
como por exemplo o comprimento de inserção: O comprimento da proteção e do sensor
deve ser de tal forma que acomode a junção de medição bem no meio do ambiente em
que se deseja medir a temperatura.
Um comprimento de inserção mínimo recomendado por norma é de no mínimo 10 (dez)
vezes o diâmetro externo da proteção (bainha, tubo ou poço), para minimizar os erros
causados pela condução de calor ao longo da proteção.
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Medição e Controle de Temperatura
Recomendações para Seleção, Instalação e Uso do Termopares

Recomenda-se também uma distância mínima de 100mm do cabeçote à


parede do processo, para nunca exceder a temperatura máxima de utilização
dos fios e cabos de extensão e compensação.
Deve-se instalar os poços e tubos de proteção em locais onde o fluido a ser
medido esteja constante movimento, pois zonas de estanque não indicam a
temperatura real do processo além de dar um atraso na resposta. Em
processos com temperaturas elevadas, deve-se em alguns casos montar o
poço na posição vertical, em cotovelo ou em ângulo para se conseguir um
comprimento de inserção mínimo e uma boa resistência mecânica.

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Medição e Controle de Temperatura
PT100 As termoresistências ou bulbos de resistência ou
termômetros de resistência ou RTD, são sensores
que se baseiam no princípio da variação da
resistência ôhmica em função da temperatura.
Elas aumentam a resistência com o aumento da
temperatura.
Seu elemento sensor consiste de uma resistência
em forma de fio de platina de alta pureza, de níquel
ou de cobre (menos usado) encapsulado num bulbo
de cerâmica ou vidro.
Entre esses materiais, o mais utilizado é a platina
pois apresenta uma ampla escala de temperatura,
uma alta resistividade permitindo assim uma maior
sensibilidade, um alto coeficiente de variação de
resistência com a temperatura, uma boa linearidade
resistência x temperatura e também ter rigidez e
ductibilidade para ser transformada em fios finos,
além de ser obtida em forma puríssima.

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Medição e Controle de Temperatura

PT100 - Termorresistência de Platina

A termorresistência de platina é a mais usada industrialmente devido a sua


grande estabilidade e precisão.
Convencionou-se chamá-la de PT100, (fios de platina com 100  a 0ºC).
Sua faixa de trabalho vai de -200 a 650ºC, porém a ITS-90 padronizou seu uso
até 962ºC aproximadamente.
Aplicações típicas:

 Processos industriais
 Plantas
 Aquecedores dágua (Boilers)
 Sistemas de aquecimento
 Sistemas de ar condicionado
 Sistemas de ventilação
 Fogões
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Medição e Controle de Temperatura

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Medição e Controle de Temperatura
Ponte de Wheatstone para Termoresistências de Platina

Existem normalmente dois instrumentos principais para determinar a resistência ôhmica


das termorresistências, que são pontes de medição (Ponte de Wheatstone) e os
eletrônicos.
O circuito em ponte é bastante utilizado em laboratórios, devido a sua alta precisão e em
alguns sistemas industriais. A ponte de Wheatstone, quando apresenta uma relação de
resistência R1 . R3 = R2 . R4 , esta se encontra balanceada ou em equilíbrio e desta
forma não circula corrente pelo galvanômetro pois os potenciais nos pontos A e B são
idênticos.
Portanto conhecendo-se os
valores de R1 e R2, e
ajustando a resistência R3
até que a ponte fique em
equilíbrio, tem-se através de
R3 o valor de R4 e portanto o
valor ôhmico da
termoresistência.
R1 . R3 = R2 . R4
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Medição e Controle de Temperatura
PT100

Ligação a dois Ligação a três


fios fios

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Medição e Controle de Temperatura
NBR 13773 – Termorresistência Industrial De Platina -
Requisitos e métodos de ensaio

Objetivo: Especifica os requisitos


e métodos de ensaio de
termorresistência industrial de
platina(TIP), para medição de
temperatura, cuja resistência
elétrica é uma função definida de
temperatura.
Esta norma abrange a
termorresistência industrial de
platina, revestida ou não,
adequada para a faixa de
temperatura de –200°C a +850°C,
com duas classes de tolerância.

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Medição e Controle de Temperatura
NBR 13773 – Termorresistência Industrial de Platina

Calibração: O ensaio de calibração A TIP deve ser levada lentamente até o limite
tem por finalidade constatar se toda superior de sua faixa de temperatura e depois
TIP atende os níveis de tolerância exposta ao ar em temperatura ambiente. Ela
exigidos nesta norma. O ensaio deve então ser levada lentamente até o limite
deve contemplar um número de inferior de sua faixa de temperatura e depois
pontos suficientes, de acordo com a exposta ao ar em temperatura ambiente. Em
faixa de utilização pretendida para o cada limite a TIP deve ser imersa até pelo
sensor, em atendimento à ITS-90. menos a sua profundidade de imersão de
Normalmente emprega-se para o calibração declarada e deve ser mantida na
ensaio de calibração uma corrente temperatura por tempo suficiente para
de 1 mA, para evitar o efeito do alcançar o equilíbrio. Este procedimento
auto-aquecimento deve ser repetido 10 vezes. Como resultado
deste ensaio, a resistência a 0°c não deve ser
mudada em mais do que o equivalente a
0,15°C para TIP de classe A e 0,30°C para a
TIP de classe B.

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Medição e Controle de Temperatura
Vantagens e Desvantagens de Termorresistência (PT100) x Termopar

Vantagens:
a) Possuem maior precisão dentro da faixa de utilização do que os outros
tipos de sensores.
b) Tem características de estabilidade e repetibilidade melhores do que
os termopares.
c) Com ligação adequada, não existe limitação para distância de
operação.
d) Dispensa o uso de fios e cabos de extensão e compensação para
ligação, sendo necessário somente fios de cobre comuns.
e) Se adequadamente protegido ( poços e tubos de proteção ), permite a
utilização em qualquer ambiente.
f) Curva de Resistência x Temperatura mais linear.
g) Menos influenciada por ruídos elétricos.

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Medição e Controle de Temperatura
Vantagens e Desvantagens de Termorresistência (PT100) x Termopar

Desvantagens:
a) São mais caras do que os sensores utilizados nesta mesma faixa.
b) Range de temperatura menor do que os termopares.
c) Deterioram-se com mais facilidade, caso se ultrapasse a temperatura
máxima de utilização.
d) É necessário que todo o corpo do bulbo esteja com a temperatura
estabilizada para a correta indicação.
e) Possui um tempo de resposta mais alto que os termopares.
f) Mais frágil mecanicamente
g) Autoaquecimento, exigindo instrumentação sofisticada.

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Medição e Controle de Temperatura
Transmissor de Temperatura (Termopar)

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Medição e Controle de Temperatura
ITS-90 – International Temperature Scale - 1990

Quando queremos construir uma escala de temperatura, o


primeiro passo é isolar um fenômeno térmico facilmente
reprodutível e arbitrariamente, associar uma certa
temperatura Kelvin ao seu ambiente térmico. Em outras
palavras, selecionamos um ponto fixo padrão. O padrão
mais usado é o PONTO TRIPLO DA ÁGUA.

O ponto triplo da água corresponde


ao ponto em que a água, o gelo e o
vapor de água coexistem em
equilíbrio). Uma "célula" de ponto
triplo é mostrada ao lado. A célula
é resfriada até que a água, gelo, e
vapor de água estejam em equilíbrio.
A temperatura é 273.16 K por
definição. Um termômetro pode ser
calibrado inserindo-o no tubo central.

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Medição e Controle de Temperatura
ITS-90 – International Temperature Scale - 1990

CALIBRAÇÃO:
Outros pontos fixos adotados:
O ponto triplo da água é o mais
importante ponto fixo
termoelétrico definido usado em
calibração de termômetros na
ITS-90 (International Temperature
Scale of 1990). Ele é o ponto fixo
comum para a escala
termodinâmica de temperatura
Kelvin e a ITS-90. O seu valor é
de 273.16 K (0.01°C).

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Medição e Controle de Temperatura
ITS-90 – International Temperature Scale - 1990
CALIBRAÇÃO:
DEFINIÇÃO DA ESCALA INTERNACIONAL DE TEMPERATURA DE 1990
Entre 0,65 K e 5.0 K T90 é definida em termos das relações de temperatura de pressão
de vapor do 3He e 4He.
Entre 3,0 K e o ponto triplo de Neon (24,5561 K) T90 é definido por meio de um
termômetro de gás de hélio calibrado em três temperaturas experimentalmente
realizáveis que possuem valores numéricos atribuídos (pontos fixos de definição) e
usando-se procedimentos de interpolação especificados.
Entre o ponto triplo de equilíbrio do hidrogênio (13,8033 K) e o ponto de solidificação da
prata (961,78°C) T90 é definida por meio de termômetros de resistência de platina
calibrados em conjuntos específicos de pontos fixos de definição e usando-se
procedimentos de interpolação especificados.
Acima do ponto de solidificação de prata (961,78°C) T90 é definida em termos de um
ponto fixo de definição e da lei de radiação de Planck.

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Medição e Controle de Temperatura
ITS-90 – International Temperature Scale - 1990
Os “termômetros de resistência” funcionam baseados no fato de que a resistência de
uma grande gama de materiais varia com a temperatura; de um modo geral, os metais
aumentam a resistência com a temperatura, ao passo que os semicondutores
diminuem a resistência com a temperatura, como está mostrado na fig. 1.

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Medição e Controle de Temperatura
Termômetros Portáteis

Instrumento digital Instrumento digital


portátil, de dois canal, portátil, tipo vareta, a
com LCD de 3 1/2 prova de água, LCD
dígitos, resolução de de 3 1/2 dígitos,
1°C ou 1°F, precisão resolução de 0,1°C
básica de 0.3%+2°C, ou 0,1°F, precisão
congelamento de básica de 3°C,
leitura e função T1 - registro de máximo e
T2. mínimo.
Realiza medidas de Realiza medida de
temperatura na faixa temperatura na faixa
de -50°C a 1300°C ou de -10°C a 200°C ou
-58°F a 1999°F, com 14°F a 392°F.
uso de termopar tipo
K.

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Medição e Controle de Temperatura
Medição por Infra-vermelho

A tecnologia infravermelha não é um fenômeno novo, ela tem sido utilizada com sucesso
em setores industriais e de pesquisa durante décadas, mas inovações tem reduzidos
custos, ampliado a confiabilidade, e resultou em sensores infravermelhos para medição
de temperatura sem contato.
Quais as vantagens da medição de temperatura sem contato ?
 É rápida (na faixa de ms), permitindo mais medições e acumulação de dados
 Medições podem ser feitas em objetos perigosos ou fisicamente inacessíveis (partes
com alta-voltagem, medições a grande distância)
 Facilidade de medição quando o alvo está em movimento
 Medições de altas temperaturas(maiores que 1300°C) não apresentam problemas. Em
casos similares, termômetros comuns não podem ser utilizados ou tem a sua vida útil
reduzida
 Em casos de maus condutores de calor como plástico e madeira, medições são
extremamente precisas sem distorções dos valores, se comparado com medições com
termômetros de contato.
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Medição e Controle de Temperatura

Em suma, as principais vantagens da medição de temperatura por infra-vermelho são a


velocidade, ausência de interferência e possibilidade de medição de altas temperaturas
até 3000°C. Lembrando que apenas temperaturas na superfície dos materiais podem ser
medidas.
Os termômetros de infra-vermelhos podem ser comparados ao olho humano. As lentes
do olho representa a parte ótica que faz com que a radiação(fluxo de fótons) vindos dos
objetos pela atmosfera, alcancem a camada fotossensível (retina). Isto é convertido em
um sinal que é enviado ao cérebro.
A figura abaixo apresenta o processo de medição por infravermelho

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Medição e Controle de Temperatura

Toda forma de matéria com temperatura(T) acima do zero absoluto emite radiação
infravermelha de acordo com a temperatura. Isto é chamado de radiação característica. A
causa disto é o movimento mecânico interno das moléculas. A intensidade deste
movimento depende da temperatura do objeto. Como o movimento das moléculas
representa deslocamento de cargas, radiação eletromagnética(fótons) é emitida. Estes
fótons movem-se coma velocidade da luz e comportam-se de acordo com os princípios
óticos conhecidos.
Eles podem ser defletidos,
focados por lentes, ou
refletidos por superfícies
reflexivas. O espectro desta
radiação tem faixa de 0,7 a
1000 µm de comprimento de
onda. Por esta razão, a
radiação não pode ser
normalmente vista a olho nu.
Esta área encontra-se na
área de luz vermelha da luz
visível e desta forma tem
sido chamada de
infravermelha.
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Medição e Controle de Temperatura
Medição por Infra-vermelho

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Medição e Controle de Temperatura
Medição por Infra-vermelho

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Fim!!!

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