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ACERVO CARTOGRÁFICO

DAS COMUNIDADES
QUILOMBOLAS TITULADAS

Mônica Cortêz Pinto


ACERVO CARTOGRÁFICO DAS COMUNIDADES
QUILOMBOLAS TITULADAS

Mônica Cortêz Pinto

Manaus, 2017
CONSELHO CIENTÍFICO

Ana Pizarro - Professora do Doutorado em Estudos Americanos


Instituto de Estudios Avanzados - Universidad de Santiago de Chile

Claudia Patricia Puerta Silva - Professora Associada - Departamento de


Antropologia - Faculdad de Ciencias Sociales y Humanas - Universidad de
Antioquia

Zulay Poggi - Professora do Centro de Estudios del Desarrollo - CENDES -


Universidad Central de Venezuela

Maria Backhouse - Professora de Sociologia - Institut für Soziologie -


Friedrich-Schiller-Universität jena

Germán Palacios - Professor Titular - Universidad Nacional de Colombia, Sede


Amazonia - Honorary fellow, University of Wisconsin-Madison

Roberto Malighetti - Professor de Antropologia Cultural - Departamento


de Ciências Humanas e Educação “R. Massa” - Università degli Studi di Milano-
Bicocca

CONSELHO EDITORIAL

Otávio Velho - PPGAS-MN/UFRJ, Brasil


Dina Picotti - Universidade Nacional de General Sarmiento, Argentina
Henri Acselrad - IPPUR - UFRJ, Brasil
Charle Hale - University of Texas at Austin, Estados Unidos
João Pacheco de Oliveira - PPGAS-MN/UFRJ, Brasil
Rosa Elizabeth Acevedo Marin - NAE/UFPA, Brasil
José Sergio Leite Lopes - PPGAS-MN/UFRJ, Brasil
Aurélio Viana Jr. - Fundação Ford, Brasil
Sérgio Costa Jr. - LAI FU - Berlim, Alemanha
Heloisa Bertol Domingues - MAST, Brasil
Luiz Antonio de Castro Santos - UERJ, Brasil
Alfredo Wagner Berno de Almeida - UEA, Brasil
Organizador

Editor - Alfredo Wagner Berno de Almeida


Projeto gráfico e diagramação - Philipe Teixeira

Projeto Nova Cartografia Social das Comunidades Quilombolas no Brasil. MCTI/


CNPQ/Universal 14/2014/Processo 441 482/2014-7

P659a      Pinto,  Mônica  Cortez  


Acervo  das  Comunidades  Quilombolas  tituladas  /  Mônica  
Cortez  Pinto;  Alfredo  Wagner  Berno  de  Almeida  (Org.).  –  
Manaus:  UEA  Edições/  PNCSA,  2017.  
60  p.  :  il.  ;  27  cm.    
 
ISBN  978-­‐85-­‐7883-­‐455-­‐5  
 
 
1.Comunidades  Quilombolas  2.  Mapeamento.  
3.Geotecnologias.  I.  Almeida,  Alfredo  Wagner  Berno  de.  
 
 
 
CDU  316:528.9  
 
   
Edição Projeto Nova Cartografia Social da Amazônia (PNCSA)
UEA/PNCSA - Edifício Professor Samuel Benchimol
Rua Leonardo Malcher, 1728
Centro - Manaus, AM
Cep.:69,010-170
www.novacartografiasocial.com
Fone: (92) 3232-8423
APRESENTAÇÃO
Este trabalho de pesquisa ora apresentado foi produzido no âmbito
do Projeto Nova Cartografia Social das Comunidades Quilombolas no
Brasil. MCTI/CNPq/Universal 14/2014/ Processo 441482/2014-7, sob
a coordenação do antropólogo Alfredo Wagner Berno de Almeida e contou
com a colaboração direta de Emmanuel de Almeida Farias Junior, Juliene
Pereira dos Santos, Sheilla Borges Dourado, Patrícia Maria Portela Nunes,
Maria Magela Mafra de Andrade Ranciaro, Raquel Mombelli, Eliana Telles,
Rosa Acevedo Marin, Paulo Rogério Gonçalves, Juraci Marques,Vania Fialho
e Sonia Lourenço. Inicialmente recebeu a designação de atlas dos territórios
quilombolas, limitando-se posteriormente às áreas tituladas. São mapas das
comunidades quilombolas oficialmente tituladas, devidamente reconhecidos
e disponibilizados por bancos de dados oficiais. O trabalho de pesquisa
consistiu numa leitura crítica dos memoriais descritivos disponibilizados,
que possuem informações completas, ou seja, aqueles casos em que não
há lacunas de itens referentes às bases cartográficas. A partir desta leitura
foram selecionadas situações em que as poligonais puderam ser construídas
e devidamente calculadas.
Trata-se, portanto, de uma leitura crítica de procedimentos
cartográficos, elaborada a partir da análise dos memoriais descritivos, que
acompanham decretos concernentes à titulação das terras de comunidades
remanescentes de quilombos. Não obstante tais dificuldades, a presente
análise abre perspectivas para uma reelaboração do repertório de fontes
documentais e arquivísticas sobre os materiais cartográficos referentes
às comunidades quilombolas, assinalando possibilidades para que os
movimentos quilombolas possam ampliar os argumentos que fundamentam
suas pautas reivindicatórias.
AlfredoWagner Berno de Almeida
SUMÁRIO

ACERVO CARTOGRÁFICO DAS COMUNIDADES QUILOMBOLAS TITULADAS...8


I - INTRODUÇÃO...8
Cartografia e as Geotecnologias...10
II - MATERIAIS E PROCEDIMENTOS DE PESQUISA...15
III - CARTAS DAS COMUNIDADES QUILOMBOLAS TITULADAS (2013), NO
TERRITÓRIO BRASILEIRO...29
Código 8 Mangal e Barro Vermelho/BA...30
Código 11 Eira dos Coqueiros/MA...32
Código 13 Santo Antônio dos Pretos/MA...33
Código 18 Castainho/PE...34
Código 19 Conceição das crioulas/PE...35
Código 20 Furnas da Boa Sorte/MS 2° título...36
Código 28 Santana/RJ...37
Código 30 Maria Ribeira/PA...38
Código 34 Laranjituba e África/PA 1° título...39
Código 37 Ilhas de Abaetetuba/PA...40
Código 39 Jussara/PA -...41
Código 40 Santa Rita de Barreiras/PA -...41
Código 48 Santa Maria de Mirindeua/PA...43
Código 49 Santo Cristo/PA -...44
Código 51 Itacoã Miri/PA -...45
Código 55 Santa Maria do Traquateua -...46
Código 62 Queluz/MA -...47
Código 64 Pau D’Arco e Parateca/BA -...47
Código 66 Cipó/MA -...49
Código 67 Imbiral do Rosário/MA -...50
Código 68 Rio dos Peixes/MA -...51
Código 77 Carananduba/PA -...52
Código 78 Centro Ouro/PA -...53
Código 79 Jacunday/PA -...54
Código 81 Jatobá/BA -...55
Código 86 Macapazinho/PA -...56
Código 87 Matias/PA -...57
Código 88 Menino Jesus/PA -...58
Código 89 Tipitinga/PA -...59
Código 91 Cotovelo/MA -...60
Código 96 Laranjituba e África/PA 2° título -...61
Código 98 Ribeira do Jambu-Açu/PA -...62
Código 99 Samaúma/PA -...63
Código 100 2° Distrito/PA -...64
Código 101 Família Silva/RS -...65
Código 104 Chácara das Rosas/RS -...66
Código 106 Santa Luzia do Traquateua/PA -...67
Código 107 Santa Ana de Baixo/PA -...68
Código 108 São Sebastião/PA -...68
Código 109 Tambaí-Açu/PA -...70
Código 111 Ivaporunduva/SP 2° titulação -...71
Código 114/115/116/117 Casca/RS -...72
Código 118 Itaboca-Quatro Bocas e Cacoal/PA -...73
Código 119 Ramal do Piratuba/PA -...73
Código 120 Santa Quitéria e Itacoãzinho/PA - município...75
Código 130 Colônia São Miguel/MS -...76
Código 132 Barreira/MA -...77
Código 133 Bem Posta/MA -...78
Código 134 Cutia e Cocal/MA -...78
Código 136 Mocambo/PA ...79
IV- CONSIDERAÇÕES FINAIS...81
V- REFERÊNCIAS...83
ACERVO CARTOGRÁFICO DAS COMUNIDADES QUILOMBOLAS
TITULADAS

I - INTRODUÇÃO

Historicamente o nascimento da linguagem cartográfica aparece


associado principalmente ao “mundo europeu”, cujo expansionismo se
traduzia na homogeneização de costumes e tradições das nações e povos
dominados. A ciência cartográfica foi, portanto, um instrumento de poder
adstrito à europeização.
Na atualidade sabe-se que o surgimento, a utilização e a disseminação
dos mapas não estão estritamente associados ao continente europeu.
Segundo Harley (1999) durante muito tempo considerada européia, hoje a
cartografia é reconhecida como uma linguagem visual e um instrumento de
debate ao alcance de todas as civilizações.
A necessidade de conhecimento do espaço geográfico precede a
representação do mundo real através de simbologias das quais expressam
características proeminentes dos territórios habitados e/ou conquistados,
evidenciando aspectos naturais e/ou sociais. Essa reprodução dos ambientes
físico sociais nos antigos mapas foi alcançada tanto com o emprego dos
recursos que os povos dispunham, como a argila, o papiro, as peles de
animais ou as inscrições rupestres (Carvalho, 2008), quanto com formas
variadas de representações pictóricas e gráficas. Os esboços, desenhos e
croquis marcam profundamente as práticas cartográficas de diferentes
povos e comunidades. O conhecimento arqueológico rúptil assinala a força
explicativa de inscrições que evidenciam relações de territorialidades.
8
O uso de simbologias para fins de representação acompanha a
história das antigas civilizações e fornece diversas informações referentes à
apropriação do espaço geográfico. Por exemplo, o mapa considerado pelos
arqueólogos como mais antigo data de 6.000 A. C. e foi descoberto em
1963 em uma escavação arqueológica em Çatal Höyük na região Centro-
Ocidental da Turquia (Harley, 1999). Nesse mapa é apresentado o povoado
Çatal Höyük do período neolítico às margens de um vulcão em erupção.
O mapa produzido de forma artesanal apresenta um dos elementos básicos
utilizados até hoje na reprodução cartográfica: a localização.
Seguindo estas fontes históricas, no século XIX a necessidade de
conhecimento sobre os territórios conquistados impulsionou inúmeras
expedições, um dos exemplos concretos de investimentos estratégicos para
tal finalidade apoia-se na criação da Royal Geographical Society, na Inglaterra
no ano de 1830, com o desígnio da exploração do território africano.
As relações entre a geografia e a cartografia se tornam mais marcadas,
à medida que a geografia se aproxima do viés naturalista de descrição e
registro dos atributos fisiográficos, nessa fase a linguagem cartográfica passa
por um modo de unificação e homogeneização através da introdução de
convenções cartográficas e simbologias. Moreira documenta com acuro este
processo:
As Sociedades de Geografia são instituições que surgem nas
primeiras décadas do século XIX, evoluindo entre 1820 e 1920
em duas distintas fases: a que vai de 1820 a 1870, marcada
pelas atividades de viajantes e naturalistas em busca de levantar
e cartografar informações das regiões do mundo até pouco
tempo desconhecidas ou mal conhecidas pelos europeus, e a
que vai de 1870 a 1920, definida por um intuito de incorporar
os conhecimentos acumulados e articulá-los num formato de
tratamento metódico e analítico de cunho dominantemente
de conquista, a partir de quando as atividades das Sociedades
e os interesses de dominação imperialistas se encontram na
Conferência Internacional de 1876 (MOREIRA, 2009, p.
07).
9
O caminho cartográfico permite a incursão do tamanho, de sua
dimensão e aplicações. Já se comprovou, por exemplo, a utilidade dos
mapas da China antiga como instrumentos de poder, quer se tratasse de
mapas cadastrais ou demarcatórios de fronteiras, documentos burocráticos
ou protocolos diplomáticos, planos para a conservação de águas, meios de
fixar impostos, ou documentos estratégicos da logística militar (Harley,
1999, p. 08).
Na antiguidade e no tempo presente, os mapas possuem diversos
desígnios, e seu aprimoramento desenvolveu-se com o avanço das
geotecnologias. Hoje são adotadas técnicas e convenções cartográficas que
atribuem à representação do espaço geográfico de ordem física e social em
mapas situacionais e temáticos.

Cartografia e as Geotecnologias
O uso do termo mapa possui diferentes conotações dependendo
do país, no Brasil conforme o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística
(IBGE, 2017), o mapa refere-se a uma representação plana, normalmente
em escala pequena, dos aspectos geográficos, naturais, culturais e artificiais
de uma área tomada na superfície de uma figura planetária, delimitada por
elementos físicos, político-administrativos, destinada aos mais variados
usos, temáticos, culturais e ilustrativos. São utilizados outros termos para
fins de representação cartográfica, que são estabelecidos de acordo com o
uso das escalas, entre eles as chamadas Cartas.
Ao Mapa ou Carta são atribuídas características comuns, de
representação das feições físicas, eventos culturais e sociais. Entretanto,
nas Cartas são especificados a representação no plano, em escala média ou
grande, com a finalidade de possibilitar a avaliação de pormenores, com
grau de precisão compatível com a escala, subdividida em folhas delimitadas
por linhas convencionais - paralelos e meridianos (IBGE, 2017).
Numa leitura crítica destas normas o termo mais apropriado para a

10
finalidade proposta neste livro é classificado como mapa ou carta imagem,
devido à dimensão das bases e escalas médias adotadas. Segundo a classificação
de Fitz (2008a) Mapa ou Carta imagem, são representações cartográficas
em que uma imagem é apresentada sobre um mapa-base, podendo abranger
objetivos diversos. São utilizados para complementar as informações de
uma maneira mais ilustrativa, a fim de facilitar o entendimento pelo usuário
(FITZ, 2008b).
A adoção dessa tipologia refere-se apenas a uma das etapas na
construção de representações terrestres, devendo estar apoiada em critérios
definidos por convenções cartográficas, e em um trabalho minucioso de
levantamento de dados que:
São observações ou resultado de uma medida (por investigação,
cálculo ou pesquisa) de aspectos característicos da natureza,
estado ou condição de algo de interesse, que são descritos
através de representações formais e, ao serem apresentados
de forma direta ou indireta à consciência, servem de base ou
pressuposto no processo cognitivo. (DAVENPORT, 2001;
HOUAISS, 2001; SETZER, 2001). Pag. 17. Plano de Ação
para Implantação Nacional de Dados Espaciais - INDE.

A confiabilidade dos dados coletados, tanto para aspectos físicos,


quanto para fenômenos sociais, deve ser a mais fiel possível à realidade
localizada, afim de que se possa garantir a exatidão na reprodução dos
elementos constituintes das atividades terrestres a respeito da área a ser
mapeada. Essa fidelidade irá subsidiar planejamentos, intervenções e
melhorias de um local nos mais variados aspectos, sejam eles no arranjo
geoespacial, ou com a finalidade de assegurar os direitos sobre determinada
área de estudo. Essas intervenções poderão ser baseadas nas informações
que serão extraídas dos mapas e/ou cartas, por parte do seu analista.
Conforme descrito, a produção de mapas com alto grau de
exatidão depende de alguns fatores, tais como, o levantamento de dados
em bases cartográficas confiáveis, e da disponibilização desses materiais

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em escalas apropriadas a elaboração do mapeamento proposto. Essas
bases referem-se aos dados pré-existentes referentes à área de estudo,
tais como, bibliografia, dados censitários, imagens de satélite, Cartas, e
mapas já produzidos no âmbito da própria unidade social (comunidade,
povo) estudada que fornecerão informações essenciais para os trabalhos de
georreferenciamento, vetorização, e cálculo de áreas entre outros.
Outro princípio a ser adotado com fidelidade são os levantamentos
cartográficos realizados durante os trabalhos de campo, os quais devem
expressar a realidade mais aproximada do objeto que se queira representar,
seja ele de cunho físico e/ou situacional, havendo uma dimensão social da
cartografia que a aproxima da descrição etnográfica.
Entretanto, a constatação de um método ou de outro não
constituem as bases sólidas para elaboração fidedigna dos mapeamentos,
assim são necessárias à união das duas etapas supracitadas, pois somente o
levantamento de dados durante o trabalho de campo não contempla todas as
exigências da pesquisa e da descrição que ela permite produzir. A construção
de mapas com dados secundários (dados cartográficos pré-existentes ao
mapeamento objetivado), por outro lado, não permite todas as inferências
que um estudo in loco pode produzir. Esta seria uma das limitações dos
resultados de pesquisa ora apresentados, em virtude da extensão territorial
das áreas tituladas e do tempo disponível para a execução deste projeto de
pesquisa.
São necessários, todavia, estudos que contemplem essas duas
vertentes de modo que a elaboração de mapas objetivando fenômenos sociais
não seja reduzida somente a procedimentos técnicos, como historicamente
a cartografia foi proposta, um ofício antigo, com suas bases estabelecidas
na orientação, localização e no planejamento do território. Por vezes sendo
reproduzida e reduzida a procedimentos técnicos que não são capazes de
transmitir com fidedignidade os fenômenos sociais ocorridos no “espaço
terrestre”, compreendendo aqui o espaço social que faz com que o “pedaço
de chão vivenciado e tornado simbólico” se constitua em território. Assim,
a construção e interpretação da representação dos atributos geográficos,

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referidos a este espaço social é uma tarefa que exige, além de uma base
técnica, um conhecimento das relações sociais no meio físico em que estão
inseridas. A ciência geográfica tem seus princípios estabelecidos nestas
relações de homem-meio e nos modos de apropriação e distribuição
no espaço geográfico dentro de suas diferentes categorias de análise. “A
associação entre a Cartografia e a Geografia se faz de forma bastante direta,
sendo a Cartografia uma ferramenta essencial para os estudos geográficos”
(Fitz, 2008b).
A forma como o espaço é construído e representado através da
Cartografia é a forma mais particular que possibilita o delineamento das
características do meio físico, que de acordo com a visão de quem o estuda
pode ser fator determinante de limitações. Como na escola Determinista de
Ratzel ou no surgimento de possibilidades em detrimento dos obstáculos
físicos, como o Possibilíssimo de La Blache. De qualquer forma a cartografia
aliada aos estudos geográficos contribui historicamente com a orientação e
“descoberta” de novas terras e ainda o faz, agora com o auxílio de tecnologias,
incluindo-se tecnologias sociais.
As geotecnologias auxiliam nos trabalhos de mapeamento
fornecendo dados mais precisos, menos onerosos, com uma temporalidade
menor em relação aos mapas do período designado como das grandes
navegações. Santos (2006), discorre sobre o papel das técnicas e mostra
como são negligenciadas ao longo da história, mesmo que sua atuação seja
imprescindível para o desenvolvimento da humanidade e para todas as áreas
do conhecimento, inclusive da ciência geográfica, especialmente no campo
das geotecnologias:
É por demais sabido que a principal forma de relação entre
o homem e a natureza, ou melhor, entre o homem e o meio,
é dada pela técnica. As técnicas são um conjunto de meios
instrumentais e sociais, com os quais o homem realiza sua vida,
produz e, ao mesmo tempo, cria espaço. Essa forma de ver a
técnica não é, todavia, completamente explorada.
(SANTOS, 2006, p.16).
13
Dentro desse contexto as chamadas geotecnologias constituem
um poderoso conjunto de ferramentas, que se utilizando do Sistema
de Informação Geográfico (SIG), Sensoriamento Remoto (SR), Global
Positioning System (GPS) e Geoestatística auxiliam na geração da Cartografia
Digital. Todos esses recursos permitem a manipulação, análise e geração
de um banco de dados, contendo diferentes tipos de informações de uma
determinada área ou de um dado povo ou comunidade.
Esta introdução mais geral ao PROJETO NOVA CARTOGRAFIA
SOCIAL DAS COMUNIDADES QUILOMBOLAS NO BRASIL teve uma
função pedagógica, quando da realização das oficinas de mapas em que
apresentei este trabalho aos representantes de comunidades quilombolas,
de lideranças da CONAQ e a servidores da SEPPIR, objetivando situar a
perspectiva da nova cartografia social face aos conhecimentos cartográficos
convencionais. Para efeito desta pesquisa importa frisar que os recursos
geotecnológicos foram utilizados na verificação dos dados contidos nos
mapeamentos pré-existentes das 139 Comunidades Quilombolas Tituladas,
e na elaboração dos shapefile das áreas com Memoriais Descritivos existentes e
legíveis. Estes procedimentos técnicos ocorreram concomitantemente com a
discussão com os representantes de comunidades e associações quilombolas,
que puderam se colocar face a esta posição do pesquisador. A transparência
de procedimentos e as relações sociais no processo de produção das leituras
cartográficas constituem o fundamento deste livro ora apresentado. Assim,
no capítulo II foi considerado essencial constar a descrição das comunidades
quilombolas focalizadas e a metodologia empregada na realização da pesquisa
e na elaboração dos mapas a elas referidos.

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II - MATERIAIS E PROCEDIMENTOS DE PESQUISA

A construção de um banco de dados geoespacial deve ser dotada


de elementos concisos, que possibilitem a geração de documentos
cartográficos com alto grau de confiabilidade, resguardando as distorções
presentes na representação gráfica da Terra, devido à sua forma real. Os
dados cartográficos pré-existentes e devidamente referenciados, conforme
as convenções cartográficas adotadas por cada Estado ou região geográfica
formam os alicerces que servirão de apoio para a extração de geoinformações,
pertinentes a construção dos mapeamentos de determinada área e/ou
situação.
Um dos elementos que corroboram para o grau de credibilidade de
tais representações gráficas e espaciais é o conhecimento da origem da base de
dados pré-existente, que armazena dados alfanuméricos e georreferenciados.
A existência de um banco de dados está associada ao Sistema de Informação
Geográfica (SIG), “a utilização de um SIG pressupõe a existência de um
banco de dados georreferenciados, ou seja, de dados portadores de registros
referenciados a um sistema de coordenada conhecido” (FITZ, 2008).
Segundo o mesmo autor, a manipulação dos referidos dados é realizada
através de um Sistema Gerenciador de Banco de Dados (SGBD), cujos dados
alfanuméricos estão vinculados a dados espaciais, ou seja, a arquivos digitais
gráficos dotados de atributos geográficos. As geoinformações contidas
nesses bancos de dados permitem ao analista a manipulação, entrada e saída
de dados, e posterior análise por parte dos pesquisadores.
Os produtos cartográficos elaborados para essa pesquisa estão
baseados na representação gráfica, espacial e alfanumérica de um grupo
específico da sociedade e de uma determinada situação, que se refere aos
quilombolas e às terras tituladas dos seus territórios. A confecção desses
mapas é pertinente às áreas tituladas até a data de 29 de janeiro de 2013,
seguindo a listagem oficial disponibilizada pelo Instituto Nacional de
Colonização e Reforma Agrária (INCRA), e serão apresentados no capítulo

15
III, como resultado do acesso às geoinformações encontráveis nos órgãos
oficiais.
No SGBD elaborado para esse estudo foram utilizados dados
espaciais e alfanuméricos. Os dados espaciais referem-se às imagens
utilizadas para corroborar a localização descrita nos memoriais descritivos e
conferência das coordenadas de localização, ponto de referência a partir do
qual foram construídos os polígonos.
Os pontos e polígonos fazem parte da estrutura espacial de formato
vetorial, são representações gráficas, que contém o elemento geoespacial,
ou seja, a coordenada geográfica. “Os pontos são representados por apenas
um par de coordenadas, ao passo que linhas e polígonos, são representados
por um conjunto de pares de coordenadas” (FITZ, 2008b). A escolha do
vetor do tipo polígono deve-se a finalidade do mapeamento realizado, a
representação da área dos Territórios Quilombolas Titulados. A estrutura
vetorial de pontos é visualizada com as coordenadas de localização, que
representam simultaneamente o marco inicial e final da construção dos
polígonos. As estruturas vetoriais são designadas de shapefile, que assumem
a representatividade dos elementos térreos na forma gráfica, identificados
espacialmente pelas coordenadas geográficas.
As imagens são representadas pelo formato matricial, e podem ser
de diversas fontes, como imagens de satélite, imagens de radar, fotografias
aéreas, cartas e mapas digitalizados, de diferentes resoluções temporais e
espaciais. Entretanto, assim como os arquivos de estrutura vetorial, as imagens
devem estar devidamente georreferenciadas no sistema de coordenadas
geográficas, projeção e Datum, de modo que não haja discrepâncias entre
os shapefiles representados pelos vetores e a imagem. Nesse caso específico,
a imagem serviu de base para conferência da localização e limites (quando
possível) dos Territórios Quilombolas.
Outra estrutura utilizada no SGBD consiste na composição dos
dados alfanuméricos, no SIG esses dados devem estar associados a uma
referência espacial. De acordo com Fitz (2008), esses dados são constituídos

16
de letras, números e sinais gráficos, que podem ser armazenados em tabelas,
preferencialmente associados às estruturas vetoriais. A estrutura de dados
alfanuméricos, elaborada para o registro das Comunidades Quilombolas
Tituladas, foi elaborada em forma de tabela e contém dados referentes ao
nome, localização, e quantitativo de área em hectares de cada comunidade,
representados em formato gráfico através dos shapefiles, imagens de satélite
e coordenada inicial da poligonal.
A elaboração dos polígonos que representam os territórios das
Comunidades Quilombolas Tituladas, foi construída seguindo algumas
etapas (Figura 01) essenciais à confiabilidade dos resultados alcançados.
Nesse sentido as atividades desenvolvidas na pesquisa foram estabelecidas
em 7 (sete) fases, a saber: i) seleção das Comunidades Quilombolas a
serem mapeadas; ii) levantamento dos documentos oficiais que continham
os memoriais descritivos; iii) levantamento dos dados cartográficos pré-
existentes em formato digital (shapefile); iv) organização dos dados em
pastas seguindo a numeração do INCRA, o nome do território Quilombola,
a unidade da federação e número da titulação; v) a construção das poligonais
em ambiente de SIG; vi) o cálculo das áreas; e, vii) a elaboração dos layouts.

Figura 2.1: Fluxograma das etapas desenvolvidas para elaboração dos mapeamentos

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i. A primeira etapa desse estudo consiste na escolha das Comunidades
Quilombolas Tituladas. Essas comunidades foram selecionadas, pois
os processos de demarcação das áreas pertencentes às comunidades
já se encontravam finalizados. O objetivo dessa etapa consiste na
realização do levantamento dos dados bibliográficos e cartográficos,
e informações sobre as titulações e quantidade de hectares. Assim,
obedecendo à listagem oficial do órgão responsável pela titulação
de terras em território brasileiro, o INCRA, seguiu-se a lista do
referido órgão acerca das comunidades tituladas, que na data de 29
de janeiro de 2013, contabilizavam 139 Comunidades Quilombolas
Tituladas, algumas com uma, duas ou três partes tituladas.

ii. Na segunda etapa, para cumprimento das exigências acerca da


procedência dos dados cartográficos, houve um trabalho de seleção
de todos os dados que pudessem contribuir para a construção da
base cartográfica das referidas comunidades, e que contemplasse
a confiabilidade de instituições reconhecidas pelo Estado
brasileiro. Os dados levantados referem-se a documentos que
apresentam informações sobre: aspectos socioeconômicos, dados
cartográficos, como, localização geográfica (estado, município e
coordenadas geográficas), projeção cartográfica, Datum, croqui da
área, perímetro, órgão responsável pelo levantamento e produção
do memorial descritivo, datas da expedição dos títulos e data do
levantamento realizado em campo, número de famílias, e nome do
território de acordo com a lista disponibilizada pelo INCRA. Além
dessas informações foram contabilizadas quaisquer informações
adicionais que pudessem contribuir para união e consistência
dos dados, como decretos, portarias, e publicações oficiais, que
auxiliaram na elaboração dos mapeamentos. O levantamento desses
dados ocorreu por meio digital através dos dados disponibilizados
nas páginas oficiais de órgãos públicos em internet. A coleta desses
dados foi estruturada pela seguinte ordem:

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a. Títulos expedidos pelos órgãos responsáveis de cada estado, e/
ou pelo INCRA, e levantamento da bibliografia produzida nas
universidades brasileiras desde a década de 1980 até os dias atuais.
b. Os dados referentes aos relatórios e memoriais descritivos
disponibilizados em sites oficiais na internet adquiridos
principalmente no Portal da Imprensa Nacional (Diário Oficial
da União).
c. Dados dos memoriais descritivos referentes às Comunidades
Quilombolas do estado do Maranhão foram adquiridos junto ao
Instituto de Terras do Estado do Maranhão (ITERMA); Fundação
Cultural Palmares (FCP), Fundação Instituto de Terras do
Estado de São Paulo “José Gomes da Silva” - ITESP, Instituto
de Desenvolvimento Agrário e Extensão Rural (IDATERRA);
Instituto de terras da Bahia (INTERBA); Instituto de terras do Piauí
(INTERPI), e Instituto de Terras do Pará (ITERPA).

iii. A terceira etapa consiste na visualização/manipulação dos


mapeamentos pré-existentes em ambiente computacional de
SIG. Para efetivação desse item foi necessária a obtenção dos
arquivos em formato shapefile das Comunidades Tituladas,
adquiridos junto ao Ministério do Desenvolvimento Social e
Combate à Fome (MDS) e ao INCRA. Esses arquivos equivalem
às representações computacionais da realidade terrestre. Essa
representação é realizada em meio computacional através de
pontos, polígonos ou linhas dependendo da escala utilizada.
Os arquivos que representam os Territórios Quilombolas
demarcados são identificados por shapefiles do tipo poligonal, é
adotada essa feição, pois compreende uma área, podendo ser
medida em metros quadrados ou hectares.

19
iv. A organização dos dados encontrados deu-se através de duas
formas, a primeira baseada na lista: Títulos expedidos às
Comunidades Quilombolas (INCRA). Nesta lista consta
por número de ordem o nome do território quilombola titulado,
as comunidades pertencentes a este, o número de comunidades,
o número de famílias, o tamanho da área dado em hectare, o
munícipio e estado a que pertencem o órgão expedidor e a
datação da titulação (figura 02). Também nesta lista se encontra
a ordem das titulações (territórios que possuem o mesmo nome
e possuem mais de uma titulação). A segunda foi organizada
segundo os dados encontrados em trabalhos acadêmicos e
organizada conforme sua periodicidade.

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TÍTULOS EXPEDIDOS ÀS COMUNIDADES QUILOMBOLAS
Nº Nº de N° de Órgão
Território Quilombola Comunidade(s) Área (ha) Município UF Data
Ordem Comunidades Famílias Expedidor
1 Boa Vista Boa Vista 1 112 1.125,0341 Oriximiná PA INCRA 20/11/95
2 Água Fria Água Fria 1 15 557,1355 Oriximiná PA INCRA 20/11/96
3 Pacoval de Alenquer Pacoval 1 115 7.472,8790 Alenquer PA INCRA 20/11/96
Bacabal, Aracuan de Cima, Aracuan do
4 Trombetas (1º título) Meio, Aracuan de Baixo, Serrinha, Terra 7 138 57.024,6216 Oriximiná PA ITERPA *** 20/11/97
Preta II e Jarauacá
Bacabal, Aracuan de Cima, Aracuan do
5 Trombetas (2º título) Meio, Aracuan de Baixo, Serrinha, Terra 23.862,4725 Oriximiná PA INCRA 20/11/97
Preta II e Jarauacá
6 Itamaoari Itamaoari 1 33 5.377,6028 Cachoeira do Piriá PA INCRA 07/09/98
Pancada, Araçá, Espírito Santo, Jauari,
7 Erepecuru (1º título) Boa Vista do Cuminá, Varre Vento, 7 154 57.584,8505 Oriximiná e Óbidos PA INCRA 08/12/98
Jarauacá e Acapú
Mangal e Barro Vermelho INTERBA /
8 Mangal e Barro Vermelho 1 295 153,8043 Sítio do Mato BA 30/01/99
(1º título) FCP
9 Campinho da Independência Campinho 1 59 287,9461 Paraty RJ SEHAF 19/03/99
10 Abacatal-Aurá (1º título) Abacatal-Aurá 1 53 317,9366 Ananindeua PA ITERPA 13/05/99
11 Eira dos Coqueiros Eira dos Coqueiros 1 35 1.011,8271 Codó MA ITERMA 20/08/99
12 Mocorongo Mocorongo 1 24 162,6254 Codó MA ITERMA 20/08/99
13 Santo Antonio dos Pretos Santo Antonio dos Pretos 1 102 2.139,5500 Codó MA ITERMA 20/08/99
14 Curiau Curiau 1 108 3.321,8931 Macapá AP FCP 03/12/99
15 Barra do Brumado Barra e Bananal 2 148 1.339,2768 Rio de Contas BA CDA / FCP 22/12/99
São José, Silêncio, Mata, Cuecê, Apui e
16 Cabeceiras 6 445 17.189,6939 Óbidos PA FCP 08/05/00
Castanhaduba
Pancada, Araçá, Espírito Santo, Jauari,
17 Erepecuru (2º título) Boa Vista do Cuminá, Varre Vento, 160.459,4072 Oriximiná e Óbidos PA ITERPA *** 12/05/00
Jarauacá e Acapú

18 Castainho * Castainho 1 206 183,6000 Garanhuns PE FCP 14/07/00

19 Conceição das Crioulas * Conceição das Crioulas 1 750 16.865,0678 Salgueiro PE FCP 14/07/00
Furnas da Boa Sorte *
20 Furnas da Boa Sorte 1 52 1.402,3927 Corguinho MS FCP 14/07/00
(1º título)
21 Furnas do Dionísio Furnas do Dionísio 1 92 1.031,8905 Jaraguari MS FCP 14/07/00
Monte Alegre, Teresina e
22 Kalunga * Kalunga 1 600 253.191,7200 GO FCP 14/07/00
Cavalcante
Mangal e Barro Vermelho (2º
23 Mangal e Barro Vermelho 7.615,1640 Sítio do Mato BA FCP 14/07/00
título)
Nossa Senhora do
24 Mata Cavalo * Mata Cavalo 1 418 11.722,4613 MT FCP 14/07/00
Livramento
25 Mocambo * Mocambo 1 113 2.100,5400 Porto da Folha SE FCP 14/07/00
26 Porto Coris * Porto Coris 1 21 199,3001 Leme do Prado MG FCP 14/07/00
27 Rio das Rãs Rio das Rãs 1 300 2.100,5400 Bom Jesus da Lapa BA FCP 14/07/00
28 Santana * Santana 1 28 828,1200 Quatis RJ FCP 14/07/00
Gurupá Mirin, Jocojó, Flexinha,
29 Gurupá Carrazedo, Camutá do Ipixuna, Bacá do 8 300 83.437,1287 Gurupá PA ITERPA 20/07/00
Ipixuna, Alto Ipixuna e Alto Pucuruí
30 Maria Ribeira Maria Ribeira 1 32 2.031,8727 Gurupá PA ITERPA 20/11/00
31 Porto dos Pilões ** Porto dos Pilões 1 51 5.908,6824 Iporanga SP ITESP 15/01/01
32 São Pedro ** São Pedro 1 39 4.558,1986 Eldorado e Iporanga SP ITESP 15/01/01
33 Maria Rosa ** Maria Rosa 1 20 3.375,6582 Iporanga SP ITESP 16/01/01
Laranjituba e África
34 Laranjituba e África 2 48 118,0441 Moju PA ITERPA 04/12/01
(1º título)
35 Camiranga Camiranga 1 39 320,6121 Cachoeira do Piriá PA ITERPA 16/01/02
36 Ilhas de Abaetuba Bom Remédio 1 116 588,1670 Abaetetuba PA ITERPA 05/05/02
Alto e Baixo Itacuruça, Campopema,
37 Ilhas de Abaetuba Jenipaúba, Acaraqui, Igarapé São João, 8 701 9.076,1909 Abaetetuba PA ITERPA 05/06/02
Arapapu e Rio Tauaré-Açu
Bailique Beira, Bailique Centro, Poção e
38 Bailique 4 112 7.297,6910 Oeiras do Pará e Baião PA ITERPA 19/07/02
São Bernardo
39 Jurussaca Jurussaca 1 45 200,9875 Traquateua PA ITERPA 14/09/02
40 Santa Rita de Barreiras Santa Rita de Barreiras 1 35 371,3032 São Miguel do Guamá PA ITERPA 22/09/02
41 Santa Fé e Santo António Santa Fé e Santo António 2 28 830,8776 Baião PA ITERPA 29/09/02
Igarapé Preto, Baixinha, Panpelônia,
Teófilo, Varzinha, Campelo, Cupu, Oeiras do Pará, Baião,
42 Igarapé Preto 12 565 17.357,0206 PA ITERPA 29/09/02
França, Araquenbaua, Carará, Costeiro e Mocajuba e Bagre
Igarapezinho
43 Guajará Miri Guarajá Miri 1 70 1.024,1954 Acará PA ITERPA 26/11/02
44 São José de Icatu São José do Icatu 1 80 1.636,6122 Baião PA ITERPA 30/11/02
45 Jenipapo Jenipapo 1 74 558,5242 Caxias MA ITERMA 01/11/02
46 Ivaporunduva ** (1° título) Ivaporunduva 1 102 672,2844 Eldorado SP ITESP 20/03/03
47 Pedro Cubas ** Pedro Cubas 1 40 2.443,7210 Eldorado SP ITESP 20/03/03
48 Santa Maria de Mirindeua Santa Maria de Mirindeua 1 85 1.763,0618 Moju PA ITERPA 23/08/03
49 Santo Cristo Santo Cristo 1 52 1.767,0434 Moju PA ITERPA 23/08/03
Abui, Paraná do Abui, Tapagem, Sagrado
50 Alto Trombetas 5 182 79.095,5912 Oriximiná PA ITERPA 20/11/03
Coração e Mãe Cue
51 Itacoã Miri ** Itacoã Miri 1 96 968,9932 Acará PA ITERPA 20/11/03
52 Bela Aurora Bela Aurora 1 32 2.410,2754 Cachoeira do Piriá PA INCRA 14/12/04
53 Paca e Aningal Paca e Aningal 2 22 1.284,2398 Viseu PA INCRA 14/12/04

54 Nossa Senhora da Conceição Nossa Senhora da Conceição 1 54 2.393,0559 Moju PA ITERPA 20/11/05

21
55 Santa Maria do Traquateua Santa Maria do Traquateua 1 27 833,3833 Moju PA ITERPA 20/11/05
56 São Manuel São Manuel 1 68 1.163,6383 Moju PA ITERPA 20/11/05
57 Altamira Altamira 1 68 1.220,9398 Pinheiro MA ITERMA *** 27/12/05
58 Jamary dos Pretos Jamary dos Pretos 1 162 6.613,0630 Turiaçu MA ITERMA *** 27/12/05
59 Olho D'Água do Raposo Olho D'Água do Raposo 1 72 187,3333 Caxias MA ITERMA *** 27/12/05
60 São Sebastião dos Pretos São Sebastião dos Pretos 1 62 1.010,2186 Bacabal MA ITERMA *** 27/12/05
61 Conceição do Macacoari Conceição do Macacoari 1 20 8.475,4710 Macapá AP INCRA 02/01/06
62 Queluz Queluz 1 105 255,2392 Anajatuba MA ITERMA *** 31/07/06
Furnas da Boa Sorte
63 Furnas da Boa Sorte 73,3177 Corguinho MS IDATERRA 02/08/06
(2º título)
64 Pau D'Arco e Parateca Pau D'Arco e Parateca 2 500 7.801,4484 Malhada BA SPU 08/08/06
65 Santa Izabel Santa Izabel 1 60 837,6155 Candido Mendes MA ITERMA *** 30/08/06
66 Cipó Cipó 1 124 2.404,9567 São João do Soter MA ITERMA *** 01/09/06
67 Imbiral Imbiral 1 44 46,4981 Pedro do Rosário MA ITERMA *** 01/09/06
68 Rio dos Peixes Rio dos Peixes 1 47 54,2234 Pinheiro MA ITERMA *** 01/09/06
69 Santana Santana 1 41 201,1171 Santa Rita MA ITERMA 01/09/06
70 Santo Inácio Santo Inácio 1 79 1.363,4178 Pinheiro MA ITERMA *** 01/09/06
71 Uzina Vleha Uzina Velha 1 76 1.160,9576 Caxias MA ITERMA *** 01/09/06
72 Bom Jesus Bom Jesus 1 58 216,3937 Candido Mendes MA ITERMA *** 20/11/06
73 Lago Grande Lago Grande 1 44 906,8315 Peritoró MA ITERMA *** 20/11/06
74 Juçaral/Santa Helena Juçaral/Santa Helena 1 30 345,4331 Itapecuru-Mirim MA ITERMA *** 20/11/06
INTERPI /
75 Olho D´Agua dos Pires Olho D´Agua dos Pires 1 89 626,8390 Esperantina PI 20/11/06
INCRA
INTERPI /
76 Sítio Velho Sítio Velho 1 92 847,8211 Assunção do Piauí PI 20/11/06
INCRA
77 Carananduba Carananduba 1 33 644,5477 Acará PA ITERPA 23/11/06
Centro Ouro, Nossa Senhora das Graças
78 Centro Ouro 3 123 5.243,1409 Mojú PA ITERPA 23/11/06
e São Bernardino
79 Jacunday Jacunday 1 60 1.701,5887 Mojú PA ITERPA 23/11/06
80 Galvão Galvão 1 32 1.869,5711 Eldorado e Iporanga SP ITESP 18/01/07
81 Jatobá Jatobá 1 69 1.778,8900 Muquém de São BA SPU 21/05/07
82 Mel da Pedreira Mel da Pedreira 1 25 2.629,0532 Francisco
Macapá AP INCRA 21/03/07
Volta do Campo Grande, Retiro, Ponta do
INTERPI /
83 Volta do Campo Grande Morro, Capitãozinho, Vaca Brava, 8 129 10.897,5945 Campinas do Piauí PI 25/09/07
INCRA
Serrote, Boca da Baixa e Emparedado
84 Porto Alegre Porto Alegre 1 54 2.858,7114 Cametá PA ITERPA *** 20/11/07
85 Jacarequara Jacarequara 1 55 1.236,9910 Santa Luzia do Pará PA ITERPA *** 13/05/08
86 Macapazinho Macapazinho 1 33 91,1505 Santa Isabel do Pará PA ITERPA *** 13/05/08
87 Matias Matias 1 45 1.424,6701 Cametá PA ITERPA *** 13/05/08
88 Menino Jesus Menino Jesus 1 12 288,9449 São Miguel do Guamá PA ITERPA *** 13/05/08
89 Tipitinga Tipitinga 1 27 633,4357 Santa Luzia do Pará PA ITERPA *** 13/05/08
90    38 1.521,1087 Bacabal MA ITERMA 14/11/08
91    55 1.220,3410 Pinheiro MA ITERMA 14/11/08
92    28 128,6363 Anajatuba MA ITERMA 14/11/08
Fazenda Nova, Carreira da Vaca, INTERPI /
93 Fazenda Nova 4 168 5.592,5036 Isaías Coelho PI 20/11/08
Umburana e Santa Inês INCRA
Morrinho, Sapé, Cipoal, Barreiras e INTERPI /
94 Morrinhos 5 146 2.532,8489 Isaías Coelho PI 20/11/08
Cabeça da Vaca INCRA
95 Abacatal-Aurá (2º título) Abacatal-Aurá 265,3472 Ananindeua PA ITERPA *** 02/12/08
Laranjituba e África
96 Laranjituba e África 1.108,1837 Moju PA ITERPA *** 02/12/08
(2º título)
97 Moju-Miri Moju-Miri 1 28 878,6388 Moju PA ITERPA *** 02/12/08
98 Ribeira do Jambu-Açu Ribeira do Jambu-Açu 1 62 1.303,5089 Moju PA ITERPA *** 02/12/08
99 Samaúma Samaúma 1 12 213,0550 Abaetetuba PA ITERPA *** 02/12/08
Porto Grande, Mangabeira, São Benedito
100 2º Distrito de Viseu, Santo Antônio de Viseu, Uxizal, 7 400 15.073,2371 Mocajuba PA ITERPA *** 02/12/08
Vizânia e Itabatinga
101    12 0,13207440 Porto Alegre RS INCRA 21/09/09
102   0,05190880 Porto Alegre RS INCRA 21/09/09
103   0,04625550 Porto Alegre RS INCRA 21/09/09
104   1 20 0,361944  RS INCRA 21/09/09
105 Santa Rita do Vale Santa Rita do Vale  120 319,4535 Santa Rita MA ITERMA 14/10/09
106 Santa Luzia do Tracuateua Santa Luzia do Tracuateua  32 342,3018 Moju PA ITERPA *** 30/11/09
107 Sanat Ana de Baixo Sanat Ana de Baixo  34 1.551,1216 Moju PA ITERPA *** 30/11/09
108 São Sebastião São Sebastião  39 962,0094 Moju PA ITERPA *** 30/11/09
109 Tambaí-Açú Tambaí-Açú  66 1.824,7852 Mocajuba e Baião PA ITERPA *** 30/11/09
Igarapé-Açu e Nova
110 Nossa Senhora do Livramento Nossa Senhora do Livramento  53 128,9332 PA ITERPA *** 06/05/10
Timboteua
111 Ivaporunduva (2º título) Ivaporunduva 2.035,1200 Eldorado SP INCRA 20/05/10
São Miguel do Guaporé
112 Jesus Jesus 1 12 5.627,3058 RO INCRA 25/08/10
e Seringueiras
Sto. Antonio, Ipanema, Igarapé Dona e
113 ARQUINEC 4 180 5.981,3412 Concórdia do Pará PA INCRA 25/08/10
Campo Verde
114 Casca (1º título) Casca 1 85 867,1367 Mostardas RS INCRA 20/10/10
115 Casca (2º título) Casca 333,3071 Mostardas RS INCRA 20/11/10
116 Casca (3º título) Casca 7,2976 Mostardas RS INCRA 20/11/10
117 Casca (4º título) Casca 0,9616 Mostardas RS INCRA 20/11/10
Itaboca-Quatro Bocas e
118 Itaboca-Quatro Bocas e Cacoal 2 84 446,6848 Inhangapi PA ITERPA 17/12/10
Cacoal
119 Ramal do Piratuba Ramal do Piratuba 1 176 959,8167 Abaetetuba PA ITERPA 17/12/10
120 Santa Quitéria e Itacoãzinho Santa Quitéria e Itacoãzinho 2 67 646,5774 Acará PA ITERPA 17/12/10
121 Contenda Contenda 1 55 1.070,0259 Viana MA ITERMA 18/08/11
122 Santa Rosa e Adjacencias Santa Rosa e Adjacencias 1 40 343,5436 Viana MA ITERMA 18/08/11
123 Santa Rosa Santa Rosa 32 605,6808 Viana MA ITERMA 18/08/11
124 São Manoel São Manoel 1 22 223,3642 Viana MA ITERMA 18/08/11
125 Cajueiro Cajueiro 1 65 271,2850 Viana MA ITERMA 19/08/11

22
126 Aguiar Aguiar 1 50 906,4145 Viana MA ITERMA 22/08/11
127 Carangueijo Carangueijo 1 26 274,3079 Viana MA ITERMA 22/08/11
128 Ferreira Ferreira 1 50 309,1675 Viana MA ITERMA 22/08/11
129 Mucambo Mucambo 1 110 397,0043 Viana MA ITERMA 22/08/11
130 Colônia de São Miguel São Miguel 1 28 333,0736 Maracajú MS INCRA 08/09/11
131 Preto Fôrro Preto Fôrro 1 12 90,5403 Cabo Frio RJ ITERJ 04/11/11
132 Barreira Barreira 1 45 889,0185 Bacuri MA ITERMA 19/12/11
133 Bem Posta Bem Posta 1 64 385,1886 Presidente Sarney MA ITERMA 19/12/11
134 Cutia e Cocal Cutia e Cocal 2 66 17,6973 Presidente Sarney MA ITERMA 19/12/11
135 Chácara Buriti Chácara Buriti 1 19 12,1812 Campo Grande MS INCRA 27/04/12
136 Mocambo Mocambo 1 102 657,6820 Ourém PA ITERPA 13/11/12
137 Mocambo (2º título) Mocambo 1 113 46,5438 Porto da Folha SE INCRA 21/11/12
138 Mocambo (3º título) Mocambo 125,7602 Porto da Folha SE INCRA 21/11/12
Amparo de São
139 Lagoa dos Campinhos Lagoa dos Campinhos 1 89 114,621 SE INCRA 21/11/12
Francisco e Telha

139 Títulos em
TOTAIS 207 Comunidades 207 12.906 995.009,0875
124 Territórios

OBSERVAÇÕES: .
* Territórios titulados pela FCP sem a retirada ou indenização dos ocupantes não quilombolas (proprietários e/ou posseiros);
** Territórios cujos títulos contêm cláusulas suspensivas.
*** Territórios titulados por orgãos estaduais em parceria (técnica e/ou financeira) com o INCRA/MDA.
(1º/2º título) Territórios que receberam mais de um título e cujas áreas se somam e não se sobrepõe, expedidos por orgãos distintos ou não, em função ou das diferentes competências legais ou da
necessidade de ampliação do território após a primeira titulação.
Jarauacá Comunidades/famíílias já contabilizadas no primeiro título expedido para seu território e que se indica novamente, mas não são recontadas para não distorcer o resulatado total.
ÁREAS QUE FORAM RETIFICADAS
Ilhas de Abaetetuba, Alto Trombetas, Macapazinho e 2º Distrito, expedidos pelo ITERPA, tiveram suas áreas retificadas em 17/12/2010, respectivamente: de 11.458,5320 para 9.076,1909; de
61.211,9578 para 79.095,5912; de 68,7834 para 91,1505; e de 17.220,3792 para 15.073,2371.
TÍTULOS QUE FORAM RETIRADOS DA TABELA:
Santa Rita do Vale expedido pelo ITERMA, em 01/09/06, com área de 322,6823 ha. Motivo: foi anulado quando da entrega de novo título expedido pelo mesmo orgão, em 14/10/09, com área de
319,4535 ha.
Ivaporunduva expedido pela FCP, em 14/07/00, com área de 3.158,11 ha, que não foi registrado em cartório. Motivo: para evitar recontagem em dobro de área titulada, uma vez que as áreas do
segundo e terceiro títulos, expedidos respectivamente pelo ITESP, em 20/03/03, com 672,2844 ha e INCRA, em 20/05/10, com 2.035,1200 ha, ambos registrados em cartório, se sobrepõe totalmente
a área do primeiro.
SIGLAS: .
INCRA: Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária; ITERPA: Instituto de Terras do Pará; ITERBA: Instituto de Terras da Bahia; FCP: Fundação Cultural Palmares; SEHAF: Secretaria de
Estado de Habilitação e Assuntos Fundiários-RJ; ITERMA: Instituto de Colonização e Terras do Maranhão; CDA: Coordenação de Desenvolvimento Agrário-BA; ITESP: Instituto de Terras do Estado
de São Paulo; IDATERRA: Instituto de Desenvolvimento Agrário e Extensão Rural de Mato Grosso do Sul; SPU: Secretaria de Patrimônio da União; INTERPI: Instituto de Terras do Piauí; ITERJ:
Instituto de Terras e Cartografia do Estado do Rio de Janeiro.

FONTES:
Cópias em papel dos títulos expedidos à excessão de Porto Coris, cujo orgão expedidor, FCP, ainda não encaminhou o documento ao INCRA, mas confirmou os dados constantes da tabela.
Apenas em relação ao nº de Famílias, dado que não consta em nenhum dos títulos, foram consultados os seguintes documentos: o quadro "Terras de Quilombo Tituladas 1995 a 2004" da Comissão
Pró-Índio de São Paulo; o sitio eletrônico da Comissão Pró-Índio de São Paulo; a planilha "Títulos até 2006" - Girolamo Treccani; a planilha "Títulos 2003 a 2006" - Pasta Pública INCRA/DFQ;
informação das Equipes Técnicas das Superintendências Regionais do INCRA.

Atualizado em: 29/01/2013

Figura 2.2: Lista oficial do INCRA (2013).A lista apresenta 139 Comunidades Quilombolas
Tituladas, na qual são identificadas através de códigos: nome da comunidade, número de
comunidades e famílias, quantitativo de área, município, estado, órgão responsável pela
titulação e data da expedição do documento

23
Esquema da organização dos conteúdos foi idealizado por pastas
(figura 03), nas quais continham por ordem: a numeração de acordo com a
numeração estabelecida pelo documento do INCRA, o nome do Território
Quilombola, a unidade da federação e quando houve necessidade a inclusão
da numeração da titulação.

Figura 2.3: Esquema da organização das 139 Comunidades Quilombolas Tituladas. Os


dados foram esquematizados em pastas, seguindo a ordem do código da lista do INCRA
(2013), nome da Comunidade Quilombola Titulada, estado e número de titulações

Nas pastas encontra-se todo tipo de informação coletada nos sites


oficiais (titulações, memoriais descritivos, e documentos do D.O.U.)
para cada Território Quilombola. Nessa etapa foi priorizada a busca por
documentos que apresentassem o memorial descritivo dos terrenos, com
todos os dados essenciais à construção dos polígonos.
Das 139 Comunidades Quilombolas Tituladas, 40 não possuem
arquivos no formato shapefile, destas 24 não possuem qualquer tipo de
informação, 2 possuem título, memorial e mapa, 2 possuem somente
título, 8 possuem título e memorial descritivo, 1 possui informações
em documento de formato word, 2 possuem memoriais descritivos de
desapropriação/DOU e 1 possui memorial do D.O.U. Após a verificação
24
dos arquivos em shapefile, foi contabilizado o número de 40 Comunidades
que não possuem suas áreas representadas em formato shapefile. Para
elaboração da representação cartográfica dessas áreas é necessária à base
de dados disponível no memorial descritivo, entretanto foram encontrados
somente 13 memoriais descritivos, das referidas comunidades.
Diante dessa falta de informação e de shapefile para comparação
foi necessário a construção dos polígonos no software de geoprocessamento
ArcGis versão 10.3 com auxílio do software Trackmaker Pro para plotação dos
Pontos de Referência, essencial na construção dos polígonos. A elaboração
destes está baseada nas informações contidas nos memoriais descritivos que
foram devidamente detectados.
v. Para geração de polígonos nos softwares é de extrema necessidade o
uso do memorial descritivo (figura 04), que compreende os limites,
azimutes, as distâncias, o Datum, as coordenadas planas iniciais dadas
no Sistema de Coordenadas Universal Transversa de Mercator - UTM, o
tamanho e o croqui da área.

25
Figura 2.4: Modelo de um Memorial Descritivo. Os memoriais descritivos são documentos
que fornecem a identificação da área titulada, contemplando dados de localização,
quantitativo de área, limites confrontantes, azimutes (direções) e distâncias. Esses
documentos são essenciais na elaboração dos polígonos.

a) Os memoriais descritivos que não continham essas informações,


principalmente azimute, distância e ponto da coordenada inicial, não
puderam ser reproduzidos. Todos os softwares que foram verificados
até a presente data necessitavam das informações supracitadas.
b) Os memoriais que possuíam os dados necessários para a elaboração
dos polígonos foram elaborados em ambiente de SIG. As figuras 05,
06, 07 e 08 representam essa elaboração, partindo do ponto inicial
(coordenadas iniciais) de acordo com o Datum e projeção de origem.
Para os memoriais que não continham informações referente a
Datum, foi adotado o SIRGAS 2000, em vigência obrigatória desde
o ano de 2015.

Figura 2.5:Plotação do ponto inicial no software de geoprocessamento ArcGis 10.1. O


ponto inicial descrito nos memoriais descritivos refere-se as coordenadas geográficas de
onde será iniciado o polígono, ou área do território titulado, e onde será posteriormente
fechado o polígono, completando assim uma área.

26
Figura 2.6: Construção de um polígono com os azimutes e distâncias contidos nos
memoriais descritivos. Após a plotação do ponto de referência, a poligonal começa a ser
construída. A partir do ponto inicial é inserido um vértice, que apresenta um azimute
(direção) e uma distância até o próximo vértice, medida em metros. Dessa forma são
inseridos os dados cartográficos analógicos coletados em campo para o ambiente digital.

Figura 2.7: Polígono finalizado de acordo com as instruções do Memorial Descritivo.


Nessa etapa os azimutes e distâncias devem seguir para o ponto inicial, que também é o
ponto final na elaboração o polígono.

27
Figura 2.8: Cálculo de áreas. Nessa etapa o polígono está devidamente referenciado, com
projeção definida para o sistema de coordenadas planas possibilitando o cálculo da área do
polígono, nas unidades de medidas em hectares, área, acres e perímetro.

28
III - CARTAS DAS COMUNIDADES QUILOMBOLAS
TITULADAS (2013), NO TERRITÓRIO BRASILEIRO

As cartas imagens contidas nesse capítulo foram elaboradas com base


nos dados disponibilizados nos documentos descritos no capítulo anterior,
pertinente às 139 Comunidades Quilombolas Tituladas homologadas
na Listagem Oficial do INCRA, de atualização na data até a data de 29 de
janeiro de 2013, como já foi sublinhado. Devido à ausência de documentos
que contivessem os dados cartográficos necessários à construção dos
polígonos (apresentados no item metodologia, figura 2.4), 89 áreas
tituladas das Comunidades Quilombolas não puderam ser construídas. Esta
lacuna é preocupante porquanto não permite a elaboração das poligonais,
comprometendo a precisão dos resultados gerais deste livro.
Os mapas produzidos nessa etapa foram elaborados, portanto,
segundo os documentos de titulação do memorial descritivo, e apresentam a)
coordenada inicial b) localização no território brasileiro, estado e município c)
nome da comunidade titulada d) poligonal representando a área do território
quilombola titulado e) e quantitativo da área em hectare e perímetro. O
sistema de referência e datum adotados na construção dos mapas foi escolhido
especificamente de acordo com os memoriais descritivos de cada titulação.
Os mapas a seguir mostram as áreas das 50 Comunidades Quilombolas
Tituladas, cujos dados contidos nos memoriais descritivos contemplaram todos
os requisitos para construção dos polígonos, especificamente a coordenada
inicial, os azimutes e distâncias, indispensáveis à reprodução das poligonais.
A estrutura das informações pertencentes às Comunidades
Quilombolas Tituladas até janeiro de 2013 serão apresentadas em forma de
texto e graficamente, através de mapas. As informações descritas seguem a
estrutura da listagem oficial do INCRA, conforme a data supracitada, e são
descritas na seguinte ordem: códigos, nomes das comunidades, número de
titulações, datas e publicações, localização e quantitativo de áreas, seguidos da
representação espacial devidamente referenciada nos mapas.

29
As representações cartográficas apresentadas em formato de
poligonais das Comunidades
O primeiro código a apresentar todas as informações necessárias à
construção do polígono referente à área da Comunidade Quilombola Titulada
Mangal e Barro Vermelho (BA), está identificado na lista do INCRA com o
código 8, cujas informações são descritas a seguir:
Código 8 Mangal e Barro Vermelho/BA - município de Sítio do Mato.
Segundo a lista do INCRA o 1° título foi expedido em 30/01/1999 pelo
Interba e FCP. Esse território recebeu mais de um título e cujas áreas se
somam e não se sobrepõem. A elaboração das poligonais baseou-se em dois
memoriais descritivos do D.O.U. de 01/09/1998 (174,0002 ha), e o outro de
12/04/2011 (9.041,7139 ha). O resultado foram dois mapas, um com uma
área de 9.041,70 (figura 3.1), e outro comportando uma área e 167,5245
ha (figura 3.2). A figura 3.3 apresenta os dois polígonos de acordo com os
documentos disponibilizados.

Figura 3.1: Carta imagem do Território Quilombola Titulado Código 8 Mangal e Barro
Vermelho (BA). Fonte: D.O.U de 12 de abril de 2011.

30
Figura 3.2: Carta imagem do Território Quilombola Titulado Código 8 Mangal e Barro
Vermelho (BA). Fonte: D.O.U de 01 de setembro de 1998.

31
Figura 3.3: Carta imagem do Território Quilombola Titulado Mangal e Barro Vermelho
(BA). No mapa estão as poligonais dos dois títulos referente ao ano de 1998 com área de
167,5245 ha, e do ano de 2011 com área de 9.041,70 ha. Fonte: Memorial descritivo do
D.O.U de 01 de setembro de 1998 e de 12 de abril de 2011.

Código 11 Eira dos Coqueiros/MA - município de Codó. Possui


titulação do Iterma em 20/08/1999 com área de 1.011,8271 ha e perímetro
de 13.705,93 m, de acordo com a lista do INCRA e memorial descritivo.
O mapa elaborado com base nos dados contidos no memorial descritivo
corresponde a uma área de 998,60 ha e perímetro de 13.616,03 m.

Figura 3.4: Carta imagem do Território Quilombola Titulado Código 11 Eira dos
Coqueiros (MA). Fonte: memorial descritivo do Iterma de 01 de outubro de 1998.

32
Código 13 Santo Antônio dos Pretos/MA - município de Codó. O
Título expedido pelo Iterma segundo a lista do INCRA de 20/08/1999
indica uma área de 2.139,5500 ha. No memorial descritivo do Iterma de
23/11/2000 a área é de 3.353, 9179 ha e perímetro de 28.881,34 m. O
mapa elaborado com base nos dados do memorial descritivo corresponde a
uma área de 3.307,2921 ha e perímetro de 28.671,62 m.

Figura 3.5: Carta imagem do Território Quilombola Titulado Código 13 Santo Antônio
dos Pretos (MA). Fonte: Memorial descritivo do Iterma de 23 de novembro de 2000.

33
Código 18 Castainho/PE - município de Garanhuns. Título expedido
pela F.C.P. em 14/07/2000 com área de 183.6000 ha de acordo com a lista
do INCRA. O memorial descritivo do Decreto do D.O.U. de 20/11/2009
indica uma área de 189, 7738 ha. A área calculada com base na elaboração da
poligonal corresponde a 182,62 ha e perímetro de 11.586,70 m.

Figura 3.6: Carta imagem do Território Quilombola Titulado Código 18 Castainho (PE).
Fonte: Memorial descritivo do D.O.U. de 20 de novembro de 2009.

34
Código 19 Conceição das crioulas/PE - município de Salgueiro. O
memorial descritivo do Decreto do D.O.U. de 11/09/1998 indica uma
área de 16.865,0678 ha e perímetro de 54.897,75 m. O Título expedido
pela FCP em 14/07/2000 corresponde a mesma área conforme a lista do
INCRA. A área calculada com base na elaboração da poligonal corresponde
a 16.396,49 ha e perímetro de 54.165,91 m.

Figura 3.7: Carta imagem do Território Quilombola Titulado Código 19 Conceição das
Crioulas (PE). Fonte: Memorial descritivo do D.O.U. de 11 de setembro de 1998.

35
Código 20 Furnas da Boa Sorte/MS 2° título - município de
Corguinho. Título expedido pela FCP em 14/07/2000 com área de
1.402,3927 ha, memorial descritivo do D.O.U. de 13/08/1998 possui a
mesma área de 1.402,3927 ha e perímetro de 16.759,70 m conforme lista
do INCRA. A Portaria de 2007 do D.O.U. descreve uma área de 1.413 ha. A
área calculada com base na elaboração da poligonal corresponde a 1.233,46
ha e perímetro de 15.727,09 m.

Figura 3.8: Carta imagem do Território Quilombola Titulado Código 20 Furnas da Boa
Sorte (MS) 2º titulação. Fonte: Memorial descritivo do D.O.U. de 13 de agosto 1998.

36
Código 28 Santana/RJ - município de Quatis. O Título expedido pela
FCP em 14/07/2000 com área de 828,1200 confere com a lista do INCRA
e memorial descritivo do D.O.U. de 05/04/1999. Segundo a portaria do
D.O.U. de 09/06/2008 a área contabilizada é de 722,8845 ha e perímetro
de 10.741,50 m. A área calculada com base na elaboração da poligonal
corresponde a 614,91 ha e perímetro de 9.906,77 m.

Figura 3.9: Carta imagem do Território Quilombola Titulado Código 28 Santana (RJ).
Fonte: Memorial descritivo do D.O.U. de 09 de junho de 2008.

37
Código 30 Maria Ribeira/PA - município de Gurupá. O Título/
memorial descritivo expedido pelo Iterpa em 20/11/2000 com área de
2.031,8727 ha está de acordo com a lista do INCRA, o mapa (Iterpa, 2008)
compreende a mesma área. A área calculada com base na elaboração da
poligonal corresponde a 2.017,1982 ha e perímetro de 21.849,66 m.

Figura 3.10: Carta imagem do Território Quilombola Titulado Código 30 Maria Ribeira
(PA). Fonte: Memorial descritivo do Iterpa de 20 de novembro de 2000.

38
Código 34 Laranjituba e África/PA 1° título - município de Moju. O
Título/memorial descritivo e mapa expedido pelo Iterpa em 04/12/2001
com área de 118,0441 ha e perímetro de 5.772,83m são iguais a listagem do
INCRA. A área calculada com base na elaboração da poligonal corresponde
a 117,2632 ha e perímetro de 5.756,35 m.

Figura 3.11: Carta imagem do Território Quilombola Titulado Código 34 Laranjituba e


África (PA) 1° título. Fonte: Memorial descritivo do Iterpa de 04 de dezembro de 2001.

39
Código 37 Ilhas de Abaetetuba/PA - município de Abaetetuba. O
Título/memorial expedido pelo Iterpa em 05/06/2002 com área de
11.458,5320 ha e mapa com de fonte do Iterpa do ano de 2008. A área
calculada com base na elaboração da poligonal corresponde a 11.458,23
ha e perímetro de 55.810,68m. *Segundo o memorial descritivo foram
deduzidos 58,6499 ha correspondente a área do ramal São João.

Figura 3.12: Carta imagem do Território Quilombola Titulado Código 37 Ilhas de


Abaetetuba (PA). Fonte: Memorial descritivo do Iterpa de 05 de junho de 2006.

40
Código 39 Jussara/PA - município de Traquateua. Título/memorial
descritivo expedido pelo Iterpa em 14/09/2002 com área de 200,9875,
conforme mostra a lista do INCRA. O mapa é de fonte do Iterpa do ano
de 2008 e possui a mesma área. A área calculada com base na elaboração da
poligonal corresponde a 199,6287 ha e perímetro de 5.658,27 m.

Figura 3.13: Carta imagem do Território Quilombola Titulado Código 39 Jussara (PA).
Fonte: Memorial descritivo do Iterpa de 14 de setembro de 2002.

Código 40 Santa Rita de Barreiras/PA - município de São Miguel do


Guamá. Título expedido/memorial descritivo pelo Iterpa em 22/09/2002
com área de 371,3032 ha e perímetro de 18.379,51 m conforme a lista do
INCRA. O mapa é de fonte do Iterpa do ano de 2008 com a mesma área. A
área calculada com base na elaboração da poligonal corresponde a 363,71 ha
e perímetro de 18.381,21 m.

41
Figura 3.14: Carta imagem do Território Quilombola Titulado Código 40 Santa Rita de
Barreiras (PA). Fonte: Memorial descritivo do Iterpa de 22 de setembro de 2002.

42
Código 48 Santa Maria de Mirindeua/PA - município de Moju. O
título/memorial descritivo foi expedido pelo Iterpa em 23/08/03 com
área de 1.763,0618 ha e perímetro de 20.232,63 m conforme a lista do
INCRA. O mapa é de fonte do Iterpa do ano de 2008 com a mesma área do
título. A área calculada com base na elaboração da poligonal corresponde a
1.803,68 ha e perímetro de 20.159,46 m.

Figura 3.15: Carta imagem do Território Quilombola Titulado Código 48 Santa Maria do
Mirindeua (PA). Fonte: Memorial descritivo do Iterpa de 23 de agosto de 2003.

43
Código 49 Santo Cristo/PA - município de Moju. O título/memorial
descritivo expedido pelo Iterpa em 23/08/2003 possui uma área de
1.767,0434 ha e perímetro de 23.519,06 m conforme mostra a lista do
INCRA. O mapa é de fonte do Iterpa do ano de 2008 com a mesma área do
título. A área calculada com base na elaboração da poligonal corresponde a
2.299,0393 ha e perímetro de 24.518,61 m.

Figura 3.16: Carta imagem do Território Quilombola Titulado Código 49 Santo Cristo
(PA). Fonte: Memorial descritivo do Iterpa 23 de agosto de 2003.

44
Código 51 Itacoã Miri/PA - município de Acará. O título/memorial
descritivo expedido pelo ITERPA em 20/11/2003 com área de 968,9932
ha e perímetro de 14.292,06m está de acordo com a lista do INCRA. O
mapa de fonte do Iterpa possui a mesma área do título. A área calculada com
base na elaboração da poligonal corresponde a 963,1482 ha e perímetro
14.238,02 m.

Figura 3.17: Carta imagem do Território Quilombola Titulado Código 51 Santa Maria do
Mirindeua (PA). Fonte: Memorial descritivo do Iterpa de 20 de novembro de 2003.

45
Código 55 Santa Maria do Traquateua - município de Moju. O Título/
memorial descritivo expedido pelo Iterpa em 20/11/2005 aponta uma
com área de 833,3833 ha e perímetro de 15.483,94 m conforme lista do
INCRA. A área calculada com base na elaboração da poligonal corresponde
a 830,63 ha e perímetro de 15.459,24 m.

Figura 3.18: Carta imagem do Território Quilombola Titulado Código 55 Santa Maria do
Traquateua (PA). Fonte: Memorial descritivo do Iterpa de 20 de novembro de 2005.

46
Código 62 Queluz/MA - município de Anajatuba. Segundo a lista do
INCRA o Título expedido pelo Iterma em 31/07/2006 identifica uma
área de 255,2392 ha. O memorial descritivo do Iterma de setembro de
2004 indica uma área de 227,8885 ha e perímetro de 6.722,59 m. A área
calculada com base na elaboração da poligonal corresponde a 225,44 ha e
perímetro de 6.693,06 m.

Figura 3.19: Carta imagem do Território Quilombola Titulado Código 62 Queluz (MA).
Fonte: Memorial descritivo do Iterma de setembro de 2004.

Código 64 Pau D’Arco e Parateca/BA - município de Malhada.


Segundo a lista do INCRA o título foi expedido pela SPU em 08/08/2006
com área de 7.801,4484 ha. O memorial descritivo do D.O.U. de
18/11/1998 mostra uma área de 37.027,2020 ha. O memorial descritivo
de 24/07/2006 aponta uma área de 41.780 ha, e o D.O.U. de 19/12/2007
indica uma área de 36.880 ha e perímetro de 112.521 m. A área calculada
com base na elaboração da poligonal corresponde a 31,324 ha e perímetro
de 105,615 m.

47
Figura 3.20: Carta imagem do Território Quilombola Titulado Código 64 Santa Pau
D’Arco e Parateca (BA). Fonte: Memorial descritivo do D.O.U de 24 de julho de 2006.

48
Código 66 Cipó/MA - município de São João do Soter. O Título expedido
pelo Iterma em 01/09/2006 com área de 2.404,9567 ha e perímetro
de 21.322,04 m de acordo com a lista do INCRA. A área calculada com
base na elaboração da poligonal corresponde a 2.369,48 ha e perímetro de
21.176,71 m.

Figura 3.21: Carta imagem do Território Quilombola Titulado Código 66 Cipó (MA).
Fonte: Memorial descritivo do Iterma de 01 de setembro de 2006.

49
Código 67 Imbiral do Rosário/MA - município de Pedro do Rosário.
O Título expedido pelo Iterma em 01/09/2006 com área de 46,4981 ha e
perímetro de 2.992,03m está de acordo com a lista do INCRA e memorial
descritivo de dezembro de 2005. A área calculada com base na elaboração
da poligonal corresponde a 46.0427 ha e perímetro de 2.980,10 m.

Figura 3.22: Carta imagem do Território Quilombola Titulado Código 67 Imbral (MA).
Fonte: Memorial descritivo do Iterma de dezembro de 2005.

50
Código 68 Rio dos Peixes/MA - município de Pinheiro.Título expedido
pelo Iterma em 01/09/2006 e memorial descritivo de 24/08/2011 com
área de 54,2234 ha e perímetro de 3.113,46 m de acordo com a lista do
INCRA. A área calculada com base na elaboração da poligonal corresponde
a 53,73 ha e perímetro de 3.103,32 m.

Figura 3.23: Carta imagem do Território Quilombola Titulado Código 68 Rio dos Peixes
(MA). Fonte: Memorial descritivo do Iterpa de 24 de agosto de 2011.

51
Código 77 Carananduba/PA - município de Acará. Título/memorial
descritivo expedido pelo Iterpa em 23/11/2006 com área de 644,5477 ha
e perímetro de 12.558,97 m. O mapa é de fonte do Iterpa do ano de 2008
e possui a mesma área da titulação. A área calculada com base na elaboração
da poligonal corresponde a 963,14 ha e perímetro 14.238,02 m.

Figura 3.24: Carta imagem do Território Quilombola Titulado Código 77 Carananduba


(PA). Fonte: Memorial descritivo do Iterpa de 23 de novembro de 2006.

52
Código 78 Centro Ouro/PA - município de Moju. Título/memorial
descritivo expedido pelo Iterpa em 23/11/2006 com área de 5.243,1409
ha e perímetro de 46.765,97 m conforme mostra a lista do INCRA. O
mapa de fonte do Iterpa do ano de 2008 mostra a mesma área do título. A
área calculada com base na elaboração da poligonal corresponde a 5.302,56
ha e 46.638,41 m. *No memorial descritivo foram deduzidos 95.6552 ha
correspondentes ao ramal e mineroduto.

Figura 3.25: Carta imagem do Território Quilombola Titulado Código 78 Centro Ouro
(PA). Fonte: Memorial descritivo do Iterpa de 23 de novembro de 2006.

53
Código 79 Jacunday/PA - município de Moju. Título/memorial
descritivo expedido pelo Iterpa em 23/11/2006 com área de 1.701,5887
ha e perímetro de 22.766,36 m conforme mostra a lista do INCRA. O mapa
é de fonte do Iterpa do ano de 2008 com a mesma área da titulação. A área
calculada com base na elaboração da poligonal corresponde a 1.959,5929ha
e perímetro de 22.766,36 m. * Foram deduzidos segundo o memorial
descritivo 179,5667 ha correspondente a área do ramal.

Figura 3.26: Carta imagem do Território Quilombola Titulado Código 79 Jacunday (PA).
Fonte: Memorial descritivo do Iterpa de 23 de novembro de 2006.

54
Código 81 Jatobá/BA - município de Muquém de São Francisco. Segundo
a lista do INCRA o título foi expedido pelo SPU em 21/05/2007 com área
de 1.778,8900 ha. O memorial descritivo com do D.O.U. de 23/11/2009
indica uma área de 12.717,2620 ha. A área calculada com base na elaboração
da poligonal corresponde a 14.132,66 ha e perímetro de 76.560 m.

Figura 3.27: Carta imagem do Território Quilombola Titulado Código 81 Jatobá (BA).
Fonte: Memorial descritivo do D.O.U. de 23 de novembro de 2009.

55
Código 86 Macapazinho/PA - município de Santa Isabel do Pará.
Título/memorial descritivo expedido pelo Iterpa em 13/05/2008 com
área de 68,7834 ha e perímetro de 4.821,97m. A área calculada com base na
elaboração da poligonal corresponde a 68,4049 ha e perímetro de 4.805,59
m.

Figura 3.28: Carta imagem do Território Quilombola Titulado Código 86 Macapazinho


(PA). Fonte: Memorial descritivo do Iterpa de 13 de maio de 2008.

56
Código 87 Matias/PA - município de Cametá. Título/memorial
descritivo expedido pelo Iterpa em 13/05/2008 com área de 1.424,6701
ha e perímetro de 15.854,61 m, conforme a lista do INCRA. A área
calculada com base na elaboração da poligonal corresponde a 1.434,8735
ha e perímetro de 15.787,24 m. *Foram deduzidos segundo memorial
descritivo 22,5188 ha correspondente à área do ramal e da estrada.

Figura 3.29: Carta imagem do Território Quilombola Titulado Código 87 Matias (PA).
Fonte: Memorial descritivo do Iterpa de 13 de maio de 2008.

57
Código 88 Menino Jesus/PA - município de São Miguel do Guamá.
Título/memorial descritivo expedido pelo Iterpa em 13/05/2008 com
área de 288,9449 ha e perímetro de 9.736,51 m conforme a lista do
INCRA. A área calculada com base na elaboração da poligonal corresponde
a 291,4945 ha e perímetro de 9.729,50 m. *Foram deduzidos segundo o
memorial descritivo 44,4410 ha correspondente a área do ramal Poeirinha.

Figura 3.30: Carta imagem do Território Quilombola Titulado Código 88 Menino Jesus
(PA). Fonte: Memorial descritivo do Iterpa de 13 de maio de 2008.

58
Código 89 Tipitinga/PA - município de Santa Luzia do Pará. A área
calculada com base na elaboração da poligonal corresponde a 629,0950 ha
e perímetro de 11.910,81 m. Título/memorial descritivo expedido pelo
Iterpa em 13/05/2008 com área de 633,4357 ha e perímetro de 11.969,26
m conforme a lista do INCRA.

Figura 3.31: Carta imagem do Território Quilombola Titulado Código 89 Tipitinga (PA).
Fonte: Memorial descritivo do Iterpa de 13 de maio de 2005.

59
Código 91 Cotovelo/MA - município de Pinheiro. Segundo a lista do
INCRA e a titulação foi expedida pelo Iterma em 14/11/2008 com área
de 1.220,3410 ha e perímetro de 14.367,91 m. A área calculada com base
na elaboração da poligonal corresponde a 1.209,3900 ha e perímetro de
14.310,86 m.

Figura 3.32: Carta imagem do Território Quilombola Titulado Código 91 Cotovelo (MA).
Fonte: Memorial descritivo do Iterma de 14 de novembro de 2008.

60
Código 96 Laranjituba e África/PA 2° título - município de Moju.
Título/memorial descritivo expedido pelo Iterpa em 02/12/2008 com
área de 1.108,1837 ha e perímetro de 16.581,040m conforme a lista do
INCRA. A área calculada com base na elaboração da poligonal corresponde
a 1.110,8400 ha e perímetro de 16.522,15 m.

Figura 3.33: Carta imagem do Território Quilombola Titulado Código 96 Laranjituba e


África 2º titulação (PA). Fonte: Memorial descritivo do Iterpa de 02 de dezembro de 2008.

61
Código 98 Ribeira do Jambu-Açu/PA - município de Moju. Título/
memorial descritivo expedido pelo Iterpa em 02/12/2008 com área de
1.303,5089 ha e perímetro de 14.814,92m conforme a lista do INCRA.
A área calculada com base na elaboração da poligonal corresponde a
1.302,9200 ha e perímetro de 14.760,62m. *Foram deduzidos 7,8960 ha
correspondente a área do ramal da Ribeira.

Figura 3.34: Carta imagem do Território Quilombola Titulado Código 98 Ribeira Jambú-
Açú (PA). Fonte: Memorial descritivo do Iterpa de 02 de dezembro de 2008.

62
Código 99 Samaúma/PA - município de Abaetetuba. Título/memorial
descritivo expedido pelo Iterpa em 02/12/2008 com área de 213,0550 ha e
perímetro de 7.535,835 m conforme lista do INCRA. A área calculada com
base na elaboração da poligonal corresponde a 211,6385 ha e perímetro de
7.508,7908 m.

Figura 3.34: Carta imagem do Território Quilombola Titulado Código 99 Samaúma (PA).
Fonte: Memorial descritivo do Iterpa de 02 de dezembro de 2008.

63
Código 100 2° Distrito/PA - município de Mocajuba. Título/memorial
descritivo expedido pelo Iterpa em 02/12/2008 com área de 17.220,3792
ha e perímetro de 54.921,71 m. Na listagem do INCRA o valor da área é de
15. 073,2371 ha. A área calculada com base na elaboração da poligonal do
corresponde a 17.067,06 ha e perímetro de 54.722,25 m.

Figura 3.35: Carta imagem do Território Quilombola Titulado Código 100 Distrito (PA).
Fonte: Memorial descritivo do Iterpa de 02 de dezembro de 2008.

64
Código 101 Família Silva/RS - 1° título - Porto Alegre. Existem três
titulações em nome da Família Silva. Todos os documentos identificam a
mesma área, com os mesmos azimutes e distâncias dos anos de 2005 e 2006.
Dessa forma apenas um polígono pode ser construído e aponta uma área de
4.860,3409 m2 e perímetro de 291,6242 m.

Figura 3.36: Carta imagem do Território Quilombola Titulado Código 101 Distrito (RS).
Fonte: Memorial descritivo do D.O.U de 27 de outubro de 2006.

65
Código 104 Chácara das Rosas/RS - município de Canoas. Segundo a
lista do INCRA o título foi expedido em 21/09/2009 com área de 0,361944
ha. O memorial descritivo do D.O.U. de 02/04/2009 corresponde à
mesma área de 3.619,44 m² e perímetro de 373,29m. A área calculada com
base na elaboração da poligonal corresponde a 2.707,27 m2 e perímetro de
322,27 m.

Figura 3.37: Carta imagem do Território Quilombola Titulado Código 104 Chácara das
Rosas (RS). Fonte: Memorial descritivo do D.O.U de 02 de abril de 2009.

66
Código 106 Santa Luzia do Traquateua/PA - município de Moju.
Título/memorial descritivo expedido pelo Iterpa em 30/11/2009 com
área de 342,3018 ha e perímetro de 8.731,11m conforme a lista do INCRA.
A área calculada com base na elaboração da poligonal do corresponde a
339,22 ha e perímetro de 8.715,17 m.

Figura 3.37: Carta imagem do Território Quilombola Titulado Código 106 Santa Luzia do
Traquateua (PA). Fonte: Memorial descritivo do Iterpa de 30 de novembro de 2009.

67
Código 107 Santa Ana de Baixo/PA - município de Moju. Título/
memorial descritivo expedido pelo Iterpa em 30/11/2009 com área de
1.551,1216 ha e perímetro de 25.320,62m conforme a lista do INCRA.
A área calculada com base na elaboração da poligonal do corresponde a
1.539,014 ha e 25.246,46 m.

Figura 3.38: Carta imagem do Território Quilombola Titulado Código 107 Santa Ana de
Baixo (PA). Fonte: Memorial descritivo do Iterpa de 30 de novembro de 2009.

Código 108 São Sebastião/PA - município de Moju. Título/memorial


expedido pelo Iterpa em 30/11/2009 com área de 962,0094 há e perímetro
20.869,87 m conforme a lista do INCRA. A área calculada com base na
elaboração da poligonal do corresponde a 978,1765 ha e perímetro de
20.746,19 m. *Foram deduzidos 15,9454 ha correspondente à área da
rodovia estadual PA 252.

68
Figura 3.39: Carta imagem do Território Quilombola Titulado Código 108 São Sebastião
(PA). Fonte: Memorial descritivo do Iterpa de 30 de novembro de 2009.

69
Código 109 Tambaí-Açu/PA - município de Mocajuba e Baião. Título/
memorial descritivo expedido pelo Iterpa em 30/11/2009 com área de
1.824,7852 ha e perímetro de 20.544,17m conforme a lista do INCRA.
A área calculada com base na elaboração da poligonal do corresponde a
1.811,82 ha e perímetro de 20.581,70 m.

Figura 3.39: Carta imagem do Território Quilombola Titulado Código 109 Tambaí-Açu
(PA). Fonte: Memorial descritivo do Iterpa de 30 de novembro de 2009.

70
Código 111 Ivaporunduva/SP 2° titulação - município de Eldorado.
Título expedido pelo INCRA em 20/05/2010 com área de 2.035,1200
ha. O memorial descritivo do D.O.U. contabiliza uma área de 2.715,6505
e perímetro de 28.038,75 m. A área calculada com base na elaboração da
poligonal do corresponde a 2.234,63 ha e perímetro de 25.656, 18 m.

Figura 3.40: Carta imagem do Território Quilombola Titulado Código 111 Ivaporunduva
(SP) 2° titulação. Fonte: Memorial descritivo do D.O.U. de 05 de julho de 2006.

71
Código 114/115/116/117 Casca/RS - município de Mostardas. Segundo
a lista do INCRA, esse território possui quarto titulações, que se somam e
não se sobrepõem. A primeira titulação expedida em 20/10/2010 com área
de 867,1367 ha, e as outras na data de 20/11/10 com área de 333,3071
ha, 7,2976 ha e 0,9616 ha. Nenhuma das quatro titulações confere com a
do memorial descritivo disponibilizado no D.O.U. A área calculada com
base na elaboração da poligonal corresponde a 1.766,23 ha e perímetro de
22.237,27m.

Figura 3.41: Carta imagem do Território Quilombola Titulado Código 114-117 Casca 1 º
a 4° titulação (RS). Fonte: Memorial descritivo do D.O.U. de 05 de julho de 2006.

72
Código 118 Itaboca-Quatro Bocas e Cacoal/PA - município de
Inhangapi.Título/memorial descritivo expedido pelo Iterpa em 17/12/2010
com área de 446,6848 ha e perímetro de 10.392,44 m, conforme a lista do
INCRA. A área calculada com base na elaboração da poligonal corresponde
a 449,52 ha e perímetro de 10.464,34 m.*Foram deduzidos 10,0539 ha
correspondentes à área do ramal.

Figura 3.42: Carta imagem do Território Quilombola Titulado Código 118 Itaboca-Quatro
Bocas e Cacoal (PA). Fonte: Memorial descritivo do Iterpa de 17 de dezembro de 2010.

Código 119 Ramal do Piratuba/PA - município de Abaetetuba. Título/


memorial descritivo expedido pelo Iterpa em 17/12/2010 com área de
959,8167 ha e perímetro de 22.092,77 m conforme a lista do INCRA. A
área calculada com base na elaboração da poligonal corresponde a 953,09
ha e perímetro de 21.993,01m. *Foram deduzidos segundo memorial
descritivo 34,6721 ha correspondentes à área do ramal Piratuba.

73
Figura 3.42: Carta imagem do Território Quilombola Titulado Código 119 Ramal do
Piratuba (PA). Fonte: Memorial descritivo do Iterpa de 17 de dezembro de 2010.

74
Código 120 Santa Quitéria e Itacoãzinho/PA - município de Acará.
Título expedido pelo Iterpa em 17/12/2010 com área de 646,5774 ha e
perímetro de 12.739,57m conforme a lista do INCRA. A área calculada com
base na elaboração da poligonal do corresponde a 642,54 ha e perímetro de
12.716 m.

Figura 3.43: Carta imagem do Território Quilombola Titulado Código 120 Santa Quitéria
e Itacoãzinho (PA). Fonte: Memorial descritivo do Iterpa de 17 de dezembro de 2010.

75
Código 130 Colônia São Miguel/MS - município de Maracajú. A
titulação foi expedida pelo INCRA em 08/09/2011 com área de 333,0736
ha. A área calculada com base na elaboração da poligonal de acordo com
o memorial descritivo do D.O.U. de 23/11/2009 (único documento
disponível com os azimutes e distâncias) corresponde a 363,47 ha e
perímetro de 9.956,039m.

Figura 3.44: Carta imagem do Território Quilombola Titulado Código 130 Colônia São
Miguel (MS). Fonte: Memorial descritivo do D.O.U. de 23 de novembro de 2009.

76
Código 132 Barreira/MA - município de Bacuri. Segundo a lista do
INCRA o título foi expedido pelo Iterma em 19/12/2011 com área de
889,0185 ha e perímetro de 12.206,886m. A área calculada com base
na elaboração da poligonal corresponde a 881,56 ha e perímetro de
12.160,27m.

Figura 3.45: Carta imagem do Território Quilombola Titulado Código 132 Barreira (MA).
Fonte: Memorial descritivo do Iterma de 19 de novembro de 2011.

77
Código 133 Bem Posta/MA - município de Presidente Sarney. Lista do
INCRA e título expedido pelo Iterma em 19/12/2011 a área é de 385,1886
ha e perímetro de 10.355,852 m. A área calculada com base na elaboração
da poligonal corresponde a 381,60 ha e perímetro de 10.306,48 m.

Figura 3.46: Carta imagem do Território Quilombola Titulado Código 133 Bem Posta
(MA). Fonte: Memorial descritivo do Iterma de 19 de novembro de 2011.

Código 134 Cutia e Cocal/MA - município de Presidente Sarney. Lista


do INCRA e titulação expedida pelo Iterma em 19/12/2011 identifica uma
área de 17,6973 ha e perímetro de 2.109,230 m. A área calculada com
base na elaboração da poligonal do corresponde a 17,53ha e perímetro de
2.097,56 m.

78
Figura 3.47: Carta imagem do Território Quilombola Titulado Código 134 Cutia e Cocal
(MA). Fonte: Memorial descritivo do Iterma de 19 de novembro de 2011.
Código 136 Mocambo/PA - município de Ourém. Título/memorial
descritivo expedido pelo Iterpa em 13/11/2012 com área de 657,6820 ha
e perímetro de 14.947,73 m conforme a lista do INCRA. A área calculada
com base na elaboração da poligonal corresponde a 653,20 ha e perímetro de
14.866,98 m.*Foram deduzidos segundo memorial descritivo 5,5744 ha.
79
Figura 3.48: Carta imagem do Território Quilombola Titulado Código 136 Mocambo
(PA). Fonte: Memorial descritivo do Iterpa de 13 de novembro de 2012.

80
IV- CONSIDERAÇÕES FINAIS

O advento das técnicas promoveu o uso de novas ferramentas que


possibilitaram um avanço cientifico e informacional em diversas áreas do
conhecimento, entre esses avanços, destaca-se a adoção das geotecnologias
na elaboração de produtos cartográficos para as mais variadas finalidades.
Neste trabalho de pesquisa não se pode deixar de mencionar a articulação
entre estas geotecnologias e as práticas de mapeamento social que produziram
mapas segundo as descrições etnográficas voltadas para as situações sociais
arroladas. Tais mapas são produzidos pelos próprios agentes sociais das
comunidades quilombolas e só registram o que é considerado relevante
por eles. Este tipo de registro faz parte dos procedimentos adotados pelo
Projeto Nova Cartografia Social, em cujo âmbito foi realizada esta análise
crítica de memoriais descritivos ora apresentada. Embora estes dados não
estejam explícitos nesta publicação cabe observar que eles dialogam todo
o tempo com os materiais secundários elaborados pelos órgãos oficiais.
Consistem em falas de agentes sociais, obtidas através de entrevistas e em
técnicas de observação direta. Por não se constituirem em objeto de reflexão
da presente pesquisa não foram tratados de maneira detida nesta publicação.
Para um trabalho de mapeamento social eficaz e de maior
credibilidade é necessária a compreensão dos conceitos básicos da
cartografia, das mudanças, adequações e convenções acordadas pelos países
e dos territórios que serão representados. Os mapeamentos elaborados
para esse projeto se basearam nesse escopo, contribuindo para uma
representação mais fiel possível da realidade, referenciada nos documentos
disponibilizados. Nesse sentido foi realizado um minucioso trabalho de
revisão dos dados cartográficos existentes, e dados secundários e de cunho
etnográfico acerca das comunidades.
Inicialmente, foram levantadas e articuladas informações entre
as Comunidades Quilombolas e suas representações socioculturais, e a
representação cartográfica desses territórios, com o intuito de formar

81
uma união concisa de dados. A reunião desses dados contribuiu para evitar
equívocos quanto à representação do território titulado, diante dos elevados
números de documentos referentes aos Territórios Quilombolas.
Os documentos levantados para elaboração dos produtos
cartográficos contidos nesse livro estão armazenados em um banco de dados
que contém informações alusivas às Comunidades Quilombolas Tituladas
até o ano de 2013. As informações fazem referência aos documentos
publicados no Diário Oficial da União (D.O.U.), bases cartográficas
em formato analógico (memoriais descritivos e titulações), e digitais
(shapefiles), das malhas digitais a nível municipal e estadual. No banco de
dados das comunidades quilombolas também estão presentes os cinquenta
polígonos construídos que representam cartograficamente os Territórios
das Comunidades Tituladas apresentados neste documento.
Todas as poligonais possuem projeção UTM, e foram elaborados
observando suas respectivas zonas e Datuns de origem. Os memoriais
descritivos que continham o Datum SAD 69 foram mantidos, para aqueles
que não apresentavam essa informação foi atribuído o Sirgas 2000, adotado
no Brasil desde o ano 2000. A exceção do Datum, todos os mapas foram
elaborados segundo as normas cartográficas em vigência, com os devidos
elementos técnicos requeridos. O resultado final consiste neste acervo ora
apresentado, contendo os mapas de todas as situações sociais em que há
informações disponíveis e as possibilidades de revisão de descuidos formais
porventura existentes.

82
V- REFERÊNCIAS

ALMEIDA, A. W. B. de – Quilombos e as Novas Etnias. Manaus. UEA


edições. 2011

ALMEIDA, A. W. B. de et alii – Catálogos de fontes documentais e


arquivísticas sobre comunidades quilombolas no Brasil. São Luís.
PPGCSPA-UEMA. 2016

C.N.C. - Plano de Ação para Implantação da Infraestrutura


Nacional de dados Espaciais - INDE. Ministério do Planejamento,
Orçamento e Gestão; Comissão Nacional de
Cartografia. 2010. Pág 17.

CARVALHO, E. A. de; ARAÚJO, P. C. de. História da Cartografia:


Leituras cartográficas e interpretações estatísticas I: geografia. Natal.
Editora: EDUFRN. 2008. 248 p.

FITZ, P.R. Cartografia Básica. Nova edição. São Paulo. Oficina de Textos,
2008

FITZ, P.R. Geoprocessamento sem complicação. 1a ed. São Paulo:


Oficina de Textos, 2008

HARLEY, J. B.; A nova história da cartografia. 1999.

83
Disponível em: http://www2.fct.unesp.br/docentes/geo/girardi/
GEOCARTOGRAFIA_2016/TEXTO_01.pdf acessado em: 01 de maio de
2017.

IBGE - Representação cartográfica. In: Noções Básicas de Cartografia.


Diretoria de Geociências (DGC). Departamento de Cartografia (DECAR).
Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Disponível em:
https://ww2.ibge.gov.br/home/geociencias/cartografia/manual_
nocoes/representacao.html. Acessado em: 26 de outubro de 2017.

MOREIRA, R. O que é Geografia? 2. ed. 2009. 49 p.

SANTOS, M. A Natureza do Espaço: Técnica e Tempo, Razão e


Emoção. 4. ed. São Paulo: Editora da Universidade de São Paulo, 2006,
260 p.

84