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Fluídos de Perfuração

Prof. Dr. Antonio Rodolfo Paulino Pessoa


Engenharia do Petróleo I
Histórico
O marco histórico dos fluidos de perfuração, que coincide
também com o marco da perfuração rotativa, é a perfuração do
poço Spindletop, Texas, EUA, em 1900:

 Profundidade 317 m;
 Produção diária de 100 m³/dia;

Em meados do século XX, quando as bombas de alta pressão


e as brocas com jatos, já se encontravam disponíveis no
mercado, um grande número de estudos, pesquisas, trabalhos e
patentes sobre fluidos e sistemas de circulação da perfuração
rotativa já estavam registrados na literatura sobre a indústria
do petróleo.
Definição
• São misturas complexas de sólidos, líquidos, produtos
químicos e, por vezes, até gases;

• Fluido de perfuração é um fluido circulante usado para tornar


viável uma operação de perfuração (API, American Petroleum
Institute,1991);

• Do ponto de vista químico, eles podem assumir aspectos de


suspensão, dispersão coloidal ou emulsão, dependendo do
estado físico dos componentes.
Definição

Fluido de perfuração
Sistema de circulação

Fluido de perfuração
Sistema de circulação

Fluido de perfuração
Características
• Ser estável quimicamente;

• Ser inerte em relação a danos às rochas produtoras;

• Facilitar a separação dos sólidos perfurados (cascalhos) na superfície.


Características
• Manter os sólidos em suspensão quando estiver em repouso;

• Estabilizar as paredes do poço, mecânica e quimicamente.


Características
• Aceitar qualquer tratamento, físico ou químico;

• Ser bombeável;

• Apresentar baixo grau de corrosão e de abrasão em relação a coluna


de perfuração e demais equipamentos do sistema de circulação;
Características
• Possuir baixa toxidade e alta biodegradabilidade;

• Apresentar custo compatível com a operação;

• Facilitar as interpretações geológicas.


Funções
• Limpar o fundo do poço dos cascalhos gerados pela broca e
transportá-los até a superfície.
Funções
• Limpar o fundo do poço dos cascalhos gerados pela broca e
transportá-los até a superfície.

Vr  V  Vq
Vr
Rr 
V
V= Velocidade de fluxo do
fluido;

Vq= Velocidade de
sedimentação dos sólidos;

Vr= Velocidade de transporte


dos sólidos;

Rr= Razão de transporte.


Funções
• Limpar o fundo do poço dos cascalhos gerados pela broca e
transportá-los até a superfície.

POÇO COM DETRITOS


REMOVIDOS

MAIOR PROFUNDIDADE
DE PENETRAÇÃO
Funções
•Limpar o fundo do poço dos cascalhos gerados pela broca e
transportá-los até a superfície.

POÇO COM DETRITOS


NÃO REMOVIDOS

MENOR PROFUNDIDADE
DE PENETRAÇÃO
Funções
• Exercer pressão hidrostática sobre as formações, de modo a evitar o
influxo indesejável de fluidos (kick)...
Funções
• Ph = Pf → equilíbrio desejável, mas perigoso;

• Ph < Pf → podem ocorrer desmoronamentos, estreitamento do


poço e kick.
Funções
• Ph > Pf → situação normal para estabilização do poço; o
filtrado invade a formação e forma o reboco;

• Ph >> Pf → danos à formação pelo excesso de pressão do


fluido; podem ocorrer fraturamento da formação e perda de
circulação.
Funções
• Resfriar e lubrificar a coluna de perfuração e a broca.
Funções
• Formar um filme de baixa permeabilidade (reboco ou filter-
cake) nas paredes do poço.
Funções
• Reduzir o atrito entre a coluna de perfuração e as paredes do
poço.
Funções
Propriedades Físicas
• Densidade;

• Parâmetros Reológicos;

• Forças Géis;

• Parâmetros de Filtração;

• Teor de Sólidos.
Propriedades Físicas
Densidade
Os limites de variação da densidade para perfurar uma
determinada fase são definidos pela pressão de poros (limite
mínimo) e pressão de fratura (limite máximo).

Balança densimétrica
Densidade
Os limites de variação da densidade para perfurar uma
determinada fase são definidos pela pressão de poros (limite
mínimo) e pressão de fratura (limite máximo).

Formação necessita de um
fluido de menor peso. A descida
de um revestimento nessa fase
pode ajudar na diminuição do
peso do fluido
Propriedades Físicas
Pressão hidrostática
A pressão hidrostática é aquela exercida pelo peso da
coluna hidrostática de um fluido, sendo função da altura da
coluna e da massa específica desse fluido (equação abaixo).

PH   gh
Onde:
• PH =pressão hidrostática;
• ρ =massa específica do fluido;
• g =constante gravitacional;
• h= altura da coluna de fluido.
Propriedades Físicas
Gradientes de pressão
 É a razão entre a pressão e sua profundidade de atuação,
geralmente referenciada à mesa rotativa, podendo ser expresso
em psi/ft ou psi/m;

 É muito comum que os gradientes de pressão medidos sejam


expressos em unidades de massa específica, como lb/gal ou
g/cm3, para que seja possível uma comparação com a massa
específica do fluido de perfuração;

 Neste caso, o gradiente de pressão é chamado de “peso de


fluido equivalente”, “densidade equivalente” ou simplesmente
“peso de fluido”.
Propriedades Físicas
Forças Géis
Alguns fluidos são tixotrópicos, isto é, adquirem um estado
semi-rígido quando estão em repouso e voltam a adquirir um
estado de fluidez quando estão novamente em movimento. A
força gel é um parâmetro também de natureza reológica que
indica o grau de gelificação devido à interação elétrica entre as
partículas dispersas.
Propriedades Físicas
Teor de Sólidos
 O teor de sólidos é uma propriedade que deve ser
controlada com rigor;

 O aumento dessa propriedade implica no aumento de


várias outras propriedades, tais como, densidade,
viscosidade e forças géis;

 Aumento da probabilidade de ocorrência de problemas


como: desgaste dos equipamentos de circulação, fratura
das formações devido à elevação das pressões de
bombeio ou hidrostática, prisão da coluna e redução da
taxa de penetração.
Propriedades Físicas
Teor de Sólidos

Desgaste dos
Equipamentos de Circulação

Prisão da Coluna de Teor de Sólidos Redução da Taxa de


Perfuração Penetração

Fratura das Formações


Propriedades Químicas
• Concentração Hidrogeniônica – pH;

• Alcalinidades;

• Teor de Cloretos (Salinidade);

• Teor de Bentonita ou de Sólidos Ativos.


Propriedades Físicas
Concentração Hidrogeniônica – pH
 O pH dos fluidos de perfuração é medido através de papéis
indicadores ou de potenciômetros, e é geralmente mantido no
intervalo alcalino baixo (7 a 10).
 O objetivo principal é reduzir a taxa de corrosão dos equipamentos e
evitar a dispersão das formações argilosas.

Papel indicador de pH Phmetro digital


Propriedades Físicas
Alcalinidades
 A determinação das alcalinidades por métodos diretos de titulação
volumétrica de neutralização considera as espécies carbonatos (CO3--)
e bicarbonatos (HCO3-) dissolvidos no fluido, além dos íons hidroxilas
(OH-) dissolvidos e não dissolvidos.
 Nos testes de rotina são registrados os seguintes tipos de
alcalinidades: alcalinidade parcial do filtrado, alcalinidade da lama e
alcalinidade total do filtrado.

Phmetro digital
Papel indicador de pH
Propriedades Físicas
Teor de Cloretos (Salinidade)
 O teste de salinidade de um fluido é uma análise volumétrica
de precipitação. Esta salinidade é expressa em mg/L de cloretos
ou ppm de NaCl equivalente.

Kit para análises químicas


Propriedades Físicas
Teor de bentonita ou de sólidos ativos
 Indica a quantidade de sólidos ativos ou bentoníticos no fluido
de perfuração;
 Ele mede a capacidade de troca de cátions (CTC) das argilas e
sólidos ativos presentes;
 O teste utilizado é o do azul de metileno ou MBT, que é uma
análise volumétrica por adsorção.

Teste do azul de metileno


Classificação
• A classificação de um fluido de perfuração é feita em
função de sua composição.

• Embora ocorram divergências, o principal critério se


baseia no constituinte principal da fase contínua ou
dispersante;

• A natureza das fases dispersante e dispersa, bem como os


componentes básicos e as quantidades definem não apenas
o tipo de fluido, mas também as suas características;

• Classificados em:

 Fluidos à Base de Água;

 Fluidos à Base de Óleo;

 Fluidos à Base de Ar.


Tipos de Fluidos
Classificação
Fluidos à Base de Água
 Componentes:
− Água;
− Sólidos dispersos → ativos (viscosificar o fluido) e inertes;
− Produtos químicos.
A água utilizada pode ser doce, dura ou salgada.
 Água doce – apresenta salinidade inferior a 1.000 ppm de NaCl
equivalente;
 Água dura - tem como característica principal a presença de sais de
cálcio e de magnésio dissolvidos, em concentração suficiente para alterar
o desempenho dos aditivos químicos;
 Água salgada – é aquela com salinidade superior a 1.000 ppm de NaCl
equivalente e pode ser natural, como a água do mar, ou pode ser salgada
com a adição de sais como NaCl, KCl ou CaCl2.
Classificação
Fluidos à Base de Água (Produtos Químicos)
 Alcalinizantes e controladores de pH – como solda cáustica e cal
hidratada;

 Dispersantes – lignito e fosfatos;

 Polímeros de uso geral para viscosificar, desflocular ou reduzir


filtrado;

 Inibidores de formação ativas - cloreto de potássio, sódio e cálcio;

 Redutores de filtrado – amido;

 Surfactantes – para emulsificar ou reduzir a tensão interfacial

 Bactericidas – paraformaldeído, soda cáustica, cal, etc.


Classificação
Fluidos à Base de Água
Classificação
Fluidos à Base de Óleo
 Podem ser emulsões água/óleo propriamente ditas (teor de água <
10%) ou emulsão inversa (teor de água de 10 a 45%);

 Devido ao alto custo inicial e grau de poluição, são empregados com


menor frequência do que os fluidos à base de água;

 Características:

− Grau de inibição elevado em relação às rochas ativas;


− Baixíssima taxa de corrosão;
− Propriedades controláveis acima de 350ºF até 500ºF;
− Grau de lubricidade elevado;
− Amplo intervalo de variação de densidade: 0.89 a 2.4;
− Baixíssima solubilidade de sais inorgânicos.
Classificação
Fluidos à Base de Óleo (Aplicabilidade)
 Poços HPHT;

 Formações de folhelhos argilosos e plásticos;

 Formações salinas de halita, silvita, carnalita, etc;

 Formações de arenitos produtores danificáveis por fluidos à


base de água;

 Poços direcionais ou delgados ou de longo afastamento;

 Formações com baixa pressão de poros ou de fratura.


Classificação
Fluidos à Base de Óleo (Desvantagens)
 Dificuldade na detecção de gás no poço devido à sua
solubilidade na fase contínua;

 Maiores graus de poluição;

 Menores taxas de penetração;

 Dificuldade no combate à perda de circulação;

 Maior custo inicial.


Classificação
Fluidos à Base de ar (Aplicações)
 Zonas com perdas de circulação severas;

 Formações produtoras com pressão muito baixa;

 Regiões com escassez de água;

 Regiões glaciais com camadas espessas de gelo.


Classificação
Fluidos à Base de ar (Tipos)
 A perfuração com ar puro: utiliza apenas ar comprimido ou
nitrogênio como fluido, tendo aplicação limitada a formações
que não produzam elevadas quantidades de água nem
contenham hidrocarbonetos;

 A perfuração com névoa (mistura de água dispersa no ar): é


empregada em formações que produzem água em quantidade
suficiente para comprometer a perfuração com ar puro;

 A perfuração com espuma (dispersão de gás em líquido): é


empregada quando se necessita de uma eficiência elevada de
carreamento dos sólidos;

 A perfuração com fluidos aerados: consiste em injetar ar,


nitrogênio ou gás natural no fluxo contínuo do fluido de
perfuração, reduzindo a densidade do sistema.
Considerações finais
• Com o estudo e definição do cenário a ser
perfurado, o fluido é devidamente projetado
visando atender os diferentes tipos de formações
que serão cortadas;

• Busca-se minimizar a interação da rocha com o


fluido, ao que chamamos inibição, preservando,
assim, a integridade da formação perfurada e os
possíveis fluidos nelas contidos;

• Assim sendo utiliza-se o fluido mais viável a fase a


ser perfurada, levando-se em conta, também, o
fator econômico.
FIM!