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Síntese de Literatura Brasileira Para Pré-Vestibular

Literatura Brasileira
A literatura brasileira é variada em estilos e tendências. A
abordagem da realidade do país se consolidou com o movimento
modernista ocorrido em 1922, no estado de São Paulo. A chamada
Semana de Arte Moderna brasileira tinha como proposta "devorar"
a cultura importada que impregnava todas as manifestações
artísticas do país.
Essa tendência antropofágica caracterizou os escritores
modernistas e a obra dos seus principais precursores - Oswald de
Andrade (1890-1954) e Mário de Andrade (1893-1945), e os poetas
Manuel Bandeira (1886-1968) e Cassiano Ricardo (1895-1979).
Renovada, a atividade literária no Brasil enriqueceu com o
surgimento de grandes nomes, como Carlos Drummond de Andrade
(1902-1987), Pedro Nava (1903-1984), e José Lins do Rego (1901-
1957). A abordagem de temas da vida brasileira na literatura
nacional aboliu séculos de influência européia, desde o primeiro
registro literário do Brasil - a carta do escrivão Pero Vaz de
Caminha enviada no século 16 ao Rei de Portugal com a descrição
da Nova Terra descoberta em 1500. O índio e os desbravadores do
país seriam protagonistas de muitos escritos. A linguagem
rebuscada do romantismo cantaria o Brasil na prosa de José de
Alencar (1829-1877), no épico O Guarani, e no verso de Gonçalves
Dias (1823-1864), autor do belo poema Canção do Exílio, entre
outros grandes autores da época.
A história política e social do país está registrada nas obras de
seus autores. Alguns exemplos: Castro Alves (1847-1871), narra os
horrores do transporte de escravos negros para o Brasil no poema
épico O Navio Negreiro. Lima Barreto (1881-1922), registra a
linguagem popular em obras-primas como Triste fim de Policarpo
Quaresma; Aluísio Azevedo (1857-1913) trata da pobreza e dos
vícios humanos nos romances naturalistas O Mulato e O Cortiço;
Euclides da Cunha (1866-1909) descreve a saga da Guerra de
Canudos em Os Sertões.
Machado de Assis (1839-1908) insere o cotidiano e os
costumes nacionais em romances clássicos. Machado, um dos
escritores brasileiros mais conhecidos no exterior, escreveu, entre
outras obras, Memórias Póstumas de Brás Cubas e Dom Casmurro.

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A literatura brasileira contemporânea lega ao país uma obra
densa e preocupada com os rumos da vida nacional, mas fiel ao
temperamento e cultura do povo. Festejada como maior poeta da
língua portuguesa, Cecília Meireles (1901-1964) canta o amor e a
morte e escreve uma das mais importantes obras da literatura social
do Brasil - o Romanceiro da Inconfidência, sobre Tiradentes, um
revolucionário brasileiro.
Nos anos sessenta, o país literário vive o impacto da
revolução lingüística de Guimarães Rosa (1908-1967), autor de
Grande Sertão: Veredas, e de Clarice Lispector (1920-1977),
considerada a Virgínia Woolf brasileira, autora dos clássicos A
Maçã no Escuro e A Paixão Segundo G.H. A crítica literária atinge
o seu refinamento com Otto Maria Carpeaux, Antônio Cândido e
Antônio Houaiss. O romance regionalista ganha fôlego na região
Nordeste com Jorge Amado, seguramente o autor brasileiro mais
traduzido no exterior, desde os livros da fase de cunho social
(Capitães da Areia), até os de costumes (Gabriela, Cravo e Canela
e Dona Flor e seus Dois Maridos). Na região Sul, Érico Veríssimo
(1905-1975) conta a saga do Rio Grande do Sul em O Tempo e o
Vento. Na década de setenta, a situação política do país, governado
por militares, estimula a "literatura do mimeógrafo" de jovens e
rebeldes autores.

Jorge Amado

Professor Geimes Raulino

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Esta fase estimula a literatura sintonizada com este momento


brasileiro, destacando-se Quarup, de Antônio Callado (1917-1997)
e Zero, de Inácio de Loyola Brandão.
Na década de oitenta, com a volta ao regime democrático,
predomina o romance urbano e o pluralismo criativo. Rubem
Fonseca retrata a violência urbana em A Grande Arte. O país lê as
obras de Caio Fernando Abreu, João Gilberto Noll, Hilda Hilst,
Nelida Piñon, Haroldo de Campos, Paulo Leminski, Ana Miranda,
Dalton Trevisan e Adélia Prado, entre muitos outros. A explosão
épica de Viva o Povo Brasileiro, um traçado da identidade brasileira
por João Ubaldo Ribeiro encanta os leitores de vários países do
mundo.
A literatura brasileira lança novos nomes nos anos noventa.
Chico Buarque de Hollanda, um dos mais criativos compositores do
país, escreve Estorvo, Francisco Dantas revisita o tema regionalista.
Temas que abordam o final do milênio e o romance memorialístico
garantem espaço editorial. Fernando Morais consolida o romance-
reportagem conciso com Chatô, o perfil de um poderoso empresário
de comunicação do país. Carlos Heitor Cony lança Quase Memória,
um suave depoimento de uma vida, e Ferreira Gullar escreve o livro
de poemas Muitas Vozes.
Por seu acervo, conteúdo e qualidade editorial, a literatura brasileira
tem lugar garantido entre as melhores do mundo.

Barroco
O termo barroco denomina genericamente todas as
manifestações artísticas dos anos 1600 e início dos anos 1700. Além
da literatura, estende-se à música, pintura, escultura e arquitetura da
época.
Mesmo considerando o Barroco o primeiro estilo de época da
literatura brasileira e Gregório de Matos o primeiro poeta
efetivamente brasileiro, com sentimento nativista manifesto, na
realidade ainda não se pode isolar a Colônia da Metrópole, ou,
como afirma Alfredo Bosi; "No Brasil houve ecos do Barroco
europeu durante os séculos XVII e XVIII: Gregório de Matos,
Botelho de Oliveira, Frei Itaparica e as primeiras academias
repetiram motivos e formas do Barroquismo ibérico e italiano''.
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Além disso, os dois principais autores - Pe. Antônio Vieira e


Gregório de Matos tiveram suas vidas divididas entre Portugal e
Brasil.
Em Portugal, o Barroco ou Seiscentismo tem seu início em
1580 com a unificação da Península Ibérica, o que acarretará um
forte domínio espanhol em todas as atividades, daí o nome Escola
Espanhola, também dado ao Barroco lusitano. O Seiscentismo se
estenderá até 1756, com a fundação da Arcádia Lusitana, já em
pleno governo do Marquês de Pombal, aberto aos novos ares da
ideologia liberal burguesa iluminista, que caracterizará a segunda
metade do século XVIII.
No Brasil, o Barroco tem seu marco inicial em 1601 com a
publicação do poema épico Prosopopéia, de Bento Teixeira, que
introduz definitivamente o modelo da poesia camoniana em nossa
literatura. Estende-se por todo o século XVII e início do século
XVIII. O final do Barroco brasileiro só se concretizou em 1768,
com a fundação da Arcádia Ultramarina e com a publicação do livro
Obras, de Cláudio Manuel da Costa.
No entanto, já a partir de 1724, com a fundação da Academia
Brasílica dos Esquecidos, o movimento academicista ganhava
corpo, assinalando a decadência dos valores defendidos pelo
Barroco e a ascensão do movimento árcade.
O estilo barroco nasceu da crise de valores renascentistas
ocasionada pelas lutas religiosas e pela crise econômica vivida em
conseqüência da falência do comércio com o Oriente. O homem do
Seiscentismo vivia um estado de tensão e desequilíbrio, do qual
tentou evadir-se pelo culto exagerado da forma, sobrecarregando a
poesia de figuras, como a metáfora, a antítese, a hipérbole e a
alegoria.
Todo o rebuscamento que aflora na arte barroca é reflexo do
dilema, do conflito entre o terreno e o celestial, o homem e Deus
(antropocentrismo e teocentrismo), o pecado e o perdão, a
religiosidade medieval e o paganismo renascentista, o material e o
espiritual, que tanto atormenta o homem do século XVII. A arte
assume, assim, uma tendência sensualista, caracterizada pela busca
do detalhe num exagerado rebuscamento formal.

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Podemos notar dois estilos no barroco literário o Cultismo e o


Conceptismo. O Cultismo: é caracterizado pela linguagem
rebuscada, culta, extravagante; pela valorização do pormenor
mediante jogos de palavras, com visível influência do poeta
espanhol Luís de Gôngora daí o estilo ser também conhecido por
Gongorismo. O Conceptismo: é marcado pelo jogo de idéias, de
conceitos, seguindo um raciocínio lógico, racionalista, que utiliza
uma retórica aprimorada. Um dos principais cultores do
Conceptismo foi o espanhol Quevedo, de onde deriva o termo
Quevedismo.

Arcadismo
O Arcadismo, Setecentismo (os anos 1700) ou Neoclassicismo
é o período que caracteriza principalmente a segunda metade do
século XVIII, tingindo as artes de uma nova tonalidade burguesa.
Vive-se, agora, o Século das Luzes, o Iluminismo burguês que
prepara o caminho para a Revolução Francesa.
No início do século XVIII ocorre a decadência do pensamento
barroco, para a qual colaboraram vários fatores: o exagero da
expressão barroca havia cansado o público, e a chamada arte
cortesã, que se desenvolvera desde a Renascença, atinge em meados
do século um estágio estacionário e mesmo decadente, perdendo
terreno para o subjetivismo burguês; o problema da ascensão
burguesa supera a questão religiosa surgem as primeiras arcádias,
que procuram a pureza e a simplicidade das formas clássicas no
combate ao poder monárquico, os burgueses cultuam o "bom
selvagem'', em oposição ao homem corrompido pela sociedade do
Ancien Régime (o velho regime monárquico). Como se observa, a
burguesia atinge a hegemonia econômica e passa a lutar pelo poder
político, então em mãos da monarquia. Isso se reflete claramente no
campo social e artístico: a antiga arte cerimonial cortesã dá lugar ao
gosto burguês.
O Arcadismo tem espírito nitidamente reformista, pretendendo
reformular o ensino, os hábitos, as atitudes sociais, uma vez que é a
manifestação artística de um novo tempo e de uma nova ideologia.

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Se no século XVI Portugal esteve influenciado pela cultura
italiana e no século XVII, pela cultura espanhola, no século XVIII a
influência vem da França e, mais importante, da emancipação
política da burguesia. Essa mesma burguesia é responsável pelo
desenvolvimento do comércio e da indústria e já assistia a algumas
vitórias na Inglaterra e Estados Unidos. Na França, a partir de 1750,
os filósofos atacam o poder real e clerical e denunciam a corrupção
dos costumes com grande violência.
Em Portugal, o Arcadismo estende-se desde 1756, com a
fundação da Arcádia Lusitana, até 1825, com a publicação do
poema "Camões", de Almeida da Garrett, considerado o marco
inicial do Romantismo português.
No Brasil, considera-se como data inicial do Arcadismo o ano
de 1768, em que ocorrem dois fatos marcantes: a fundação da
Arcádia Ultramarina, em Vila Rica, e a publicação de Obras, de
Cláudio Manuel da Costa.
A Escola Setecentista desenvolve-se até 1808, com a chegada
da Família Real ao Rio de Janeiro, a qual, com suas medidas
político - administrativas, permitem a introdução do pensamento
pré - romântico no Brasil.
Os modelos seguidos pelos árcades são os clássicos greco-
latinos e os renascentistas; a mitologia pagã é retomada como
elemento estético. Daí a escola ser conhecida também como
Neoclassicismo.
Inspirados na frase de Horácio Fugere urbem (fugir da cidade)
e levados pela teoria de Rousseau acerca do ''bom selvagem'', os
árcades voltam-se para a natureza em busca de uma vida simples,
bucólica, pastoril. É a procura do locus amoenus, de um refúgio
ameno em oposição aos centros urbanos monárquicos; a luta do
burguês culto contra a aristocracia se manifesta na busca da
natureza. Cumpre salientar que esse objetivo configurava apenas
um estado de espírito, uma posição política e ideológica, uma vez
que todos os árcades viviam nos centros urbanos e, burgueses que
eram, lá estavam seus interesses econômicos. Isso justifica falar-se
em fingimento poético no Arcadismo, fato que transparece no uso
dos pseudônimos pastoris. Assim, o Dr. Tomás Antônio Gonzaga
adota o pseudônimo de Dirceu, pobre pastor.
O Dr. Cláudio Manuel da Costa é o guardador de rebanhos
Glauceste Satúrnio. Do mesmo modo, Manuel Maria L'Hedoux
Barbosa du Bocage é Elmano Sadino.
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Essas contradições se patenteiam em suas obras, reacionárias,


uma vez que tentavam ofuscar o progresso urbano que os próprios
árcades geravam.
Assim é que as características do Arcadismo em Portugal e no
Brasil seguem a linha européia: à volta aos padrões clássicos da
Antigüidade e do Renascimento; a simplicidade; a poesia bucólica,
pastoril; o fingimento poético e o uso de pseudônimos.
Quanto ao aspecto formal, temos o soneto, os versos
decassílabos, a rima optativa e a tradição da poesia épica.
O Arcadismo brasileiro é também denominado Escola
Mineira, uma vez que seus poetas têm ligação direta com Minas
Gerais, sua geografia, sua política e sua história.

Romantismo
Movimento que surgiu por volta de 1830, prolongando-se até
1870-80. Seus traços principais são o forte desejo de expressar as
peculiaridades do país e a valorização dos aspectos mais individuais
da vida afetiva. Também se preocupou em consolidar uma literatura
tipicamente brasileira, tanto em termos temáticos quanto
estilísticos. A primeira grande figura deste período foi o poeta
Gonçalves Dias, que estabeleceu os parâmetros do romantismo
brasileiro. Na prosa, Joaquim Manuel de Macedo sugeriu a fórmula
do romance de costumes.
O ultra-romantismo da metade do século tem em Álvares de
Azevedo seu maior representante. Casimiro de Abreu (1837-60)
mostrou um sentimentalismo mais suave em sua poesia. O ponto
culminante do gosto romântico pela musicalidade foi alcançado
com Fagundes Varela (1841-75), em sua poesia altamente
elaborada. A plasticidade e o rigor vocabular de Castro Alves
iniciaram a transição para o Parnasianismo. No romance, Manuel
Antônio de Almeida e suas Memórias de um Sargento de Milícias
abriram caminho para o realismo. Criador de vários estilos de
romance, José de Alencar é considerado o mais importante prosador
do romantismo brasileiro.
Ainda na corrente regionalista, apareceram Bernardo
Guimarães (1825-84), com A Escrava Isaura, e o visconde de
Taunay, com Inocência. O poeta Sousândrade (1832-l902), autor de

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O Guesa, da segunda geração romântica, é considerado precursor
do Simbolismo e do modernismo.

Realismo/Naturalismo
O novo estilo iniciou-se no Brasil com a publicação do
romance naturalista O Mulato, de Aluísio Azevedo, e do romance
realista Memórias póstumas de Brás Cubas, de Machado de Assis,
ambos publicados em livro no ano de 1881. São romances urbanos,
ou seja, que têm como cenário a cidade grande.
É a representação artística de algum aspecto da vida, que
produz um efeito convincente de vida real. No realismo, os artistas
não podem simplesmente reproduzir ou refletir a realidade; devem
selecioná-la e moldá-la, obtendo uma ilusão de fidelidade à vida, ao
excluírem quaisquer elementos idealizados, sobrenaturais,
melodramáticos ou escapistas em favor de uma descrição 'neutra' de
pessoas comuns, num meio ambiente nada marcante. No
naturalismo, ocorre a tentativa de fixar a realidade de modo
objetivo, quase científico.

Parnasianismo
Somente com o Parnasianismo a poesia da época do
Realismo/Naturalismo conseguiu alguma qualidade e, sobretudo,
interessar ao público leitor.
O estilo Parnasiano surgiu na França. O termo relaciona-se a
um lugar mitológico da Grécia, o Parnassus, que seria a morada das
musas e onde os artistas buscariam inspiração. O Parnasianismo só
conseguiu êxito na França e no Brasil.
Durante dez anos (de 18866 a 1876) publicou-se na França a
revista literária Le Parnaise Contemporain (O Parnaso
Contemporâneo), em que poetas empregavam uma nova maneira de
fazer poesia, cuja característica principal era a oposição à
subjetividade romântica.

Um dos principais norteadores dos parnasianos era a "arte pela


arte", ou seja, a concepção de que a arte deve estar
descompromissada da realidade, procurando atingir, sobretudo a
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perfeição formal. Isto significa: a arte por ela mesma, sem outra
finalidade. Os parnasianos elegeram a Antigüidade clássica (cultura
greco-romana) como ponto de referência para a almejada perfeição
formal.

No Brasil, considera-se como marco inicial do Parnasianismo


a publicação da obra Fanfarras, de Teófilo Dias, em 1882.

Simbolismo
Movimento artístico que se desenvolveu particularmente na
França, entre 1880 e 1890, baseando no postulado de que a função
da arte é sugerir, através de símbolos, a realidade transcendente que
está para além da superfície aparente das coisas. Na literatura, o
Simbolismo teve sua origem na obra de Baudelaire. Este
movimento desenvolveu-se, em parte, como uma reação ao
Naturalismo.
Considera-se o ano de 1893 como marco inicial desse estilo
no Brasil. É nesse ano que Cruz e Sousa publica dois livros: Missal
- coletânea de poemas em prosa - e Broquéis - poemas.

Da Literatura
Na literatura o real ou a realidade que tem sentido denotativo,
cria ou origina a imaginação que por sua vez provoca a imaginação
que tem o sentido conotativo (polissêmico), e compõe a escrita na
literatura.

 Gêneros Literários:

Todas as obras literárias estão agrupadas em gêneros literários


devido a alguns fatores: escrita em prosa/poesia; presença ou não de
narrador; personagens, enredo, espaço, tempo, diálogo......

 Classificação:

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1. Gênero Lírico: ("Eu"):

Obras escritas em verso (a maioria), cujo conteúdo é sobre amor,


alegria, tristeza, sofrimento, saudade, morte... Não existe um
narrador, pois é a alma (coração) do poeta que fala.

Destaques:
- Cora Coralina
- Castro Alves
- Mário Quintana.

2. Gênero Épico: (em verso) presença de narrador (3º


pessoa):

São obras históricas, grandiosas, com fatos, guerreiros aliados


ou não à mitologia.
Exemplos: O Uraguai, Os Lusíadas, Odisséia
* Clássicos:
- verso, rima, métrica
- narrador, 3º pessoa (observador)
- herói - gosta de um sofrimento
O Uraguai:

 verso, métrica, sem rima.


 narrador em 3º pessoa onisciente

 herói: infeliz, triste

Das Linguagens da Literatura

 Versos são uma sucessão de sílabas ou fonemas


formando uma unidade rítmica e melódica que corresponde,
normalmente, a uma linha do poema.
 Estrofe é um agrupamento de versos.
 Métrica é a medida dos versos.
 Ritmo na poesia se dá pela alternância de sílabas
acentuadas e não acentuadas, ou seja, sílabas que apresentam maior
ou menor intensidade em sua enunciação.

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 Rima é um recurso mundial baseado na semelhança
sonora das palavras no final dos versos e, às vezes, no interior dos
versos.
 Aliteração é a repetição de sons consonantais idênticos
ou aproximados.
 Assonância é a repetição de sons vocálicos idênticos ou
aproximados.
 Paranomásia é o emprego de palavras de grafia ou sons
aproximados, mas de sentidos diferente.
 Paralelismo é a repetição de idéias e palavras que se
correspondem quanto ao sentido.

Das Obras Clássicas da Literatura


Gênero Épico:

* deve ser escrita em versos


* possuem versos decassílabos, épicos, medida nova.
* apresentam rimas ricas
* herói: destemido, guerreiro, violento.
*seres mitológicos
*narrador em 3º pessoa, observador.
*divisão (cinco partes)
- proposição: tema
- invocação: deuses
- dedicatória
- narração
- epílogo
O Uruguai
* escrita em versos
* versos decassílabos, épicos, medida nova.
* versos brancos (não tem rima)
* herói: (general português Gomes de Andrada); corajoso,
tímido.
* o fetichismo indígena
(Tanjuera - é uma vidente feiticeira)
* narrador em 3º pessoa onisciente/intruso
* Divisão:

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- Proposição: tema (Tomada dos Sete Povos das Missões
Espanha)
- Invocação: ninfas, do mar.
- dedicatória: Marquês de Pombal
- Epílogo: trágico (genocídio + - 30 mil índios

Do Barroco (1601 - 1768)

 Características:
o Quanto à Forma:
- Vocabulário selecionado;
- Gosto pelas inversões sintáticas;
- Figuração excessivas, com ênfase em certas figuras de linguagem,
como a metáfora, a antítese e a hipérbole;
- Sugestões sonoras e cromáticas (cor);
- Gosto por construções complexas e raras;

o Quanto ao Conteúdo:
- Conflito espiritual;
- Oposição entre o mundo material e o espiritual;
- Consciência da enfermidade do tempo;
- Carpe diem;
- Angústia;
- Gosto por raciocínios complexos, intrincados;

A produção Literária no Brasil Literatura


Principais autores e Obras:

QUINHENTISMO

Literatura informativa de origem ibérica

- Ambrósio Fernandes Brandão - Diálogo das grandezas do


Brasil

- Gabriel Soares de Sousa (1540?-1591) - Tratado descritivo


do Brasil

- Pero Lopes e Sousa - Diário de navegação

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- Pero de Magalhães Gândavo - Tratado da Terra do Brasil,
História da Província de Santa Cruz a que vulgarmente
chamamos Brasil.

- Frei Vicente de Salvador (1564-1639) - História da


Custódia do Brasil

Literatura informativa de autores não-ibéricos

- André de Thevet - As singularidades da França Antártica

- Antonil (Giovanni Antonio Andreoni, 1650-1716?) - Cultura


e opulência do Brasil.

- Hans Staden - Meu cativeiro entre os selvagens do Brasil

- Jean de Lery - História de uma viagem feita à terra do


Brasil

Literatura dos Catequistas

- Fernão Cardim - Tratado da Terra e da gente do Brasil

- José de Anchieta (1534-1597) - Cartas, informações,


fragmentos históricos e sermões: De gentis Mendis de Saa; De
Beata Virgine dei Matre Maria; Arte da gramática da lingua
mais usada na costa do Brasil; e os autos: Auto da pregação
universal; Na festa de São Lourenço; Na visitação de Santa
Isabel.

- Manuel da Nóbrega - Cartas do Brasil; Diálogo sobre a


conversão do gentio.

BARROCO

- Bento Teixeira (1561-1600) - Prosopopéia

- Gregório de Matos Guerra (1623-1696) - Poesia sacra;


Poesia lírica; Poesia satírica (2 volumes); Últimas

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- Manuel Botelho de Oliveira (1636-1711) - Música do
Parnaso

- Frei Manuel de Santa Maria Itaparica (1704-?) -


Descrição da Cidade da Ilha de Itaparica; Estáquidos.

- Padre Antônio Vieira (1608-1697) - Obra composta de


sermões (15 volumes), cartas e profecias (as principais:
Sermão pelo bom sucesso das almas de Portugal contra as de
Holanda; Sermão da sexagésima; Sermão da primeira
dominga da Quaresma; Sermão de Santo Antônio aos peixes;
e as profecias: Histórias do futuro e Clavis prophetarum

ARCADISMO

- Alvarenga Peixoto (1748-1793) - Enéias no Lácio e obra


poética esparsa

- Basílio da Gama (1740-1795) - O Uraguai

- Cláudio Manuel da Costa (1729-1789) - Obras; Vila Rica;


Fábula do Ribeirão do Carmo.

- Santa Rita Durão (1722-1784) - Caramuru

- Silva Alvarenga (1749-1814) - Obras poéticas; Glaura; O


desertor.

- Sousa Caldas (1762-1814) - Obra esparsa (poemas,


traduções, cartas).

- Tomás Antônio Gonzaga (1744-1810) - Marília de Dirceu;


Cartas Chilenas; Tratado de Direito Natural.

ROMANTISMO - (Poesia)

Primeira geração

- Gonçalves Dias - (1823-1864) - Primeiros cantos; Segundos


cantos; Terceiros Cantos; Os timbiras; Sextilhas de Frei Antão
(Poesia); Leonor de Mendonça; Beatriz Cenci; Patkull
(teatro); Brasil e Oceania; Dicionário de lingua tupi.

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- Gonçalves de Magalhães - (1811-1882) - Poesias; Suspiros
poéticos e saudades; A confederação dos Tamoios (poesia)
Amância (novela); Antônio José ou O poeta e a inquisição;
Olgiato (teatro).

- Manuel de Araújo Porto Alegre - (1806-1879) -


Brasilianas; Colombo.

Segunda geração -

- Álvares de Azevedo - (1831-1852) - Lira dos vinte anos; O


conde Lopo (poesia); Noite na Taverna; O livro de Fra
Gondicario (prosa); Macário (teato).

- Cassimiro de Abreu - (1839-1860) - As primaveras


(poesia); Camões e o Jaú (teatro).

- Fagundes Varela (1841-1875) - Vozes da América;


Estandarte Auriverde; Cantos do Ermo e da Cidade; Cantos
religiosos; Diário de Lázaro; Anchieta ou O evangelho nas
selvas.

- Junqueira Freire - (1832-1855) - Inspirações do claustro

Terceira geração -

- Castro Alves (1847-1871) - Espumas flutuantes; Os


escravos; A cachoeira de Paulo Afonso; Hinos do Equador
(poesia); Gonzaga ou A revolução de Minas (teatro)

- Sousândrade (Joaquim de Sousa Andrade, 1833-1902) -


Obras poéticas; Harpa selvagem; Guesa errante.

- Tobias Barreto (1837-1889) - Dias e noites

ROMANTISMO (Prosa)

- Bernardo Guimarães - (1825-1884) - O ermitão de


Muquém; Lendas e romances; O garimpeiro; O seminarista; O
índio Afonso; A escrava Isaura; O pão de ouro; Rosaura, a
enjeitada; Jupira (romances); Cantos da solidão (poesia).

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- Franklin Távora - (1842-1888) - A trindade Maldita; Os
índios do Jaguaribe; A casa de palha; Um casamento no
arrabalde; O cabeleira; O matuto; Lourenço.

- Joaquim Manuel de Macedo - (1820-1882) - A moreninha;


O moço loiro; Os dois amores; Rosa, Vicentina; A carteira do
meu tio; A luneta mágica; As vítimas algozes, Nina; A
Namoradeira; Mulheres de matilha; Um noivo e duas noivas.

- José de Alencar - (1829-1877) - Cinco minutos; A viuvinha;


Sonhos D’ouro; Encarnação; Senhora; Diva; Lucila; A pata da
gazela (romances urbanos); As minas de prata; A guerra dos
mascates; Alfarrábios (romances históricos); O sertanejo; O
gaúcho (romances regionalistas); Til; O tronco do Ipê
(romances rurais); Iracema; O guarani; Ubirajara (romances
indianistas); A noite de São João, O crédito; Demônio
familiar; Verso e reverso; As asas de um anjo; Mãe; O jesuíta
(teatro)

- Manuel Antônio de Almeida - (1831-1861) - Memórias de


um sargento de milícias

- Visconde de Taunay (Alfredo D’Escragnolle Taunay -


1843-1899) - Inocência; A retirada da Laguna; Lágrimas do
coração; Histórias brasileiras.

- Teixeira de Souza (1812-1861) - Os filhos do pescador;


Tardes de um pintor.

ROMANTISMO (Teatro)

- Martins Pena (1815-1848) - O juiz de paz na roça; O cinto


acusador; A família e a festa da roça; Os dois ou O inglês
maquinista; Judas em Sábado de Aleluia; O diletante; O
noviço; As casadas solteiras; O cigano; Os ciúmes de um
pedestre; O usuário; A barriga do meu tio; As desgraças de
uma criança.

- Paulo Eiró (1836-1871) - Sangue limpo

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REALISMO

- Artur Azevedo (1855-1908) - Amor por anexins; A pelo do


lobo; O dote; A princesa dos cajueiros; O liberato; A mascote
na roça; O tribofe; Revelação de um segredo; A fantasia; A
capital Federal (teatro)

- Machado de Assis - (1839-1908) - Primeira fase:


Ressurreição; A mão e a luva; Helena; Iaiá Garcia (romances);
Contos fluminenses; Histórias da meia-noite (contos);
Crisálidas; Falenas; Americanas (poesia); Segunda fase:
Memórias póstumas de Brás Cubas; Dom Casmurro; Esaú e
Jacó (romances); Várias histórias; Páginas recolhidas;
Relíquias de Casa Velha (contos); Ocidentais (poesia); Hoje
avental, amanhã luva; Desencantos; O caminho da porta;
Quase ministro; os deuses de casaca; Uma ode de Anacreonte;
Tu, só tu, puro amor; Não consultes médico (teatro).
Póstumas: Contos recolhidos; Contos esparsos; Histórias sem
data; Contos avulsos; Contos esquecidos; Contos e Crônicas;
Crônicas de Lélio; Outras relíquias; Novas relíquias; A
semana; Crítica teatral; Crítica literária.

Raul Pompéia - (1863-1895) - O Ateneu; Uma tragédia no


Amazonas; Agonia; As jóias da Coroa (romances);
microscópicos (contos); Canções sem metro (poesia).

NATURALISMO

- Adolfo Caminha - (1867-1897) - A normalista; O bom


crioulo; Tentação (romances); Judith; Lágrimas de um crente
(contos); Cartas literárias (crítica).

- Aluisio Azevedo - (1857-1913) - Uma lágrima de mulher; O


mulato; Mistérios da Tijuca; Casa de pensão, O cortiço; A
mortalha de Alzira; Memórias de um condenado; Filomena
Borges; O homem; O coruja; O livro de uma sogra
(romances); Demônios (contos); O bom negro (crônicas).

- Domingos Olímpio (1850-1906) - Luzia-homem

19
Síntese de Literatura Brasileira Para Pré-Vestibular
- Inglês de Sousa - (1853-1918) - O cacaulista; Histórias de
um pescador; O coronel sangrado; O missionário (romances);
Cenas da vida Amazônica (contos).

- Júlio Ribeiro - (1845-1890) - A carne; Padre Belchior de


Pontes.

- Manuel de Oliveira Paiva - (1861-1892) - Dona Guidinha


do Poço; A afilhada.

PARNASIANISMO

- Alberto de Oliveira (1857-1937) - Canções românticas;


Meridionais; Sonetos e poemas; Poesias escolhidas; Versos e
rimas.

- Francisca Júlia - (1874-1920) - Mármores; Esfinges.

- Olavo Bilac (1865-1918) - Panóplias; Sarças de fogo; Via


láctea; poesias infantis; Alma inquieta; Tarde (poesia);
Crônicas e novelas (prosa); e tratados de literatura

- Raimundo Correia (1859-1911) - Primeiros sonhos;


Sinfonias; Versos e versões; Aleluia; Poesias.

- Vicente de Carvalho - (1866-1924) - Relicário; Rosa, rosa


de amor.

SIMBOLISMO

- Alphonsus de Guimarães - (1870-1921) - Septenário das


dores de Nossa Senhora; Dona mística; Kyriale; Pauvre lyre;
Pastoral aos crentes do amor e da morte; Escada de Jacó;
Pulves; Câmara ardente; Salmos da noite.

- Cruz e Sousa - (1863-1898) - - Broquéis; Missal; Faróis;


Evocação; Últimos sonetos.

PRÉ-MODERNISMO

- Augusto dos Anjos (1884-1914) - Eu (poesia)


20
Síntese de Literatura Brasileira Para Pré-Vestibular
- Coelho Neto (1864-1934) - A capital federal; O rajá de
pendjab; O morto; O paraíso; Tormenta, Esfinge (romances);
Rapsódias; Baladilhas; Álbum de Calibã; Vida Mundana;
Contos da Vida e da Morte (contos).

- Euclides da Cunha - (1866-1909) - Os sertões; Contrastes e


confrontos; Peru versus bolívia; À margem da história;
Canudos - diário de uma expedição (ensaios históricos).

- Graça Aranha - (1868-1931) - Canaã; A viagem


maravilhosa (romances); Malazarte (teatro); A estrela da vida;
Espírito moderno; Futurismo (ensaios)

- Lima Barreto - (1881-1922) - Recordações do escrivão


Isaías Caminha; Triste fim de Policarpo Quaresma; Numa e a
Ninfa; Vida e morte de M. J. Gonzaga de Sá; Bagatelas; Os
Bruzundangas; Clara dos Anjos (romances); Coisas do Reino
de Jambom (sátira); Feiras de Mafuás; Vida urbana;
Marginália (artigos e crônicas); Diário Íntimo; Cemitério dos
vivos (memórias); Impressões de leitura (crítica)

- Monteiro Lobato (1882-1948) - Urupês; Cidades mortas;


Negrinha; O macaco que se fez homem; O presidente negro;
Idéias de Jeca Tatu (prosa); Reinações de Narizinho; O paço
do Visconde; As caçadas de Pedrinho (literatura infantil)

- Raul de Leoni - (1895-1926) - Luz mediterrânea (poesia)

MODERNISMO - Primeira Fase

- Antônio de Alcântara Machado - (1901-1935) - Pathé


Baby; Brás, Bexiga e Barra Funda; Laranja da China; Mana
Maria; Cavaquinho e Saxofone (prosa)

- Cassiano Ricardo - (1895-1974) - Dentro da Noite; A frauta


de Pã; Martim-Cererê; Deixa estar, Jacaré; O sangue das
horas; Jeremias sem-Chorar (poesia)

- Guilherme de Almeida - (1890-1969) - Nós; Messidor;


Livro de horas de Sóror Dolorosa; A frauta que eu perdi; A
flor que foi um homem; Raça (poesia)

21
Síntese de Literatura Brasileira Para Pré-Vestibular
- Juó Bananère (Alexandre Ribeiro Marcondes Machado -
1892-1933) - La divina increnca (poesia)

- Manuel Bandeira (1886-1968) - Cinza das horas; Carnaval;


O ritmo dissoluto; Libertinagem; Lira dos cinquent'anos;
Estrela da manhã; Mafuá do malungo; Opus 10; Estrela da
tarde; Estrela da vida inteira (poesia); Crônicas da província
do Brasil; Itinerário de Passárgada; Frauta de papel (prosa).

- Mário de Andrade - (1893-1945) - Há uma gota de sangue


em cada poema; Paulicéia desvairada; Losango cáqui; Clã do
jabuti; Remate de males; Lira paulistana (poesia); Macunaíma
(rapsódia); Amar, verbo intransitivo (romance); Belazarte;
Contos novos (contos); A escrava que não é Isaura; Música,
doce música; Namoros com a medicina; O empalhador de
passarinho; Aspectos da literatura brasileira; O baile das
quatro artes (ensaios); Os filhos da Candinha (crônicas)

- Menotti Del Picchia (1892-1988) - Juca Mulato; Moisés;


Chuva de pedras (poesia); O homem e a morte; Salomé; A
tormenta (romances).

- Oswald de Andrade - (1890-1954) - Pau-Brasil; Primeiro


caderno do aluno de poesia Oswald de Andrade; Cântico dos
Cânticos para flauta e violão (poesia); Serafim Ponte Grande;
Os condenados; A estrela de absinto; A escada vermelha;
Memórias sentimentais de João Miramar; Marco zero (2
volumes) (romances); O homem e o cavalo; A morta; O rei da
vela (teatro); Um homem sem profissão 1: sob as ordens de
mamãe (memórias)

- Plínio Salgado (1901-1975) - O estrangeiro; O cavaleiro de


Itararé (romances).

- Raul Bopp - (1898-1984) - Cobra Norato; Urucungo


(poesia)

- Ronald de Carvalho - (1893-1935) - Toda a América;


Epigramas irônicos e sentimentais; Luz gloriosa e sonetos
(poesia)

22
Síntese de Literatura Brasileira Para Pré-Vestibular
MODERNISMO (Segunda fase - Poesia)

- Augusto Frederico Schmidt - (1906-1965) - Navio perdido;


Pássaro cego; Desaparição da amada; Canto da noite; Estrela
solitária.

- Carlos Drummond de Andrade - (1902-1987) - Alguma


poesia; Brejo das Almas; Sentimento do mundo; A rosa do
povo; Claro enigma; Viola de bolso; Fazendeiro do ar; Viola
de bolso novamente encordoada; Lição de coisas; Versiprosa;
Boitempo; Reunião; As impurezas do branco; Menino antigo;
O marginal Clorindo Gato; Corpo (poesia); Confissões de
Minas; O gerente; Contos de aprendiz (prosa)

- Cecília Meireles - (1901-1964) - Espectros; Nunca mais;


Metal rosicler; Viagem; Vaga música; Mar absoluto; Retrato
natural; Romanceiro da Inconfidência; Solombra; Ou isto ou
aquilo (poesia); Giroflê, giroflá; Escolha seu sonho (prosa)

- Jorge de Lima - (1895-1953) - XIV alexandrinos; O mundo


do menino impossível; Tempo e eternidade (com Murilo
Mendes); Quatro poemas negros; A túnica inconsútil; Livro de
sonetos; Anunciação; Encontro de Mira-Celi; Invenção de
Orfeu (poesia); Salomão e as mulheres; Calunga; Guerra
dentro do beco (prosa).

- Murilo Mendes (1901-1975) - História do Brasil; A poesia


em pânico; O visionário; As metamorfoses; Mundo enigma;
Poesia liberdade; Contemplação de ouro preto (poesia); O
discípulo dos Emaús; A idade do serrote; Poliedro (prosa).

- Vinícius de Morais - (1913-1980) - O caminho para a


distância; Forma e exegese; Ariana, a mulher; Cinco elegias;
Para viver um grande amor (poesia); Orfeu da Conceição
(teatro).

MODERNISMO (Segunda fase - Prosa)

- Cornélio Pena (1896-1958) - Fronteira; Repouso; A menina


morta.

23
Síntese de Literatura Brasileira Para Pré-Vestibular
- Cyro dos Anjos (1906) - O amanuense Belmiro; Abdias; A
montanha.

- Érico Veríssimo (1905-1975) - Clarissa; Música ao longe;


Um lugar ao sol; Olhai os lírios do campo; O resto é silêncio;
Noite; O tempo e o vento (O continente, O retrato e O
Arquipélago); O senhor embaixador; Incidente em Antares.

- Graciliano Ramos (1892-1953) - Angústia; Caetés; São


Bernardo; Vidas secas; Infância; Insônia; Memórias do
Cárcere; Viagem.

- Jorge Amado (1912) - O país do carnaval; Cacau; suor;


Capitães de Areia; Jubiabá; Seara vermelha; Terras do sem-
fim; São Jorge dos ilhéus; O cavaleiro da esperança; Gabriela,
cravo e canela; Os pastores da noite; Dona Flor e seus dois
maridos; Tenda dos milagres; Tieta do agreste, Tereza Batista
cansada de guerra; Tocaia grande; O sumiço da santa.

- José Américo de Almeida - (1887-1980) - A bagaceira; O


boqueirão; Coiteiros

- José Lins do Rego - (1901-1957) - Menino de Engenho;


Doidinho; Bangüê; O moleque Ricardo; Usina; Pedra Bonita;
Fogo morto; Riacho doce; Pureza; Água mãe; Euridice

- Lúcio Cardoso - (1913-1968) - Maleita; Mãos vazias; O


desconhecido; Crônica da casa assassinada; O viajante.

- Marques Rebelo - (1907-1973) - Oscarina; Marafa; A


estrela sobe; O espelho partido.

- Otávio de Faria - (1908-1980) - Tragédia burguesa

- Patrícia Galvão (1910-1962) - Parque industrial; A famosa


revista (em parceria com Geraldo Ferraz)

- Rachel de Queiroz (1910) - O Quinze; João Miguel;


Caminho de Pedras; As três Marias (romances); Lampião; A
beata Maria do Egito (teatro).

24
Síntese de Literatura Brasileira Para Pré-Vestibular
PÓS-MODERNISMO

- Ariano Suassuna - (1927) Auto da compadecida; A pena e a


lei; O santo e a porca (teatro).

- Clarice Lispector (1925-1977) - Perto do coração


Selvagem; O lustre; A maçã no escuro; Laços de família; A
legião estrangeira; A paixão segundo G. H.; Água viva; A via
crucis do corpo; A hora da estrela; Um sopro de vida.

- Ferreira Gullar (1930) - A luta corporal; João Boa-Morte;


Dentro da noite veloz; Cabra marcado para morrer; Poema
sujo (poesia).

- Geir Campos (1924) - Rosa dos rumos; Canto claro;


Operário do canto (poesia).

- Guimarães Rosa - (1908-1967) - Sagarana; Corpo de Baile;


Grande Sertão: veredas; Primeiras estórias; Tutaméia;
Terceiras estórias; Estas estórias.

- João Cabral de Melo Neto (1920) - Pedra do sono; O


engenheiro; Psicologia da composição; Fábula de Anfion e
Antiode; O cão sem plumas; O rio; Morte e vida severina;
Uma faca só lâmina; Quaderna; A educação pela pedra; Auto
do frade; Agrestes; Crime de la Calle relator

- Jorge Andrade (1922-1984) - A moratória; Vereda da


salvação; A escada; Os ossos do barão; Senhora da boca do
lixo; Rasto atrás; Milagre na cela (teatro)

- Lêdo Ivo - (1924) - O caminho sem aventura; A morte do


Brasil; Ninho de cobra; As alianças; O sobrinho do general; A
noite misteriosa (poesia); Use a passagem subterrânea (conto)

- Mauro Mota - (1912-1984) - Canto ao meio; Elegias


(poesia)

- Nelson Rodrigues - (1912-1980) - Vestido de noiva;


Perdoa-me por me traíres; Álbum de família; Os sete
gatinhos; Viúva, porém honesta; Bonitinha, mas ordinária; A

25
Síntese de Literatura Brasileira Para Pré-Vestibular
falecida; Boca de ouro; Beijo no asfalto; Toda nudez será
castigada; A serpente (teatro); O casamento (romance)

- Péricles Eugênio da Silva Ramos - (1919) - Sol sem


tempo; Lamentação floral (poesia)

Produções Contemporâneas
- Adélia Prado (1936) - Bagagem; O coração disparado;
Terra de Santa Cruz (poesia); Cacos para um vitral; Os
componentes da banda (prosa)

- Antônio Callado - (1917) - A madona de cedro; Quarup;


Reflexos do baile (prosa).

- Augusto Boal - (1931) - Revolução na América do Sul


(teatro); Jane Spitfire (prosa)

- Augusto de Campos (1931) - O rei menos o reino;


Caleidoscópio; Poemóbiles; Poetamenos; Poesia completa;
Ovonovelo; Linguaviagem; Antologia \noigrandes (poesia)

- Autran Dourado (1926) - A barca dos shomens; Ópera dos


mortos; O risco do bordado; Os sinos da agonia; Armas e
corações

- Bernardo Élis - O tronco; Veranico de janeiro (prosa)

- Caio Fernando de Abreu - (1948) - Morangos mofados;


Triângulo das águas (prosa)

- Carlos Heitor Cony - (1926) - O ventre; Tijolo de


segurança; Antes, o verão (prosa).

- Chico Buarque de Holanda - (1944) - Fazenda Modelo


(prosa); Calabar (teatro, em parceria com Ruy Guerra); Gota
D’água (teatro, em parceria com Paulo Pontes); Ópera do
malandro (teatro)

- Dalton Trevisan - (1925) - O vampiro de Curitiba;


Desastres do amor; Guerra conjugal; A trombeta do anjo
vingador; Lincha tarado; Cemitério de elefantes (contos).
26
Síntese de Literatura Brasileira Para Pré-Vestibular
- Décio Pignatari (1927) - O carrossel; Rumo a Nausicaa;
Poesia, pois é poesia; O rosto da memória.

- Dias Gomes - (1922) - O pagador de promessas; O rei de


Ramos; O santo inquérito; Vargas (teatro); Odorico, o bem
amado (prosa).

- Domingos Pellegrini Jr. (1949) - Os meninos; Paixões; As


sete pragas; Os meninos crescem (contos)

- Eduardo Alves da Costa - (1936) - Poesia viva; Salamargo


(poesia); Fátima e o velho; Chongas (prosa).

- Edla Van Steen - Antes do amanhecer; Cio; Memórias do


medo; Corações mordidos (prosa).

- Esdras do Nascimento (1934) - Solidão em família; Tiro na


memória; Engenharia do casamento; Paixão bem temperada;
Variante Gotemburgo; Os jogos da madrugada (prosa).

- Fernando Sabino (1923) - O encontro marcado; O grande


mentecapto; O homem nu; Deixa o Alfredo falar!; O gato sou
eu (prosa)

- Geraldo Ferraz (1906-1979) - Doramundo; KM 63 (prosa)

- Gianfrancesco Guarnieri (1934) - Eles não usam black-tie;


Gimba; Arena conta Zumbi e Arena conta Tiradentes (em
parceria com Augusto Boal); Marta Saré; Um grito parado no
ar; Ponto de partida (teatro)

- Haroldo de Campos (1929) - Auto do possesso; O âmago


do ômega; Servidão de passagem; Xadrez de estrelas; Poemas
em noites grandes; Galáxias (poesia)

- Hilda Hilst (1930) - Balada de Alzira; Ode fragmentária;


Sete cantos do poeta para o anjo; Cantares de pedra e
predileção (poesia)

- Ignácio de Loyola Brandão (1937) - Depois do sol; Bebel


que a cidade comeu; Pega eles, silêncio; Zero; Cães danados;
Cadeiras proibidas; Dentes ao sol; Não verás país nenhum; É

27
Síntese de Literatura Brasileira Para Pré-Vestibular
gol; Cabeças de 2ª feira; O verde violentou o muro; O beijo
não vem da boca (prosa)

- João Ubaldo Ribeiro (1941) - Sargento Getúlio; Vila Real;


Viva o povo brasileiro (prosa)

- José Cândido de Carvalho - (1914) - O coronel e o


lobisomem (romance)

- José Lino Grünewald (1931) - Um e dois (poesia)

- José J. Veiga (1915) - A hora dos ruminantes; Os cavalinhos


de platiplanto; Sombras de reis barbudos (prosa)

- José Mauro de Vasconcelos (1920-1984) - Rosinha, minha


canoa; Barro blanco; As confissões de Frei Abóbora; O meu
pé de laranja-lima; Rua descalça (prosa).

- José Paulo Paes (1916) - Poemas reunidos; Anatomia da


musa (poesia).

- Josué Montello (1917) - Janelas fechadas; A luz da estrela


morta; A décima noite; Os tambores de São Luiz (prosa).

- Lourenço Diaféria - (1933) - Um gato na terra do


tamborim; A morte sem colete (prosa).

- Luiz Fernando Veríssimo (1936) - Amor brasileiro; Pega


pra Capitu; A mesa voadora; Humor de 7 cabeças; Ed Mort;
Sexo na cabeça; O analista de Bagé; O gigolô das palavras; A
velhinha de Taubaté; O popular; A mãe de Freud; A mulher do
Silva (prosa).

- Luiz Villela - (1943) - Tremor de terra; Tarde da noite


(contos)

- Lia Luft (1938) - As parceiras; A asa esquerda do anjo;


Reunião de família; O quarto fechado (prosa); O lado fatal
(poesia).

- Lygia Fagundes Telles - (1923) - Ciranda de pedra; Verão


no aquário; O jardim selvagem; As meninas; Seminário dos
ratos; A disciplina do amor (prosa).
28
Síntese de Literatura Brasileira Para Pré-Vestibular
- Márcio Souza - (1946) - Galvez, imperador do Acre; Mad
Maria; A resistível ascensão de Boto Tucuxi; A condolência
(prosa).

- Marina Colassanti (1937) - Eu sozinha; E por falar de


amor; A nova mulher; Mulher daqui pra frente; Zooilógico; A
morada do ser; Contos de amor rasgados; Uma idéia toda azul
(prosa).

- Mário Chamie - (1933) - Lavra-lavra; Indústria; Now


tomorrow mau; Planoplenário (poesia)

- Mário Palmério (1916) - Vila dos Confins; Chapadão do


Bugre (prosa).

- Mário Quintana (1906) - Rua dos cataventos; Sapato


florido; O aprendiz de feiticeiro; Apontamentos de história
sobrenatural; Canções; Caderno H (poesia).

- Mauro Gama (1938) - Anticorpo; Corpo verbal (poesia).

- Millôr Fernandes - (1924) - Computa, computador,


computa; Trinta anos de mim mesmo; Fábulas fabulosas;
Compozissõis infãtis; Que país é este? (prosa).

- Moacyr Scliar - (1916) - O pirotécnico Zacarias; O


convidado (prosa).

- Nélida Piñon - (1935) - A casa da paixão; Sala de armas; A


república dos sonhos (prosa)

- Oduvaldo Vianna Filho - (1936-1974) - Chapetuba futebol


Clube; Corpo a corpo; Rasga coração; Papa Highirte (teatro).

- Osman Lins - (1924-1978) - Nove novena; O fiel e a pedra;


Avalovara; A rainha dos cárceres da Grécia.

- Paulo Leminski - (1944-1989) - Caprichos e relaxos


(poesia); Catatau (prosa).

- Paulo Mendes Campos (1922) - A palavra escrita; O


domingo azul do mar; O cego de Ipanema; Trinca de copas; O
cronista do morro (prosa).
29
Síntese de Literatura Brasileira Para Pré-Vestibular
- Pedro Nava (1903-1984) - Baú de Ossos; Balão cativo; O
círio perfeito (prosa).

- Plínio Marcos - (1935) - Dois perdidos numa noite suja;


Navalha na carne. Abajur lilás (teatro).

- Renata Pallottini (1931) - A casa; A faca e a pedra; Noite


afora (poesia).

- Ricardo Ramos (1929) - Tempo de espera; Os desertos;


Toada para surdos; As fúrias; O sobrevivente (prosa).

- Ronaldo Azeredo (1937) - Mínimo múltiplo comum


(poesia).

- Rubem Braga - (1913) - O homem rouco; Ai de ti,


Copacabana! (prosa).

- Rubem Fonseca (1925) - A coleira do cão; Lúcia


McCartney; Feliz ano novo; O caso Morel; O cobrador; A
grande arte; Os prisioneiros; Bufo e Spallanzani (prosa).

- Samuel Rawett - (1929-1984) - Contos do imigrante; Os


sete sonhos; O terreno de uma polegada quadrada (prosa)

- Stanislaw Ponte Preta (Sérgio Porto, 1923-1968) - Tia


Zulmira e eu; Primo Altamirando e elas; Rosamundo e os
outros; Febeapá - Festival de Besteiras que assola o país (2
volumes); As cariocas (prosa).

- Thiago de Mello (1926) - Narciso cego; Vento geral; Faz


escuro, mas eu canto porque a manhã vai chegar (poesia).

Principais Datas da Literatura brasileira

ANO FATO CONSEQÜÊNCIA


1500 Carta de Pero Vaz de Primeira manifestação da
Caminha literatura informativa
1549 Cartas do jesuíta Manoel da Primeira manifestação da
Nóbrega literatura dos jesuítas
1601 Bento Teixeira publica Introdução do Brasil na
camoniana, "Prosopopéia". poesia
30
Síntese de Literatura Brasileira Para Pré-Vestibular
1633 Estréia do Padre Antônio
Vieira nos púlpitos da Bahia
1705 Publicação de "Música do Primeiro livro impresso
Parnaso" de Manoel Botelho de autor nascido no
de Oliveira Brasil.
1768 Fundação da Arcádia Início do Arcadismo
Ultramarina, em Vila Rica,
Minas Gerais. Publicação das
"Obras", de Cláudio Manuel
da Costa
1808 Chegada da Família Real ao Início do período de
Rio de Janeiro transição
1836 Lançamento da Início do Romantismo
Revista"Niterói", em Paris.
Publicação do livro "Suspiros
Poéticos e Saudades", de
Gonçalves de Magalhães.
1843 Gonçalves Dias escreve, em
Coimbra, a Canção do exílio
1857 José de Alencar publica o
romance indianista "O
Guarani"
1868 Castro Alves escreve, em São
Paulo, suas principais poesias
sociais, entre elas: "Estrofes
do solitário", "Navio
negreiro", "Vozes d'África"
1870 Tobias Barreto lidera Primeiras manifestações
movimento de realistas na Escola de Recife
1881 Publicação de "O mulato", de Primeiro romance
Aluízio de Azevedo naturalista do Brasil
1881 Publicação de Memórias Primeiro romance
póstumas de Brás Cubas, de realista do Brasil e início
Machado de Assis do Realismo
1893 Publicação de Missal (prosa) Início do Simbolismo
e Broquéis (poesia), de Cruz
e Souza
1902 Publicação de "Os Sertões", Início do Pré-
de Euclides da Cunha. Modernismo
1917 Menotti del Picchia publica
"Juca Mulato"; Manuel
Bandeira publica "Cinzas das
horas"; Mário de Andrade
publica "Há uma gota de
sangue em cada poema";
31
Síntese de Literatura Brasileira Para Pré-Vestibular
Anita Malfatti faz sua
primeira exposição de
pinturas; Monteiro Lobato
critica a pintora e os jovens
que a defendem são os
mesmos que, posteriormente,
participariam da Semana de
Arte Moderna
1922 Realização da Semana de
Arte Moderna, com três
espetáculos no Teatro
Municipal de São Paulo em
13, 15 e 17 de fevereiro.
Mário de Andrade recebe
intensa vaia ao declamar
poesias de seu livro
"Paulicéia desvairada"
1930 Publicação de "Alguma Segunda geração do
Poesia", de Carlos Modernismo
Drummond de Andrade.
1945 A Geração de 45 Terceira geração do
Modernismo

AS VANGUARDAS EUROPÉIAS

Pablo Picasso e Braque


CUBISMO Surgiu na pintura. Obras que eliminam a ilusão de
terceira dimensão. Em vez de tentarem imitar a
realidade, deformam-na, principalmente através
do recorte, das formas geométricas, da
fragmentação.

Filippo Tommaso Marinetti


Valorização de tudo que estivesse associado à idéia
FUTURISMO de modernidade, de tecnologia, de futuro, como as
máquinas, a eletricidade, a velocidade, os motores ou
o brilho do metal.

Tristan Tzara
32
DADAÍSMO
Síntese de Literatura Brasileira Para Pré-Vestibular

SURREALISMO André Breton e Salvador Dali


Valorização da criação instintiva, onírica,
inconsciente, sem interferência da razão. O artista
deveria criar com velocidade, deixando que suas
idéias fluíssem diretamente do inconsciente.
O movimento surrealista exerceu significativa
influência nos escritores modernistas brasileiros.

Anita Malfatti
EXPRESSIONISMO Na pintura, apresenta uma grande deformação formal
e violentos contrastes de cores que permitem a
expressão intensa do mundo interior do artista.
Partiam da subjetividade para o mundo exterior.

Questões de Vestibulares:

1- Examine uma estrofe do poema “O navio negreiro”, de Castro Alves.


Auriverde pendão da minha terra,
Que a brisa do Brasil beija e balança,
Estandarte que a luz do sol encerra,
E as promessas divinas da esperança...

33
Síntese de Literatura Brasileira Para Pré-Vestibular
Tu, que da liberdade após a guerra,
Foste hasteado dos heróis na lança,
Antes te houvessem roto na batalha,
Que servires a um povo de mortalha! ...

Sobre a compreensão desse fragmento, assinale a alternativa incorreta:

A) Quanto ao conteúdo, o poeta dirige-se à bandeira brasileira, lamentando que, depois de


abrigar a glória dos guerreiros, agora sirva de mortalha a um povo escravizado.
B) É uma estrofe de 8 versos, cada um com dez sílabas métricas; apresenta rima visível.
C) Na elaboração de um poema, os poetas valem-se de figuras. Uma delas é a aliteração,
que consiste na sucessão de uma mesma consoante no interior de um ou mais versos. Há
uma aliteração evidente no verso 2.
D) A estrofe começa num tom lírico, afetivo e encerra-se num tom de indignação. Percebe-
se aí um caráter antitético.
E) Fernando Pessoa, autor português, diz que “O poeta é um fingidor./ finge tão
completamente/ Que chega a fingir que é dor/ A dor que deveras sente”. Isso fica
evidenciado na estrofe acima, porque Castro Alves, filho de grandes fazendeiros, jamais se
posicionou contra a escravatura.

2 - Cada estilo de época apresenta um conjunto de características que o fazem diferente de


outro. Um texto romântico, por exemplo, é diferente de um texto realista. Examine os
fragmentos abaixo e procure associá-los aos seus estilos de época.
Fragmento 1
Pensamento gentil de paz eterna,
Amiga morte, vem. Tu és apenas
A visão mais real das que nos cercam.
Que nos extingue as visões terrenas.
A morte foi um dos temas preferenciais de um grupo desse período, que também
tematizava a dor, a doença, o tédio, enfim, toda forma de fuga da realidade.

Fragmento 2
Ah! não, minha Marília,
Aproveite-se o tempo, antes que faça

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Síntese de Literatura Brasileira Para Pré-Vestibular
O estrago de roubar ao corpo as forças
E ao semblante a graça.
A poesia desse período coloca o poeta em contato com a natureza, adota a simplicidade na
forma de escrever e o lema do carpe diem (aproveita o tempo presente).

Fragmento 3
Na messe, que enlourece, estremece a quermesse...
O sol, o celestial girassol, esmorece...
E as cantilenas de serenos sons amenos
Fogem fluidas, fluindo à fina flor dos fenos...
Muitos poemas desse estilo exploram os recursos sonoros da linguagem. A linguagem é
sugestiva, os poetas investem numa concepção mística do universo.

Em ordem, os fragmentos acima pertencem aos estilos

A) Romântico, árcade e simbolista.


B) Romântico, realista e modernista.
C) Árcade, parnasiano e romântico.
D) Parnasiano, árcade e romântico.
E) Parnasiano, romântico e modernista.

3 Os exemplos acima são de poesia. Observe, agora, estes fragmentos de romances e


identifique o estilo a que pertencem.

Fragmento1
Como saímos, viemos vindo, desfeitos aos dois, aos três, aos sozinhos. Já a já, era noite.
Noite de Jaíba dá de uma asada, uma pancada só. Há-de: que se acostumar com o escuro
nos olhos. Conto tudo ao senhor. O caminhar da gente se media em silencioso, nem o das
alpercatas não se ouvia.

Fragmento2
À noite, e aos domingos recrudescia ainda mais seu azedume, quando ele [Miranda],
recolhendo-se fatigado do serviço, deixava-se ficar estendido numa preguiçosa, junto à
mesa da sala de jantar, e ouvia, a contragosto, o grosseiro rumor que vinha da estalagem
numa exalação forte de animais cansados. Não podia chegar à janela sem receber no rosto
aquele bafo, quente e sensual, que o embebedava com o seu fartum de besta no coito.

Fragmento3
A tarde ia morrendo.
O sol declinava no horizonte e deitava-se sobre as grandes florestas, que iluminava com os
seus últimos raios.
A luz frouxa e suave do ocaso, deslizando pela verde alcatifa, enrolava-se como ondas de
ouro e de púrpura sobre a folhagem das árvores. Os espinheiros silvestres desatavam as
flores alvas e delicadas; e o ouricuri abria as suas palmas mais novas, para receber no seu
cálice o orvalho da noite.

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Síntese de Literatura Brasileira Para Pré-Vestibular

Em ordem, os fragmentos acima pertencem aos estilos.

A) Barroco, romântico e modernista.


B) Realista, modernista e simbolista.
C) Modernista, barroco e romântico.
D) Modernista, naturalista e romântico.
E) Simbolista, barroco e naturalista.

4 O Pré-Modernismo abriga obras e autores que produziram entre o Simbolismo e o


Modernismo. “É pré-modernista tudo o que problematiza a nossa realidade social e
cultural”, diz o professor Alfredo Bosi. Abaixo há quatro referências a autores e obras
desse período. Assinale a que não se relaciona ao período.

A) Policarpo Quaresma é um patriota fanático, ardoroso defensor das tradições, depois


dedicado agricultor, finalmente defensor da causa republicana, cujo governo acaba por
colocá-lo na prisão, onde se dá seu triste fim. Daí, o romance Triste fim de Policarpo
Quaresma, através do qual Lima Barreto tece, entre outras, forte crítica ao conformismo de
boa parcela da sociedade brasileira.
B) O nome que a crítica considera o mais importante do Pré-Modernismo brasileiro é
Manuel Antônio de Almeida, autor de Memórias de um sargento de milícias, romance em
que denuncia a crueldade com que são tratados os recrutas nos quartéis brasileiros.
C) Monteiro Lobato tinha sérias reservas às idéias inovadoras do Modernismo, por isso
sua linguagem apresenta tom bastante conservador. No entanto, boa parte de seus temas
revela um autor profundamente preocupado com a realidade brasileira, trazendo à tona o
homem atrasado e pobre do interior do país.
D) Apesar de não ter caráter ficcional, Os sertões, de Euclides da Cunha, assume
proporções artísticas por sua linguagem e é considerada obra pré-modernista pelo olhar
crítico sobre a realidade brasileira.
E) Autor representativo do Pré-Modernismo é Graça Aranha, cuja obra Canaã põe às vistas
do leitor importantes teses, entre as quais a das diferenças raciais, e defende a idéia de que
os povos podem viver de forma fraterna, todos alcançando a felicidade na terra de Canaã.

5 O Modernismo promoveu grandes transformações na arte. Entre essas, está a


substituição da forma tradicional da poesia. Veja o poema de Oswald de Andrade.

Relicário
No baile da Corte
Foi o Conde d'Eu quem disse
Pra Dona Benvinda
Que farinha de Suruí
Pinga de Parati
Fumo de Baependi
É comê bebê pitá e caí.

Assinale a única resposta inadequada em relação ao poema.

A) Apesar de o Modernismo defender o verso livre, o poema de Oswald nega isso, porque
o mais importante elemento de uma poesia - a rima - está visivelmente presente em todos
os versos.
B) Causa estranheza pela linguagem: começa culto e termina incorporando a linguagem
cotidiana, inclusive abolindo a pontuação.

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Síntese de Literatura Brasileira Para Pré-Vestibular
C) A esse poema certamente se poderiam atribuir os versos com que outro poeta
modernista, Manuel Bandeira, abre “Poética”, um dos seus poemas mais conhecidos:
“Estou farto do lirismo comedido/ do lirismo bem-comportado/ Do lirismo funcionário
público com livro de ponto expediente protocolo e manifestações de apreço ao senhor
diretor./ Estou farto do lirismo que pára e vai averiguar no dicionário o cunho vernáculo de
um vocábulo. Abaixo os puristas”.
D) Um dos propósitos dos modernistas era valorizar a realidade e as tradições brasileiras.
Isso está contemplado no poema.
E) O Modernismo defendia a liberdade de expressão, a linguagem não-policiada. O poema
confirma esse pressuposto.

6 Erico Veríssimo é o mais aclamado dos romancistas gaúchos. Sobre sua vasta obra,
assinale a única alternativa incorreta.

A) Enquanto o romance brasileiro em geral, na década de 1930, se debruçava sobre as


graves questões sociais do país, Erico publica alguns romances quase românticos, como
Clarissa e Música ao longe, por exemplo, em que apresenta histórias do dia-a-dia da então
provinciana Porto Alegre.
B) A obra mais relevante de sua produção é O tempo e o vento, síntese de 200 anos de
história e sociedade do Rio Grande do Sul, na qual despontam desde figuras fictícias
inesquecíveis, como Rodrigo Cambará e Ana Terra, até altas personalidades históricas,
como Borges de Medeiros e Getúlio Vargas.
C) Uma das obras mais surpreendentes da produção de Erico é Incidente em Antares. Uma
greve de coveiros deixa sete mortos insepultos, os quais retornam à cidade, estabelecendo
um conflito que acaba promovendo uma devassa na sociedade de Antares.
D) A última obra de Erico - Solo de clarineta - ficou inconclusa. Nela o autor estava
fazendo o registro de suas memórias. Apenas o primeiro volume estava concluído quando
o autor morreu.
E) A crítica foi, por muito tempo, implacável com Erico Verissimo, acusando-o de jamais
ter escrito um romance com alguma implicação política, o que, é necessário reconhecer,
tem procedência.

7- Leia o poema de Manuel Bandeira.

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Síntese de Literatura Brasileira Para Pré-Vestibular

8 - A respeito desse poema, assinale a única resposta inadequada.

A) O poeta propõe uma poesia que desacomode, que revele o lado sujo, desencantado, mas
real da vida.
B) A poesia clássica, em regra, apresentava rimas, estrofes e ritmos regulares. O poema
acima é a negação disso, podendo, também por essa razão, ser classificado como
modernista.
C) Há uma perceptível ironia na última estrofe, quando o poeta afirma que “a poesia é
também orvalho” e, como tal, deveria ser expressão de pessoas sem preocupação com a
vida, como era aquele sujeito que saía de casa com a roupa branca engomada.
D) Normalmente, poesias trazem figuras, como a metáfora, a aliteração, a metonímia. Ao
escrever este poema com ausência total de figuras, Manuel Bandeira está mostrando que o
objetivo de sua nova poética é construir poemas despojados, ainda que mal construídos.
E) Um conceito clássico definia a literatura como a realização do belo literário, com
ênfase na forma - ritmo, estilo, figuras -, tudo para propiciar prazer estético. Ao anunciar,
no título, uma “nova poética”, Manuel Bandeira deixa entrever que a literatura tem outra
função, para além daquela defendida acima.

9 - O texto literário transfigura, muitas vezes, a linguagem, valendo-se de figuras com o


propósito de criar melhores efeitos. Considerando a figura e seu conceito, onde o exemplo
não corresponde?

A) Aliteração: repetição de uma mesma consoante ou de consoantes com propriedades


fônicas semelhantes. Exemplo: “E temo, e temo tudo, e nem sei o que temo” (Alphonsus
de Guimaraens).
B) Metáfora: transição de uma realidade a outra, a partir de elementos semelhantes
existentes entre as duas. Exemplo: “A Luciane é um canhão em matemática.”
C) Antítese: confronto de dois elementos antagônicos que entram em choque ao
coexistirem numa realidade. Exemplo: “A lua é um tiro ao alvo/e as estrelas bala e bala”
(Luiz Coronel).
D) Personificação: atribuição de qualidades, atitudes ou impulsos próprios do homem a
seres inanimados. Exemplo: “Negro, imenso, Disforme, /Enegrecendo a noite, a
desdobrarse pelas/amplidões do horizonte, a cordilheira dorme” (Vicente de Carvalho).
E) Sinestesia: figura que cruza sensações mediante atribuição de qualidades de um sentido
a outro. Exemplo: “E que dizer do aroma azulado da noite?” (Érico Veríssimo).

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Síntese de Literatura Brasileira Para Pré-Vestibular
10- A literatura é grande fonte de conhecimento das realidades que se manifestam nos
vários momentos históricos de um país, ou mesmo do mundo. Considerando as afirmações
sobre romances e romancistas, assinale a alternativa incorreta.

A) Os romances naturalistas - a maior parte produzida na segunda metade do século XIX -


dão forte ênfase ao comportamento instintivo das personagens, o ser humano é visto como
apenas mais uma peça da engrenagem do universo. Diversas vezes o homem é comparado
a animais. São exemplos os romances O cortiço e O mulato, de Aluísio Azevedo.
B) Lima Barreto, um dos romancistas mais importantes do Simbolismo, afasta seus textos
da realidade, fazendo as personagens viver em espaços etéreos, exóticos, místicos e
espiritualizados. Exemplo eloqüente disso é o romance Triste fim de Policarpo Quaresma.
C) Senhora é um romance romântico e nele José de Alencar apresenta vários costumes da
sociedade carioca dos meados do século XIX. Aurélia Camargo e Fernando Seixas
protagonizam uma conturbada história de amor, sentimento que prepondera como tema
nesse texto.
D) Os conflitos humanos, salientes nos romances de Machado de Assis, mesmo que
localizados no Rio de Janeiro, principalmente, transcendem esse espaço e levam a uma
visão crítica em relação ao comportamento do ser humano de qualquer época ou lugar.
E) Os dramas sociais, especialmente da população do Nordeste, constituem matéria
essencial de boa parte dos romances do Modernismo. Podem-se citar como exemplos
Vidas secas e Terras do sem-fim.

11 - A poesia lírica expressa um instante de beleza, sensação ou emoção (é a forma


literária específica do estado amoroso, do sentimento, da solidão, da interrogação
existencialista, entre outros). Examine os fragmentos do poema abaixo:

Quais fragmentos podem ser considerados líricos?

A) Somente I e II.
B) Somente II e III.
C) Todos.

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Síntese de Literatura Brasileira Para Pré-Vestibular
D) Somente I e III.
E) Nenhum.

12 - Assinale a única afirmativa incorreta:

A) O último romance que Érico Veríssimo escreveu foi Incidente em Antares, que narra
episódios de um grupo de sete mortos que, por causa de uma greve de coveiros, ficam
insepultos e voltam para a cidade, denunciando às mentiras, a hipocrisia, a desonestidade
das pessoas que compõem ali a elite política e social.
B) Em três obras expressivas - Sem rumo, Porteira fechada e Estrada nova -, o escritor
gaúcho Cyro Martins apresenta um doloroso quadro dos gaúchos empobrecidos, expulsos
do pampa e marginalizados na cidade.
C) Com o romance Os ratos, Dyonélio Machado, mesmo retratando um episódio banal - o
funcionário público Naziazeno não tem dinheiro para pagar o leiteiro -, consegue passar ao
leitor uma história de dramática densidade psicológica.
D) Diversos romances da literatura gaúcha contemporânea têm sido levados ao cinema,
entre eles: Concerto campestre, Um quarto de légua em quadro (que virou Diário de um
novo mundo), Netto perde sua alma, O quatrilho, Videiras de cristal (que virou A paixão
de Jacobina).
E) É acima de tudo como romancista que Luis Fernando Veríssimo se destaca na literatura,
certamente herança direta de seu pai, Érico Veríssimo.

13 - O Rio Grande do Sul, em 2005, lembrou muito Érico Veríssimo, celebrando o


centenário de seu nascimento. Entre as afirmativas abaixo, assinale a única que não está de
acordo com sua obra.

A) “ - Buenas e me espalho! Nos pequenos dou de prancha e nos grandes dou de talho!”
Foi assim que Rodrigo Cambará, uma das mais fascinantes personagens de O tempo e o
vento, se apresentou em Santa Fé.
B) Mas não foram apenas grandes romances que Érico Veríssimo nos deixou. Renomados
contos, como O negrinho do pastoreio e O anjo da vitória, além de vasta produção poética,
em que se destaca, inclusive, a letra do Hino Rio-Grandense, integram também seu
repertório.
C) Érico Veríssimo abre O tempo e o vento com esta epígrafe, retirada do livro bíblico
Eclesiastes: “Uma geração vai, e outra geração vem; porém a terra para sempre
permanece. E nasce o sol, e volta ao seu lugar donde nasceu. O vento vai para o sul, e faz
o seu giro para o norte; continuamente vai girando o vento, e volta fazendo seus circuitos.”
Ela é perfeitamente ertinente, uma vez que a obra dá conta de 200 anos da história do Rio
Grande do Sul, com as gerações se sucedendo, em conflitos sem fim, tomando e
transformando este território a ferro e fogo.
D) A produção literária de Érico Veríssimo não se circunscreve apenas ao cenário gaúcho.
Dois importantes romances se situam fora do país: O senhor embaixador e O prisioneiro, o
primeiro transcorrendo na América Central e na do Norte, e o segundo, no sudeste da Ásia.
E) Não é só a paisagem rural que compõe o cenário das obras de Érico Veríssimo. Há
vários romances que têm seu decurso no cenário urbano, podendo-se citar Olhai os lírios
do campo, Clarissa e Noite.

14 - Leia as afirmativas abaixo.

I - A poesia de Gregório de Matos expressa a dualidade do homem.


II - A lírica de Tomás Antônio Gonzaga realiza-se por meio de linguagem simples, livre de
rebuscamento, e elege o cenário pastoril.
III - Pe. Antônio Vieira é conhecido por seus sermões. Neles, o pregador procurava

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Síntese de Literatura Brasileira Para Pré-Vestibular
convencer o público, através de um discurso veemente, rico em figuras de linguagem
como antíteses, comparações, hipérboles, entre outras.

Assinale a alternativa correta.

A) Somente as afirmativas II e III estão corretas.


B) Todas as afirmativas estão corretas.
C) Somente a afirmativa I está correta.
D) Somente as afirmativas I e II estão corretas.
E) Somente a afirmativa III está correta.

15 - Marque a alternativa correta. Na prosa do Romantismo, encontra-se:

A) a representação da vida urbana com jovens desfilando em salões da corte.


B) a representação do Brasil agrário com destaque ao processo de migração oriundo da
seca no Nordeste.
C) a presença do burguês como personagem que se questiona sobre aspectos psicológicos
das contradições vividas.
D) a representação do surgimento da periferia das cidades com as favelas e muitos
conflitos sociais.
E) a representação de cenários bucólicos, os quais mostram pastores em harmonia com a
natureza.

16 - Assinale a alternativa incorreta em relação à obra Contos gauchescos, de Simões


Lopes Neto:

A) Os contos privilegiam a oralidade, no que se refere à linguagem.


B) A obra de Simões não repercutiu no período em que foi publicada.
C) Blau Nunes revela preocupação com o processo de alfabetização dos gaúchos,
defendendo o surgimento de escolas na campanha.
D) Encontram-se, na obra, elementos humorísticos, sobrena-turais e históricos, entre
outros.
E) Blau Nunes, o narrador, é retratado como um sujeito cuja memória e loquacidade o
autorizam a narrar episódios da cultura gaúcha.

17 - Dentre os fragmentos e títulos citados abaixo, assinale o único que não pertence a
uma obra de Érico Veríssimo:

A) Clarissa começa a chorar desatadamente. Ardem-lhe os olhos, o rosto lhe arde, treme-
lhe o corpo. A imagem terrível não lhe sai da mente. (...) Então essas histórias que se
contam de mulheres casadas que namoram, que beijam outros homens que não os maridos
são histórias verdadeiras? Horrível! Como poderá ela esquecer? Como poderá calar? Com
que olhos, com que cara olhará de agora em diante os dois ... os dois ... amantes?
(Clarissa)
B) Toda gente tinha achado estranha a maneira como o Cap. Rodrigo Cambará entrara na
vida de Santa Fé. (...) Apeou na frente da venda do Nicolau, amarrou o alazão no tronco
dum cinamomo, entrou arrastando as esporas, batendo na coxa direita com o rebenque, e
foi logo gritando, assim com ar de velho conhecido: - Buenas e me espalho! Nos pequenos
dou de prancha e nos grandes dou de talho! (O continente/O tempo e o vento)
C) Acenderam-se os combustores, e de repente algo de inesperado aconteceu. Uma
rapariga precipitou-se do décimo terceiro andar do edifício Império, deu uma viravolta no
ar e caiu hirta e de pé contra as pedras do calçamento, produzindo um ruído seco e agudo,
que ecoou no largo como um tiro de pistola. Seguiram-se alguns segundos de

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Síntese de Literatura Brasileira Para Pré-Vestibular
estarrecimento, como se aquele trecho de rua e aquele momento fossem pessoas às quais o
choque da surpresa tivesse cortado subitamente a respiração. (O resto é silêncio)
D) Na manhã seguinte, o sol já alto, os operários que se revezaram durante a noite,
guardando a boca da Rua Voluntários da Pátria, encaminham-se para o cemitério. (...) O
terror lhes contorce subitamente as faces e aperta-lhes os peitos e as gargantas. É que todos
vêem os sete defuntos erguerem-se um a um de seus caixões, com uma lentidão de quem
desperta com relutância dum sono natural. (Incidente em Antares)
E) Madalena entrou aqui cheia de bons sentimentos e bons propósitos. Os sentimentos e os
propósitos esbarraram com a minha brutalidade e o meu egoísmo. Creio que nem sempre
fui egoísta e brutal. A profissão é que me deu qualidades tão ruins. E a desconfiança
terrível que me aponta inimigos em toda a parte! A desconfiança é também conseqüência
da profissão. Foi esse modo de vida que me inutilizou. Sou um aleijado. (São Bernardo)

18 - Leia os trechos abaixo e as afirmativas que a eles se referem:

I- Estou farto do lirismo comedido


Do lirismo bem comportado
Do lirismo funcionário público com livro de ponto expediente protocolo e manifestações
de apreço ao [sr. Diretor
Estou farto do lirismo que pára e vai averiguar no dicionário o cunho vernáculo de um
vocábulo
Abaixo os puristas
Todas as palavras sobretudo os barbarismos universais
Todas as construções sobretudo as sintaxes de exceção
Todos os ritmos sobretudo os inumeráveis

No fragmento acima, Manuel Bandeira expõe, através da sintaxe e métricas empregadas e


da opção temática, uma das principais reivindicações modernistas: a abolição de normas
fixas para a criação poética e a valorização da liberdade expressiva.

II - em mim
eu vejo o outro
e outro
e outro
enfim dezenas
trens passando
vagões cheios de gente
centenas

Na estrofe citada acima, da obra Caprichos e relaxos, Paulo Leminski enfoca um tema
reincidente na contemporaneidade: a fragmentação do eu poético que, introspectivo,
percebe seu desdobramento em outros.

III- Não serei o poeta de um mundo caduco.


Também não cantarei o mundo futuro.
Estou preso à vida e olho meus companheiros.
Estão taciturnos mas nutrem grandes esperanças.
Entre eles, considero a enorme realidade.
O presente é tão grande, não nos afastemos.
Não nos afastemos muito, vamos de mãos dadas.

Carlos Drummond de Andrade, no trecho acima, enfatiza a crença do eu poético na


relevância e força dos atos coletivos e também na necessidade de vinculá-los às

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Síntese de Literatura Brasileira Para Pré-Vestibular
realizações do presente.

Assinale a alternativa correta.

A) Somente a afirmativa III está correta.


B) Somente a afirmativa II está correta.
C) Nenhuma das afirmativas está correta.
D) Todas as afirmativas estão corretas.
E) Somente a afirmativa I está correta.

19 - Assinale a única alternativa correta.

A) As brincadeiras com palavras, tão caras à infância, e os questionamentos sobre as


relações entre o som e o sentido dos vocábulos, naturais no início da alfabetização, são
enfocados, com humor e leveza, na obra poética de João Cabral de Melo Neto.
B) As peripécias do jovem Leonardo, narradas em Memórias de um sargento de milícias,
trazem à tona as dificuldades por que passam os meninos de rua, abandonados na cidade
do Rio de Janeiro, no início do século XX.
C) Monteiro Lobato, com as aventuras vividas por Pedrinho, Narizinho e Emília n’ O Sítio
do Pica-pau Amarelo, foi o precursor da criação de uma literatura infantil notadamente
nacional, onde se percebe a valorização do ambiente e das manifestações folclóricas do
Brasil.
D) Com uma linguagem acessível, em que se manifesta a supremacia da expressividade
afetiva, João Guimarães Rosa apresenta a personagem Riobaldo, da obra Grande sertão:
veredas, cuja vontade de ser homem a coloca em contato com o universo pastorial.
E) Em Dom Casmuro, Mário de Andrade nos apresenta uma obra cuja singularidade está
em o narrador assumir o ponto de vista narrativo de uma criança, protagonista da história.

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