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FREVO

100 anos A comemoração do centenário do frevo toma por base a primeira vez que a
palavra foi usada na imprensa. No dia 9 de fevereiro de 1907, no extinto Jornal
Pequeno, de Recife, o colunista Oswaldo Oliveira referia-se a um ensaio do clube
Empalhadores do Feitosa [10 Fevereiro 15h07min 2007] A HISTÓRIA Origem De
origem urbana, o frevo surgiu nas ruas de Recife nos fins do século XIX e começo do
século XX. Nasceu das marchas, maxixes e dobrados. As bandas militares do século
passado também contribuíram na formação do frevo, bem como as quadrilhas de origem
européia Palavra A palavra frevo vem de ferver, por corruptela, frever, que passou a
designar "efervescência, agitação, confusão, reboliço" nas reuniões de grande massa
popular, como o Carnaval, de acordo com o Vocabulário Pernambucano, de Pereira da
Costa Carnaval do Povo Com o declínio do estilo europeu de comemoração dos festejos
de Momo, na segunda década do século XIX, tem início o processo de popularização do
Carnaval de rua, e surgem as primeiras agremiações carnavalescas Agremiações de
Trabalhadores O universo cotidiano do trabalho serviu como inspiração para operários,
estivadores, costureiras, lavadeiras e comerciantes se organizarem e formarem os
primeiros clubes e troças da cidade. "Pás", "Abanadores", "Lenhadores", "Lavadeiras",
são alguns dos nomes dos grupos que saiam pelas ruas do centro e subúrbios do Recife
arrastando milhares de foliões de todas as idades Primeiros Clubes de Frevo O primeiro
Clube de Frevo do Recife foi o Caiadores, que já não existe mais, e o mais antigo, ainda
em atividade, é o Pás Douradas, fundado em 1888 como um bloco, denominado Pás de
Carv ão Clubes Carnavalescos Mistos No Carnaval, os Clubes Carnavalescos Mistos,
como hoje são conhecidos, v êm às ruas com todo luxo e beleza acompanhados de
orquestra de metais e dos tradicionais frevos-de-rua Cortejo O cortejo dos Clubes
Carnavalescos Mistos é aberto pelos clarins seguido pela diretoria e alas dos diabos e
dos morcegos. Vestido à Luiz XV, surge o porta-estandarte empunhando o símbolo da
agremiação. Contam ainda com presidente e damas de honra, damas de frente, fantasias
de destaque, ala de passistas, e dois cordões que evoluem em torno da agremiação.
Troça A Troça Carnavalesca Mista assemelha-se ao clube de frevo, só que em menor
dimensão. Traz na frente a diretoria, posteriormente as balizas, figuras de frente,
passistas, fantasias de destaques, porta-estandarte, diretor de orquestra e músicos. Ao
som do frevo-de-rua, as troças permitem a participação de todos que estejam dispostos a
brincar. Suas características mais marcantes são a irreverência, a graça, a descontração e
o vigor do frevo. Saem pela manhã e se apresentam nas ruas, do centro ou do subúrbio,
até o final da tarde. Primeira Nomeação - A primeira gravação com o nome do gênero
foi Frevo Pernambucano ( Luperce Miranda/ Oswaldo Santiago), lançada por Francisco
Alves, no final de 1930.
deste ritmo. Era de Ouro do Rádio - Ases da era de ouro do rádio como Almirante
(numa adaptação do clássico Vassourinhas), Mário Reis (É de Amargar, de Capiba),
Carlos Galhardo (Morena da Sapucaia, O Teu Lencinho, Vamos Cair no Frevo), Linda
Batista (Criado com Vó), Nelson Gonçalves (Quando é Noite de Lua), Cyro Monteiro
(Linda Flor da Madrugada), Dircinha Batista (Não é Vantagem), Gilberto Alves (Não
Sou Eu Que Caio Lá, Não Faltava Mais Nada, Feitiço) e Carmélia Alves (É de Maroca)
incorporaram frevos a seus repertórios. Gravadoras - A gravadora Rozenblit, cujo
primeiro 78rpm foi lançado em 1953, é considerada um marco na história do frevo
como produto comercial. Até então, os frevos saídos em disco atendiam apenas ao
mercado pernambucano, e só eram gravados se as encomendas atendessem a pelo
menos mil cópias de cada disco. As partituras eram levadas ao Rio de Janeiro, e
gravadas por nomes famosos do rádio, com as melhores orquestras disponíveis. O
resultado, porém, raramente agradava aos pernambucanos. Frevo no Carnaval Baiano -
Em 1950, inspirados pela energia do frevo pernambucano, a bordo de uma pequena
fobica e dedilhando um cepo de madeira eletrificado, os músicos baianos Dodô &
Osmar fincavam as bases do trio elétrico, que se tornaria conhecido em todo o Brasil a
partir de 1969, quando Caetano Veloso lançou Atrás do Trio Elétrico. Frevo no Carnaval
Carioca - Em 1957, o frevo Evocação N° 1, de Nelson Ferreira, gravado pelo Bloco
Batutas de São José invadiria o carnaval carioca dividindo espaço com a marchinha e o
samba. Música Popular Brasileira - De Tom Jobim e Vinicius de Moraes (Frevo) a
Marcos e Paulo Sérgio Valle (Pelas Ruas do Recife) e Edu Lobo (No Cordão da
Saideira), todos investiram no compasso acelerado que também contagiou Gilberto Gil
em seu Frevo Rasgado, no auge do movimento tropicalista. Gal Costa misturou frevo e
dobrado e num de seus maiores sucessos, Festa do Interior (Moraes Moreira/ Abel
Silva). Patrimônio Imaterial - Em dezembro de 2006, a Prefeitura do Recife solicitou ao
Instituto do Patrimônio Artístico Histórico Nacional o registro do frevo como
Patrimônio Imaterial do Brasil. A resposta do Iphan deve ser divulgada ainda em
fevereiro. GLOSSÁRIO DO FREVO MÚSICA Musicalmente, o frevo vem das bandas
de música, dobrados e polcas. Para compor o frevo, o músico requer grande
conhecimento técnico, já que a música nasce com a orquestração (familiaridade com
instrumentos de orquestra como o trombone e o trompete, por exemplo). Tipos de Frevo
Na década de 30, surge a divisão do frevo em três tipos: frevo de rua, frevo-canção e
frevo de bloco Frevo de Rua Nos anos 30, com a popularização do ritmo pelas
gravações em disco e sua transmissão pelos programas do rádio, convencionou-se a
dividir o frevo em "frevo de rua" - quando puramente instrumental. E ainda há
subdivisões a partir do frevo de rua: o "frevo de abafo", em que predominam as notas
longas tocadas pelos metais, com a finalidade de abafar o som da orquestra rival; "
frevo-coqueiro", uma variante do primeiro, formado por notas curtas e andamento
rápido; o "frevo-ventania", de uma linha melódica bem movimentada; e o chamado "
frevo-de-salão", um misto dos três outros tipos que, como o nome já diz, é próprio para
o ambiente dos salões Frevo-Canção Derivado da ária (composição musical escrita para
um cantor solista), tem uma introdução orquestral e andamento melódico, típico dos
frevos de rua. É seqüenciado por uma introdução forte de frevo, seguida de uma canção,
concluindo novamente com frevo Frevo de Bloco Este último, executado por orquestra
de pau e cordas, é chamado pelos compositores mais tradicionais de "marcha-de-bloco".
É característico dos "Blocos Carnavalescos Mistos" do Recife DANÇA O frevo se
caracteriza pelo ritmo extremamente acelerado. Muito executado durante o carnaval,
antigamente era comum haver conflitos entre blocos de frevos. Grupos de capoeiras
saíam à frente dosseus blocos para intimidar blocos rivais e proteger seu estandarte. Da
junção da capoeira com o ritmo, nasceu o passo, a dança do frevo. Passos de Frevo O
frevo tem cerca de 120 passos, mas os elementares podem ser considerados os
seguintes: Dobradiça - O passista se curva para frente, cabeça erguida, flexionando as
pernas, apoiado apenas sobre um dos pés, arrasta-o subitamente para trás, substituindo o
pé pelo outro. E assim por diante. Este jogo imprime ao corpo uma trepidação curiosa,
sem deslocá-lo Tesoura - Passo cruzado com pequenos deslocamentos à direita e à
esquerda. Pequeno pulo, pernas semiflexionadas, sombrinha na mão direita, braços
flexionados para os lados. O dançarino cruza a perna direita por trás da esquerda em
meia ponta, perna direita à frente, ambas semiflexionadas. Um pulo desfaz o
flexionamento das pernas e, em seguida, a perna direita vai apoiada pelo calcanhar;
enquanto a esquerda, semiflexionada, apóia-se em meia ponta do pé, deslocando o
corpo para a esquerda Locomotiva - Inicia-se com o corpo agachado e os braços abertos
para frente, em quase circunferência e a sombrinha na mão direita. Dão-se pequenos
pulos para encolher e estirar cada uma das pernas, alternadamente Ferrolho - Como a
sapatear no gelo, as pernas movimentando-se primeiro em diagonal seguido de flexão
das duas pernas em meia ponta, com o joelho direito virado para a esquerda e vice-
versa. Alternam-se os pés, movimentando-se para frente e para trás, em meia ponta e
calcanhar; o passista descreve uma circunferência Parafuso - O passista se abaixa
rápido, com as pernas em tesoura aberta e logo se levanta, dando uma volta completa
sobre a ponta dos pés. Cruza a perna direita sobre a esquerda, vira-se para a esquerda,
descreve uma volta completa e finda esta, com a esquerda sobre a direita sempre em
tesoura, que ele desfaz com ligeireza para compor outros passos QUEM É QUEM NO
FREVO Alguns dos principais compositores e intérpretes de frevo, de todas as épocas.
Capiba Autor de memoráveis frevos-canção, seu primeiro grande sucesso nacional foi a
canção Maria Betânia, gravada por Nelson Gonçalves, em 1945. Falecido em 31 de
dezembro de 1997, produziu uma obra caudalosa, tanto gravada, quanto inédita (estima-
se que tenha deixado mais de 400 composições, entre frevos e peças eruditas) Maestro
Duda Maestro, compositor, arranjador, tocou em festivais de jazz, passou pela lendária
Banda Saboeira, Jazz Band Acadêmica e Orquestra Sinfônica do Recife. Sua obra é
vasta, sobretudo nos frevos-de-rua, com clássicos como Nino, o Pernambuquinho
Nelson Ferreira Um dos mais importantes e prolíficos compositores e músicos da
história da MPB, sua primeira obra gravada foi Borboleta não é Ave, lançada em 1924.
Notáveis foram sua série de evocações. A primeira delas, Evocação, em 1957, foi
sucesso nacional, e a música mais tocada no carnaval carioca. Foi figura presente na
música de Pernambuco até a sua morte, em dezembro de 1976 Maestro José Menezes
Natural de Nazaré da Mata, Interior do Estado, José Xavier de Menezes, 83 anos, é
grande instrumentista, arranjador, compositor e regente de frevos. Sua obra encontra-se
preservada em 118 gravações, entre 1949 e 1997, na sua maioria frevos-de-rua, canção e
de bloco. No ano 2000, foi o homenageado do Carnaval do Recife Irmãos Valença João
Vitor do Rego Valença e Raul do Rego Valença, Irmãos Valença, como ficaram
conhecidos, lançaram cerca de trinta obras, além de outras inéditas. Em 1930,
compuseram sua primeira música de carnaval, a marcha Mulata, na qual dois anos
depois, Lamartine Babo, introduziu algumas modificações, principalmente na letra,
transformando-a em Teu cabelo não nega Maestro Nunes Integrou diversas bandas,
como a Banda Manoel Óleo, União Operária da Macaxeira e Banda do Liceu deArtes e
Ofícios. Também participou da Banda do Cassino Americano e da Banda da Cidade do
Recife. É o grande homenageado do Centenário do Frevo no Carnaval do Recife.
Maestro Spok O "caçula" da turma de grandes maestros de frevo pernambucanos
incorporou o improviso, adicionando às composições originais de frevo novos arranjos.
Antônio Carlos Nóbrega Conheceu o frevo a partir de seu encontro com Ariano
Suassuna no Quinteto Armorial. Mas o encanto com o frevo, gênero que chama de
instituição cultural, aconteceu atrav és de sua dança. Há quatro anos, Nóbrega realiza o
Arrastão do Frevo no dia 9 de fevereiro. Em 2006, lançou dois discos, Nove de
Frevereiro - Volumes 1 e 2, dedicados ao frevo. Claudionor Germano O cantor
Claudionor Germano escolhido pelos compositores Capiba e Nelson Ferreira como
principal intérprete de suas músicas. Com v ários discos gravados, é hoje um dos mais
respeitados cantores de frevo do Estado. Em 2006 foi o homenageado, ao lado de
Ariano Suassuna, do Carnaval do Recife.
Fontes: Prefeitura Municipal de Recife / Governo do Estado de Pernambuco / Fundação
Joaquim Nabuco / http://pt.wikipedia.org / http://www.arteducacao.pro.br