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ESTUDO DIRIGIDO DA DISCIPLINA

SOCIOLOGIA DO CRIME E DA VIOLÊNCIA


REFERÊNCIA: Sociologia Urbana e da Violência (PESCAROLO, Joyce Kelly,

Curitiba: InterSaberes, 2017- Sociologia Urbana e da Violência).

Neste roteiro destacamos a importância para seus estudos de alguns temas


diretamente relacionados ao contexto estudado nesta disciplina. Os temas
sugeridos abrangem o conteúdo programático da sua disciplina nesta fase, e lhe
proporcionarão maior fixação de tais assuntos, consequentemente, melhor
preparo para o sistema avaliativo adotado pelo Grupo Uninter. Esse é apenas
um material complementar, que juntamente com os vídeos, os slides das aulas
e o livro da disciplina compõem o referencial teórico que irá embasar o seu
aprendizado. Utilize-os da melhor maneira possível.
Bons estudos!

*este material destina-se exclusivamente para estudo aos alunos do Curso de Graduação em
Segurança Pública junto ao Grupo Uninter, sendo vedada qualquer reprodução ou publicação,
sob pena de aplicação das penalidades legais cabíveis.

CAPÍTULO 1 – PRISÃO E CONTROLE SOCIAL

Capítulo 1 do livro Sociologia Urbana e da Violência: “Modernidade e


Industrialização: o surgimento dos complexos centros urbanos”.

A Sociologia é a ciência que estuda o comportamento dos indivíduos em


sociedade e seus efeitos. Sendo que a Sociologia Urbana é a que busca estudar
as relações sociais entre indivíduos, grupos e instituições no espaço urbano.

Para a sociologia urbana o estudo da formação dos centros urbanos é essencial.

Walter Benjamin (2009) discorreu sobre a relação entre modernidade e tempo.


Segundo ele, o tempo, na modernidade vivida nos grandes centros urbanos, é
mais fluido e dinâmico, exprime mais movimento. O autor compara a experiência
do tempo nesses centros a um instantâneo de uma fotografia – no momento em
que está sendo vista, a imagem já representa um momento passado
(Missac,1998). Outra característica do tempo moderno apontada por Benjamin é
a transitoriedade, a não permanência das coisas.

O arquiteto francês Georges Eugène Haussmann, foi convidade por Napoleão III
para alterar toda a fisionomia da antiga Paris. O trabalho do artiste démolisseur
(artista demolidor) provocou a mais notável alteração arquitetônica já vista em
uma das cidades do século XIX. Em nome do rigor da funcionalidade social, o
arquiteto abriu avenidas e criou prédios púbicos e bulevares, permitindo grande
fluxo de pessoas, trânsito e lucro.

Weber problematizou os tempos modernos levando em conta o indivíduo e sua


ação. Ao tornar o indivíduo como objeto de análise, o pensador se preocupou
em compreender o que leva as pessoas a agir de determinada maneira. Para
isso o intelectual alemão dividiu a ação em quatro tipos:

1. Ação racional visando determinada finalidade


2. Ação racional determinada por valores
3. Ação afetiva
4. Ação tradicional

Durkheim apontou a existência de duas formas de consciência no que tange à


manutenção e internalização da moralidade: uma coletiva e uma individual. A
consciência coletiva é aquela compartilhada pelos grupos, ou seja, corresponde
ás crenças comuns de todos que pertencem a uma mesma sociedade, e é onde
há concordância na forme de vivenciar os fatos sociais (formas de pensar, sentir
e agir dotadas de um poder coercitivo externo aos indivíduos). Já a consciência
individual diz respeito às formas particulares e subjetivas da vida do indivíduo
em sociedade e está relacionada às crenças e aos comportamentos que, por
vezes, desafiam a lógica coletiva,

As cidades industrializadas expressam a miséria e a degradação da classe


operária, denunciadas com contundência em A situação da classe trabalhadora
na Inglaterra, de Friedrich Engels, e em O capital, de Karl Marx, publicadas
originalmente em 1845 e 1867, respectivamente.

Marx e Engels (1998) defenderem que a história da sociedade é a história da


luta de classes e que as cidades industriais do século XIX tiveram um papel
histórico e estratégico como local onde a luta entre operariado e capitalistas
acontecia. E, segundo Sant’Anna (2002), a cidade seria o berço da burguesia e
da sua ascensão revolucionária.

CAPÍTULO 2 – TERRITORIALIZAÇÃO E SEGREGAÇÃO NAS GRANDES


METRÓPOLES

De acordo com Abiko, Almeida e Barreiros (1995), de 1800 a 1914, a população


europeia passou de 180 milhões para 460 milhões de pessoas, sem acrescentar
um contingente de 100 milhões que emigraram para as Américas. A
concentração da população a serviço das indústrias promoveu o fenômeno da
urbanização, oportunizando a criação de novas cidades e transformando por
completo as já existentes.

Quando um grande número de camponeses e artesãos migrou para as cidades


no século XIX, ficou evidenciado um caráter pouco previsível e nada planejado
da organização do cenário urbano. Inicialmente, operários e familiares
instalaram-se na parte central das cidades, onde as fábricas ficavam.

Segundo Cardoso (2008), no século XIX, as instalações populares eram


predominantemente denominadas cortiços, estalagens ou casas de cômodos e
abrigavam um grande número de pessoas. Tais locais associados à
insalubridade e à “propagação de epidemias”, tais como a febre amarela e a
cólera.

Prates (2013) comenta que, no Brasil, há 6,3 mil favelas, sendo que as maiores
delas concentram mais de 40 mil habitantes. A maior favela do país é a Rocinha,
no Rio de janeiro, com quase 70 mil habitantes. Se fosse uma cidade, estaria
entre as 450 maiores do país.

O processo de gentrificação visa transformar e ressignificar o espaço urbano por


meio da valorização e do enobrecimento de áreas, periféricas ou centrais,
deterioradas e ocupadas por indivíduos estigmatizados socialmente, como
prostitutas, usuários de drogas e mendigos. Essas áreas passam por intensa
modernização e pelo que os urbanistas chamam de revitalização
CAPÍTULO 3 – PROBLEMAS SOCIAIS NO BRASIL CONTEMPORÂNEO

O processo de urbanização brasileiro teve início no século XX e, assim como o


europeu, decorreu do processo de industrialização. No contexto específico do
Brasil, esse processo aliado à concentração fundiária e à mecanização do
campo, fomentou o êxodo rural.

Até 1950 o Brasil era predominantemente rural, tendo como principal setor da
economia a exportação de produtos agrícolas. Com o processo de
industrialização houve um aumento considerável no estilo de vida urbano.
Atualmente 80% da população brasileira vive nas cidades.

A região sudeste foi a que vivenciou o maior inchaço populacional nos centros
urbanos, por ser o local de maior concentração industrial, o que resultou em
formas distintas de urbanização, sendo que uma das regiões do Brasil vivenciou
o maior inchaço populacional nos centros urbanos, por ser o local de maior
concentração industrial.

Planejamento Urbano tem por objetivo minimizar problemas comuns no


processo de urbanização e aprimorar alguns aspectos, como qualidade de vida
em uma cidade ou vila. Para sua elaboração é necessário considerar fatores
como localidade, investimento e crescimento demográfico e industrial.

Na intenção de atenuar ou corrigir os efeitos negativos quanto ao crescimento


desordenado das cidades, foram criadas as chamadas cidades planejadas,
pautadas por uma estratégia cujo ideal é o funcionamento sustentável e
harmonioso.

As cidades planejadas são: Salvador, Teresina, Aracaju, Belo Horizonte,


Goiânia, Brasília, Palmas, vale ressaltar de que Curitiba, embora não tenha sido
planejada, passou por um processo de restruturação que se tornou referência
mundial.

Salvador foi a primeira cidade planejada do país, fundada em 1549. Projetada


pelo arquiteto Luís Dias, foi criada para ser a primeira capital do Brasil.
CAPÍTULO 4 –VIOLÊNCIA: PROBLEMA DE DIFÍCIL DEFINIÇÃO E
COMPLEXA RESOLUÇÃO

Conceituar violência é bastante difícil, pois, de forma isolada, pouquíssimos


comportamentos podem ser classificados como violentos. Para circundarmos
adequadamente esse contexto, precisamos levar em consideração no mínimo
três fatores:

1. o momento histórico;

2. a cultura;

3. a relação e o contexto no qual tal comportamento violento ocorreu.

Para o sociólogo Norbert Elias o processo civilizador constitui um significativo


abrandamento da forma como os indivíduos expressam seus desejos e
sentimentos. Os costumes tornam-se mais polidos, a cultura foi se tornando mais
refinada, e o homem, menos brutal. Esse processo teria como resultado
primordial a gradativa pacificação do espaço social.

Um exemplo de violência simbólica são as famosas “cantadas” que as mulheres


sofrem cotidianamente nas ruas.

É possível pensar que existem graus de violência e formas em que a violência


se manifesta. Do ponto de vista legal, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ,
2017) indica cinco formas possíveis de violência, porém três categorias* mais
amplas que podem englobar todas as outras, quais sejam

1 - Violência física

2 - Violência psicológica

3 – Violência Moral.

Há violências acidentais que juridicamente são enquadradas como dolo eventual


ou culpa consciente e inconsciente, quando alguém que comete a violência não
tinha a intenção de ser violento, mas adotou comportamento que poderia
potencialmente levar a um resultado indesejado
As micro violências, geralmente, são atos não muito evidentes do cotidiano no
início das relações, mas podem ficar cada vez mais evidentes e constantes,
sendo que as pessoas que cometem nem sempre o fazem de forma intencional
e maldosa, com o objetivo de causar mal ao outro. Situações de conflito que
resultam em brigas e agressões podem ser consideradas micro violências ...

Não é fácil chegar à raiz de um comportamento violento; via de regra, qualquer


comportamento violento pode ser motivado por diversas causas, afinal, o homem
é um ser biopsicossocial. Dessa forma as causas da violência podem ser:

1. Psicológicas
2. Sociais
3. Biológicas

O conceito de etnocentrismo é oriundo da antropologia e pode ser definido como


a visão demonstrada por alguém que considera o seu grupo étnico ou cultural o
centro de tudo, portanto, num plano mais importante que as outras culturas e
sociedades.

CAPÍTULO 5 – VIOLÊNCIAS CONTRA A MULHER E NA FAMÍLIA: MARCAS


DO PATRIARCALISMO NAS RELAÇÕES SOCIAIS NO BRASIL

Na história do Brasil, especialmente no período colonial, o modelo familiar era


patriarcal, o qual “caracteriza-se por ter como figura central o patriarca, ou seja,
o pai, que é simultaneamente chefe do clã. No contexto brasileiro, esse modelo
de família começou a se formar logo no início da colonização, já no século XVI,
a partir da herança cultural portuguesa. Esse modelo familiar deu origem a uma
organização social específica com grande influência em nossa organização
política. Trata-se do patronato político.

Em razão de dados alarmantes em relação a crimes contra a mulher, têm sido


elaboradas leis voltadas para coibir tais práticas, Em agosto de 2006, foi
sancionada a Lei n. 11.340, conhecida como Lei Maria da Penha, cujo objetivo
foi incrementar e destacar o rigor das punições para este tipo de crime.
CAPÍTULO 6 – ESCOLA E VIOLÊNCIA: PROBLEMAS CONTEMPORÂNEOS
NA EDUCAÇÃO

No Brasil, desde 1970 é crescente a preocupação com a universalização da


educação, com a democratização do acesso e a permanência no ensino. Falar
em universalização da educação implica em dois fatores:
1. Atendimento às parcelas da população (mulheres, brancos, negros, índios,
católicos, evangélicos, espíritas, judeus, heterossexuais, homossexuais,
transexuais, pobres) nos ambientes escolares, principalmente as das classes
populares.
2.Ampliação do tempo de permanência dos alunos nos bancos escolares.
Justificativa: De acordo com Aquino. A democratização escolar precisa estar
ancorada em uma tríade política: acesso, permanência, aprendizagem efetiva.

O senso comum tende a compreender a violência na escola e a violência da


escola como coisas sinônimas. Todavia, na literatura especializada são distintas
essas duas formas de violência.

A violência na escola é possível pensar em uma violência não pertencente,


necessariamente, ao ambiente escolar, mas que sendo trazida por diversos
agentes, concretiza-se nesse espaço que não é o seu original. É, portanto, uma
violência da sociedade que, ultrapassado os muros da escola, ali se instala,
fugindo ao controle e perpetuando-se.

Já a violência da escola caracteriza-se por um modo estrutural de ação violenta


pertencente à própria escola – é a escola em si mesma, enquanto aparelho do
Estado, que se torna violenta e muitas vezes, aversiva aos alunos e aos
diferentes agentes que dela fazem parte.

Na atualidade, alguns fenômenos sociais, sem dúvida, podem potencializar as


violências ocorridas no interior da escola, e um deles é a enorme dificuldade em
lidar com a diversidade, ainda há um longo caminho a percorrer na busca de
soluções que sejam inclusivas e respeitosas para com as outras pessoas.
Weber define autoridade ou dominação como um poder de mando e um dever
de obediência, e bem como “a probabilidade de encontrar obediência de uma
ordem de determinado conteúdo, entre determinadas pessoas indicáveis”.

Autoridade se estabelece em um jogo de forças que presume reconhecimento e


cooperação por parte daqueles que vão experimentá-la. É importante frisar que
nem sempre a obediência a uma autoridade se dá por convicção, por vezes, ela
ocorre por uma avaliação de perdas e ganhos daquele(s) que está(ão)
submetido(s) a uma autoridade.” A adesão convicta a uma autoridade é o que
Weber nomeia de legitimidade.

Pescarolo (2014), em sua pesquisa, verificou que de modo geral os professores


não são vistos com superioridade moral pelos alunos – base da autoridade para
autores como Sennett (2001) e Winnicott (1997) – mas, sim, como alguém que
goza de privilégios.

A autoridade apresenta um caráter ambivalente e paradoxal, que oscila entre o


medo e a negação e o reconhecimento e a ilusão, é, também, uma relação que
constituiu um jogo psicológico, que apresenta algumas facetas: autonomia,
influência, disciplina controle.