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CLONAGEM HUMANA
ENFOQUE TERAPÊUTICO

Gálatas 4.15; 6.11

Objetivo do estudo:
Avaliar se a clonagem para fins terapêuticos alcança objetivos válidos para justificar
sua prática pela ciência para o bem da humanidade, e se não atenta contra a ética e a
teologia.

INTRODUÇÃO
Qualquer cristão familiarizado com a Palavra de Deus, sabe que não há texto bíblico
específico sobre este assunto, pois ele é novíssimo, não havendo nem mesmo
regulamentação legal.

Mas o texto em que Paulo fala que os gálatas estariam prontos para arrancarem seus
próprios olhos para lhe darem mostra, numa analogia com Gálatas 6.11, que Paulo
tinha miopia e precisava, no mínimo, de uma cirurgia. No seu tempo isto era
inimaginável. Hoje, ele poderia fazer uma cirurgia simples e ficaria bom. Na pior das
hipóteses, poderia fazer um transplante de córnea.

Esta colocação leva-nos para um dos aspectos da chamada clonagem terapêutica,


que será usada para evitar transplantes do tipo que precisaria o apóstolo Paulo, e
tratamento de outros tipos de doenças, inclusive o câncer e até a Aids.

Mais uma vez, vamos passar para os nossos leitores a técnica e os objetivos deste
tipo de clonagem com base nas informações confiáveis que temos à nossa disposição,
para depois uma consideração ética e bíblica do assunto.

1 - O QUE É A CLONAGEM PARA FINS TERAPÊUTICOS?


Antes de mais nada, esta clonagem não visa a reprodução humana, mas
simplesmente a formação de um embrião para que seja usado nesta área de
necessidade humana. Dos esforços e pesquisas nesta área, está surgindo uma nova
medicina: a medicina regenerativa.

O procedimento, inicialmente, é o mesmo da clonagem para fins reprodutivos, e a


técnica pode ser a que expusemos na primeira lição, que foi o método usado para
clonar a ovelha Dolly.

Neste caso, as células-tronco (stem-cels) poderiam se diferenciar em qualquer tipo de


célula. Essas células-tronco seriam produzidas a partir de embriões em um estágio
muito inicial de desenvolvimento.

Isso significa que as pessoas forneceriam suas próprias células, o núcleo dessas
células iria para os seus próprios ovócitos ou ovocitos de doadores (já com seus
núcleos retirados), e ocorreria a fusão e a formação do embrião clonado.

Esse embrião seria implantado no útero de uma mulher e ao final de um período


determinado (talvez, 14 dias), esse embrião seria retirado para a obtenção das
células-tronco. Essas células seriam transferidas para um meio de cultura, e então
seriam estimuladas a se diferenciarem em tecidos individuais. Esses tecidos ou órgãos
poderiam ser implantados no paciente doente (o doador da célula) e não haveria o
problema de rejeição, que é um problema comum e importante nos transplantes.

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2 - VANTAGENS DA CLONAGEM PARA FINS TERAPÊUTICOS


A clonagem para fins terapêuticos pretende permitir o tratamento de várias doenças
incluindo Doença de Parkinson, diabetes, doenças cardíacas e outras, além, é claro,
dos transplantes de órgãos, podendo salvar várias vidas.

E no caso dos transplantes de órgãos, eliminaria a lista de espera (o paciente não


precisaria esperar a morte de um doador para obter um transplante) e não haveria
mais a necessidade do paciente tomar medicamentos imunossupressores
(medicamentos que visam impedir a rejeição do órgão doador) por toda a vida.

No entanto esse processo necessita ainda de muito estudo e pesquisa, porque ainda
não se sabe quais são os fatores necessários para induzir a diferenciação das células-
tronco em cada um das centenas de tecidos do corpo humano.

Além disso, tem o fator ético e social, já que o procedimento envolve o sacrifício de
blastocistos clonados para a obtenção de células-tronco em cultura. Ainda existe o
argumento de que os blastocistos (célula embrionária não diferenciada) são seres
humanos em potencial.

É claro que o embrião morre neste processo, e aí já surge um primeiro problema ético.
Os especialistas definem este tipo de clonagem assim: "o objetivo da clonagem
terapêutica é produzir uma cópia sadia de um tecido ou órgão doente, para
transplante".

Se tudo der certo, afora, é claro, os problemas jurídicos e éticos que ainda vamos
focalizar, este será um dos mais extraordinários passos da ciência. Eis porque
laboratórios famosos no mundo inteiro estão operando dia e noite em projetos desta
área.

3 - PROBLEMAS JURÍDICOS, ÉTICOS E TEOLÓGICOS


Pelo que temos visto, a clonagem para fins terapêuticos não leva avante o
desenvolvimento do feto além dos 14 dias e ele tem que ser descartado. Neste caso,
somos jogados, inexoravelmente, em três problemas: um jurídico, um ético e outro
teológico.

3.1. O Problema Jurídico


Se estamos certos em admitir que a vida começa com a concepção, um embrião já é
um ser vivo. Se ele tem que ser intencionalmente descartado, isto já configura um
aborto. E aborto, a não ser nos dois casos da Lei Penal Brasileira, em que ele é
possível (quando a gravidez põe em risco a vida da mãe, e no caso de estupro), é
crime.

É claro que esse feto foi gerado em circunstâncias completamente novas, diferentes
daquelas que estão embutidas no conceito de vida de um ser humano, quando
consideramos o crime contra a pessoa.

Primeiramente, esse feto não foi gerado pelo encontro de duas pessoas, pelo ato
conjugal, mas sim por uma manipulação de laboratório. Inclusive, não entrou nem
mesmo um espermatozoide nessa fecundação, mas um DNA.

Também não entra nesta consideração outro elemento intrínseco desta concepção,
que é a expectativa de vida de um feto que, ainda que já tenha vida, não tem
personalidade, mas isto é o que se espera, dentro do caminho normal da vida

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Ainda mais, esta é uma vida que surgiu da própria pessoa enferma, como uma cópia
do seu próprio organismo e da sua própria vida.

No entanto, a despeito da ausência desses elementos, é um ser vivo e que será


descartado intencionalmente. Seu processo de vida será interrompido e o feto será
expulso do útero.

Sem dúvida, é um fato novo, que ainda não está regulamentado pela Lei Civil e nem
pela Lei Penal, no Brasil. E por fugir a qualquer norma legal pré-existente, por
enquanto tem que ser considerado à luz da analogia. No mínimo, a matéria terá que
ser regulamentada pela Lei, enquadrando-se dentro dos casos excludentes de
penalidade.

[Atualização do blog maxMODE: em 29 de maio de 2008, o


Superior Tribunal Federal aprovou as pesquisas com células-
tronco embrionários, transformando o Brasil no primeiro país da
América Latina e o 26º no mundo a permitir esse tipo de
pesquisa e colocando-o no rol de países como Finlândia,
Grécia, Suíça, Holanda Japão, Austrália, Canadá, Coréia do
Sul, Estados Unidos, Reino Unido e Israel. O artigo 5º da Lei de
Biossegurança (Lei nº 11.105, de 24 de março de 2005) libera
no país a pesquisa com células-tronco de embriões obtidos por
fertilização in vitro e congelados há mais de três anos.
Atualmente, esses embriões são descartados após quatro anos
de congelamento, mas os pais devem autorizar expressamente
seu uso para efeito de pesquisa.]

No entanto, enquanto escrevemos este capítulo, notícias veiculadas pelos jornais e


noticiosos de TV informam que o Parlamento da Grã-Bretanha acaba de liberar a
clonagem para fins terapêuticos (27-02-02). O que já vinha sendo tolerado, agora
passa a ser lei.

A lei permite a clonagem de embriões, desde que seja só para fins terapêuticos e não
para clonar uma pessoa. Os cientistas se comprometem a usar, dentro do possível, os
embriões que já existem congelados em clínicas de reprodução.

Assim, um embrião de 14 dias, poderá ser retirado do útero e dele serão extraídas as
células-mães (stem-cels), e com elas os cientistas poderão desenvolver qualquer
tecido: osso, nervo, cartilagem, medula e outros.

É bom lembrar que esse embrião poderá ser também desenvolvido a partir de DNA da
própria pessoa enferma que precisa do tratamento. Mesmo tendo sido aprovada esta
lei, houve restrições no parlamento, e a discussão ética e teológica vai continuar,
como já temos visto.

3.2. O Problema Ético


Na área ética, como já temos notado, o problema é mais complicado do que na área
jurídica. Nesta, a sociedade faz as leis que nem sempre são baseadas numa boa
moral. É o caso da regularização de jogos de azar; é o caso da regularização das
bebidas alcoólicas que são tão danosas quanto as drogas, que são proibidas.

Aqui, a ética vai perguntar porque a fecundação não visa a formação de uma pessoa?
Este, segundo a ética, é o objetivo de toda a geração. Evidentemente, algumas
gerações, por motivos involuntários, não logram êxito, mas esta é uma exceção à
regra.

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É bem verdade, que no caso de uma clonagem feita a partir do DNA do próprio
paciente para benefício próprio, estabelece dois elementos importantes na discussão
ética do assunto: é cópia dele, para benefício próprio. Mas então pergunta-se: Seria
válido, criar uma vida apenas para prolongar outra vida por algum tempo, e descartar a
nova vida criada sem que ela atinja, também, os verdadeiros objetivos da existência?

Confessamos que, analisando profundamente este problema, encontramos


pormenores quase intransponíveis. Notemos, mais uma vez, que não se está
buscando vida de outrem para salvar uma vida já existente, mas se está criando uma
outra vida da própria vida a ser beneficiada. É uma questão completamente nova, sem
qualquer outro parâmetro que sirva de analogia.

3.3. O Problema Teológico


Dentro da mesma linha de pensamento, lembramos que a Lei espiritual diz: "Não
matarás". Esta lei, naturalmente, é jurídica, ética e teológica.

Mas, com certeza, esta lei está considerando um ser humano produzido dentro dos
parâmetros bíblicos e, consequentemente teológicos, isto é, que o ser humano foi
gerado a partir de um encontro conjugal, entre um homem e uma mulher, que resultou
no encontro de um óvulo e um espermatozoide, para a geração de uma vida.

Não é demais lembrar aqui todos os questionamentos que levantamos na lição do


Enfoque Teológico. Recomendamos um retorno àquele material.

E mais: Como no caso da clonagem em geral, voltamos a perguntar se neste caso


também, o feto teria, no ato da fecundação, a alma ou espírito. Naturalmente, não se
pode imaginar se um ser humano poderia viver sem o seu esquema espiritual, como
um mero animal irracional.

Se isto fosse possível, isto é, se pudesse ficar provado que na clonagem o ser
resultante não tem espírito, então seria como um mero animal. Aí, quem sabe, o
questionamento poderia ser menos grave. Mas este é um assunto sobre o qual não se
dispõe de elementos para comprovar.

CONCLUSÃO
Neste caso, deixamos aos nossos leitores a faculdade de opção, à luz dos
questionamentos que temos levantado. Lembramos aos cristãos que, no dizer do
apóstolo Paulo, "todas as coisas nos são lícitas, mas nem todas convém".

Assim, como no caso da loteria, jogo de azar legalizado, mas que muitos cristãos o
evitam por não julgarem o jogo conveniente e ético, assim será no caso da clonagem
para fins terapêuticos. Na ocasião, caberá ao cristão optar ou não por ela.

PONTOS PARA DISCUTIR


1. A diferença técnica entre a clonagem humana comum e a clonagem humana para
fins terapêuticos.
2. Levando-se em conta apenas o propósito de curar alguém, seria válida a clonagem
para fins terapêuticos?
3.Diante da finalidade terapêutica, levando-se em conta que o próprio paciente fornece
o material para a clonagem e, ainda, que a vida proveniente deste ato será descartada
após retirar-se dela as células desejadas, haveria alguma maneira de justificar a morte
programada desse embrião?

AUTOR: DAMY FERREIRA

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