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GINECOLOGIA

1 – SÍNDROME DOS OVÁRIOS POLICÍSTICOS


Quadro Clínico:
Alterações menstruais
Ovários Policísticos
Infertilidade
Hirsutismo
Obesidade
Hiperandrogenismo
Resistência Insulínica
Proliferação endometrial
Alterações gonadotróficas

Diagnóstico:
As alterações cardinais são: anovulação, sinais clínicos/bioquímicos de hiperandrogenismo e os ovários
policísticos ao exame de imagem (US)
-> Afastar outras etiologias primeiro

Perfil Hormonal:
Testosterona Total, TSH, Prolactina, FSH/LH

Tratamento:
Perda de peso
Metformina
Anticoncepcionais Orais

2 – DSTs (Lesões ulceradas):

a) Sífilis
a. Sífilis Primária
Quadro Clínico: Lesão rosada ou ulcerada, única, pouco dolorosa, base dura, lisa, com bordos
regulares e pouca secreção, com adenopatia regional não supurativa, móvel, indolor e múltipla.
Diagnóstico: Pesquisa em campo escuro, biópsia da lesão, imunofluorescência
Tratamento: Penicilina Benzatina 2.400.000 UI IM dose única

b. Sífilis Secundária
Quadro Clínico: Roséola, candiloma plano, alopécia, artralgia, febre, fadiga
Diagnóstico: Testes não treponêmicos: VDRL e RPR
Testes treponêmicos: FTA-Abs, TPI
Tratamento: Penicilina Benzatina 2.400.000 UI IM 1 dose semanal por duas semanas

c. Sífilis Latente - Recente


Diagnóstico: (igual)
Tratamento: Penicilina Benzatina 2.400.000 UI IM 1 dose semanal por duas semanas

d. Sífilis Latente Tardia


Diagnóstico: (igual)
Tratamento: Penicilina Benzatina 2.400.000 UI IM 1 dose semanal por três semanas

e. Sífilis Terciária
Quadro Clínico: Artrite + periostite + osteocondrite = Osteopatia de Charcot
Diagnóstico: (igual)
Tratamento: Penicilina Benzatina 2.400.000 UI IM 1 dose semanal por três semanas

f. Neurossífilis
Quadro Clínico: Tabes Dorsalis, Paresia, Convulsão, Demência
Diagnóstico: (igual) (Penicilina G Cristalina 3-4 milhões UI EV 4h/4h, 10-14 dias dias)
Tratamento: Penicilina G Cristalina 3-4.000.000 UI EV 4/4h 10-14d

b) Herpes Genital
Quadro Clínico: Vesículas agrupadas que se rompem formando úlceras, com adenopatia dolorosa
bilateral em até 50% dos casos, e leucorréia aquosa cervical.
Diagnóstico: Clínico, citologia, Sorologia IgM e IgG, Imunofluorescência, Cultura
Tratamento: Aciclovir 400 mg VO 3x/dia 7-10d (inicial)
Aciclovir 200 mg VO 5x/dia 5 dias (recidivas)

c) Cancro Mole
Quadro Clínico: Úlcera única ou múltipla, muito dolorosas, de bordas irregulares, frequentemente
infectadas, com linfoadenopatia inguinal em 30-50% dos casos.
Diagnóstico: Clínico, Pesquisa em campo escuro, Bacterioscopia, Biópsia,
PCR (+ sensível, + caro)
Tratamento: Azitromicina 1g VO DU / Ceftriaxone 250 mg IM DU

d) Linfogranuloma Venéreo
Quadro Clínico: Inicia como pápula, pústula ou ulceração que desaparece. 1-6 semanas depois, surge
linfoadenopatia lateral, supurativa, com fistulização múltipla em “bico de regador”.
Diagnóstico: Bacterioscopia direta, Imunofluorescência, Sorologia IgG e IgM, Biópsia, Cultura e PCR com
sensibilidade próxima a 100%
Tratamento: Doxiciclina 100mg VO 12/12h 21 dias

e) Donovanose
Quadro Clínico: Lesões indolores, ulceração plana e sangrante, evolui para ulcero-vegetante, sem
adenopatia, com grande destruição tecidual, fibrose e linfedema
Diagnóstico: Esfregaço da lesão, histopatológico da borda da lesão (corpúsculos de Donovan)
Tratamento: Doxiciclina 100 mg VO 12/12h 21 dias | Azitro 500 mg VO 21 dias
3 – ADENOMIOSE
Quadro Clínico
Dismenorréia
Sangramento Uterino Anormal
Infertilidade (?)

Diagnóstico
USG Transvaginal – útero globoso, miométrio heterogêneo, paredes assimétricas, cistos subendometriais,
pouca definição na junção endometrial-miometrial
RNM
Histopatológico

Tratamento
Depende das manifestações clínicas, podendo ser clínico-medicamentoso ou cirúrgico.
AINES - alívio da dor
Progesterona, Anticoncepcionais Orais, Mirena – controle dos fatores hormonais, diminuição ou
abolição do ciclo
Análogos GnRH
Cirúrgico – remoção apenas da lesão, ou histerectomia

4 – PÓLIPOS
Macios e císticos, firmes e fibrosos, pediculados ou sésseis, únicos ou múltiplos, de tamanho variado.
Multifatoriais, principalmente relacionados a fatores familiares/genéticos e endócrinos.

Classificação
Hiperplásicos – sensíveis a estrogênio, originados da hiperplasia endometrial. Podem ter áreas de atipia
celular.
Atróficos – típicos da pós-menopausa, geralmente resultantes dos pólipos hiperplásicos.

Funcionais – endométrio similar ao normal, se comportam de acordo com o ciclo menstrual

Adenomiomatoso – presença importante de células musculares lisas, risco de CA de 9%

Pseudopólipos – endométrio idêntico ao circundante. Desaparece com o fluxo menstrual.

Quadro Clínico
A maioria dos pólipos são assintomáticos.
Sangramento uterino anormal
Sangramento intermenstrual
Coitorragia
Infertilidade

Geralmente benignos, e o risco de malignização aumenta com o tempo e a idade, piorando na pós-
menopausa.

Diagnóstico
USG Transvaginal

Tratamento
Não há consenso
Conduta expectante, com remoção apenas nos casos sintomáticos ou com alterações anatomopatológicas
Polipectomia costuma melhorar os sintomas, sem malignizar.
5 - PATOLOGIAS BENIGNAS DAS MAMAS

a) Mastalgia Fisiológica (Cíclica)


Bilateral, difusa e relacionada aos períodos do ciclo menstrual.
Pode requerer intervenção terapêutica, com sintomáticos.

b) Alterações Funcionais Benignas da Mama (Cíclica)


“Displasias mamárias” – Fenômeno parafisiológico
Quadro Clínico:
Espessamento, descarga papilar, cistos e mastalgia
Diagnóstico:
Anamnese e exame físico
Pode se utilizar a USG para elucidar as alterações encontradas no exame, com visualização
de áreas císticas
Tratamento:
Tranquilizar quanto ao caráter benigno
Vestuário com bom suporte para as mamas
Diminuir ingestão de xantinas
Aumento da ingestão de ácidos graxos essenciais, vitamina E

c) Mastalgias Infecciosas (Acíclica)


Flogose no parênquima mamário, geralmente em um quadrante
Pode evoluir até envolver toda a mama, com formação de abscesso.
Agente mais comum Staphylococcus aureus

d) Mastite subareolar recidivante (Infecciosa – Acíclica)


Flogose na região periareolar
Geralmente paciente fumante com marcas/fístulas peri-areolares
Germes anaeróbicos, etiologia polimicrobiana
Vários pequenos abscessos que fistulizam, cicatrizam, e recidivam.

e) Mastite por Micobactéria (Infecciosa – Acíclica)


Flogose difusa associada com nodulações (granulomas)
Fístulas na pele com secreção caseosa
Pode mimetizar mastite, mas sem melhora com antibioticoterapia tradicional

f) Doença de Mondor (Traumática – Acíclica)


3-4 dias após o trauma
Cordão tenso e doloroso que pode ser palpado
Evolução auto-limitada.

g) Nódulo Mamário
Diferenciar maligno e benigno é sempre a prioridade
Benignos
Redondos ou ovais, bem definidos, elásticos ou fibroelásticos, até 5cm, móveis, em qualquer
localização e podendo ou não ser dolorosos.
Nódulo cístico – cistos simples são sempre benignos
Diagnóstico:
USG diferencia lesões sólidas das císticas
USG também pode ser utilizado para guiar a punção de alívio em cistos muito grandes]
Propedêutica:
Nódulo sólido com características benignas:
Abaixo de 40 anos e sem outros fatores de risco = acompanhamento semestral
Acima de 40 anos ou com fatores de risco = avaliação histológica com biópsia + avaliar
remoção
Lesão não palpável – acompanhar semestral por 2 anos

h) Papiloma

Quadro Clínico: descarga papilar espontânea, hemorrágica ou em água de rocha, geralmente


uniductal.
Eventualmente a palpação revela nódulo que, com a compressão, faz descarga de secreção e resolve
o quadro. (ducto obstruído)

Importante porque tem chance de malignidade e faz diagnóstico diferencial com CA de mama,
principalmente em papilomas múltiplos.

Diagnóstico: Mamografia / USG

6 – PATOLOGIAS MALIGNAS DAS MAMAS


Mais frequentes
Originados no parênquima, adenocarcinoma ductal infiltrante (80%)
Quadro Clínico: nódulo irregular, mal definido, endurecido, de mobilidade reduzida, é a principal
manifestação clínica.
RASTREAMENTO DE CA DE MAMA É MAMOGRAFIA, USG e RNM são para complementar e
diagnosticar.
Microcalcificação só é suspeita quando agrupadas e pleomórficas. (biopsiar)
BI-RADS MAMOGRAFIA
1 e 2 – Repetir no intervalo recomendado
3 – Controle a curto prazo (a cada 6 meses)
4 e 5 – Bipsia e histopatológico
0 – Inconclusivo, necessita de outro exame.
6 – Já teve CA.
Propedêutica
Mamografia -> USG -> RNM -> Biópsia + Histopatológico

TRATAMENTO
Quadrantectomia + Radioterapia/Quimioterapia/Hormonioterapia
Quimio – só não é indicada em lesões iniciais sem afetar linfonodo sentinela
Hormonio – sempre se usa em tumor hormonio-responsivo

7 - CA COLO
Lesões precursoras
HPV
NIC
Sequência propedêutica
Diagnóstico: Citologia -> Colposcopia -> Biopsia para histopatológico -> Conização
Estadiamento: Toque, USG, TC, RNM, Rx

8 - CA CORPO UTERINO (Endométrio)


Lesões precursoras
Hiperplasia endometrial
Fatores de risco
Idade > 60, hiperplasia endometrial atípica, obesidade de 15kg+, diabetes, HA, menopausa tardia,
história familiar, estrogenioterapia sem progesterona, nível socio-econômico
Propedêutica
Rastreamento: colpocitologia oncótica, USG com doppler, CA 125, Histeroscopia (com biopsia),
curetagem (com biopsia)
Diagnóstico: USG com doppler, histerossonografia (com biopsia), videohisteroscopia (com biopsia),
curetagem (com biopsia), video-laparoscopia, CA 125
Estadiamento: definitivo apenas pós-cirúrgico.

9 - TUMORES BENIGNOS DO OVÁRIOS


Características
Massas unilaterais, císticas, móveis e lisas, sem septos.
Unilateral até 8cm
Bilateral até 30cm (avaliar as características)
Diagnóstico
USG
RNM
CA 125 quando associado a outros exames e para acompanhamento
Conduta
Avaliar idade, desejo de manter a capacidade hormonal e reprodutora
Tamanho do tumor
O mais conservador possível
PAAF contraindicado
Optar por cirurgia em massas sintomáticas ou com suspeita de malignidade aos exames

10 - TUMORES MALIGNOS DO OVARIO


Fatores de risco
Indução repetida a ovulação
Disfunção do próprio ovário
Consumo excessivo de gordura animal
Tabagismo
Álcool
História Familiar

Propedêutica
Rastreamento: USG, CA125
Diagnóstico: USG com Doppler, TC, RNM, Citologia, marcadores tumorais, Laparoscopia

Diagnóstico Diferencial
Serosos – volumosos, mistos
Mucinosos – Até 20kg
Endometrióides – Menos císticos
Células Claras – Muito associado com endometriose, raramente é bilateral
Derivados dos cordões sexuais – Tecomas (benignos), e fibromas
Germinativos – infância e adolescência
Metastáticos – Dos gástricos e mamários, pp