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SCO

Soluciones Clínicas en Odontología

Número 007 Setembro 2016

Soluciones Clínicas

en Odontología
EDIÇÃO EM PORTUGUÊS

• Dentisteria Restauradora
e Estética
• Endodontia
• Implantes
• Prótesis
• Ortodoncia

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O evento mais importante do quadrimestre

ENDOFORUM 23 E 24 DE SETEMBRO DE 2016


O congresso de Endodontia e Restauração do dente endodonciado mais importante do ano

Conferências y workshops práticos de Endodontia e Restauração


com os profissionais mais importantes a nível mundial.
Dr. James L. Gutmann (E.U.A.) Dr. Adrián Lozano (Espanha)
Advanced Concepts on the Future of Root Canal Microcirurgia Endodôntica
Negotiation, Enlarging, Shaping, Cleaning and Obturation Dr. José Aranguren (Espanha)
Dr Sergio Kuttler (E.U.A.) Obturação tridimensional: A chave do êxito
A Idade de Ouro da Instrumentação Endodôntica Dr. Juan José Segura (Espanha)
Dr. Francesc Abella (Espanha) Patologias Periapicais
3D ENDO CBCT Based Endo Planning
Dr. Ernesto García Barbero (Espanha)
Dr. Pablo Castello (Espanha) Retratamento de canais
Importância da ativação do agente de irrigação,
para onde nos dirigimos Dr. Marco Martignoni (Itália)
Restauração do dente endodonciado

LUGAR: Colegio Oficial de Odontólogos


y Estomatólogos de la Primera Región
Calle de Mauricio Legendre,38
28046 Madrid

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Curso Modular Inovação nas restaurações do


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Do Desenho Digital ao Sorriso Final Aprofundar a realização das técnicas
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oradores nacionais em Santiago de
Compostela, Logronho, Palma de
Maiorca, Cidade Real, Salamanca,
DR. JAVIER DR. FERRAN Cádis e Porto.
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A beleza da restauração Restaurações indiretas:
direta com resina composta incrustações
Dentisteria minimamente Tipos e Indicações de res-
invasiva. taurações aderidas indiretas.
✓Módulo I. 14-15/10/16
Princípios da planificação estética. Introdução ao desenho Diagnosticando problemas Diferentes preparações
digital. e encontrando soluções. segundo o caso.
Adesão ao esmalte e Compósito ou cerâmica?
✓Módulo II. 04-05/11/16 dentina: estratégias atuais Porquê?
Imitar a natureza com compósitos. Estética anterior y pos- e futuras
Parte prática
terior. Compósitos atuais: Como, (lugares limitados)
Quando e Onde Utilização do Palodent
✓Módulo III 18-19/11/16 V
para pontos de contacto
Influência da contração de
Facetas de cerâmica. Do básico ao avançado. polimerização: amortecedo- e acabamento e polimento
res de tensão. ótimos. Realização de
✓Módulo IV 16-17 /12/16 restaurações diretas com a
Seleção da cor. técnica anatómica.
Cimentação de facetas cerâmicas. Estética e durabilidade.
Como conseguir um bom Aplicação do protocolo
ponto de contacto? detalhado de incrustação
DATA: Octubro 2016 - Dezembro 2016 Criação da concha proximal. em dentes endodonciados:
LUGAR: Madrid Preparação Overlay.
Inovação nos sistemas de
matrizes: contorno.
Acabamento e Polimento.
DATA: 3 Dezembro 2016
LUGAR: Colegio de Odontólogos y
Estomatólogos de Cataluña*

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COLABORAM: Dra.
Lara Harrán e Prof.
Aperfeiçoamento Dra. Sonia Julián Dentsply Gac 2016
para uma clínica Curso de 5 módulos
85 hs. Práticas Orthodontic World Congress.
Aperfeiçoamento
melhor. DR. ELÍAS
personalizado 55 hs. O evento europeu de ortodontia
HARRÁN Teóricas
Diagnosticar e resolver as Escolher e aplicar o sistema Workshops e conferencias ministradas por oradores de grande
emergências clínicas. de obturação tridimensional prestígio: “Marketing, coaching e digitalização no âmbito
Efetuar as melhores radiografias e adequado de acordo com a
preparação cirúrgica final. da ortodontia. O OWC vai receber profissionais como o Dr.
interpretar as suas imagens.
Ryan Tamburrino, Giuliano Maino, Egner e Ibe. Para além das
Saber quando indicar e como Escolher a solução de irrigação e
a sua forma aplicação correta. conferências, também são oferecidos workshops limitados a 20
interpretar um Cone Beam
(CBCT). Avaliar as propriedades do MTA e participantes por sessão: “Dinâmica do entendimento de como
saber quando e como utilizá-lo. recebemos a informação” ““Ideal Smile Aligner: Enfoque atual de
Realizar a melhor abertura
coronária de acordo com o caso Saber observar e interpretar os seis tratamentos” “CCO: Novo sistema para brackets SL ativos”
clínico. controles à distância. “Lingual, Mecânicas com tipodontos, dicas e truques” , “Scanner
Avaliar e utilizar corretamente o Diagnosticar e aplicar a digital Sirona” e “Novo BBC Pin – Novo dispositivo de ancoragem
Localizador Apical. terapêutica correta perante um de tratamentos de ortodontia”
Selecionar e utilizar com destreza dente traumatizado.
FECHA: 6-8 Octubro 2016
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os sistemas de instrumentação Finalizar a endodontia com a


com rotação continua ProTaper restauração pós-endodontia LUGAR: Porto Petro
Next (Dentsply-Maillefer) e atualizada. (Maiorca)
rotação reciprocante Wave.One
DATA: Out-Nov 2016
Gold (Dentsply-Maillefer).
e Jan-Mar 2017
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Curso dirigido aos profissionais que querem Endodontia y Estética dentária hoje
atualizar os seus conhecimentos em em dia Curso Modular Avançado.
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prático, com apresentação para realizar uma boa re-tratamento e resolução
de inúmeros casos clínicos e ✓Módulo III. 20-21/01/17 endodontia. de complicações.
vídeos. Atualização em dentisteria
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restauradora estética no
✓Módulo I. 18-19/11/16 sector anterior. Facetas Irrigação e obturação em O desafio da restauração
Atualização em de compósito e facetas de de dentes endodonciados
endodontia.
endodontia. porcelana. e Estética com compósi-
tos. Onde está o limite?

DATA: Nov 2016 - Jan 2017 DATA: Jan - Abr 2017


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IMPLANTOLOGIA IMPLANTOLOGIA

Jornada Mediterrânea Jornada Basca


de Implantologia. de Implantologia.

Moderador Moderador
Dr. Joan Soliva Dr. Luis Antonio Aguirre Zorzano
Oradores Oradores
Dr. José L. Domínguez Mompell Dr. Antonio Bujaldón
Dr. Christian Eickhoff Dr. Unai Guerrero
Dr. Sergio García Bellosta Dr. Antonio Lorente
Dr. Joan Grau Dr. Andrés Restoy
Dra. Victoria Sánchez D’Onofrio
Dr. Ferran Llansana Dr. Francisco Vijande
Dr. Manuel Lupión Dr. Juan Zufía
Dr. José Manuel Redondo
Sede
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Colegio Oficial de Dentistas de Bizkaia
Col·legi Oficial d’Odontòlegs
PDF DE CLIENTE CHEQUEADO POR

DATA: 12 Nov 2016 DATA: 04 Nov 2016


LUGAR: Barcelona LUGAR: Bilbau

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SUMARIO EDITORIAL
06 A IDADE DE OURO DA INSTRUMENTAÇÃO ENDODÔNTICA.
Sergio Kuttler
12 UM ENFOQUE RÁPIDO E ESTÉTICO PARA TRATAR OS DR. AGUSTÍN SÁNCHEZ DURÁN
DENTES ANTERIORES PERMANENTES COM HIPOPLASIAS
DO ESMALTE. Diretor Comercial
Ferran Llansana Fitó Preventiva – Restauradora – Endodontia - Prótese
18 O NUEVO PADRÃO DE OURO PARA INSTRUMENTOS
ROTATÓRIOS.
James L. Gutmann
23 TRATAMENTO ORTÓGRADO DE UMA PERFORAÇÃO
RADICULAR COM EXTENSÃO APICAL DO CONE DE GUTA–
PERCHA.
Elías Harrán O Endoforum 2016 é a primeira atividade científica patrocinada pela

28 RESTODONTICS: A ABORDAGEM ENDORRESTAURADORA DentsplySirona (Maillefer) em Espanha e Portugal que marca o rei-
TOTAL. nício da normalidade após a merecida pausa estival. No Endoforum
Marco Martinogni 2016 (23 e 24 de setembro), vão estar em debate as últimas novida-
34 MANEJO DE GRANDES LESÕES RADIOLÚCIDAS des e tendências em Endodontia e Restauração do Dente Endodon-
PERIAPICAIS ciado em conferências e workshops práticos. Participarão os Prof./
Eugenio C. Grano de Oro Cordero
Drs. Sergio Kuttler, James L. Gutmann, Francesc Abella, Juan José
38 REGENERAÇÃO ÓSSEA GUIADA PARA AUMENTO Segura, Adrián Lozano, Pablo Castelo, José Aranguren, Ernesto Gar-
HORIZONTAL SOBRE IMPLANTES.
cía Barbero e Marco Martignoni, com a preciosa colaboração dos
Santi Carreras Figols
Prof./Drs. Benjamín Martín Biedma, Vicente Faus Matoses e Carlos
46 A NECESSIDADE
DA TECNOLOGIA PARA REALIZAR UMA
Stambolsky. Nunca antes se juntaram num mesmo evento profissio-
BOA INSTRUMENTAÇÃO.
Benjamín Martín Biedma nais e universidades de tão elevado e reconhecido prestígio. O for-
mato será o de conferências e debates, com uma capacidade para
54 RESTAURAÇÕES NO SECTOR POSTERIOR: DA TÉCNICA
DIRETA À INDIRETA. 500 participantes, e workshops práticos, com inscrições já esgotadas
Teodoro Vaca Gonzalo desde maio, sobre Protaper Next, Wave One Gold e restauração do
62 INFLUÊNCIA
DO RADIX ENTOMOLARIS NA TERAPIA dente endodonciado.
ENDODÔNTICA.
Jesús Mena Álvarez Por outro lado, durante a celebração do Endoforum, junto com o
67 DE PROTÉSICO PARA PROTÉSICO Prof. Benjamín Martín Biedma, Presidente da Comissão Editorial de
Lanfranco Santocchi Soluções Clínicas em Odontologia, terei o prazer de apresentar oficial-
mente à Comunidade da Medicina Dentária esta – na opinião de muitos
– magnífica revista, elaborada com o contributo dos melhores profis-
sionais da Odonto-Estomatologia e patrocinada pela DentsplySirona.

Diretor Setembro assinala, além disso, um feito histórico na vida da revista


Agustín Sánchez Durán com o lançamento da edição portuguesa, facilitando a sua difusão e
Escritor aceitação, não apenas entre os médicos dentistas portugueses como
Carmen Sermeño Cardona
(Carmen.SermenoCardona@dentsplysirona.com) também ampliando o seu mercado de difusão na América Latina com
a incorporação do Brasil.
Comissão científica
Benjamin Martin Biedma
Joao Carlos Ramos Fica o nosso agradecimento a todos os profissionais que diariamente
Laura Ceballos Salobreña depositam a sua confiança na DentsplySirona e nos dão a oportunida-
Leopoldo Forner Navarro
Miguel Roig Cayon de de continuar a oferecer entusiasmo, conhecimento e inovação na
Pablo Galindo Moreno melhoria dos cuidados de saúde oral da população.
Rosa Vilariño Rodríguez
Vicente Faus Matoses
Juan José Segura- Egea

Produção: Altair Impresia Ibérica

Design e layout:
Espacio y Punto Impresia Ibérica

Periodicidade: 4 números anuales


Precio: 32€ anuales

Depósito Legal: M-30065-2015


ISSN: 2444-7420

Revista patrocinado pela: Dentsply Sirona

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A IDADE DE OURO DA SERGIO KUTTLER
International Dental
RIGOBERTO PEREZ
Nova Southeastern
Institute,
Fort Lauderdale, University,
Fort Lauderdale,
INSTRUMENTAÇÃO Florida, USA. Florida, USA.

JOSÉ ARANGUREN GEORGE BRUDER


ENDODÔNTICA Universidade Rey Juan
Carlos, Madrid, España.
International Dental
Institute,
Fort Lauderdale,
Florida, USA.
CARMEN BONILLA
Nova Southeastern University,
Fort Lauderdale, Florida, USA

SCO
Soluciones Clínicas en Odontología

Desde os finais do anos 80, a especialidade de endodontia trans- No inicio dos anos 90, quando a endodontia mecanizada começou
formou se consideravelmente e beneficiou milhões de pacientes a sua grande explosão utilizando instrumentos endodônticos rota-
com o advento da tecnologia nos metais utilizados nos instrumen- tórios de níquel-titânio, muitas companhias lançaram ao mercado
tos endodônticos 1. A endodontia mecanizada teve os seus inícios limas de diferentes calibres e conicidades constantes. Depois de
em França, com a introdução pelo Dr. Blanc 2 do contra-ângulo uma década de utilização destes instrumentos, apareceram ins-
“Giromatic” e até aos nossos dias, com o motor IQ de Dentsply-Si- trumentos rotatórios de conicidades variáveis bem como várias
rona 3, temos como resultado um tratamento endodôntico mais tentativas de utilizá-los num movimento reciprocante. A grande
simples, eficiente e previsível, minimizando os erros de proce- quantidade de artigos científicos publicados em revistas indexa-
dimento. Hoje em dia, utilizando a oitava geração destes instru- das e artigos noutra série de publicações não científicas, desper-
mentos endodônticos, os alunos de licenciatura e pós-graduação taram o interesse da comunidade científica, tentando criar um
nas universidades, os médicos-dentistas generalistas e os endo- instrumento “ideal” para o dentista generalista e também para o
dontistas, aceitaram e abraçaram esta tecnologia para resolver a especialista, para que este instrumento limpe e conforme o canal
grande maioria dos casos apresentados pelos seus pacientes. radicular com menor esforço e maior eficácia.
PDF DE CLIENTE CHEQUEADO POR

6 • REVISTA SCO • A idade de ouro da instrumentação endodôntica.

DENTSPLY PORT.indb 6 24/8/16 16:02


Foi em 2008 que o Dr. Yared4 reintroduziu os movimentos reci- mentos, e nos casos de técnicas híbridas, podem-se chegar a
procantes na preparação de canais radiculares mas utilizando um utilizar 10 instrumentos para preparar os canais radiculares. O
instrumento rotatório, e obteve bons resultados. Num simpósio de WaveOne Gold, com a sua tecnologia de ponta, simplifica este
endodontia nesse mesmo ano, a empresa Dentsply decidiu juntar procedimento e utiliza um único instrumento na preparação e
8 endodontistas (Dr. Ben Johnson, Dr. Sergio Kuttler, Dr. Pierre conformação dos canais radiculares.
Machtou, Dr. Willy Pertot, Dr. Cliff Ruddle, Dr. Julian Webber, Dr.
Modo de utilização:
John West e Dr. Gassan Yared) para criar um instrumento exclusi-
vamente reciprocante e no VIII Congresso Mundial de Endodontia É feito um movimento reciprocante ápico-coronal, com a ajuda
(IFEA), que ocorreu em Atenas (Grécia) no ano 2010, culminou o de motores com tecnologia de ponta.
árduo trabalho destes especialistas com o lançamentos pela casa
Formato utilizado:
comercial Dentsply do instrumento “WaveOne”. Quase um ano
depois do seu lançamento mundial este instrumento chegou aos É necessária a utilização de um motor com movimentos reci-
Estados Unidos da América e ao Canadá, e a sua aceitação foi de procantes estabelecidos pela Dentsply e gravados na memó-
tal ordem que hoje em dia em 30 das 64 faculdades de medicina ria do motor. Para obter os melhores resultados e preparações
dentária dos EUA utiliza se exclusivamente este sistema na cáte- ideais dos canais radiculares, é recomendada a utilização de
dra de endodontia de formação pré-graduada. motores da mesma casa comercial Dentsply para a utilização
do WaveOne Gold5. Recentemente foram lançados um novo
Desde o lançamento mundial do WaveOne, a Dentsply tem ouvi-
motor e uma nova plataforma IQ. Esta nova plataforma facilita
do os comentários dos utilizadores deste instrumento e percebeu
em muito a utilização dos instrumentos WaveOne Gold graças
os desejos de mudança que deveriam ocorrer para que este ins-
à grande quantidade de funções do seu software e num futu-
trumento único seja ainda melhor. É então o momento em que a
ro próximo permitirá integrar a nova geração de localizadores
Dentsply decide dividir a equipa original de 8 endodontistas e a 4
apicais electrónicos, ultrassons endodônticos, gerações futu-
deles (Sergio Kuttler, Willy Pertot, Cliff Ruddle e Julian Webber)
ras de sistemas de irrigação de canais, etc.
lhes oferece a oportunidade de desenvolver o WaveOne Gold.
Ángulos e ciclos por minuto:
Depois de vários anos de trabalho e esforço intenso, em Março de
2015, no IDS em Colónia (Alemanha), o WaveOne Gold é apresen- Durante a utilização do instrumento, os movimentos que
tado à comunidade dentária internacional. seguem a direção dos ponteiros do relógio são mais curtos que
os movimentos em sentido contrário. Isto faz com que a pre-
As vantagens deste novo instrumento WaveOne Gold podem ser
paração dos canais radiculares com o WaveOne Gold seja mais
definidas da seguinte forma:
eficiente e segura, evitando erros de procedimento que são bas-
Instrumento por sistema: tante comuns na instrumentação rotatória como sejam a sepa-
ração do instrumento, a criação de degraus, o transporte apical,
Na grande maioria dos casos, aproximadamente mais de 90%,
etc. Está bastante bem estabelecido na literatura científica que
só se utiliza um “único instrumento WaveOne Gold” por cada
a preparação reciprocante é superior à rotatória 6,7.
caso endodôntico. Em todos os sistemas endodônticos meca-
nizados, utiliza-se uma quantidade variável de 4 a 6 instru-
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A idade de ouro da instrumentação endodôntica. • REVISTA SCO • 7

DENTSPLY PORT.indb 7 24/8/16 16:02


Tamanho do instrumento: Todas as limas WaveOne Gold a D10 medem menos de 1,0 mm
fazendo com que as preparações sejam mais conservadoras, pre-
O WaveOne Gold tem 4 tamanhos diferentes de pontas (D0),
servam estrutura dentinária ao mesmo tempo que permitem uma
o pequeno é #20, o primário #25, o médio #35 e o grande
irrigação profunda com agulhas calibre 30 com saída lateral, e
#45. Depois de uma procura exaustiva na literatura endodôn-
depositam os químicos utilizados durante a preparação o mais
tica acerca de anatomia radicular, e também com os nossos
profundamente possível dentro do canal radicular.
próprios estudos realizados com microtomografia computo-
rizada (mCT), os 4 tamanhos estabelecidos cientificamente Ponta do instrumento:
para o WaveOne Gold permitem abarcar a grande maioria de
Graças à incorporação de uma ponta semi-ativa, o WaveOne
variações anatómicas que se apresentam na prática diária de
Gold permite que o instrumento, durante o movimento no sen-
endodontia 8 .
tido dos ponteiros do relógio, comece a avançar apicalmente
Conicidades do instrumento: dentro do canal radicular quase sem pressão apical, evitando
assim a compactação da smear layer em sentido apical. Ao
Todos os instrumentos WaveOne Gold têm uma conicidade
mesmo tempo, a ponta semi-ativa faz com que o instrumento
variável desde D0 até alcançar os 16mm de parte ativa D16. Estas
trabalhe dentro do canal sem causar um nível de fadiga torsional
conicidades variam da seguinte forma, WaveOne Gold #20=
que possa produzir erros de procedimento como a separação
0,07-0,05, WaveOne Gold #25= 0,07-0,03, WaveOne Gold #35=
do instrumento.
0,06-0,04 e WaveOne Gold #45= 0,05-0,04.
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8 • REVISTA SCO • A idade de ouro da instrumentação endodôntica.

DENTSPLY PORT.indb 8 24/8/16 16:02


Superfícies de corte: des do mesmo, sendo estes ângulos negativos. Isto produz um
corte eficiente nas paredes do canal praticamente sem pressão
O WaveOne Gold possui quatro lâminas de corte com ângulos
apical.
de 85°, mas só duas estão em contacto permanente com as
paredes do canal a cada 200 micra, fazendo com que o ins- Desenho transversal do instrumento:
trumento se mantenha centrado no eixo longitudinal do canal
É um paralelograma com ângulos de 85°, o qual nos permi-
radicular e produzindo uma preparação sem erros de procedi-
te desalojar mais facilmente a dentina já cortada em direção
mento. Isto evita ao mesmo tempo que o instrumento desgaste
coronal, prevenindo a compactação da dentina entre as estrias
mais a parede interna do canal e se produza o transporte a
do instrumento, a qual poderia causar fadiga cíclica e a sepa-
nível apical.
ração do mesmo. Para além disso, este desenho possui menor
Ângulos helicoidais e distância entre estrias: massa metálica fazendo com que o instrumento seja mais flexí-
vel.
Os ângulos helicoidais são constantes e a distância entre as
estrias do instrumento são variáveis. Desta forma, evita-se a Metalurgia do Níquel Titânio:
sensação de estar a enroscar dentro do canal à medida que
Durante o processo de fabrico do instrumento WaveOne Gold,
se avança em direção apical. Esta vantagem faz com que se
depois de cortar o arame de NiTi, este é submetido a um pro-
tenha um maior controle do instrumento durante a preparação
cesso de calor que faz com que obtenha uma cor dourada
e conformação do canal radicular.
(arame dourado). Esta característica única determina que o
Ângulo de corte Rake: instrumento seja muito mais flexível que o seu predecessor
e, por tanto, seja muito mais resistente à fadiga cíclica, ao
O ângulo Rake é a forma em que os gumes do instrumentos
mesmo tempo que aumenta o seu stress torsional. Adicional-
entram em contacto com a dentina do canal cortando as pare-
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A idade de ouro da instrumentação endodôntica. • REVISTA SCO • 9

DENTSPLY PORT.indb 9 24/8/16 16:02


mente, nos estudos realizados com esta nova metalurgia 9-25 , Comprimento do instrumento:
o WaveOne Gold destaca-se em todas a suas características
O WaveOne Gold é apresentado em três comprimentos: 21 mm,
sobre os demais.
25 mm e 31 mm, permitindo resolver qualquer caso clínico.
Empacotamento já esterilizado:
Sem lugar a dúvidas, o WaveOne Gold permite ao utilizador ter
Este instrumento já vem esterilizado de fábrica, poupando-nos uma melhor experiência de segurança, eficiência e simplicidade
o processo e custo da esterilização. ao realizar um tratamento endodôntico.

CONCLUSIÓN
• O WaveOne Gold é um instrumento com maior flexibilidade.

• O WaveOne Gold é um instrumento mais seguro, uma vez que é mais resistente à fadiga cíclica e torsional.
• O WaveOne Gold, por ser mais flexível, respeita a anatomia inicial que o canal radicular possui.
• O WaveOne Gold permite uma conformação rápida e eficiente do canal, criando uma geometria conveniente que favorece a irri-
gação profunda porque se utiliza um só instrumento em cada caso.

BIBLIOGRAFIA:
1. Walia, Harmeet et al, An Initial Investigation Of The Bending And Torcional Properties Of Nitinol Root Canal Files, JOE, Vol. 14, No. 7, pag. 346-351, July 1988. 

2. Blanc, Roger, Evolution Des Produits Micro-Mega, GIROMATIC, Chamberry, France, 1958. 

3. Dentsply-Sirona, panfleto del motor IQ. 

4. Yared, Ghassan; “Canal Preparation Using Only One Ni-Ti Rotary Instrument: Preliminary Observations” IEJ, Vol. 41, No. 4, pag 339-344, April 2008. 

5. Jin-Woon Kim DDS, MS, PhD; Jung-Hong Ha DDS, MS, PhD; Gary Shun-Pan Cheung BDS, MDS, MSc, PhD; Antheunis Versluis PhD; Sang-Won Kwak DDS, MS And Hyeon-
Cheol Kim DDS, MS, PhD; “Safety Of The Factory Preset Rotation Angle Of Reciprocating Instruments”; JOE, Vol. 40, No. 10, Pag. 1671-1675, Oct 2014. 

6. Nicola Maria Grande DDS, PhD; Hany Mohamed Aly Ahmed BDS, HDD (Endo) PhD; Stephen Cohen MA, DDS, FICD, FACD; Frederic Bukiet DDS, MSc, PhD and Gianluca
Plotino DDS, PhD, “Current Assessment Of Reciprocation In Endodontic Preparation: A Comprehensive Review–Part I: Historic Perspectives And Current Applications”;
JOE, Vol. 41, No. 11, Pag. 1778-1783, Nov. 2015. 

7. Gianluca Plotino DDS, PhD; Hany Mohamed Aly Ahmed BDS, HDD (Endo) PhD; Nicola Maria Grande DDS, PhD; Stephen Cohen MA, DDS, FICD, FACD; and Frederic
Bukiet DDS, MSc, PhD; “Current Assessment Of Reciprocation In Endodontic Preparation: A Comprehensive Review–Part II: Properties And Effectiveness”; JOE, Vol. 41,
No. 12, Pag. 1939-1950, Dec. 2015. 

8. Kuttler Sergio; Bonilla Carmen; Perez Rigoberto, Bruder George & Hardigan Patrick; “Incidence Of Third Medial Canal In Mesial Roots Of Lower Molars: A Micro CT
Study”; May 2015 (in progress). 

9. Aranguren Jose; Bonilla Carmen; Bruder George; Perez Rigoberto & Hardigan Patrick, “Comparison Of The Cyclic Fatigue, Flexibility, Torsional Strength And Bending
Test Of Single File SystemWaveOne Gold vs OneShape”, March 2016 (in progress) 

10. Aranguren Jose; Bonilla Carmen; Bruder George; Perez Rigoberto & Hardigan Patrick, “Comparison Of The Cyclic Fatigue, Flexibility, Torsional Strength And Bending
Test Of Single File SystemWaveOne Gold vs Edge Endo X1”, March 2016 (in progress) 

11. Aranguren Jose; Bonilla Carmen; Bruder George; Perez Rigoberto & Hardigan Patrick, “Comparison Of The Cyclic Fatigue, Flexibility, Torsional Strength And Bending
Test Of Single File SystemWaveOne Gold vs Adaptive Twisted File”, March 2016 (in progress) 

12. Aranguren Jose; Bonilla Carmen; Bruder George; Perez Rigoberto & Hardigan Patrick, “Comparison Of The Cyclic Fatigue, Flexibility, Torsional Strength And Bending
Test Of Single File SystemWaveOne Gold vs K3XF”, March 2016 (in progress) 

13. Aranguren Jose; Bonilla Carmen; Bruder George; Perez Rigoberto & Hardigan Patrick, “Comparison Of The Cyclic Fatigue, Flexibility, Torsional Strength And Bending
Test Of Single File SystemWaveOne Gold vs Hy ex CM”, March 2016 (in progress) 

14. Aranguren Jose; Bonilla Carmen; Bruder George; Perez Rigoberto & Hardigan Patrick, “Comparison Of The Cyclic Fatigue, Flexibility, Torsional Strength And Bending
Test Of Single File SystemWaveOne Gold vs Hy ex EDM”, March 2016 (in progress) 

15. Aranguren Jose; Bonilla Carmen; Bruder George; Perez Rigoberto & Hardigan Patrick, “Comparison Of The Cyclic Fatigue, Flexibility, Torsional Strength And Bending
Test Of Single File SystemWaveOne Gold vs Brasseler ESX”, March 2016 (in progress) 

16. Aranguren Jose; Bonilla Carmen; Bruder George; Perez Rigoberto & Hardigan Patrick, “Comparison Of The Cyclic Fatigue, Flexibility, Torsional Strength And Bending
Test Of Single File SystemWaveOne Gold vs Silk”, March 2016 (in progress) 

17. Aranguren Jose; Bonilla Carmen; Bruder George; Perez Rigoberto & Hardigan Patrick, “Comparison Of The Cyclic Fatigue, Flexibility, Torsional Strength And Bending
Test Of Single File SystemWaveOne Gold vs Genius”, March 2016 (in progress) 

18. Aranguren Jose; Bonilla Carmen; Bruder George; Perez Rigoberto & Hardigan Patrick, “Comparison Of The Cyclic Fatigue, Flexibility, Torsional Strength And Bending
Test Of Single File SystemWaveOne Gold vs ProTaper Next X2”, March 2016 (in progress) 

19. Aranguren Jose; Bonilla Carmen; Bruder George; Perez Rigoberto & Hardigan Patrick, “Comparison Of The Cyclic Fatigue, Flexibility, Torsional Strength And Bending
Test Of Single File SystemWaveOne Gold vs ProTaper Universal F2”, March 2016 (in progress) 
 U
20. Aranguren Jose; Bonilla Carmen; Bruder George; Perez Rigoberto & Hardigan Patrick, “Comparison Of The Cyclic Fatigue, Flexibility, Torsional Strength And Bending
Test Of Single File SystemWaveOne Gold vs ProTaper Universal Gold F2”, March 2016 (in progress) 

21. Aranguren Jose; Bonilla Carmen; Bruder George; Perez Rigoberto & Hardigan Patrick, “Comparison Of The Cyclic Fatigue, Flexibility, Torsional Strength And Bending
Test Of Single File SystemWaveOne Gold vs TruShape”, March 2016 (in progress) 

22. Aranguren Jose; Bonilla Carmen; Bruder George; Perez Rigoberto & Hardigan Patrick, “Comparison Of The Cyclic Fatigue, Flexibility, Torsional Strength And Bending
PDF DE CLIENTE CHEQUEADO POR

Test Of Single File SystemWaveOne Gold vs Vortex”, March 2016 (in progress) 

23. Aranguren Jose; Bonilla Carmen; Bruder George; Perez Rigoberto & Hardigan Patrick, “Comparison Of The Cyclic Fatigue, Flexibility, Torsional Strength And Bending
Test Of Single File SystemWaveOne Gold vs Vortex Blue”, March 2016 (in progress) 

24. Aranguren Jose; Bonilla Carmen; Bruder George; Perez Rigoberto & Hardigan Patrick, “Comparison Of The Cyclic Fatigue, Flexibility, Torsional Strength And Bending
Test Of Single File SystemWaveOne Gold vs Reciproc”, March 2016 (in progress) 

25. Aranguren Jose; Bonilla Carmen; Bruder George; Perez Rigoberto & Hardigan Patrick, “Comparison Of The Cyclic Fatigue, Flexibility, Torsional Strength And Bending
Test Of Single File SystemWaveOne Gold vs WaveOne”, March 2016 (in progress)

10 • REVISTA SCO • A idade de ouro da instrumentação endodôntica.

DENTSPLY PORT.indb 10 24/8/16 16:02


PUBLI WAVE ONE PORT.pdf 1 17/8/16 18:45

Eficácia e simplicidade
em perfeita harmonia

Uma lima única para conformar o canal

Una lima única lima para criar o “glide path”


PDF DE CLIENTE CHEQUEADO POR

DENTSPLY PORT.indb 11 24/8/16 16:02


UM ENFOQUE RÁPIDO E FERRAN LLANSANA FITÓ
Dedicação exclusiva a Dentisteria Estética
ESTÉTICO PARA TRATAR e Reabilitação Oral (Palma de Maiorca).

OS DENTES ANTERIORES
MARISA BOSCH ARANDA
PERMANENTES COM Dedicação exclusiva a Periodontologia

HIPOPLASIAS DO ESMALTE. e Cirurgia Oral (Palma de Maiorca).

SCO
Soluciones Clínicas en Odontología

RESUMO
INTRODUÇÃO:
A Hipoplasia do Esmalte (HE) é um defeito da dentição no qual
a quantidade de esmalte do dente é menor. Este defeito pode
ser uma pequena fossa ou protuberância ou pode estender-se à
totalidade do dente, originando um dente pequeno ou deforma-
do. A complexidade e intensidade das deformações dentárias
são fundamentais para determinar o plano de tratamento.

EXPOSIÇÃO:
Menino de 10 anos de idade vem à consulta com HE severa nos
incisivos centrais superiores permanentes. Após o exame clíni-
co, decide-se realizar restaurações de resinas compostas dire-
Prévia tas, descartando outras opções de tratamento menos invasivas
como infiltrações de resina, devido à perda de substância que
estes dentes apresentam.

DISCUSSAO:
Devido às circunstâncias de cooperação limitada colocadas
pelas crianças, consideramos oportuna a técnica de uma massa
de ceram.x universal® (Dentsply, Konstanz, Alemanha) pela sua
simplicidade e técnica versátil, para além da sua capacidade de
mimetização com o dente graças às suas propriedades ópticas.
Conseguimos assim uns resultados estéticos excelentes com a
técnica simples de uma única massa, condições que a tornam
claramente favorável para este tipo de paciente pediátrico.

CONCLUSAO:
Em casos de HE com perdas importantes de substância estão
indicadas as restaurações diretas com resinas compostas. Os
compósitos modernos ceram.x universal® (Dentsply, Konstanz,
Alemanha) oferecem a possibilidade de obter resultados estéti-
PDF DE CLIENTE CHEQUEADO POR

Final cos excelentes graças às suas características ótimas de fluores-


cência, translucidez e opalescência ao utilizar a técnica de uma
única massa.

12 • REVISTA SCO • Um enfoque rápido e estético para tratar os dentes anteriores permanentes com hipoplasias do esmalte.

DENTSPLY PORT.indb 12 24/8/16 16:02


INTRODUÇÃO
de idade e descartam-se antecedentes de traumatismo nos
dentes decíduos.
Atualmente não apresenta patologias sistémicas nem medi-
Para explicar o porquê das alterações da mineralização do
cação relevantes.
esmalte, é necessário saber a causa das mesmas.
Na exploração clínica evidenciam-se defeitos do esmalte nos
O esmalte dentário é o único tecido altamente mineralizado de
dentes 11 e 21, com perda irregular da superfície do esmalte
origem ectodérmica. Caracteriza-se por uma falta de atividade
no terço incisal, para além de apresentar uma mancha opaca
metabólica após a sua formação, o que implica que as alterações
castanha/amarela nessa zona (Fig. 1).
que ocorrem durante a fase de desenvolvimento manifestam-se
de forma permanente nos dentes erupcionados. Esta situação inicial revela que não é possível restabelecer
a estética e a função sem utilizar procedimentos restaura-
As alterações que ocorrem nas fases iniciais da amelogénese dores. Devido ao elevado grau de padrão hipoplásico do
apresentam-se como problemas quantitativos ou morfológicos caso, que é concomitante com uma perda anatómica total do
(Hipoplasia) enquanto que os problemas da fase de maturação terço incisal em ambos os centrais, propomos realizar res-
ou calcificação provocam problemas quantitativos do esmalte taurações de resina composta através da técnica de estrati-
(Hipomineralização/Hipomaturação), caracterizados por uma ficação natural com uma única massa.
mancha opaca na superfície do esmalte, de cor esbranquiçada
que pode passar ao amarelo ou castanho. O esmalte hipomine- A principal dificuldade que apresenta o nosso caso é a falta
ralizado é mais débil, mais poroso e normalmente tem menor de erupção dos incisivos laterais e caninos permanentes, de
espessura na zona afetada 1. forma que a dimensão mesio-distal é a única referência que
dispomos para devolver a anatomia que corresponde a estes
Cada vez observamos mais pacientes pediátricos na nossa clíni- dentes (Fig. 2).
ca diária que apresentam defeitos de mineralização do esmalte
Por esse motivo, previamente tomamos uma impressão e
nos primeiros molares permanentes (podendo afetar um, dois,
sobre o modelo realizamos o enceramento diagnóstico.
três ou os quatro molares), encontrando-se também associados
Seguidamente confecionamos uma chave de silicone que
aos incisivos em diferentes graus e sendo conhecido como Sín-
será muito útil para conseguir uma cópia exata da face pala-
drome de Hipomineralização Incisivo-Molar (MIH). A verdade é
tina e do bordo incisal das nossas futuras restaurações.
que atualmente não se pode falar de uma relação direta entre
ambas situações e a revisão da literatura considera a asma infan-
til como causa possível da MIH 2. MANOBRAS PRÉVIAS
ÀS RESTAURAÇÕES ESTÉTICAS:
As opções de tratamento dependem da severidade da hipopla-
sia do esmalte (HE), sendo os tratamentos conservadores os Antes da sequência operatória, selecionamos a cor de ceram.x uni-
de primeira escolha. Dentro destas opções mais conservadoras versal® (Dentsply, Konstanz, Alemanha) com provas ao vivo usan-
temos basicamente as infiltrações de resina ou as restaurações do as diferentes cores disponíveis e fotografando a cores e branco
com resinas compostas, sendo estas últimas as que têm maior e preto, e especialmente com luz polarizada (Fig. 3).
potencial para corrigir ou melhorar tanto os problemas estéticos Sem anestesiar o paciente, colocamos o isolamento total de pri-
como os funcionais 3. meiro pré-molar a primeiro pré-molar superiores e em seguida
eliminamos todo o esmalte hipomineralizado com uma broca de
diamante em chanfro com espessura de 0,10 mm e preparamos
EXPOSIÇÃO um mini-chanfro vestibular apoiado em esmalte são (Fig. 4). Final-
mente, aumentamos a retenção mecânica através do jato de areia,
Menino de 10 anos de idade que vem acompanhado à con- favorecendo deste modo a adesão (Fig. 5).
sulta pedindo uma melhoria do aspeto dos seus incisivos PROCEDIMENTO DE MANIPULAÇÃO DO CERAM.X:
centrais superiores permanentes (11 e 21). Da história médica
Aplicamos o ácido fosfórico DeTrey Conditioner® 36, (Dentsply,
destacam-se episódios repetidos de bronquiolite e pneumo-
Konstanz, Alemanha) (Fig. 6), lavamos e secamos.
nia tratados com inaladores entre os dois e os quatro anos
PDF DE CLIENTE CHEQUEADO POR

Fig. 1 Fig. 2

Um enfoque rápido e estético para tratar os dentes anteriores permanentes com hipoplasias do esmalte. • REVISTA SCO • 13

DENTSPLY PORT.indb 13 24/8/16 16:02


Fig. 3 Fig. 4

Fig. 5 Fig. 6

Fig. 7 Fig. 8

Fig. 9 Fig. 10

Aplicamos o adesivo XPBond® (Dentsply, Konstanz, Aleman- (Dentsply, Konstanz, Alemanha) de espessura fina e polimeriza-
ha) e posteriormente secamos com um brush seco e deixamos mos durante 20 segundos (Fig. 8).
repousar 20 segundos, posteriormente polimerizamos durante 10 Posteriormente, e seguindo a técnica de “estratificação natural”,
PDF DE CLIENTE CHEQUEADO POR

segundos (Fig. 7). Este tipo de adesivo leva um solvente alcoóli- colocamos duas camadas simples, criando a anatomia adequa-
co, o Terbutanol, cuja principal característica é a de facilitar o ren- da até conformar a superfície vestibular ideal de ambos os den-
dimento do adesivo uma vez que aumenta o tempo de trabalho e tes (Figs. 9, 10).
diminui a sensibilidade à técnica de forma significativa.
Finalmente realizamos a última polimerização inibindo o oxigé-
Colocamos a chave de silicone na boca e construímos as pare- nio com vaselina líquida e assim polimerizamos a camada inibida
des palatinas, utilizando uma camada de A1 ceram.x universal® de compósito (Fig. 11).

14 • REVISTA SCO • Um enfoque rápido e estético para tratar os dentes anteriores permanentes com hipoplasias do esmalte.

DENTSPLY PORT.indb 14 24/8/16 16:02


TEXTURIZACIÓN Y POLIMENTO: Finalmente realizamos a microtextura com a ajuda de una
broca de diamante friccionando manualmente a restauração
Para conseguir a macroanatomia ideal utilizamos una broca de mesial a distal (Fig. 17).
de diamante vermelha em gume de faca e vamos confor- Apresenta-se o aspecto clínico após o polimento (Fig. 18) e
mando a forma anatómica mesio-distal do dente. Os sulcos um mês depois da restauração (Fig. 19).
verticais principais e os ângulos inter-incisais são lavrados O ceram.x universal® (Dentsply, Konstanz, Alemania) pro-
com o sistema ceram.x gloss® (Dentsply, Konstanz, Alema- porciona um polimento fácil e rápido para além de um brilho
excecional e uma estética natural.
nia) (Figs. 12, 13, 14, 15, 16).
Integração facial final da restauração (Fig. 20).

Fig. 11 Fig. 12

Fig. 13 Fig. 14

Fig. 15 Fig. 16
PDF DE CLIENTE CHEQUEADO POR

Fig. 17 Fig. 18

Um enfoque rápido e estético para tratar os dentes anteriores permanentes com hipoplasias do esmalte. • REVISTA SCO • 15

DENTSPLY PORT.indb 15 24/8/16 16:02


Fig. 19 Fig. 20

DISCUSSÃO
Por outro lado, esta alternativa minimamente invasiva apre-
senta como vantagem adicional que não requer nenhum tipo
de redução da estrutura dentária (micro/macroabrasão) mas
Para melhorar a aparência das manchas de esmalte têm sido também acarreta uma menor previsibilidade de resultados. Por
propostas várias técnicas, desde a microabrasão e branquea- este motivo esta solução está completamente descartada em
mento até facetas cerâmicas ou inclusivamente coroas 3.
situações de HE avançadas com defeitos estruturais que neces-
Estamos na era dos tratamentos minimamente invasivos. Cada sitam adição de material de resina composta. Nestas situações,
vez mais, a tendência é realizar processos restauradores que a literatura reflete a controvérsia acerca do tipo de adesão que
evitam a preparação mecânica e até a abrasão do esmalte. Por conseguimos obter em esmaltes hipoplásicos.
esse motivo, na atualidade os diferentes tipos de fluorose ou
A pouca literatura que estuda a adesão em esmaltes hipomi-
hipoplasias moderadas podem ser tratados através da técnica
de infiltração de resina que previne a progressão das lesões de neralizados consiste fundamentalmente em casos clínicos de
esmalte. amelogénese imperfeita onde se descreve naturalmente a baixa
quantidade de material mineral e o aumento de conteúdo pro-
A vantagem principal deste tipo de tratamento é fechar as teico que dificulta o ataque ácido e a adesão. Alguns estudos
microporosidades do esmalte afetado através da infiltração aconselham o pré-tratamento do esmalte com hipoclorito de
de resinas de alta viscosidade fotopolimerizáveis, conseguin- sódio a 5% para remover as proteínas aderidas à hidroxiapatite.
do uma penetração rápida nos poros do esmalte. Desta forma,
Outra opção que se recomenda é a remoção de todo o esmalte
consegue-se o desaparecimento ou a diminuição da intensidade
hipomineralizado previamente ao inicio da restauração 5.
das manchas brancas opacas 4.

CONCLUSÃO
O ceram.x universal® (Densply, Konstanz, Alemanha) apresenta umas características excelentes de manipulação e modelagem, para
além de um efeito mimético superior, o que faz com que seja um material restaurador ideal em situações restauradoras pediátricas
que necessitam maior velocidade e eficácia na execução do tratamento.
A exposição deste caso demonstra que a reabilitação restauradora associada à promoção da saúde pode proporcionar uma aparên-
cia estética mais favorável para sorrir e aumentar em certa medida a autoestima do paciente.

BIBLIOGRAFIA:
1. Crombie F., Manton D. Aetiology of molar–incisor hypomineralization: a critical review. International Journal of Paediatric Dentistry 2009; 19: 73– 83. 

PDF DE CLIENTE CHEQUEADO POR

2. Weerheijm KL, Jalevik B, Alaluusua S. Molar-incisor hypomineralisation. Caries Res. 2001;35:390-1. 



3. Muñoz MA, Aranda Gordilla LA. Alternative Esthetic Management of Fluorisis and Hypoplasia Stains: Blending Effect Obtained with Resin Infiltrations Techniques. 
J
Esthet Restor Dent 2013;25:32–9. 

4. Meyer-Lueckel H, Paris S. Improved resin infiltration of natural caries lesions. J Dent Res 2008;87:1112–6. 

5. William V, Messer L, Burrow M. Molar Incisor Hypomineralization: Review Recommendations for Clinical Management. Pediatr Dent 2006; 28: 224-32.

16 • REVISTA SCO • Um enfoque rápido e estético para tratar os dentes anteriores permanentes com hipoplasias do esmalte.

DENTSPLY PORT.indb 16 24/8/16 16:03


PDF DE CLIENTE CHEQUEADO POR PUBLI CERAM X PORT.pdf 1 16/8/16 11:52

DENTSPLY PORT.indb 17 24/8/16 16:03


O NUEVO PADRÃO DE JAMES L. GUTMANN DDS
Professor Emeritus, Texas A&M University
OURO PARA INSTRUMENTOS Baylor College of Dentistry, Dallas, Texas,
USA.
ROTATÓRIOS. VIVIAN MANJARRES
Protaper Gold TM . LEVERMANN DDS

Nova Southeastern University, College of
Dental Medicine, Davie, FL, USA.

SCO
Soluciones Clínicas en Odontología

RESUMO
O sistema rotatório ProTaperTM foi líder mundial durante vários
anos devido à sua capacidade “mágica” de ampliar, conformar e
Prévia limpar os canais radiculares, superando os outros sistemas a nível
mundial. A evolução do sistema rotatório ProTaperTM alcançou o
seu máximo expoente e rendimento superior através da sua nova
adição- o instrumento ProTaperGold® (PTG), que incorpora pro-
cessos metalúrgicos e tecnológicos avançados. Este instrumento
assumiu a liderança no sistema ProTaper.

Final
PDF DE CLIENTE CHEQUEADO POR

18 • REVISTA SCO • O nuevo padrão de ouro para instrumentos rotatórios. Protaper GoldTM.

DENTSPLY PORT.indb 18 24/8/16 16:03


O sistema PTG é fabricado através de um processo patenteado No entanto, para obter um rendimento ótimo, deve ser usada com
que resulta num instrumento com aspeto dourado (Fig. 1). Este o controle de velocidade e torque recomendados (Tabela 1). Os
processo fornece maior flexibilidade (Fig. 2) e resistência à detalhes apresentados na Tabela 1 são exemplos e estão baseados
fadiga clínica relativamente ao ProTaper® Universal 1,2 e ainda nas preferências clínicas, da mesma forma que a capacidade do
tem a vantagem de ter um cabo ou asa curta de 11 mm, o que motor, motivo pelo qual podem variar.
permite um acesso mais fácil aos dentes posteriores. Galardi et
As instruções de utilização dos instrumentos PTG são as mesmas
al. comunicaram que o PTG produz menos transporte do canal,
que o clínico utilizou durante anos com o sistema ProTaper®
conservando ao mesmo tempo mais dentina e produzindo menos
Universal 5. Estes são utilizados com a técnica Crown-Down para
erros durante a utilização em molares mandibulares 3. Outras
obter melhores resultados mas, ainda assim, podem ocorrer
investigações demonstraram que a utilização do PTG resultou
variações de acordo com as características anatómicas do canal
numa menor extrusão apical de smear layer 4.
radicular. Por outro lado, a utilização ou sequência é a mesma,
independentemente do comprimento, diâmetro ou curvatura do
canal.
Graças ao processo metalúrgico avançado que se utiliza na fabrico
do PTG, os instrumentos podem curvar-se ligeiramente (Fig. 2) A chave para utilizar este sistema consiste em estabelecer uma via
mas não é preciso preocupar-se porque isto não é um defeito. ou trajetória reproduzível. Pode-se realizar inicialmente com uma
O instrumento pode voltar à sua posição original facilmente, lima K pequena que a seguir é melhorada substancialmente com
utilizando o dedo indicador e o polegar. É importante destacar a utilização do instrumento ProGliderTM. Uma vez estabelecida
que, a partir do momento em que o instrumento se encontra a trajetória, aconselha-se a utilização da S1 e S2 para definir a
no interior do canal, seguirá a anatomia do canal radicular e preparação e contorno do canal, uma vez que estas têm a
permanece centrado em todos os tratamentos (Figs. 4a, 4b). capacidade única de ser “instrumentos inteligentes” e dão forma
às porções coronal e media do canal, respetivamente. Prestando
A lima PTG deve ser sempre utilizada com uma pressão apical
bastante atenção a este procedimento, somos levados sem
mínima. Devido à melhoria na sua capacidade de corte, não
esforço à utilização dos instrumentos para finalizar o tratamento
necessita uma força excessiva para entrar apicalmente, em
de canais com êxito (F1-F5) (Fig. 1).
especial pela sua habilidade para seguir curvaturas repentinas do
canal 2.

Fig. 1 Série de instrumentos ProTaper GOLD® (PTG). Da esquerda para a direita, os três
primeiros instrumentos são os instrumentos de preparação , SX, S1 y S2. O instrumento SX
é utilizado principalmente para alargar o orifício ou para mudar a posição do orifício de
acesso ao canal em linha reta, quando for necessário. Não é utilizado de forma rotineira
PDF DE CLIENTE CHEQUEADO POR

em todos os casos. O S1 e S2 são utilizados em todos os casos. Os seguintes cinco


instrumentos são os instrumentos de finalização apical, F1, F2, F3, F4 y F5, respetivamente.
A conicidade apical dos instrumentos de terminação ou finalização, é muito importante
durante a instrumentação, conformação e limpeza dos 3-4 mm apicais do canal.

Fig. 2 Demonstração da
flexibilidade do PTG.

O nuevo padrão de ouro para instrumentos rotatórios. Protaper GoldTM. • REVISTA SCO • 19

DENTSPLY PORT.indb 19 24/8/16 16:03


Da mesma forma que com qualquer outro instrumento que seja Uma vez terminada a preparação e desinfeção do canal radicular,
utilizado nos canais, a utilização de uso único é o método mais estão disponíveis para a obturação cones de guta percha e trans-
seguro. No entanto, se se deve reutilizar o instrumento, inspe- portadores GuttaCoreTM (Fig. 5) juntamente com um dos sela-
cione-o cuidadosamente depois da utilização inicial, procurando dores ideais do canal radicular, tal como se indica numa revisão
gretas, deformações, corrosão, perda do código de cor ou marca, sistemática recente 6 (Fig. 6).
os quais são indicadores que os instrumentos já não podem cum- A metalurgia avançada do Protaper Gold® é eficiente, flexível e
prir com a sua finalidade e devem ser descartados. Independen- excelente para estabelecer um novo padrão na execução da pre-
temente, estes instrumentos não devem ser utilizados para além paração e ampliação dos canais radiculares.
das recomendações da Tabela 2.

Fig. 3a Radiografia de um primeiro molar inferior com câmara Fig. 3b Radiografia de procedimentos executados utilizando
pulpar calcificada e canais estreitos e ligeiramente curvos. o PTG e obturado através de compactação vertical de guta
percha e cimento. (Caso gentilmente cedido pelo Dr. Levine
Débora, Houston, Texas).

Fig. 4a Primeiro molar inferior com uma curvatura significativa Fig. 4b Primeiro molar superior com uma curvatura significativa
do canal, preparado com PTG. do canal preparado com PTG. Note-se como a utilização de PTG
permitiu manter a curvatura do canal.
A obturação foi estabelecida
com compactação vertical de guta percha e cimento. (Caso
gentilmente cedido perlo Dr. Levine Débora, Houston, Texas).

TABELA 1 Velocidade e Torque recomendados para PTG


PDF DE CLIENTE CHEQUEADO POR

PROTAPER GOLDTM
Tamanho da lima Velocidade [rpm] Torque [Ncm]
PROTAPER GOLD S1 & SX TM
250 - 300 5.10
PROTAPER GOLDTM S2 & F1 250 - 300 1.50
PROTAPER GOLDTM F2, F3, F4, F5 250 - 300 3.10

20 • REVISTA SCO • O nuevo padrão de ouro para instrumentos rotatórios. Protaper GoldTM.

DENTSPLY PORT.indb 20 24/8/16 16:03


TABELA 2 Utilização recomendada de PTG se se usa mais de uma vez
Instrumento de Aço Inoxidável com Instrumentos de Aço Inoxidável
Tipo de canal Instrumentos NiTi
um diâmetro de ≤ISO 015 com um diâmetro de ≥ISO 015
Canal extremamente curvo (>30o)
1 canal máximo 2 canais máximo 2 canais máximo
ou em forma de S
Moderadamente curvo
1 canal máximo 4 canais máximo 4 canais máximo
(10o a 30o)
Ligeiramente curvo (<10o) ou reto 1 canal máximo 8 canais máximo 8 canais máximo

Fig. 5a Primeiro molar superior com raízes longas e curvas, Fig. 5b Canais preparados com o PTG e obturados com
utilizado como pilar de uma ponte. compactação vertical de guta percha e cimento. (Caso
gentilmente cedido pelo Dr. Levine Débora, Houston, Texas).

Fig. 6 Para conseguir a obturação do canal preparado com PTG,


podem ser utilizados cones de guta–percha da mesma marca
e forma do instrumento ou com transportadores GuttaCore®.
O cimento AH Plus é o cimento ideal- veja a referência número
6 para obter informação atualizada acerca das características
deste produto.

BIBLIOGRAFIA:
1. Elnaghy AM, Elsaka SE. Mechanical properties of ProTaper Gold nickel-titanium rotary instruments. Int Endod J. 2015 Oct 1. doi: 10.1111/iej.12557. [Epub ahead of print] 

2. Hieawy A, Haapasalo M, Zhou H, Wang ZJ, Shen Y. Phase transformation behavior and resistance to bending and cyclic fatigue of ProTaper Gold and ProTaper Univer-
sal 
instruments. J Endod 2015 ;41(7):1134-8. 

PDF DE CLIENTE CHEQUEADO POR

3. Gagliardi J, Versiani MA, de Sousa-Neto MD, Plazas-Garzon A, Basrani B. Evaluation of the shaping characteristics of ProTaper Gold, ProTaper NEXT, and ProTaper
Uni- 
versal in curved canals. J Endod. 2015; 41(10):1718-24. 

4. Karataş E, Ersoy İ, Gündüz HA, Uygun AD, Kol E, Çakıcı F. In uence of instruments used in root canal preparation on amount of apically extruded debris. Artif Or-
gans. 
2016 Jan 27. doi: 10.1111/aor.12675. 

5. West J. Ni-Ti goes gold: “Ten clinical distinctions.” Dent Today 2015;34(4):66-71. 

6. Hergt A, Wiegand A, Hülsmann M, Rödig T. AH Plus root canal sealer - an updated literature review. ENDO (London) 2015;9:245-265.

O nuevo padrão de ouro para instrumentos rotatórios. Protaper GoldTM. • REVISTA SCO • 21

DENTSPLY PORT.indb 21 24/8/16 16:03


PUBLI PROTAPER GOLD PORT.pdf 1 16/8/16 15:56

SUST
ITUI O
A PA
RTIR DE
1 DE
MAIO

A mesma técnica vencedora


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com maior flexibilidade

© 2015 DENTSPLY International, Inc. ADPTG Rev. 2 2/16

DENTSPLY PORT.indb 22 24/8/16 16:03


TRATAMENTO ORTÓGRADO ELÍAS HARRÁN
Endodontia Exclusiva em La Coruña.

DE UMA PERFORAÇÃO Orador de cursos na Argentina e em


Espanha.

RADICULAR COM LARA HARRÁN MARENGO


EXTENSÃO APICAL DO
Consulta Privada em La Coruña.

CONE DE GUTA–PERCHA:
apresentação de um caso
clínico.
SCO
Soluciones Clínicas en Odontología

RESUMO
INTRODUÇÃO
Entre as principais causas de fracasso endodôntico podemos
citar a falta de selagem tridimensional, a contaminação do canal
radicular, a trasladação do forame apical por perfuração radi-
cular e o transporte do material de obturação para os tecidos
periapicais. Para tentar resolver este problema necessitamos
uma estratégia que permita a eliminação da obturação anterior
e a colocação de uma nova obturação que cumpra os requisi-
tos de tridimensionalidade e comportamento biológico sobre os
tecidos periapicais.

EXPOSIÇÃO:
Descreve-se o procedimento de retratamento ortógrado, a colo-
cação de MTA ProRoot para selar a perfuração apical e o con-
trole à distância.
Prévia
DISCUSSÃO:
Está demonstrado que ao eliminar as causas que originam o fra-
casso endodôntico, o organismo pode cicatrizar e normalizar
os tecidos periapicais. Neste caso, temos a agravante de uma
perfuração lateral da raiz e a extensão do material de obturação
para os tecidos periapicais. A eliminação do material sobreob-
turado pode ser realizada por via ortógrada ou retrógrada.
A estratégia de criar por via ortógrada um novo limite apical
dentro do canal radicular, juntamente com a colocação de um
material que sela em presença de humidade e que promove a
mineralização apical, como é o caso do MTA ProRoot, explica o
êxito do caso clínico apresentado.

CONCLUSÃO:
Devido ao resultado observado na clínica e radiograficamente
PDF DE CLIENTE CHEQUEADO POR

neste caso, conclui-se que retirar o material de obturação ante-


rior, criar um novo comprimento de trabalho correto e selar ade-
Final (aos 3 anos) quadamente com MTA ProRoot garantem o êxito a longo prazo.

Tratamento ortógrado de uma perforação radicular com extensão apical do cone de guta–percha. • REVISTA SCO • 23

DENTSPLY PORT.indb 23 24/8/16 16:03


INTRODUÇÃO EXPOSIÇÃO
Definir o comprimento de trabalho é fundamental para realizar Paciente do sexo feminino, de 19 de idade, que vem à consul-
a preparação cirúrgica ao mesmo tempo que respeitamos ao ta para uma revisão geral da sua cavidade oral. Na exploração
máximo a anatomia do forame apical e os tecidos periapicais. clínica, observa-se que o segundo pré-molar superior direito
No entanto, existem muitos fatores que podem modificar este (Fig. 1A, 1B) apresenta um espigão radicular e recidiva de cárie.
comprimento. Podem ser fatores prévios à preparação cirúrgica Durante a anamnese da paciente, descobrimos que o dente foi
ou fatores anatómicos, como as curvaturas radiculares, forames tratado há 3 anos e que não voltou ao seu dentista para que lhe
múltiplos ou desvio da última parte do canal principal. Outros realizara a restauração definitiva.
fatores aparecem durante a preparação cirúrgica e dentro des-
Clinicamente não apresenta sintomatologia aguda à palpação,
tes últimos pode-se destacar o caso da smear layer, o desvio
nem à percussão vertical ou horizontal.
do instrumento nos últimos 2 milímetros do canal, perfuração
apical e/ou sequência incorreta de irrigação. No observação radiográfica comprovamos que:

Durante a preparação cirúrgica, o transporte do forame apical a) no canal radicular: espigão metálico, obturação endodôntica
cria um forame artificial e, ao tentar adaptar o cone principal, no terço apical e um espaço radiolúcido entre a ponta do espi-
pode-se produzir uma sobreobturação ou extravasamento do gão e a obturação endodôntica (Fig. 1C).
material de obturação. Brownlee em 19001 e Grassman em
b) nos tecido periapicais:
19422, destacam que a guta–percha é o material ideal para
obturar o canal radicular, mas esta deve ser utilizada juntamen- 1) Aumento do espaço do ligamento periodontal, sendo
te com cimentos/seladores. Estes materiais devem selar o canal maior do lado distal da raiz, acompanhado de uma zona
tridimensionalmente desde o comprimento de trabalho até ao radiolúcida delimitada no osso maxilar por uma conden-
terço cervical. A extrusão do material só dificulta ainda mais a sação óssea (linha radio-opaca).
cicatrização do tecidos periapicais3. 2) A superfície radicular apresentava possíveis zonas de
Quando isto acontece, o tratamento ideal em endodontia é o reabsorção. Observou-se na face mesial da raiz sobreobtu-
retratamento. Nestes casos, retira-se a obturação existente, ração do cone de guta percha (Fig. 1C, 1D).
melhora-se a preparação do canal radicular, limpando, con-
formando e desinfetando perfeitamente, para posteriormente
obturar de forma tridimensional e fechar assim a comunicação
entre o sistema de canais radiculares e os tecidos periapicais4.
TRATAMENTO
Quando se produz um fracasso endodôntico, tanto desde o pon- O tratamento de primeira escolha é uma reendodontia com tra-
to de vista clínico como radiográfico, pode ser uma consequên- tamento ortógrado, realizado em vários passos:
cia da sobreobturação do material. Nestes casos, é necessário a) Eliminação da restauração anterior; b) Eliminação da obtu-
eliminar o excesso de material e substituí lo por outro que seja ração endodôntica; c) Obturação do canal radicular com colo-
biologicamente compatível com os tecidos periapicais. Por outro cação prévia de MTA.
lado, este material deve selar hermeticamente o canal dentro do
novo limite apical. Com este objetivo em vista, apresentamos o A) ELIMINAÇÃO DA RESTAURAÇÃO ANTERIOR:
seguinte caso clínico, tentando apresentar uma nova estratégia Depois de colocar anestesia infiltrativa, começamos por retirar
que, nestes casos, também ajude na cicatrização dos tecidos o espigão metálico. Em primeiro lugar, retira-se a dentina a nível
periapicais. coronal, vibramos com a ponta Start-X nº 4 (Dentsply-Maille-
fer, Ballaigues, Suíça), acionado por ultrassons no sentido anti-
horário. Em seguida, tracciona-se com uma pinça saca-parafu-
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A B C D
Fig. 1: A-B) Fotografias da coroa do segundo pré-molar superior direito. Observa-se a diminuição da altura da coroa, cárie e
espigão inter-radicular; C) Radiografia pré-operatória; D) Maior ampliação da radiografia anterior onde se observa a emergência
do cone de guta percha sobre a face mesial da raiz.

24 • REVISTA SCO • Tratamento ortógrado de uma perforação radicular com extensão apical do cone de guta–percha

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sos como se fosse um extractor: por um lado pinça o espigão da perfuração. Utilizando este novo comprimento de trabalho,
e por outro apoia-se sobre o resto radicular. Traccionamos e continuamos com limas K #45 e #50 (Dentsply-Maillefer, Ballai-
extraímos o espigão do canal. gues, Suíça)
Com a ajuda do microscópio cirúrgico a x20 (Newton-Argen-
C) OBTURAÇÃO DO CANAL RADICULAR:
tina) observa-se a superfície do espigão no qual se encontram
zonas de oxidação. Não se encontraram cáries nas paredes No novo leito apical, e com a ajuda da seringa MTA Gun (Dents-
do canal radicular, nem fraturas ou fissuras. Observam-se nos ply-Maillefer, Ballaigues, Suíça), coloca-se um tampão apical de
terços cervical e médio restos de cimento, e no terço apical o ProRoot® MTA (Dentsply, Tulsa, E.U.A.) de aproximadamente 4
início da obturação endodôntica. Os restos do terço cervical são mm (Figs. 3A, B, C). A condensação em apical é realizada com
eliminados com a ponta Start-X nº 1 (Dentsply-Maillefer, Ballai- um condensador Maillefer B-40 Plugger de ponta plana (0,40
gues, Suíça) acionado com ultrassons. A ponta é inativa e trabal- mm). Após estar terminada, introduzimos fibras de algodão
ha em sentido lateral.
embebidas em água destilada estéril no resto do canal e obtu-
ra-se provisoriamente durante 24 horas.
B) ELIMINAÇÃO DA OBTURAÇÃO ENDODÔNTICA:
A análise radiográfica demonstra a sobreobturação do cone de Posteriormente retira-se o material provisório, lava-se e seca-se
guta-percha dentro dos tecidos periapicais pelo que planifica- o canal, colocamos nas suas paredes o cimento selador AH Plus
mos a eliminação da guta-percha do interior do canal e também (Dentsply-Maillefer, Ballaigues, Suíça) e obtura-se até ao terço
o excesso. médio com guta percha injetável con Calamus (Dentsply-Maille-
Para a eliminação da guta-percha utilizam-se limas de retrata- fer, Ballaigues, Suíça) (Fig. 3D).
mento de ProTaper Universal (PTU), D2 e D3 (Dentsply-Maillefer, Finalizada a endodontia, realizamos uma selagem coronal ime-
Ballaigues, Suíça), irrigando com NaOCl a 5,25%.
diata com SDR (Dentsply, Detrey) e remitimos a paciente ao seu
Antes de iniciar a utilização das limas de retratamento, utili- dentista para a correspondente restauração protésica.
za-se uma lima K #25 (Dentsply-Maillefer) e posteriormente,
com as limas D2 e D3, elimina-se a guta-percha do terço apical D) CONTROLES POSTERIORES:
controlando sempre o comprimento de trabalho com o loca-
lizador de ápices Propex II (Dentsply-Maillefer) e radiografias Realizam-se controles posteriores a 1, 2 e 3 anos. Nestes
de controle. controles observamos uma evolução correta do caso. No
Uma vez eliminada a guta percha do canal radicular, efetuamos controle a 3 anos (Fig. 4D), comprova-se a aparente cicatrização
outra radiografia variando a direção do feixe de radiação, tanto dos tecidos periapicais, observando-se uma nova formação
no sentido mesorradial como no sentido distorradial, e observa- óssea periapical, delimitada pela raiz através de um espaço de
mos que ainda existem restos de guta percha nos tecidos peria- ligamento periodontal normal e osso alveolar trabeculado. É de
picais (Fig. 2 B, C, D). salientar que diminui a quantidade de MTA. Possivelmente, no
Com o localizador de ápices Propex II e com a radiografia peria- momento da obturação, ficou situado no limite da perfuração
pical, determina-se o novo comprimento de trabalho, a 1 mm com o tecido conjuntivo periodontal.
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A B C D
Figura 2: A) Rx com instrumento tentando impulsar a guta percha aos tecidos periapicais; B-C) B) Visão mesiorradial e C)
distorradial, para comprovar que a guta percha está fora do canal radicular (seta vermelha); D) Aumento da zona periapical da
radiografia da figura C, onde se comprova que o resto de guta percha está efetivamente fora do canal radicular

Tratamento ortógrado de uma perforação radicular com extensão apical do cone de guta–percha. • REVISTA SCO • 25

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A B C D
Figura 3: A) Radiografia que comprova a colocação gradual do ProRoot® MTA; B) Tampão apical de aproximadamente 4 mm onde
se observa sobreobturação do mesmo; C) MTA no terço apical do canal radicular; D) Guta percha injetável transportada com a
unidade de obturação Calamus (Dentsply-Maillefer).

A B C
Figura 4: A); Controle a 1 ano; B) Controle aos 2 anos; C) Controle pós operatório aos 3 anos.

DISCUSSÃO:
c) A humidade não deve afetar a sua capacidade de selagem,
deve ser fácil de utilizar e ser radio-opaco7.

O material de obturação da primeira endodontia estava fora d) Tem que induzir a formação de tecidos duros a nível do liga-
dos limites apicais do canal radicular. Isto significa que no pri- mento periodontal8.
meiro tratamento produziu-se uma perfuração radicular com a Desde o ano 19939, o material que reúne estas características
conseguinte extrusão para além dos limites clínicos recomen- é o Agregado de Trióxido Mineral (MTA).
dáveis.
Dentro das indicações clínicas nas quais se recomenda a utili-
Como não se consegue retirar a guta percha dos tecidos zação do MTA incluem-se as perfurações radiculares, como a
periapicais, foi necessário realizar um tratamento ortógrado e do caso clínico que descrevemos, e por esse motivo selecioná-
determinou-se um comprimento de trabalho a 1 mm aproxima- mos obturar o canal a nível do terço apical com ProRoot® MTA
damente da perfuração. (Dentsply Tulsa Dental, E.U.A.).
Esta situação é determinante na seleção do material de obtu- O tampão apical que aplicámos tem cerca de 4 mm de gros-
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ração, que deve satisfazer com os seguintes requisitos:


sura, que é o recomendado na literatura10. Desta forma, con-
a) Selar as vias de comunicação entre o sistema de canais radi- seguimos uma selagem hermética, menor deslocação e maior
culares e os tecidos circundantes6; resistência.

b) Não ser tóxico, nem carcinogénico; deve ser biocompatível, Provavelmente um dos inconvenientes do MTA é o tempo
não solúvel nos fluidos dos tecidos e deve ser estável dimen- excessivo de secagem. Quando se mistura o pó de MTA com
sionalmente7; água, forma-se inicialmente hidróxido de cálcio (OH) e silicato

26 • REVISTA SCO • Tratamento ortógrado de uma perforação radicular com extensão apical do cone de guta–percha

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de cálcio hidratado e finalmente transforma-se num gel pobre- 2) Graças ao pH alcalino elevado, tem propriedades antibac-
mente cristalizado e sólido poroso11. O cálcio precipitado pro- terianas14.
duz o CH, que é a causa da alta alcalinidade do MTA posterior
3) Modula a produção de citoquinas15.
à sua hidratação12.
4) Estimula a diferenciação e migração de tecido duro produzi-
Todos os cimentos de Portland necessitam humidade para endure-
do pelas células16.
cer. Por esse motivo, mantém-se o MTA húmido desde a superfície
apical através dos fluidos tissulares, e desde o interior do canal 5) Na superfície do MTA forma-se hidroxiapatite que propor-
radicular graças à colocação de fibras de algodão embebidas em ciona uma selagem biológica17.
água destilada estéril. De acordo com as indicações do fabricante,
Vários autores têm relatado tratamentos de perfurações radi-
nestas situações o ProRoot demora a endurecer cerca de 4 horas.
culares laterais ou apicais finalizados com êxito graças à utili-
No caso clínico apresentado deixámos atuar a humidade durante
zação de MTA18.
24 horas, antes de levar a cabo a obturação do canal radicular.
Os resultados apresentados neste caso clínico coincidem com
Está demonstrado que a partir do momento em que o MTA
a bibliografia, destacando a importância da selagem coronal
entra em contacto com os tecidos humanos, se produzem as
pós endodontia e a restauração imediata, que não só devolve ao
seguintes reações:
dente a sua função, mas também garante o êxito endodôntico a
1) Pela forma em que o CH liberta iões de cálcio, estes atuariam médio e longo prazo ao impedir a infiltração bacteriana.
na união celular e nas suas proliferações13;

CONCLUSÃO
Quando não é possível a eliminação total da guta percha dos tecidos periapicais e existe uma perfuração a nível apical, é necessário
usar um material que faça a selagem tridimensional e que seja aceite biologicamente pelo organismo. Neste caso, a realização de
uma terapêutica cuidadosa e a colocação de ProRoot MTA como material de selagem garantem o êxito do tratamento.

BIBLIOGRAFIA:
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5. Spangberg LS. HaapasaloM Rational and efficacy of root canal medicaments and root filling materials with emphasis on treatment outcomes. Endod Tpics 2 2002:35-58.

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8. Moretton TR, CE Brown, JJ Legan, Kafrawy AH. Reacciones del tejido subcutáneo después de la implantación intraósea del agregado trióxido mineral y cemento 
etoxi-
benzoico. J Biomed Mater Res 2000; 52:528-533. 

9. Torabinejad M, Watson TF, Pitt Ford TR. Sellado capacidad de un agregado de trióxido mineral cuando se utiliza como un extremo de la raíz material de relleno. J En-
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11. Camilleri J. Hydratation mechanisms of mineral trioxide aggregate. Int Endod J. 2007; 40(6):462-70. 

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PDF DE CLIENTE CHEQUEADO POR

15. Abdullah D, Ford TR, Papaioannou S, Nicholson J, McDonald F. Biomaterials 2002; 23(19):4001-10. 

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Tratamento ortógrado de uma perforação radicular com extensão apical do cone de guta–percha. • REVISTA SCO • 27

DENTSPLY PORT.indb 27 24/8/16 16:03


RESTODONTICS: MARCO MARTINOGNI
Pratica privada em Roma/Itália. Fundador
A abordagem da academia Italiana de Medicina Dentária
microscópica.
endorrestauradora total

SCO
Soluciones Clínicas en Odontología

RESUMO
A Restodontics é uma nova forma de olhar para os dentes trata-
dos por endodontia de um modo único em que o respeito pela
estrutura do dente residual é um dos principais objetivos.

O propósito é tentar combinar os objetivos de restauro do trata-


Prévia mento com os princípios endodônticos, desenvolvendo aborda-
gens simples para todas as diferentes situações clínicas.

Numa abordagem moderna da Restodontics, é dada especial


atenção ao fluxo de trabalho; de facto, cada novo passo desti-
na-se a não ser somente compatível com o anterior, mas sim a
sua consequência natural.

O sucesso da Restodontics requer o correto conhecimento das


ferramentas endodônticas, assim como uma compreensão pro-
funda dos materiais e procedimentos associados aos protocolos
de fixação.

Final

28 • REVISTA SCO • Restodontics: a abordagem endorrestauradora total.

MARCO MARTINOGNI PORT.indd 28 24/8/16 17:13


IINTRODUÇÃO
máximo de guta-percha aquecida com o mínimo de selante;
este procedimento é simples e rápido se o estreitamento for
contínuo e controlado; a obturação deverá também deixar
Atualmente, a endodontia é capaz de oferecer tratamentos para trás o montante certo de canal vazio que precisa de ser
rápidos e, simultaneamente, bem sucedidos. restaurado (Figs. 2, 3).
As lixas modernas oferecem segurança e desempenho, indepen- A condensação vertical utilizando um cone principal de
dentemente do facto de a lixa escolhida ser rotativa ou recíproca. guta-percha e um sistema combinado de condensação-aqueci-
As lixas endodônticas modernas podem contar com novos mento irá resultar em todos os casos, mas será sobretudo acon-
designs e ligas de melhor desempenho que são mais flexíveis e selhada em todos os casos em que seja solicitado que se deixe
permitem reduzir a quantidade de dentina removida, oferecen- uma base profunda a ser restaurada com um pino de fibra de
do em simultâneo canais mais bem afunilados. O tratamento vidro ou semelhante.
térmico pós-polimento oferece à liga novas propriedades como Esta técnica pode oferecer um maior controlo na obturação e,
a perda da memória de forma que resulta em lixas mais conser- ao mesmo tempo, será mais simples remover a guta-percha do
vadoras, mais resistentes à fratura e mais fáceis de utilizar. canal obturado no final, deixando para trás um canal mais lim-
A desinfeção é mais bem otimizada graças à utilização de po.
pequenas agulhas e melhorada pela aplicação de poder sónico A utilização dos modernos cones de guta-percha moldados por
de forma a aumentar a circulação de líquidos para a obtenção injeção simplifica o procedimento de colocação do cone, pois
de irrigação tridimensional (Fig 1). os cones correspondem exatamente ao tamanho do instrumen-
A técnica de obturação torna-se uma escolha importante na to em termos de afunilamento e dimensões (Fig. 4).
Restodontics: é aconselhável escolher a técnica de acordo com A obturação por condutor (carrier) tornou-se muito eficiente
o método restaurador após o tratamento endodôntico. e popular nos últimos anos. Antigamente o condutor era feito
Ao obturar os sistemas de canal o objetivo é encher tridi- de aço, depois o aço foi substituído por plástico e, finalmente,
mensionalmente o espaço residual utilizando o montante hoje em dia o condutor é feito de GuttaCore ou GuttaPink, um
tipo de guta-percha não térmico cruzado com o revestimento

Fig. 1

Fig. 3
PDF DE CLIENTE CHEQUEADO POR

Fig. 2

Fig. 4

Restodontics: a abordagem endorrestauradora total. • REVISTA SCO • 29

DENTSPLY PORT.indb 29 24/8/16 16:03


Fig.5 Fig. 6

estável e duradoura.

A utilização de uma fixação universal é chave para o suces-


so de uma fixação após tratamento endodôntico: Prime &
Bond Active é a resposta para a simplificação dos procedi-
mentos de fixação sem redução do desempenho. Devido à
sua nova composição química, aos decapantes suaves e ao
novo solvente baseado em isopropanol, pode ser utilizado na
modalidade de autotratamento químico, na modalidade de
tratamento químico seletivo ou na modalidade de tratamento
químico total com uma técnica de tratamento químico total
quando for considerado necessário com resultados semel-
Fig. 7 Fig. 8 hantes (Fig. 8).

de guta-percha que aquece e derrete quando aquecido (Fig. 5). Pode igualmente ser utilizado como fixação, com materiais quí-
micos ou de dupla cura, além do Self Cure Activator que irá per-
A obturação de GuttaCore é rápida e fiável, e na presença de mitir a cura química da fixação e a compatibilidade ideal com
um canal bem afunilado oferece a hipótese de encher tridimen- o compósito.
sionalmente o espaço residual com guta-percha derretida em
todo o canal em segundos; do ponto de vista da Restodontics, Os pinos de fibra são bastante indicados para manter a estabi-
será a escolha sugerida em todos os dentes em que se pretenda lidade do restauro de coroa. Também proporcionam uma boa
colocar um pino ou em todos os casos em que não seja neces- estética e uma boa transferência de carga para o dente.
sário aprofundar o restauro após o tratamento endodôntico Os dentes com maiores probabilidades de receber um pino são
dos canais (Fig. 6). os dentes de raiz individual que requerem uma coroa ou cober-
O selante endodôntico desempenha um papel crucial na Res- tura total e que perderam mais do que uma parede de estrutura
todontics porque o cimento deverá não só ser pouco irrigante do dente (Fig. 9).
ou nada irrigante e adequado a obturação tridimensional, mas O pino deve ser adaptado ao espaço residual deixado pelo tra-
também compatível com o sistema de fixação após o tratamen- tamento de endodontia e não o contrário.
to endodôntico.
Será necessário planear o restauro no momento do acesso
Os selantes baseados em epóxi, tais como AH+ ou Top Seal, e moldagem, de forma a terminar com o tamanho certo de
demonstraram ter um bom desempenho em endodontia, e espaço vazio a ser fixado e restaurado sem novas remoções de
depois de terminada a obturação podem ser removidos, mesmo dentes e posterior enfraquecimento da dentina residual.
que ainda estejam a secar, com um limpador químico, o AH+. A
utilização do limpador irá oferecer a hipótese de fixação à den- O pino de fibra é considerado o núcleo do pino compósito que
tina limpa sem ser necessário perfurar ainda mais a dentina. será desenvolvido utilizando um núcleo duplo, como o CoreX
Flow, de forma a assegurar que o compósito irá proceder à cura
A introdução do ProRoot ES torna a ligação entre a endodontia e
em todo o espaço do pino (Fig. 10).
o restauro ainda mais previsível e simplificada. O ProRoot ES é um
novo selante baseado em tecnologia MTA: oferece propriedades De forma a ter uma adaptação e fixação ideal entre o pino e
de manuseamento ideais associadas a um dos mais comprovados o CoreX Flow, será suficiente limpar o pino com etanol para
materiais em termos de biocompatibilidade, contudo o ProRoot ES remover a gordura ou resíduos, e pintá-lo com o Prime & Bond
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é solúvel em água, pelo que pode ser removido no final da obtu- Universal misturado com o SCA. O pino revestido será intro-
ração, mesmo sem estar seco, com um simples spray de água e duzido no canal depois de espremer algum CoreX Flow para o
uma microescova de forma a avançar para um restauro imediato interior do espaço do pino utilizando a cânula de automistura
após tratamento endodôntico sempre que possível (Fig. 7). com a extremidade.

A fixação do restauro após tratamento endodôntico é um pro- Para canais ovais ou irregulares, poderá ser utilizado mais do
cedimento necessário para conseguir uma estrutura de coroa que um canal para reduzir o tamanho do compósito e aumentar

30 • REVISTA SCO • Restodontics: a abordagem endorrestauradora total.

DENTSPLY PORT.indb 30 24/8/16 16:03


o montante de fibras. cura, com autonivelamento e autoposicionamento. É forneci-
do em cômpulas com uma pequena extremidade metálica que
Em todos os casos em que o dente esteja bem mantido ou em
será colocada no fundo, na base do pino, de forma a evitar a
que falte apenas uma parede, e haja suficiente estrutura do
inclusão de bolhas ao realizar o restauro.
dente, o uso de um pino não é obrigatório desde que o res-
tauro após o tratamento endodôntico seja feito recorrendo a Clinicamente após a fixação com o Prime&Bond Active no
SDR como enchimento em massa (Fig. 11) espaço do pino, neste caso sem a necessidade de SCA e por-
tanto cura ligeira, a cânula de SDR é posicionada na parte
O SDR sem um pino será então realizado em todos os dentes inferior da base do pino e até 4 mm de incrementos de mate-
que podem necessitar de um restauro direto e também, geral- rial é espremido e curado por 20 segundos a cada incremento
mente, em molares devido ao facto de a anatomia residual da até que o tratamento endodôntico seja completamente ter-
cavidade de acesso nesses dentes facultar retenção e resis- minado.
tência suficiente em relação ao montante de compósito sem
ser necessário aprofundar o restauro nos canais acima de um O restauro SDR requer um revestimento com material de res-
ou dois milímetros no interior dos orifícios (Figs. 12 - 17). tauro: é compatível com todos os compósitos à base de meta-
crilato, irá suportar o restauro final quer se faça um compósito
O SDR é um compósito de enchimento em massa destinado a direto, ou se for necessária uma sobreposição indireta ou uma
ser utilizado em restauros de cavidades de grandes dimensões. coroa. O restauro final, independentemente do tipo, deve ser
É de uma cor universal de cura ligeira que pode ser curado em fixado ao dente e à estrutura SDR de forma a otimizar a esta-
incrementos de até 4 mm e que devido às novas proprieda- bilidade a longo prazo com o Prime&Bond Active.
des químicas apresenta um encolhimento mínimo depois da

Fig. 12

Fig. 9

Fig. 13
Fig. 10
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Fig. 11 Fig. 14

Restodontics: a abordagem endorrestauradora total. • REVISTA SCO • 31

MARCO MARTINOGNI PORT.indd 31 24/8/16 18:55


Fig. 15

Fig. 16

Fig. 17

CONCLUSÃO
A Restodontics é uma abordagem simplificada ao dente tratado endodonticamente em que o respeito pelo dente é crucial. É obriga-
tório conceber o plano de restauro anteriormente ao tratamento endodôntico de forma a desenvolver o montante certo de espaço no
interior do dente de forma a simplificar o tratamento e permitir um restauro apropriado.
A fixação imediata após o tratamento endodôntico irá oferecer várias vantagens, como a ausência de fugas, resistência a forças e
utilização imediata do dente restaurado.
A fixação universal como Prime&Bond Active parece ser a escolha mais versátil de fixação atualmente.
Ao utilizar um pino de fibra, deve considerar-se um suporte nuclear para o pino compósito feito de um material de acumulação de
compósito de dupla cura.
Geralmente, dentes e molares bem mantidos não irão necessitar de um pino de fibra e serão restaurados utilizando apenas SDR após
fixação com Active.
O restauro final tem de cobrir e proteger o restauro após o tratamento endodôntico e deve ser fixado: de acordo com o plano de tra-
tamento, pode incluir um restauro direto, assim como uma sobreposição indireta ou uma coroa.

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PDF DE CLIENTE CHEQUEADO POR

Wang ZJ, Shen Y. J Endod. 2015 jul;41(7):1134-8. doi: 10.1016/j.joen.2015.02.030. Epub 2015 abr 1
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32 • REVISTA SCO • Restodontics: a abordagem endorrestauradora total.

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PERIAPICAIS: Madrid desde 1997.

Previsibilidade da endodontia
atual na cicatrização deste
tipo de lesões

SCO
Soluciones Clínicas en Odontología

RESUMO
As lesões radiolúcidas periapicais são, na sua maioria, devidas
a processos infecciosos a nível dos canais radiculares do dente
e supõem um problema grave, uma vez que produzem a des-
truição de osso na zona periapical e podem chegar a compro-
meter a permanência do dente na boca.

Prévia O objetivo do tratamento de canais radiculares (endodontia)


consiste em eliminar as bactérias presentes no interior do siste-
ma de canais e em preencher esse espaço, de forma a que não
se possam desenvolver novas bactérias, permitindo ao organis-
mo a regeneração completa dos tecidos periapicais.

A evolução nos últimos anos dos materiais e técnicas utilizadas


em endodontia permitiu aumentar a previsibilidade destes tra-
tamentos.

São apresentados dois casos clínicos de tratamentos de canais


em dentes com grandes lesões radiolúcidas periapicais, para
mostrar como a endodontia é a forma mais previsível, econó-
mica e eficaz de recuperar o osso perdido como consequência
deste tipo de lesões.

Final (Control radiográfico a 8 meses)


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34 • REVISTA SCO • Manejo de grandes lesões radiolúcidas periapicais.

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INTRODUÇÃO
se produz a reparação dos tecidos periapicais e avaliar, caso seja
oportuno, a necessidade de realizar outros tratamentos tais como
cirurgia periapical, uma vez que em alguns casos, pode tratar-se de
As lesões periapicais radiolúcidas são a consequência da exis- quistos verdadeiros com cristais de colesterol no seu interior, e que
tência de restos necróticos no interior do sistema de canais radi- não se resolvem com o tratamento endodôntico convencional 3.
culares.
Se estas lesões aparecem em dentes sem tratamento prévio de EXPOSIÇÃO CLÍNICA
canais, deveria ser possível identificar a causa que permitiu a con-
CASO 1
taminação bacteriana da polpa, geralmente cáries ou obturações
profundas, ou então traumatismos agudos ou crónicos, que com- Paciente do sexo feminino de 45 anos de idade, sem antecedentes
prometem a vascularização do dente e terminam produzindo a médicos relevantes, que vem à consulta remitida pelo seu dentis-
necrose do tecido pulpar. ta generalista por apresentar um abcesso no fundo de vestíbulo a
nível do 3.6 desde há 5 dias. Iniciou tratamento antibiótico (amoxi-
Este tipo de lesões podem desenvolver-se durante muito tempo
cilina com ácido clavulânico 500 mg/125 mg cada 8 horas), e no
sem produzir nenhum tipo de sintomatologia, pelo que podem ir
momento atual não refere dor espontânea nem à mastigação.
evoluindo e destruindo osso a nível periapical.
À exploração, apresenta profundidade de sondagem superior a
Ao rever a literatura científica relativamente ao prognóstico em
6 mm a nível da furca vestibular, percussão negativa e não respon-
endodontia, vemos uma tendência clara no aumento das percen- de às provas de vitalidade com o spray frio, ao contrário dos dentes
tagens de êxito referidas pelos diversos autores com o passar adjacentes e contra laterais.
dos anos. Isto é devido aos avanços técnicos importantes que
se foram desenvolvendo relativos ao diagnóstico, limpeza, con- Na radiografia periapical (Fig. 1) pode ser observada uma obtu-
formação e obturação do sistema de canais, bem como à utili- ração de amálgama oclusal próxima à polpa do 3.6, alargamento
zação crescente dos sistemas de magnificação e que permitem ligeiro do espaço do ligamento periodontal e radiolucidez periapi-
alcançar os objetivos do tratamentos conservando cada vez mais cal que se estende até à furca.
a estrutura dentária remanescente 1. Diagnostica-se necrose pulpar com periodontite apical crónica no
As percentagens de êxito dos tratamentos de canais radiculares 3.6 e, por esse motivo, propõe-se à paciente realizar tratamento de
realizados em dentes com lesões radiolúcidas periapicais, são canais, avisando-a da necessidade de realizar controles posteriores
inferiores relativamente aos casos em que não há presença de para observar a evolução dos tecido perirradiculares.
lesão prévia 2. Isto é devido a três fatores: Após anestesiar a paciente com técnica troncular com lidocaína a
• Maior presencia de bactérias no sistema de canais; 2% com epinefrina 1:80.000 (Xilonibsa®, Inibsa, Barcelona, Espanha)
e colocar o isolamento absoluto do campo operatório com dique
• Possibilidade de alteração da anatomia apical (reabsorção de borracha, elimina-se completamente a obturação de amálgama
radicular externa) como consequência da lesão; de prata e constata-se a presença de restos de uma base cavitária
• Possibilidade de tratar-se de uma lesão consolidada (quisto antiga, com infiltração bacteriana debaixo desta.
verdadeiro). Uma vez completado o acesso à câmara pulpar, regularizam-se as
Para diagnosticar corretamente estas lesões, é imprescindível dis- paredes da cavidade com uma broca Endo-Z (Dentsply Maillefer,
por de uma radiografia periapical pré-operatória realizada corre- Ballaigues, Suíça) e localizam-se os quatro canais radiculares. Final-
tamente, bem como realizar provas de vitalidade pulpar que per- mente, sob magnificação com microscópio operatório Kaps (Asslar,
mitam identificar o dente com necrose pulpar causador da lesão. Alemanha), eliminam-se os restos pulpares calcificados da entrada
Também é fundamental explicar aos pacientes com lesões radiolú- dos canais e percorrem-se os istmos mesial e distal utilizando uma
ponta Start X nº 3 (Dentsply Maillefer, Ballaigues, Suíça) num apa-
cidas periapicais a importância de vir às consultas de controle pos-
relho de ultrassons Satelec Newtron (Acteon, Merignac, França) em
teriores à realização do tratamento de canais, para verificar que
potência 10.

Após colocar na câmara pulpar gel lubrificante de EDTA, per-


meabilizam se os canais com uma lima K Colorinox #10 (Dentsply
Maillefer, Ballaigues, Suíça) e determina-se o comprimento de tra-
balho com um localizador electrónico de ápices. Para a confor-
mação dos canais utilizam se limas Pathfile #13, 16 e 19, seguidas
de ProTaper Next X1 e X2 (Dentsply Maillefer, Ballaigues, Suíça),
irrigando abundantemente com hipoclorito de sódio a 5,5% entre
cada lima.

Uma vez comprovado o calibre apical das preparações, realiza-se


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Fig. 1: Radiografia pré-operatória


na qual se observa lesão
radiolúcida periapical no 3.6 com
afetação da furca.

Manejo de grandes lesões radiolúcidas periapicais. • REVISTA SCO • 35

DENTSPLY PORT.indb 35 24/8/16 16:03


Fig. 2: Conometria radiográfica. Fig. 3: Radiografia final. Fig. 4: Controle radiográfico aos 8 meses,
em que se observa uma melhoria nítida da
lesão periapical, bem como resolução da
a conometria radiográfica (Fig. 2) e ativam-se as soluções de irri- lesão da furca.
gação (hipoclorito a 5,5% e EDTA liquido a 17%) com uma ponta
de ultrassons Irrisafe (Satelec Acteon, Merignac, França), durante uma proeminência na cortical vestibular. Por esse motivo foi reco-
20 segundos por canal para melhorar a desinfeção. Secam-se os mendada a extração dos dois dentes e a colocação de dois implan-
canais e obturam-se com condensação vertical com guta–percha tes posteriores à regeneração do defeito.
e cimento selador AH Plus (Dentsply Maillefer, Ballaigues, Suíça)
Durante a exploração, observa-se a presença de uma fístula a nível
(Fig. 3).
palatino entre o 1.1 e o 1.2 sem queixas à percussão e a radiogra-
Às 4 semanas, a paciente volta ao consultório para revisão, tendo fia periapical mostra uma lesão radiolúcida de grandes dimensões
permanecido clinicamente assintomática. Durante a exploração, que abarca os ápices do 1.1 e 1.2 (Fig. 5). A vitalidade do 1.2 é nega-
observa-se que a sondagem a nível da furca reduziu-se a 4 mm, tiva e o 1.1 e 1.3 respondem ao frio de forma normal. Explica-se à
pelo que se remete a paciente ao seu dentista para obturar a cavi- paciente que a causa da lesão é a necrose pulpar apresentada pelo
dade de acesso e marca-se consulta de controle para dentro de 1.2, pelo que o primeiro passo seria realizar o tratamento endo-
6 meses. dôntico deste dente, sendo necessários controles posteriores para
comprovar a evolução da lesão, bem como a vitalidade pulpar do
A paciente retorna aos 8 meses sem ter tido moléstias. A son- 1.1. Não se descarta o tratamento endodôntico desta peça den-
dagem da furca é menor de 3 mm. Na Fig. 4 vemos o controle tária caso deixe de estar vital, nem a realização de uma microci-
radiográfico no qual se aprecia uma melhoria nítida da imagem rurgia periapical, se ao eliminar a causa que produziu a lesão não
radiolúcida periapical relativamente ao inicio do tratamento, bem se observar a resolução da mesma. A paciente deseja manter ao
como a regeneração completa dos tecido periodontais a nível da máximo os seus dentes, pelo que aceita realizar o tratamento.
furca.
A sistemática do tratamento de canais é idêntica à do caso 1, com a
CASO 2 diferença que foram necessárias várias sessões para a sua conclusão
Paciente do sexo feminino de 29 anos de idade, sem antecedentes porque após a abertura começou a drenar um exsudado seroso que
médicos relevantes, que vem à consulta para pedir uma segunda se manteve durante toda a sessão. Na semana seguinte realizou-se a
opinião, uma vez que lhe vão colocar um implante a nível do 2.5 e, instrumentação com ProTaper Universal até à F2 (Dentsply Maillefer,
na exploração tomográfica realizada para a sua planificação, foi Ballaigues, Suíça) mas não foi possível secar o canal e por esse moti-
observada uma lesão radiolúcida entre o 1.2 e o 1.1 que provoca vo colocou-se hidróxido de cálcio no seu interior e prescreveu-se
amoxicilina com ácido clavulânico (2 comprimidos de 1000/62,5 mg
cada 12 horas durante 7 dias). Na terceira consulta, eliminou-se o
hidróxido de cálcio irrigando com EDTA liquido a 17% com ativação
ultrassónica. Após a irrigação final com hipoclorito de sódio a 5,5%,
secou-se o canal com cones de papel. A obturação foi realizada com
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Fig. 5: Radiografia pré-


operatória com guta–percha
introduzida através da fístula
palatina. Observa-se lesão
radiolúcida periapical que
engloba os ápices de 1.1 e 1.2. Fig. 6: Condutometria. Fig. 7: Conometria. Fig. 8: Radiografia final.

36 • REVISTA SCO • Manejo de grandes lesões radiolúcidas periapicais.

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Fig. 10: Controle
Fig. 9: Controle radiográfico aos 3 anos.
radiográfico aos seis Observa-se a resolução
meses do tratamento. completa da lesão.

condensação vertical com guta–percha e cimento selador AH Plus Um estudo de Doyle comparou 196 dentes endodonciados com
(Dentsply Maillefer, Ballaigues, Suíça). As Figs. 6 a 8 mostram as 196 implantes durante um período de 9 anos e encontrou-se
diferentes fases do tratamento de canais. exatamente a mesma percentagem de fracassos (6,1%) em
ambos os grupos 6.
Na revisão feita ao mês, comprova-se o desaparecimento da fístula
palatina e também que o 1.1 mantém a sua vitalidade pulpar. Salehrabi e Rotstein realizaram o seguimento de quase um mil-
hão e meio de dentes endodonciados durante um período de
Aos seis meses realiza-se o controle e a paciente mantém-se assin-
8 anos, encontrando uma permanência em boca em 97% dos
tomática. Na radiografia periapical (Fig. 9) observa-se uma ligeira
casos. Ao analisar os 3% de dentes que tiveram que ser extraí-
melhoria no aspecto radiográfico da lesão e programa-se outra con-
dos observaram que 85% eram dentes posteriores que tinham
sulta de controle aos seis meses.
sido restaurados sem recobrimento de cúspides 7.
A paciente não vem ao consultório até passados três anos, por outro
Perante uma lesão radiolúcida periapical, existe a possibilidade
problema relacionado com um molar inferior. Ao ser perguntada
que se trate de um quisto que necessita tratamento cirúrgico
pelo incisivo superior, afirma não ter notado nenhuma moléstia em
para a sua eliminação, se bem que Nair afirma que só 15% destas
todo esse tempo. Na radiografia de controle (Fig. 10) pode ver-se a
situações são quistos verdadeiros, pelo que a grande maioria
resolução completa da lesão pré-existente.
pode ser solucionada com um tratamento de canais convencio-
nal 8.

DISCUSSÃO Sendo assim, os tratamentos de canais em dentes com gran-


des lesões radiolúcidas periapicais supõem um desafio para o
Atualmente, os tratamentos de canais são procedimentos são clínico, no qual deve utilizar os melhores meios para conseguir
altamente previsíveis com percentagens de êxito similares aos atingir os objetivos propostos. Os controles serão a prova que
dos implantes 4,5. permite confirmar que o esforço valeu a pena.

CONCLUSÃO
Perante uma lesão radiolúcida a nível periapical, o tratamento de canais do dente necrótico causador da lesão deve ser sempre a
primeira opção terapêutica.
Os avanços produzidos no campo da Endodontia nos últimos anos, fazem com que seja uma técnica altamente previsível.
É importante explicar ao paciente a necessidade de realizar controles posteriores para comprovar que se produz a reparação dos
tecidos que rodeiam o dente.

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Manejo de grandes lesões radiolúcidas periapicais. • REVISTA SCO • 37

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REGENERAÇÃO ÓSSEA SANTI CARRERAS FIGOLS
Diretor da Clínica Dental Santi Carreras.

GUIADA PARA AUMENTO Coordenador Cursos Cirurgia Avançada


Santi Carreras Formación.

HORIZONTAL SOBRE MARTA PARADÍS VIVES


Médica-Dentista. Especialista em Medicina
IMPLANTES. y Cirurgia Oral.

A propósito de dois casos


clínicos.

SCO
Soluciones Clínicas en Odontología

RESUMO
A colocação de implantes em posições guiadas pela prótese em
zonas com déficit de volume ósseo acarreta em muitos casos
a necessidade de utilizar técnicas regenerativas para assegurar
o êxito do tratamento. Os defeitos ósseos podem ser tratados
mediantes várias técnicas, como a regeneração óssea guiada
(ROG), split crest, enxertos em bloco, etc.

Neste artigo apresentamos 2 casos com perda de dentes uni-


Prévia tários no sector estético anterior. Em ambos os casos existe um
déficit de tecido ósseo a nível horizontal e, consequentemente,
a colocação dos implantes origina defeitos ósseos que podem
ser definidos como deiscências tipo I e tipo II respectivamente,
segundo a classificação dos Drs. Tinti e Parma-Benfenatti 1. Nes-
tes casos optou-se pela utilização de técnicas de ROG simultâ-
neas à colocação dos implantes 2. A técnica escolhida prevê a
utilização de membranas de reabsorção lenta fixadas com pinos
de fixação combinadas com enxertos de chips de osso autólogo
misturado com material de enxerto procedente de algas marin-
has 3. Adicionalmente, realizam-se técnicas mucogengivais para
melhorar o volume e a qualidade dos tecidos moles circundan-
tes com o objetivo final de otimizar a estética e a manutenção a
longo prazo dos tratamentos implantosuportados 4.

Final
PDF DE CLIENTE CHEQUEADO POR

38 • REVISTA SCO • Regeneração óssea guiada para aumento horizontal sobre implantes.

DENTSPLY PORT.indb 38 24/8/16 16:03


INTRODUÇÃO
Após a exploração radiográfica por CBCT e planeamento 3D
do tratamento, avaliamos o defeito horizontal residual pós-ex-
tração e prevemos que devemos tratar uma deiscência tipo I.
A Regeneração Óssea Guiada (ROG) é uma técnica cirúrgica desti- Isto quer dizer que ao colocar o implante na posição guiada
nada à criação de novo osso. Posiciona-se uma membrana barreira proteticamente pela férula cirúrgica, a parte mais coronal do
de forma a criar o espaço necessário para a regeneração do novo corpo do implante ficará exposta devido ao defeito vestibular
tecido e para favorecer a colonização do coágulo por parte das mas ainda assim dentro da crista óssea maxilar 1.
células progenitoras ósseas, ao mesmo tempo que impede a parti-
cipação de células dos tecidos conjuntivo e epitelial. Descrição da técnica:
O manuseamento correto dos tecido moles, a passivização dos retal- Incisão:
hos e técnicas de sutura sem tensão e totalmente oclusivas permitem Devemos obter um retalho amplo de espessura total que nos
manter o coágulo estável e protegido do ambiente endo-oral 5,6,7. permite cobrir e proteger o enxerto, a membrana e o coágulo.
Para esse fim efetuamos uma incisão precisa no ângulo ves-
tibular e incisões de descarga perpendiculares à crista óssea
EXPOSIÇÃO afastadas pelo menos um dente por mesial e distal da zona a
tratar, preservando as papilas na sua base (hockey stick) e com
um bisel externo amplo. Estas descargas devem ultrapassar a
CASO 1: linha mucogengival em pelo menos 4 mm.
Paciente do sexo masculino de 74 de idade apresenta ausência Colocação do implante:
do incisivo lateral superior direito que foi perdido meses antes
Seguidamente prepara-se o leito cirúrgico do implante seguin-
devido a uma fratura radicular vertical.
do a férula cirúrgica e coloca-se o mesmo na posição pré-de-
Na exploração intra-oral aprecia-se uma concavidade vestibu- terminada proteticamente pelo nosso plano de tratamento
lar na zona do dente ausente, bem como um déficit de gengi- (ASTRA TECH Implant System). Tal como tínhamos previsto,
va queratinizada e deslocamento em direção coronal da linha várias espiras do implante ficaram expostas na deiscência da
mucogengival (Fig. 1) parede óssea vestibular (Fig. 2).
Preparação do material de enxerto:
Com um raspador ósseo (Safescraper) efetuamos a recolha de
chips ou lascas de osso da zona exposta pelo retalho. Mistura-
mos esse osso autólogo numa proporção de 1:1 com o material
de regeneração óssea SYMBIOS Biphasic Bone Graft Material
(BGM3). É um material de formação óssea inorgânico, granular
e reabsorvível de origem vegetal derivado da alga marinha ver-
melha, composto por 20% de hidroxiapatite e 80% de fosfato tri-
cálcico β. Devido ao seu elevado conteúdo de fosfato tricálcico,
reabsorve-se muito mais rapidamente que a hidroxiapatite pura.
A mistura de osso autólogo com este material permite-nos obter
um enxerto que é ao mesmo tempo osteocondutor e osteoindu-
tor. Preparam-se umas microperfurações na cortical para ace-
Fig. 1. Ausência do incisivo lateral superior direito por causa der à medular e por onde podem passar as células osteopro-
traumática. genitoras.
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Fig.2. Defeito ósseo após a colocação proteticamente guiada do Fig.3. Enxerto misto de osso autólogo e material bifásico de
implante. regeneração óssea.

Regeneração óssea guiada para aumento horizontal sobre implantes. • REVISTA SCO • 39

DENTSPLY PORT.indb 39 24/8/16 16:03


Fig.4. Fixação da membrana com pinos de fixação. Fig. 5. Aspeto do osso regenerado na segunda cirurgia.

Fig. 6. Cirurgia mucogengival para aumento do tecido Fig. 7. Aspeto dos tecidos após retirar a sutura, pode-se
queratinizado na zona vestibular do implante. observar o aumento de volume.

Estabilização da membrana: Colocação do enxerto:

Seguidamente coloca-se sob a membrana o material de enxerto


Utilizamos uma membrana de reabsorção lenta (SYMBIOS Colla- (Fig. 3) e cobre-se cuidadosamente com a mesma (Fig. 4). A fixação
gen Membrane SR), proveniente de tendão de Aquiles bovino pode ser terminada com um ou vários pinos de fixação por palatino.
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e que se recorta com a medida adequada de forma a cobrir o


material de regeneração e ultrapassando-o ligeiramente. Ao Sutura:
mesmo tempo temos de ter o cuidado de manter a membra-
na afastada das incisões de descarga e dos dentes adjacentes Antes de proceder à sutura, realizam-se incisões no periósteo e
em pelo menos 2 mm para evitar o risco de contaminação da nas fibras musculares para libertar o retalho e poder suturá-lo
mesma. Coloca-se na posição desejada e estabiliza-se com dois sem nenhuma tensão, sendo este um requisito fundamental para
pinos de fixação (FRIOS Fixation Set) na cortical vestibular. evitar a deiscência da sutura 8. Utilizam-se duas linhas de sutura 1:

40 • REVISTA SCO • Regeneração óssea guiada para aumento horizontal sobre implantes.

DENTSPLY PORT.indb 40 24/8/16 16:03


Uma primeira linha com pontos de colchão horizontais a 5 mm Fase Mucogengival:
da linha de incisão, realizados com sutura PGA de 5-0 no retal-
Na segunda fase cirúrgica, aproveita-se o momento de descobrir
ho vestibular e palatino, criando uma superfície de união ampla;
o implante e retiram-se os pinos de fixação para evidenciar o êxi-
Uma segunda linha de pontos simples a 3 mm da linha de incisão to da regeneração(Fig. 5), bem como para realizar uma técnica
horizontal realizados com sutura de PTFE 5-0 e que fecha a mucogengival de aumento de tecido moles, descrita como Trap
incisão por coronal. Door Technique 9. Esta técnica consiste em deslocar um pedí-
culo de tecido queratinizado palatino para a zona vestibular do
As descargas suturam-se com pontos simples com PGA de 6-0
implante sem cortar as papilas e assegurando assim a presença
e nas papilas de 7-0.
de uma banda de gengiva queratinizada em 360° à volta do mes-
Conselhos pós-operatórios: mo (Fig. 6).
É imprescindível informar adequadamente o paciente acerca
dos cuidados e higiene que deverá observar para poder assegu-
rar o êxito da regeneração.

Fig. 8. Vista oclusal com a prótese definitiva, observa-se a arcada reconstruída Fig. 9. Vista frontal com a prótese
definitiva após a maturação dos
tecidos.

CASO 2: Pode-se observar um defeito ósseo residual em vestibular


Paciente do sexo masculino de 84 anos de idade. A perda do (Fig. 11) e durante a colocação do implante produz-se uma
canino inferior esquerdo por motivos periodontais provocou deiscência tipo II (Fig. 12). Isto quer dizer que uma parte coro-
uma alteração dimensional 10 na zona vestibular da crista óssea nal do corpo do implante ficará exposta devido ao defeito ves-
mandibular, que é mais vulnerável devido à sua menor espes- tibular e fora da crista óssea mandibular, pelo que não existe a
sura. (Fig. 10). possibilidade de regeneração espontânea 1 .
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Fig. 10. Ausência do canino inferior Fig. 11. Imagem do defeito residual. Fig. 12. Deiscência óssea tipo II vestibular
esquerdo por motivos periodontais. após a colocação proteticamente guiada
do implante.

Regeneração óssea guiada para aumento horizontal sobre implantes. • REVISTA SCO • 41

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Fig. 13. Enxerto misto 1:1 sobre o defeito. Fig. 14. Detalhe da preparação da Fig. 15. Posicionamento da membrana
membrana

Fig. 16. Membrana fixada com pinos de fixação Fig. 17. Linha de sutura dupla, com pontos de colchão horizontal
e pontos simples.
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Fig. 18, 19, 20, 21. Imagem do osso regenerado durante a reabertura aos 9 meses.

42 • REVISTA SCO • Regeneração óssea guiada para aumento horizontal sobre implantes.

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Neste caso tratamos o defeito de forma idêntica ao caso ante-
rior (Figs. 13, 14, 15, 16).
Deixamos um tempo de maturação de nove meses antes da
segunda fase cirúrgica e aproveitamos este momento para
efetuar as técnicas mucogengivais apropriadas. Neste caso, a
quantidade de gengiva queratinizada é suficiente. No entanto, a
linha de sutura dupla realizada na primeira fase cirúrgica tende
a deslocar em direção coronal a linha mucogengival (Fig. 17).
Ao realizar a incisão deslocada para lingual (Fig. 18) reparti-
mos a banda de tecido queratinizado disponível em duas partes
iguais, que distribuiremos em vestibular e lingual da emergên-
cia do implante. Durante a reabertura observamos a reabsorção
completa da membrana, bem como o volume de osso obtido
que reproduz a eminência canina que se tinha perdido (Figs.
19, 20, 21).
O retalho vestibular deve ser libertado de forma suficiente para
poder recolocar a linha mucogengival na sua posição original,
que estabilizaremos com o pilar de cicatrização e dois pontos Fig. 22. Sutura recolocando a linha mucogengival.
simples (Fig. 22).

Fig. 23. Cicatrização dos tecidos moles. Fig. 24. Tecidos moles cicatrizados.
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Fig. 25. Pilar ATLANTIS. Fig. 26. Aspeto final.

Regeneração óssea guiada para aumento horizontal sobre implantes. • REVISTA SCO • 43

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DISCUSSÃO
Temos à nossa disposição uma grande quantidade de biblio- Inclusivamente quando se realizam enxertos de tecido con-
grafia que demonstra que para haver estabilidade de um juntivo sobre implantes com deiscências ósseas, estes podem
implante não é imprescindível que este esteja rodeado por ver-se afetados por recessão de etiologia traumática (escova-
osso em 360°. gem) ou bacteriana (acumulação de placa).
No entanto, no caso de deiscências ósseas, também está des- É por este motivo que no nosso consultório preferimos nes-
crito o maior risco de aparecimento de complicações, como tes casos realizar técnicas de aumento ósseo e gengival que
alterações estéticas ao ficar exposta parte do implante, ou se otimizem a estética e a manutenção a longo prazo das nossas
se vê por transparência no caso de biótipos periodontais finos. próteses suportadas por implantes.

CONCLUSÃO
As técnicas de Regeneração Óssea Guiada são seguras, previsíveis e reproduzíveis, sempre que se sigam os protocolos comprova-
dos pela evidência científica. Estes estão encaminhados a garantir os requisitos fundamentais para o êxito das técnicas de ROG: a
proteção do coágulo.

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10. Araújo MG, et al. Dimensional ridge alterations following tooth extraction. An experimental study in the dog. J Clin Periodontol. 2005 Feb; 32(2): 212-8.

44 • REVISTA SCO • Regeneração óssea guiada para aumento horizontal sobre implantes.

DENTSPLY PORT.indb 44 24/8/16 16:03


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DENTSPLY PORT.indb 45 24/8/16 16:03


A NECESSIDADE
DA BENJAMÍN MARTÍN
BIEDMA
TECNOLOGIA PARA Prof. Associado de Patologia e
Terapêutica Dental da USC. Diretor do

REALIZAR UMA BOA Mestrado de Endodontia.

GIUSEPPE CANTATORE
INSTRUMENTAÇÃO: Universidade San Raffaele de Milão

As novas ligas de NiTi. (Itália).

SCO
Soluciones Clínicas en Odontología

RESUMO
A conformação do canal radicular deve ser de alta qualidade,
procurando obter uma conicidade progressiva em todo o seu
comprimento, sem debilitar excessivamente as paredes e pre-
parando o canal para uma boa obturação, uma vez que de este
modo facilitam-se as forças de condensação.

Dentro da complexidade de todo o sistema de instrumentação,


Prévia são de vital importância as ligas de NiTi que trouxeram segu-
rança ao exercício da endodontia e, ao mesmo tempo, qualidade
aos nossos procedimentos. É provavelmente a grande descon-
hecida devido à complexidade e distância do nosso campo de
conhecimento.

Esforços futuros de investigação estarão focados na com-


preensão das diferenças microestruturais entre as várias ligas
de NiTi e o impacto associado às propriedades mecânicas de
estes instrumentos.

Os clínicos e a indústria devem trabalhar lado a lado para reali-


zar procedimentos cada vez mais eficazes, mais seguros e mais
previsíveis. Uma das principais razões desta melhoria foi o des-
cobrimento e desenvolvimento de novas ligas de NiTi, que segu-
ramente serão melhoradas nos próximos anos.
PDF DE CLIENTE CHEQUEADO POR

Final

46 • REVISTA SCO • A necessidade
da tecnologia para realizar uma boa instrumentação.

DENTSPLY PORT.indb 46 24/8/16 16:03


INTRODUÇÃO
-simplificação da instrumentação, ao ter uma alta conicidade;
- diminuição do número de instrumentos;
Como dentistas, pedimos à indústria sistema fáceis de utilizar e - diminuição do tempo de trabalho;
aprender e, no caso dos sistemas de instrumentação, que tenham
- os instrumentos são mais flexíveis que os de aço, mesmo com
baixo risco de complicações como sejam as retificações do canal
diâmetros maiores;
radicular com transporte apical, e sobretudo, a fratura. A confor-
mação do canal radicular deve ser de alta qualidade, procurando - são sistemas que eliminam de forma precoce as interferências
obter uma conicidade progressiva em todo o seu comprimento, coronais.
sem debilitar excessivamente as paredes e preparando o canal
Mas todas estas vantagens têm um risco evidente que é a fratura
para uma boa obturação, uma vez que de este modo facilitam-se
descontrolada. As principais causas de fratura do instrumento
as forças de condensação.
são:
Em 1991, apareceu o primeiro instrumento rotatório de NiTi que
- stress de torsão, que está influenciado pela superfície de con-
revolucionou a indústria nos últimos 25 anos e a partir daí a evo-
tacto entre o instrumento e as paredes do canal. Geralmente,
lução destes instrumentos tem sido contínua:
nos canais com diâmetros pequenos, será um fator que é pre-
-os instrumentos de primeira geração eram de conicidade con- ciso avaliar com cuidado. Para minimizar este stress, faremos a
tínua e simétricos em todo o comprimento da sua parte ativa (Pro- pré-instrumentação com instrumentos cortantes e movimentos
file®, 1993; Quantec®, 1996; GT®, 1998; Hero 642®, 1999); alternados;
-esta característica variou na segunda geração, com uma tendên- - fadiga cíclica, determinada pelo ângulo e raio de curvatura dos
cia a conicidades maiores nos milimetros próximos à ponta e que canais. Nestes casos, devemos eliminar de maneira precoce as
iam diminuindo em direção coronal, com assimetria das espiras
para dar maior flexibilidade e evacuar maior quantidade de resí-
duos (Race, 1999; ProTaper,2001; K3®, 2001; Hero Shaper®, 2002;
Revo-S®, 2009);
-a terceira geração de instrumentos pode definir-se pelas ino-
vações metalúrgicas, como no caso das GTX® (2009) e TF® (2009);
-estamos na 4ª geração, onde aparecem de novo movimentos dis-
tintos à rotação contínua como o Reciproc® (2011) e o Waveone
Gold® (2015) com rotação alterna e melhorias metalúrgicas eviden-
tes.
As vantagens da instrumentação rotatória são:

Fig. 2
PDF DE CLIENTE CHEQUEADO POR

Fig. 1

A necessidade
da tecnologia para realizar uma boa instrumentação. • REVISTA SCO • 47

DENTSPLY PORT.indb 47 24/8/16 16:03


Fig. 3

interferências coronais para diminuir o ângulo total do canal e


aumentar o raio. Nos casos em que observamos que se vai des-
envolver este tipo de stress podemos diminuir a velocidade de
rotação, usar instrumentos flexíveis ou de baixa conicidade;

- corrosão dos instrumentos, devido ao tempo de contacto com


o hipoclorito de sódio ou pela esterilização repetida. A tendên-
cia atual é utilizar instrumentos de mono-uso pelo que se mini-
miza este problema.
Fig. 4
Dentro da complexidade de todo o sistema de instrumentação,
são de vital importância as ligas de NiTi que trouxeram segu-
rança ao exercício da endodontia e, ao mesmo tempo, qualidade cânico conseguido por esta nova liga. Os resultados mostram
aos nossos procedimentos. É provavelmente a grande descon- que o processamento termomecânico do M-Wire produz uma
hecida devido à complexidade e distância do nosso campo de microestrutura que contém a fase martensita e fase R, contraria-
conhecimento. Vamos assim dar uma breve pincelada acerca mente à fase austenita encontrada nas ligas convencionais SE 1,2
das diferentes ligas e das suas vantagens e desvantagens. (Fig. 1).
As propriedades mecânicas de tração e fadiga foram melhora- A secção transversal de um arame de NiTi superelástico con-
das pela liga M-Wire, em comparação com os NiTi superelás- vencional contém grãos finos, relativamente equiaxiais predo-
ticos austeníticos convencionais, que tinham sido utilizados no minantemente de fase austenita (grãos claros) e alguns grãos
fabrico de instrumentos rotatórios anteriores, e dependeu do em fase martensítica (grãos escuros). Os limites dos grãos estão
desenvolvimento de um novo tipo de processamento termome- bem definidos e podem ser observados pares gémeos dos dois
PDF DE CLIENTE CHEQUEADO POR

Fig. 5 Fig. 6

48 • REVISTA SCO • A necessidade
da tecnologia para realizar uma boa instrumentação.

DENTSPLY PORT.indb 48 24/8/16 16:03


tipos de grãos. A secção transversal do M-Wire contém uma temos informação detalhada das fases presentes no Blue Wire mas
estrutura predominantemente martensítica, com grãos muito a cor azul da liga, de acordo com o fabricante, pode ser devida
mais grossos que o arame de NiTi superelástico convencional, o a uma camada de óxido de titânio formada durante o processo
que é coerente com um recozimento durante o processamento termomecânico e supõe uma melhoria na dureza de superfície dos
termomecânico 1,2 (Fig. 2). instrumentos.
O Waveone Gold e o ProTaper Gold são fabricados utilizando a Num estudo de 2012, Gao et al. comparou a resistência à fadiga, as
nova “liga de NiTi de ouro”, obtida através de um processo de propriedades de torsão, flexibilidade e microdureza Vickers de ins-
tratamento térmico que afeta a metalurgia de um modo favo- trumentos Vortex 25.06 (instrumentos muito parecidos aos Pro-
rável, para proporcionar uma maior flexibilidade e resistência à files) fabricados com aço inoxidável, níquel-titânio superelástico
fadiga cíclica. convencional (NiTi), M-Wire e Blue Wire. Os instrumentos de NiTi
comportaram-se claramente como materiais superiores quando
Os instrumentos fabricados com o NiTi Gold, depois da sua uti-
comparados com o aço inoxidável na utilização como instrumen-
lização podem manter uma flexão residual e não voltam à sua
tos rotatórios de endodontia. O Vortex Blue e o M-Wire oferecem
posição reta original.
vantagens funcionais sobre o NiTi superelástico convencional. O
Este comportamento depende da liga NiTi Gold e não repre- Vortex Blue mostrou melhor resistência à fadiga e flexibilidade em
senta um enfraquecimento do instrumento. Pelo contrário, pode comparação com o Vortex M-Wire 5.
beneficiar-se dessa característica para deformar intencional-
O gráfico da Figura 4 demonstra que os materiais de NiTi têm pro-
mente o instrumento e assim facilitar o acesso a canais difíceis
priedades mais equilibradas que o aço inoxidável.
nos dentes posteriores, ou para ultrapassar um bloqueio (utili-
zando o instrumento de forma manual) (Fig. 3). O aço tem uma capacidade de torque excelente mas uma flexibili-
dade e resistência à fadiga mais pobres, o que restringe de forma
Um estudo 3 avaliou a capacidade do ProTaper Gold (PTG, Dentsply
significativa a sua aplicabilidade em instrumentos rotatórios.
Maillefer) em manter a forma original da anatomia do canal radicular
quando comparado com o Protaper Universal (PTU, Dentsply Mai-
llefer) e chegou à conclusão que o sistema ProTaper Gold produz
menos transporte do canal na parte curva quando se compara com
o ProTaper Universal e é similar na parte reta 3.
Elnaghy AM y Elsaka SE avaliaram e compararam a resistência à
fadiga cíclica e à força de torção, flexibilidade e microdureza super-
ficial do ProTaper universal (PTU) e ProTaper Gold (PTG). Os instru-
mentos PTG apresentaram uma resistência significativamente supe-
rior à fadiga cíclica e à flexibilidade que os PTU mas, por outro lado,
os instrumentos de PTU foram associados a uma maior resistência à
tensão torsional e microdureza que os instrumentos PTG 4.
Uma nova liga de NiTi, Blue Wire, foi desenvolvida recentemente
por Dentsply-Sirona através de um processo termomecânico. Não
Fig. 7
PDF DE CLIENTE CHEQUEADO POR

Fig. 8

A necessidade
da tecnologia para realizar uma boa instrumentação. • REVISTA SCO • 49

DENTSPLY PORT.indb 49 24/8/16 16:03


Fig. 9

Fig. 10
O NiTi Blue e M-Wire possuem propriedades superiores de forma A reconstrução 3D da CBCT revelou no lado palatino uma gran-
geral ao NiTi convencional SE. de reabsorção do osso cortical a nível do terço mais apical da
raiz palatina do dente 1.6 (Fig. 5).
Entre os melhores materiais, o M-Wire manteve uma ligeira vanta-
gem sobre o NiTi Blue na força de torsão, mas este mostrou uma Os cortes axiais da CBCT confirmam:
melhor resistência à fadiga e flexibilidade. 1) A lesão periapical no dente 1.5, que apresenta também um

CASO CLÍNICO
canal parcialmente não tratado;
2) Uma grande lesão periapical na raiz palatina do dente
Todos estes aspetos nos levam a realizar as endodontias com 1.6 e uma grande área radiolúcida ao redor do ápice da raiz
mesio-vestibular do dente 1.7, onde é possível observar um canal
maior segurança, maior destreza e complexidade. Pode servir
MB2 sem instrumentar (Fig. 6).
como exemplo este caso, realizado com o Wave One Gold.
A visão coronal da CBCT (mesio-distal) confirmou:
A reconstrução 3D da CBCT revelou no lado vestibular:
1) O canal sem instrumentar no dente 1.5; 

1- Uma reabsorção severa do osso cortical na zona apical da raiz
mesial do dente 1.7; 2) Uma grande lesão periapical na raiz palatina do dente
1.6 e uma grande área radiolúcida ao redor do ápice da raiz
2- Uma reabsorção ligeira do osso cortical na zona apical da raiz
mesio-vestibular do dente 1.7, onde é possível observar um canal
PDF DE CLIENTE CHEQUEADO POR

distal do dente 1.6;


MB2 sem instrumentar (Fig. 7).
3- Uma pequena área de reabsorção radicular visível no terço
A visão sagital da CBCT (vestíbulo-lingual) confirmou:
médio da raiz mesial do dente 1.6;
1) O canal sem instrumentar no dente 1.5. 

4- Uma área de reabsorção apical do osso cortical na zona api-
cal do dente 1.5; 2) Uma grande lesão periapical na raiz palatina do dente 1.6

50 • REVISTA SCO • A necessidade
da tecnologia para realizar uma boa instrumentação.

DENTSPLY PORT.indb 50 24/8/16 16:03


e uma grande área radiolúcida ao redor do ápice da raiz lização de 2 Waveone Gold foi necessária devido ao grau
mesio-vestibular do dente 1.7, onde é possível observar um severo de calcificação dos canais MB e DB. Os Waveone
canal MB2 sem instrumentar (Fig. 8). 
 Gold foram utilizados em ciclos repetidos com pressão ligei-
ra in/out no motor XSmart iQ.
O protocolo de limpeza, instrumentação e restauração que
seguimos no dente 1.6 foi: 8.- Durante a instrumentação os canais radiculares foram irriga-
dos abundantemente com hipoclorito de sódio a 5%.
1.- Diagnóstico clínico y radiográfico (Figs. 5-8, 11). 

9.- Localização da entrada do canal MB2 usando uma ponta
2.- Preparação da cavidade de acesso (Fig. 9). 

ultrassónica StartX # 2.
3.- Localização dos 3 canais principais (mesio-vestibular (MB),
10.- Negociação do canal MB2 efectuada com lima K # 10 e
disto-vestibular (DB) e palatino com a ajuda de uma sonda
determinação do comprimento de trabalho electrónico.
de endodontia DG 16 (Fig. 9). 

11.- Criação de um glide path amplo, no canal MB2, usando ProGlider.
4.- Negociação dos três canais principais com lima K # 10 com
a ajuda de um gel lubrificante (Glyde) e determinação do 12.- Determinação do ponto de confluência dos canais MB1 e
comprimento de trabalho utilizando um localizador electró- MB2 (Fig. 9) utilizando um ProGlider no MB2 e uma Waveo-
nico de ápices (Fig. 11). 
 ne Primary no canal MB1.
5.- Irrigação com hipoclorito de sódio a 5%. 
 13.- Conformação final do MB2 com uma Waveone Gold Primary
até ao ponto de convergência.
6.- Criação de um glide path amplo, utilizando ProGlider e con-
firmação radiográfica do comprimento de trabalho com 3 14.- Irrigação com hipoclorito de sódio a 5%.
ProGliders inseridos nos canais radiculares.
15.- Selecionamos os verificadores de metal que se poderiam
7.- Conformação do canal radicular com Waveone Gold Primary ajustar facilmente ao comprimento de trabalho e confirma-
(canal palatino) e Small + Primary (canais MB y DB). A uti- mos a sua posição com uma radiografia. 


Fig. 11
PDF DE CLIENTE CHEQUEADO POR

Fig. 12

A necessidade
da tecnologia para realizar uma boa instrumentação. • REVISTA SCO • 51

DENTSPLY PORT.indb 51 24/8/16 16:03


DISCUSSÃO
16.- Irrigação pré-obturação (5 minutos com hipoclorito de
sódio a 5% e 3 minutos com EDTA a 17%). Terminamos com
soro fisiológico. 

A evolução dos instrumentos de endodontia depende, entre
17.- Colocação de uma camada fina de selador AH+ (sem euge- outro elementos, de novos materiais com microestruturas otimi-
nol) e obturação dos canais radiculares com 4 GuttaCore zadas e tecnologias de processamento associadas. Os proces-
Pink do mesmo diâmetro dos verificadores (1 mm mais cur- samentos termomecânicos que se utilizaram frequentemente
tos que o comprimento de trabalho). 
 para otimizar o comportamento da microestrutura e a transfor-
18.- Radiografia de controle. 
 mação das ligas de NiTi têm por seu lado, uma grande influência
na fiabilidade e nas propriedades mecânicas dos instrumentos.
19.- Limpeza da cavidade de acesso usando o dissolvente
Dentsply para AH+, e preparação da câmara pulpar para a Esforços futuros de investigação estarão focados na com-
restauração (Fig. 10). 
 preensão das diferenças microestruturais entre as várias ligas
de NiTi e o impacto associado às propriedades mecânicas de
20.- Restauração da coroa com SDR e compósito ceram.x uni-
estes instrumentos.
versal (Fig. 10).
21.- Radiografia de seguimento aos 6 e 9 meses. Controle de
Cone-Beam ao 2 anos (Figs. 10-12).

Fig. 13 Fig. 14

CONCLUSÃO
Os clínicos e a indústria devem trabalhar lado a lado para realizar procedimentos cada vez mais eficazes, mais seguros e mais pre-
visíveis. Uma das principais razões desta melhoria foi o descobrimento e desenvolvimento de novas ligas de NiTi, que seguramente
serão melhoradas nos próximos anos.

BIBLIOGRAFIA:
1. Johnson E, Lloyd A, Kuttler S, Namerow K. Comparison between a novel nickel-titanium alloy and 508 Nitinol on cyclic fatigue life of ProFile 25/.04 rotary instruments.
J Endod 2008; 34(11): 1406-9.
PDF DE CLIENTE CHEQUEADO POR

2. Alapati SB, Brantley WA, Iijima M, Clark AT, Johnson WB. Metallurgical Characterization of a New Nickel-Titanium Wire for Rotary Endodontic Instruments. J Endod
2009; 35(11): 1589-93.
3. Silva EJ, Muniz BL, Pires F, Belladonna FG, Neves AA, Souza EM, De-Deus G. Comparison of canal transportation in simulated curved canals prepared with ProTaper
Universal and ProTaper Gold systems. Restor Dent Endod. 2016 41(1):1-5
4. Elnaghy AM, Elsaka SE. Mechanical properties of ProTaper Gold nickel-titanium rotary instruments. Int Endod J. 2015 Oct 1. doi: 10.1111/iej.12557. [Epub ahead of print]
5. Yong Gao, Gutmann JL, Wilkinson K, Maxwell R, BS, Ammon D. Evaluation of the Impact of Raw Materials on the Fatigue and Mechanical Properties of ProFile Vortex
Rotary Instruments. J Endod 2012; 38:398–401

52 • REVISTA SCO • A necessidade
da tecnologia para realizar uma boa instrumentação.

DENTSPLY PORT.indb 52 24/8/16 16:03


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DENTSPLY PORT.indb 53 24/8/16 16:03


RESTAURAÇÕES NO SECTOR TEODORO VACA GONZALO
Universidade UPV-EHU

POSTERIOR: DA TÉCNICA Prática clínica em dentisteria restauradora


e estética.

DIRETA À INDIRETA.
Até onde podemos ir com os
compósitos? Que podemos
esperar destes materiais?

SCO
Soluciones Clínicas en Odontología

RESUMO
INTRODUÇÃO
Atualmente, qualquer restauração que decidamos realizar deve
respeitar os princípios da invasão mínima, tratando de reforçar
a estrutura remanente em vez de a mutilar, como se fez durante
muito tempo. Para alcançar este objetivo, temos ao nosso dis-
por um grande numero de técnicas e de produtos com os quais
seremos capazes de obter resultados previsíveis que respeitam
ao máximo a biomecânica dentária.

EXPOSIÇÃO:
Neste artigo vamos expor de forma detalhada (step-by-step) a
utilização de resinas compostas para a restauração de diferen-
tes lesões no sector posterior através da técnica direta e indire-
ta. Serão revistos conceitos como o IDS, recobrimento de cús-
Prévia pides, adesão e cimentação, que são fundamentais para o êxito
clinico do nosso dia-a-dia.

DISCUSSÃO:
Vamos debater as indicações para as técnicas direta e indireta
e as possibilidades que nos oferecem os novos materiais como
o ceram.x universal (Dentsply Detrey), estabelecendo um proto-
colo que nos ajudará na toma de decisões para alcançar o êxito
clínico: mínima invasão, estabilidade, previsibilidade, função e
estética. Também decidiremos qual o sistema de estratificação
mais adequado (natural ou simples) para conseguir um resulta-
do que seja o mais camaleónico possível ao mesmo tempo que
simplificamos a técnica.

CONCLUSAO:
A utilização de compósitos na clínica para efetuar restaurações
semi diretas/ chair-side ou indiretas é uma realidade clínica que
nos permite reconstruir de forma ótima a função e a estética
Final com um bom controle da anatomia oclusal, dos pontos de con-
PDF DE CLIENTE CHEQUEADO POR

tacto e da adaptação marginal. É de salientar a importância de


ser o mais conservador possível tratando de imitar a natureza,
tanto óptica como funcionalmente. Temos que respeitar ao
máximo aquilo que mais amamos: os dentes.

54 • REVISTA SCO • Restaurações no sector posterior: da técnica direta à indireta.

DENTSPLY PORT.indb 54 24/8/16 16:03


INTRODUÇÃO
• A palpação e a percussão são negativas.
• Apresenta uma vitalidade alterada mas conservada.
A medicina dentária restauradora atual deve ser visualizada como • Propõe-se numa primeira fase realizar uma restauração direta
uma área enorme dentro da nossa profissão, na qual convivem de com compósito e controlar a evolução pulpar. Ao ter uma gran-
forma simbiótica os procedimentos de dentisteria operatória com de perda de estrutura está indicada a proteção de cúspide que
a prótese minimamente invasiva. nos dará uma maior previsibilidade a longo prazo e que se reali-
Devemos apagar das nossas mentes a visão desprezível da den- zará numa segunda fase, quando estiver clara a situação pulpar.
tisteria operatória e conservadora como uma espécie de tapa-bu- O paciente é informado acerca do estado atual da peça e pro-
racos e dar-lhe a relevância que merece devido à mudança que cede-se à colocação de uma obturação provisória até à próxima
impulsou na nossa profissão: o desenvolvimento de sistema adesi- consulta com risco de fractura do pouco dente que se mantém
vos e materiais que respeitam ao máximo as estruturas dentárias. em boca e que o condenaria a uma extração e implante ime-
diato.
É graças ao interesse por alcançar uma melhor operatória com
materiais biomiméticos, tanto óptica como mecanicamente, que Neste momento informo o paciente acerca da abordagem mini-
conseguimos entender melhor os dentes e as suas estruturas, des- mamente invasiva tentando evitar a realização do tratamento de
envolvendo os conceitos que governam muitos dos procedimen- canais se não for necessária.
tos que se realizam nas nossas clínicas.
Sob isolamento total com dique de borracha eliminamos o tecido
Atualmente existem várias opções terapêuticas relativas à técnica infectado alternando a utilização de detetor de cáries com instru-
e ao material quando temos que restaurar um dente. Podemos efe- mental rotatório até que o detetor dá negativo.
tuar restaurações diretas ou indiretas usando compósitos ou pas-
Selecionamos um adesivo universal Prime&Bond activeTM (Dents-
sar a uma técnica indireta e decidir entre cerâmica, compósito ou
ply Detrey) aplicando-o como autocondicionante 1 para evitar
materiais híbridos e estes por sua vez podem ser confecionados de
o risco de interferir com a polpa e tentando ser o mais amáveis
diferentes formas: injetados, fresados CAD-CAM e confecionados
possível com a dentina. Aplicamos uma camada, esfregando bem
totalmente à mão ou unicamente acabados à mão. sobre a dentina 2 e realizamos uma estratificação natural com um
sistema de duas opacidades. Informamos o paciente da possível

EXPOSIÇÃO CLÍNICA
evolução para uma necrose (figs. 2 e 3).
Durante quatro meses o paciente submeteu-se ao resto de inter-
Paciente adulto de meia idade, 45 anos, que vem ao consultó- venções que tínhamos planeado, exercendo um controle especial
sobre o 25, sem que apresentara sinais de necrose, dor, patologia
rio para “arranjar os dentes que estão pior. O outro dia caiu-me
periapical ou aumento do espaço do ligamento periodontal tal
um bocado de um e parece-me grande”. Efetuamos um exame
como pudemos observar na última radiografia de controle que foi
radiográfico para visualizar bem as zonas interproximais e obter
efetuada. A palpação e a percussão também resultaram negati-
um controle ao longo do tempo, juntamente com o exame visual
vas pelo que decidimos finalizar o tratamento restaurador.
direto. Observam-se lesões distintas em todos os quadrantes mas
focamos a atenção na lesão mencionada pelo próprio paciente Uma vez estando clara a condição pulpar (neste caso sem ter que
dando-lhe prioridade devido ao seu estado e gravidade (fig.1). realizar tratamento endodôntico) procedemos à preparação do
dente para confecionar uma incrustação indireta em compósito.
Dente 25 com lesão cariogénica tipo OD muito profunda e ampla
Este tipo de preparação permite um maior controle da anatomia
que coloca em risco a vitalidade da peça com fractura de cúspide
e oclusão 3,4,5. Para criar um ponto de contacto adequado com a
com mau prognóstico devido à grande perda de estrutura.
futura restauração, incluímos no plano de tratamento o dente 24
Não se observa lesão apical nem aumento do espaço do ligamento que apresenta uma restauração classe II sem anatomia e desajus-
periodontal na radiografia. tada na margem proximal.
PDF DE CLIENTE CHEQUEADO POR

Fig. 1 Fig. 2

Restaurações no sector posterior: da técnica direta à indireta. • REVISTA SCO • 55

DENTSPLY PORT.indb 55 24/8/16 16:03


Fig. 3 Fig. 4

Fig. 5

Ao ser uma classe II simples decidimos restaurar a cavida- Para concluir a estratificação efetuamos a reconstrução das pare-
de de forma direta 6 utilizando uma matriz seccional Palodent des internas de cada uma das cúspides, colocamos uns corantes e
V3
(Dentsply Detrey) que nos permite criar um ponto de con- eliminamos a camada inibida pelo oxigénio (fig.5).
tacto previsível e uma margem anatómica. O ajuste em boca é mínimo graças à anatomia que tínhamos tra-
Comprovamos o estado dentinário para o caso de haver ativi- balhado previamente e polimos rápida, eficaz e comodamente com
dade cariosa na base da futura restauração e após uns posi- ceram.x gloss.
tivos ligeiros conseguimos finalmente obter o negativo tão Seguidamente preparamos o 25 para uma incrustação de com-
desejado. pósito.
Escolhemos um adesivo universal devido ao tipo de substrato, Escolhemos o compósito fundamentalmente pela reparabilidade no
localização das margens e desenho da cavidade. caso de ser necessário efetuar posteriormente o tratamento endo-
dôntico 9,10,11,12.
Condicionamos seletivamente o esmalte durante 20 segundo
e aplicamos o Prime&Bond activeTM (Dentsply Detrey) seguin- Em primeiro lugar reduzimos a altura oclusal e fazemos a proteção
do as instruções do fabricante (aplicação de 15 a 20 segundo da cúspide. A preparação é terminada com um acabamento em
soprando ligeiramente) e seguidamente convertemos a classe chanfro em todo o perímetro proximal. Procuramos que tenha a
PDF DE CLIENTE CHEQUEADO POR

II em classe I através da reconstrução da parede interproximal mesma espessura em toda a sua extensão, obtendo substratos favo-
distal: aplica-se uma pequena quantidade de SDR (Dentsply ráveis para a posterior cimentação uma vez que não temos dentina
Detrey) e faz-se um único incremento até à crista marginal com exposta graças ao IDS (immediate Dentin Sealing- Selado Denti-
ceram.x universal (Dentsply Detrey). Retiramos a matriz e apli- nário Imediato) realizado na fase prévia 13.
camos um substituto dentinário (SDR) que permite fazer incre- Após a preparação do dente tomamos uma impressão com silicone
mentos em bloco de até 4mm 7,8. de adição Aquasil Soft Putty e Ultra XLV (Dentsply Caulk), com a

56 • REVISTA SCO • Restaurações no sector posterior: da técnica direta à indireta.

TEODORO VACA PORT.indd 56 24/8/16 17:39


técnica de dois-em-um, fluido e pesado simultaneamente, graças to e polimos com o sistema ceram.x gloss (Dentsply Detrey),
à qual obtemos um bom registo para trabalhar posteriormente 14. (figs. 6 e 7).

Passamos as impressões a gesso tipo II e IV e preparamos um mode- Observe-se a qualidade do polimento obtido com este sistema (fig. 8).
lo cortado com o coto individualizado e outro sem individualizar. Na consulta seguinte comprovamos o ajuste adequado de ambas
Montam-se num articulador mas mesmo com o material já escolhi- restaurações e sobretudo comparamos a integração das mesmas,
do ainda nos temos que perguntar como podemos obter o resul- não só do ponto de vista do dente sobre o qual vamos a cimen-
tado mais camaleónico: com um sistema de estratificação natural tar, mas também do conjunto do sector posterior, usando as pastas
com duas opacidades e efeitos ou com um material de uma única try-in. Neste caso decidimos cimentar a incrustação fabricada com
opacidade mas de grande mimetismo com o dente? o sistema de uma única opacidade graças ao seu grande mimetis-
mo e alto grau de polido que lhe conferiam uma melhor integração
Decidimos realizar duas restaurações de compósito com os diferen- (fig. 9).
tes sistemas e ver em boca qual se ajusta melhor aos nossos desejos.
Uma vez decidida a incrustação que vamos cimentar e após comprovar
De forma artesanal e individualizada confecionamos as duas o ajuste passivo e marginal, passamos a isolar o campo operatório com
incrustações, ajustamos a oclusão e os pontos de contac- dique de borracha. Este ponto é fundamental para um bom controle da

Fig. 6
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Fig. 7

Restaurações no sector posterior: da técnica direta à indireta. • REVISTA SCO • 57

DENTSPLY PORT.indb 57 24/8/16 16:03


Fig. 8

Fig. 9 Fig. 10

Fig. 11 Fig. 12

humidade de forma a que os procedimentos adesivos sejam da máxima É muito importante proteger as restaurações de cerâmica e o dente
qualidade possível, garantindo uma estabilidade a longo prazo 15 (fig.10). adjacente, motivo pelo qual utilizamos Teflon (figs. 11 e 12).
PDF DE CLIENTE CHEQUEADO POR

Relativamente à incrustação, também devemos aumentar a super-


Nesta altura devemos preparar quimicamente o substrato e a restauração fície de contacto e a rugosidade com jacto de areia, o que favorece
para conseguir os maiores valores de adesão. Como já se mencionou, devi- a união química com o cimento de resina que vamos utilizar (fig.13).
do ao facto de termos realizado um IDS previamente, a preparação apre-
senta uns substratos muito cómodos: esmalte e compósito que exigem jac- Seguidamente aplicamos o adesivo Prime&Bond activeTM (Dents-
to de areia (CoJet de 30-50 micra) e ataque ácido com ácido fosfórico 36%. ply Detrey) no dente e fotopolimerizamos (fig.14). Para cimentar a

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DISCUSSÃO
incrustação vamos utilizar o mesmo adesivo e compósito pré-aque-
cido para facilitar um bom assentamento da restauração e ser mais
cómodo retirar os excessos (fig.15).
Porquê escolher uma técnica ou outra?
Depois de retirar os excessos, fazemos um air-block e polimos as
margens com ceram.x gloss (figs. 16 e 17). No caso das grandes destruições, com perda de cúspides
e referências anatómicas, as restaurações indiretas permi-
Retiramos o dique de borracha e verificamos a oclusão. O ajuste é tem-nos realizar um desenho preciso da mesa oclusal e mini-
feito com uma broca de diamante de grão intermédio-fino e volta- mizam a tensão de contração que se pode gerar sobre as
mos a polir até obter as mesmas características de superfície que paredes das cavidade.
tínhamos anteriormente (fig.18).
Isto não significa que realizar restaurações com a técnica
Aspeto final depois de duas semanas onde se pode apreciar a inte- direta seja incorreto ou pior que com a técnica indireta 16,17.
gração total (figs. 19, 20 e 21).

Fig. 13 Fig. 14

Fig. 15 Fig. 16

Fig. 17 Fig. 18
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Fig. 19 Fig. 20 Fig. 21

Restaurações no sector posterior: da técnica direta à indireta. • REVISTA SCO • 59

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Quando o defeito estrutural é moderado ou grande mas exis- As características deste compósito fazem com que seja muito
tem referências anatómicas suficientes, preferimos efetuar mimético e camaleónico com o dente, especialmente no sec-
a restauração de forma direta, uma vez que o custo para o tor posterior. O conceito cromático de “nuvem” que associa
paciente é menor e o tempo clínico também, ao ser efectuado saturações de diferentes pigmentos a uma única massa, per-
numa única consulta. mite-nos jogar com um maior grau de previsibilidade sem ter
complicações com a seleção do valor do esmalte nem ter que
Porquê escolher um sistema com uma opacidade única como
controlar perfeitamente as distintas espessuras das diferentes
o ceram.x universal para o sector posterior?
massas.
Está claro que o material de eleição para este tipo de restau-
O manuseamento agradável e, sobretudo, a sua grande capa-
rações é um compósito do tipo híbrido, microhíbrido ou nano-
cidade de polimento e a facilidade com que este é alcançado,
particulado. O compósito ceram.x universal encontra-se entre
convertem-no num material a ter em conta para este tipo de
um material nanoparticulado e microhíbrido, com tamanhos
restaurações.
de partículas de 0,1 a 3 micra e uma percentagem de carga
em peso de 72-75.

CONCLUSÃO
A utilização de compósitos de clínica para a confecção de restaurações indiretas é uma realidade com que contamos atualmente e
está indicada em casos nos quais se perderam as referências anatómicas. Desta forma, conseguiremos uma oclusão ótima e estética
e previsibilidade a longo prazo.
A utilização do ceram.x universal neste tipo de restaurações é uma opção excelente, conseguindo-se magníficos resultados de
forma simples.
Os princípios e protocolos de invasão mínima devem ser um dos pilares sobre os quais edificamos a nossa prática diária. Assim
diminuímos ao máximo o custo biológico dos nosso tratamentos, outorgando ao dente um melhor prognóstico e beneficiando o
paciente de forma clara. Este deve ser o objetivo final da nossa profissão.

BIBLIOGRAFIA:
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PDF DE CLIENTE CHEQUEADO POR

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Compend Contin Educ Dent. 2015 Sep;36(8):570-7 

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60 • REVISTA SCO • Restaurações no sector posterior: da técnica direta à indireta.

DENTSPLY PORT.indb 60 24/8/16 16:03


PUBLI CERAMX-GLOSS PORT.pdf 1 16/8/16 10:41

celente acabamento
e polimento

cepcionalmente • Forma de lâminas:


Extremamente flexíveis

intuitivo
durante a sua utilização
• Adaptação perfeita a qualquer
superfície:
Útil tanto em superfícies Incisal Oclusal Proximal Lingual Vestibular Labial
interproximais e oclusais
como em superfícies lisas

celente • Sistema harmonizado de dois passos, Polimento máximo entre diferentes sistemas [Unidades de brilho (UB)]
1
1

com abrasivos diamantados: 100


ceram.x® universal

brilho
Eliminação efetiva de rugosidades 80
Tetric EvoCeram2
durante o acabamento 60
Filtek Supreme XTE2
Resultado final de
Polimento com uns 40 um polimento com
resultados excelentes
20 ceram.x® universal
0
ceram.x® gloss (P) Sof-Lex2
© DENTSPLY DETREY 08/2015

tremamente • Material perfeitamente concebido: Tempo de polimento para um brilho clinicamente aceitável3 [Brilho (UB) por tempo (seg.)]
Acabamento e polimento em

rápido
ceram.x® universal
muito pouco tempo 100
ceram.x® gloss (P) Sof-Lex (F)2 Sof-Lex (SF)2 Depois de 20 seg.
• Uma forma para todos os dentes:
Tetric EvoCeram2
de polimento
80
Filtek Supreme XTE2
Sem necessidade de intercambiar Sof-Lex2 ceram.x® gloss
60 Tiempo para alcanzar
discos, pontas, taças ou escovas 40 UB
40

20
K79200205-00
PDF DE CLIENTE CHEQUEADO POR

0
0 20 40 60|0 20 40 60|0 20 40 60

DENTSPLY DETREY GmbH


De-Trey-Str. 1
78467 Konstanz 1 Dados em ficheiro. Disponíveis sob pedido, ver dados de contacto.
ALEMANIA 2 Não é marca registada de DENTSPLY International Inc.
3 Valores interpolados de brilho após a finalização do polimento realizado em fases de 20 segundos.
www.dentsply.eu 40 UB (linha pontilhada) considera-se um brilho clinicamente aceitável (ADA 2010).

DENTSPLY PORT.indb 61 24/8/16 16:03


INFLUÊNCIA
DO JESÚS MENA
ÁLVAREZ
ANA BELÉN LOBO
GALINDO
RADIX 
Diretor do Mestrado em
Endodontia da Universidade
Universidade Alfonso X
El Sabio.

ENTOMOLARIS Alfonso X El Sabio.

CRISTINA RICO
ÁLVARO
ZUBIZARRETA
NA TERAPIA ROMANO
Universidade Alfonso X
MACHO
Universidade Alfonso X
ENDODÔNTICA. El Sabio. El Sabio.

A propósito de um
caso.
SCO
Soluciones Clínicas en Odontología

RESUMO
Radix entomolaris (RE) é uma alteração descrita como uma
raiz adicional localizada geralmente em disto-lingual dos mola-
res inferiores. Os molares inferiores com RE podem apresentar
variações morfológicas na coroa, mas o diagnóstico de uma raiz
supranumerária pode ser difícil e em muitos casos o canal da
raiz adicional não é tratado, com o consequente fracasso do tra-
tamento endodôntico.
Prévia
Por este motivo, a utilização da tecnologia cone beam (CBCT)
é uma técnica útil para a localização das raízes adicionais e
proporciona informação complementar acerca da anatomia do
molar contribuindo para um resultado previsível do tratamento.
Apresentamos um caso clínico que descreve o diagnóstico de
um RE num molar inferior utilizando a tecnologia CBCT. Esta
tecnologia também foi utilizada na consulta de seguimento para
avaliar o resultado do tratamento endodôntico.

Final
PDF DE CLIENTE CHEQUEADO POR

62 • REVISTA SCO • Influência
do radix entomolaris na terapia endodôntica

DENTSPLY PORT.indb 62 24/8/16 16:03


INTRODUÇÃO
A etiologia do RE é pouco conhecida e pode dever-se à atuação de
fatores externos presentes durante o processo de odontogénese ou
à penetração de um gene atávico ou um sistema poligenético 8,10.
A existência de canais radiculares não tratados constitui uma das
Este traço fenotípico expressa-se com maior prevalência em comu-
principais causas de fracasso da terapia endodôntica1. De forma a
nidades de origem mongol, onde está presente em 40% da popu-
evitar esta situação, é fundamental atualizar os conhecimentos ana-
lação. No entanto, a sua prevalência é menor de 5% em populações
tómicos, bem como identificar as variantes possíveis que o comple-
de origem caucasiano, eurasiático, africano e indío 9,10,14,15, o que jus-
xo dentino pulpar pode apresentar.
tifica o seu impacto como marcador genético e, por tanto, o seu
O primeiro molar mandibular direito é o dente mais afetado por significado antropológico 3.
patologia pulpar (9,12%) seguido pelo seu homólogo contra-la-
A anatomia da porção coronal e apical do RE podem apresentar
teral (7,07%) 2. Este facto requer uma compreensão detalhada
variações relativamente ao grau de desenvolvimento radicular,
da estrutura interna destes dentes. Anatomicamente, apresen-
bem como a presença e grau das curvaturas. Devido a estas
tam duas raízes: mesial e distal. No entanto, o número de raízes,
variantes, estão descritas várias classificações como a realizada
a sua localização e o número de canais podem apresentar alte-
por Carlsen et Alexandersen que classifica o RE segundo a loca-
rações antómicas 3-7.
lização da sua parte mais coronal: Tipo A- distal à raiz disto-ves-
Mihály Lenhossék (1922) utilizou o termo “radix entomolaris” tibular, com os dois complexos radiculares distais normais; Tipo
(RE) para descrever a existência de uma raiz supranumerária B- distal à raiz disto-vestibular, com o complexo radicular dis-
localizada na posição distal e lingual relativamente à raiz mesial to-vestibular normal; Tipo C- mesial à raiz disto-vestibular; Tipo
dos molares inferiores 8,9. Lodewijk Bolk (1915) denominou esta AC- centrado entre as raízes mesial e disto-vestibular 4.
alteração “radix paraemolarica”, considerando a sua existência
De Moor et cols. Classificaram o RE relativamente ao grau de cur-
um vestígio evolutivo característico dos primeiros molares man-
vatura radicular, podendo ser:
dibulares8-10. No entanto, foi Georg Carabelli (1844) 1, 2, 5, 10-13 o
Tipo I: raíz / canal recto.
primeiro autor a descrever na literatura esta variante anatómica.
Tipo II: curvatura inicial que continua com uma raiz / canal recto.
O RE pode estar presente em qualquer dos molares inferiores
Tipo III: curvatura inicial no terço coronal, segunda curvatura que
mas surge com maior frequência no primeiro molar, podendo
começa no terço médio e que continua no terço apical.
apresentar uma prevalência bilateral entre 50 e 67% 13.
Este caso clínico mostra o tratamento de canais de um RE tipo A/
III diagnosticado por meio de CBCT.

CASO CLÍNICO
Paciente do sexo feminino de 34 anos de idade que vem à con-
sulta apresentando moléstias localizadas no quarto quadran-
te. Como resultado das provas clínicas foi diagnosticado uma
necrose pulpar no dente 4.6 e recomendou-se tratamento de
canais. Devido à suspeita de apresentar uma raiz supranumerária
(Fig. 1) decidiu-se complementar o exame radiográfico com um
CBCT (WhiteFox, Acteón Médico-Dental Ibérica S.A.U.-Satelec,
Merignac, França) , com os seguintes parâmetros de exposição:
105,0 kVp, 8,0 mA, 7,20 s e um campo de visão de 6x6 mm.
Os cortes transversais evidenciaram uma localização distalizada do
RE relativamente à raiz disto-vestibular (Figs. 2a e 2b).
O tratamento de canais foi levado a cabo após anestesia infiltrati-
Fig. 1 va e isolamento absoluto com dique de borracha (Hygenic® dental
dam, Coltene® Whaldent Gruppe, Altstätten, Suíça) (Fig. 3).
PDF DE CLIENTE CHEQUEADO POR

Fig. 2a Fig. 2b

Influência
do radix entomolaris na terapia endodôntica • REVISTA SCO • 63

DENTSPLY PORT.indb 63 24/8/16 16:03


DISCUSSÃO
Os canais foram explorados com uma lima pré-curvada K #10
(Dentsply Maillefer, Ballaigues, Suíça) e foi determinado o compri-
mento de trabalho com o localizador electrónico de ápices RootZX®.
O diagnóstico precoce do RE é essencial no prognóstico do tra-
O sistema de canais radiculares foi conformado utilizando o sistema
tamento de canais9. Determinadas características anatómicas da
de instrumentação radicular ProTaper Next até à lima X2 calibrado
coroa clínica podem revelar a existência desta raiz adicional: uma
manualmente (Dentsply Maillefer, Ballaigues, Suíça).
cúspide adicional (tuberculum paramolare) ou uma cúspide dis-
A irrigação foi efetuada com hipoclorito de sódio a 5,25% duran- to-lingual mais proeminente5,8. No entanto, a utilização de técnicas
te a sequência de instrumentação e ativado durante um minu- radiográficas torna se essencial para o diagnóstico do RE1-3,8,9,17.
to com o Endoactivator (Dentsply Maillefer) na fase final de Apesar de que Walker et Quackenbush evidenciaram um 90% de
lavagem, onde foi combinado com EDTA a 17%. Após inativar o precisão no diagnóstico do RE utilizando uma ortopantomogra-
agente de irrigação com tiosulfato de sódio a 5%, secou-se o sis- fía18, o aparecimento da tomografia computorizada de feixe cónico
tema de canais radiculares com cones de papel estéreis (Dents- (CBCT) simplificou notavelmente o diagnóstico do RE12,18. A CBCT
ply Maillefer, Ballaigues, Suíça) e posteriormente foi obturado permite obter uma imagem digital tridimensional do dente afetado,
com uma técnica de condensação vertical utilizando guta–per- facto que facilita a visualização e interpretação anatómica do RE,
evitando a sobreposição de estruturas6.
cha aquecida (Calamus, Dentsply Maillefer, Ballaigues, Suiça) e
um cimento à base de resina epoxi (AH Plus, Dentsply DeTrey, A microtomografia computorizada (micro-CT) permitiu um maior
Konstanz, Alemanha). conhecimento do RE, proporcionando informação acerca do com-
primento (7,65±1,55 mm), curvatura (84,19% em direção vestibu-
A abertura da câmara foi restaurada com uma incrustação fre-
lar), geometria (cilíndrica), morfologia do canal radicular (circular)
sada de resina composta em bloco Celtra Duo (Fig. 4), cuja
e diâmetro apical (0,25±0,10 mm), bem como da sua localização
impressão foi tomada de forma digital utilizando um scanner na câmara pulpar, encontrando-se a 3,20±0,85 mm da entrada
intra-oral. Por último foram programadas revisões periódicas do canal disto-vestibular, e a 3,74±0,44 mm da entrada do canal
com o propósito de avaliar a evolução do tratamento e aos 12 mesio-lingual19. Este facto condiciona a abertura da câmara, obri-
meses foi realizada uma radiografia de controle e uma recons- gando a estender o desenho trapezoidal em sentido distal.
trução com CBCT (Figs. 5A, 5B e 5C), confirmando o êxito do
A existência de uma curvatura dupla no canal radicular do RE tipo
tratamento a curto prazo.
A/III obrigou o clínico a selecionar um sistema de instrumentação
caracterizado pela sua flexibilidade e resistência à fadiga cícli-
ca20,21.
Estas propriedades físicas devem-se à sua estrutura cristalina for-
mulada em M-Wire, bem como ao seu processo de fabrico, à sua
secção, ao seu sistema de trabalho dentro do canal e ao seu movi-
mento serpenteante.

Fig. 3 Fig. 4
PDF DE CLIENTE CHEQUEADO POR

Fig. 5a Fig. 5b

64 • REVISTA SCO • Influência
do radix entomolaris na terapia endodôntica

DENTSPLY PORT.indb 64 24/8/16 16:03


Fig. 5c

CONCLUSÃO
A partir deste caso clínico podem-se extrair as seguintes conclusões:
1. O prognóstico terapêutico do RE está associado ao diagnóstico precoce da raiz supranumerária.
2. O CBCT constitui o método de diagnóstico mais eficaz para conhecer a anatomia interna dos dentes com malformações anató-
micas.
3. A utilização de sistemas de instrumentação rotatória com grande resistência à torsão e à fadiga cíclica como o Protaper Next
garantem-nos o êxito no tratamento de canais.

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Influência
do radix entomolaris na terapia endodôntica • REVISTA SCO • 65

DENTSPLY PORT.indb 65 24/8/16 16:03


PUBLI PROTAPER NEXT PORT.pdf 1 18/8/16 14:45

swaggering performance
The unique swaggering movement of the PROTAPER
NEXT files make it possible to shape more severe and

swaggering
rendimento performance
excecional
The unique swaggering
O movimento movement
ondulante exclusivo dasoflimas
the PROTAPER
PROTAPER
NEXT filesNEXT
makepermite conformar
it possible osmore
to shape canaissevere and
mais difíceis e estreitos*.

swaggering performance
A rotação de uma secção descentrada cria espaço
suficiente para alojar os resíduos de tecido

The unique swaggering movement of the PROTAPER


NEXT files make it possible to shape more severe and
PDF DE CLIENTE CHEQUEADO POR

*Comparado com as marcas líderes


*Comparado con marcas líderes

DENTSPLY PORT.indb 66 24/8/16 16:03


DE PROTÉSICO PARA PROTÉSICO
PROTOCOLO DE TRABALHO COM CERÂMICAS NO LABORATÓRIO.
DUCERAM KISS / CERCON CERAM KISS. Cerâmicas e não só

LANFRANCO SANTOCCHI NARCIS ROS


Proprietário do laboratório Savident Palestrante do Colegio de Protésicos e
em Roma.
 Ministra cursos de oclusão distintos cargos em instituições dentárias.
e anatomia coronal reconhecidos pelo Ministra cursos de cerâmica e novas
Ministério da Saúde ECM. tecnologias.

Atualmente, falar em estratificação parece um regresso ao passado. A tecnologia aproxima-se cada vez mais dos
nossos laboratórios e todas as empresas do sector dentário se dedicam à inovação, permitindo que os processos
se simplifiquem.

Por exemplo, quando escolhemos um dente da biblioteca, coloca-


mo-lo no modelo virtual e o enviamos num ficheiro a uma fresadora
para fazer o dente. Posteriormente, maquilhamos e entregamos esse
dente.

Graças a estas novas tecnologias, podem-se confecionar os produ-


tos com muitos materiais diferentes.

Mas como podemos realizar uma estrutura com um computador se não conhecemos a anatomia dos dentes
naturais? Como podemos ajustar um dente escolhido de um ficheiro sem mudar a sua forma, se não conhecemos
os dentes naturais?

Um conselho para os jovens protésicos é o de observar e estudar


anatomia dentária. A natureza deve ser a nossa primeira profes-
sora. Por exemplo, o primeiro prémolar inferior tem a cúspide
lingual 3 mm mais curta que a vestibular.

O objetivo da “NATURALIDADE” é obtido através da obser-


vação constante e cuidadosa dos dentes naturais, tentando
captar os matizes e os pequenos detalhes: cúspides, fossas e
fissuras, etc.

Quando se fala de estética, o conhecimento da anatomia permite facil-


mente obter uma melhor naturalidade das nossas próteses. Evidentemen-
te, é essencial reproduzir em primeiro lugar o dente em cera para com-
preender a morfologia e, a partir daí, simplificar a sua reprodução com
cerâmica.

A metalo-cerâmica continua a ser o material estético mais utilizado no mundo inteiro, mas no nosso
sector tudo mudou. Para permanecer no mercado, temos que ser produtivos sem diminuir a qualidade.
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Como podemos conseguir esse objetivo?


Sem nenhuma dúvida, um material estético calibrado facilita o trabalho, mas quantas cerâmicas trabalhá-
mos nos últimos anos sem conseguir alcançar os objetivos esperados?
O técnico de prótese não pode confiar unicamente no que dizem as empresas mas também se deve
documentar e trabalhar o material para o poder aproveitar ao máximo.

Protocolo de trabalho com cerâmicas. • REVISTA SCO • 67

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DE PROTÉSICO PARA PROTÉSICO

REQUISITOS A QUE UMA CERÂMICA DEVE OBEDECER PARA CONSEGUIR A EXCELÊNCIA:


1. Deve ser fácil de trabalhar com uma filosofia partilhada no laboratório. Por exemplo, as massas Flu-in-side são
ideais para a zona da dentina quando o coto está ao nível dos dentes naturais: as massas Power Croma PC são
fluorescentes e altamente cromáticas, enquanto que a massa G.I. permite-nos mascarar o bordo incisal da estru-
tura subjacente, tanto em metal como em zircónio.

2. Deve ter uma contração mínima. Sabemos que o


material estético nos permite terminar uma ponte de
4 peças numa cozedura. Nos dentes anteriores, deve
haver uma contração mínima para não colocar em peri-
go o ângulo incisal.

3. A opalescência deve-se manter depois de várias


cozeduras. Utilizando as massas corretas, obtêm-se
uma transição natural entre a estética rosa e branca.

4. As massas devem ter uma fluorescência calibrada, ou seja, uma cor clara “A1” não pode ser tão luminosa
como a “A4”.

5. A cerâmica de zircónio deve poder estratificar-se


com as mesma massas da metalo–cerâmica.

6. Na fase de estratificação, a cerâmica deve ter cores


naturais que ponham claramente em evidência a colo-
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cação das massas.

68 • REVISTA SCO • Protocolo de trabalho com cerâmicas

DENTSPLY PORT.indb 68 24/8/16 16:03


DE PROTÉSICO PARA PROTÉSICO

PROTOCOLO:
A simplicidade do produto deve estar na modelagem das massas. A qualidade das cozeduras é importante para
garantir um brilho similar ao do dente natural.

O desenho da estrutura é indispensável para obter um resultado esteticamente válido.

1. A primeira cozedura do primeiro opaquer realiza-se através da aplicação de uma camada fina.

2. A segunda camada de opaquer aplica-se sempre com uma espessu-


ra mínima, mas ao mesmo tempo deve cobrir perfeitamente a estrutura
metálica. Em seguida, cobre–se a estrutura com uma camada fina da mas-
sa Power Croma e na parte incisal com a massa G.I. Esta massa é utilizada
quando a zona incisal do coto está mais vestibularizada que os dentes
naturais. Na zona cervical, por cima da massa P.C., aplica-se a massa Sunri-
se e cobre-se com a dentina. Utilizo o mesmo procedimento também com
o Zircónio.

3. A estratificação nos incisivos centrais não pode ser idêntica à dos den-
tes posteriores. Esta deve ser realizada com uma mistura de massas muito
líquida, de forma a evitar que as mesmas se misturem entre si. A cerâmica
nunca deve perder a sua humidade, caso contrário o resultado será sem
dúvida antiestético.

4. O recebimento final faz-se com uma massa opalescente neutra ou de


cor. Na aplicação dos mamelons, a ponta central é mais alta. Em mesial e
distal os mamelons são mais baixos e largos.

5. A cerâmica deve ter uma superfície compacta e sem micro-porosidades


depois dos ciclos de cozedura. No fim da cozedura, o técnico deve ter
uma estrutura bem definida. O acabamento é feito através da utilização de
brocas de diamante.
Na prova das coroas antes de polir, é evidente que até mesmo só com a saliva, a cerâmica Kiss tem um aspeto
muito natural.

6. Antes de glazear deve ser utilizada uma borracha em toda a


superfície do elemento e em todas as zonas convexas vestibu-
lares que estão em contacto com o lábio.

7. As maquilhagens recomendadas contêm óxidos de metal muito finamente moídos. Esta característica torna
invisível a supercor (maquilhagem) sobre a superfície da cerâmica. Depois do glazeado, a cerâmica aparece lumi-
nosa, bem pigmentada e extremamente compacta.

CONCLUSÃO
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Existe uma grande variedade de marcas para restaurações cerâmicas, mas é muito importante que
finalmente podamos conseguir com as nossas massas um resultado ótimo num tempo razoável.
As cerâmicas Kiss da Dentsply Sirona oferecem esta possibilidade com as suas massas: podem ser
cozidas várias vezes sem perder cor, opalescência, fluorescência e luminosidade, que são determi-
nantes para que o trabalho se integre na cavidade oral como um dente natural.

Protocolo de trabalho com cerâmicas. • REVISTA SCO • 69

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