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ÍNDICE

INTRODUÇÃO.................................................................................................................................. 1
CONTEXTUALIZAÇÃO....................................................................................................................... 4
JUSTIFICAÇÃO.................................................................................................................................. 6
OPERACIONALIZAÇÃO..................................................................................................................... 7
1 | formação profissional e empregabilidade...................................................................................7
2 | dinamização comunitária e cidadania.........................................................................................8
3 | inclusão digital com caráter transversal......................................................................................8
4 | empreendedorismo e a capacitação dos jovens..........................................................................9
NOTA FINAL................................................................................................................................... 10

Paulo Caldeira 2010


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INTRODUÇÃO
O projeto que ora se propõe tem como base os
últimos dados disponíveis da avaliação do impacto das
Industrias Criativas tanto na Inglaterra como nos países
nórdicos, onde este tipo de atividade possui já uma larga
tradição. O Nordic Innovation Center, por exemplo,
entende que, apesar do sucesso que a criatividade local
teve em marcas como a IKEA ou a Nokia, há
necessidade de estabelecer novos parâmetros na
abordagem às industrias criativas com a criação de
clusters e dos designados Creative Places. Já no Reino
Unido, o Governo britânico divulgou recentemente uma
avaliação desta área e chegou á conclusão de que,
embora a Inglaterra seja líder mundial em matéria de
criatividade, é necessário apostar igualmente nos
clusters como forma de levar a cabo, designadamente,
um projeto intitulado “Given all children a creative
education”, com o propósito de tornar as industrias
criativas no mainstream da economia local.

O projeto que se apresenta tem ainda por base as


orientações da Agenda de Lisboa onde a Comissão
Europeia estabelece como uma das prioridades a
promoção do “acesso à cultura, nomeadamente através
da promoção do património cultural, do multilinguismo, da
digitalização, do turismo cultural, das sinergias com a
educação — especialmente a artística — e de uma maior
mobilidade das coleções de arte.”

Além disto, a Comissão Europeia quer “fomentar


um ambiente favorável ao desenvolvimento de indústrias
culturais e criativas, incluindo o sector audiovisual,
otimizando assim as respetivas potencialidades,
particularmente no caso das PME, nomeadamente
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através de uma melhor utilização dos programas e


iniciativas existentes e estimulando parcerias criativas
entre o sector cultural e outros sectores, nomeadamente
no contexto do desenvolvimento local e regional.”

Em Portugal, o atual Governo continua a


estabelecer como prioridade “conseguir um equilíbrio
dinâmico entre a defesa e valorização do património
cultural, o apoio à criação artística, a estruturação do
território com equipamentos e redes culturais, a
aposta na educação artística e na formação dos
públicos e a promoção internacional da cultura
portuguesa.”

Se abordarmos a questão ao nível da organização


do Eixo Atlântico temos igualmente que as principais
cidades do noroeste peninsular consideram ser
necessária a aposta numa maior intervenção da arte no
processo económico, como fator potenciador e gerador
de valor acrescentado.

Confrontando estes aspetos com as leituras de


autores como Edgar Morin, Adam Weissman, Aldous
Huxley, Alvin Toffler, George Steiner e Marshall
Macluhan, entre outros propõe-se a execução de um
projeto com o nome de “código” CRIARTE.

Pensa-se que a própria expressão escolhida para


o projeto diz tudo ao conjugar três tipos de palavras:
Criança, Criação e Arte. Temos assim um conceito que
responde aos desafios que a sociedade portuguesa
enfrenta: a aposta na educação criativa; a aposta na
criatividade e na inovação; a utilização da arte (nos mais
diversos domínios e ferramentas) como meio para a
inclusão social e preparação de uma geração de crianças
que vai deparar-se, dentro de duas décadas com uma

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Europa cada vez mais voltada para as competências


intelectuais, onde a perceção cognitiva e o raciocínio
polivalente terão, cada vez mais, importância no mercado
de trabalho.

No fundo, trata-se aqui de responder ao conceito


da designada “Millennial Generation”: combater a
exclusão social, promovendo a capacidade de iniciativa,
desenvolvendo as capacidades individuais de cada
criança e abrindo mentalidades mais aptas a responder a
uma sociedade onde começam a proliferar os “caçadores
de talentos” e onde os que não possuem competências
polivalentes são remetidos para “ghettos” emocionais
geradores de desigualdades.

CONTEXTUALIZAÇÃO
As crianças criativas precisam, antes de mais
nada, de ter o valor dos seus talentos reconhecidos,
dando-lhes condições para lidar com as provações e
fracassos que surgirão naturalmente ao longo da vida. Se
tiverem encorajamento e permissão para explorar,
experimentar e testar suas ideias através de projetos de
sua própria iniciativa, assumindo responsabilidades,
encontrarão provações e fracassos, podendo enfrentá-los
sem dificuldade.

Uma educação criativa deve favorecer o potencial


em todas as disciplinas e assuntos, dando valor ao
pensamento produtivo, uma vez que a criatividade está
presente em várias situações. Os exercícios estimulam a
criatividade para que a criança descubra tudo por si
mesma, colocando em dúvida o já conhecido e
ensinando princípios que produzam o maior e melhor
número de ideias possíveis. À medida que as crianças
sentirem que podem expor suas ideias, sem qualquer
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tipo de barreira (o Brainstorming), elas sentir-se-ão


motivadas a ponto de superar obstáculos.

O processo criativo deve desenvolver as


potencialidades das crianças, utilizando os recursos que
favorecem não só a aquisição de conhecimento, mas
sobretudo, a expansão e a afirmação da personalidade
do educando, podendo ser desenvolvida capacidade
criadora e canalizada para as diversas atividades e
sectores da realização pessoal.

O ensino, sob este aspeto, não é um processo


repetitivo, dando ao educador a oportunidade de trazer
uma alternativa ao ensino habitual, oferecendo as
crianças tarefas que façam pensar e que as deixe
estimuladas a ponto de quererem trabalhar novos
desafios Segundo Milton José de Almeida em “Imagens e
Sons – Uma Nova Cultura Oral”, a transmissão eletrónica
da imagem e do som oferece uma abordagem diferente
para a educação.

As imagens são, às vezes, mais fortes que um


texto, considerando-se a impressão do realismo e a
sucessividade de tempo que estas passam. A imagem
constitui-se em um mediador indispensável para o
desenvolvimento do pensamento da ação e da
linguagem. Os computadores, numa primeira análise,
oferecem estímulo de imagem e de som e,
principalmente, fornecem um contexto de inúmeros
problemas atraentes para que as crianças possam
sentir-se desafiadas para solucioná-los.

Essa experiência com computadores torna a


solução dos problemas mais fácil e compreensível do
mundo real. As razões são simples : O computador torna

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possível dividir com relativa facilidade um problema em


vários menores.

Além disso, a criança é forçada a fazer uma


descrição detalhada do problema que irá resolver. O
processo de descrição do problema é bastante
pedagógico, pois a criança aprende através dos próprios
erros. Por fim, há maior retenção de conhecimento.

A criatividade está ligada aos elementos pouco ou


nada fixos que constituem a vida real. Quando não há
preocupação com o desenvolvimento da criatividade
pode haver consequências graves para a interação
social, à sensibilidade, ao calor humano, a improvisação
e a subjetividade. Podendo trazer como consequência, a
eliminação das características subjetivas e inconscientes
que toda criação deve ter, obrigando a criança a
formalizar completamente seus pensamentos e
sentimentos.

JUSTIFICAÇÃO
O CRIARTE é, desta forma, uma resposta
baseada no fenómeno das Indústrias Criativas, com
provas dadas em toda a Europa, a um problema social
crescente: o abandono precoce do percurso escolar sem
perspetivas de futuro profissional.

Trata-se afinal de transformar a questão do


desenvolvimento individual numa perspetiva contrária à
que tem sido seguida e que, de acordo com as diretrizes
da Agenda de Lisboa aprovada pela União Europeia,
será mais eficiente em termos de competitividade:
respostas baseadas na criatividade/cultura/arte/inovação
para problemas sociais.

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Dizem os diversos estudos ligados ao


empreendedorismo europeu que este tipo de solução é
mais eficaz do que aquele que tem sido adotado em
diversos concelhos do Alto Minho: respostas sociais para
problemas culturais.

A questão pode parece a mesma mas não é. As


industrias criativas são baseadas no desenvolvimento do
gosto pelas atividades artístico-culturais, ou seja, é na
educação pela e com arte que se pode e deve solucionar
problemas de inserção social. O fenómeno está
profusamente estudado pelos investigadores da
interculturalidade e multiculturalidade. Tais estudos
comprovam que os problemas sociais são, na maior
parte dos casos, motivados pela falta de ligação da
educação a solução criativas, e a criatividade não pode
ser dissociada dos estudos artístico-culturais.

OPERACIONALIZAÇÃO
Por uma questão de real execução de um projeto
credível selecionaram-se as seguintes medidas:

1 | FORMAÇÃO PROFISSIONAL E EMPREGABILIDADE


 inclui as seguintes ações:

a) Encaminhamento e integração de jovens para respostas de


qualificação ao nível da formação profissional;

b) Encaminhamento e integração de jovens no mercado de


emprego;

c) Criação e implementação de respostas de qualificação ao nível da


formação profissional e da empregabilidade de jovens;

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d) Promoção da responsabilidade social de empresas e outras


entidades, através de estágios e da promoção de emprego para
jovens;

e) Apoio à criação de iniciativas que gerem emprego para jovens


nomeadamente através de emprego apoiado, iniciativas locais de
emprego, microempresas ou outras.

2 | DINAMIZAÇÃO COMUNITÁRIA E CIDADANIA


 admite as seguintes ações:

a) Atividades lúdico-pedagógicas, nomeadamente as que decorrem em


espaços jovens e similares;

b) Atividades de cariz artístico e cultural;

c) Visitas e contactos com organizações da comunidade;

d) Atividades que promovam informação, aconselhamento e apoio à


comunidade;

e) Mobilização da comunidade para o processo de desenvolvimento


pessoal, social, escolar e profissional das crianças e jovens.

3 | INCLUSÃO DIGITAL COM CARÁTER TRANSVERSAL


 Esta medida é de carácter transversal e cumulativa a uma ou
mais das medidas anteriormente enunciadas, potenciando-as, e
visa apoiar a inclusão digital através das seguintes ações:

a) Atividades ocupacionais de orientação livre;

b) Atividades orientadas para o desenvolvimento de competências;

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c) Cursos de iniciação às Tecnologias da Informação e da


Comunicação;

d) Formação certificada em Tecnologias da Informação e da


Comunicação;

e) Atividades de promoção do sucesso escolar e da empregabilidade.

4 | EMPREENDEDORISMO E A CAPACITAÇÃO DOS JOVENS


 visa as seguintes ações:

a) Autonomização de projetos protagonizados pelos jovens, visando a


sustentabilidade das ações;

b) Iniciativas de serviço à comunidade promovidas pelos jovens,


demonstrando um contributo positivo nos seus territórios;

c) Visitas, estágios e parcerias com organizações que possibilitem o


alargar das experiências e redes de contactos dos jovens;

d) Projetos planeados, implementados e avaliados pelos jovens,


promovendo a sua participação e corresponsabilização por todas as
etapas, nomeadamente na mobilização parcial dos recursos
necessários à concretização das suas próprias iniciativas;

e) Atividades formativas que promovam o desenvolvimento de


competências empreendedoras nos jovens;

f) Promoção da mobilidade juvenil e de intercâmbios dentro e fora do


território nacional;

g) Campanhas de divulgação, marketing social e de sensibilização que


permitam desconstruir estereótipos e preconceitos relativamente
aos destinatários e territórios alvo de intervenção do Programa.

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O plano de atividades concreto não é divulgado em público para que não seja
aproveitado por partes terceiras não autorizadas

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