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Nutri Control – Desenvolvimento de um Sistema Digital de

Controle Alimentar

Abstract: In recent decades, the vertiginous urban population growth, combined with
economic and cultural trends brought a serie of changes to individuals way of life. For
exemple, the food outsourcing triggered serious consequences to public health. The situation
seams like an opportunity for I.T. to help reverse this social problem that concerns
government and public health. Thus, the proposed research project called Nutri Control was
to develop a device that controls the speed of feeding of your users in real time through
applied knowledge in the area of hardware, digital electronics and low level programming
language.
Keywords: control food; digital system; Information Tecnology; nutrition.

Resumo: Nas últimas décadas, o crescimento vertiginoso na população urbana mundial,


associado a tendências econômicas e culturais, levou a uma série de modificações no ritmo de
vida dos indivíduos. Um dos aspectos notáveis foi a terceirização da alimentação, que trouxe
graves consequências à saúde coletiva. A situação mostra-se como oportunidade da T.I.
contribuir para o controle e reversão desde problema social, que preocupa autoridades
governamentais e da saúde. Diante disso, a proposta do projeto de pesquisa denominado Nutri
Control foi desenvolver um dispositivo que controle a velocidade de alimentação de seus
usuários em tempo real, por meio de conhecimentos aplicados na área de hardware, eletrônica
digital e linguagem de programação baixo-nível.
Palavras chave: controle alimentar; sistema digital; tecnologia da informação; nutrição.

A fome é uma necessidade natural que deve ser satisfeita para assegurar a existência
humana. No entanto, as práticas para saciá-la não são naturais, mas situam-se na esfera da
cultura. O homem se alimenta de acordo com a sociedade a que pertence, num complexo
sistema de regras dietéticas que define não apenas o que se come, mas também a forma como
o faz (COLLAÇO,2003).
Atualmente, come-se mais em restaurantes e lanchonetes, fast foods e o método
tradicional de alimentação encontra-se reduzido, não só pelo maior tempo fora de casa, mas
principalmente pela pressa, uma característica da pós-modernidade. Com isto, o segmento da
indústria de alimentos prontos registrou crescimento de 16,7% entre 1993 e 1999, enquanto os
gastos com refeições fora do lar foram paralelamente para 21,3% da renda do trabalhador em
1996. Nos grandes centros urbanos 25% das refeições são realizadas fora de casa1. Este novo
padrão ocasionou o aumento calórico das dietas cujas repercussões já se notam em massa: o
aumento do número de obesos tornou-se uma tendência no Brasil, caracterizando o que os
especialistas chamam de transição nutricional, chegando a uma epidemia de obesidade.

1
Dados de pesquisas da ABIA – Assoc. Brasileira da Ind. Alimentícia (COLLAÇO, 2003).
Segundo o projeto de Lei nº 312 / 20042, esta deterioração de hábitos alimentares é
avassaladora: uma das principais causas de doenças crônicas não transmissíveis como
diabetes, hipercolesterolemia, hipertensão e doenças cardiovasculares (como infarto e
derrame). Além da morte precoce, o custo hospitalar tem um peso a mais sobre a sociedade
que paga a conta do sistema público de saúde. Com isto, governos, pesquisadores e iniciativa
privada buscam os fatores exatos deste problema nutricional para atacá-los assertivamente.
Porém, além de aspectos econômicos e sociais, a estatística se compõe da soma de
casos individuais. O quadro nacional nada mais é que o retrato das escolhas, hábitos e atitudes
de indivíduos – conscientes ou não. De acordo com nutricionistas, 90% das pessoas comem
muito depressa, atrapalhando a sensação de saciedade ao terminar a refeição – uma vez que
leva cerca de 20 minutos para o estômago informar ao cérebro que está satisfeito. Como
conseqüência, ao alimentar-se rápido, come-se além do necessário (BULGARELLI, 2007).
Assim, a pressa pode ser considerada um dos eixos centrais para encontrar o equilíbrio
no processo alimentar no âmbito individual, onde se encontram pequenas atitudes de grande
poder sobre as assustadoras estatísticas, e que, se modificadas, poderiam influenciar
diretamente na solução do problema. Diante deste quadro, faz-se necessário uma atitude de
vigilância permanente no que diz respeito às práticas de avaliação do estado nutricional de
indivíduos ou grupos de risco (ENGSTRON, 2002).

O processo digestório e o tempo

Analisando produções acadêmicas que dedicam-se ao estudo do comportamento


alimentar, a grande maioria foca o tipo de alimento consumido e a periodicidade das refeições
(GARCIA,2004). Embora ambos sejam fundamentais para uma alimentação saudável, um
terceiro elemento tem se tornado cada vaz mais determinante, e ainda pouco abordado nos
procedimentos de reeducação alimentar, que é o tempo – o período dedicado ao ato de comer
em cada refeição.
Pinheiro (1984) aponta que o processo alimentar possui etapas específicas e regras de
segurança para cada uma delas, para o pleno processamento dos alimentos e seus nutrientes.
Se uma estapa é mal completada o desempenho de todo o conjunto é afetado. A exemplo

2
Projeto “São Paulo Mais Leve”. Institui a Política de Combate à Obesidade e ao Sobrepeso - Projeto proposto pelo
deputado estadual Simão Pedro (PT-SP) e publicado em 23/02/2006 pela Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo.
Disponível em http://www.simaopedro.com.br/projetos_ver.php?id=15 (acesso em 03/05/2008).
disso, cita que a tensão e rapidez no ato de se alimentar impede a dilatação dos vasos capilares
que, sem o sangue suficiente para o processamento, deixam os músculos e vasos do estômago
contraídos afetando seu trabalho. Segundo o autor, somando a pressa à ansiedade, têm-se os
dois fatores que compõem a causa mais freqüente de distúrbios no aparelho digestório.
O primeiro estágio do processo digestório começa ainda na boca, com a mastigação e
a deglutição; dois procedimentos automáticos e aparentemente simples, mas cruciais no
processamento do alimento, dos quais deve-se destacar (PINHEIRO,1984:33):
a) Na trituração de alimentos o ideal é que cada porção colocada na boca seja
mastigada de 30 a 40 vezes, pois os dentes são a única estrutura do aparelho digestório capaz
de quebrar mecanicamente alimentos sólidos. Na prática, porém, a realidade é outra. Em
pesquisa realizada com 516 funcionários de uma indústria, mais da metade mastigava apenas
quatro vezes cada porção alimentar (PINHEIRO,1984: Idem);
b) Enquanto a mastigação acontece, a saliva inicia ainda na boca a quebra química de
componentes como o amido e a gordura, por meio das enzimas ptialina (amilase) e lipase
salivar, dando início da digestão de alguns grupos de alimentos;
c) Paralelamente, o muco e água da boca revestem o bolo alimentar com um tipo de
capa, preparando-o para a deglutição na faringe e esôfago. “Para isto, é preciso que o
alimento permaneça um certo tempo na boca, ou seja, que o processo de mastigação seja
realizado adequadamente” (PINHEIRO,1984:34).
Reforçando esta idéia, Peres (1994) aponta a necessidade de mastigar e ensalivar bem
tudo o que se come; devagar, com calma, em ambiente agradável e repousante. Comprometer
tais etapas com uma refeição apressada e, consequentemente, mal mastigada, leva a resultados
desastrosos como enfraquecimento dos dentes, cáries, dores na deglutição, distensão súbita
dos músculos da faringe, engasgos e entalos, ferimentos na mucosa do esôfago, permanência
anômala de bolo alimentar no estômago, vômitos, entre outros (PINHEIRO, 1984:35).
O principal aspecto a se ressaltar é que se trata de um estágio totalmente voluntário –
aliás, a única etapa da digestão que depende conscientemente da vontade e/ou esforço do
indivíduo. “Portanto, se as etapas que compreendem esse primeiro estágio não são
adequadamente cumpridas, a responsabilidade é do próprio indivíduo. Assim, a ingestão de
alimentos incompletamente mastigados é um ato consciente” (PINHEIRO, 1984:34). Isso
evidencia que um trabalho voluntário de reeducação alimentar por si só já contribuiria
sobremaneira para amenizar os impactos causados pela pressa na alimentação.
A Tecnologia para reeducação alimentar

A Tecnologia da Informação é uma categoria de conhecimento que contém recursos,


métodos e processos capazes de contribuir diretamente para a solução de problemas humanos
(CHIAVENATO,1987), e por isso acreditou-se na sua potencialidade para solucionar o
problema social e clínico (nutricional) de reeducação alimentar relatado.
Elegendo aspectos críticos como a velocidade de ingestão e quantidade de alimento
processado, uma das possibilidades estaria no desenvolvimento de um dispositivo para a
medição do peso do alimento que está sendo consumido, com base no tempo (calculando a
velocidade de consumo), de modo a auxiliar o usuário no controle da velocidade de sua
mastigação e, consequentemente, no tempo de processamento adequado do sistema
digestório.
Uma referência de medição de alimentos desta natureza é o Mandometer (BBC, 2007)
– máquina originalmente criada na Suécia para encorajar anoréxicos a comer mais e mais
rápido. Adaptada para o inverso, auxiliar no emagrecimento dos usuários, foi aplicada com
dietas e exercícios pelo Bristol Royal Hospital for Children, levando à redução do IMC3 de
83% dos pacientes.

Especificações e Desenvolvimento do projeto

MONTE (2006) sugere que a maioria dos instrumentos e sistemas de medição


modernos comportam três elementos básicos: 1) Elemento sensor – que faz a medição
analógica da massa do objeto produzindo um sinal de saída proporcional à grandeza física
medida; 2) Circuito condicionador – composto por conversor de sinais (transforma a grandeza
lida em sinal de voltagem, corrente ou freqüência), amplificador (aumenta a magnitude do
sinal enviado pelo conversor), circuito multiplexador (seleciona os sinais provenientes da
malha), interface A/D (converte o sinal analógico em digital) e placa de aquisição de dados
(controla via software a entrada de dados [digital] no microcomputador); e 3) Circuito de
leitura – composto pela memória e tela do microcomputador. Em conjunto, tais elementos
permitem a realização do processo de medição de peso e registro de dados correlatos.

3
Índice que mede a massa corporal com base no peso e na altura. O IMC é obtido dividindo o peso pela altura ao
quadrado (IMC= peso/altura²). Existem gráficos e tabelas para utilização do IMC para diferentes idades e sexos. Os gráficos
mais utilizados são produzidos pela Drª. Rolland-Cachera e a tabela do U.S. Public Health Service (VIUNISKI,1999).
Igualmente, o esquema de funcionamento do SDCA inicia-se em um dispositivo que
acomoda o prato contendo a refeição do usuário. Tal dispositivo encontra-se disposto sobre
uma célula de carga. O extensômetro da célula de carga capta os dados de deformação/flexão
da refeição exposta, convertendo a informação da massa (peso) em uma saída de tensão em
microvolts. A seguir, esta tensão em microvolts é enviada para as etapas de amplificação para
aumento da magnitude do sinal enviado pela célula de carga. O próximo passo é a
comparação dos dados amplificados com as informações permitidas no filtro passa baixa. O
filtro só permite a passagem de freqüências inferiores a 70KHz, bloqueando as demais
freqüências superiores a esta. Na figura 1 detalha-se o diagrama de bloco da estrutura interna
do projeto.

Figura 1. Diagrama de Bloco do Projeto.

O conversor analógico-digital digitaliza as informações analógicas de entrada


transformando-as em sinal digital. Este sinal digital é enviado ao microcontrolador, cujo
programa interno executa ações lógicas que calculam o peso do alimento e a sua velocidade
de retirada do prato. Com base em parâmetros pré-estabelecidos, o protótipo emite alertas
sonoros através de um speaker, caso a velocidade esteja acima do permitido, o que significa
que a pessoa está comendo rápido demais.
Para se chegar ao tempo ideal dedicado à mastigação por bolo alimentar4, foi preciso
realizar uma pesquisa experimental (em junho de 2008) para fins de referência para a
implementação do SDCA. Foram investigados 6 indivíduos saudáveis e sem limitações do
4
Para Pinheiro (1984) o bolo alimentar refere-se a uma porção de alimento em quantidade moderada,
que se acomode no garfo e na boca de modo adequado, sem exagero.
exercício maxilar, que ao longo de uma semana tiveram repetidamente cronometrado o tempo
de mastigação de cada porção sólida levada à boca nas refeições. Foram orientados a mastigar
calmamente, na quantidade suficiente para o alimento descer por suas gargantas já bastante
esmuiçado, suavemente e sem riscos de engasgos, buscando se aproximar da marca ideal de
30 mastigadas5. Utilizou-se um cronômetro manual digital, parando-o após o pesquisado
sinalizar o fim da mastigação. Após a deglutição, registrava-se a marca de tempo atingida em
uma tabela simples, enquanto zerava-se o contador para a medição seguinte. Registrou-se o
mínimo de 14 e o máximo de 59 mastigadas para as porções.
A fim de equilibrar a avaliação, foram alternadas porções sólidas em 5 consistências e
granulações6. Contabilizou-se a média de tempo realizada por indivíduo no quadro geral e,
desta média, multiplicou-se pelo ideal de 30 mastigadas para chegar-se ao tempo necessário
de consumo ideal por porção de bolo alimentar. Ao final, da média simples dos resultados dos
6 pesquisados (x1 + x2 + x3 + x4 + x5 + x6 /6), chegou-se ao tempo ideal de 21 segundos
para processamento de uma garfada – utilizado na programação do software do SDCA.

Resultados de testes

É sabido que o desenvolvimento tecnológico se faz pela substituição de padrões que


carregam consigo o insucesso ou complemento das tentativas que lhes antecederam. Por isso,
todo trabalho de pesquisa e desenvolvimento em T.I. prevê a realização de testes de hardware
e software que por vezes, ao encontrar respostas errôneas, demonstram o caminho do sucesso.
Nos primeiros testes de hardware priorizou-se a verificação dos componentes mais
simples, como o display LCD e o PIC 16F877. O display LCD mostrou com sucesso as
informações que eram enviadas do micro-controlador. Foi utilizado o conversor analógico
digital do PIC e o filtro de sinal foi executado via software (Figura 2). Logo após foram
introduzidos dois amplificadores operacionais para amplificar o sinal recebido da célula de
carga. Depois de elaborado tal esquema foi possível finalmente iniciar os processos de
medição do protótipo.

5
Marca estabelecida como padrão de referência a partir da orientação de PINHEIRO,1984:88.
6
Alimentos rijos (carnes, e cereais não cozidos), sólidos intermediários (saladas cruas), porções pastosas
(legumes e cereais cozidos), porções mistas (garfadas em que mais de um alimento eram simultaneamente
mastigados) ou extremamente pastosas/ semi-líquidas (purês, banana, etc).
Figura 2. Protoboard.

A célula de carga foi montada em um suporte que se assemelha a uma balança comum,
onde o usuário acomoda o prato de comida em sua parte superior e ali inicia o processo de
alimentação. Assim como na questão dos circuitos, também nos aspectos físicos e estéticos o
projeto foi aperfeiçoado à medida que era executado. O primeiro protótipo cujo suporte era de
plástico (uma base de monitor CRT) precisou ter o material trocado por uma base de madeira
para dar estabilidade e firmeza após a acomodação do prato cheio, sem risco de tombamento.
Também as posições da célula de carga no suporte, bem como seus parafusos de encaixe e
braçadeiras foram repetidamente ajustados até que se chegasse a uma boa distribuição de peso
de todos os elementos, sem comprometer o funcionamento da balança como um todo.
Foram igualmente os testes práticos que apontaram a necessidade de limitar uma área
de encaixe para acomodação do prato, garantindo que o mesmo não deslize da balança ao ser
depositado sobre ela. Assim, chegou-se à idealização da cavidade central circular que pode ser
visivelmente notada na Figura 3 onde já se visualiza o protótipo com a base de madeira.

Figura 3. Versão final do suporte do prato.


Na figura 4 pode-se identificar a leitura o peso demonstrado em gramas na primeira
linha do display LCD. Na linha de baixo o primeiro valor mostrado (da esquerda para a
direita) é o último peso medido, ao lado deste é registrado o tempo despendido entre as
garfadas e por último, mostrado o peso que está sendo lido da célula de carga.

Figura 4. Display LCD com informações sobre a medição.

Convém ressaltar a importância da utilização do display LCD no projeto, pois além da


funcionalidade estética e visual, através dos registros nele demonstrados, foi possível verificar
oscilações na medição do peso registrado trazendo a necessidade de revisão de todo o
protótipo para identificar as causas de interferência e variações inicialmente desconhecidas.
Após sucessivos testes práticos com alimentos, notou-se que as variações não
decorriam de defeito na célula de carga, mas por influência elementos como: deficiência do
aterramento, possíveis interferências e mau contato no protoboard, variações da temperatura
ambiente ou simplesmente devido ao acendimento do LED verde cujo consumo de energia
elétrica atrapalhava a medição da célula de carga. Dependendo destes precedentes era possível
haver uma oscilação da leitura entre 50 gramas para cima ou para baixo do peso medido.
Definida a estrutura física do projeto, os próximos passos foram o desenvolvimento e a
aplicação de testes de funcionamento do software e sua integração com o hardware. Para
elaboração da programação de software do SDCA foi idealizado o uso de uma lógica de
programação em linguagem de baixo nível (Assembly) voltada para o hardware, pois era o
padrão suportado pelo PIC escolhido.
Após o sistema coletar as informações da célula de carga, o software gravado no
microcontrolador efetua as comparações necessárias com relação ao peso atual, o peso
anterior armazenado e o tempo atual do cronômetro e, a partir disto, toma a ação pré-
determinada interagindo com o usuário. Esta resposta pode ser simplesmente zerar o contador
quando o tempo de mastigação estiver de acordo com o estabelecido no software, ou emitir
um alerta sonoro quando o tempo for inferior ao permitido.
Reflexões finais
Mesmo com algumas restrições e alterações em relação ao que fora inicialmente
planejado, os objetivos iniciais foram alcançados: Com referência em estudos nutricionais, foi
estabelecido um parâmetro básico ideal de velocidade de alimentação, conforme proposto; a
partir desta referência, foi desenvolvido um dispositivo para pesagem do alimento que mede
com eficácia a velocidade de seu consumo em tempo real; o sistema criado indica com
sucesso ao usuário quando este se alimenta em quantidade e velocidade inadequada, sendo
assim, uma ferramenta de reeducação alimentar potencial para tratamento de casos clínicos
mencionados; o dispositivo engloba conhecimentos técnicos específicos das Ciências da
Computação necessários ao desenvolvimento profissional da área.
Diante dos resultados obtidos pode-se concluir que além da aplicação de teorias,
linguagens e fórmulas de T.I., muitos conhecimentos práticos especializados foram adquiridos
na execução deste sistema digital, agregando à visão e experiência profissional e acadêmica
da T.I. tanto em termos de montagem de circuitos (hardware) como em sua relação no
desenvolvimento de software. Há que se registrar ainda, o mérito de ser um projeto inédito no
Brasil que oferece um benefício social concreto através da tecnologia.
Porém, um balanço positivo está longe de ser o limite do aprimoramento das Ciências
da Computação, mas apenas o primeiro passo de uma longa jornada, pois de posse desta
experiência abrem-se novas oportunidades de desenvolvimento do protótipo, tais como:
calibragem mais acurada das medições; ajustamentos específicos para alimentos de diferentes
densidades; alterações estéticas – especialmente no uso de cores claras, mais indicadas para
relacionar-se às noções de limpeza, higiene e tranqüilidade necessárias ao processo alimentar;
e até mesmo aprimoramento para compactação de suas dimensões de modo a torná-lo portátil.
Outra sugestão é a implantação de uma conexão serial para envio de dados ao
microcomputador, e o desenvolvimento de um software para armazenar e analisar
informações coletadas da balança de um modo mais complexo. Este software auxiliaria os
nutricionistas a terem um histórico do tempo de alimentação de seus pacientes, assim como
obter informações mais detalhadas sobre o tempo de mastigação versus o tipo de comida,
tempo de mastigação versus o clima, ansiedade do momento, dentre outras.
Enfim, conclui-se que são muitos os caminhos possíveis para que num futuro próximo,
o SDCA possa ser adaptado para comercialização e uso rotineiro de profissionais da área de
saúde nutricional e seus pacientes. O que se sugere é o desenvolvimento de pesquisas mais
amplas e acuradas em parceria com estudiosos de Nutrição para definitivamente estabelecer
os parâmetros ideais de quantidade e velocidade de consumo do alimento – pois há carência
extrema de dados científicos a respeito do tema.
Mais que uma resposta científica pronta, definitiva e acabada, o que encontrou-se ao
final deste experimento foi uma porta aberta a possibilidades de aperfeiçoamento na área de
tecnologia (hardware e software), capaz de contribuir junto a outras áreas do conhecimento
para a melhoria da qualidade de vida do Homem e seu saudável desenvolvimento social.

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