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Cráton São Francisco em Minas Gerais Uai!

A região compreendida pelo Cráton São Francisco (CSF) meridional e áreas


circunvizinhas, onde se insere o Quadrilátero Ferrífero (QF), foi palco de vários eventos
geodinâmicos que se processaram durante o Arqueano e o Proterozóico. Estes eventos
são marcados por manifestações de intensa atividade de deformação, retrabalhamento
e acresção crustal juntamente com atividades tafrogênicas associadas aos
magmatismos ácido e básico.
A porção meridional do Cráton São Francisco é constituída por um substrato
siálico metamórfico de médio a alto grau, consolidado a partir do Mesoarqueano
(Complexos Metamórficos Campo Belo, Bonfim, Bação e Belo Horizonte) que
hospeda relíquias de seqüências supracrustais de idade neoarqueana (Supergrupo Rio
das Velhas) e paleoproterozóica (Supergrupo Minas).
Os terrenos de alto grau estão representados pelos Complexos Metamórficos de
Campo Belo, Belo Horizonte e Bonfim de idades entre 3,4 e 3,2 Ga. São compostos por
Gnaisses contendo, subordinadamente, lentes de anfibolitos e restos de BIF. Os
gnaisses têm composições tonalítica a granodiorítica com afinidades geoquímicas
típicas de suítes TTG arqueanas, e possuem variado grau de migmatização.
As faixas greenstone estão representadas pelo Greenstone Belt Barbacena
composto por uma série de faixas estreitas e descontínuas de sucessões vulcano-
sedimentares separadas por granitóides intrusivos paleoproterozóicos.
Complexo Metamórfico Campo Belo (CMCB), cuja história evolutiva remonta
ao Mesoarqueano é constituído de rochas predominantemente metamórficas, de
composição félsica, máfica e ultramáfica, correspondendo, respectivamente, a gnaisses
de alto grau (fácies granulito a anfibolito superior), granitóides (gnaissificados ou não),
gabros (por vezes anfibolitizados) e metaperidotitos, metapiroxenitos e
metahornblenditos acamadados.

Sua evolução crustal sintética:

1. Geração de protólitos do CMCB há cerca de 3,2 Ga;


2. Evento acrescionário há cerca de 3,0 Ga com base em dados U-Pb SHRIMP e
idades modelo TDM (entre 3,0 - 2,9 Ga). Esse evento foi seguido de migmatização
regional, datada entre 2,86 – 2,84 Ga e plutonismo tardio, causando espessamento
crustal;
3. Geração de intrusões máfico-ultramáficas e diques básico-noríticos. Esse
magmatismo possui vínculo genético com episódios de extensão crustal, no âmbito do
CMCB. Essa fase evolutiva desenvolveu-se em época contemporânea ao Evento
Tectonotermal Rio das Velhas (2,78 - 2,7 Ga).
O embasamento arqueano do cráton do São Francisco em Minas Gerais está
representado principalmente por gnaisses migmatíticos bandados com idades ~ 3370 -
2750 Ma, apresentando assinatura geoquímica original depletada (TTG). São ricos em
intercalações toleíticas (gnaisses bimodais), metamorfisados em fácies anfibolito,
localmente granulito. Contém intercalações de sequências vulcano-sedimentares do tipo
Greenstone belts.
Durante o Neoarqueano vários episódios tectonomagmáticos ocorreram,
produzindo o espessamento crustal e aglutinação dos embriões siálicos primitivos em
decorrência do Evento Rio das Velhas, datado entre 2,78 e 2,70 Ga. Durante o
Paleoproterozóico desenvolveu-se na extremidade meridional do paleocontinente
arqueano, o cinturão Mineiro, ao qual se vincula importante evento plutônico máfico-
félsico e diques máficos – estes últimos formando enxames de diques intrusivos no
substrato da porção Meridional do Cráton São Francisco.
Carneiro (1992) caracterizou no Complexo Metamórfico Bonfim o principal
evento tectonotermal do Arqueano: o Evento Rio das Velhas. Este evento teria
promovido o reequilíbrio do sistema isotópico em fácies anfibolito do Gnaisse Alberto
Flores, por volta de 2.772 Ma, indicado pelas cristalizações e/ou recristalizações de
zircões e titanitas contemporâneos ao retrabalhamento (metamorfismo). No domínio do
Complexo Metamórfico Belo Horizonte e adjacências, verifica-se também, à
semelhança do que ocorre no Complexo Metamórfico Bonfim, a atuação do evento Rio
das Velhas através do plutonismo granítico de Caeté (2.776 Ma).
O Complexo Metamórfico Campo Belo configura-se como um segmento de
crosta siálica que possui numerosas ocorrências de rochas ultramáficas contendo feições
plutônicas e regionalmente correlacionadas à Sequência Acamadada Ribeirão dos
Motas. Esse complexo se diferencia do Complexo Metamórfico Barbacena pela
presença de Granitóides cisalhados, enclaves anfibolíticos, enxames de diques máficos e
plútons máficos não acamadados. Por outro lado, o Complexo Metamórfico
Barbacena apresenta metatexitos com paleossomas de xistos básicos e ultrabásicos e
neossomas granodioríticos de idade arqueana, porém retrabalhados parcialmente pelo
ciclo transamazônico. Além disso, charnockitos, anfibolitos, magnetititos e gnaisses
facoidais possuem ocorrência restrita nesse complexo.
A evolução dos terrenos neo-arqueanos, na Bahia, está governada pela
orogênese Jequié, também identificada em Minas Gerais com o nome de orogênese
Rio das Velhas. O “ciclo Jequié” tem precedência sobre o “ciclo Rio das Velhas” e foi
proposto, originalmente, por Brito Neves et al. (1980) para formação de rochas no
intervalo de 2,60–2,70 Ga. Trabalhos posteriores indicaram que a máxima de dados
isotópicos situam-se entre 2,80–2,70 Ga. Esse ciclo tectono-magmático foi
correlacionado ao evento Aroense, no escudo das Guianas, em que os valores de idades
situam-se entre 2,90–2,70 Ga. O nome Rio das Velhas tem sido empregado no sentido
de orógeno.
O Quadrilátero Ferrífero (QF) situa-se na borda sul do CSF e representa uma
parte preservada de um antigo núcleo maior denominado de Cráton do Paramirim
(Almeida, 1977). Devido ao seu potencial mineral o QF é alvo de estudos geológicos
sistemáticos desde o final do século XIX.
O QF é uma típica província de terrenos do tipo domos e quilhas (dome and
keel) cujas unidades estratigráficas registram complexa evolução durante o Arqueano e
o Paleoproterozóico, com retrabalhamento parcial no Neoproterozóico (Ciclo
Brasiliano).
O Supergrupo Minas que possui entre 6000 a 8000m de espessura é composto
principalmente de metassedimentos pelíticos e quartzosos e coloca-se discordante
acima do cinturão verde Rio das Velhas. Dentre seus grupos o de Itabira é o mais
significativo em termos econômicos, contendo os minérios de ferro, localmente
denominados itabiritos.
O embasamento do Supergrupo Minas é constituído por diversos complexos
metamórficos. Tais complexos são usualmente periféricos as supracrustais
excetuando-se o Complexo Bação, postado na região central do QF. São constituídos
predominantemente por gnaisses polideformados de composição tonalítica a granítica e
subordinadamente por migmatitos, pegmatitos, granitos, granodioritos, anfibolitos,
intrusões máficas e ultramáficas.
O Supergrupo Rio das Velhas é constituído por rochas metavulcânicas e
metassedimentares que caracterizam o greenstone belt homônimo de idade
Neoarqueana.
O Supergrupo Minas (Dorr 1969) representa uma seqüência metassedimentar de
idade paleoproterozóica constituída por filitos, xistos, quartzitos, dolomitos e
itabiritos, assentada discordantemente sobre rochas do embasamento ou do
Supergrupo Rio das Velhas.

Supergrupo Rio das Velhas (2776 Ga)

São rochas metavulcânicas e metassedimentares englobadas sob a denominação


de “Série” Rio das Velhas por Dorr et al. (1957). Em trabalhos mais recentes, a “Série”
passou a categoria de Supergrupo. Este pode ser subdivido em três grupos: Quebra
Osso, Nova Lima e Maquiné.
Schorscher (1978) definiu o Grupo Quebra Osso como basal do Supergrupo
Rio das Velhas. É composto por vulcanitos e sedimentos químicos/clásticos deformados.
A natureza composicional dos vulcanitos varia de basaltos komatiíticos a basaltos
tholeíticos, exibindo textura tipo “spinifex” (Ladeira 1981, Schorscher 1992).
O Grupo Nova Lima (para alguns autores englobando o Quebra Osso) é
constituído por rochas metavulcânicas e metassedimentares. Nele hospedam-se BIFs
carbonáticos ricos em Au, como é o caso da Mina de Au Morro Velho.
O Grupo Maquiné (Dorr et al. 1957) é constituído por quartzitos sericíticos,
filitos e quartzo xistos e foi dividido em duas formações, da base para o topo:
Formação Palmital (O’Rourke 1958) e Formação Casa Forte (Gair 1962).
Zucchetti et al. (1996) caracterizaram a ambiência do Grupo Maquiné como uma
associação metassedimentar clástica não marinha (litorânea e fluvial).
Baltazar e Zucchetti (2007) propõem 7 associações de litofácies, conforme a
ambiência, da base para o topo: vulcânica máfica-ultramáfica, vulcano-sedimentar
química, sedimentar clasto-química, vulcano-clástica (brechas, grauvacas, arenitos e
argilitos), associação clástica marinha (ressedimentada), associação costeira (incluem os
herringbones) e associação não marinha.
O SG Rio das Velhas é considerado como “colagem de fragmentos oceânicos e
pode ser visto como uma colagem estrutural de diferentes terrenos, representado por
elementos tectônicos distintos. Isto é demonstrado pela distribuição espacial de ciclos
sedimentares controlados por zonas cujos blocos tectônicos justapostos com
características litoestruturais e estilos estruturais distintos” (Baltazar e Zuchetti, 2007).

Evolução de greenstone belts em pelo menos dois estágios previstos:

1. Um greenstone belt arqueano (early) pode ter se desenvolvido entre 3030 Ma


e 2930 Ma, idade do primeiro e do segundo vulcanismo. Ele é representado
por Komatiitos, basaltos magnesianos primitivos, toleítos e depósitos de
turbiditos mais velhos que 2857 Ma espalhados pelo assoalho oceânico.
2. O tarde Archean greenstone cinto relacionados ao último vulcanismo félsico
e representado pelo arco-relacionados tholeiites e contaminado tholeiites.
Evento MorroVelho-tipo, depositadas em um ambiente relacionados com
arco e todas as associações lithofacies essencialmente sedimentar descritas
são atribuídas a esta fase.
3. O maior episódio de atividade magmática e metamórfica, o Evento Belo
Horizonte, ocorreu durante o intervalo entre a evolução do primeiro e do
ultimo greenstone belt, marcado por 2920-2834 Ma, intervalo de idade
obtido por U-Pb de zircões nos gnaisses TTGs do Bonfim e complexos Belo
Horizonte.

O Super Grupo Minas (2580 – 2050 Ga) (passive-margin to syn-orogenic


sedimentary package) é limitado por discordâncias. Na base, clásticos aluviais, eólicas
gradando a marinhos que se acumularam durante uma fase precoce de rifteamento a
(early mechanical-subsidence phase of a passive margin basin).
O Grupo Caraça apresenta, na base, a Fm Moeda (2580 – 2560 Ga)
(quartzitos, filitos e conglomerados auríferos-uraníferos (pertubações tect na bacia)). A
bacia seria alimentada pela erosão dos domos gnáissicos adjacentes, em soerguimento.
Existiam escarpas de falhas na extremidade N da Serra da Moeda, fonte de seixos de
efusivas AC, filito e clorita xisto do congl basal da Fm.Moeda. Os seixos devem ser do
Gr.Nova Lima situados logo a oeste onde ocorrem esses litotipos
Fm. Batatal, onde predominam filitos sericíticos, por vezes carbonosos ou
ferruginosos.
O Grupo Itabira (Formação Cauê e Gandarela) registra uma transgressão (a
broad, thermally subsiding continental margin). Depositado apões peneplanação
completa da área fonte sob condições de estabilidade tectônica e uniformidade
climática.
A Formação Cauê, o intervalo principal de minério de ferro do QF, é
constituído por uma camada de 200 m de BIFs (tipo lago superior), incluindo itabiritos,
mármores dolomíticos, e extensos corpos de minério de ferro supergênico.
A Formação Gandarela (2400 – 2300 Ga) é composta predominantemente por
dolomitas. Calcário dolomítico, calcário, dolomitos, pelitos, BIFs e brechas contendo
fragmentos de chert. (O Grupo Itabira inicia pela Formação Cauê, composta por BIFs
do tipo Lago Superior e, subordinadamente, por filitos ferruginosos e dolomitos. A
Formação Gandarela, no topo do grupo, exibe mármores dolomíticos,
subordinadamente, itabiritos e filitos). No topo, discordância erosiva (Caraça e itabira
2150 -2400 Ga)
O Grupo Piracicaba é caracterizado por uma sequência espessa de estratos
deltaicos e marinho raso. A unidade basal do Grupo Piracicaba, Formação
Cercadinho, caracteriza-se pela alternância de quartzitos e filitos prateados (Congl
basais e horizontes de congl intraformacionais com seixos de itabirito e dolomito) A sed
dessa FM marca um profundo remodelamento da bacia, documentado pela emersão de
parte da seq Itabira, sua erosão e redeposição em forma de seixos, em consequência
encerra o registro sed de um novo período de pertubação tect da bacia (2,4GA). A
Formação Fecho do Funil é constituída por filitos quartzosos, filitos dolomíticos e
lentes de dolomito. As Formações Taboões (ortoquartzitos) e Barreiro (filitos
grafitosos) são de ocorrência restrita.
O Grupo Sabará (2150 – 2050 Ga) Inversão tect. Marca uma mudança drástica
nas condições plataformais típicas para a maior parte do SGM e o início da dep do
Sabará. É uma seqüência (3 – 3,5 km) composta por xistos, filitos, metarenitos,
metavulcanoclásticas, metaconglomerados e metadiamictitos. (Pelitos e grauvacas,
também conlg, quartz, tufito e vul máf AC) As hipóteses mais recentes indicam para o
Grupo Sabará uma deposição em uma bacia do tipo de antepaís relacionada ao Evento
Transamazônico, cuja sucessão seria do tipo flysch. Os congl possuem pela 1ºx seixos
de gnaisses e granitos, indicando modificações na paleogeo, com soerguimento de
novas áreas fontes, aumento de erosão e do gradiente de transporte.
As rochas do Supergrupo Minas foram sujeitas ao metamorfismo da fácies xisto
verde atingindo a fácies anfibolito nas porções leste, sudeste e nordeste.

Evolução Geodinâmica

Após a fase de deposição (quase 500 Ma.) de plataforma estável e rasa em margem
passiva, durante a Orogenia Transamazônica (2,16 – 2,0 Ga), um cinturão colisional
em forma de arco, denominado de Cinturão Mineiro (Teixeira et al. 2000),
desenvolveu-se nas margens desta plataforma arqueana, formando plútons de
granitóides, diques máficos e depósitos do tipo flysch.
Segundo Alkmim e Marshak (1998), o cinturão de cavalgamento/dobramentos
(Cinturão Mineiro) foi criado em resposta a uma contração com vergência para NW,
relacionada com a acresção de um arco de ilha e/ou terrenos exóticos nas margens leste
e sudeste do Cráton do São Francisco. Neste evento, pode ter ocorrido o consumo de
crosta oceânica e geração de granitóides de origem mantélica seguido por intrusões de
granitos crustais sin a pós-colisionais.
A evolução da Bacia Sabará ocorreu durante esta época, com proveniência da
erosão dos depósitos arqueanos e paleoproterozóicos do Cinturão Mineiro.
(A) Configuração pré-Transamazônico. O Supergrupo Minas representa a plataforma continental de
uma margem passiva;
(B) Colisão inicial com o arco Transamazônico e bloco continental acrescido. A bacia Foreland
Sabará estende-se ao interior do cráton;
(C) Deformação do Sabará durante o estágio colisional final;
(D) Colapso extensional inicial com desenvolvimento de um núcleo metamórfico e descolamento;
(E) Com a contínua extensão e aquecimento da crosta, o cinturão dobrado evolui para uma
província com estilo de domo e quilha;

Acima do Supergrupo Minas…

O Grupo Itacolomi é um pacote espesso de aproximadamente 1,8 Km de


sucessão de arenitos, conglomerados e pelitos, que representam depósitos de um
complexo delta-aluvial, ocasionalmente submersos por lago ou mar raso (Alkmim,
1987). Separado das unidades subjacentes por uma discordância regional, o Grupo
Itacolomi ocorre somente na porção sul do QF e foi interpretado como um “depósito
molássico”. Alkmim and Marshak (1998) sugerem que esta unidade foi depositada in
small intermontane basins durante a fase de colapso do Orógeno Transamazônico
(Paleoproterozóico).
Para Endo (1997) e Endo & Machado (1998) a arquitetura do QF e regiões
adjacentes na parte Sul do escudo Mineiro é o resultado da superposição de três ciclos
geodinâmicos: Jequié, Transamazônico e Brasiliano.
O ciclo Jequié (2,78 Ga a 2,56 Ga) consiste de três eventos tectônicos de
natureza transpressional. O primeiro evento, do Neo-Arqueano Inferior, corresponde à
orogenia Rio das Velhas desenvolvida em regime direcional transpressional N-S,
dextral, acompanhado de magmatismo e metamorfismo do Grupo Nova Lima em
condições de fácies anfibolito. Os plútons importantes deste magmatismo são: Tonalito
Samambaia, Granodiorito Mateus Leme, Ibirité e Caeté e o Granito Brumadinho. A
deposição do Grupo Maquiné e a colocação de enxame de diques máficos de orientação
NW SE de idade 2,66 Ga (Pinese 1997) ocorreram em regime direcional transpressional
sinistral.

Pré-Minas (Endo 2004)

O Ciclo Jequié Englobaria:

(A) Orogenia Maquiné (2612 – 2650 Ma). Transpressional Dextral;


(B) Uma Posterior sem denominação de superposição, plano paralela de
cisalhamento Sinistral a sul do QF e representada pelas descontinuidades
crustais NW e W além de diques máficos de 2650 Ma;
(C) Orogenia Rio das Velhas (2780 - 2700 Ma) em Metamorfismo Xisto verde a
anfibolito, transpressional e fluxo NS vertical dúctil associados a fraturamento
Crustal NE e N e granito sin tectônicos. Estas deformações atingem parte e não
o todo do QF.

O Ciclo Transamazônico é composto por dois eventos compressionais, cujas


idades situam-se por volta de 2,25 Ga e 1,9 Ga. O primeiro possui vergência para S-SW
e o segundo para NW. Naquele período, corpos plutônicos expressivos ascenderam à
crosta ao longo de descontinuidades crustais como o Alto Maranhão, Ressaquinha,
Tabuões, Ritápolis, Lavras, Itutinga e outros.
Finalmente, o efeito do ciclo Brasiliano neste segmento crustal está
representado, principalmente, por um forte reequilíbrio isotópico no sistema K/Ar,
proporcionado pela tectônica de falhas reversas, que ocasionam fatiamentos e
soerguimentos de blocos do embasamento.

A partir de dados de diversos autores, uma evolução de certa forma consensual,


comporta os seguintes episódios na estruturação do QF: fragmentos crustais com
idades de até 3,2 Ga serviram de embasamento para o Greenstone Belt Rio das Velhas
(2,8 Ga - 2,7 Ga). Um evento tectônico de 2,7 a 2,6 Ga, marcado por plutonismo
intermediário nas rochas do SG Rio das Velhas, definiu a arquitetura clássica destes
tipos de terrenos, com domos de embasamento circundados por quilhas de rochas
supracrustais.
Posteriormente, entre 2,6 Ga e 2,4 Ga a região registra o estabelecimento de
uma plataforma continental de uma bacia de margem passiva. Há cerca de 2,1 Ga na
região do Quadrilátero Ferrífero se desenvolveu um cinturão de falhas e dobras, com
vergência para noroeste, responsável por zonas de cisalhamento de escalas regionais.
Este evento tectônico não gerou foliação expressiva e teve seu início logo após a
deposição dos sedimentos do Grupo Sabará, (flysh representada por turbiditos). Trata-
se da Orogenia Transamazônica. O colapso orogenético da cadeia ocorreu há
aproximadamente 2,095 Ga. O segundo evento de natureza compressional que afetou o
QF data do Brasiliano, com o desenvolvimento de um cinturão de dobras e falhas com
vergência para oeste. Tal evento regenerou e deformou estruturas pretéritas, reativando
intensamente a borda leste do Quadrilátero Ferrífero durante o Neoproterozóico.

O Quadrilátero Ferrífero representa um dos mais importantes distritos auríferos


do Brasil e uma das maiores províncias metalogenéticas do planeta. A produção
aurífera histórica dessa região equivale a mais de 40% da produção total de ouro do
Brasil.

Depósitos de ouro estão estruturalmente controlados no sentido que fluidos


hidrotermais foram canalizados ao longo de zonas de deformação.
Os veios auríferos (tipo carvoeira) expostos na mina de Passagem de Mariana
são quartzo-carbonáticos sulfetados, com importante contribuição de sericita, e
realçados pela presença de turmalina em proporções variáveis, formando localmente
grandes massas de turmalinito.
Além das ocorrências e depósitos auríferos, a anticlinal de Mariana hospeda
ainda nas proximidades do depósito de Antônio Pereira um importante depósito de
topázio imperial, lavrado atualmente por atividade garimpeira, e uma ocorrência de
barita exposta em uma mina abandonada. O topázio imperial ocorre em veios
quartzosos hospedados em dolomitos alterados (“borra de café”) da Formação
Gandarela.

SGM e Transvaal Seq: Perfeita sincronia de idades, litotipos e períodos de reativação


crustal na 2 seq. Até o final do arqueano a atm não era oxidante, evidenciado nas piritas
e uraninitas detríticas nos congl moeda e do Black reef quartzite. Por outro lado a
grande quantidade de hematita precipitada nos bifs da Fm.Cauê e Penge iron formation
documenta uma atm com O livre no paleoprot inf. Este evento foi acompanhado por ppt
de carbonatos que retirou enorme quantidade de CO2 do mar.

Espinhaço (1750 Ga a 850Ma):

A planície costeira: As unidades do Grupo Guinda foram consideradas como


depósitos de facies miogeossinclinal por Pflug (1965) e posteriormente como depósitos
continentais de largo e extenso rifte por Almeida-Abreu (1993) e Martins-Neto (1998).
Ambiente de rifte continental.
A Formação São João da Chapada caracteriza uma extensa planície aluvial (Martins-
Neto 1993) que foi instalada à margem da bacia marinha.
A Formação Sopa-Brumadinho mantém essas características fluviais fora dos distritos
de conglomerados diamantíferos, embora a predominância de laminação planoparalela e
as claras feições de agradação indiquem variações no nível de base na borda da bacia
marinha. Estudos de paleocorrentes e dos diferenteslitotipos presentes nessas calhas,
incluindo rochas vulcânicas diamantíferas sin sedimentares, permitem supor que
essascalhas representam maar craters formadas por vulcanismo explosivo associado à
reativação dos lineamentos da área cratônica devido à retomada da extensão crustal no
âmbito da bacia.
A Formação Galho do Miguel evidencia bem um highstand system tract sucedendo a
transgressão marinha e isto é bem representado pelo onlap sobre o antepaís e o downlap
sobre a sequência trangressiva. Portanto, a Formação Galho do Miguel representa a
sedimentação durante o período
de maximum flooding devido ao retrabalhamento eólico dos sedimentos da planície
costeira favorecido pela falta de cobertura vegetal.

A bacia foredeep: Em termos de evolução bacinal, o Grupo Conselheiro Mata vem


sendo considerado como consequência da contração termal da bacia fase pós-rifte
(Almeida-Abreu 1993) que motivou a transgressão marinha sobre toda a superfície da
Bacia Espinhaço.
No entanto, estudos de análises de bacia e estrutural revelaramque as unidades desse
grupo exibem alguns aspectos clássicosde uma calha foredeep: (1) As fácies
sedimentares mostram interdigitação de sistemas marinhos costeiros com sistemas
eólicos W-progradantes (ou seja, no sentido contrário do fluxo
sedimentar da planície costeira), assoreando progresessivamente a calha sedimentar. As
paleocorrentes confirmamvessas relações de fácies e fluxo sedimentar. (2) Os
sedimentos das unidades da borda oriental da calha sedimentar mostram fragmentos de
feldspato e líticos evidenciando a exposição de rochas do embasamento cristalino nos
cavalgamentos sin-sedimentares. (3) A presença frequente de brechas sedimentares
quartzíticas nessas unidades demonstram ambos, o canibalismo devido à tectônica sin-
sedimentar e a sua deposição proximal. (4) As falhas sin-sedimentares de ordem
decimétrica e dobras desarmônicos associados em rochas da Formação Santa Rita
representam slumps e também confirmam
um tectonismo concomitante com a sedimentação. (5) A discordância angular entre
rochas das formações Galho do Miguel e Santa Rita na área de Batatal exalta o
tectonismo sinsedimentar. (6) A superposição de estruturas tectônicas de diferentes
niveis crustais, ou seja, uma conspícua foliação seccionando flancos de dobras e sua
clivagem plano-axial, demostram fases sucessivas de deformação com progressivo
empilhamento tectônico devido a propagação dos cavalgamentos para oeste.
As caracterísitcas físicas da calha sedimentar onde foram depositadas as unidades do
Grupo Conselheiro Mata, bem como o seu posicionamento relativo ao Orógeno
Espinhaço são também sugestivos de que essa calha representa uma bacia foredeep. Ou
seja, compreende uma bacia estreita, alongada e
relativamente profunda; teve fluxo sedimentar convergente, oriundo de ambas as bordas
da calha, especialmente de leste para oeste (Fig. 4); foi dominada por ambientes
marinhos rasos com inserção freqüente de sedimentos de ambientes continentais de
origem fluvial e eólico (Köster 1984, Almeida-Abreu1993); ocupa apenas a parte
externa da Bacia e Orógeno Espinhaço, mostrando distribuição alinhada e restrita ao
fronte dos empurrões da faixa orogênica, ora preservados apenas na borda oriental da
SdEM (Fig. 1a). Afora as feições já mencionadas, três outros fatores de cará- ter
regional são também característicos de bacia foredeep: (1) Incisões de canais fluviais
preenchidos por conglomerados com 3 a 6 m de espessura nas formações Santa Rita,
Córrego dos Borges e Córrego Pereira ao longo da borda ocidental da SdEM
demonstram rápidas e profundas variações do nível de base da bacia que bem
caracterizam as freqüentes flutuações da subsidência versus o aporte de sedimentos em
bacias periféricas. (2) O perfil regional das calhas preenchidas pelas rochas do Grupo
Conselheiro Mata caracteriza uma clássica seção de bacia periférica, incluindo o seu
forebulge e o deslocamento do depocentro da bacia rumo ao cráton (formando um
piggyback ou floating basin no sentido de Miall 1990) devido à propagação da
deformação através de blind faults (3) A ampla ocorrência de quartzo leitoso em forma
de bolsões métricos a decamétricos,especialmente nas formações Santa Rita e Córrego
da Bandeira, deve ter sido conseqüência da intensa circulação de fluidos imposto por
severo gradiente hidráulico associado ao soerguimento tectônico na borda da bacia, a
exemplo de outras bacias periféricas (Morey 1999).

Dúvida Espinhaço

Na perspectiva do ambiente de
rifte continental,
(1) por que a Formação
Bandeirinha mostra red beds em
seus depósitos fluviais e eólicos,
enquanto todas as demais
unidades do grupo registram
condições paleoclimáticas de
ambientes muito úmidos;
(2) por que essas formações
ocupam superfície tão vasta e são
compostas essencialmente por
quartzo-arenitos, apresentando
notável déficit de massa em vista
da quase completa ausência de
pelitos;
(3) por que as formações do
Grupo Guinda mostram conformação essencialmente tabular e, no conjunto, espessuras
relativamente pequenas, o que não é feição característica de riftes;
(4) por que as unidades desse grupo, apesar da pequena espessura, mostram
metamorfismo regional explícito.