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Comentários Adicionais

Por que, considerando o breve sucesso da teoria de Bohr, nós nos detivemos tanto
tempo com ela? Primeiro, ainda hoje a população continua descrevendo os átomos de
acordo com o modelo de Bohr, quase sem exceção, e parece razoável que leve um tempo
para explicar o que há de errado com aquele modelo. Segundo, a teoria de Bohr da
estrutura de um átomo foi uma importante ajuda para os conceitos atuais da estrutura do
átomo. O conceito da quantização da energia foi intrigante e causou perplexidade no
início do século XX, e o trabalho de Planck, Einstein e Bohr pareceu revolucionário, pois
por muitos anos acreditou-se que não existia descontinuidade finita na natureza.
O conceito da quantização tem sobrevivido; contudo, o restante do modelo de Bohr,
não. Um comentário final: embora neste capítulo tenhamos descrito um número de
modelos da estrutura atômica que não funcionam, não temos ainda proporcionado uma
alternativa satisfatória. Há semelhanças entre as distribuições da densidade de
probabilidade eletrônica e os nós das ondas estacionárias. Por exemplo, no caso do
elétron 1s há um anti-nó no centro do átomo (alta probabilidade de encontrar o elétron;
maior densidade da nuvem eletrônica) e um nó nas extremidades do átomo (probabilidade
zero de encontrar o elétron; carga eletrônica zero). Semelhantemente, no primeiro modo
de vibração de uma corda estirada há um anti-nó no centro da corda e um nó em cada
extremidade. A existência de nós na distribuição da densidade de probabilidade eletrônica
algumas vezes estimula a pergunta: se a probabilidade de encontrar um elétron é zero em
um nó, como o elétron se movimenta de um lado para o outro? (Por exemplo, como nó no
orbital 2p representa uma superfície na qual o elétron nunca é encontrado, como o elétron
se movimenta pelo nó, de um lobo para o outro?) Realmente, o problema deixa de existir se
pensarmos no elétron como se fosse uma onda. Compare um elétron com uma corda
vibrando nenhuma parte da corda se move sobre o nó, e um elétron não passa sobre um
nó. Pense no elétron 2p como sendo uma mancha pelos dois lobos separados por um nó.
Pense no elétron como se fosse uma onda. Finalmente, mencionaremos que em 1928 o
físico inglês Paul A. M. Dirac desenvolveu uma elegante versão da mecânica quântica,
incorporando aspectos da teoria da relatividade. Os resultados mostram que a
probabilidade de encontrar um elétron em um nó é ligeiramente maior do que zero.

Resumo

O modelo atômico de Dalton foi baseado na proposição de que os átomos são


indivisíveis, imutáveis, e aparentemente sem estrutura, e este foi o sucesso na explicação de
muitas das características de transformações químicas. No século XIX, contudo, os
experimentos com tubos Crookes mostraram que os átomos têm partes positivas e
negativas, sendo esta última chamada elétrons. J. J. Thomson propôs que o átomo é
constituído de uma esfera positiva grande e difusa, no qual os elétrons eram encaixados.
Mais tarde, Rutherford e seus colaboradores mostraram que o átomo consiste em um
minúsculo núcleo, que contém toda a carga positiva e quase toda a massa do átomo,
rodeado pelos elétrons. Este modelo é ainda considerado essencialmente correto.
Hoje, acreditamos que o núcleo dos átomos consiste em prótons carregados
positivamente e, exceto para 1H1, nêutrons, que não apresentam carga. O número de
prótons no núcleo é chamado número atômico Z, e o número total de núcleons (prótons
mais nêutrons) é o número de massa A. Os átomos de um dado elemento têm o mesmo
número de prótons, mas isótopos de um elemento têm diferentes números de nêutrons e,
conseqüentemente, diferentes massas. A massa atômica de um elemento é a média
ponderada das massas de seus isótopos de ocorrência natural, expressa na escala na qual a
massa de um átomo de 12C6 é fixada como exatamente igual a 12u.
O modelo atômico de Rutherford aumentou a dúvida sobre a localização e
movimento dos elétrons no átomo. De acordo com a física clássica, seria de esperar que os
átomos entrassem em colapso e, assim, deixassem de existir. Bohr apontou que a física
clássica falha ao descrever o movimento e outras propriedades de partículas muito
pequenas. Começando com o fato de que elementos exibem um espectro de linhas,
desenvolveu um modelo atômico no qual postulou a existência de níveis de energia
eletrônica quantizada.
Embora atrativa em muitos aspectos, a teoriá de Bohr é inadequada para explicar
satisfatoriamente o espectro de alguns elementos além do hidrogênio. O conceito de
quantização de energia eletrônica de Bohr é ainda considerado essencialmente correto,
embora suas idéias sobre órbitas não o sejam.
Devido às limitações quanto à certeza da posição e do momento de um elétron, o
princípio da incerteza de Heisenberg mostra que o modelo do átomo de Bohr é
insatisfatório. A mecânica quântica evita contrariar o princípio da incerteza descrevendo os
elétrons em átomos como se fossem ondas. As soluções da equação de onda de
Schrödinger são chamadas funções de onda e podem ser usadas na obtenção de diferentes
estados quantizados de energia e nas distribuições espaciais da densidade de probabilidade
de elétrons em átomos.
A quantização de energias eletrônicas pode ser descrita em termos de orbitais,
separados, discretos e que são níveis de energia. Os orbitais são agrupados em subcamadas
(s, p, d, f, ...) que são por sua vez agrupados em camadas (K, L, M, N, ...). Cada orbital
pode conter no máximo dois elétrons, com spins antiparalelos. A atribuição detalhada dos
elétrons num átomo para estes orbitais, subcamadas e camadas é chamada configuração
eletrônica do átomo. Esta configuração pode ser mostrada em um diagrama de orbital ou
pelo uso da notação espectroscópica. As configurações no estado fundamental são aquelas
em que cada elétron tem a mais baixa energia possível, e podem ser previstas com
considerável exatidão para muitos elementos seguindo o procedimento de Aufbau e usando
um diagrama de preenchimento.
A forma da distribuição eletrônica, geralmente chamada forma do orbital, depende
da subcamada: um orbital s é esférico, um orbital p possui dois lobos etc. Orbitais
diferentes numa dada subcamada têm orientações diferentes. Assim, os três orbitais 2p são
idênticos na forma, mas estão orientados em ângulos retos um em relação ao outro. A cada
elétron num átomo podem ser atribuídos os valores dos quatro números quânticos n, l, ml e
ms. Ao especificar estes valores para um elétron, determinamos a camada, a subcamada, o
orbital e o spin do elétron. De acordo com o princípio da exclusão de Pauli, não podem
existir num átomo dois elétrons que tenham o mesmo conjunto de números quânticos. Os
valores de n e l podem ser usados na especificação do número de nós esféricos (radiais) e
angulares, em cada orbital.

Referência: John B. Russel; Química Geral Vol.1; 2ª Edição, 1994.


Exercícios

1- Delineie os elementos-chave da teoria atômica de Dalton. Quais deles não são


consistentes com a visão moderna do átomo?
2- Como os experimentos de descarga de gases em tubos Crookes e outros mostraram que o
átomo é composto de pequenas partículas?
3- Compare os modelos atômicos de Dalton, Thomson, Rutherford e Bohr.
4- Descreva o modelo atômico de Thomson e mostre como este foi inconsistente com os
resultados dos experimentos de Rutherford, Geiger e Marsden.
5- Imagine por um momento que o núcleo de um átomo carrega uma carga elétrica
negativa, ao invés de uma positiva. Esboce um modo possível de partículas alfa
aproximarem-se do núcleo. Se os átomos tivessem os núcleos negativos, poderiam as
partículas alfa serem refletidas de volta na direção que elas estavam?
6- Quais seriam os resultados dos experimentos de Rutherford, Geiger e Marsden, relativos
à dispersão de partículas alfa, se a maior parte da massa de um átomo fosse atribuída aos
seus elétrons, com todas as outras características permanecendo as mesmas?
7- Qual é a natureza dos raios catódicos? E dos raios canais? Como e por que os raios
canais mudam o seu caráter quando é trocado o gás dentro do tubo de descarga?
8- Um certo átomo tem um raio de 0,15 nm. Se seu núcleo tem um raio de 1,5 x 10 -6 nm,
compare a densidade do núcleo com a do átomo inteiro (o volume da esfera é 4πr3/3).
9- Como as experiências de tubos Crookes mostram que os elétrons estão presentes em toda
a matéria?
10- Descreva o modelo do átomo de Bohr. Como ele difere do modelo planetário baseado
na física clássica?
11- Como a existência de um espectro de linha favorece o modelo atômico de Bohr?
12- Nos termos da teoria da estrutura do átomo de Bohr, por que os elétrons não se
movem em espiral para dentro do núcleo?
13- Se a energia de cada elétron em um átomo não fosse quantizada mas pudesse variar
entre certos limites, qual seria o aspecto do espectro atômico?
14- Usando a equação de Rydberg, calcule para três algarismos significativos o
comprimento de onda das linhas nas séries Lyman (n1 = 1) para n2 =2 até 8. À medida que
n2 se aproxima do infinito, de que valor-limite se aproxima? A que n2 = corresponde?
15- Discuta os pontos em que a teoria do átomo de Bohr contraria o princípio da incerteza
de Heisenberg.
16- Se todas as partículas possuem características ondulatórias, por que não observamos a
difração em balas de revólver e bolas de beisebol?
17- Escreva as configurações eletrônicas, no estado fundamental, dos seguintes átomos:
(a) C (Z = 6)
(b) P (Z = 15)
(c) Ti (Z = 22)
(d) Co (Z = 27)
(e) As (Z = 33)
(f) Kr (Z = 36).
18- Considere um átomo de N, isolado, no estado fundamental: (a) Qual é a sua
configuração eletrônica? (b) Compare as energias dos três elétrons p. (c) Como poderiam
ser modificadas estas energias se duas cargas negativas se aproximassem do átomo, cada
uma em direção ao longo do eixo z? Se quatro cargas negativas se aproximassem do átomo
ao longo dos eixos z e y, como modificariam as energias dos orbitais?
19- Enuncie a regra geral que possibilita prever o número e o tipo de nós, em um orbital, a
partir dos seus números quânticos principal e azimutal.
20- Quais dos seguintes conjuntos de números quânticos (citados na ordem n, l, ml e ms) são
impossíveis para um elétron num átomo, no estado fundamental?
(a) 4, 2, 0,+ 1/2
(b) 3, 3, -3, - 1/2
(c) 2, 0,+1, + 1/2,
(d) 4, 3, 0,+ 1/2,
(e) 3, 2, -2, +1/2.

21- Como podemos relacionar as propostas de Schrödinger e Heisenberg para a


interpretação do experimento de Tomas Young?
22- Compare as Leis Periódicas de Mendeleiev e Moseley. O que torna o modelo de
Moseley mais convincente?
23- Dados experimentais apontam mudanças de eletroafinidade e potencial de ionização
nos primeiros elementos do segundo período da tabela periódica. Determine os fatores de
blindagem e cargas nucleares efetivas para os átomos desses elementos e justifique essas
mudanças.