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REFLEXÕES SOBRE

DISCURSO
E
LEITURA
DA OBRA DE
ARTE VISUAL
Um dado discurso ou
manifestação poética,
pressupõe sua apreensão
sensível e conseqüente
assimilação cognitiva, sem
isso não se tem sentido ou
significação
Uma obra de arte, como
qualquer manifestação
discursiva, seja ela visual,
verbal, gestual, sonora,
cênica ou de que tipo
for,depende de:
uma apropriação de ordem
perceptual e cognitiva, ou
seja, de um processo mental
capaz de recuperar a
informação e articular o
sentido
Neste caso, qualquer
manifestação verbal, visual,
gestual, etc. é passível de ser
lida, ou seja, apreendida no
seu todo e interpretada
Neste aspecto, a leitura nada
mais é do que a apropriação
sensível e cognitiva de dados
em busca da significação
Produzir ou fazer sentido
significa gerar informação,
conhecimento, domínio, saberes
ou consciência que seja capaz de
alterar o status quo (estado
anterior) do indivíduo ampliando
seu universo de comreensão
Sempre que adquirimos novos
conhecimentos, promovemos
mudanças e transformações
nos domínios anteriores em
desenvolvemos novas
habilidades e vislumbramos
novas possibilidades
São as mudanças que nos
tornam aptos a entender
novos assuntos, desenvolver
novas relações, executar
novas tarefas ou encontrar
novos caminhos
O saber, ou seja, o
conhecimento, é cumulativo.
Aprender é um processo
aditivo que soma
informações de toda ordem a
todo momento
Diferentes campos e saberes
são acionados
continuamente, no nosso dia
a dia, produzindo novas
informações, novas
compreensões e atitudes
Fazendo uma relação entre o
saber com o contexto da
visualidade, vamos verificar
que nela, este processo de
transformação contínua
também ocorre
Quando falamos em Discurso
Visual estamos nos referindo às
informações que são
construídas, obtidas ou
processadas a partir de
referências visuais
desenvolvidas por meio de
diferentes poéticas
É este o campo do domínio
imagético
As imagens são modos de
presença, ou seja, maneiras
pelas quais certos dados
visíveis, qualidades sensíveis
são organizados para acionar
nossos sentidos e promover a
visualidade
Podemos dizer que uma
imagem é uma manifestação
discursiva que provoca uma
reação cognitiva gerando
informação
Neste caso, uma imagem não
é diferente de qualquer outro
produto de informação com
o qual somos capazes de lidar
e de acessar
O que faz diferença entre os
diferentes sistemas de
informação é o campo onde o
conhecimento se encontra e o
modo de acessar este
conhecimento e não o
conhecimento em si
Portanto, podemos dizer que
uma imagem é um dos
modos geradores de
conhecimento, cuja
especificidade requer ser
acessada pelo seu aspecto
visível
Um bisão é um bisão, não
importa o modo como ele
foi dito, mostrado,
constituído, construído, o
sentido é o mesmo!
Um cavalo é um cavalo!
Um cavalo mítico
Um cavalo Romântico
Um cavalo moderno
Um cavalo lúdico
Um cavalo útil
Um cavalo mesmo, embora
em foto, imagem, mas
ainda cavalo
Outras imagens em
fotografias que podem
descrever, narrar, propor
uma análise ou versão de
um fato, uma ocorrência,
um evento, por mais
corriqueiro que seja
Doisneau
Vessalius
Mas são todas imagens e
todas significam
É bom não nos retermos
apenas à definição tradicional
das imagens que as coloca
como imitações ou cópias
que nos remetem a coisas
preexistentes no mundo
É bom ampliarmos nossa
compreensão de imagem
tomando como referência o
que estamos expondo aqui:
Imagem é uma manifestação
sensível que acessamos por
meio visual e interpretamos
cognitivamente
Entendendo assim,
estaremos mais preparados
para produzir e processar
imagens em diferentes
situações ou circunstâncias.
Uma
manifestação
é um
todo de sentido.
Manifestação é tudo aquilo
que somos capazes de
apreender e, em segunda
instância, compreender
Não basta apenas vermos
algo, precisamos também
entender o que aquilo que
vemos significa
Só acessamos o significado
se formos capazes de
produzir associações
cognitivas acionando dados
de diferentes ordens e
origens (perceptivas,
cognitivas ou culturais)
Por mais que saibamos que
uma imagem é
essencialmente visível, não é
apenas o aparato visual que
acionamos para compreende-
las
Uma imagem é também
resultante de outros tipos de
informação como a memória
(conjunto de conhecimentos)
que acionamos, para
recuperar e entender as
coisas
A compreensão, o
entendimento ou a leitura
resultam de um
encadeamento cognitivo
complexo e dinâmico que
depende de aprendizagem e
experiência
Acionamos,
simultaneamente, muitos
níveis cognitivos: memória,
raciocínio e abstração
É justamente esta capacidade
de operar com muitas e
diferentes informações ao
mesmo tempo que nos
tornaram aptos a enfrentar
desafios e propor soluções
Portanto, uma imagem não
vem sozinha, resulta de um
conjunto de informações,
não só visuais, como também
de outras ordens sensíveis
Estas outras ordens sensíveis
podem ser constituídas de
diferentes substâncias e
qualidades
Não só os mitos, mas
dados como luminosidade,
cor, textura, espacialidade,
dimensão, ação, e outros,
podem ser lidos ou
interpretados segundo
nossa experiência
No contexto das obras de
arte, vamos descobrir
relações entre aquilo que
vemos no mundo natural e
aquilo que vemos nas
imagens criadas pelos
artistas
Em certos momentos a
arte se aproxima e se
apropria do mundo visível,
em outros se distancia dele
e o destitui
Este ir e vir da “realidade”
(mundo natural), é comum
no contexto da história da
arte
Diferentes poéticas e
proposições instauram
modos de ver e pensar o
mundo, como também
modos de mostrar e
esconder o mundo em que
vivemos
Uma estratégia de analisar,
ler ou entender imagens é
procurar acessá-las por
meio de suas qualidades
sensíveis
Portanto: luminosidade,
espacialidade e
temporalidade são os
elementos de significação
mais diretos e óbvios para
sua compreensão
Esta possibilidade de
compreensão é da ordem
do sensório, do perceptivo,
portanto, podemos chamá-
la de
Perceptual
Neste caso a abordagem
perceptual procurará dar
conta dos valores e
qualidades sensíveis,
acessadas por meio do
visual
Valores luminosos como
intensidade (sombra e luz),
freqüência (cor), textura
(brilho, mate, aspereza,
transparência, opacidade,
reflexividade, etc.)
Valores espaciais como:
dimensão (tamanho,
profundidade), direção
(orientação, percurso),
Valores temporais como
ação (gestualidade,
freqüência, repetição)
Vão ser lidos como
informações visuais claras
e significativas de uma de
obra plástica, ou visual,
sem que isso nos obrigue a
encontrar outros
elementos temáticos
Figurar ou não o mundo,
parecer-se ou não com ele é
uma opção do autor,
definido ou determinado por
sua época, cultura,
civilização, mas não uma
condição sine qua non da
obra de arte
Uma segunda abordagem é
buscar relações entre o
que vemos e as
possibilidades de
interpretação daí advindas.
Esta abordagem, por ser de
ordem Interpretativa
Pode ser chamada de
“Relacional”, esta é nossa
segunda instância de
leitura
Neste caso podemos
relacionar as qualidades
sensíveis às qualidades
temáticas ou aos assuntos
Podemos tentar identificar
como uma cor valoriza,
intensifica, explicita um
tema ou faz o contrário,
ameniza, suaviza e se opõe
a ele
Assim podemos procurar
ler todas as demais
relações de ordem
sensíveis e temáticas.
Podemos saber quando os
temas ou assuntos são
importantes para a leitura,
ou quando são apenas
motivos ou pretextos para
que se crie a obra de arte
Podemos saber quando
elementos plásticos se
constituem em elementos
de significação simbólica
numa dada obra de arte ou
quando são apenas
plásticos
Quando uma cor reforça
uma aproximação com o
mundo natural ou se refere
à qualidades morais,
míticas, simbólicas ou é
apenas cor
Quando uma relação de
tamanho é exclusivamente
dimensional ou a
manifestação de uma
hierarquia mítico/religiosa
(hierática) ou áulica (da
realeza, principesca, nobre)
Podemos saber quando
duas ordens de significação
se associam para produzir
sentido e de que modo
estas associações se
constituem em valores
A última instância de
abordagem é a da ordem
dos valores em si, que
chamamos
Axiológica
Nesta instância, devemos
tentar descobrir de que
maneira, além dos valores
plásticos e temáticos, além
da configuração estética, a
obra pode se constituir em
sentido
De que maneira a obra
dialoga com o seu tempo,
com as proposições
contemporâneas, com as
problemáticas instauradas
no contexto da arte e da
sociedade
De que modo a obra de
arte atualiza o discurso, a
poética e os argumentos
que manipula para criar
diálogos com o seu tempo,
sua gente
Como a obra de arte
constitui sua “vigência”,
sua atualidade e sua
existência material e/ou
conceitual
Como ela interage com o
mundo, sua época, as
pessoas, as instituições,
com a história, com sua
essência
Como se realiza enquanto
manifestação no contexto
humano, como se
humaniza