Anda di halaman 1dari 3

AULA MODELO 9 – Disciplina: Introdução à Ciência e Engenharia de Materiais

 Unidades de Ensino – Diagrama de fases e propriedades mecânicas dos materiais

Carga Horária: 03 horas

Objetivos da Unidade: Oferecer ao aluno um embasamento conceitual que lhe permita selecionar o
material mais adequado para uma determinada aplicação, de modo a atender às características de
desempenho esperadas, tanto no que se refere às características de serviço quanto de processamento
destes.

Competência: Espera-se que os alunos ao cursarem esta disciplina, tenham já adquirido uma boa
compreensão dos fundamentos de Cálculo, Física e Química.

Habilidades: ser capaz de tomar decisão com relação aos materiais mais adequados, raciocinar de forma
lógica, criativa e analítica no que tange a resolução de problemas em materiais.

Temas (ou assunto a ser discutido na aula):


Unidades 4 – Diagrama de fases
4.4 Microestrutura dos materiais

Proposta Metodológica:
1. Pré-Aula
2. Aula: Texto sobre o conteúdo programático
3. Pós-Aula
1-) Pré-Aula:
Para instigar sua curiosidade e aumentar seu entendimento sobre o conteúdo da disciplina “introdução
à ciência e engenharia de materiais”, vamos fazer algumas perguntas que servirão mais como reflexão
sobre as principais e indispensáveis questões que envolvem novos conceitos indispensáveis à
integralização dos seus conhecimento na área de materiais aplicados a engenharia:
1) É possível em um processo físico-químico alterar mais alguma outra propriedade física além de
temperatura e pressão?
2) O que indica a composição?
3) É possível alterar alguma propriedade do material alterando somente sua composição?

2-) Aula
Leia o texto abaixo:

1 - Microestrutura e propriedades dos materiais:

É realizado, muitas vezes, o exame dos elementos estruturais e os defeitos que influenciam as
propriedades dos materiais. Alguns elementos estruturais possuem dimensões macroscópicas, isto é, são
suficientemente grandes para serem observados a olho nu. Por exemplo, a forma e o tamanho ou o
diâmetro médios dos grãos para amostra policristalina são características estruturais importantes. Com
frequência, os grãos macroscópicos são evidentes nos postes de iluminação de rua feitos em alumínio.
Grãos relativamente grandes, exibindo diferentes texturas, estão claramente visíveis sobre a superfície do
lingote de chumbo seccionado podem ser vistos por uma micrografia de varredura eletrônica.
Entretanto, na maioria dos materiais, os grãos constituintes possuem dimensões microscópicas,
com diâmetro que podem ser da ordem de alguns micrômetros (10 -6), e os seus detalhes devem ser
investigados utilizando-se algum tipo de microscópio. O tamanho e a forma do grão são apenas duas
características do que se denomina microestrutura.
Microscópicos ópticos e microscópicos eletrônicos de varredura por sonda são comumente
utilizados em microscopia. Esses instrumentos auxiliam nas investigações das características
microestruturais de todos os tipos de materiais. Algumas dessas técnicas empregam equipamentos
fotográficos em conjunto com o microscópico, a fotografia na qual a imagem é registrada é chamada de
fotomicrografia. Adicionalmente, muitas imagens microestruturais são geradas ou retocadas utilizando-
se computadores.
O exame microscópico é uma ferramenta extremamente útil no estudo e na caracterização dos
materiais. Aplicações importantes das análises microestruturais são: assegurar que as associações entre as
propriedades e a estrutura (e os defeitos) sejam compreendidas da forma correta: prever as propriedades
dos materiais uma vez que essas relações tenham sido estabelecidas; projetar ligas com novas
combinações de propriedades; determinar se um material foi ou não tratado termicamente da maneira
correta; e verificar o modo de uma fratura mecânica.
Uma das técnicas mais simples para estudar materiais é a microscopia óptica, onde o microscópico
óptico é utilizado para estudar a microestrutura. Sistemas ópticos e de iluminação são os seus
elementos básicos. Para materiais que são opacos à luz visível (todos os metais e muitos cerâmicos e
polímeros), apenas a superfície do material é submetida à observação e o microscópico óptico deve ser
usado no modo reflexão. Os contrastes na imagem produzida resultam das diferenças na refletividade
das várias regiões da microestrutura. As investigações desse tipo são chamadas frequentemente de
metalográficas, uma vez que os metais foram os primeiros materiais a ser examinados com o emprego
dessa técnica.

Figura 3 – Chapa de aço galvanizado onde é possível observar os grãos de zinco, imagem gerada por
microscópio óptico.

O tamanho do grão muitas vezes é determinado quando as propriedades de um material


policristalino estão sendo consideradas. Um dos métodos mais utilizados para prever o tamanho do grão
é o desenvolvido pela Sociedade Americana para Testes e Materiais (ASTM). Nesta técnica foram
preparados vários quadros de comparação padronizados, todos contendo diferentes tamanhos médios
de grão. A cada quadro foi atribuído um número de 1 a 10, denominado número do tamanho de grão.
Uma amostra deve ser preparada da maneira apropriada para revelar a estrutura do grão, e, então, ser
fotografada sob a ampliação de 100 vezes. O tamanho do grão é expresso em termos do número do
tamanho do grão do quadro cujos grãos mais se assemelham aos das micrografias. A vantagem é que é
uma técnica simples, naturalmente é subjetiva e sujeita a erros introduzindo pelo operador. Existem
cartas-padrão para diversas normas, tais como ASTM E112, SEP 1510 e etc. Há diversos métodos para
medir o número de grãos por unidade de área em uma seção de uma amostra metalográfica.
Estimativas do tamanho dos grãos estão entre as medidas mais importantes da metalografia. O número
de tamanho de grão é usado largamente na especificação de aços, porque quase todas as propriedades
mecânicas dos aços dependem do tamanho do grão.
Efetivamente quanto maior o tamanho do grão menos resistente é o metal. Porque as
discordâncias terão mais espaço para se movimentarem. Portanto uma amostra com grãos menores é
mais resistentes e duras, pois existirão mais contornos de grão.
Ferro puro ou aços com contenham teores de carbono são essencialmente monofásicos. O
ferro com baixíssimos teores de carbono em que a microestrutura é composta por grãos de ferrita esta
na Figura 4. Este tipo de material normalmente tem dureza bastante baixa. Quando o tamanho do grão
é suficientemente grande pode ser empregado em anéis de vedação metal-metal na indústria de
petróleo, onde é importante que o anel se deforme ao se apertar a conexão para que a vedação seja
obtida.

Figura 4 – Aço de teor de carbono extra baixo, no detalhe os grãos de ferrita e pequenas inclusões não-
metálicas.