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Aula 07

PROCEDIMENTO COMUM

1. Revisão

Art. 335. O réu poderá oferecer contestação, por petição, no prazo de 15


(quinze) dias, cujo termo inicial será a data:

I - da audiência de conciliação ou de mediação, ou da última sessão de


conciliação, quando qualquer parte não comparecer ou, comparecendo, não houver
autocomposição;

II - do protocolo do pedido de cancelamento da audiência de conciliação ou de


mediação apresentado pelo réu, quando ocorrer a hipótese do art. 334, § 4o, inciso I;

III - prevista no art. 231, de acordo com o modo como foi feita a citação, nos
demais casos.

§ 1o No caso de litisconsórcio passivo, ocorrendo a hipótese do art. 334, § 6o, o


termo inicial previsto no inciso II será, para cada um dos réus, a data de apresentação
de seu respectivo pedido de cancelamento da audiência.

§ 2o Quando ocorrer a hipótese do art. 334, § 4o, inciso II, havendo litisconsórcio
passivo e o autor desistir da ação em relação a réu ainda não citado, o prazo para
resposta correrá da data de intimação da decisão que homologar a desistência.

1. Petição inicial - Preencher os Requisitos dos Arts. 319 e 320 CPC.


Estando em ordem, segue para a distribuição.
2. Distribuição - (momento em que haverá o REGISTRO).
3. Despacho do Juiz - O despacho poderá ser de duas formas:
a) Determinando a citação do Réu (Se estiver tudo ok com a petição).
Citação: É o ato por meio do qual se convoca o réu (e qualquer
outra pessoa) a juízo para integrar a lide. O Réu será citado, mas
também intimado a fazer algo (INTIMAÇÃO).

b) Determinando a correção dos vícios em 15 dias (caso a petição


contenha vícios), nos termos do Art.321 - Ainda que ocorra revelia, o autor
não poderá alterar o pedido, ou a causa de pedir, nem demandar declaração incidente,
salvo promovendo nova citação do réu, a quem será assegurado o direito de responder
no prazo de 15 (quinze) dias.

4. Sentença -
a) Se os vícios da petição não forem corrigidos, o juiz dará
uma SENTENÇA SEM RESOLUÇÃO DO MÉRITO (nas hipóteses
do Art. 330 – que é uma sentença de indeferimento da petição
inicial.)
Art. 330. A petição inicial será indeferida quando:
I - for inepta;
II - a parte for manifestamente ilegítima;
III - o autor carecer de interesse processual;
IV - não atendidas as prescrições dos arts. 106 e 321.
§ 1o Considera-se inepta a petição inicial quando:
I - lhe faltar pedido ou causa de pedir;
II - o pedido for indeterminado, ressalvadas as hipóteses legais em que se
permite o pedido genérico;
III - da narração dos fatos não decorrer logicamente a conclusão;
IV - contiver pedidos incompatíveis entre si.
§ 2o Nas ações que tenham por objeto a revisão de obrigação decorrente de
empréstimo, de financiamento ou de alienação de bens, o autor terá de, sob
pena de inépcia, discriminar na petição inicial, dentre as obrigações
contratuais, aquelas que pretende controverter, além de quantificar o valor
incontroverso do débito.
§ 3o Na hipótese do § 2o, o valor incontroverso deverá continuar a ser pago no
tempo e modo contratados.

b) Se a questão já tiver sido matéria de súmula ou


julgamento repetitivo (como eles terão eficácia vinculante no novo
código) o juiz deverá em respeito ao Art. 10, ouvir o autor
(determinando a intimação do Autor para ele se manifestar). E o
juiz entendendo que a alegação do autor não prospera, que
realmente o caso é idêntico, prolatará SENTENÇA COM
RESOLUÇÃO DO MÉRITO, nas hipóteses do Art.332.
Art. 332. Nas causas que dispensem a fase instrutória, o juiz,
independentemente da citação do réu, julgará liminarmente improcedente o
pedido que contrariar:
I - enunciado de súmula do Supremo Tribunal Federal ou do Superior Tribunal
de Justiça;
II - acórdão proferido pelo Supremo Tribunal Federal ou pelo Superior Tribunal
de Justiça em julgamento de recursos repetitivos;
III - entendimento firmado em incidente de resolução de demandas repetitivas
ou de assunção de competência;
IV - enunciado de súmula de tribunal de justiça sobre direito local.
§ 1o O juiz também poderá julgar liminarmente improcedente o pedido se
verificar, desde logo, a ocorrência de decadência ou de prescrição.
§ 2o Não interposta a apelação, o réu será intimado do trânsito em julgado da
sentença, nos termos do art. 241.
§ 3o Interposta a apelação, o juiz poderá retratar-se em 5 (cinco) dias.
§ 4o Se houver retratação, o juiz determinará o prosseguimento do processo,
com a citação do réu, e, se não houver retratação, determinará a citação do réu
para apresentar contrarrazões, no prazo de 15 (quinze) dias.

5. Decisão Interlocutória – Há também a possibilidade de sair uma


decisão interlocutória liminar, concedendo ou indeferindo um pedido de
tutela antecipada.

5.1. Tutela Genérica (Art. 300) - Que pode ser um pedido


tradicional/ padrão;

Art. 300. A tutela de urgência será concedida quando houver elementos que
evidenciem a probabilidade do direito e o perigo de dano ou o risco ao
resultado útil do processo.
§ 1o Para a concessão da tutela de urgência, o juiz pode, conforme o caso,
exigir caução real ou fidejussória idônea para ressarcir os danos que a outra
parte possa vir a sofrer, podendo a caução ser dispensada se a parte
economicamente hipossuficiente não puder oferecê-la.
§ 2o A tutela de urgência pode ser concedida liminarmente ou após justificação
prévia.
§ 3o A tutela de urgência de natureza antecipada não será concedida quando
houver perigo de irreversibilidade dos efeitos da decisão.

Ou pode ser...

5.2. Tutela de Urgência (Art. 303) - de acordo com a nova


sistemática que possibilita a estabilização de demanda. Valendo
salientar que se for a tutela do Art. 303, se a parte não
complementar e o Réu não agravar, a demanda estabiliza e o
processo é extinto sem julgamento de mérito.

Art. 303. Nos casos em que a urgência for contemporânea à propositura da


ação, a petição inicial pode limitar-se ao requerimento da tutela antecipada e à
indicação do pedido de tutela final, com a exposição da lide, do direito que se
busca realizar e do perigo de dano ou do risco ao resultado útil do processo.
§ 1o Concedida a tutela antecipada a que se refere o caput deste artigo:
I - o autor deverá aditar a petição inicial, com a complementação de sua
argumentação, a juntada de novos documentos e a confirmação do pedido de
tutela final, em 15 (quinze) dias ou em outro prazo maior que o juiz fixar;
II - o réu será citado e intimado para a audiência de conciliação ou de
mediação na forma do art. 334;
III - não havendo autocomposição, o prazo para contestação será contado na
forma do art. 335.
§ 2o Não realizado o aditamento a que se refere o inciso I do § 1o deste artigo,
o processo será extinto sem resolução do mérito.
§ 3o O aditamento a que se refere o inciso I do § 1o deste artigo dar-se-á nos
mesmos autos, sem incidência de novas custas processuais.
§ 4o Na petição inicial a que se refere o caput deste artigo, o autor terá de
indicar o valor da causa, que deve levar em consideração o pedido de tutela
final.
§ 5o O autor indicará na petição inicial, ainda, que pretende valer-se do
benefício previsto no caput deste artigo.
§ 6o Caso entenda que não há elementos para a concessão de tutela
antecipada, o órgão jurisdicional determinará a emenda da petição inicial em
até 5 (cinco) dias, sob pena de ser indeferida e de o processo ser extinto sem
resolução de mérito.

5.3. Tutela da Evidência (Art. 311)

Art. 311. A tutela da evidência será concedida, independentemente da


demonstração de perigo de dano ou de risco ao resultado útil do processo,
quando:
I - ficar caracterizado o abuso do direito de defesa ou o manifesto propósito
protelatório da parte;
II - as alegações de fato puderem ser comprovadas apenas documentalmente
e houver tese firmada em julgamento de casos repetitivos ou em súmula
vinculante;
III - se tratar de pedido reipersecutório fundado em prova documental
adequada do contrato de depósito, caso em que será decretada a ordem de
entrega do objeto custodiado, sob cominação de multa;
IV - a petição inicial for instruída com prova documental suficiente dos fatos
constitutivos do direito do autor, a que o réu não oponha prova capaz de gerar
dúvida razoável.
Parágrafo único. Nas hipóteses dos incisos II e III, o juiz poderá decidir
liminarmente.

DECORAR O 311!!!
PARA NUNCA MAIS ESQUECER: se o que está sendo pedido na inicial, já tiver
sido julgado por tribunal superior dizendo que você não tem direito (matéria repetitiva,
súmula vinculante, controle de constitucionalidade), o que o juiz de primeiro grau faz
com essa ação? Julga com resolução do mérito, julga Improcedente.

Mas imagine que você tenha direito! Com base em súmula, o seu pedido lá no
final tem que ser julgado procedente, porque a súmula não é vinculante. Então vincula
pra dar porrada, mas também vincula para lhe dar o que você tem direito. Eu poderia
já aqui dar uma sentença com resolução do mérito julgando o pedido procedente?
(Pois veja: se for procedente é contra o réu, o réu já havia sido ouvido? Pode dar uma
decisão contra alguém, sem oportunizar a essa parte a chance de se defender? Então
sendo assim, não poderia julgar PROCEDENTE, pois violaria um princípio
constitucional que é o da ampla defesa e do contraditório. Mas o cara tem direito? Não
tem uma súmula vinculante, um recurso repetitivo, não tem uma decisão uniformizada
por um Tribunal dizendo: você tem direito a isso; mas por outro lado não tem o devido
processo legal que diz que tem que se passar por etapas? COMO VOCÊ ARRUMA
ISSO? Será o bafafá do Novo Código!!! TUTELA DE EVIDÊNCIA.

1. É uma tutela provisória, onde o direito da parte é evidente!


Se o direito da parte é evidente, porque não conceder logo a
ela? Vai ser concedido o direito, contudo, não decidirá definitivamente,
por respeito ao contraditório e ampla defesa, mas já será dado o direito
satisfativamente.
Só que pra dar o direito, se estaria dando contra o réu também,
isso pode sem dar a ele a oportunidade de se manifestar? Sim, com base
no Art. 9º, II NCPC.

Art. 9o Não se proferirá decisão contra uma das partes sem que ela seja
previamente ouvida.
Parágrafo único. O disposto no caput não se aplica:
I - à tutela provisória de urgência;
II - às hipóteses de tutela da evidência previstas no art. 311, incisos II e III;
III - à decisão prevista no art. 701.

Essa exceção ao Art. 9º, prevista em seu parágrafo único,


também se aplicará as tutelas previstas nos Arts. 300 e 303, com
base no inciso I.
DECORE AS HIPÓTESE EM QUE O JUIZ VAI CONCEDER UMA
TUTELA DE EVIDÊNCIA!!!

A decisão comentada acima, NÃO É SENTENÇA! Pois o juiz não está


encerrando o processo, já que ainda haverá a citação do réu para integrar a lide e a
intimação do mesmo para oferecer resposta ou comparecer a uma audiência. O que o
juiz está garantindo ao autor com essa decisão, é que o direito dele é evidente.

Se for DEFEDERIDA ou INDEFERIDA cabe recurso? Cabe sim, tanto nas


Tutelas da Evidência, quanto nas Tutelas dos arts. 300 e 303. Cabe AGRAVO DE
INSTRUMENTO, com base no Art. 1015, I.

Art. 1.015. Cabe agravo de instrumento contra as decisões interlocutórias


que versarem sobre:
I - tutelas provisórias;

6. Citação e Intimação do Réu - Observar o Art. 231 (um dos artigos mais
importantes quando o novo código entrar em vigor, que é pra você saber o dia
do começo do prazo).
Art. 231. Salvo disposição em sentido diverso, considera-se dia do começo do
prazo:
I - a data de juntada aos autos do aviso de recebimento, quando a citação ou a
intimação for pelo correio;
II - a data de juntada aos autos do mandado cumprido, quando a citação ou a
intimação for por oficial de justiça;
III - a data de ocorrência da citação ou da intimação, quando ela se der por ato
do escrivão ou do chefe de secretaria;
IV - o dia útil seguinte ao fim da dilação assinada pelo juiz, quando a citação ou
a intimação for por edital;
V - o dia útil seguinte à consulta ao teor da citação ou da intimação ou ao
término do prazo para que a consulta se dê, quando a citação ou a intimação
for eletrônica;
VI - a data de juntada do comunicado de que trata o art. 232 ou, não havendo
esse, a data de juntada da carta aos autos de origem devidamente cumprida,
quando a citação ou a intimação se realizar em cumprimento de carta;
VII - a data de publicação, quando a intimação se der pelo Diário da Justiça
impresso ou eletrônico;
VIII - o dia da carga, quando a intimação se der por meio da retirada dos autos,
em carga, do cartório ou da secretaria.
§ 1o Quando houver mais de um réu, o dia do começo do prazo para contestar
corresponderá à última das datas a que se referem os incisos I a VI do caput.
§ 2o Havendo mais de um intimado, o prazo para cada um é contado
individualmente.
§ 3o Quando o ato tiver de ser praticado diretamente pela parte ou por quem,
de qualquer forma, participe do processo, sem a intermediação de
representante judicial, o dia do começo do prazo para cumprimento da
determinação judicial corresponderá à data em que se der a comunicação.
§ 4o Aplica-se o disposto no inciso II do caput à citação com hora certa.

Após citar e intimar o réu, em seguida vai ter a AUDIÊNCIA DE CONCILIAÇÃO


OU MEDIAÇÃO.

7. Audiência de Conciliação ou Mediação – O objetivo dessa audiência é


conciliar, chegar a um acordo, transacionar, certo? Se esse acordo for
obtido eu dou uma sentença e resolvo, acabou o processo. Mas quando
esse acordo não for obtido, posteriormente é que vai vir a Contestação,
não é apresentada nesta audiência (Conciliação e Mediação), vem
depois de frustrada a tentativa de Conciliação ou Mediação, frustrada a
tentativa de acordo. A Petição Inicial não preenchendo os requisitos vai
para correção, corrigiu, haverá audiência, não sendo corrigida Sentença
de Indeferimento ou de Improcedência. Saindo uma Sentença a fase
cognitiva não é encerrada, não acontecendo a audiência.
Obs.: Se a Petição Inicial não preencher os requisitos ela vai ser
indeferida, mas se ela não preencher os requisitos possa ser que seja
caso de improcedência.

Art. 334. Se a petição inicial preencher os requisitos essenciais e não


for o caso de improcedência liminar do pedido, o juiz designará audiência de
conciliação ou de mediação com antecedência mínima de 30 (trinta) dias,
devendo ser citado o réu com pelo menos 20 (vinte) dias de
antecedência. (Decorara esses prazos)

§ 1o O conciliador ou mediador, onde houver, atuará necessariamente na


audiência de conciliação ou de mediação, observando o disposto neste
Código, bem como as disposições da lei de organização judiciária. (Não
havendo conciliador ou mediador, a audiência será realizada pelo juiz)

§ 2o Poderá haver mais de uma sessão destinada à conciliação e à


mediação, não podendo exceder a 2 (dois) meses da data de realização
da primeira sessão, desde que necessárias à composição das partes.
(Poderá ocorrer quantas audiências forem necessárias desde que não
ultrapasse 2 meses, contados da data da realização da primeira
audiência)

§ 3o A intimação do autor para a audiência será feita na pessoa de seu


advogado.

§ 4o A audiência não será realizada:

I - se ambas as partes manifestarem, expressamente, desinteresse na


composição consensual; (c/c Art. 319. A petição inicial indicará: VII - a
opção do autor pela realização ou não de audiência de conciliação ou de
mediação.) Se só o autor demonstrar esse desisteresse haverá
audiência. + §5°

II - quando não se admitir a autocomposição.

§ 5o O autor deverá indicar, na petição inicial, seu desinteresse na


autocomposição, e o réu deverá fazê-lo, por petição, apresentada com
10 (dez) dias de antecedência, contados da data da audiência. Na hora
que se faz a petição já consta no processo o desinteresse do autor, na
hora que o réu também demonstra, juntou os dois, não haverá
audiência. Vai abrir o prazo da contestação (prazo de 15 (quinze) dias)
Art. 335, I. ↓↓

Posso peticionar dizendo que não tenho interesse? Sim, abre o prazo para
contestação. Art. 335, I e II.

Art. 335. O réu poderá oferecer contestação, por petição, no prazo de 15


(quinze) dias, cujo termo inicial será a data:

Conta-se o prazo excluindo o dia que peticionou, passando a contar do


primeiro dia útil subsequente, só contando os dias úteis. Tendo a
audiência frustada, é o termo inicial (data de começo)

I - da audiência de conciliação ou de mediação, ou da última sessão de


conciliação, quando qualquer parte não comparecer ou, comparecendo,
não houver autocomposição;

II - do protocolo do pedido de cancelamento da audiência de conciliação


ou de mediação apresentado pelo réu, quando ocorrer a hipótese do art.
334, § 4o, inciso I;

III - prevista no art. 231, de acordo com o modo como foi feita a citação,
nos demais casos.

§ 1o No caso de litisconsórcio passivo, ocorrendo a hipótese do art. 334,


§ 6o, o termo inicial previsto no inciso II será, para cada um dos réus, a
data de apresentação de seu respectivo pedido de cancelamento da
audiência.

§ 2o Quando ocorrer a hipótese do art. 334, § 4o, inciso II, havendo


litisconsórcio passivo e o autor desistir da ação em relação a réu ainda não
citado, o prazo para resposta correrá da data de intimação da decisão que
homologar a desistência.

Voltando para o Art. 334,§4°, II- quando não se admitir a autocomposição.

Existem situações em que não vai haverá audiência porque o direito envolvido não
admite autocomposição. Se o direito não admite autocomposição não tem como as
partes por mais que elas queiram, transigir. Se não tem, quando você for citado, você
estará sendo também intimado para oferecer contestação. O dia de começo
determinado pelo Art. 231. Quinze dias da contestação contados de quando?
Depende!!! O normal é finda a audiência de conciliação, pode ser que as partes não
queiram a audiência que ocorrerá quando réu protocola e se não tiver audiência
porque o direito não admite autocomposição no momento em que você é citado.

Art 334, § 6o Havendo litisconsórcio, o desinteresse na realização da


audiência deve ser manifestado por todos os litisconsortes. Só que aí o
prazo corre apartir de quando? Da manifestação do último litisconsorte?
NÃO! É individual para cada um. Voltar ao art. 335,§1º (logo acima)

Art 334, § 7o A audiência de conciliação ou de mediação pode realizar-


se por meio eletrônico, nos termos da lei.

Art 334, § 8o O não comparecimento injustificado do autor ou do réu à


audiência de conciliação é considerado ato atentatório à dignidade da
justiça e será sancionado com multa de até dois por cento da vantagem
econômica pretendida ou do valor da causa, revertida em favor da União
ou do Estado.
Art 334, § 9o As partes devem estar acompanhadas por seus
advogados ou defensores públicos. A função do advogado é de
aconselhar, não faz mais nada!

Art 334, § 10. A parte poderá constituir representante, por meio de


procuração específica, com poderes para negociar e transigir. Não se
esqueça que eu posso nesse processo, se eu não quiser ir
pessoalmente, mandar um preposto, podendo ser para uma pessóa
física, pessoa jurídica, é apenas uma pessoa que foi constituida para
atuar em nome da parte naquela audiência.

Art 334, § 11. A autocomposição obtida será reduzida a termo e


homologada por sentença. Acabou o processo porque as partes
acordaram

Art 334, § 12. A pauta das audiências de conciliação ou de mediação


será organizada de modo a respeitar o intervalo mínimo de 20 (vinte)
minutos entre o início de uma e o início da seguinte. Em outras
palavras, queremos produção, volume!

LEMBRAR DE DECORAR O 311!!!

8. Contestação –

A petição inicial o que vale é o nome do ato? Não.

Teoria da substanciação ou substancialização: adotada pelo


CPC, preleciona que a causa de pedir é composta pelos fatos e
fundamentos jurídicos. Cabe ao autor alegar os fatos
constitutivos de seu direito. O novo CPC, como se percebe, adotou
a “teoria da substanciação”, onde os fatos jurídicos têm maior
relevância ao julgamento da causa.

É o que você vai utilizar no carnaval: passou aquele cara ou


mulher fortinho(a), bonitinho(a), saradinho(a), bacana, seu
amigo(a) lhe cutucar e disser olha que gostosinho(a), o que você
diz pra ele(a)? Menino(a), evolui não me interessa forma, nem o
nome, o que me interessa é o conteúdo.

Contestação já é outra coisa...

A contestação é regida pelo Princípio da Eventualidade.

Você irá elaborar todas as suas defesas como réu para esta
oportunidade, porque ESTA (CONTESTAÇÃO) será sua única
oportunidade, ENTÃO, é como se você tivesse que concentrar todos os
seus atos de defesa aqui, ainda que teoricamente o acolhimento de
uma, impeça a análise do outro. Por exemplo: Eu posso alegar na
contestação preliminares pedindo que o processo seja extinto sem o
julgamento do mérito? Sim. Mas se essas preliminares não forme
acolhidas o que eu faço? Já digo na própria contestação: “caso V. Exa.
Não acolha as preliminares, desde já estou apresentando a defesa de
mérito.” Porque eu estou concentrando já que se uma fosse acolhida
prejudicaria a outra? PORQUE É A ÚNICA OPORTUNIDADE QUE O
RÉU TEM PARA FALAR!
Então a EVENTUALIDADE, é porque você vai formulando teses
para a eventualidade de o juiz não acolher esta, já apresentar esta
outra. A eventualidade gera concentração da defesa.

No Art. 336 ele diz:

Art. 336. Incumbe ao réu alegar, na contestação, toda a matéria de


defesa, expondo as razões de fato e de direito com que impugna o pedido do
autor e especificando as provas que pretende produzir.

PRINCÍPIO DA EVENTUALIDADE

Na contestação, eu vou apresentar minha defesa em relação a


questões processuais (PRELIMINARES), mas caso minhas preliminares
não sejam acolhidas, por conta do princípio da eventualidade eu já irei
apresentar minha defesa quanto ao mérito.

PRAZO DA CONTESTAÇÃO: 15 DIAS

15 DIAS A CONTAR DE QUANDO? DEPENDE, ART. 335!

8.1. Preliminares (Art. 337)

As preliminares são questões processuais, erros processuais que


o réu acabou de perceber no processo. Se o réu percebeu esse erros ele
vai deixar pra lá? Não. Ele vai querer alegar como estratégia de defesa.
Algumas dessas preliminares se forem acolhidas farão com que o
processo seja extinto, uma sentença sem julgamento do mérito. Mas
outras se forem acolhidas, o processo não será extinto, apenas
retardará o andamento. Essa distinção de defesas faz com que as
preliminares sejam divididas em: PEREMPTÓRIAS X DILATÓRIAS.

Peremptórias O acolhimento desta preliminar, faz com que o


processo seja extinto!

Dilatórias Ainda que esta preliminar seja acolhida, o processo


não é extinto, apenas o procedimento é retardado.

*O FATO DE SER PEREMPTÓRIA OU DILATÓRIA,


NÃO DIZ RESPEITO AO VÍCIO SER SANÁVEL OU NÃO,
DIZ RESPEITO A SE O PROCESSO SERÁ EXTINTO OU NÃO!

Art. 337. Incumbe ao réu, antes de discutir o mérito, alegar:

I - inexistência ou nulidade da citação;


Se na citação houver tido um erro,um vício, o réu levantará a preliminar, se o
juiz reconhecer que realmente houve, ele não extinguirá o processo, ele
retornará o processo ao início. Se não houve extinção, ela é DILATÓRIA!
II - incompetência absoluta e relativa;
Se o juiz reconhecer, o processo também não será extinto, ele é apenas
remetido ao juiz competente (Art. 64 CPC), logo, também é DILATÓRIA!

III - incorreção do valor da causa;(PEREMPTÓRIA)


Apesar de ser um vício sanável, não a torna dilatória, pois se não for corrigido
e o juiz acolher, o processo é extinto por inépcia da inicial.

IV - inépcia da petição inicial; (PEREMPTÓRIA)


V - perempção; (PEREMPTÓRIA)
VI - litispendência; (PEREMPTÓRIA)
VII - coisa julgada; (PEREMPTÓRIA)

VIII - conexão;
Não extingue, reúne os processos, então é DILATÓRIA!

IX - incapacidade da parte, defeito de representação ou falta de autorização;


(DILATÓRIA)

X - convenção de arbitragem; (PEREMPTÓRIA)


XI - ausência de legitimidade ou de interesse processual; (PEREMPTÓRIA)
XII - falta de caução ou de outra prestação que a lei exige como preliminar;
(DILATÓRIA)

XIII - indevida concessão do benefício de gratuidade de justiça.

§ 1o Verifica-se a litispendência ou a coisa julgada quando se reproduz ação


anteriormente ajuizada.
§ 2o Uma ação é idêntica a outra quando possui as mesmas partes, a mesma
causa de pedir e o mesmo pedido.
§ 3o Há litispendência quando se repete ação que está em curso.
§ 4o Há coisa julgada quando se repete ação que já foi decidida por decisão
transitada em julgado.
§ 5o Excetuadas a convenção de arbitragem e a incompetência relativa, o juiz
conhecerá de ofício das matérias enumeradas neste artigo.
§ 6o A ausência de alegação da existência de convenção de arbitragem, na
forma prevista neste Capítulo, implica aceitação da jurisdição estatal e
renúncia ao juízo arbitral.

Quem estuda pra FCC sabe que ESTE Art. 337 (antigo 301)
sempre foi muito cobrado. Então, DECORE!!!

Uma outra coisa importantíssima nesse artigo é o seguinte: essas


matérias que estão enumeradas, compete ao réu alegá-las em
preliminar, mas se o réu não o fizer em sede de preliminar, elas podem
ser reconhecidas posteriormente? O juiz poderia de ofício analisá-las?
Porque se puder, é o que chamamos vulgarmente de “matéria de ordem
pública”. As preliminares são matérias de ordem pública?

Art. 337.
§ 5º Excetuadas a convenção de arbitragem e a incompetência relativa, o
juiz conhecerá de ofício das matérias enumeradas neste artigo.
(MATÉRIA DE ORDEM PÚBLICA)

Sendo assim, o juiz pode reconhecê-las e analisá-las


posteriormente, por se tratarem de matérias de ordem pública, exceto
as duas hipóteses (convenção de arbitragem e a incompetência
RELATIVA) previstas no parágrafo 5º, que você tem que decorar!
Valendo frisar que a exceção é quanto à incompetência RELATIVA, a
absoluta pode.

8.2. Mérito

No mérito você pode levantar a própria defesa do mérito, que é o


que chamamos de impugnação específica dos fatos. E ainda pode
levantar fatos novos, chamados de fatos: modificativos, extintivos ou
impeditivos do direito do autor.

Muitos desses fatos novos tornam-se as famosas prejudiciais de


mérito!

A impugnação específica é a questão do réu ter que rebater cada


fato, pois os fatos não rebatidos, serão tidos no processo como fatos
incontroversos, fatos verdadeiros.

Art. 341. Incumbe também ao réu manifestar-se precisamente sobre as


alegações de fato constantes da petição inicial, presumindo-se verdadeiras
as não impugnadas, salvo se:
I - não for admissível, a seu respeito, a confissão;
II - a petição inicial não estiver acompanhada de instrumento que a lei
considerar da substância do ato;
III - estiverem em contradição com a defesa, considerada em seu conjunto.
Parágrafo único. O ônus da impugnação especificada dos fatos não se aplica
ao defensor público, ao advogado dativo e ao curador especial.

Desta forma, de acordo com os termos do art. 341, a impugnação


tem que ser específica.

Se ela tem que ser específica, tem alguém que possa fazer a
negativa geral, sem sofrer a pena de confissão (pois a pena de confissão
é aplicada para quem não rebateu o fato, daí há a confissão tácita,
quem cala consente)?

Resposta: Art. 341.Parágrafo único. O ônus da impugnação especificada dos fatos não
se aplica ao defensor público, ao advogado dativo e ao curador especial.

Leia a questão dos artigos 338 ao 340...

O 338 e o 339 é o que chamávamos de nomeação à autoria, que


agora virou incidente dentro da contestação. Esses dois artigos nada
mais são do que uma correção do polo passivo da demanda, com a
demanda em curso.

E o 340 é a possibilidade de você alegar incompetência relativa. E


aí vai a última dica em relação a contestação em espécie: o fluxograma
anterior do procedimento comum ordinário (no código de 1973), previa
como resposta do réu: 1.Contestação, 2.Exceção (que poderia ser de
impedimento, suspeição ou incompetência relativa), 3. Reconvenção, 4.
Ação Declaratória Incidental, 5. Impugnação ao valor da causa, e a 6.
Impugnação à concessão do benefício da justiça gratuita; cada uma
dessas,era uma petição. Então veja, às vezes o réu na sua defesa,
poderia apresentar 6 petições distintas. Como isso se tornava inviável e
difícil de manusear, o que o legislador fez? JUNTA TUDO. AGORA,
TUDO É DENTRO DA CONTESTAÇÃO! TUDOOO.

Volte pro Art. 337

Art. 337. Incumbe ao réu, antes de discutir o mérito, alegar:

II - incompetência absoluta e relativa;


Antes era um incidente chamado
exceção de incompetência relativa, agora é dentro da contestação.

III - incorreção do valor da causa;


Antes era impugnação ao valor da causa,
agora está dentro da contestação.

XIII - indevida concessão do benefício de gratuidade de justiça.


Antes o juiz autuava isso em apenso, que era
impugnação à concessão do benefício da gratuidade da justiça, agora é na
própria contestação.

Ou seja,

A CONTESTAÇÃO NO NOVO CPC


CONCENTRA TODAS AS MATÉRIAS DE DEFESA!!!

Art. 343. Na contestação, é lícito ao réu propor reconvenção para


manifestar pretensão própria, conexa com a ação principal ou com o
fundamento da defesa. Você faz a contestação, quando termina já emenda
com a reconvenção, tudo na mesma peça!

§ 1o Proposta a reconvenção, o autor será intimado, na pessoa de seu


advogado, para apresentar resposta no prazo de 15 (quinze) dias.
§ 2o A desistência da ação ou a ocorrência de causa extintiva que impeça o
exame de seu mérito não obsta ao prosseguimento do processo quanto à
reconvenção.
§ 3o A reconvenção pode ser proposta contra o autor e terceiro.
§ 4o A reconvenção pode ser proposta pelo réu em litisconsórcio com
terceiro.
§ 5o Se o autor for substituto processual, o reconvinte deverá afirmar ser
titular de direito em face do substituído, e a reconvenção deverá ser proposta
em face do autor, também na qualidade de substituto processual.
§ 6o O réu pode propor reconvenção independentemente de oferecer
contestação.

8.3. Reconvenção

Reconvenção é uma ação ou é uma defesa?


Reconvenção é uma resposta do réu, mas não é uma defesa,
porque na reconvenção você não se defende, na verdade você ataca.

A reconvenção é uma ação?


A petição inicial é uma ação, a contestação não, a contestação é
uma defesa da petição inicial.
Reconvenção é uma ação, que vem dentro da peça processual
contestação, mas é uma ação!

A RECONVEÇÃO É UMA AÇÃO INCIDENTAL


(pois surge no curso de outra ação).

Ela é uma ação incidental acessória ou independente?


Se você disser que ela é acessória, se o autor pedir desistência do
processo e o réu concordar, extingue a reconvenção? Se você disser que
extingue é porque ela é acessória da principal, mas se você disser que
não extingue, é porque ela é autônoma, independente, mesmo estando
dentro do mesmo auto processual.

ACESSÓRIA ou INDEPENDENTE? Art. 343


Art. 343 § 2º- A desistência da ação ou a ocorrência de causa extintiva que
impeça o exame de seu mérito não obsta ao prosseguimento do processo
quanto à reconvenção.

A RECONVEÇÃO É UMA AÇÃO INDEPENDENTE

No organograma temos um único processo e duas ações (a inicial


e a reconvenção) no mesmo processo. Se o juiz homologar o pedido de
desistência da ação, a reconvenção prossegue, sendo assim, a decisão
do juiz de homologar é SENTENÇA ou DECISÃO INTERLOCUTÓRIA?

Art. 203. Os pronunciamentos do juiz consistirão em sentenças, decisões


interlocutórias e despachos.
§ 1º Ressalvadas as disposições expressas dos procedimentos especiais,
sentença é o pronunciamento por meio do qual o juiz, com fundamento
nos arts. 485 e 487, põe fim à fase cognitiva do procedimento comum, bem
como extingue a execução.

O procedimento comum também compreende a reconvenção, isso


quer dizer que ele está matando uma ação (inicial), mas a outra
permanece (reconvenção), se a reconvenção permanece, embora a
decisão do juiz pareça sentença, no novo código não pode nominar de
sentença, é interlocutória. Porque a interlocutória não resolve só
questão incidental.
Se a homologação do juiz fosse sentença, o recurso cabível seria
apelação, e esta por sua vez iria levar o processo todo, e como a
reconvenção é independente não poderia ir junto.
Por isso é decisão interlocutória, e a parte insatisfeita, pode
ingressar com agravo de instrumento, que será só em relação a uma
ação, a outra corre normal, independente, da qual ainda dependerá de
julgamento posterior.