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A PASSAGEM DO ANO; A PASSAGEM DO VAU DE JABOQUE

GÊNESIS 32.9-12; 22-30

Quando eu li esse texto, quando Jacó está na fronteira (borderline), lembrei-me dos
livros de psicologia e psiquiatria. Jacó estava vivendo em situação extrema de
emoções, e estas, marcavam um Jacó de antes do Vau de Jaboque e de um Jacó que
precisa passar para o outro lado.

Para a psiquiatria que usa com frequência a palavra borderline, usa-a para
demonstrar a linha que separa alguém da sanidade e da loucura. Jacó não estava em
uma situação assim tão perigosa, mas vivia um pavor real.

Em Gênesis 32.7 temos a informação que Jacó teve muito medo e ficou aflito. A NBV
diz que ele perturbou-se. A NTLH diz que ele ficou preocupado. A BELTT diz que ele
temeu muito e angustiou-se. A Mensagem diz que Jacó ficou apavorado. Em pânico.

O pavor de Jacó fez com que ele tomasse decisões baseadas no seu grau de estresse
emocional: “dividiu em dois grupos as pessoas que estavam com ele (...) pois dizia: Se
Esaú vier a um grupo e feri-lo de morte, o outro escapará” (v.7,8).

O momento que vivia Jacó não era fácil pois estava com forte pressão emocional.
Embora vivendo naquele turbilhão de pavores reais, Jacó não perdeu a noção de que
podia recorrer a alguém que estava acima de toda anormalidade ou problema: Deus.

Na sua oração a Deus, Jacó ressalta que Deus sempre foi o Deus da sua família: Deus
de Abraão, Deus de Isaque (v.9). Na sua oração Jacó fez questão de ressaltar o seu
tamanho perante Deus: “Não sou digno da menor de todas as tuas misericórdias e de
toda a fidelidade que tens usado para com teu servo” (v.10).

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Na fronteira entre decidir o que fazer, Jacó ora a Deus demonstrando o quanto
estava temeroso: “Peço-te que me livres da mão de meu irmão Esaú, pois tenho medo
dele. Não permitas que ele venha matar a mim e às mães com seus filhos” (v.11).

Hoje, neste presente momento, estamos na linha que nos separa 2017 de 2018.
Vamos então aprender algumas coisas com Jacó.

I – NA CRISE, BUSCAR A DEUS A SÓS.

1. Jacó fez sua família atravessar o vau de Jaboque para que ele pudesse ficar a
sós (v.22,23).
2. Muitas vezes o chefe, o líder, precisa colocar-se a sós com Deus para buscar a
bênção para todos da casa.
3. A busca a sós permite o derramar-se de Deus sem reservas, em total
transparência; nessa transparência, perguntar a Deus coisas a respeito de
como somos e porquê somos assim.
4. Buscar Deus a sós indica que temos responsabilidades, podemos até expor ao
Senhor o quanto nos achamos inadequados para a tarefas (Moisés fez isso).
5. Quando buscamos a Deus em solitude não damos margens a especulações ou
julgamentos de outros; o que falamos para Deus não precisa, necessariamente,
ser falado para outros, mesmo para o melhor amigo.

II – NA CRISE, BUSCAR A DEUS SEM ESMORECER (V.24-26).

1. Jacó nos ensina nesse episódio que muitas das respostas que precisamos, ou as
coisas que buscamos em Deus, dependem do nosso grau de perseverança.
2. Existem situações que a busca da solução deve ser diária, pois os problemas
nos afetam diariamente, passando a fazer parte da nossa vida e da rotina que
temos.
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3. Algumas situações parecem insolúveis e em algumas delas parece que estamos
sendo colocados à prova.
4. Quem sofre parece que não tem paciência para esperar (verdade!); mas quem
persevera mesmo em situação de dor alcança as promessas de Deus.
5. Tendo ciência de que perseverar é receber, Jacó, que lutava com um homem
(v.24), disse a ele que não o largaria sem antes ser abençoado (v.26).
6. Jacó sabia das suas reais necessidades e as dificuldades que seria deparar-se
com seu irmão Esaú.
7. A luta entre Jacó e o homem acabou se transformando em um diálogo, uma
apresentação formal. Mas, ao invés de saber o nome do homem com quem
lutara, Jacó recebeu dele aquilo que procurava: “O homem respondeu: Por que
perguntas o meu nome? E ali o abençoou” (v.29).

III – NA CRISE, APRENDAMOS QUE SOMOS TÃO CARENTES E CRENTES COMO JACÓ

1. Não somos melhores e nem piores que Jacó; cada um deve chorar diante de
Deus os seus próprios pecados.
2. Deus que abençoou Jacó em toda a sua trajetória é o mesmo que nos abençoa
em nossa trajetória.
3. Deus nos abençoa como filhos Dele que somos. Mesmo sendo filhos podemos
aprender com Jacó algumas coisas que devemos praticar (principalmente no
próximo ano, porque este, já foi):
4. CONFIANÇA: Jacó confiou que Deus podia ajudá-lo e colocou-se em completa
dependência Dele.
5. DISPOSIÇÃO: Jacó não acomodou, levou os seus para o outro lado do ribeiro e
ficou a sós com Deus (v.23).

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6. PRONTIDÃO: Jacó colocou-se em posição de combate, de alguém que não
sairia daquele ambiente sem receber aquilo que procurava. A sua arma de
combate era a oração.
7. INSISTÊNCIA (PERSEVERANÇA). Jacó agarrou-se ao abençoador (v.26).

CONCLUSÃO

Todo crente sabe que Deus nos dá condições de superação; os maus dias seriam
muito mais piores dias sem Deus no comando da nossa vida.

Vimos hoje a nossa borderline particular; hoje estamos próximo da linha fronteiriça
que nos separa de dois anos; um está terminando, e o que fizemos, fizemos.

Mas do outro lado da linha tem um ano completamente novo, ainda não escrito por
nós, que não precisa ser a repetição dos males deste.

É bom terminarmos dizendo que tudo deu certo para Jacó. O texto bíblico nos
informa que Deus agiu naquela situação e transformou um quadro de ódio e de
vingança em um quadro de amizade e perdão em profundidade. Veja de quem foi a
iniciativa: “Então Esaú correu ao seu encontro, abraçou-o, lançou-se ao pescoço de
Jacó e o beijou; e eles choraram” (Gn 33.4).

Pr. Eli da Rocha Silva

31/12/2017 Igreja Batista em Jardim Helena - Itaquera