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2ª Defensoria Pública Especializada de Atendimento Fundiário

Este documento foi protocolado em 22/06/2017 às 10:56, é cópia do original assinado digitalmente por www.tjam.jus.br e HELVIA SOCORRO FERNANDES DE CASTRO PEREIRA.
EXCELENTÍSSIMO SENHOR JUIZ DE DIREITO DA ____ VARA CÍVEL E DE
ACIDENTES DE TRABALHO DA COMARCA DE MANAUS/AM.

PRIORIDADE DE TRAMITAÇÃO – IDOSA

EUDÓCIA BERNARDES PEREIRA PONTES, brasileira, viúva, aposentada,

Para conferir o original, acesse o site http://consultasaj.tjam.jus.br/esaj, informe o processo 0622236-13.2017.8.04.0001 e código 31482CD.
portadora da cédula de identidade n. 0996787-7 SSP/AM e CPF n. 592622902-25, residente e
domiciliada nesta cidade na Rua General Aurélio de Amorim, n. 72-A, Quadra 09, Bairro
Vale do Sinai – Cidade Nova, Cep. 69.090-753, telefone: 092 – 99354-7849, representada por
sua procuradora a Sra. CLAUDINETE PONTES MIRANDA, brasileira, casada, dona de
casa, portadora da cédula de identidade n. 0996787-7 SSP/AM e CPF n. 161.586.282-04,
residente e domiciliada nesta cidade na Rua General Aurélio Amorim (Antiga Rua Marginal),
n. 72, Bairro Monte Sinai, CEP.69090-753, não possui endereço eletrônico, por meio da
Defensora Pública que esta subscreve, independentemente da outorga de mandato, conforme
prerrogativa assegurada pelo art. 128, inciso XI, da Lei Complementar Nacional n° 80, de 12
de janeiro de 1994, vem, com o acatamento e respeito devidos perante Vossa Excelência,
oferecer a presente

AÇÃO REIVINDICATÓRIA COM PEDIDO DE ANTECIPAÇÃO DE TUTELA DE


URGÊNCIA

contra LUZINEIDE SOARES DE OLIVEIRA, qualificação ignorada, podendo ser citada


na Rua General Aurélio de Amorim (Antiga Rua Marginal), N. 72-A, Bairro Vale do Sinai –
Cidade Nova, CEP.69090-753, endereço eletrônico ignorado, e o faz pelas razões de fato e de
direito a seguir aduzidas:

1. DA ASSISTÊNCIA JUDICIÁRIA GRATUITA


“Prima facie”, requer a concessão dos benefícios da Justiça Gratuita, nos termos do
art. 5°, inciso LXXIV, da Constituição Federal e dos arts. 98 e 99, §3º, do CPC, e na Lei n°

Av. Autaz Mirim, n. 282, Bairro Tancredo Neves, Shopping Cidade Leste – 2 a andar
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1050/60, por não possuir recursos financeiros suficientes para cobrir o ônus das custas
processuais e dos honorários advocatícios, sem prejuízo de sua mantença e de sua família.

2. DA PRIORIDADE DE TRAMITAÇÃO DO PROCESSO


Pleiteia, também o deferimento da prioridade na tramitação do feito, uma vez que, conforme
estipula o artigo 71, “caput”, da Lei n. 10.741/2003 (Estatuto do Idoso) e o art. 1048, I do CPC, a
Requerente faz jus a tal benefício porquanto conta atualmente com mais de 60 (sessenta) anos de

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idade, de acordo com cópia da carteira de identidade anexa.

3. DOS FATOS
A Requerente é legítima possuidora e proprietária do imóvel situado Nesta cidade, na
Rua General Aurélio de Amorim (antiga Rua Marginal), n. 72, Quadra 09, Bairro Vale do
Sinai – Cidade Nova, Cep. 69.090-753, com área total de 254,24m².
Com efeito, a Requerente tem a posse do imóvel há mais de 15 (quinze) anos e a
propriedade desde o ano de 2013, consoante pode ser observado no título definitivo em anexo,
expedido pelo Estado do Amazonas, datado de 14/05/2013 e também através do Registro feito
junto ao Cartório de Registro de imóveis datado de 09/07/2015.
No imóvel objeto do título há 02 (duas) casas, a saber: uma casa de alvenaria, com 03
(três) cômodos, cobertas com telhas de amianto, local onde reside a Requerente; e uma casa
de alvenaria, coberta com telhas de amianto onde vive atualmente a Requerida. Conforme
boleto do Imposto Predial e Territorial Urbano anexo, ambos os imóveis estão em nome da
Requerente.
Ocorre que a Requerente permitiu, em comodato verbal, que seu filho, Claucionor
Pereira Pontes, construísse uma casa em seu terreno (foto em anexo), para que ali pudesse
residir com sua companheira, tendo em vista o estado de necessidade pelo qual estavam
passando.
Pois bem, passados alguns anos o filho da Requerente separou-se de sua companheira,
mas continuou a residir no imóvel. O Sr. Claucionor residiu no imóvel até a data de seu óbito,
ocorrido em 04/07/2013, conforme certidão de óbito em anexo.

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Sucede que para a surpresa da Requerente, a ex-companheira do filho, após saber da
morte de seu antigo companheiro, e mesmo separada há mais de 04 (quatro) anos, vendeu
ilegalmente o imóvel para a Requerida.
Importante destacar, outrossim, que é do conhecimento da Requerente que seu falecido
filho e a Sra. Marlice Bentes Castro, indevidamente, partilharam o imóvel objeto da lide.
Contudo, consoante pode ser observado pelo título definitivo em anexo, o imóvel é de
propriedade da Requerente, tendo esta, tão somente, emprestado, em comodato verbal, uma

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parte de seu terreno para que seu filho edificasse uma casa e morasse com sua família.
A Requerida, por outro lado, em momento algum procurou saber quem era a
proprietária do imóvel, comprando-o ilegalmente.
Destaca-se, ainda, que a Requerente está impedida de usufruir do bem que lhe
pertence, pois a Requerida recusa-se a sair do imóvel, tendo, inclusive, construído uma cerca,
impedindo, dessa forma, que a parte autora tenha acesso ao imóvel que lhe pertence.
Insta frisar, também, que a Requerente já tentou contato com a Requerida para resolver
a situação, o que restou infrutífero, já que a mesma insiste em permanecer no imóvel,
realizando construções, sem respeitar a propriedade da Requerente.
Por fim, insta salientar que a Requerente é anciã, proprietária do imóvel objeto da lide,
estando, destarte, impedida de usufruir do bem que lhe pertence.
Desse modo, não havendo outra maneira de solucionar o conflito, vem a Requerente
socorrer-se do Poder Judiciário, na plena esperança de ver seu direito prevalecer.

4. DO DIREITO

Os fatos narrados demonstram o desrespeito ao direito da Requerente. A propriedade é


uma situação de fato que gera efeitos no mundo jurídico quando é violada ou ameaçada de
violação.

Com efeito, dispõe o artigo 1.228 do Código Civil:

Art. 1.228. O proprietário tem a faculdade de usar, gozar e


dispor da coisa, e o direito de reavê-la do poder de quem quer
que injustamente a possua ou detenha.

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A Requerente, como bem se vislumbra pelo documento acostado à inicial, qual seja,
o título definitivo, demonstra, com caráter inequívoco, ser legítima proprietária do bem,
estando alijada de exercer, em sua plenitude, o disposto no art. 1.228 do Código Civil por
conta da recusa da ré em retirar-se do imóvel que ocupa de forma injusta e de má-fé.

Outro não poderia ser o entendimento que podemos extrair dos julgados abaixo, que
declaram de modo nítido a necessidade de apresentação de documento válido como prova

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para a presente Ação Reivindicatória, senão vejamos:

APELAÇÃO CÍVEL - AÇÃO REIVINDICATÓRIA - AÇÃO


REIVINDICATÓRIA JULGADA PROCEDENTE PELO
JUÍZO DE PRIMEIRO GRAU - INTELIGÊNCIA DO ART.
1.228 DO CÓDIGO CIVIL - PROVA DO DOMÍNIO -
COMPROVAÇÃO ATRAVÉS DE ESCRITURA PÚBLICA E
REGISTRO EM CARTORÁRIO - SENTENÇA MANTIDA -
RECURSO IMPROVIDO.

1.A ação reivindicatória é aquela proposta pelo proprietário


que não tem a posse, contra o não proprietário que detém a
posse, habilitando-se à recuperação do bem reivindicando a
parte que prova ter o domínio e ser injusta a posse exercida
por outrem. 2. De acordo com o disposto no artigo 1.228,
caput, do Código Civil de 2002 para reivindicação da coisa há a
necessidade de a parte autora comprovar a titularidade do
domínio sobre o bem reclamado, sua individualização e o
exercício de posse injusta pela parte ré. 3. Não há que se falar
em usucapião, porquanto a posse direta resultante de comodato,
permissão ou mera detenção, são situações que excluem o
'animus domini'. 4. Sentença mantida. 5. Apelo conhecido e
improvido. (Processo APL 0189952014 MA 0000476-
87.2011.8.10.0102. Orgão Julgador: TERCEIRA CÂMARA

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CÍVEL. Publicação: 22/06/2015. Julgamento: 29 de Maio de
2015. Relator: JAMIL DE MIRANDA GEDEON NETO).

Ora, Excelência, a Requerente comprova de modo inconteste que é legítima


proprietária do imóvel em testilha, estando impedida de exercer seus poderes sobre o imóvel,
devido a recusa injustificada da ré em permanecer na posse do imóvel.
Frise-se que o comodato verbal existente entre a Requerente e seu filho foi extinto
com a morte deste.

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Como é sabido, o comodato é um contrato intuitu personae, personalíssimo, de modo
que a avença somente pode ser cumprida pessoalmente pelo comodante, não se transmitindo
aos herdeiros.
Desse modo, a única forma de resguardar o direito da autora será com a concessão de
antecipação da tutela de urgência e consequente da imissão da mesma na posse, sem a oitiva d
ré, como será fundamentado adiante.

5. DA POSSE INJUSTA
Em que pese não pairar dúvidas quanto à propriedade da autora, assim como da
legitimidade do título dominial, como ilustra a documentação ora carreada aos autos, a ré,
mesmo tendo consciência de que não é proprietária do imóvel, insiste em permanecer
ocupando injustamente a propriedade da autora, causando-lhe transtornos e prejuízos.
Na ação reivindicatória, a posse para ser considerada injusta, nos moldes do art. 1.228
do CC/02, não requer violência, clandestinidade ou precariedade, basta apenas, para sua
configuração, que ela não decorra da propriedade ou não exista título que se oponha ao
proprietário.
Por conseguinte, faz-se necessário destacar que a ação reivindicatória é uma ação
fundada em direito real imobiliário, de natureza petitória, ou seja, alicerçada no domínio, e
que tem por objetivo garantir o domínio do proprietário contra quem transgride o seu direito
dominial. Nessa ação, verifica-se que o proprietário deseja retomar a coisa do possuidor ou
detentor injusto, sendo, portanto, legitimado para esta ação o proprietário.
O Código Civil em seu artigo 1.228, que trata das disposições acerca da propriedade
estabelece que: “O proprietário tem a faculdade de usar, gozar e dispor da coisa, e do direito
de reavê-la do poder de quem quer que injustamente a possua ou detenha.”

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RECURSO DE AGRAVO INTERPOSTO CONTRA DECISÃO
TERMINATIVA QUE NEGOU SEGUIMENTO À
APELAÇÃO POR SER MANIFESTAMENTE
IMPROCEDENTE. AÇÃO REIVINDICATÓRIA.
PROPRIETÁRIO NÃO POSSUIDOR. POSSE INJUSTA.
TÍTULO DE PROPRIEDADE. REQUISITOS DA

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REIVINDICATÓRIA.1. A ação reivindicatória é meio judicial
disponível ao proprietário não possuidor para retomar a coisa
que se encontra injustamente em poder de outrem; 2. O êxito da
Ação Reivindicatória depende dos requisitos da
comprovação da propriedade da área reivindicada, da sua
correta individualização e da prova da posse injusta exercida
pelo reivindicado; 3. Em matéria de ação reivindicatória,
configura-se injusta a posse que entra em antagonismo com o
direito de propriedade; 4. Compete a Justiça Estadual
processar e julgar a presente demanda, eis que apenas diz
respeito a interesses de pessoa física e de pessoa jurídica de
direito privado;5. À unanimidade de votos, negou-se provimento
ao Recurso de Agravo interposto. (124935 PE 01249352,
Relator: Leopoldo de Arruda Raposo, Data de Julgamento:
11/11/2009, 5ª Câmara Cível, Data de Publicação: 113)

Pelo exposto, indubitável que a posse da ré é de plena forma injusta, merecendo o


devido reparo por parte deste juízo, a fim de se ver restabelecido o direito de propriedade que
assiste à autora.

6. DA TUTELA DE URGÊNCIA
O artigo 294 do Código de Processo Civil autoriza a concessão de tutela provisória de
urgência ou evidência, em caráter antecedente ou incidente, conforme previsão expressa do
parágrafo único do mesmo dispositivo legal.

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Nestes termos, o artigo 300 do Código de Processo Civil autoriza que seja concedida,
liminarmente, e inaudita altera pars, medida antecipatória incidental quando houver
elementos que evidenciem a probabilidade do direito e o perigo de dano ou o risco ao
resultado útil do processo.
Art. 300. A tutela de urgência será concedida quando houver
elementos que evidenciem a probabilidade do direito e o perigo
de dano ou o risco ao resultado útil do processo.

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o
§ 1 Para a concessão da tutela de urgência, o juiz pode,
conforme o caso, exigir caução real ou fidejussória idônea para
ressarcir os danos que a outra parte possa vir a sofrer, podendo
a caução ser dispensada se a parte economicamente
hipossuficiente não puder oferecê-la.

No caso da autora, reconhecidamente hipossuficiente, o § 1o do art. 300 do Código de


Processo Civil dispensa a prestação de caução real ou fidejussória, acautelatória de possíveis
danos que a outra parte possa vir a sofrer, o de logo requer.
A evidência da probabilidade do direito encontra-se devidamente demonstrada pela
autora através do título definitivo, documento satisfatório ao reconhecimento de que é a
requerente a legítima proprietária do imóvel.
Por sua vez, o perigo de dano ou risco ao resulto útil do processo revela-se manifesto,
posto que, não concedida a medida cautelar pleiteada, haverá para a autora um dano
irreparável ou de difícil reparação, já que a Requerente não pode usar e gozar de seu imóvel
de forma plena.
Como se observa restam preenchidos os requisitos autorizadores da tutela de urgência.
Frise-se que se faz necessária a concessão de tutela, visto que a Requerente não está
exercendo os poderes dispostos no art. 1.228 do Código Civil, tendo que suportar dano
imediato por não poder usufruir do imóvel que adquiriu com tanto esforço e sacrifício, sendo
indispensável a concessão imediata do provimento antecipatório, sob pena de tornar-se
ineficaz a pretensão no mérito da presente.
O artigo 555 do Código de Processo Civil aduz:

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Art. 555. É lícito ao autor cumular ao pedido possessório o de:
I - condenação em perdas e danos;
II - indenização dos frutos.
Parágrafo único. Pode o autor requerer, ainda, imposição de
medida necessária e adequada para:
I - evitar nova turbação ou esbulho;
II - cumprir-se a tutela provisória ou final.

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Embora a presente ação seja uma reivindicatória, é cediço que a jurisprudência atual
vem aceitando que o citado dispositivo legal seja aplicado também a estas espécies de ação,
tendo em vista que as reivindicatórias possuem uma cognição ainda mais ampla que as ações
possessórias, permitindo a cumulação de várias pedidos, bem como uma dilação mais
abrangente pelo Douto Juízo.
Desta feita, requer a autora que seja conferida a tutela antecipada no presente caso,
com o fito de que a Requerida desocupe o imóvel, sob pena de multa diária a ser fixada por
Vossa Excelência. Em assim não entendendo o Douto Magistrado, o que efetivamente não se
espera, requer, que a Requerida se abstenha de construir no imóvel, a fim de que sejam
interrompidos os danos causados a autora.

7. DO PEDIDO

Ante o exposto, requer:

a) a concessão da gratuidade da justiça conforme Lei nº. 1.060/50 e arts. 98 e 99 do


CPC;

b) que seja determinada a prioridade de tramitação do feito na forma do art. 1048, I do


CPC e do art. 71, da lei 10.741/2003, por se tratar de pessoa idosa;

c) a antecipação dos efeitos da tutela jurisdicional, liminarmente, para que seja


determinado a ré a imediata desocupação do imóvel de EUDÓCIA BERNARDES
PEREIRA PONTES, localizado na Rua General Aurélio de Amorim, n. 72-A, Quadra 09,
Bairro Vale do Sinai – Cidade Nova, Cep. 69.090-753, nesta cidade, com a consequente
imissão da Requerente na posse, sob pena de aplicação de multa diária a ser fixada por

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Vossa Excelência. Em assim não entendendo o Douto Magistrado, o que efetivamente não se
espera, requer, que a Requerida se abstenha de construir no imóvel, a fim de que sejam
interrompidos os danos causados a autora.

d) a citação da Requerida para, querendo, contestar a presente ação, sob pena de


incidirem os efeitos da revelia, presumindo-se verdadeiros os fatos alegados na exordial;

e) a realização de audiência para autocomposição, nos termos do art. 319, VII do


CPC;

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f) seja, ao final, julgada totalmente procedente a presente Ação Reivindicatória,
confirmando-se o provimento antecipatório, determinando a ré a desocupação do bem, sendo
procedida a imissão da Requerente na posse do imóvel;

g) a condenação da parte contrária no pagamento das custas processuais e dos


honorários advocatícios a serem revertidos ao Fundo Especial da Defensoria Pública –
FUNDEP, nos termos do art. 25, XXXIX, da Lei Complementar n° 01/90, mediante depósito
na Conta Corrente nº 9229-0, agência 3563-7, Banco do Brasil.

h) a intimação pessoal da Defensoria Pública, de todos os atos do processo, contando-


lhe em dobro todos os prazos, de acordo com a prerrogativa expressamente assegurada pelo
art. 128, I, da Lei Complementar n. 80 de 01-01-94 e art. 186 do CPC.

Protesta provar o alegado por todos os meios de prova admitidos em Lei,


especialmente documental, pericial, inspeção judicial, depoimento pessoal da parte contrária,
oitiva de testemunhas, consoante rol anexo, que deverão ser pessoalmente intimadas, nos
termos do art. 455, §4º, IV do CPC, e tudo mais necessário para elucidação do presente feito.

Dá-se à causa o valor de R$ 37.500,40 (trinta e sete mil, quinhentos reais e quarenta
centavos).

Nestes termos,
pede deferimento.

Manaus, 20 de junho de 2017.

Hélvia Socorro Fernandes de Castro Pereira


Defensora Pública do Estado do Amazonas

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Bárbara Menezes de Lima
Estagiária de Direito – DPE/AM

ROL DE TESTEMUNHAS:

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1. GERCINA CABRAL DE SOUZA, residente e domiciliada na Rua 15, n. 167, Bairro:
Monte Sinai;

2. FRANCINEI ALMEIDA DE OLIVEIRA, residente e domiciliado na Rua 15, n. 309,


Bairro: Monte Sinai;

3. GILSON CASTRO GOMES, residente e domiciliada na Rua 15, n. 302, Bairro: Monte
Sinai;

Av. Autaz Mirim, n. 282, Bairro Tancredo Neves, Shopping Cidade Leste – 2 a andar