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UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO

GRADUAÇÃO EM CONSERVAÇÃO E RESTAURO DE BENS CULTURAIS


Legislação e Cartas Patrimoniais – Prof. Dr. Marcus Tadeu Daniel Ribeiro

Maria Gabriela Gloria Pereira de Moura

Resumo:
CARTA DO RESTAURO, ABRIL DE 1972

Rio de Janeiro
Julho de 2017
A Carta do Restauro de abril de 1972, através da elaboração de doze artigos,
normatiza e discorre sobre as condições de salvaguarda e intervenções de restauro das
obras de arte. Se inicia descrevendo quais são as obras sob seus efeitos e as dispõe,
abordando a abrangência aos edifícios e monumentos históricos ou ambientais,
coleções artísticas, decorações, jardins, entre outros.
Além do ponto anterior, também proteciona as operações que asseguram a
salvaguarda e restauro de vestígios e fragmentos relacionados a pesquisas
subaquáticas e subterrâneas.
Para efeitos de esclarecimento, o documento apresenta a definição de
salvaguarda e restauro. Sendo compreendido como salvaguarda, qualquer
medida de conservação que não implique numa intervenção direta sobre a obra.
Enquanto restauração conceitua-se por qualquer intervenção sobre as obras
com objetivo de manter o funcionamento, facilitar a leitura e a transmitir de
maneira integral ao futuro.
A Carta compromete as superintendências de instituições responsáveis
sobre a elaboração de um programa anual de especificação dos trabalhos de
salvaguarda e restauração, assim como das pesquisas subaquáticas e
subterrâneas. Além de parecer técnico sobre as intervenções constando
detalhamento de processo de conservação da obra, estado atual, natureza das
intervenções necessárias e despesas. Todos esses aspectos sujeitos à
avaliação pelo Ministério da Instrução Pública.
Conseguinte, trata da proibição de uma série de ações que podem vir a
descaracterizar a obra, como: acréscimos manuais ou virtuais, mesmo que de
forma sutil, na restauração, ainda que haja documento que indique o estado
anterior obra; Remoções ou demolições que apaguem a trajetória da mesma
através do tempo, excetuando-se casos de alterações limitadas que impeçam a
leitura ou que alterem o valor histórico, ou, ainda, de aditamentos que configurem
falsificação; Remoção, reconstrução ou transferência para locais diferentes dos
originais, a menos que por razões superiores de conservação; Alteração das
condições de acesso ou ambientais sobre as quais a obra chegou aos nossos
dias; Alteração ou eliminação de pátinas.
Em seguida, aborda as permissões de acréscimos e reintegrações:
Acréscimos de fragmentos históricos ou partes de função sustentante com a
clara evidência do contorno, material diferenciado, mas harmônico, de fácil
distinção; Limpeza de pinturas e esculturas, mas que não poderão alcançar a
primeira camada de cor, respeitando pátinas e vernizes antigos; Recomposição
e reintegração documentadas e com segurança, com distinção possível sem
auxílio de instrumentos ópticos; Sobre a modificação ou inserção de estruturas
sustentantes de conservação sem que altere a aparência da obra vista a olho
nu, nem alteração cromática; Nova ambientação para quando não houverem ou
não existirem mais os originais, ou quando as necessidades de conservação
exigirem.
O documento assegura, também, a característica reversiva, no futuro, de
qualquer antiga intervenção. Sendo previamente estruturada e justificada com
documentação do processo, informando a utilização de novos materiais que
estarão sujeitos a autorização pelo MIP.
Sobre as medidas de controle de alteração e variação climática, não
deverão alterar o aspecto da matéria e a cor das superfícies, nem exigir
modificações no ambiente.
Para efeitos de especificação dos métodos para restauração, a Carta
elabora os anexos A, B, C e D: Anexo A - Das instituições de salvaguarda e
restauração de objetos arqueológicos e subaquáticos ou subterrâneos, e
importância de tal feito; Anexo B: Das instituições para os critérios das
restaurações arquitetônicas. Alterações e adaptações deverão ser limitadas ao
mínimo para não descaracterizar a arquitetura; Anexo C: Instruções para
restauro de pinturas e esculturas abordando o reconhecimento preliminar do
estado da obra e conseguintes providências na execução das restaurações e o
ANEXO D: Instruções para tutela dos centros históricos enumerando os
principais tipos de intervenção urbanística (Reestruturação urbanística;
Reordenamento viário; Revisão de equipamentos urbanos) e apresentando as
questões de saneamento de conservação edílica (Saneamento estático e
higiênico dos edifícios; Renovação funcional dos elementos internos).