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03/01/2018 Afetividade e o amor a Deus – Matheus Aquino – Medium

Matheus Aquino
"Se o mundo for contra a verdade, serei contra o mundo."
Jan 3 · 5 min read

Afetividade e o amor a Deus


Um amor super cial?

É notório que os afetos sempre estiveram presentes na vida do ser


humano, mas nem sempre ocuparam uma posição central em sua vida.
Na Grécia Antiga, não havia demasiado espaço para os afetos na vida
do cidadão, o centro de suas vidas era a razão; a nal, o homem era um
“homem racional”, o ser humano podia ser resumido apenas à sua
racionalidade. O mesmo erro dos gregos acontece hoje, porém
com os amores. Hoje, o centro da vida do ser humano são os afetos. Se
antes era o “homem racional”, hoje é o “homem sentimental”.

Na sociedade atual, você é de nido pelo que sente, as pessoas clamam


por uma estabilidade emocional; por como você se relaciona com os
outros e etc. (A revolução afetiva é um assunto longo e não é minha
intenção tratar sobre isso. Apenas deixar claro o papel que a afetividade
exerce na vida das pessoas.) O problema é que o afeto se
torna uma questão principal em diversas áreas, na moral, no
casamento, na Política, na economia e principalmente na igreja.

Sou de uma igreja pentecostal, e faço essa observação como alguém de


dentro, inegavelmente o maior exemplo de como a cultura afetiva

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03/01/2018 Afetividade e o amor a Deus – Matheus Aquino – Medium

entrou dentro da igreja, é o pentecostalismo do século XXI. Muitos dos


pentecostais em suas experiências espirituais, acabam reduzindo-às a
meras emoções. As pregações quase se tornam discursos de auto-ajuda,
no qual somos imersos em bênçãos, uma vida nanceira estabilizada,
uma boa vida emocional e etc; As tristezas da vida, a ições, lamentos
são deixados de lado. O que importa é estar emocionalmente bem,
então, você estará realizado. Nao consigo ver S. Paulo como uma
pessoa emocionalmente estabilizada em toda sua a ição, rejeição,
menosprezo. Mas, sem sombra de dúvida, ele era plenamente realizado
em Jesus, o Cristo.

Uma parte dos cristãos, in uenciados por essa afetividade secularista


que invadiu as igrejas em nossa época, confundem afetividade com um
genuíno amor a Deus. O cristianismo começa a ser reduzido a meros
discursos afetivos, de amor imensurável por Jesus, enquanto é pobre
em atitude. A frase que mais se vê na boca dessa geração é:
“Apaixonado por Jesus”. As pessoas se veem cheias de uma paixão, um
amor a Jesus, e declaram para todos, seus amigos, família, igreja, sua
paixão por Cristo. Isso é ótimo. Mas há um problema nisso tudo.

Creio, que pela in uência afetiva super cial, essas declarações se


tornam super cias. Vemos uma multidão de pessoas a declarar sua
paixão por Jesus, mas não se vê uma genuína vida de oração e
conhecimento bíblico nelas. O amor a Deus é reduzido ao discurso de
dizer que amamos a Deus, e não em nossas ações perante Ele. A maior
demonstração de amor a Deus é orar, ler e praticar.

“ Eu amo o Senhor, porque ele me ouviu quando lhe z


minha súplica.” Sl. 116:1

Não creio que seja possível resumir o “amar a Deus” a somente esses
três atos, mas, talvez, sejam as principais demonstrações. Como disse
Davi, ele ama a Deus porque Deus ouviu sua oração. Qual a melhor
demonstração de seu amor, se não, querer falar com Seu amado? De ser
ouvido por Ele, de poder se abrir, contar suas falhas e se confessar e se
dobrar de joelhos perante a cruz de Cristo. Ao se amar alguém, você
sente prazer e necessidade em falar com essa pessoa, e Deus é um
Deus-pessoal. Amar a Deus é sentir prazer e necessidade de falar com
Ele, de dobrar seus joelhos em humilhação e abrir seu coração ao Seu
amado. Que grandes exemplos são para nós, os grandes padres e
madres, freiras e santos da igreja que devotavam suas vidas a oração.
Ao simples e ordinário ato de falar com Deus.

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“Ame o Senhor, o seu Deus de todo o seu coração, de


toda a sua alma e de todo o seu entendimento.”
Mt. 22:36

Amar a Deus de todo nosso entendimento. Deus revela sua glória e


majestade na natureza, porém Jesus é o verbo encarnado, como o
conheceremos fora da Escritura? Ao amarmos uma pessoa, desejamos
conhece-la, cada detalhe da vida dela. Fazemos perguntas, porque nos
sentimos mais próximos e mais íntimos ao conhecer alguém. Se
amamos a Jesus Cristo, devemos ter sede para conhecê-lo. Se amamos
o nosso Rei, devemos ler a sua palavra. Não podemos amar alguém que
não conhecemos, e quanto mais o conhecemos, mais amamos essa
pessoa. Muitos jovens, acham que devemos orar todos os dias, e ler a
bíblia somente na igreja. Onde está todo o amor, se nem sequer leem a
bíblia? Se nem sequer desejam conhecer a Pessoa a quem amam? Ah,
orar e ler. Dizia Evágrio Pôntico: “Se és teólogo, vais orar
verdadeiramente; se oras verdadeiramente, és teólogo.”

“Se vocês me amam, obedecerão aos meus


mandamentos.” Jo. 14:15

Por último, mas não menos importante, a prática. Creio, que não
necessite de uma explicação básica sobre este. A nal, é óbvio que
devemos obedecer a Cristo. Porém, tenho algo a acrescentar, a
principal ordenança de Cristo é negarmos nós mesmos e segui-lo. Dos
três, esse parece desa ador. O quão difícil é negar a si mesmo. Negar
meus desejos. Concordo com Lewis, nossos desejos não são grandes,
pelo contrário, são pequenos, somos crianças brincando com sexo,
drogas, mentiras e etc, enquanto o que nos é oferecido é a vida eterna.
No entanto, seguir a Jesus e fazer o que Ele quer não é uma tarefa fácil.
Somos viciados em nós mesmos, o homem é um ser que quer ser deus.
Renunciar isso, é um dos grandes desa os da fé cristã. Devemos amar
Jesus Cristo, negando quem somos, e sendo quem Ele quer que
sejamos.

Com essa crítica, não quero julgar a espiritualidade dessa geração, não
sou digno de fazer isso. Sou o pior dos pecadores e o que carece de mais
graça. Mas, quero alertar para que nosso amor a Jesus, não seja medido
em uma frase, e sim, em nossa comunhão com Ele momento-a-
momento. Infelizmente, o que vemos são as pessoas proclamando seu
amor por Cristo, mas vazias de espiritualidade, vazias de conhecimento
e vazias de práxis. Que Deus nos ajude e nos conceda graça, para que

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possamos orar a cada dia com fervor e amor; lermos e conhecermos


todos os dias; e praticar o que Jesus nos deixou. Sejamos,
verdadeiramente, apaixonados pelo Mestre, Jesus.

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