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O Pacto da Graça

POR MIKE RENIHAN


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Traduzido do original em Inglês


Covenant of Grace • Circular Letter 2001 — ARBCA
By Dr. Mike Renihan

Via: ARBCA.com
(Association of Reformed Baptist Churches of America)

Tradução e Capa por William Teixeira


Revisão por Camila Almeida

1ª Edição: Dezembro de 2014

Salvo indicação em contrário, as citações bíblicas usadas nesta tradução são da versão Almeida
Corrigida Fiel | ACF • Copyright © 1994, 1995, 2007, 2011 Sociedade Bíblica Trinitariana do Brasil.

Traduzido e publicado em Português pelo website oEstandarteDeCristo.com, sob a licença Creative


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O Pacto da Graça
Por Mike Renihan

[Carta-Circular para a Assembleia Geral, março de 2001 — ARBCA • Editada]

O P AC T O D A G R AÇ A

A construção teológica conhecida como o Pacto da Graça está sob ataque em nossos dias,
em duas frentes: a partir da Teologia Pactual Pedobatista de um lado e da Teologia da
Nova Aliança, por outro. A primeira faz com que ele seja um princípio organizador e meta-
narrativa para toda a sua teologia, enquanto a última procura erradicar o seu uso legítimo.
Esta carta circular aborda como essa ideia do Pacto da Graça é utilizada em nossa
Confissão comum e como deve ser usada para dar instrução ao nosso povo sobre a obra
da graça de Deus em Cristo.

A C O N S T R U Ç ÃO T E O L Ó G I C A

O termo composto, “Pacto da Graça” não é encontrado nas Escrituras por si só. É uma
construção de ideias sobre Deus e Sua obra entre os homens, que é usada para explicar
como o decreto eterno de Deus no Pacto da Redenção foi estabelecido entre os homens
no espaço e no tempo. O Pacto da Graça deve, portanto, ser distinguido do Pacto da Re-
denção.

Todos os teólogos (todos os homens) têm meta-narrativas ou pressupostos teológicos ou


teoria teológica que conduz a reflexão teológica em uma forma compreensiva. Algumas
dessas ideias transcendentes são justificadas; algumas não são. Todas elas devem ser
testadas pelas Escrituras para que vejamos se elas foram corretamente deduzidas a partir
da autorrevelação de Deus. É um direito fazer pronunciamentos doutrinários com base nas
demonstrações implícitas das Escrituras, bem como nas explícitas. A Confissão fala sobre
essas coisas que são “...expressamente declaradas ou necessariamente contidas na Sa-
grada Escritura...” (1:6). Algumas coisas são reveladas na face das Escrituras; outras têm
que ser escavadas através de trabalho duro com o uso correto da razão comparando uma
Escritura com as outras Escrituras.

Doutrinas e pronunciamentos doutrinários são coerentes com o ensinamento da Bíblia


sobre os seus próprios usos legítimos. “Toda a Escritura é divinamente inspirada, e provei-
tosa para ensinar, para redarguir, para corrigir, para instruir em justiça” (2 Timóteo 3:16).
Fazer declarações sistemáticas que são consistentes com a totalidade da Palavra de Deus

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coaduna-se com os fins para os quais o Espírito Santo inspirou a Palavra. Não devemos
recuar da doutrina, ensino ou teologia baseados nas Escrituras. Devemos envolver nossas
mentes e energias para trazer todo pensamento cativo ao senhorio de Cristo. Declarações
confessionais são declarações Bíblicas enquanto são pronunciamentos doutrinários do que
Deus disse e daquelas coisas mui certamente cridas entre nós.

As Escrituras ensinam de forma em sua totalidade que Deus opera com a humanidade,
antes e depois da Queda de acordo com a Sua graça. É o princípio pelo qual Ele opera,
revela, dirige, liberta, concede a Lei, e qualquer outra coisa “boa”. À medida que as Escri-
turas são examinadas nota-se que esta graça é frequentemente codificada em alianças
entre Deus e o homem. Assim, este princípio da aliança encontrado ao longo das Escrituras
é casado com a ubíqua graça de Deus nelas para criar um princípio de organização por
meio de construção teológica comumente chamado de Pacto da Graça. Essa ideia ajuda o
leitor a compreender melhor e de forma geral a obra e a misericórdia de Deus. É em termos
modernos uma “meta-narrativa”, uma ideia que transcende todo o pensamento sobre um
assunto. É uma verdade teológica implícita extraída a partir de muitas inferências em pas-
sagens múltiplas.

Premissa 1: A Palavra de Deus foi dada para ensinar Doutrina.

Premissa 2: O Pacto da Graça é uma doutrina ensinada na Palavra implicitamente e discer-


nida por boas e necessárias inferências (necessariamente contidas) na mesma.

Conclusão: O Pacto da Graça deve ser ensinado como uma doutrina Bíblica.

A C O N F I S S ÃO

Pressuposto: Desde que as Escrituras são dadas para ensinar a doutrina, qualquer declara-
ção doutrinária consistente com a Palavra de Deus é uma afirmação Bíblica de forma
resumida. A Confissão de Fé é uma declaração desse tipo. Por isso, a Confissão deve ser
vista como Bíblica no seu conteúdo e na sua forma. É coerente com o primeiro uso das
Escrituras mencionadas em 2 Timóteo 3:16 (Toda a Escritura é divinamente inspirada, e
proveitosa para ensinar...).

Nossa Confissão define algumas verdades importantes sobre o Pacto da Graça. A fundação
está firmada no Capítulo VII, Sobre a Aliança de Deus.

Por condescendência graciosa Deus provê para o homem o que o homem não poderia

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prover para si mesmo. Esta condescendência Divina se expressa por meio de Aliança [ou
Pacto] (7:1).

No Capítulo VII, parágrafo 2, temos a primeira menção do Pacto da Graça especificamente.


Entre outras verdades importantes, está escrito: “[...] aprouve ao Senhor fazer um Pacto de
Graça, no qual Ele oferece livremente aos pecadores a vida e a salvação por meio de Jesus
Cristo, exigindo deles a fé nEle, para que eles sejam salvos; e prometendo dar a todos os
que são ordenados para a vida eterna, o Seu Espírito Santo, para torná-los dispostos e
capazes de crer”. Nisto a graça de Deus opera sobre os pecadores. Note bem, o Pacto da
Graça, em nossa Confissão comum é entendido como sendo entre o Senhor, e aqueles
que Ele faz dispostos a crer. Não é entendida como um meio termo entre a existência
comum e a fé salvadora. É feito com aqueles a quem Deus “faz dispostos a crer”, em outras
palavras, com os eleitos.

A Confissão continua a dizer como esse Pacto foi revelado. “Primeiramente a Adão na pro-
messa...” “...até que a sua plena revelação foi manifestada no Novo Testamento”. Há uma
natureza progressiva para o desvelar do Pacto da Graça. A Confissão nos diz que o Pacto
da Graça é análogo ao e fundada sobre, mas não é igual à “transação da eterna Aliança
que havia entre o Pai e o Filho para a redenção dos eleitos” (7:3). O Pacto da Redenção
tem um efeito de definição sobre a nossa compreensão do Pacto da Graça. Informa o
conteúdo de quem será encontrado em ambos os Pactos. Trata-se da salvação dos eleitos,
de todos os que creem. Lendo mais adiante, a Confissão acrescenta: “é somente pela graça
desta Aliança que todos da caída posteridade de Adão que já foram salvos obtiveram a vida
e a bem-aventurada imortalidade, o homem é agora totalmente incapaz de ser aceito por
Deus naqueles termos em que Adão permanecia em seu estado de inocência” (7:3). Para
que qualquer salvação seja recebida, eles devem ser feitos participantes do Pacto da Graça
através do princípio da graça. Isso só é possível se Deus decretou salvá-los pelo Cordeiro
que foi morto de acordo com Seu decreto eterno e irrevogável.

O conforto da inclusão no Pacto da Graça tem a ver com Deus comprometendo-se a Si


mesmo àqueles a quem Ele verdadeiramente concede fé e arrependimento para a salvação
final. “[...] Deus tem, no Pacto da Graça, providenciado misericordiosamente que os crentes
que assim pecaram e caíram, sejam renovados através do arrependimento para a salvação”
(15.2). O decreto eterno encontrado no Pacto de Redenção é garantido por inclusão
pessoal e corporativa do crente no Pacto da Graça. No mesmo Capítulo, Sobre o Arrependi-
mento para a Vida e Salvação, está escrito: “Tal é a provisão que Deus tem feito por Cristo,
no Pacto da Graça, para a preservação dos crentes para a salvação, que, embora não haja
pecado tão pequeno que não mereça a condenação; ainda não há pecado tão grande que
possa trazer condenação sobre aqueles que verdadeiramente se arrependem; o que torna

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a constante pregação sobre o arrependimento necessária” (15:5). Sentimentos semelhan-


tes são encontrados no Capítulo intitulado Sobre a Perseverança dos Santos: “Esta perse-
verança dos santos depende, não do seu próprio livre-arbítrio, mas da imutabilidade do
decreto da eleição, que flui a partir do livre e imutável amor de Deus o Pai; sobre a eficácia
do mérito e intercessão de Jesus Cristo; e da união com Ele; da promessa de Deus; da
permanência de Seu Espírito e da semente de Deus dentro deles; e da natureza do Pacto
da Graça; de todas estas coisas vêm a sua certeza e infalibilidade” (CFB 17:2). Assim, o
Pacto da Graça não é sobre o homem, tanto quanto é sobre as promessas — abertamente
proclamadas e solenemente juradas — de Deus no que diz respeito ao Seu amor pelos
eleitos, e por estes somente.

Aqueles que foram beneficiados pela graça eletiva de Deus podem ter certeza da sua
salvação final, não por causa de suas vontades, ou por causa da capacidade de crer, mas
devido à graça soberana de Deus que terminará a obra que Ele mesmo começou (Filipen-
ses 1:6). O conforto e uso do Pacto da Graça não é dar falsa esperança para nossos filhos,
mas uma esperança real, viva e vibrante para aqueles que estão sendo salvos. Os verda-
deiros crentes têm a promessa do amor de Deus em Cristo. Esta promessa nunca será
revogada.

A N AT U R E Z A B Í B L I C A D E S T E P AC T O

Para descobrir a natureza Bíblica do Pacto da Graça, tudo o que o leitor tem a fazer é come-
çar “no princípio” e ler. Deus criou, em seguida, ordenou, portanto, que todas as criaturas
deviam lealdade inabalável a Ele. O homem não fez as obras que foram postas diante dele
para que vivesse. A Queda do homem foi uma ocorrência trágica no mundo perfeito de
Deus. Após a Queda, sempre que os homens são levados a relação especial com o Criador,
é através de Sua própria condescendência voluntária. Isto está em perfeita harmonia com
a Sua atividade graciosa. Está também dentro do contexto de um cabeça ou representante
e/ou a ideia de uma aliança. Deus fornece a base para a comunhão restaurada conSigo
mesmo nestes meios. Por exemplo, Deus providenciou uma cobertura para os nossos pri-
meiros pais, para que eles pudessem ser libertos das consequências imediatas do pecado.
Deus inclinou-se para o homem para restaurar em parte o que foi perdido.

Ao longo das Escrituras do Antigo e do Novo Testamento, encontramos dois conjuntos de


gloriosas palavras: “seu Deus” e “meu povo”. Eles são frequentemente encontrados juntos
no decreto soberano de Deus para tomar um povo conhecido pelo pecado e rebelião contra
o Seu caráter santo e trazê-los à comunhão especial conSigo mesmo, fazendo-os ser o
“Seu povo” e comprometendo-se a ser “seu Deus”.

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Abrão/Abraão deveria ser um pai de muitas nações. Por meio dele, foi dada a promessa de
que todas as nações seriam abençoadas. Os Israelitas vagando pelo deserto estavam foca-
dos em receber o que havia sido prometido a eles por meio de Abraão, a sua cabeça pactual.

Israel deveria ser o povo especialmente adotado de Deus vivendo como Seu testemunho
para essas nações. A aliança que Deus fez com Abraão, Isaque e Jacó começa a frutificar
no verdadeiro povo de Deus. No entanto, o princípio primordial tomado a partir das alianças
históricas específicas é que Deus opera pela graça entre os homens para realizar os Seus
próprios santos propósitos.

Moisés foi o mediador da Lei. Foi por graça que as demandas de Deus foram feitas conheci-
das ao Seu povo. No prólogo do documento da aliança, lemos: “Eu sou o Senhor teu Deus”.
Deus afirma Seu direito de ser seu governante e legislador. Ele age assim sobre o funda-
mento de quem Ele é e da graça prévia ao libertá-los ao longo do Êxodo.

A expressão máxima deste motivo da graça é encontrada na Nova Aliança. Uma amostra-
gem de três textos relevantes deve ser suficiente, embora existam mais dezenas, senão
centenas com relação implícita a este tópico:

• “Mas esta é a aliança que farei com a casa de Israel depois daqueles dias, diz o Senhor:
Porei a minha lei no seu interior, e a escreverei no seu coração; e eu serei o seu Deus e
eles serão o meu povo” (Jeremias 31:33).

• “E eles serão o meu povo, e eu lhes serei o seu Deus [...]” (Jeremias 32:38).

• “Para que andem nos meus estatutos, e guardem os meus juízos, e os cumpram; e eles
me serão por povo, e eu lhes serei por Deus” (Ezequiel 11:20).

A atividade graciosa de Deus é revelada nas páginas da Sagrada Escritura. É o Seu subju-
gar os corações de Seus inimigos, a fim de torná-los o Seu povo, que Deus faz por esta
graça. Ele os chama a um relacionamento de aliança conSigo, em que Ele é seu governante
e eles são o Seu povo. Essa comunhão iniciada por Deus é comumente chamada de Pacto
da Graça.

É Deus quem faz o Pacto da Graça por Sua própria obra graciosa em nome do homem caí-
do e pecaminoso. É Deus quem fala e decreta, este Deus é quem faz a Lei para expressar
Seu caráter e vontade. É este Deus pactuante que faz com que aqueles que Lhe pertencem
andem nos Seus caminhos. E, tudo isso é operado por Sua livre graça. É sem qualquer

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condição de homem algum, e realizado de maneira sobrenatural. A graça é o princípio pelo


qual Deus opera no que diz respeito ao Seu povo desde a Queda.

Para nos guardarmos de presunção é melhor dizer que não sabemos quem está no Pacto
da Graça até que eles creiam. O Pacto da Graça não é perpetuado através da procriação e
descendência linear de crentes, mas pela regeneração como um ato direto da livre e incon-
dicional graça de Deus. A eleição daqueles que são feitos dispostos a crer (e estes
somente) — juntamente com todas as obras, bênçãos e benefícios de Deus que acompa-
nham a fé — demonstra a invencível união de um crente com Cristo. Estas realidades
garantem a sua participação para sempre em Seu Pacto da Graça. Que conforto bendito
surge pelo Deus vivo e verdadeiro, o criador e sustentador de todas as coisas, ter compro-
metido a Si mesmo com Seu povo por meio dessa aliança graciosa. Que alegria é a nossa,
mesmo no meio de uma tomada de consciência do nosso pecado remanescente. Devemos
agradecer humildemente pelo dom imerecido da graça de Deus, por meio da fé. Amém.

Sola Scriptura!
Sola Gratia!
Sola Fide!
Solus Christus!
Soli Deo Gloria!

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2 Coríntios 4
1
Por isso, tendo este ministério, segundo a misericórdia que nos foi feita, não desfalecemos;
2
Antes, rejeitamos as coisas que por vergonha se ocultam, não andando com astúcia nem
falsificando a palavra de Deus; e assim nos recomendamos à consciência de todo o homem,
3
na presença de Deus, pela manifestação da verdade. Mas, se ainda o nosso evangelho
4
está encoberto, para os que se perdem está encoberto. Nos quais o deus deste século
cegou os entendimentos dos incrédulos, para que lhes não resplandeça a luz do evangelho
5
da glória de Cristo, que é a imagem de Deus. Porque não nos pregamos a nós mesmos,
6
mas a Cristo Jesus, o Senhor; e nós mesmos somos vossos servos por amor de Jesus.
Porque Deus, que disse que das trevas resplandecesse a luz, é quem resplandeceu em
nossos corações, para iluminação do conhecimento da glória de Deus, na face de Jesus
7
Cristo. Temos, porém, este tesouro em vasos de barro, para que a excelência do poder
8
seja de Deus, e não de nós. Em tudo somos atribulados, mas não angustiados; perplexos,
9
mas não desanimados. Persegui-dos, mas não desamparados; abatidos, mas não
10
destruídos; Trazendo sempre por toda a parte a mortificação do Senhor Jesus no nosso
11
corpo, para que a vida de Jesus se manifeste também nos nossos corpos; E assim nós,
que vivemos, estamos sempre entregues à morte por amor de Jesus, para que a vida de
12
Jesus se manifeste também na nossa carne mortal. De maneira que em nós opera a morte,
13
mas em vós a vida. E temos portanto o mesmo espírito de fé, como está escrito: Cri, por
14
isso falei; nós cremos também, por isso também falamos. Sabendo que o que ressuscitou
15
o Senhor Jesus nos ressuscitará também por Jesus, e nos apresentará convosco. Porque
tudo isto é por amor de vós, para que a graça, multiplicada por meio de muitos, faça abundar
16
a ação de graças para glória de Deus. Por isso não desfalecemos; mas, ainda que o nosso
17
homem exterior se corrompa, o interior, contudo, se renova de dia em dia. Porque a nossa
18
leve e momentânea tribulação produz para nós um peso eterno de glória mui excelente;
Não atentando nós nas coisas que se veem, mas nas que se não veem; porque as que se
veem são temporais, e as que seOEstandarteDeCristo.com
não veem são eternas. 10
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