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UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO


FACULDADE DE LETRAS
LINGUÍSTICA III
PROFESSORA: Adriana Leitão Martins

AULA 9: ESTRUTURA SINTAGMÁTICA


1. Objetivo
• Encontrar as propriedades comuns aos diferentes tipos de sintagmas, tais como o
VP, o NP, o PP e o AP.

2. Pressupostos: Três tipos de evidências de que as sentenças são estruturadas


• A ordem linear das palavras numa sentença (a ordem dos constituintes é limitada
por princípios mentais).
• A categorização das palavras em partes da sentença (categoria lexical). Cada
palavra limita a palavra “vizinha” (ex: “João deverá encontrar Maria” – deverá
subcategoriza uma oração infinitiva).
• O agrupamento de palavras em constituintes estruturais da sentença (os princípios
mentais determinam o modo como os constituintes deverão ser agrupados; os
constituintes, dependendo da maneira como são agrupados, geram interpretações
diferentes: “The mother of the boy and the girl”).

3. Estrutura sintática: tradicional


• Ex.: João abandonou o trabalho.
• (1)
S

SN SV
João

V SN
abandonou

Det N
o trabalho

• Em (1) a presença dos NPs João e o trabalho é requerida pela estrutura


argumental do verbo abandonar. A presença do sujeito é também requerida pelo
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princípio de projeção estendido, que requer que todas as sentenças tenham
sujeito.
• As categorias sintáticas dos constituintes sintagmáticos, tais como NP e VP, são
também lexicalmente determinadas: o VP é o constituinte cujo núcleo é o verbo e
o NP é o constituinte cujo núcleo é o nome.

4. Diferentes tipos de sintagmas e regras de estrutura sintagmática


• VP → V - (NP) - (PP*)
abandonou o trabalho após o lanche
trabalhou no jardim
retornou
• NP → (Det) - (AP*) - N - (PP*)
João
a investigação
o detetive belga
o detetive com sotaque engraçado
• AP → (Adv) - A - (PP*)
interessado
muito interessado
consciente do problema
inteiramente consciente do problema
• PP → (Adv) - P - NP
na França
imediatamente após a aula
sobre a casa

5. A estrutura dos sintagmas


• O objetivo é descobrir as propriedades comuns aos quatro tipos de sintagmas
(VP, NP, AP e PP).
• As categorias sintagmáticas são nucleadas por categorias lexicais.
• A teoria X-barra estabelece que todos os sintagmas são formados pelo núcleo,
pelo complemento do núcleo, pelas projeções intermediárias, pelo especificador e
pela projeção máxima:
A. O núcleo (X) pode ser um verbo, um nome, um adjetivo ou uma preposição.
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B. A projeção intermediária (X’) domina o núcleo e seu complemento e pode
combinar-se com um adjunto para formar uma outra projeção intermediária (X’),
mais acima na árvore sintática; essas projeções são, portanto, recursivas, isto é,
podem ser repetidas na árvore sintática.
C. O especificador (Spec) combina-se com a projeção intermediária (X’) mais alta
na árvore para formar...
D. A projeção máxima (XP) do núcleo do sintagma.
De uma maneira esquemática, a estrutura dos sintagmas pode ser resumida da
seguinte maneira:

XP

Spec X’

X’

X YP YP

complemento adjunto
do núcleo

 OBS 1 : Os princípios da teoria X-barra são inatos e poucas parametrizações precisam


ser feitas para que a estrutura da língua particular seja formada na mente do
indivíduo.
 OBS 2 : Todas as ramificações da árvore são binárias.

6. Relação entre os elementos da árvore


• O nódulo A domina o nódulo B se e somente se A é mais alto na árvore e se a
gente pode traçar a linha de A até B.
• O nódulo A precede o nódulo B se A está à esquerda de B e A não domina B ou
B não domina A.
• A rege B se A é um regente e A e B são nódulos irmãos (núcleos são regentes).

O SINTAGMA VERBAL
SV

V ...

material não nuclear no SV

(obrigatório ou opcional)
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• Ex 1 : Maria [ VP leu as cartas no jardim esta noite].
S

SN
NP SV
VP
Maria

V SN
NP SP
PP SN
NP
leu as cartas no jardim esta noite

• A estrutura do VP é horizontal, no sentido em que não há nenhuma


hierarquia entre os constituintes de V.
• Ex 2 : Maria [leu as cartas no jardim] [esta noite] e João [fará isso]
[amanhã].
• Ex 3 : Maria [vai ler as cartas] [no jardim] [esta tarde] e João [na garagem]
[de noite].
• A representação anterior do Ex. 1 não permite tratar [leu as cartas] ou [leu
as cartas no jardim] como constituintes. Não há nenhum nódulo que
exaustivamente domine [leu as cartas].
• A questão é: se um elemento é um constituinte da sentença (uma
categoria sintagmática, por exemplo), ele pode ser eliminado ou
substituído na sentença. Um constituinte da sentença é um elemento
exaustivamente dominado por outro constituinte.
A
B C

• Representação, em forma de árvore sintática, do VP da sentença 1:

V’ 1 = V + NP (complemento)
V’ 2 = V’ 1 + PP (adjunto 1 )
V’ 3 = V’ 2 + NP (adjunto 2 )
VP = Spec + V’ 3
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• O menor V’(constituinte central) é constituído pelo núcleo da projeção
– o verbo – e o seu complemento. O PP [no jardim] e o NP [esta noite]
são adjuntos – constituintes opcionais (geralmente codificações de
tempo e espaço).
• O verbo tem uma relação íntima – relação de irmandade – com seu
complemento – o argumento interno. (Lembre-se que: o verbo atribui
papel temático ao argumento interno e o verbo + o argumento interno
atribui papel temático ao argumento externo). O verbo rege o compl.
• Ex 4 : João retornou.
S S
a) b)

NP
SN VP NP
SN VP
João João

V' Spec V'


Ø

V V Ø
retornou retornou

• A fim de manter a generalização que afirma que todos os nódulos da


árvore são binários, devemos adotar a representação em “b”.
• A posição de especificador de VP
⇒ Ex 5 : The detectives have [ SV all finished the investigations].
(have: não faz parte de VP; all: quantificador)
⇒ Ex 6 : They have? (apagamento do VP)
⇒ Ex 7 : *They have all? (apagamento do VP)
⇒ Ex 8 : The policemen have [all done so too] (aqui, do so substitui
finished the investigations).
⇒ Ex 9 : Eles [amam todos Maria].
⇒ Ex 10 : Os detetives [foram todos empurrados].
• Nos exemplos 9 e 10, o verbo estaria na árvore na posição canônica
(relação de irmandade com seu complemento), porém “subiu” e apareceu
antes do especificador. Isso seria autorizado pelo fato de o paradigma
verbal do português ser rico. Quando o especificador (todos) aparece antes
do verbo, como seria o esperado (como em: “Eles todos amam Maria”), há
duas possibilidades de interpretação: (i) todos faz parte do NP sujeito; (ii)
todos é especificador do VP e deve aparecer em sua posição canônica
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porque o paradigma verbal do português está se empobrecendo,
equiparando-se ao paradigma verbal do inglês, não permitindo, portanto, o
deslocamento do verbo para antes do quantificador.
• O especificador pode ser um quantificador ou um advérbio de modo que
modifique todo o sintagma verbal (exemplo: quase).
• A ordem dos constituintes dentro do VP
⇒ SVO (inglês) x SOV (japonês)
⇒ V’’ → Spec; V’ (V’’ = VP)
⇒ V’ → V; XP