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Rafael Novais – Direito Tributário – Aula 001-008

Direito Tributário Teoria e Questões

Bibliografia

Direito Tributário
• Descomplicando Direito Tributário – Rafael Novais. Ed. Armador
• Direito Tributário Esquematizado – Ricardo Alexandre. Ed. Método
• Direito Tributário – João Marcelo Rocha. Ed. Método
• Direito Tributário – Cláudio Borba. Ed. Método
• Manual de Direito Tributário – Eduardo Sabbag

Introdução

Receita de Direito Privado


X
Receita de Direito Público

a) Reparações de Guerra
b) Multas
c) Tributos
A Relação Jurídico – Tributária

Conceito

Art. 3º, CTN:

Tributo é toda prestação pecuniária compulsória, em moeda ou cujo valor nela se possa
exprimir, que não constitua sanção de ato ilícito, instituída em lei e cobrada mediante atividade
administrativa plenamente vinculada.

Características

1º - Prestação Pecuniária em Moeda ou cujo valor nela se possa Exprimir:

• Vedação ao pagamento “in labore” & “in natura”


• Indexadores da Economia;
• LC nº 104/2001;

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Questão do Distrito Federal

CRÉDITO TRIBUTÁRIO - EXTINÇÃO. As formas de extinção do crédito tributário estão


previstas no Código Tributário Nacional, recepcionado pela Carta de 1988 como lei
complementar. Surge a relevância de pedido formulado em ação direta de
inconstitucionalidade considerada lei local prevendo nova forma de extinção do crédito
tributário na modalidade civilista da dação em pagamento. Suspensão de eficácia da Lei
Ordinária do Distrito Federal de nº 1.624/97 (STF - ADI-MC: 1917 DF , Relator: MARCO AURÉLIO,
Data de Julgamento: 18/12/1998, Tribunal Pleno, Data de Publicação: DJ 19-09-2003 PP-00015
EMENT VOL-02124-03 PP-00521).

AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUICIONALIDADE. OFENSA AO PRINCÍPIO DA LICITAÇÃO (CF,


ART. 37, XXI). I - Lei ordinária distrital - pagamento de débitos tributários por meio de dação
em pagamento. II - Hipótese de criação de nova causa de extinção do crédito tributário. III -
Ofensa ao princípio da licitação na aquisição de materiais pela administração pública. IV -
Confirmação do julgamento cautelar em que se declarou a inconstitucionalidade da lei
ordinária distrital 1.624/1997. (STF - ADI: 1917 DF , Relator: RICARDO LEWANDOWSKI, Data de
Julgamento: 26/04/2007, Tribunal Pleno, Data de Publicação: DJe-087 DIVULG 23-08-2007
PUBLIC 24-08-2007 DJ 24-08-2007 PP-00022 EMENT VOL-02286-01 PP-00059 RDDT n. 146,
2007, p. 234-235 LEXSTF v. 29, n. 345, 2007, p. 53-63 RT v. 96, n. 866, 2007, p. 106-111)

Características

2º - Compulsório e Instituído por Lei:

• Arts. 5º, II, e 150, I da CF/88;


• Art. 97, I e II, CTN;
• Obrigação “Ex lege” X “Ex Voluntate”
• Reserva Legal (LO x LC x MP);

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3º - Não constitua sanção por ato ilícito:

• Tributo X Multa;
• Vedação na utilização de tributo como penalidade
“Pecunia Non Olet”;
4º - Atividade plenamente vinculada.

ACRÉSCIMO DE 200% AO IMPOSTO IMOBILIÁRIO SOBRE IMÓVEIS ONDE HAJA


CONSTRUÇÕES IRREGULARES. ACRÉSCIMO QUE CONFIGURA SANÇÃO A ILICITO
ADMINISTRATIVO. O ARTIGO 3. DO CTN NÃO ADMITE QUE SE TENHA COMO TRIBUTO
PRESTAÇÃO PECUNIARIA COMPULSORIA QUE CONSTITUA SANÇÃO DE ATO ILICITO. O QUE
IMPLICA DIZER QUE NÃO E PERMITIDO, EM NOSSO SISTEMA TRIBUTÁRIO, QUE SE UTILIZE
DE UM TRIBUTO COM A FINALIDADE EXTRAFISCAL DE SE PENALIZAR A ILICITUDE. TRIBUTO
NÃO E MULTA, NEM PODE SER USADO COMO SE O FOSSE. SE O MUNICÍPIO QUER AGRAVAR
A PUNIÇÃO DE QUEM CONSTROI IRREGULARMENTE, COMETENDO ILICITO
ADMINISTRATIVO, QUE CRIE OU AGRAVE MULTAS COM ESSA FINALIDADE. O QUE NÃO
PODE - POR SER CONTRARIO AO ARTIGO 3. DO CTN, E, CONSEQUENTEMENTE, POR NÃO SE
INCLUIR NO PODER DE TRIBUTAR QUE A CONSTITUIÇÃO FEDERAL LHE CONFERE -
E CRIAR ADICIONAL DE TRIBUTO PARA FAZER AS VEZES DE SANÇÃO PECUNIARIA DE ATO
ILICITO. RECURSO EXTRAORDINÁRIO CONHECIDO E PROVIDO, DECLARADA A
INCONSTITUCIONALIDADE DA REDAÇÃO DADA, PELA LEI 7.785, DE 20 DE SETEMBRO DE
1972, AO INCISO I DO ARTIGO 15 DA LEI 6.989, JA ALTERADO PELA LEI 7.572, DE 29 DE
DEZEMBRO DE 1970, TODAS DO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO. (STF - RE: 94001 SP , Relator:
Min. MOREIRA ALVES, Data de Julgamento: 11/03/1982, TRIBUNAL PLENO, Data de
Publicação: DJ 11-06-1982 PP-05680 EMENT VOL-01258-02 PP-00537 RTJ VOL-00104-03 PP-
01129)
Habeas corpus. Penal. Processual penal. Crime contra a ordem tributária. Artigo 1º, inciso I,
da Lei nº 8.137/90. Desclassificação para tipo previsto no art. 2º, inciso I, da indigitada lei.
Questão não analisada pelo Superior Tribunal de Justiça. Supressão de instância.
Inadmissibilidade. Precedentes. Alegada atipicidade da conduta baseada na circunstância de
que os valores movimentados nas contas bancárias do paciente seriam provenientes de
contravenção penal. Artigo 58 do Decreto-Lei nº 6.259/44 - Jogo do Bicho. Possibilidade
jurídica de tributação sobre valores oriundos de prática ou atividade ilícita. Princípio do
Direito Tributário do non olet. Precedente. Ordem parcialmente conhecida e denegada. 1. A
pretendida desclassificação do tipo previsto no art. 1º, inciso I, para art. 2º, inciso I, da Lei nº
8.137/90 não foi analisada pelo Superior Tribunal de Justiça. Com efeito sua análise neste
ensejo configuraria, na linha de precedentes, verdadeira supressão de instância, o que não
se admite.

2. A jurisprudência da Corte, à luz do art. 118 do Código Tributário Nacional, assentou


entendimento de ser possível a tributação de renda obtida em razão de atividade ilícita,
visto que a definição legal do fato gerador é interpretada com abstração da validade jurídica
do ato efetivamente praticado, bem como da natureza do seu objeto ou dos seus efeitos.
Princípio do non olet. Vide o HC nº 77.530/RS, Primeira Turma, Relator o Ministro Sepúlveda
Pertence, DJ de 18/9/98. 3. Ordem parcialmente conhecida e denegada. (STF - HC: 94240 SP ,

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Relator: Min. DIAS TOFFOLI, Data de Julgamento: 23/08/2011, Primeira Turma, Data de
Publicação: DJe-196 DIVULG 11-10-2011 PUBLIC 13-10-2011 EMENT VOL-02606-01 PP-00026).

Questões
(CONSULPLAN 2015/Titular de Serviços de Notas e Registro) Não é necessário lei
complementar para instituir:

a) Empréstimos compulsórios.
b) Imposto sobre produtos industrializados.
c) Impostos residuais.
d) Imposto sobre grandes fortunas.

(FCC 2007/Auditor Fiscal Tributário SP)


Para que uma prestação pecuniária compulsória possa ser conceituada como tributo é
preciso que, além de ser cobrada mediante atividade administrativa plenamente vinculada,
tenha como objeto moeda corrente ou valor que nela possa ser expresso, não constitua
sanção de ato ilícito e esteja instituída em lei.

(CESPE 2011/Advogado ECT)


Tributo, definido como prestação pecuniária compulsória em moeda, pode constituir sanção
de ato ilícito, cobrada mediante atividade judicial ou administrativa.

(FCC 2010/Procurador Municipal de Teresina) A partir do conceito legal de tributo, é possível


afirmar que a multa não é espécie de tributo porque o tributo:

a) Tem que ser instituído mediante lei, ao passo que a multa não se reveste desta
obrigatoriedade.
b) É cobrado mediante atividade administrativa vinculada, enquanto a multa pode ser
aplicada de forma discricionária pelo poder público.
c) Não é sanção por ato ilícito e a multa é sanção pecuniária por prática de ato ilícito.
d) É prestação pecuniária compulsória, ao passo que a aplicação da multa não é
compulsória, dependendo de condenação administrativa.
e) Pode ser objeto de compensação, anistia e remissão, ao contrário da multa, que só pode
ser objeto de anistia.

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Natureza Jurídica

Tripartição (CTN/66)

Pentapartição (CF/88)

Questões

(FGV 2007/Fiscal de Rendas da SEFAZ/RJ) O art. 5º do Código Tributário Nacional determina


que os tributos se dividem em:

a) Impostos, taxas e contribuições de melhoria.


b) Impostos, taxas, contribuições sociais e contribuições de melhoria.
c) Impostos, taxas, contribuições sociais, contribuições de melhoria e empréstimos
compulsórios.
d) Impostos, taxas, contribuições sociais e empréstimos compulsórios.
e) Impostos, contribuições sociais, contribuições de melhoria e empréstimos
compulsórios.

(ESAF 2009/Técnico Administrativo Receita Federal) A determinação da natureza jurídica


específica do tributo, de acordo com o Código Tributário Nacional, decorre, especificamente:

a) Do fato gerador da respectiva obrigação.


b) Da destinação legal do produto da arrecadação.
c) Da denominação.
d) Da fixação do agente arrecadador.
e) Das peculiaridades dos sujeitos ativo e passivo da obrigação.

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(CESPE 2005/Juiz Federal Substituto TRF 5º)
Consoante o CTN, a natureza jurídica específica do tributo é determinada pelo fato gerador
da respectiva obrigação, sendo irrelevantes, para qualificá-la, tanto a denominação e demais
características formais adotadas pela lei quanto a destinação legal do produto de sua
arrecadação. Todavia, com o advento da CF/88, os empréstimos compulsórios e as
contribuições sociais assumiram o status de espécies tributárias. Algumas dessa exações,
todavia, têm fato gerador idêntico ao dos impostos, o que torna inaplicável a citada regra do
CTN.

(CESPE 2010/Advogado SERPRO)

A destinação legal do produto da arrecadação de determinado tributo é imprescindível para


qualificar sua natureza jurídica.

(CESPE 2008/Advogado SERPRO)

A definição de tributo depende da destinação legal do produto da arrecadação.

Impostos

Características
Fato Gerador

• Art. 145, I, CF + Art. 16, CTN


• Tributo não-vinculado/Contributivo
• Normas Gerais definidas em Lei Complementar (Art. 146, III, a, CF).
• Bases de Cálculos & Contribuintes

TRIBUTÁRIO - CONTRIBUINTE DO IPTU - CONTRA-PRESTAÇÃO DO ESTADO AO


RECOLHIMENTO DO IMPOSTO - INEXISTÊNCIA DE PREVISÃO LEGAL - CONCEITOS DE
CONTRIBUINTE E CONSUMIDOR - EQUIPARAÇÃO - IMPOSSIBILIDADE - CÓDIGO DE DEFESA
DO CONSUMIDOR - INAPLICABILIDADE IN CASU. 1. Os impostos, diversamente das taxas,
têm como nota característica sua desvinculação a qualquer atividade estatal específica em
benefício do contribuinte. 2. Consectariamente, o Estado não pode ser coagido à realização
de serviços públicos, como contraprestação ao pagamento de impostos, quer em virtude da
natureza desta espécie tributária, quer em função da autonomia municipal,
constitucionalmente outorgada, no que se refere à destinação das verbas públicas.
3. A relação de consumo não guarda semelhança com a relação tributária, ao revés, dela se
distancia, pela constante supremacia do interesse coletivo, nem sempre encontradiço nas
relações de consumo. 4. O Estado no exercício do jus imperii que encerra o Poder Tributário
subsume-se às normas de Direito Público, constitucionais, complementares e até ordinárias,
mas de feição jurídica diversa da do Código de Defesa do Consumidor. Sob esse ângulo, o
CTN é lex specialis e derroga a lex generalis que é o CDC. 5. Recurso Especial desprovido (STJ
- REsp: 478958 PR 2002/0109326-8, Relator: Ministro LUIZ FUX, Data de Julgamento:
24/06/2003, T1 - PRIMEIRA TURMA, Data de Publicação: DJ 04.08.2003 p. 237REVJMG vol. 165
p. 446RJADCOAS vol. 49 p. 105).

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Competência

Impostos Residuais (Art. 154, I, CF)

- Criados por Lei Complementar


- Fato Gerador e Base de Cálculo diferentes
- Não-cumulativo
- Destino parcial da Arrecadação (Art. 157, II, CF)

Atenção: Não recepção Art. 17, CTN

Impostos Extraordinários de Guerra - IEG (Art.154, II, CF)

- Fato Gerador & Base de Cálculo


- Ausência de Limites de Competência
- Exceção Anterioridades
- Prazo máximo de 5 anos para supressão (Art. 76, CTN)

Atenção: IEG X Empréstimos Compulsórios


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Classificação

• Diretos X Indiretos
- Repercussão Econômica
• Pessoais e Reais
- IR x Todos

Atenção: Aplicação pessoal no imposto real

Súmula 589, STF. É inconstitucional a fixação de adicional progressivo do imposto predial e


territorial urbano em função do número de imóveis do contribuinte.

Súmula 539, STF. É constitucional a lei do município que reduz o imposto predial urbano sobre
imóvel ocupado pela residência do proprietário, que não possua outro.

Classificação

• Seletivos
• Progressivos
• Proporcionais

Questões

(ESAF 2010/Agente de Fazenda da PMRJ) De acordo com a Constituição Federal, compete


aos municípios instituir tributos sobre:

a) A propriedade de veículos automotores licenciados em seu território.


b) A transmissão causa mortis e doação, de quaisquer bens imóveis ou direitos a eles
relativos, situados em seu território.
c) Operações relativas a prestações de serviços de transporte intermunicipal.
d) A transmissão inter vivos, a qualquer título, por ato oneroso, de bens imóveis, por
natureza ou acessão física, e de direitos reais sobre imóveis, exceto os de garantia, bem
como cessão de direito a sua aquisição.
e) A propriedade territorial rural.

(CESPE 2001/Promotor de Justiça MA)

Das espécies tributárias indicadas pela Constituição, o DF pode instituir apenas aquelas
próprias dos Estados-Membros.

(CESPE 2004/Promotor de Justiça MG)

Compete à União instituir, mediante lei, impostos não previstos na CF, desde que sejam não-
cumulativos e não tenham fato gerador ou base de cálculo próprios dos discriminados na
Constituição.

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(ESAF 2009/ATRFB) O art. 154, inciso I, da Constituição Federal, outorga à União o que se
costuma chamar de competência tributária residual, permitindo que institua outros impostos
que não os previstos no art. 153. Sobre estes impostos, é incorreto afirmar que:

a) Não poderão ter base de cálculo ou fato gerador próprios dos impostos já
discriminados na Constituição Federal.
b) Terão de ser, necessariamente, não-cumulativos.
c) Caso sejam instituídos por meio de medida provisória, esta deverá ser convertida em
lei até o último dia útil do exercício financeiro anterior ao de início de sua cobrança.
d) Estados e Municípios não possuem competência tributária residual.
e) Para a instituição de tais impostos, há que se respeitar o princípio da anterioridade.

Taxas
Características
o Fatos Geradores

• Art. 145, II, CF + Art. 77, CTN


• Tributo vinculado/Contraprestacional
• Espécies:

Taxa de Polícia

• Conceito de Poder de Polícia (Art. 78, CTN)


Limitações de Liberdades individuais em prol do interesse da coletividade.
• Regularidade (Art. 78, PÚ, CTN)
• Potencial X Presumida

“O Estado vê-se compelido a manter uma estrutura administrativa, com vistas à realização
das atividades fiscalizadoras. Essa estrutura, por certo, acarreta um ônus financeiro ao Poder
Público. Pois bem, com o objetivo de se recuperar do custo empenhado, o Estado pode promover
a instituição da taxa, a ser exigida daquelas pessoas a quem se dirige a atividade realizada: os
fiscalizados, eis que, mediante atos seus, dão causa a que o Estado tenha de manter o aparato
fiscalizador”.
João Marcelo Rocha

TRIBUTÁRIO. TAXA DE FISCALIZAÇÃO DO IBAMA. 1. O STF reconheceu a constitucionalidade da


nova Taxa de Controle e Fiscalização Ambiental, entendendo que a cobrança,
independentemente de fiscalização direta por agente, não descaracteriza a natureza do fato
gerador, bem como que a base de cálculo estabelecida mediante critério de razoabilidade,
tendo em vista o potencial poluidor e o porte da empresa, é válida. 2. A exigência de lei formal
em matéria tributária dá-se tanto para a instituição ou majoração de tributos (a legalidade
estrita do art. 150, I, da CF) como para a concessão de isenções e de quaisquer outras
diminuições ou dispensas da carga tributária (art. 150, § 6º, da CF). Logo, é ilegal a Portaria que
concede isenção de taxas a determinadas entidades. (TRF-4 - AC: 22964 RS 2004.71.00.022964-
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5, Relator: LEANDRO PAULSEN, Data de Julgamento: 24/04/2007, SEGUNDA TURMA, Data de
Publicação: D.E. 09/05/2007).

Competência

Comum
CTN, Art. 80. Para efeito de instituição e cobrança de taxas, consideram-se compreendidas no
âmbito das atribuições da União, dos Estados, do Distrito Federal ou dos Municípios, aquelas
que, segundo a Constituição Federal, as Constituições dos Estados, as Leis Orgânicas do Distrito
Federal e dos Municípios e a legislação com elas compatível, competem a cada uma dessas
pessoas de direito público.
Competência Residual?

Base de Cálculo

Art. 145, §2º, CF/88 X Art.77, P. Ú., CTN


Atenção!
Súmula Vinculante 29. É constitucional a adoção, no cálculo do valor de taxa, de um ou mais
elementos da base de cálculo própria de determinado imposto, desde que não haja integral
identidade entre uma base e outra.
Súmula nº 595, STF. É inconstitucional a taxa municipal de conservação de estradas de rodagem
cuja base de cálculo seja idêntica a do imposto territorial rural.

Jurisprudências & Súmulas

• Taxa de Limpeza Pública


Súmula Vinculante nº 19. A taxa cobrada exclusivamente em razão dos serviços públicos de
coleta, remoção e tratamento ou destinação de lixo ou resíduos provenientes de imóveis, não
viola o artigo 145, II, da Constituição Federal.
• Taxa de Iluminação Pública
Súmula Vinculante nº 41. O serviço de iluminação pública não pode ser remunerado mediante
taxa (Súmula 670, STF)

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• Taxa de Segurança Pública (Art. 144, V, CF)
Inconstitucional (ADIn nº 1.942/PA)

• Taxa de Bombeiros

Inconstitucional X Constitucional
(Súmula nº 274, STF) (Súmula nº 549, STF)

• Taxa de Pavimentação
Inconstitucional (RE nº 89.749/GO)

• Taxas X Preços Públicos

Súmula 545, STF. Preços de serviços públicos e taxas não se confundem, porque estas,
diferentemente daqueles, são compulsórias e tem sua cobrança condicionada a prévia
autorização orçamentária, em relação a lei que as instituiu.

• Custas Judiciais

Súmula 667, STF. Viola a garantia constitucional de acesso à jurisdição a taxa judiciária calculada
sem limite sobre o valor da causa.

• Taxa de Fiscalização da CVM

Súmula 665, STF. É Constitucional a taxa de fiscalização dos mercados de títulos e valores
mobiliários instituída pela Lei nº 7.940/89.

Questões
(CESPE 2010/Agente de Fazenda PMRJ)

Entende-se por regular o poder de polícia quando desempenhado por órgão competente,
nos limites da lei, observando devido processo legal, e exercida sem desvio ou excesso de poder.

A atuação fiscalizadora do Estado, em rigor, visa ao interesse da coletividade e não ao do


contribuinte da taxa, isoladamente. É este, porém, que provoca a atuação do Estado, sendo isso
que justifica a imposição da taxa.

Exercendo o poder de polícia, o Estado impõe restrições aos interesses individuais em favor
do interesse público, conciliando esses interesses.

(CESPE 2011/Advogado da ECT)

Reputa-se inconstitucional a adoção, no cálculo do valor de determinada taxa, de um ou mais


elementos da base de cálculo própria de determinado imposto, mesmo que não haja integral
identidade entre uma base de cálculo e outra.

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(CESPE 2010/Promotor de Justiça MPE/ES)
A taxa pode ter como fato gerador a utilização potencial de serviço público específico e
divisível, posto à disposição do contribuinte mediante atividade administrativa em efetivo
funcionamento, desde que tal serviço seja de utilização compulsória.

(CESPE 2010/DPU)
Segundo o STF, são específicos e divisíveis os serviços públicos municipais de coleta, remoção
e tratamento ou destinação de lixo ou resíduos provenientes de imóveis, desde que essas
atividades sejam completamente dissociadas de outros serviços de limpeza realizados em
benefício da população em geral e de forma indivisível, a exemplo dos serviços de conservação
e limpeza de bens públicos, como praças, ruas e bueiros

(ESAF 2009/Auditor Fiscal Receita Federal) Sobre as taxas, podemos afirmar, exceto, que:
a) O fato gerador da taxa não é um fato do contribuinte, mas um fato do Estado; este exerce
determinada atividade, e por isso cobra a taxa das pessoas que dela se aproveitam.
b) A atuação estatal referível, que pode ensejar a cobrança de taxa, pode consistir no
exercício regular do poder de polícia.
c) A atuação estatal referível, que pode ensejar a cobrança de taxa, pode consistir na
prestação ao contribuinte, ou na colocação à disposição deste, de serviço público
específico, divisível ou não.
d) As atividades gerais do Estados devem ser financiadas com os impostos, e não com as
custas.
e) O poder de polícia, que enseja a cobrança de taxa, considera-se regular quando
desempenhado pelo órgão competente e nos limites da lei aplicável, com observância do
processo legal e, tratando-se de atividade que a lei tenha como discricionária, sem abuso
ou desvio de poder.

(ESAF 2009/Analista Administrativo Receita Federal) As taxas, no modelo constitucional


brasileiro:

a) Terão caráter pessoal e serão graduadas de acordo com a capacidade econômica do


contribuinte.
b) Terão alíquotas máximas estabelecidas por resolução do Senado Federal.
c) Serão seletivas e não cumulativas.
d) Serão informadas pelos critérios da generalidade, universalidade e progressividade.
e) Não poderão ter base de cálculo própria de impostos

(FGV 2011/Auditor Fiscal SEFAZ-RJ) Quanto às taxas, é correto afirmar que:

a) É possível que elas sejam calculadas em função do capital das empresas.


b) Somente podem ser cobradas para fazer face à utilização efetiva de serviço público
prestado ao contribuinte.
c) A cobrança de taxas se subordina à prestação de serviço público específico e indivisível
posto à disposição do contribuinte.
d) A taxa não pode ter fato gerador idêntico ao que corresponda a imposto, mas nada
impede que tenha a mesma base de cálculo.

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e) São compulsórias e têm sua cobrança condicionada à prévia autorização orçamentária
em relação à lei que as instituiu.

Contribuições de Melhoria
Características
o Fato Gerador

• Art. 145, III, CF + Art. 81, CTN


• Tributo vinculado/Contraprestacional
• Competência Comum
• Aplicação do Decreto Lei nº 195/67

Características

“Origina-se da máxima de ‘proibição ao enriquecimento sem causa’, evitando que o


particular experimente aumento patrimonial às custas de receitas do Poder Público. O
acréscimo de riqueza alcançado pela valorização do imóvel, em decorrência da obra pública,
desenvolverá o dever de ressarcimento aos cofres públicos dos custos desempenhados”.

Rafael Novais

Base de Cálculo

TRIBUTÁRIO. CONTRIBUIÇÃO DE MELHORIA. EDITAL. BASE DE CÁLCULO. VALORIZAÇÃO


IMOBILIÁRIA. D.L. 195/67, ART. 5º - LEI 5.172/66, ART. 82 EC 01/69, ART. 18, § 1º - PRECEDENTES
STF E STJ. “- O D.L 195, de 24 de fevereiro de 1967 teve o condão de revogar o art. 82 CTN
que, à época não possuía a força de lei complementar, o que só ocorreu após a promulgação
da EC nº 01, de 1969 (art. 18, § 1º). “- A partir do D. L. 195/67, a publicação do edital é necessária
para cobrança da contribuição de melhoria, mas não para realização da obra pública. “- A
base de cálculo da contribuição de melhoria é a valorização imobiliária, ou seja, a diferença
entre o valor do imóvel antes do início da obra e o valor do mesmo após a conclusão da obra.
“- Não havendo aumento do valor do imóvel, impossível a cobrança do tributo. “Violação de
lei federal e divergência jurisprudencial não configuradas. “- Recurso não conhecido”
(recurso especial 143.996/ SP)

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Características

• Edital Prévio (Art. 82, I, CTN + Art. 5º, Dec. Lei nº 195/67).

• Aplicação prévia em relação à cobrança.

• Impugnação e Processo Administrativo (Art. 82, II e III, CTN + Arts. 6º e 7º, Dec. Lei nº
195/67)

• Momento da Exigência (Art. 9ª, Dec. Lei nº 195/67).

• Jurisprudências: IPTU e Asfaltamento

Questões

(FUMARC 2011/Procurador Municipal Nova Lima MG) Um determinado contribuinte de IPTU,


reside em imóvel de sua propriedade, defronte a uma praça municipal. A prefeitura local
canalizou ali um córrego, asfaltou as ruas adjacentes à praça, arborizando-a e ajardinando-a.
Por conseqüência, a casa deste contribuinte sofreu uma valorização imobiliária, aumentando
o valor de mercado. Em face do exposto, ele, em razão da valorização de sua propriedade,
está potencialmente sujeito ao pagamento do (de):

a) Taxa pelo serviço de asfaltamento.


b) Contribuição de melhoria.
c) Taxa pela utilização de serviços públicos de urbanização.
d) Taxas pelo exercício do poder de polícia.

(FCC 2005/Procurador PGE-SE) Um dos elementos que diferenciam as taxas das


contribuições de melhoria é o fato de que as taxas:

a) Remuneram serviços públicos específicos e indivisíveis, ao passo que as contribuições


de melhoria remuneram serviços públicos específicos e divisíveis.
b) Não dizem respeito a nenhuma atividade estatal específica, ao passo que as
contribuições de melhoria apresentam o atributo da referibilidade.
c) Remuneram serviços públicos, ao passo que as contribuições de melhoria têm como
contrapartida a realização de obras públicas e a conseqüente valorização imobiliária.
d) São cobradas pela prestação de serviços públicos, ainda que apenas postos à
disposição do usuário, ao passo que o pagamento das contribuições de melhoria é
facultativo.
e) Remuneram serviços públicos, ao passo que as contribuições de melhoria têm como
contrapartida apenas a valorização imobiliária.

(CESPE 2011/Juiz Federal TFR 5º Região)

É cabível a cobrança de contribuição de melhoria em virtude da construção de estradas de


rodagem e do recapeamento de vai já asfaltada.

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(CESPE 2010/Promotor de Justiça MPE/ES)

A contribuição de melhoria, cujo fundamento ético-jurídico é o não enriquecimento injusto,


tem como fato gerador a realização de obra pública.

(FCC 2005/Procurador PGE-SE) Em relação às espécies tributárias previstas no ordenamento


jurídico brasileiro, assinale a alternativa correta.

a) O Distrito Federal, por ter a competência tributária dos estados e municípios, pode
instituir taxa pelo serviço de iluminação pública e cobrá-la dos contribuintes beneficiados,
tomando, por base de cálculo, o valor do consumo de energia elétrica dos domicílios.

b) A contribuição de melhoria pode ser instituída em razão de obra pública e da consequente


valorização imobiliária, tendo por limite total a despesa com a realização da obra e, por
limite individual, o acréscimo de valor ao imóvel do contribuinte beneficiado.

c) Os impostos são tributos vinculados a uma contraprestação específica do ente tributante


em relação ao contribuinte, como, por exemplo, a obrigatoriedade de boa manutenção
das estradas de rodagem pelo poder público em decorrência do pagamento do imposto
sobre a propriedade de veículos automotores (IPVA) pelo contribuinte.

d) Fatos geradores das taxas são a prestação de serviço público e o poder de polícia, sendo
necessário, no primeiro caso, que o serviço público seja indivisível, prestado ao
contribuinte ou posto à sua disposição.

e) Poderá o Distrito Federal instituir taxa de segurança pública, pois um dos fatos geradores
das taxas é o poder de polícia.

(FUNIVERSA 2015/Delegado de Polícia PC-DF) Em relação às espécies tributárias previstas no


ordenamento jurídico brasileiro, assinale a alternativa correta.

a) O Distrito Federal, por ter a competência tributária dos estados e municípios, pode
instituir taxa pelo serviço de iluminação pública e cobrá-la dos contribuintes beneficiados,
tomando, por base de cálculo, o valor do consumo de energia elétrica dos domicílios.
b) A contribuição de melhoria pode ser instituída em razão de obra pública e da consequente
valorização imobiliária, tendo por limite total a despesa com a realização da obra e, por
limite individual, o acréscimo de valor ao imóvel do contribuinte beneficiado.
c) Os impostos são tributos vinculados a uma contraprestação específica do ente tributante
em relação ao contribuinte, como, por exemplo, a obrigatoriedade de boa manutenção
das estradas de rodagem pelo poder público em decorrência do pagamento do imposto
sobre a propriedade de veículos automotores (IPVA) pelo contribuinte.
d) Fatos geradores das taxas são a prestação de serviço público e o poder de polícia, sendo
necessário, no primeiro caso, que o serviço público seja indivisível, prestado ao
contribuinte ou posto à sua disposição.
e) Poderá o Distrito Federal instituir taxa de segurança pública, pois um dos fatos geradores
das taxas é o poder de polícia.

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Empréstimos Compulsórios

Características
o Dispositivos

• Art. 15, CTN + Art. 148, CF


• Competência Exclusiva União
• Matéria de Lei Complementar
• Fato Gerador e Base de Cálculo
• Destino Arrecadação (Art. 148, PÚ, CF)
• Restituição em Dinheiro (RE 175.385/CE)
• Prazo (Art. 15, P.Ú, CTN)

Espécies de Empréstimos

Atenção: Art. 15, III, CTN


Relação com os Princípios da Não Surpresa

Natureza Jurídica

• Pentapartição X Tripartição (Art. 4º, CTN)

• Direito Financeiro: não é Receita Pública, Não é tributo!

Lei nº 4.320/64. Art. 9º. Tributo é a receita derivada instituída pelas entidades de direito publico,
compreendendo os impostos, as taxas e contribuições nos termos da constituição e das leis
vigentes em matéria financeira, destinado-se o seu produto ao custeio de atividades gerais ou
especificas exercidas por essas entidades.

• Inicial Posição do Supremo Tribunal Federal:

Contrato de Direito Público OU Empréstimo Coativo

Súmula 418, STF (1964)

O empréstimo compulsório não é tributo, e sua arrecadação não está sujeita a exigência
constitucional da prévia autorização orçamentária.

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• Atual entendimento do Supremo Tribunal Federal:

Tributo finalístico

Inserido no Sistema Tributário Nacional da CF/88

Submissão Parcial ao Princípio da anterioridade Tributária (RE 111.954/1988-PR)

RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CONSTITUCIONAL. EMPRESTIMO COMPULSORIO EM FAVOR


DAS CENTRAIS ELETRICAS BRASILEIRAS S/A - ELETROBRAS. LEI N. 4.156/62.
INCOMPATIBILIDADE DO TRIBUTO COM O SISTEMA CONSTITUCIONAL INTRODUZIDO PELA
CONSTITUIÇÃO FEDERAL DE 1988. INEXISTÊNCIA. ART. 34, PAR.12, ADCT-CF/88. RECEPÇÃO
E MANUTENÇÃO DO IMPOSTO COMPULSORIO SOBRE ENERGIA ELETRICA. INTEGRANDO O
SISTEMA TRIBUTÁRIO NACIONAL, O EMPRESTIMO COMPULSORIO DISCIPLINADO NO ART.
148 DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL ENTROU EM VIGOR, DESDE LOGO, COM A PROMULGAÇÃO
DA CONSTITUIÇÃO DE 1988, E NÃO SÓ A PARTIR DO PRIMEIRO DIA DO QUINTO MES
SEGUINTE A SUA PROMULGAÇÃO. A REGRA CONSTITUCIONAL TRANSITORIA INSERTA NO
ART. 34, PAR.12, PRESERVOU A EXIGIBILIDADE DO EMPRESTIMO COMPULSORIO
INSTITUIDO PELA LEI N. 4.156/1962, COM AS ALTERAÇÕES POSTERIORES, ATÉ O EXERCÍCIO
DE 1993, COMO PREVISTO O ART. 1. DA LEI 7.181/83. RECURSO EXTRAORDINÁRIO NÃO
CONHECIDO. (STF - RE: 146615 PE , Relator: Min. ILMAR GALVÃO, Data de Julgamento:
06/04/1995, TRIBUNAL PLENO, Data de Publicação: DJ 30-06-1995 PP-20417 EMENT VOL-
01793-04 PP-00705)
EMPRESTIMO COMPULSORIO - AQUISIÇÃO DE COMBUSTIVEIS. O empréstimo compulsório
alusivo a aquisição de combustíveis - Decreto-Lei n. 2.288/86 mostra-se inconstitucional
tendo em conta a forma de devolução - quotas do Fundo Nacional de Desenvolvimento - ao
invés de operar-se na mesma espécie em que recolhido - Precedente: recurso extraordinário
n. 121.336-CE. (STF - RE: 175385 SC , Relator: MARCO AURÉLIO, Data de Julgamento:
01/12/1994, TRIBUNAL PLENO, Data de Publicação: DJ 24-02-1995 PP-03687 EMENT VOL-
01776-04 PP-00004)
Questões

(ESAF 2009/Técnico Administrativo Receita Federal) A União, mediante lei complementar,


poderá instituir empréstimos compulsórios:

a) Mediante lei ordinária ou medida provisória, no caso de guerra externa ou sua iminência.
b) No caso de relevante interesse público, de caráter urgente e de relevante interesse
nacional, ainda que no mesmo exercício financeiro em que haja sido publicada a regra que
os criou.
c) Nas duas hipóteses acima elencadas, conquanto que se destine a aplicação dos recursos
à despesa que fundamentou a instituição do empréstimo compulsório.
d) Para atender a despesas extraordinárias, decorrentes de calamidade pública, de guerra
externa ou sua iminência.
e) Em face de conjuntura que exija a absorção temporária.

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(ESAF 2009/Auditor fiscal Receita Federal) Em relação aos Empréstimos Compulsórios, é
correto afirmar:

a) É um tributo, pois atende às cláusulas que integram o art. 3º do CTN.

b) É espécie de confisco, como ocorreu com a retenção dos saldos de depósitos a vista,
cadernetas de poupança e outros ativos financeiros, por ocasião do chamado “Plano
Collor” (lei nº 8.024/90).
c) O conceito de ‘despesa extraordinária’ a que alude o art. 148, inciso I, da CF, pode
abranger inclusive aqueles incorridas sem que tenham sido esgotados todos os fundos
públicos de contingência.
d) Se conceitua como um contrato de direito público, com a característica da
obrigatoriedade de sua devolução ao final do prazo estipulado na lei de sua criação.
e) Se subordina, em todos os casos, ao princípio da anterioridade da lei que o houver
instituído.

(CESPE 2011/Advogado ECT)

No caso da União instituir empréstimo compulsório em razão de investimento público de


caráter urgente e de relevante interesse nacional, deverá ser observado o princípio da
anterioridade tributária, e a aplicação dos recursos provenientes do referido tributo deverá
estar vinculada à despesa que fundamentou sua instituição.

(CESPE 2010/Promotor de Justiça MPE/ES)

Para atender a despesas extraordinárias decorrentes de calamidade pública, a União


pode instituir empréstimo compulsório, mediante lei complementar, sem a observância dos
princípios da anterioridade e irretroatividade.

Contribuições Especiais
Características

o Dispositivos

• Art. 149, CF + Art. 149-A, CF

• Competência da União, com ressalvas.

• Espécie afetada ou tributo finalístico

• Receita Vinculada

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Contribuições Sociais
Aplicação direcionada a área social

CF/88, Art. 6º. São direitos sociais a educação, a saúde, a alimentação, o trabalho, a moradia, o
lazer, a segurança, a previdência social, a proteção à maternidade e à infância, a assistência aos
desamparados, na forma desta Constituição.

CF/88, Art. 194. A seguridade social compreende um conjunto integrado de ações de iniciativa
dos Poderes Públicos e da sociedade, destinadas a assegurar os direitos relativos à saúde, à
previdência e à assistência social.

a) Seguridade Social:

- Art. 195, CF/88


- Lei nº 8.212/91

b) Seguridade Social Residual:

- Art. 195, §4º, CF/88

Atenção! Exceção anterioridade anual – 195, §6, CF

c) Sociais Gerais:
- Art. 240, CF/88
- Art. 212, §5º, CF/88

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CIDE
• Competência

Exclusiva da União (Art. 149, CF/88)

• Natureza Jurídica:

Controle Fiscalizatório E/OU Fomento de atividade

• Regras Constitucionais: Art. 149, §2º, I, II, III, CF/88

CIDE - Combustíveis
Origem: EC nº 33/01

Modificação do Art. 155, §3º, CF + Acréscimo do Art. 177, §4º, CF

Regras atinentes às Alíquotas: Art. 177, §4º, I, CF

Destinação do produto da arrecadação: Art. 177, §4º, II, CF

Repasse Constitucional: Art. 177, §4º, II, c, CF + Art. 159, III e §4º, CF

Corporativas
Competência

- Exclusiva da União (Art. 149, CF/88)

“Elas são instituídas por lei federal em favor das entidades que representam categorias
profissionais (trabalhadores) ou econômicas (empregadores). Os recursos são utilizados no
custeio das atividades representativas e sindicais das respectivas entidades”.

João Marcelo Rocha

Corporativas

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Jurisprudências e Súmulas
Contribuição Confederativa

Súmula Vinculante nº 40. A contribuição confederativa de que trata o art. 8º, IV, da Constituição,
só é exigível dos filiados ao sindicato respectivo (Súmula 666, STF)

Anuidade da OAB: Autarquia Sui Generis

Adin 3.026/DF (Desnecessidade de Concurso para contratação)

OAB. CONTRIBUIÇÃO. NATUREZA JURÍDICA NÃO TRIBUTÁRIA. EXERCÍCIO DA PROFISSÃO.


DEVER DE QUITAÇÃO. As anuidades cobradas pela Ordem dos Advogados do Brasil - OAB
não têm natureza jurídica tributária, visto que a entidade é considerada uma autarquia sui
generis, não se incluindo no conceito jurídico de Fazenda Pública. A jurisprudência dos
Tribunais Superiores é pacífica quanto à ausência de mácula na imposição da penalidade de
suspensão ao advogado inadimplente de suas anuidades. Matéria enfrentada pela Corte
Especial deste Regional, que rejeitou a argüição de inconstitucionalidade dos artigos 34, XXIII
e 37 da Lei nº 8.609/94 (sessão do dia 23/09/2010).A CAA é um órgão indissociável da OAB,
que não é de adesão facultativa.Ação improcedente. (TRF-4 - AC: 797 PR 2006.70.03.000797-
9, Relator: MARIA LÚCIA LUZ LEIRIA, Data de Julgamento: 01/02/2011, TERCEIRA TURMA,
Data de Publicação: D.E. 04/02/2011).

COSIP
Competência

- Municípios e DF (Art. 149-A, CF/88)

Origem: EC nº 39, 19/12/2002

- Inconstitucionalidade da TIP

Súmula Vinculante nº 41. O serviço de iluminação pública não pode ser remunerado mediante
taxa (Súmula 670, STF).

CONSTITUCIONAL. TRIBUTÁRIO. RE INTERPOSTO CONTRA DECISÃO PROFERIDA EM AÇÃO


DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE ESTADUAL. CONTRIBUIÇÃO PARA O CUSTEIO DO
SERVIÇO DE ILUMINAÇÃO PÚBLICA - COSIP. ART. 149-A DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. LEI
COMPLEMENTAR 7/2002, DO MUNICÍPIO DE SÃO JOSÉ, SANTA CATARINA. COBRANÇA
REALIZADA NA FATURA DE ENERGIA ELÉTRICA. UNIVERSO DE CONTRIBUINTES QUE NÃO
COINCIDE COM O DE BENEFICIÁRIOS DO SERVIÇO. BASE DE CÁLCULO QUE LEVA EM
CONSIDERAÇÃO O CUSTO DA ILUMINAÇÃO PÚBLICA E O CONSUMO DE ENERGIA.
PROGRESSIVIDADE DA ALÍQUOTA QUE EXPRESSA O RATEIO DAS DESPESAS INCORRIDAS
PELO MUNICÍPIO. OFENSA AOS PRINCÍPIOS DA ISONOMIA E DA CAPACIDADE
CONTRIBUTIVA. INOCORRÊNCIA. EXAÇÃO QUE RESPEITA OS PRINCÍPIOS DA
RAZOABILIDADE E PROPORCIONALIDADE. RECURSO EXTRAORDINÁRIO IMPROVIDO.
I - Lei que restringe os contribuintes da COSIP aos consumidores de energia elétrica do
município não ofende o princípio da isonomia, ante a impossibilidade de se identificar e

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tributar todos os beneficiários do serviço de iluminação pública. II - A progressividade da
alíquota, que resulta do rateio do custo da iluminação pública entre os consumidores de
energia elétrica, não afronta o princípio da capacidade contributiva. III - Tributo de caráter sui
generis, que não se confunde com um imposto, porque sua receita se destina a finalidade
específica, nem com uma taxa, por não exigir a contraprestação individualizada de um
serviço ao contribuinte. IV - Exação que, ademais, se amolda aos princípios da razoabilidade
e da proporcionalidade. V - Recurso extraordinário conhecido e improvido. (STF - RE: 573675
SC , Relator: RICARDO LEWANDOWSKI, Data de Julgamento: 25/03/2009, Tribunal Pleno,
Data de Publicação: REPERCUSSÃO GERAL - MÉRITO)

Questões
(FJPF 2006/Auditor Fiscal RO) As contribuições de intervenção no domínio econômico têm
por fato gerador o exercício potencial do poder de polícia.

(CESPE 2007/Auditor TCU) as espécies tributárias de distinguem, originariamente, a partir de


seu fato gerador. Todavia, com o advento das contribuições de mesmo fato gerador do
imposto sobre a renda e proventos de qualquer natureza, o texto constitucional inaugurou
um novo critério de distinção, de natureza jurídica específica, para os impostos e as
contribuições sociais.

(FCC 2015/Auditor Fiscal SEFAZ-PI) A Constituição Federal atribui competência a


determinados entes federados para instituir contribuições de naturezas diversas. Desse
modo, as contribuições

d) Para o custeio do serviço de iluminação pública poderão ser instituídas pelos Estados e pelo
Distrito Federal.

e) Sociais serão instituídas preferencialmente pela União e, no caso de omissão, poderão sê-
lo, subsidiariamente, por Estados e Municípios.

f) De intervenção no domínio econômico serão instituídas pela União e, supletivamente,


pelos Estados.

g) Para o custeio do regime previdenciário dos servidores públicos estatutários, em benefício


desses servidores, poderão ser instituídas pelos Municípios.

h) De interesse das categorias profissionais ou econômicas serão instituídas pela União, pelos
Estados e pelos Municípios, nas suas respectivas áreas de atuação.

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Aos Estudos...

“O fardo é proporcional às forças, como a recompensa será proporcional à resignação e a coragem”.


Allan Kardec

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