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CIÊNCIAS CONTÁBEIS

Disciplina: Análise de Custos

Profª: Clailde Vanzella, MSc.


E-mail: claildev@yahoo.com.br
2007/2
ÍNDICE

1 CONTEXTUALIZAÇÃO ...................................................................................................... 2

2 OBJETIVOS, TERMINOLOGIAS E CLASSIFICAÇÕES................................................... 6


2.1 Objetivos ................................................... ...................................................................... 6
2.2 Terminologia básica em custos......................................................................................... 6
2.3 Classificação dos custos e despesas............................................................................... 7
Exercícios - parte 2................................................................................................................. 9

3 CUSTEIO VARIÁVEL OU DIRETO ................................................................................... 16


3.1 Análise Custo/Volume/Lucro .......................................................................................... 19
3.2 Margem de Contribuição ................................................................................................ 19
3.3 Limitação na produção - Restrições ............................................................................... 21
3.4 Ponto de equilíbrio .......................................................................................................... 21
Exercícios – parte 3 .............................................................................................................. 24

4 CUSTO-PADRÃO .............................................................................................................. 32
Exercícios – parte 4 .............................................................................................................. 33

5 CUSTEIO BASEADO EM ATIVIDADES (ABC) ................................................................ 34


Exercícios – parte 5 .............................................................................................................. 38

6 PREÇO DE VENDA ........................................................................................................... 42


Exercícios – parte 6 .............................................................................................................. 47

REFERÊNCIAS .................................................................................................................... 50
2

1 CONTEXTUALIZAÇÃO

A primeira parte desta apostila contém textos com o objetivo de introduzir o assunto
“custos” e evidenciar a necessidade de discussão e gestão dos mesmos nas organizações.

“O QUE NÃO É MEDIDO NÃO É GERENCIADO”


(Robert S. Kaplan)

Quanto custa para um fabricante produzir e vender um carro?


Quanto custa para fabricar uma garrafa de Coca-cola?
Quanto custa uma para uma faculdade oferecer ensino a uma turma de alunos de Ciências
Contábeis?
Quanto custa ...?????

Por que muitos times de futebol estão com problemas financeiros?


Por que a mensalidade de uma faculdade de Medicina é mais cara do que a de Direito?
Por que ... ????

É possível reduzir custos e aumentar o lucro?

Não se mexe em time que está ganhando?

PREÇO

CUSTO VALOR

Reflita:
- As empresas lucrativas têm maior ou menor facilidade em tratar a gestão de custos?
- É necessário conhecer e gerenciar o custo da cadeia econômica inteira, ou basta conhecer
os custos somente da sua empresa?
Exemplo: Toyota

Textos para leitura e reflexão

GESTÃO DE CUSTOS E ESTRATÉGIA COMPETITIVA


Fontes: PORTER (1989); SHANK E GOVINDARAJAN (1997)
A gestão estratégica de custos (GEC) surge do posicionamento estratégico da
empresa, da análise dos fatores que geram os custos e da análise da cadeia de valor. Deve-
se passar da concepção do que fazer para por que fazer. (SHANK E GOVINDARAJAN,
1997).
Para melhor entender os conceitos inerentes à cadeia de valor, primeiramente
veremos os conceitos de estratégia competitiva, divulgados por Porter.
CV
3

Estratégia competitiva é o conjunto de planos, políticas, programas e ações


desenvolvidos por uma empresa ou unidade de negócios para ampliar ou manter, de modo
sustentável, suas vantagens competitivas frente aos concorrentes.
As empresas em geral podem adotar três tipos de estratégia competitiva, segundo
Porter: estratégia de liderança em custos, estratégia de diferenciação e estratégia de foco.

Liderança em custos: visa obter vantagens competitivas pela oferta de produtos e serviços
(em geral padronizados) a custos mais baixos do que os concorrentes. Exemplo: redução
das despesas de publicidade, controle rígido dos custos, controles rígidos dos custos e
despesas, minimização dos gastos com P&D etc. O custo baixo em relação aos
concorrentes torna-se o tema central de toda a estratégia, embora qualidade, assistência e
outras áreas não devam ser ignoradas.
Recursos e habilidades:
- Elevados investimentos de capital;
- Boa capacidade de engenharia de processo;
- Supervisão intensa da mão-de-obra;
- Produtos projetados para facilitar a fabricação;
- Sistema de distribuição de baixo custo.
Diferenciação: introdução de um ou mais elementos de diferenciação nos produtos e
serviços, que justifiquem preços mais elevados. Tem como característica conquistar a
lealdade do consumidor. Contudo, nem sempre é possível atingir parcela ampla de
mercado. Formas de atrair o consumidor: imagem da marca (Mercedes em automóveis),
tecnologia, peculiaridades, serviços sob encomenda, rede de fornecedores, ou outras
dimensões. Em termos ideais a empresa se diferencia em várias dimensões.
Recursos e habilidades:
- Marketing
- Engenharia do produto
- Criatividade
- Pesquisa (produto)
Foco: obter vantagens competitivas ou pela oferta de produtos e serviços com menores
custos, ou pela diferenciação dos mesmos, mas em um segmento de mercado mais
localizado ou restrito.
A estratégia competitiva de uma empresa é desdobrada em geral em estratégias
funcionais como as estratégias de marketing, de produção, financeira e tecnológica,
buscando-se compor um todo coeso e harmônico de planos e ações que propiciem a
aquisição de vantagens competitivas pela melhoria dos processos de negócios ou de
elementos na “cadeia de valor” da empresa.
A cadeia de valor é o conjunto interligado de atividades que aumentam a utilidade – o
valor – dos produtos e serviços de uma empresa. As atividades que adicionam valor são
as que, na percepção dos clientes, adicionam utilidade aos produtos e serviços que eles
adquirem. Segundo Porter (1989, p.44), “Tudo aquilo que uma empresa faz deveria ser
classificado em uma atividade primária ou de apoio”, ou seja, atividade que adiciona valor
aos clientes ou atividade de apoio.

CV
4

IN FR A -ESTR U TU R A D A EM PR ESA
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G ER ÊN C IA D E R EC U R SO S H U M A N O S A
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Cadeia de valores genérica


Fonte: PORTER (1989, p.35)

Por meio da análise da cadeia de valores as empresas podem identificar a


possibilidade de eliminar atividades que não adicionam valor, e reduzir custos sem reduzir o
valor do produto para os clientes. Reduzindo custos, a empresa pode, por exemplo, diminuir
o preço que cobra dos clientes, e ter vantagem sobre seus concorrentes. Ou então pode
utilizar os recursos economizados pela eliminação de atividades que não adicionam valor
para prestar melhor serviço pós-venda etc.

A EMPRESA MODERNA
Fonte: BORNIA (2002)

O ambiente em que as empresas estão inseridas está modificando-se


continuamente. Ao acompanhar no tempo a direção das mudanças, verifica-se claramente
que a competição tende a ficar cada vez mais acirrada. A redução de barreiras
alfandegárias e a criação de grandes mercados de livre comércio, como o NAFTA, o
Mercosul e o Mercado Comum Europeu, indicam que a concorrência tende a ocorrer em
nível mundial e que as reservas de mercado caminham para a extinção.
No Brasil, país em que a industrialização foi alavancada em grande parte pela
criação de reservas de mercado, aliada à abundância de matérias-primas e ao baixo custo
da mão-de-obra, este fenômeno também pode ser observado. A participação no Mercosul e
a redução de Barreiras à entrada de vários produtos importados no mercado interno está
tornando a competição cada vez mais intensa.
O aumento da concorrência vem provocando profundas transformações nos
sistemas produtivos das empresas. A tendência destas modificações pode ser percebida
procedendo-se a uma comparação entre o sistema produtivo de uma empresa moderna e o
de uma empresa tradicional.
A produção típica da empresa tradicional era composta por poucos artigos, feitos em
grandes lotes, com alto volume de produção. Na empresa moderna há necessidade de
grande flexibilização na produção (produtos com muitos modelos, feitos em prazos mais
curtos, com menor vida útil e com menor prazo de entrega ao cliente). Essas exigências
fazem com que a produção deva ser efetuada em lotes pequenos, com alta qualidade.
Enquanto a empresa tradicional não necessitava do aprimoramento contínuo da
eficiência, pois o mercado, menos competitivo, absorvia as ineficiências e suportava preços
razoavelmente altos, uma das principais preocupações da empresa moderna é a busca
incessante pela melhoria da eficiência e da produtividade.
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A produção da empresa moderna deve evitar ao máximo a ineficiência decorrente da


má qualidade e o trabalho improdutivo. As atividades que não colaboram efetivamente para
a agregação de valor ao produto devem ser reduzidas continuamente, da mesma maneira
que não se pode tolerar qualquer tipo de desperdício no processo produtivo.

Exemplo em Serviços Públicos (Maher, 2001, p. 7):


Um prefeito estava determinado a tornar mais eficiente o serviço de manutenção da frota de
veículos da cidade. Eliminando atividades que não adicionavam valor, conseguiu aumentar
eficiência e reduzir custos. Uma atividade que não adicionava valor era a ociosidade de
motoristas de caminhões de coleta de lixo durante horas normais de coleta. Motoristas de
caminhões de lixo adicionam valor quando se encontram coletando lixo, não quando estão
ociosos porque seus caminhões estão fora de serviço ou em conserto. A análise mostrou
que a fonte dos problemas era a falta de inspeção dos caminhões ao final do turno de
trabalho. Se pequenos reparos fossem feitos à noite, os caminhões estariam prontos na
manhã seguinte. No entanto, para conseguir com que os motoristas inspecionassem os
caminhões, o prefeito ameaçou privatizar o serviço. Como resultado, os motoristas
passaram a inspecionar os veículos e a taxa de ociosidade caíu de 30% para 18%.

Prá que utilizar as informações de custos?


Fonte: Maher, 2001.

Tomada de decisão: suponha que a administração de uma loja de departamentos


esteja considerando expandi-la, para vender novas linhas de produtos. Outra opção
seria abrir uma nova loja, em local diferente. Qual é a melhor alternativa?
Planejamento e avaliação de desempenho: um pequeno empresário montou uma
Casa de Massas, e, inicialmente, administrava sozinho. Com o sucesso, a
companhia cresceu e ele precisou contratar dois gerentes: um para a fabricação e
outro para as vendas. Cada gerente responsabilizava-se pelos custos e receitas, e
os seus salários eram parte fixa e parte dependente do resultado da Casa. Como
identificar o resultado de cada área?
Elaboração de orçamento: cada centro de responsabilidade em uma organização
geralmente tem seu orçamento. A elaboração ajuda a decidir se os seus objetivos
podem ser atingidos ou quais modificações são necessárias;
Criação de valor: utiliza o conceito de cadeia de valor. Considera atividades que
adicionam valor, na percepção dos clientes, e atividades que não acidionam valor.
As companhias procuram identificar e eliminar atividades que não adicionam valor.

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2 OBJETIVOS, TERMINOLOGIAS E CLASSIFICAÇÕES

2.1 Objetivos

Necessidades diferentes muitas vezes exigem informações diferentes. Assim, os


objetivos podem ser:
avaliação de estoques;
atendimento das exigências fiscais;
determinação do resultado;
planejamento;
formação do preço de venda;
controle gerencial;
avaliação de desempenho;
controle operacional;
análise de alternativas;
estabelecimento de parâmetros;
obtenção de dados para orçamentos;
tomada de decisão.

Os objetos são muitos e os mais conhecidos são: a entidade, como um todo, seus
componentes organizacionais (unidades administrativos e operacionais, como
departamentos, divisões etc), os produtos e bens que fabrica para si própria e para venda e
os serviços, faturáveis ou não, que realiza. Os estoques, as campanhas, as promoções, os
estudos e as atividades especiais, os segmentos de distribuição, as atividades, as
operações e os planos e alternativas operacionais também são considerados.

2.2 Terminologia básica em custos

A área de custos possui terminologia própria. Os conceitos a seguir são baseados


em Martins (2003, p. 24 a 26).

Investimento: bens ou insumos adquiridos pela empresa e não utilizados no período, mas
que poderão ser utilizados em períodos futuros (estocados). Ex: compra de máquina,
compra de matéria-prima etc.

Desembolso: saída de dinheiro do banco ou caixa. Ocorre devido ao pagamento de uma


compra efetuada à vista ou de uma obrigação assumida no passado. Exemplos: compra de
material de escritório, se for à vista o desembolso é no momento da compra, se for a prazo,
o desembolso é no momento do pagamento da duplicata ao fornecedor; pagamento de
salários aos empregados etc.

Gasto: valor dos insumos adquiridos pela empresa independente de terem sido utilizados
ou não. Exemplos: compra de material de escritório é um gasto, independente de ser à vista
ou a prazo; gasto com compra de um equipamento Industrial; energia elétrica consumida na
área industrial etc.
O gasto pode ser: custo, despesa, perda ou desperdício, ou, ainda, Investimento.

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Custo: gasto relativo a bem ou serviço consumido na produção de outros bens e serviços.
Exemplos: matéria-prima e mão-de-obra usados na fabricação de produtos; mão-de-obra da
gerência e supervisão da fábrica; custos gerais como energia elétrica, água e depreciação
de máquinas; material de escritório usado pela área de produção da empresa etc.

Despesa: bem ou serviço consumido para a obtenção de receitas e manutenção dos


negócios da empresa. Exemplo: material de escritório usado pelas áreas que não sejam de
produção; impostos sobre as vendas; comissões sobre as vendas; energia elétrica do prédio
da administração; o microcomputador do diretor financeiro, registrado como investimento,
gera depreciação e essa é uma despesa; propaganda e publicidade, encargos financeiros
(Lei 9.249/95) etc.
Todas as despesas são ou foram gastos. Alguns gastos, contudo, não se
transformam em despesas. Exemplo: terrenos são investimentos e não geram depreciação,
por isso não há despesa.
No Brasil, geralmente gastos com Pesquisa e Desenvolvimento – P&D são
considerados despesas. Raramente são considerados como Ativo Diferido, pois é preciso
ter previsão de vendas futuras relacionadas a tais gastos.

Perda: é o consumo de bens ou serviços de forma anormal e involuntária. Esse gasto não
mantém nenhuma relação com a operação da empresa e geralmente decorre de fato não
previsto. Exemplos: destruição do estoque causada por incêndio; gastos com mão-de-obra
durante um período de greve; material com prazo de validade vencido; problemas com
enchentes, inundações, sinistros etc.
As perdas normais no processo de produção, como retalhos, aparas, limalhas, etc.,
são consideradas custos, pois as unidades produzidas absorvem essas perdas.

Outras Terminologias
Desperdício: gasto incorrido no processo produtivo e que pode ser eliminado sem
prejuízo da qualidade ou quantidade dos bens, serviços ou receitas geradas.
Exemplo: retalhos decorrentes de defeitos na fabricação;
Receita: produto da multiplicação da quantidade de bens vendidos ou serviços
prestados pelo preço unitário de cada bem ou serviço;
Centro de Custos: é a menor unidade de acumulação de custos, representada por
pessoas, máquinas e equipamentos que desenvolvem atividades homogêneas
relacionadas ao processo produtivo;
Centro de Despesas: é a menor unidade de acumulação de despesas,
representada por pessoas, máquinas e equipamentos que desenvolvem atividades
homogêneas relacionadas às atividades administrativas, financeiras e comerciais.
Exemplo: Departamento de pessoal, Contabilidade, Tesouraria, Faturamento etc.

Terminologia em organizações não industriais


A terminologia em organizações não industriais é idêntica à aplicada em
organizações industriais.

2.3 Classificação dos custos e despesas

Os custos e despesas são identificados em relação a dois fatores:


− Quanto à variação no volume das atividades produtivas e das vendas – fixos e variáveis;
− Quanto à facilidade de alocação – diretos e indiretos.
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Classificação dos custos quanto à variação no volume

Custos fixos: São aqueles que permanecem constantes dentro de determinada


capacidade instalada, independente do volume de produção. A alteração no volume de
produção para mais ou para menos não altera o valor total dos custos ou despesas fixos.
Exemplos:

− Salários e encargos sociais das chefias de departamentos e setores produtivos;


− Aluguel da fábrica e/ou das máquinas produtivas;
− Depreciação* do prédio da produção e/ou das máquinas;
− Conta de telefone da fábrica (a variação de um mês a outro independe da produção);
− Seguro da fábrica etc.

*Por depreciação, entenda-se o registro contábil do desgaste do bem adquirido e colocado à


disposição da produção. Por exemplo, uma máquina foi adquirida em janeiro de 2006 por R$
120.000, para utilização nos próximos 10 anos. Assim, 1/120 são considerados mensalmente
como custo, ou seja, R$ 1.000 ao mês (120.000 / 120 meses). Esta forma também é aplicada
para as instalações industriais, veículos utilizados na produção, equipamentos de computação
da produção, móveis de escritórios administrativos, computadores, etc. O que varia para cada
bem é o tempo de vida útil.

Custos variáveis: São aqueles que mantêm relação direta com o volume de produção
ou serviços. O total dos custos variáveis aumenta conforme o acréscimo no volume
produzido. Exemplos: matéria-prima, mão-de-obra direta etc.

Exemplo: indústria de sapatos


Produção Consumo de couro por und Consumo total
1.000 pares 0,5 metros 500 metros
2.000 pares 0,5 metros 1.000 metros
5.000 pares 0,5 metros 2.500 metros

Alguns custos têm componentes das duas naturezas. A energia elétrica é um


exemplo, pois possui parte fixa e parte variável. A parte de iluminação da fábrica, por
exemplo, independe do volume de produção, mas a parte relativa a máquinas produtivas
depende do consumo efetivo. Custos dessa natureza são chamados, às vezes,
semivariáveis ou semifixos. (MARTINS, 2003, p. 50).

Classificação dos custos quanto à facilidade de alocação

Custos diretos: São aqueles que podem ser facilmente quantificados e identificados
aos produtos ou serviços, ou seja, não há necessidade de rateios. Em geral, compõem-se
de materiais e mão-de-obra. Exemplos:

− Numa indústria: mão-de-obra (salário e encargos sociais) da produção, possível de


associar a cada produto por meio de medição; matéria-prima; embalagens etc.;
− Numa empresa de auditoria: salário e encargos dos auditores programados para a
realização de auditoria em cada cliente;
− Numa gráfica: papel e tintas utilizadas na produção etc.

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Custos indiretos: São aqueles que não são facilmente identificados aos produtos ou
serviços. Precisam de rateios. Exemplos:
− Mão-de-obra (salários e encargos) da supervisão de uma indústria;
− Graxas e lubrificantes utilizados na manutenção de máquinas de produção;
− Depreciação das máquinas e dos equipamentos de produção;
− Seguro contra incêndio da fábrica;
− Transporte dos trabalhadores da fábrica;
− Energia elétrica da fábrica etc.

Classificação das despesas quanto à variação no volume

Despesas fixas: São despesas que permanecem constantes, ou seja, independem do


volume de vendas ou de prestação de serviços. Exemplos: salários e encargos sociais dos
administradores; salário e encargos sociais do gerente/administração de vendas; aluguel do
prédio administrativo; energia elétrica do prédio administrativo; água; despesas financeiras;
propaganda etc.
Despesas variáveis: são aquelas que mantêm relação direta com as variações no
volume de receitas. Exemplos: impostos incidentes sobre o faturamento; comissões dos
vendedores; gastos com frete para entrega dos produtos etc.
Despesas Diretas: são aquelas facilmente quantificadas e apropriadas às receitas de
vendas e prestação de serviços.
Despesas Indiretas: relacionadas às receitas e não podem ser identificados com
precisão. Ex: despesas com imposto de renda e contribuição social, despesas
administrativas e financeiras.
Se desejar conhecer mais sobre o assunto, leia: Martins (2003), capítulo 5.

EXERCÍCIOS – parte 2

1 (Adaptado de Martins, 2003) Assinale (F), se Falso ou (V), se Verdadeiro:

( ) O custo de um produto é composto pelo custo dos fatores utilizados, consumidos


ou transformados para a sua obtenção.
( ) Devido ao crescimento das empresas e mercados, a Contabilidade de Custos
passou a ser vista como uma importante forma de auxílio em questões gerenciais.
( ) O conhecimento de custo é vital para se saber, dado o preço, se um produto é
lucrativo ou não.
( ) O papel da Contabilidade de Custos, no que tange a decisões, é fazer a
alimentação do sistema sobre valores relevantes apenas no curto prazo.
Respostas: V, V, V, F,

2 Assinale a alternativa correta:


2.1 Como exemplo de decisão gerencial que pode ser subsidiada pelo Sistema de Custos,
temos:
a) Distribuição de ações aos sócios;
b) Pagamento de multas ambientais;
c) Administração de preços de vendas;
d) Manutenção de duplicatas a receber;
e) Controle dos financiamentos.
Resposta: C

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2.2 Os recursos relativos ao processo produtivo são denominados:


a) Despesas;
b) Investimentos;
c) Custos;
d) Desembolsos;
e) Perdas.
Resposta: C

2.3 Os recursos consumidos pela administração geral, vendas e financiamentos são


denominados:
a) Despesas;
b) Investimentos;
c) Custos;
d) Desembolsos;
e) Perdas.
Resposta: A

3 Responda:
- Qual é a diferença entre gasto e desembolso?
R:

- Há despesa ao se comprar matéria-prima?


R:

- O que é perda? Exemplifique!


R:

- Há perdas que podem ser consideradas custos? Explique!


R:

- Diferencie custo fixo de custo variável!


R:

- Custo fixo é aquele que é fixo por produto? Explique!


Esta última é a mais difícil. Não! O custo variável é fixo por produto. Veja: se para fabricar um par de
chinelos uma empresa gasta R$ 2,00 de matéria-prima, para fabricar dois pares serão R$ 4,00 de matéria-prima,
e assim sucessivamente. Então custo o custo variável é fixo em R$ 2,00 por produto.

E o custo fixo, é o que então? O custo fixo é variável por produto. Veja: se uma empresa tem custos
fixos de R$ 30.000 ao mês e fabrica 20.000 pares de chinelos, o custo será R$ 1,50 por chinelo. Mas se esta
empresa, com os mesmos R$ 30.000 fabricar 30.000 pares de chinelos, o custo será de R$ 1,00 por chinelo.

Xiii, mas quando eu analiso variação no volume das atividades produtivas, eu digo que custo fixo é o
quê? Neste caso, custo fixo é aquele que não varia dentro de determinada capacidade instalada, ou seja,
independe do volume de produção. Já o custo variável depende do volume de produção.

4 Classifique os itens a seguir em Investimentos (I), Custo (C), Despesa (D) ou Perda (P).
Para os itens classificados como custos, segregue-os em Custo Direto (CD), Custo Indireto
(CI) e, em Fixo (F) ou Variável (V). Se mais de uma alternativa for válida, assinale todas ou
a(s) que considerar predominante(s):

( ) Compra de matéria-prima
( ) Frete relativo a vendas
( ) Consumo de matéria-prima
( ) Consumo de energia elétrica (iluminação da fábrica)

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( ) Consumo de combustível (administração e diretoria)


( ) Gastos com pessoal do faturamento
( ) Remuneração do tempo do pessoal em greve
( ) Aquisição de máquinas
( ) Geração de sucata no processo produtivo
( ) Estrago acidental e imprevisível de lote de material
( ) Comissões sobre vendas
( ) Aquisição de embalagens
( ) Depreciação das máquinas usadas na fabricação de produtos
( ) Depreciação de mobiliário de escritório administrativo
( ) Depreciação do prédio administrativo
( ) Depreciação do prédio de produção
( ) Honorários de administração
( ) Honorários do gerente de produção
( ) Mão-de-obra da produção
( ) Gastos com desenvolvimento de novos produtos e processos
( ) Consumo de impressos e material de escritório
( ) Consumo de embalagens na produção
( ) Reconhecimento de duplicata como não-recebível

5 Assinale (F), se Falso ou (V), se Verdadeiro (Martins, 2003):

( ) Nas empresas prestadoras de serviços, geralmente os custos transformam-se em


despesas imediatamente, ou seja, sem passar pelo estoque;
( ) Os custos de manufatura, assim como os de serviços, resultam sempre em
estoques tangíveis de produtos acabados;
( ) O sistema de custos em empresas prestadoras de serviços geralmente não tem
estoques e os elementos de custos são os mesmos do sistema de custos de
empresas industriais;
( ) Gasto é o sacrifício financeiro com que uma entidade arca para a obtenção de bens
e serviços;
( ) O custo é incorrido no momento da utilização, consumo ou transformação dos
fatores de produção;
( ) Perdas são bens e serviços consumidos de forma anormal e involuntária;
( ) Cada componente do processo de produção é uma despesa que, no momento da
venda, transforma-se em perda;
( ) Só existem custos nas empresas industriais de manufatura; nas demais só há
perdas;
( ) Gastos com folha de salários da mão-de-obra, durante um período de greve
prolongada, são custos de produção do período contábil em questão;
( ) Perdas são itens debitados diretamente ao resultado do período contábil em que
ocorrem;
( ) Ao comprar matéria-prima, há uma despesa.

V, F, V, F, V, V, F, F, F, V, F

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6. (Adaptado de Atkinson et al., 2000). A alfa Ltda. confecciona camisas sob encomenda,
para vendê-las no comércio varejista. A empresa produziu e vendeu 5.000 camisas no mês
passado. Os gastos incorridos durante o mês passado, em R$, foram:

Gastos C/D
− Tecido ...................................................................................... 50.000 ( )
− Salário das costureiras .............................................................. 6.000 ( )
− Salário dos desenhistas de modelagem ..................................... 4.000 ( )
− Salários do pessoal de vendas ................................................ 1.000 ( )
− Salários dos reparadores de molde e máquina de costura ..... 1.000 ( )
− Salário das secretárias do proprietário ...................................... 1.200 ( )
− Gasto com o novo letreiro da frente da loja ................................ 400 ( )
− Gasto com energia elétrica do departamento de costura .......... 200 ( )
− Depreciação das máquinas de molde e de costura ................. 5.000 ( )
− Gasto com publicidade na mídia local ....................................... 800 ( )
− Gasto com o banner que sobrevoa a praia num avião . ............ 1.400 ( )
− Gasto com o seguro de vida dos funcionários da produção ..... 1.000 ( )
− Aluguel do prédio ...................................................................... 6.000 ( )

O aluguel é apropriado em diferentes categorias com base nos fatos a seguir: metade do
primeiro andar do prédio é usada como escritório e a outra metade é usada pela loja de
vendas. O segundo andar é usado para confeccionar vestidos e armazenar a matéria-prima.
Pede-se:
a) Classifique os gastos em custos ou despesas;
Resposta: C, C, C, D, C, D, D, C, C, D, D, C, R$ 3.000 de custo e R$ 3.000 de despesa.

b) Qual foi o total de custos da Alfa?


Resposta: 50.000 + 6.000 + 4.000 + 1.000 + 200 + 5.000 + 1.000 + 3.000 = 70.200

c) Qual foi o custo unitário de produção?


Resposta: 70.200 / 5.000 = 14,04

7. A Só Café é uma pequena cafeteria no centro da cidade. Seus lucros têm caído
ultimamente e a administração está planejando expandir as operações, adicionando sorvete
ao cardápio. A expectativa da empresa é de que a venda de sorvete trará um aumento de
R$45.000 nas receitas anuais. O custo de adquirir sorvetes do fornecedor é de R$20.000. A
venda de sorvetes não aumentará a necessidade de supervisão, que continuará sendo feita
pelo gerente atual. Os custos de mão-de-obra e de água e energia elétrica, contudo,
aumentarão em 50%. O aluguel e outros custos aumentarão 20%. (Adaptado de Maher,
2001)
Demonstração do Resultado Anual Antes da Expansão (em R$)
Receita de Vendas ................................................... 38.000
Custos e despesas
Alimentos ...................................................... 15.000
Mão-de-obra ................................................. 12.000
Água e energia elétrica ................................... 2.000
Aluguel ......................................................... 4.000
Outros custos ............................................... 2.000
Salário do gerente ........................................ 6.000
Total ...................................................... 41.000
Lucro (prejuízo) operacional ...................... (3.000)
CV
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Pede-se:
a) Prepare um relatório dos custos e receitas, se a Só Café passar a também vender
sorvete.
b) O Só Café deveria vender sorvete? Por quê?

Resposta:
A melhor forma de analisar esta questão é verificar quanto de custos ou despesas será aumentado se
a empresa incluir sorvete.
Atual Incremento Total
Receita de Vendas 38.000 45.000 83.000
Custos e despesas
Alimentos 15.000 20.000 35.000
Mão-de-obra 12.000 6.000 18.000
Água e energia elétrica 2.000 1.000 3.000
Aluguel 4.000 800 4.800
Outros custos 2.000 400 2.400
Salário do gerente 6.000 - 6.000
Total (41.000) (28.200) (69.200)
Lucro (prejuízo) operacional (3.000) 16.800 13.800

a) Sim, porque passaria a ter lucro.

8 A Best Consult oferece serviços de consultoria Organizacional. Recentemente, um de


seus executivos foi contatado por um representante de uma empresa que desejava contratar
os serviços da Best. As receitas e os custos e despesas no mês passado foram as
seguintes:
Resultado (em R$)
Receita de Vendas ............................................. 200.000
Imposto sobre Serviços (5% da Receita) (10.000)
Gastos
Consultores .......................................... 105.000
Arrendamento de equipamentos .......... 6.000
Aluguel .................................................. 2.000
Salários de gerentes e auxiliares Adm. 20.000
Suprimentos .......................................... 5.000
Outros .................................................... 3.000
Total dos gastos .................................................. (141.000)
Lucro Operacional .................................... 49.000

Se a Consult decidir assinar o contrato para ajudar o cliente terá que contratar 2 consultores
júnior que trabalharão, cada um, 150 horas, a um custo de R$ 60,00 a hora e um consultor
sênior que trabalhará 100 horas, a um custo de R$ 120,00 a hora. O arrendamento
aumentará 10% porque haverá necessidade de equipamentos adicionais, enquanto os
suprimentos aumentarão 5%. Existe espaço suficiente para instalar os novos consultores
nos escritórios atuais, assim, a empresa não terá de alugar nova sala. Não haverá
necessidade de contratação de executivos e auxiliares administrativos adicionais. Os outros
gastos aumentarão 7%. O ISS é sempre calculado sobre a Receita de Vendas à taxa de 5%.
Pede-se:
a) Quais os gastos adicionais, em R$, que a empresa incorrerá se aceitar o novo contrato?
b) Se o contrato pagar R$ 35.000, a Consult deveria aceitá-lo? Para justificar sua resposta,
calcule e demonstre o lucro ou prejuízo que a empresa obterá.

CV
14

Resposta:

Resultado (em R$) Atual Incremento Total


Receita de Vendas 200.000 35.000,00 235.000,00
Imposto sobre Serviços (5% da Receita) (10.000) (1.750,00) (11.750,00)
Gastos -
Consultores 105.000 30.000,00 135.000,00
Arrendamento de equipamentos 6.000 600,00 6.600,00
Aluguel 2.000 - 2.000,00
Salários de gerentes e aux. Adm. 20.000 - 20.000,00
Suprimentos 5.000 250,00 5.250,00
Outros 3.000 210,00 3.210,00
Total dos gastos (141.000) (31.060,00) (172.060,00)
Lucro Operacional 49.000 2.190,00 51.190,00

Respostas: a) gastos adicionais de R$ 31.060


b) sim, porque haverá incremento no lucro em R$ 2.190, conforme cálculo acima

9. (AFRF) Uma empresa, para fabricar 1.000 unidades mensais de determinado produto,
realiza os seguintes gastos:
Gastos do período $
Matéria-prima 400.000
Mão-de-obra direta 300.000
Mão-de-obra indireta 100.000
Custos diversos 200.000

Se a empresa produzir 1.200 unidades desse produto, por mês, com as mesmas instalações
e com a mesma mão-de-obra, todos os demais custos permaneceriam inalterados em seu
total, o custo por unidade produzida corresponderá a:
a) $ 900,00;
b) $ 833,33;
c) $ 1.000,00;
d) $ 966,00;
e) $ 950,00.
Resposta: alternativa A.
Cálculo: a primeira coisa a fazer é observar o que diz o texto e separar o que é fixo e o que é variável. Se o texto está dizendo
“com as mesmas instalações e com a mesma mão-de-obra” é porque só a matéria-prima é variável. Agora você já pode efetuar
o cálculo. Custo de MP por unidade: R$ 400.000 / 1.000 = R$ 400 por unidade. Demais custos: total de R$ 600.000.
Cálculo: R$ 600.000 / 1.200 un = R$ 500 por um + R$ 400 relativo à matéria-prima = R$ 900 por unidade.

10. (AFRF) Em relação a custos, é correto afirmar:


a) Os custos fixos totais mantêm-se estáveis, independentemente do volume da atividade fabril.
b) Os custos variáveis da produção crescem proporcionalmente à quantidade produzida, em razão
inversa.
c) Os custos fixos unitários decrescem na razão direta da quantidade produzida.
d) Os custos variáveis unitários crescem ou decrescem, de conformidade com a quantidade
produzida.
e) O custo industrial unitário, pela diluição dos custos fixos, tende a afastar-se do custo variável
unitário, à medida que o volume da produção aumenta.

Resposta: alternativa A.(veja que a alternativa A está tratando de capacidade de produção)

CV
15

11. (Adaptado AFRF) A Indústria Brasília adquiriu em abril matérias-primas para serem utilizadas na
industrialização de seus produtos. Informações adicionais:
A. Dados da nota fiscal de aquisição:
• valor das matérias-primas: $ 2.200
• valor do ICMS destacado na nota: $ 340
B. A empresa pagou de frete das matérias-primas até o seu estabelecimento: $ 240
C. No mês de abril, a empresa utilizou 40% dessas matérias-primas na fabricação de seus produtos.
Assinale a alternativa que contém o valor das matérias-primas adquiridas e utilizadas em abril a ser
apropriado nesse mesmo mês aos custos da produção:
a) $ 664;
b) $ 760;
c) $ 840;
d) $ 976;
e) $ 1.112.
Resposta: alternativa C.

Cálculo: 2.200 – 340 (ICMS é recuperável) + 240 = 2.100


2.100 x 40% = 840

12. (AFRF) Uma empresa industrial, que apura seus custos por meio dos departamentos A, B e C,
apropria o valor dos gastos com o consumo de energia elétrica levando em conta que:
• O departamento A opera com cinco máquinas.
• O departamento B opera com o dobro de máquinas, em relação ao departamento A.
• O departamento C não opera máquinas.
• As máquinas são iguais entre si e registraram o mesmo consumo no período.
Sabendo-se que os gastos com energia elétrica, no período, foram de $150.000,00, a contabilidade
apropriou:
a) $ 50.000,00 em A, $ 75.000,00 em B e $ 25.000,00 em C;
b) $ 150.000,00 em A e $ 150.000,00 em B;
c) $ 50.000,00 em A e $ 150.000,00 em B;
d) $ 75.000,00 em A e $ 75.000,00 em B;
e) $ 50.000,00 em A e $ 100.000,00 em B.
Resposta: alternativa E.

Cálculo: a apuração dos custos é com base no consumo de energia elétrica, gerado pelas máquinas.
A = 5 máquinas
B = 10 máquinas
Total = 15 máquinas

Então o custo por máquina é: $ 150.000 / 15 = 10.000


Para o departamento A = 5 máq x $ 10.000 = 50.000
Para o departamento B = 10 máq x 10.000 = 100.000

CV
16

3 CUSTEIO VARIÁVEL OU DIRETO

O Custeio Variável trata a empresa como se fosse uma máquina. Para essa máquina
funcionar é necessário “pagar” os custos fixos, independentemente do que for produzido. O
método também é denominado Custeio Direto.
Martins (2003, p.198) explica: “[...] no Custeio Variável, só são alocados aos produtos
os custos variáveis, ficando os fixos separados e considerados como despesas do período,
indo diretamente para o Resultado; para os estoques só vão, como conseqüência, custos
variáveis.”
O custeio variável fundamenta-se na separação dos gastos em variáveis e fixos.
Com base nesse método, somente são alocados aos produtos os custos variáveis,
ficando os fixos separados e considerados como despesas do período, ou seja, não
há rateio dos custos fixos e estes também não integram os estoques.
De acordo com Dutra (2003), o Custeio Variável tem como características
fundamentais, dentre outros:
a) não diferenciar despesa e custo;
b) segregar os custos e despesas que variam com o volume daqueles que não
variam dentro de certa capacidade produtiva;
c) tratar os custos fixos de produção como custos do período;
d) atribuir aos produtos apenas os custos que se alteram com o volume;
e) determinar a margem de contribuição;
f) apresentar lucro final menor do que no Custeio por Absorção quando as vendas
forem menores do que a produção do período, ou seja, quando há estoques não
vendidos;
g) igualar o lucro final ao apurado pelo Custeio por Absorção quando a produção for
igual às vendas, ou seja, quando não há estoques;
h) possibilitar a comparação dos custos dos produtos em bases unitárias,
independentemente do volume de produção;
i) facilitar a análise da relação custo/volume/lucro;
j) facilitar a elaboração e o controle de orçamentos;
k) fornecer mais instrumentos de controle gerencial.
Na figura a seguir pode ser visualizado o esquema do método de Custeio Variável,
este evidencia a atribuição aos produtos fabricados somente dos custos variáveis,
desconsiderando os custos fixos, tratando-os como despesas.

CV
17

Representação do Custeio Variável


Fonte: Dutra (2003, p. 233).

O Custeio Variável não é aceito pelo fisco, mas isso não impede que a empresa o
utilize para fins internos no que diz respeito às decisões gerenciais. Ele facilita a tomada de
decisões de curto prazo, nas quais os custos variáveis tornam-se extremamente relevantes.
Como os demonstrativos operacionais podem ser compreendidos com maior rapidez pelos
gestores, pela não existência de rateios, a sua utilidade fica mais evidenciada.
No Custeio Variável é calculada a margem de contribuição, que se caracteriza como
a diferença entre a receita de venda e os custos e despesas variáveis, ou seja, o valor que a
empresa obtém para cobrir os custos e despesas fixos (MARTINS, 2003). Outro cálculo
gerencial que pode ser efetuado a partir da teoria do Custeio Variável é o Ponto de
Equilíbrio, ou seja, quantas unidades é preciso vender para a empresa não ter lucro nem
prejuízo.

Exemplo: suponha a empresa ABC, fabricantes de três produtos (L, M e N), com
unidades e custos unitários e totais conforme demonstrado na tabela a seguir:

CV
18

Custos Variáveis R$ Custos


Total R$
Produto L Produto M Produto N Fixos R$
Matéria-prima 2.000 un * 50,50 2.600 un * 70,00 2.500 un * 47,40 - -
101.000,00 182.000,00 118.500,00 - 401.500,00
Mão-de-obra 2.000 un * 18,50 2.600 un * 30,00 2.500 un * 28,40 - -
37.000,00 78.000,00 71.000,00 140.000,00 326.000,00
Depreciação - - - 25.500,00 25.500,00
Seguros - - - 30.000,00 30.000,00
Materiais diversos - - - 50.000,00 50.000,00
Total 138.000,00 260.000,00 189.500,00 245.500,00 833.000,00

Custo unitário 138000 / 2000un 260.000 / 2.600un 189.500 / 2.500un


médio pelos CV 69,00 100,00 75,80

Veja na tabela acima que foi calculado o custo unitário médio de cada produto
somente com base nos custos variáveis, pois os custos fixos serão lançados diretamente no
resultado, como se fossem as despesas.
Agora, suponha que a empresa ABC vendeu 70% de todos os produtos (L, M e N) e
elabore a DRE com base no Custeio Variável sabendo-se que os preços de venda são:
Produto L = R$155/un; Produto M = R$ 200/un e Produto N = R$ 170/un. A empresa
também é tributada pelo ICMS em 17% e registrou despesas administrativas no período de
R$ 30.000. Além disso, a empresa paga 3% de comissão sobre vendas.

Receita Operacional bruta


Receita de Vendas
(-) Deduções
IMCS sobre vendas
= Receita Operacional Líquida
(-) Custo do produto (variável)
(-) Despesas variáveis
= Margem de contribuição
(-) Custos fixos
(-) Despesas fixas
= Lucro (prejuízo) líquido

Considere outro exemplo: uma empresa produz um único produto. Observe os dados
da planilha e calcule o Lucro para os períodos 3 e 4.
Quantidade Preço Receita de Custo Var. Margem de
Período CPV Custo Fixo Lucro
Vendida Unitário Vendas Unitário Contribuição
1 2.000 120 240.000 50 (100.000) 140.000 (120.000) 20.000
2 3.000 120 360.000 50 (150.000) 210.000 (120.000) 90.000
3 120 50 (120.000)
4 120 50 (120.000)
OBS: aumentando-se as vendas, aumenta-se o lucro. Diminuindo-se as vendas, reduz-se o lucro.

CV
19

5.1 Análise Custo/Volume/Lucro

É o estudo das inter-relações entre custos e volume, e da forma como eles impactam
o lucro. É “uma ferramenta gerencial para determinação do impacto do preço de venda, dos
custos e do volume, sobre o lucro operacional” (MAHER, 2001, p. 454).
A análise de custo/volume/lucro – CVL leva os administradores a questionarem quais
custos variam com alteração no volume e quais custos não variam. Sem isto, os
administradores não poderiam estimar o efeito de alterações no preço, no volume ou nos
custos sobre o lucro operacional da companhia. Bornia (2002, p. 71) afirma que a análise
CVL é um conjunto de procedimentos que “determina a influência no lucro provocada por
alterações nas quantidades vendidas e nos custos”.
Maher (2001) cita que a análise CVL, por separar os custos fixos dos variáveis, torna
as informações mais eficazes para o curto prazo. No longo prazo a empresa pode tomar
decisões que mudam sua estrutura de custos e alteram a margem de contribuição. Outro
aspecto que evidencia a importância da análise CVL no curto prazo é a variação do preço
de venda em razão da demanda do mercado.
A análise CVL possibilita à empresa visualizar os problemas de forma rápida através
do cálculo do ponto de equilíbrio. Este é afetado pela mudança nos custos e nas receitas.
Assim, permite simulações com alteração no preço e nos custos para identificar qual é a
implicação nos resultados da organização.

5.2 Margem de Contribuição

A margem de contribuição – MC é a diferença entre o preço de venda do produto e a


soma dos custos variáveis – CV e despesas variáveis – DV.

Margem de contribuição unitária = Preço unit– (Custos unit + despesas variáveis unit)

Ou seja: MC unit = PV unit – (CV unit + DV unit)


Suponha um produto com preço de venda - P de R$ 120, CV de R$ 50 (sendo R$ 35
de matéria-prima e R$ 15 de mão-de-obra), DV referente comissões pagas a vendedores de
5% do preço de venda (R$ 6) e impostos de 15% do preço de venda (R$ 18).
MC unit = 120 – (50 + 6 + 18) = 46
Assim, cada unidade vendida contribui com R$ 46 para cobrir os custos fixos.

Exemplo: Uma indústria automobilística produz dois modelos de veículos: 4 portas e


2 portas. A margem de contribuição é:
Preço de Custos Variáveis + Margem de
venda Despesas Variáveis Contribuição
2 portas $ 25.800 $ 20.400 $ 5.400
4 portas $ 26.000 $ 20.500 $ 5.500

Todas as maçanetas são iguais e são importadas. Cada modelo leva o mesmo
tempo de produção. Assim, o modelo de 4 portas tem maior margem de contribuição
unitária, sendo o preferido para vendas.

CV
20

E quando houver, além de custos


e despesas variáveis, custos
fixos diretos identificáveis a cada
produto, o que fazer? Posso
demonstrá-los?

A margem por produto avalia os produtos de forma individual. Com ela você pode
mostrar a margem de contribuição e a margem que cada produto oferece. Veja no quadro:

Companhia Exemplo
Análise da Margem de Contribuição – em R$
Grupo Produto Produto B Produto Total
A C

Vendas 200 100 400 700


Custos Variáveis
Material direto (50) (20) (120) (190)
Mão-de-obra direta (40) (15) (180) (235)
Custos indiretos de fabricação (20) (15) (60) (95)
Subtotal (110) (50) (360) (520)
Margem de contribuição 90 50 40 180
Custos fixos diretos
Fabricação (20) (10) (20) (50)
Comerciais (2) (3) (15) (20)
Administrativos (13) (17) (15) (45)
Subtotal (35) (30) (50) (115)
Margem por produto 55 20 (10) 65

(-) Custos fixos indiretos (50)


(-) Despesas fixas (30)
= Lucro (prejuízo) do período (15)

Fonte: Adaptado do Boletim IOB (2006, p. 26).

Os exemplos da tabela mostram que as receitas dos produtos A e B cobrem todos os


custos variáveis de cada produto e os custos fixos diretos. Já o produto C tem Margem de
Contribuição positiva, pois sua receita cobre todos os custos variáveis. Contudo, se
atribuídos os custos fixos diretos a sua margem por produto é negativa, o que reduz a
margem total da empresa. Neste caso, devem ser tomadas decisões gerenciais para tornar
a margem por produto também positiva, pelo menos a longo prazo (BOLETIM IOB 26,
2006).
A Margem de Contribuição deve sempre ser definida de maneira adequada para não
prejudicar produtos existentes e até mesmo, produtos novos que serão introduzidos no
mercado.

CV
21

5.3 Limitação na produção - Restrições

Pela margem de contribuição poderiam ser tomadas as decisões com relação a


priorizar a fabricação e venda do produto mais lucrativo. Contudo, na prática isso nem
sempre é possível, pois há fatores que impedem que a empreza produza ou venda maior
quantidade de determinado produto. São as restrições (MARTINS, 2003).
Continuando o exemplo dos veículos: em determinado mês, por problemas de
importação conseguiu-se apenas 8.000 maçanetas, possibilitando a fabricação de 4.000
carros de 2P ou 2.000 carros de 4P. Para saber qual produto fabricar, é preciso avaliar a
margem de contribuição por fator de limitação e optar pela maior margem.

Margem de MC por maçaneta Carros MC total


Contribuição (= MC / n° maçanetas) possíveis
2 portas $ 5.400 $ 2.700 4.000 216.000
4 portas $ 5.500 $ 1.375 2.000 110.000
Responda: Sabendo-se que o mercado compra todos os produtos fabricados, quais
produtos devem ser priorizados para obter maior MC? ....................................................

Na margem de contribuição, se não houver limitação na capacidade produtiva, interessa


o produto que produz maior MC por unidade, mas, se existir, interessa o que produz
maior MC pelo fator limitante da capacidade (MARTINS, 2003).

Teoria das restrições (gargalos)


A teoria apóia-se nos seguintes pressupostos principais (Martins, 2003):
a) todo sistema possui, no mínimo, um fator de restrição;
b) o conhecimento do valor da MC por unidade do fator limitante é mais importante que o
conhecimento da MC por unidade produzida;
c) o custo da MOD, bem como todos os custos indiretos são considerados como fixos;
d) capacidade ociosa é desejável nos recursos que não representem restrições ou gargalos;
e) deve-se administrar o equilíbrio do fluxo do processo, não a capacidade dos recursos.
Uma das formas de melhorar o ganho da empresa é gerenciar adequadamente as
restrições.

5.4 Ponto de equilíbrio

O ponto de equilíblio – PE refere-se ao nível de vendas onde não há lucro nem


prejuízo, ou seja, onde os gastos totais (custos totais + despesas) são iguais às
receitas brutas.
A análise pode ser efetuada pelo:
Ponto de Equilíbrio Contábil (PEC);
Ponto de Equilíbrio Econômico (PEE);
Ponto de Equilíbrio Financeiro (PEF).

Ponto de Equilíbrio Contábil (PEC):


Um vendedor ambulante deseja vender cocos. Ele avalia tudo o que irá gastar
(custos e despesas) e as receitas, e procura a ajuda de um amigo administrador para saber
a quantidade mínima que deve vender, ou seja, o PEC, para cobrir todos os custos e
despesas. Os dados são (SEBRAE, 2006):

CV
22

− Preço de venda de cada coco: R$ 2,00


− custo de compra nitário do coco: R$ 0,50
− custo mensal do gasto (depreciação) da barraca: R$ 12,00
− outros custos fixos (limpeza etc): R$ 6,00
− comissão do ajudante: 15% (R$0,30 por coco)

O PEC é obtido quando as receitas cobrirem todos os custos e despesas, e o


resultado for igual a zero.
Equação: PEC = __ CF + DF_____ ou CF + DF
PV unit – (CVunit + DVunit) MC unit
No exemplo: PEC = ______ ___ = ___ unidades (ou R$30 de receitas/mês = 15 x R$2)

Então, o vendedor deve vender 15 cocos por mês para não ter lucro nem prejuízo.
Observe isto na tabela com o cálculo do lucro.
Quantidade de Faturamento Custo do coco Comissão R$ Total Custo Custo Fixo Custo Total
Lucro R$
cocos (R$2 x un) (R$ 0,5 x un) (15% da venda) Variável R$ R$ R$
0 0 0 0 0 18 18 -18
5 10 2,5 1,5 4 18 22 -12
10 20 5 3 8 18 26 -6
15 30 7,5 4,5 12 18 30 0
20 40 10 6 16 18 34 6
25 50 12,5 7,5 20 18 38 12
30 60 15 9 24 18 42 18

Pela tabela, é possível perceber que, com a venda de 15 cocos o resultado será
zero. Acima disso o vendedor terá lucro. A representação fica ainda mais evidente em
gráfico. Observe!

R$
Receita de
90 vendas
80
Lucro
70

60
Custos e
50 despesas
totais
40 Prejuízo
Custo +
30 despesa
Ponto de
Variável
equilíbrio
20

10

0 Custo fixo (R$ 18)

0 5 10 15 20 25 30 (Quantidade vendida)

CV
23

Ponto de Equilíbrio Econômico (PEE)


É o ponto onde o lucro remunera o juro do capital investido. Veja o exemplo.
Se o vendedor ambulante trabalhar somente com PEC nulo, ou seja, igual a zero, ele
estará perdendo dinheiro. Isso porque, para comprar a barraca, precisou investir. Então,
estará perdendo pelo menos os juros incidentes sobre o capital aplicado.
Supondo que o vendedor investiu R$ 1.440 na compra da barraca (Patrimônio
Líquido de R$ 1.440) e deseja obter, pelo menos, retorno anual de 10% sobre o seu
investimento (se aplicasse o dinheiro no banco receberia retorno de 10%), há um lucro anual
desejado de R$ 144. Então, o retorno mensal desejado é de R$12 (R$ 144/12). Logo,
haverá um PEE quando o lucro atingir R$ 12.
Observando a tabela anterior, percebe-se que o lucro de R$ 12 é obtido com a venda
de 25 cocos. Vamos calcular na fórmula:
Equação: PEE = _CF + DF + Custo de oportunidade
MC unit

No exemplo: PEE = _______________ = _____ unidades ou R$ _____de receita/mês.

Assim, enquanto o vendedor estiver vendendo entre 15 a 25 cocos, ele terá lucro,
porém estará economicamente perdendo, pois não está conseguindo remuneração pelo
menos equivalente ao juro do capital investido.

Ponto de Equilíbrio Financeiro (PEF):


É o ponto onde o lucro remunera todas as saídas de caixa (desembolsos), inclusive
as financeiras. Veja o exemplo.
Nos nossos cálculos acima envolvemos o custo da depreciação (R$ 12 ao mês).
Este é um custo não desembolsável, ou seja, o vendedor pagou pela barraca no momento
da compra, e não quando do registro da depreciação. Assim, para sabermos o pondo de
equilíbrio que representa todas as entradas e saídas de caixa, é preciso excluir os custos
não desembolsáveis (no exemplo, a depreciação). Além disso, suponha que o vendedor
está pagando juros mensais sobre empréstimos, no valor de R$ 10,80.
Equação: PEF = CF + DF – Depreciação + Parcelas de empréstimos
MC unit
No exemplo: PEF = ________________ = ____ unidades ou R$ _____ de receita/mês.

Com a venda de R$ 14 unidades o vendedor estará se equilibrando financeiramente,


mas estará com um prejuízo contábil de R$ 1,2 ao mês.

Se desejar conhecer mais detalhes sobre o assunto, leia: Martins (2003), capítulos
15, 16, 17 e 22.

CV
24

EXERCÍCIOS – parte 3

1. Indústria de sabão (Adaptado de Martins, 2003).


A Indústria Aniel produz sabão em pó e sabão líquido. Em determinado mês, produziu
15.000 caixas do sabão em pó e 16.000 frascos do líquido, incorrendo nos seguintes custos:
Pó Líquido
Matéria-Prima $2/Kg 12.000 Kg 8.000 Kg
Mão-de-Obra Variável $5/hora 6.000 h 3.000 h
Sabe-se que a empresa também possui os seguintes custos e despesas fixos – em $:
Supervisão da fábrica 3.600
Depreciação de equipamentos de produção 28.000
Aluguel do galpão industrial 4.500
Seguros dos equipamentos de produção 1.500
Energia elétrica consumida na produção 2.400
Salário dos administradores 5.000
Informações adicionais:
- O sabão em pó é vendido a R$ 5,00 a caixa, e o líquido a R$ 4,00 por frasco
- A empresa vendeu 50% de ambos os produtos
- ICMS sobre as vendas: 17%
Pede-se:
a) Calcule a margem de contribuição de cada produto e o lucro líquido da empresa.
b) Se não houver limitação na capacidade produtiva, qual produto a empresa deve priorizar?
Por quê?

2. Indústria de malas – Custeio por Absorção e Custeio Variável


Uma indústria vende um único produto por R$ 45,00. Sobre esse preço incidem tributos de
20%. A empresa remunera os vendedores com comissões de 15% sobre as vendas.
Os gastos da empresa, além dos tributos, são:
Custo variável de matéria-prima: R$ 15/un.
Gastos fixos: Mão-de-obra direta R$ 60.000
Mão-de-obra indireta R$ 25.000
Depreciação dos equipamentos da fábrica R$ 5.000
Despesas administrativas R$ 30.000
No período, a empresa produziu 12.000 unidades e vendeu 9.000. Considerando que não
havia estoques iniciais, elabore a Demonstração de Resultados pelo Custeio Variável.

3. Empresa Couro Forte


A empresa Couro Forte fabrica dois modelos de jaquetas de couro: padrão e luxo. Os
custos diretos e indiretos são:
Variável - Total
Padrão Luxo Fixos Total
Matéria-prima 1.500.000,00 1.100.000,00 - 2.600.000,00
Mão-de-obra 900.000,00 1.000.000,00 400.000,00 2.300.000,00
Energia Elétrica - - 50.000,00 50.000,00
Depreciação - - 50.000,00 50.000,00
Outros - - 40.000,00 40.000,00
Total 2.400.000,00 2.100.000,00 540.000,00 5.040.000,00
CV
25

A quantidade de produtos fabricada no período é:

Jaqueta Padrão 40.000 unidades


Jaqueta Luxo 7.500 unidades

Informações adicionais:
− A empresa vendeu 30.000 unidades da jaqueta Padrão e 5.000 unidades da jaqueta
Luxo;
− ICMS: 17% do preço de venda
− Comissões sobre vendas: 5% do preço de venda
− Salário do pessoal administrativo e outras despesas: R$ 60.000
− O preço de venda da jaqueta Padrão é de R$ 200 a unidade, e da jaqueta Luxo de
R$ 350 a unidade;
− A empresa paga 15% de Imposto de Renda.

Pede-se:

a) Calcule a margem de contribuição unitária de cada produto;


b) Se R$ 300.000 da mão-de-obra fixa podem ser identificados diretamente aos produtos
pelas horas trabalhadas, que são de 40.000 horas para a jaqueta padrão e 10.000 horas
para a jaqueta luxo, elabore a Demonstração do Resultado pelo Custeio Variável
evidenciando a margem por produto;
c) Informe quantas unidades de cada produto restaram em estoque, e qual é o valor do
estoque (em reais), segundo o Custeio Variável;
d) Se 100 compradores da jaqueta luxo devolverem as mesmas à Couro Forte, por ter
encontrado defeito de fabricação, qual será o novo valor do estoque? E qual será o novo
valor do lucro?

4. A Cia Veste Tudo orçou a receita de vendas em R$ 900.000, os custos e despesas


variáveis em R$585.000 e os custos fixos em R$140.000, para o ano de 2006.
Pede-se:
a) Qual é margem de contribuição da Cia?
b) Qual é o percentual da margem de contribuição?
c) Se a Cia vende um único produto, a R$ 90 cada unidade, qual é o número de produtos
vendidos? E qual é a margem de contribuição, por produto?
Resposta: a ) R$ 315.000; b) 35%; c) 10.000; R$ 31,50

5. Barracas para camping (adaptado de Martins, 2003).


Suponha que a empresa Acampe Bem fabrica quatro modelos diferentes de barracas para
camping: Pequeno, Médio, Médio Especial e Gigante. Os dados de custos e venda são:
Matéria-Prima Mão-de-Obra Outros CV Total Preço de
Variável de CV venda
Pequeno 16 20 4 40 48
Médio 24 20 6 50 72
Médio Especial 28 24 8 60 80
Gigante 80 28 8 116 140

Os custos indiretos fixos são:


Mão-de-obra $ 64.000/ano
Aluguéis $ 16.000/ano
Depreciações $ 12.000/ano
Outros $ 8.000/ano
CV
26

Para fins fiscais, a empresa rateia os custos indiretos com base na mão-de-obra direta
variável. Contudo, para fins gerenciais a gerência quer o uso da Margem de Contribuição.
Assim, determine a MC de cada produto e indique qual deles a empresa deve priorizar.

6. Retomando a questão 5: MC e Restrição


Com relação ao exercício 5, suponha que a Acampe Bem efetuou uma pesquisa de
mercado e percebeu que poderá vender as seguintes quantidades de produtos:
Pequeno – 2.000 und
Médio – 2.800 und
Médio Especial – 3.300 und.
Gigante – 3.600 und

No entanto, ao analisar a capacidade produtiva percebe que suas máquinas possuem uma
capacidade de produção máxima de 97.000, enquanto a demanda de produtos consumiria
103.150 horas máquina, conforme abaixo.
Horas-máquina Demanda Total horas-
necessárias prevista máquina
Pequeno 3,50 2.000 7.000
Médio 9,00 2.800 25.200
Médio Especial 9,50 3.300 31.350
Gigante 11,00 3.600 39.600
Total 103.150
O contador depara-se com uma questão: onde efetuar o corte de 6.150 horas (103.150 –
97.000). Ajude-o!
Dica: utilize a margem de contribuição por fator limitante.

7. Rolamentos – MC e Restrição
(Adaptado de Martins, 2003) Uma indústria fabrica três produtos, nos quais são utilizados
rolamentos, com os seguintes preços de venda, custos e n° de rolamentos:

Preço de Custo No de
Produto Venda Variável (un) rolamentos
A 800 500 4
B 1000 695 4
C 700 400 5
Em determinada semana a empresa está com falta de rolamentos, existindo apenas 200
unidades em seu estoque.
Sabendo-se que a empresa tem despesas fixas de R$10.000,00 por semana e despesas
variáveis de 10% do Preço de Venda, e que o mercado consome todos os produtos que a
empresa fabrica, pede-se:
a) Qual é a margem de contribuição, por produto?
b) Se o mercado comprar todos os produtos fabricados, qual produto a empresa deve
priorizar?
c) Suponha que o mercado consome, no máximo, 20 unidades de cada produto por
semana. Decida quais produtos deverão ser feitos na semana, e em que quantidades, de
forma a maximizar o lucro nesse período.
Resposta: a) R$220, R$205 e R$230. b). Produto A (dica: use a MC por fator limitante)
c) produto A: 20 unidades, produto B: 20 unidades, produto C: 8 unidades
Explicação: Produto A: 20 unidades = 80 rolamentos; Produto B: 20 unidades = 80 rolamentos; Produto
C: 8 unidades = 40 rolamentos. Total: 200 rolamentos calculados priorizando a MC por fator limitante.

CV
27

8. Ponto de Equilíbrio Contábil:


a) Suponha que a Cia Fortaleza, fabricante de um único modelo de panela, tenha gastos
operacionais fixos de R$ 10.000, preço de venda por unidade de R$ 30 e gastos
operacionais variáveis de R$ 20 por unidade. Qual será o PEC? Porque é preciso vender
maior quantidade do que a estipulada pelo PEC?

b) Se dentre os custos fixos R$ 1.000 são referentes a depreciação do período e a empresa


não está pagando juros ou encargos financeiros sobre empréstimos, qual será o PEF? Qual
é a limitação desse cálculo? Considerado o resultado com este PEF, a empresa terá lucro
ou prejuízo? Por quê?

c) Se a empresa tiver um Patrimônio Líquido de R$ 20.000 e desejar retorno de 10% sobre


este, qual é o PEE? O que ele significa/indica?

9. Indústria farmacêutica (adaptado de Martins, 2003).


A Companhia Pinheiro produz e vende 31.250 pacotes de algodão para uso farmacêutico,
cujo preço médio de venda, líquido de tributos, é de R$ 3,50 por pacote.
Os custos e despesas variáveis são de R$ 1,50 por pacote e os custos e despesas fixos de
R$ 50.000 por mês. A capacidade de produção é de 40.000 unidades por mês.
Pede-se:
a. Calcule o PEC, em unidades, e informe o valor da receita no PEC;
b. Calcule o lucro que a empresa obtém com a venda dos 31.250 pacotes;
c. Calcule o lucro que a empresa pode obter se fabricar e vender 40.000 pacotes;
d. Se os custos e as despesas fixas aumentarem 20%, e todos os demais itens
permanecerem constantes, qual é o PEC?
e. Se os gastos variáveis aumentarem 20%, e todos os demais itens permanecessem
constantes, qual é o PEC?
f. Se o preço de venda aumentar 10% e todos os demais itens permanecessem
constantes, qual é o PEC?

10. A Cia Industrial apresentou os seguintes saldos em seus livros contábeis:


Custos e despesas fixos durante o período:
− Despesas com vendas.................................. R$ 25.000,00
− Mão-de-obra Indireta..................................... R$ 70.000,00
− Seguros da fábrica......................................... R$ 7.000,00
− Depreciação dos Equipamentos.................... R$ 18.000,00
Custos e Despesas Variáveis por unidades:
− Materiais diretos............................................. R$ 500,00
− Embalagens................................................... R$ 55,00
− Comissões dos vendedores........................... R$ 30,00
- Outros ........................................................... R$ 15,00
O preço de venda de cada unidade é de............. R$ 1.000,00
Pede-se:
a) Quantas unidades devem ser produzidas e vendidas para se atingir o PEC?
b) Qual é o valor da Receita no PEC?
c) Supondo que o capital investido pela empresa é de R$ 200.000,00 e a taxa de juros do
mercado é de 20%, qual o ponto de equilíbrio econômico – PEE, em reais?
d) Elabore a DRE supondo venda do número de unidades identificadas no PEC.

CV
28

11. Ponto de equilíbrio. Uma empresa fabricante de ferros de passar fez um levantamento
de seus custos mensais e apurou os seguintes valores:
Custos e despesas Variáveis R$20,10/unid, exceto ICMS
Custos e despesas Fixas R$9.500
O preço de venda é de 70,00 por ferro de passar, e sobre esse preço incide ICMS de 17%.
A empresa paga comissões de vendas de 3% sobre o preço da venda.
Pede-se:
a) Quantos ferros de passar deverão ser produzidos e vendidos no mês para atingir o
ponto de equilíbrio? Qual o valor da receita nesse ponto?
b) Se a empresa pretender um lucro de 20% sobre a receita de vendas, quantas
unidades deverá produzir e vender no mês? De quanto será esse lucro?
c) Sabendo-se que a empresa deseja um retorno mínimo de 10% ao ano sobre o
patrimônio líquido de R$240.000, que ela contraiu um empréstimo a ser amortizado
(pago) mensalmente no valor de R$700,00 por parcela, e que, dentre os custos fixos
R$ 500 são referentes à depreciação, determine o ponto de equilíbrio econômico do
mês, bem como o ponto de equilíbrio financeiro.

12. (Adaptado de Bornia, 2002) O gerente da empresa ABC está pensando em fabricar um
componente de seu produto que, atualmente, está sendo comprado ao custo unitário de R$
10,00. Para apoiar sua decisão em números, solicitou informações sobre os equipamentos
disponíveis e chegou a duas máquinas alternativas: M1 e M2. A M1 aumenta os custos
fixos mensais da empresa em R$ 5.000,00 e apresenta custos variáveis de R$ 8,00. A M2
aumenta os custos mensais em 15.000,00 e os custos variáveis ficam em torno de R$ 6,00.
Com estes dados o gerente quer saber:
a) Que nível de atividades (ou quantas unidades) justifica a aquisição da M1?
b) Que nível de atividades (ou quantas unidades) justifica a aquisição da M2?
c) Supondo que a empresa trabalhe com um nível de atividades de 4.000 unidades, qual
é a melhor alternativa: comprar o produto, fabricar com a M1 ou fabricar com a M2?
Dica: considere o custo unitário da compra como se fosse o ‘preço de venda’.

13. A empresa Beta presta serviços de manutenção predial e possui a seguinte estrutura de
preços, custos e despesas:
Preço por hora de manutenção, inclusive tributos R$ 60,00
Tributos incidentes sobre o preço 20%
Despesas variáveis por hora de manutenção 25% do preço por hora
Custo variável por hora de manutenção R$ 10
Custos fixos mensais:
Materiais indiretos e outros R$ 18.500
Depreciação R$ 1.500
Remuneração do gerente de manutenção R$ 5.000
Despesas mensais fixas:
Salários e encargos do pessoal administrativo R$ 6.346
Aluguel R$ 3.000
Energia elétrica R$ 500
Outros R$ 2.000

No último mês a empresa prestou 3.500 horas de manutenção, embora a capacidade atinja
4.500 horas/mês.

CV
29

Pede-se:
a) Quantas horas de manutenção a empresa deve prestar para não ter lucro nem prejuízo?
b) Quantas horas de manutenção a empresa deve prestar para obter lucro de R$
87.010,00? Com a capacidade atual, a empresa conseguirá obter esse lucro? Por quê?
c) A empresa está pagando empréstimos no valor de R$ 5.000,00 ao mês. Qual é o Ponto
de Equilíbrio Financeiro da empresa, em horas e em reais (Receita)?
d) O proprietário da empresa está pensando em alterar a remuneração do gerente de
manutenção, passando a pagar salário fixo mais comissão de R$ 1,00 por hora de
manutenção contratada pela empresa. A alteração geraria um montante de R$ 2.000
fixos relativos ao salário e encargos deste gerente. Qual seria o novo PEC?
e) Os dirigentes acreditam que, se investirem mensalmente R$ 10.000,00 em publicidade, a
empresa será capaz de vender manutenção em sua capacidade máxima. Qual é o novo
lucro que a empresa obterá? É vantajoso investir em publicidade? Para o cálculo, não
considere a alteração da letra “d”.

14. A indústria CouroLindo fabrica jaquetas de couro no modelo tradicional e modelo longo
(sobre-tudo), com a mesma matéria-prima. Seus custos variáveis são os seguintes:
Outros custos
Produto Matéria-Prima Mão-de-Obra Direta variáveis
Jaqueta tradicional 2 m/un a R$ 30/m 2 h/un a R$ 10 / h R$ 10
Sobre-Tudo 3 m/un a R$ 30/m 3 h/un a R$ 10 / h R$ 15

Os custos indiretos fixos são de aproximadamente R$8.000,00 por mês e os preços de


venda são: Tradicional = R$200,00 e Sobre-Tudo = R$300,00. A empresa paga comissões
sobre vendas de 5% do preço de venda e ICMS de 17% do preço de venda.
Pede-se:
a) Qual é a margem de contribuição, por produto?
b) Se não há limitação na capacidade produtiva ou no consumo, qual produto deve ser
priorizado?
c) Em maio está prevista falta de matéria-prima, só estando a disposição da empresa
12.000 metros de couro. Além da limitação da matéria-prima, em maio o mercado
consumirá, no máximo, 3.000 unidades de cada produto. Qual é a quantidade de cada
produto que a empresa deve fabricar nesse mês para que maximize seu lucro?

15. (Martins, 2003) A Cia TudoLimpo produz enceradeiras e aspiradores de pó, cujos preços
de venda, líquidos de tributos, são, em média, $ 190 e $ 260, respectivamente, e o volume
de produção e de vendas cerca de 2.000 unidades de cada, por período.

Sua estrutura de custos é a seguinte (em $):


Custos variáveis por unidade Enceradeira Aspiradores
Matéria-prima 30 40
Material de embalagem 12 18
Mão-de-obra direta 35 60
Custos indiretos fixos por período:
Supervisão: 60.000
Depreciação: 200.000
Outros: 36.250
Considerando o Custeio Variável, pede-se:
a) O valor da MC unitária de cada produto;
b) O valor da MC total de cada produto.

CV
30

16. (Martins, 2003) A Escola Immacolata oferece dois cursos técnicos profissionalizantes:
mecânica de automóveis (60 horas) e eletricidade de automóveis (40 horas); para atender à
demanda oferece normalmente 25 vagas em cada curso, por período letivo.
O preço do curso para cada aluno participante é aproximadamente o mesmo das escolas
concorrentes: $ 750 e $ 600, respectivamente, para os cursos de mecânica e de
eletricidade, e a Immacolata pretende acompanhá-los; o Imposto Sobre Serviços (ISS) é de
2% sobre a receita.
Os custos com material didático, impressos, Xerox, lanches etc. são de $ 30 por aluno, além
de $ 60 por hora-aula efetivamente ministrada pelos instrutores; já os custos comuns
(secretaria, laboratório, equipamento, estacionamento etc.) totalizam $ 10.000 por período
letivo.
Pede-se:
a) O custo de cada um dos cursos;
b) O lucro por curso;
c) A margem de contribuição de cada curso e a margem de contribuição por aluno.

Agora, suponha que em determinado período a escola disponha de poucos instrutores,


com disponibilidade para ministrar no máximo 80 horas de treinamento. Nesta situação,
para obter o lucro máximo que curso deve ser oferecido? (Considerar que todas as
vagas serão preenchidas, não havendo limitação de mercado):
I) Os dois II) Mecânica
II) Eletricidade IV) Nenhum dos dois.

17. (Martins, 2003) A Cia Amazonense de Veículos tem capacidade prática instalada para
produzir até 36.000 carros por ano, mas nos últimos anos vem conseguindo colocar no
mercado apenas 24.000, ao preço médio unitário de $ 10.000. Ela só atua no mercado
nacional.
Sua estrutura de gastos é a seguinte:
Material direto: $ 40.000 por unidade
MOD: $ 2.500 por unidade
Custos fixos $ 45.000.000 por ano
Despesas fixas de adm. e vendas: $ 9.000.000 por ano
Comissão sobre a receita bruta: 1%
Impostos sobre a receita bruta: 9%
Da Venezuela a empresa recebe uma proposta de aquisição de 12.000 carros, ao preço CIF
(Cost, Insurance and Freight) de $ 7.500 cada. Caso a proposta seja aceita, haverá isenção
de impostos, mas o percentual de comissão sobre o preço de venda bruto dobra, e ainda
haverá gastos com frete e seguro, que soma $ 250 cada.
Pede-se:
a) O lucro bruto por unidade, atuando só no mercado interno;
b) O Lucro Operacional da empresa, antes do Imposto de Renda, atuando só no
mercado interno;
c) O Lucro Bruto de cada unidade a ser vendida para a Venezuela, caso a proposta
seja aceita;
d) O Lucro Operacional da empresa, antes do Imposto de Renda, atuando nos dois
mercados;
e) A MC unitária e a MC total dos automóveis vendidos no mercado doméstico;
f) A MC unitária e a MC total da proposta recebida da Venezuela.

CV
31

18. (Martins, 2003) Exercício sobre Custeio Variável e Custeio por Absorção.
A Cia Porto Eucaliptos iniciou suas atividades em 02/01/X1. Em 31/12/X1, seu primeiro
balancete de verificação era constituído pelas seguintes contas (em $ mil):
1) Caixa 460
2) Bancos 1.000
3) Clientes 6.060
4) Matéria-prima 5.000
5) Equipamentos de produção 2.000
6) Depreciação acumulada de equipamentos 300
7) Veículos 1.000
8) Depreciação acumulada de veículos 100
9) Empréstimos de curto prazo com encargos pré-fixados 3.520
10) Capital social 15.000
11) consumo de matéria-prima (MP) 7.000
12) Mão-de-obra (inclui encargos sociais) no período 6.000
13) Supervisão geral da fábrica 2.880
14) Aluguel da fábrica 600
15) Consumo de lubrificantes nos equipamentos de produção 350
16) Manutenção preventiva de máquinas comuns de produção 500
17) Supervisão do almoxarifado de matéria-prima 1.440
18) Energia elétrica consumida na produção 790
19) Depreciação de equipamentos de produção 300
20) Seguro dos equipamentos de fábrica 340
21) Despesas comerciais no período (fixas) 5.060
22) Despesas administrativas gerais da empresa (fixas) 3.040
23) Despesas financeiras no período (fixas) 200
24) Vendas de produtos acabados (PAC) (valor líquido de tributos) 25.100
Outros dados relativos ao ano de X1:
1. Produção e vendas no período:
Produtos Preço médio de Volume de Volume de vendas
venda/un produção (em un) (em um)
X $ 270 50.000 40.000
Y $ 350 30.000 18.000
Z $ 500 20.000 16.000

2. O tempo de produção requerido por unidade de produto é o seguinte:


Produtos Tempo de MOD Tempo de Máquina
X 1,0 hh 0, 60 hm
Y 2,0 hh 1,50 hm
Z 2,5 hh 3,75 hm
3. A matéria-prima é a mesma para todos os produtos e o consumo também se faz na
mesma proporção: 1 kg de MP para cada unidade de PAC.
4. O consumo de energia elétrica pelos produtos é o mesmo em termos de kWh, por
isso seu custo é diretamente proporcional ao tempo de utilização das máquinas;
5. As habilidades e os salários dos operários são aproximadamente iguais para os três
produtos, e o custo de MOD é fixo;
6. O custo de supervisão apresenta correlação com o de MOD;
7. Os demais custos indiretos são correlacionados ao tempo de uso de máquinas;
8. O Imposto de Renda é de 30% sobre o lucro.
Pede-se elaborar a Demonstração de Resultados para o ano X1 pelo Custeio por
absorção e pelo Variável, e os respectivos balanços, e calcular:
a) O valor da diferença entre os resultados segundo os dois critérios;
b) O valor da diferença entre os estoques finais segundo os dois critérios.
CV
32

4 CUSTO-PADRÃO
Até o momento vimos cálculos de custos para fins fiscais (custeio por absorção ou
esquema básico) e cálculos de custos para fins gerenciais com base no custeio variável
(Margem de Contribuição e Ponto de Equilíbrio).
Os cálculos para fins fiscais apresentam problemas quanto à forma de rateio
arbitrária, já a Margem de Contribuição está relacionada com decisões de curto prazo. Isso
porque pressupõe a separação de custos fixos e variáveis e considera que os custos fixos
terão sempre o mesmo volume, independente da decisão gerencial que se tome.
No entanto, as decisões gerenciais podem afetar o volume de custos fixos e, até
mesmo, os valores referentes aos custos variáveis de cada unidade produzida. Assim, para
a gestão das empresas há outras formas ou métodos para cálculo dos custos, como por
exemplo, o custo-padrão, com utilidade para a indústria, e o Custeio por Atividades útil para
a indústria e para o setor de serviços, e que será visto na parte 9 desta apostila.
O Custo-Padrão é o fornecimento de um padrão dos custos, ou seja, fixar os
montantes para, ao final do período, comparar o orçado ao realizado e identificar os motivos
das diferenças, se houver.
É preciso tomar cuidado ao estabelecer padrões, pois se forem inatingíveis, podem
ser fator desmotivar aos empregados.
Este método é especialmente útil para o controle dos custos de matéria-prima e mão-
de-obra direta, e identificação dos motivos que levam às alterações destes ou ao volume de
desperdícios de matéria-prima.
Exemplo: Uma empresa estabeleceu os seguintes padrões para sua principal matéria-prima
– MP e para a mão-de-obra direta - MOD:
MP: 2 kg/un a $4/kg
MOD: 3 horas/und a $2/h
A produção do período foi de 5.000 unidades. Para isso, foram utilizados 12.000 Kg de MP e
15.500 horas de MOD. O custo de MOD foi de $29.450. Durante o período, foram
comprados 50.000 kg de MP, ao custo total de $205.000. Considerando esses dados, pede-
se para determinar as variações de MP e MOD. (adaptado de Bornia, 2002).

MP: cálculo do padrão e desvios


Pp = $4/kg
Pr = $205.000/50.000 = $4,10 kg
Qp = 2kg/un 5.000 un = 10.000 kg
Qr = 12.000 kg

Custo-padrão: MP padrão = 4 x 10.000 = $40.000


Custo real: MP real = 4,10 x 12.000 = $49.200
Variação total: MP Desvio = 40.000 – 49.200 = ($9.200)
Variação devida ao preço: MP Desvio de Preço = 12.000 (4 – 4,1) = ($1.200)
Variação devida à quantidade: MP Desvio de Quantidade = 4 (10.000 – 12.000) = ($8.000)

Agora faça você o cálculo do padrão e desvios da MOD:

CV
33

EXERCÍCIOS – parte 4

1. O custeio-padrão pode ser um método útil para o controle? Explique!

2. A fixação de um padrão pode ser feita com maior ou menor rigidez, dependendo dos
objetivos. Você acredita que padrões rígidos podem ser fator de desmotivação? Se sim, o
que fazer para evitar?

3. A empresa Bibi trabalha com os seguintes padrões de MP e MOD:


MP: 2 m/un a $4/m
MOD: 1,5 horas/und a $5/h

A produção do período foi de 100.000 unidades. Para isso, foram utilizados 220.000 metros
de MP e 160.000 horas de mão-de-obra direta. O custo de MOD foi de $784.000. Durante o
período, foram comprados 100.000 m de MP, ao custo total de $405.000. Considerando
esses dados, pede-se:
a) Determinar as variações de MP e MOD.
b) Elencar motivos que poderiam ter gerado as variações.

4. A empresa Margarida fabrica dois produtos (A e B) e utiliza o método de custo-padrão


para controlar seus custos de MP. Na fabricação do produto A é usada 1 unidade de MP,
enquanto na fabricação do produto B despendem-se 2 unidades de MP. O custo-padrão de
MP é de $20/und. Em um determinado período, a empresa fabricou 200 produtos A e 300
produtos B. Neste período foram compradas 900 unidades de MP a um custo total de
$19.800, e foram utilizadas 820 unidades de MP. Determine e analise a variação de MP
(Bornia, 2002).
Dica: a MP é a mesma para os dois produtos. Assim, para saber a quantidade total produzida, multiplique a
quantidade unitária de MP pela quantidade fabricada de cada produto e some os resultados.
Padrão = (200 x 1) + (300 x 2 ) = 800 unidades

5. Uma empresa trabalha com os seguintes padrões de Matéria-Prima - MP e Mão-de-Obra


Direta - MOD:
MP: 2 m/un a R$3,5/m
MOD: 1,5 horas/und a R$4/h

A produção do período foi de 60.000 unidades. Para isso, foram utilizados 125.000 metros de
MP e 95.000 horas de mão-de-obra direta. O custo de MOD foi de R$370.500. Durante o período
foram comprados 130.000 m de MP, ao custo total de R$455.000. Considerando esses dados,
pede-se:
a) determinar as variações de MP: variação total, variação de preço e variação de
quantidade;
b) determinar as variações de MOD: variação total, variação de preço e variação de
quantidade;
c) se a empresa gastou mais com MP e MOD do que o padrão previsto, cite pelo menos
três motivos que poderiam ter gerado o excesso.

CV
34

5 CUSTEIO BASEADO EM ATIVIDADES (ABC)

A crítica aos métodos de custeio tradicionais, como o Custeio por Absorção, está no
rateio dos custos fixos. Os custos são alocados de forma arbitrária e subjetiva, podendo
levar a decisões gerenciais incorretas. Por exemplo, pelo uso de rateios um produto
lucrativo pode apresentar prejuízo enquanto um produto não-lucrativo pode apresentar lucro.
Com relação ao Custeio Variável, o método trata de forma adequada os custos
variáveis. Contudo, não oferece relação dos custos fixos aos produtos.
Como os custos fixos aumentaram sensivelmente nas mais variadas indústrias surgiu
um novo método para custeio gestão dos custos: o Custeio Baseado em Atividades – ABC.
O ABC propõe que os custos fixos sejam destinados às atividades que a empresa
executa e os custos das atividades sejam destinados aos produtos que a empresa fabrica.
Também, possibilita classificar as atividades em atividades que adicionam ou não valor para
o cliente. Atividades que não adicionam valor são aquelas que poderiam ser eliminadas ou
ter seus custos reduzidos sem afetar os atributos do produto ou serviço.
Para identificar os custos a atividades e as atividades aos produtos o ABC utiliza
direcionadores. O ABC permite, também, custear atividades administrativas ou outras
atividades de suporte, que comumente têm seus gastos classificados como despesas, e,
inclusive, relacionar os seus valores aos produtos.

Direcionadores de Direcionadores
recursos de atividades

RECURSOS OBJETOS DE CUSTO


(Custos fixos e ATIVIDADES
(produtos, clientes,
despesas) processos ...

A inclusão das despesas no custo dos produtos é apenas no campo gerencial, pois
contraria os princípios fundamentais da contabilidade e as legislações societária e fiscal. Os
passos que se seguem para a inclusão das despesas são os mesmos que para os custos.
Outra vantagem do ABC com relação a outros métodos de custos mais “tradicionais”
é que ele permite análise que não se restringe ao custo do produto, sua lucratividade ou
não. O ABC possibilita que os processos que ocorrem dentro da empresa também sejam
custeados e, talvez este seja um dos seus maiores benefícios gerenciais.
Os processos são compostos por atividades que se inter-relacionam. Assim a análise
permite visualização das atividades que podem ser melhoradas, reestruturadas ou até
mesmo eliminadas dentro de um processo, de forma a melhorar o desempenho competitivo
da empresa. A seguir, representação do esquema universal de classificação dos processos.

CV
35

5
Produzir e
entregar
produtos
1 2 3 4 7
Processos Compreender Desenvolver Desenvolver Comercializar Faturar e
Operacionais os mercados visão e produtos e e vender atender
e os clientes estratégia serviços 6 clientes
Entregar
serviços

8 Desenvolver e gerenciar recursos humanos

9 Fornecer informações gerenciais

Processos de 10 Gerenciar recursos físicos e financeiros


apoio
11 Executar programas de gestão ambiental

12 Gerenciar relacionamentos externos

13 Gerenciar melhorias e mudanças

Esquema Universal de Classificação dos Processos


Fonte: Adaptado de Player e Lacerda (2000, p.33).

Como cada atividade não necessariamente é desempenhada dentro de um mesmo


departamento, as atividades e processos são interdepartamentais. Por exemplo, o processo
Faturar e Atender Clientes poderia ser composto pelas atividades: emitir faturas, efetuar
atendimento telefônico, efetuar atendimento pessoal, efetuar cobrança de clientes etc.
Uma atividade pode fazer parte de mais de um processo. Neste caso é necessária
verificação de quanto cada processo se utiliza da atividade para que a alocação do custo
desta seja feita de forma correta a cada processo empresarial.
Em cada empresa, a organização das atividades e processos pode ocorrer de forma
diferenciada das demais.

O ABC e o custeio variável

O uso do ABC não só permite identificar o custo das atividades e dos processos,
mas também oferece possibilidade de análise da relação custo/benefício de cada uma das
atividades e processos, pois permite o levantamento do quanto se gasta para cada
atividade, tarefa e processo que não agrega valor ao produto.
O ABC pode ser aplicado de forma conjunta com o custeio variável. Pode-se chegar
ao montante de custo e despesa da seguinte forma:
custos e despesas variáveis calculados pelo Custeio Variável;
custos e despesas fixos apropriados pelo ABC.
Demonstração de resultado pelo método ABC:
RESULTADO Produto 1 Produto 2 Produto 3
Receita líquida
(-) Custos e Despesas Variáveis
(=) Margem contribuição
(-) custos das atividades
Atividade A, B, C, D........
(=) Lucro

CV
36

A seguir, exemplo de Demonstração de Resultado de uma empresa de energia


elétrica, com um único produto, onde o ABC foi usado para identificar o custo de processos
e o resultado de cada unidade da empresa. Por questão de ética, os números são fictícios.

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O ABC apresenta diversas vantagens em termos conceituais quando comparado aos


demais métodos de custeio. Contudo, ele apresenta também desvantagens, dentre as quais
o montante de recursos que deve ser aplicado para sua implantação e manutenção.
Para o administrador decidir pelo método de custeio deve analisar se a empresa
apresenta elevados custos fixos e o que pretende atingir. Assim, poderá, por exemplo,
combinar o uso dos métodos: Margem de contribuição de cada produto, pelo custeio
variável; e Custo de produção de cada produto, pelo custeio por absorção ou o ABC.

A EXPERIÊNCIA DO ABN AMRO REAL

(Http://www.sas.com/offices/latinamerica/brazil/success/abn.html)

Em busca de resultados que satisfaçam clientes, gerando valor para os acionistas e funcionários, o
Banco ABN Amro Real criou uma saída inteligente baseada em um modelo inovador de gestão de
custos

Um cenário altamente competitivo exige rapidez na tomada de decisão para garantir não somente a
sobrevivência da empresa como seu lugar no ranking. Por essa razão, o Banco ABN Amro Real está
apurando a rentabilidade de produtos, serviços e clientes, por meio da análise do processo de
CV
37

geração de valor. É um modelo que começou a ser desenhado há quatro anos, quando decidiu
investir em um projeto de custos, demandando a criação de critérios e o uso de ferramentas
adequados à estratégia do grupo. O projeto adotou o ABC e ABM – Gestão Baseada em Atividades.
RESULTADOS NO LONGO PRAZO
Até o momento, foram investidos R$ 5 milhões em todas as fases do projeto, desde a apuração,
contratação de consultores, definição do tipo de informação, aquisição de ferramentas, envolvimento
da equipe e atualização das etapas. E uma das conseqüências positivas de todo esse trabalho, na
opinião de Ralf Merschman, gerente de custo do ABN, foi a mudança do comportamento dos
gestores que passaram a usar as informações disponíveis e análises sobre os custos de processos,
serviços e transações, para auxiliarem nas tomadas de decisões em suas atividades.
Um exemplo de como a posse dos custos ajuda no planejamento estratégico é a avaliação da
rentabilidade das transações efetuadas nos diferentes canais. "É mais caro para o banco usar o canal
de atendimento agência. A alternativa é direcionar o cliente para o uso de outros como os caixas
eletrônicos, Internet e Call Center. A migração do atendimento nas agências para o auto-atendimento
ou outros canais eletrônicos, pode gerar economia significativa e melhorar o atendimento. Os ganhos
podem ser sentidos pelos clientes e pelo banco, que oferece atendimento mais rápido com menor
custo".
Atualmente, a instituição financeira realiza 10 milhões de transações/mês nas agências, 20 milhões
nos canais de auto-atendimento e 10 milhões pela internet. "
SEGREDO DO SUCESSO
O bom desenvolvimento do projeto, que teve início em 2001, foi atribuído a um planejamento
coerente e à definição de fases distintas e cuidadosamente direcionadas. Tudo isso somado à
metodologia Activity-Based Costing (ABC - custeio baseado em atividades), por fornecer informações
para a tomada de decisão referente ao comportamento dos custos de produtos e serviços.
Assim, o modelo operacional do ABN Amro Real, que visa o aumento da eficiência no uso dos
recursos, tem hoje como base a disseminação da cultura de gestão, utilizando informações
importantes para melhor direcionar os negócios, otimizando os preços de produtos e serviços.
Como a abordagem adotada foi a de custeio por processo de negócio, em função da
representatividade dos recursos envolvidos, primeiramente foram custeados os canais de
atendimento e as áreas operacionais de produtos (back office). Atualmente, já estão concluídos os
canais agência (processamento de transações-caixa e retaguarda), auto-atendimento, Call Center,
operações de rede, suporte a operações financeiras, operações EDI, Internet, Consumer Finance e
cartões de crédito.
As aplicações práticas estão em andamento, assim como a utilização das informações para a
apuração da rentabilidade de clientes, o SLA (Service Level Agreement), o dimensionamento de
pessoal, a implementação de novos produtos e as concorrências e terceirizações.
UM MODELO DE VANGUARDA
Com o projeto, a adequação da estrutura da organização às necessidades do mercado foi
aprimorada. Trata-se de um ponto importante, visto que o consumo dos recursos é decorrência do
relacionamento com o cliente, que demanda produtos e serviços da instituição. O modelo de custos
adotado, portanto, está estruturado sobre três pilares: gestão estratégica de custos, rentabilidade de
clientes, produtos e unidades de negócio e gestão operacional.
Todas as áreas funcionam integradas e usam os recursos disponíveis da melhor maneira possível,
para manter um nível de serviço adequado. Elas funcionam como unidades de negócios
independentes, possuem metas, orçamento próprios e gerenciam seus custos e receitas, além de
venderem e comprarem serviços de outras unidades.
Para Merschmann, a evolução da metodologia ABC/ABM irá proporcionar o desenvolvimento do
chamado ABB (Activity Based Budgeting - orçamento baseado em atividades). "Por meio dele, será
possível aprimorar o planejamento estratégico do banco."

CV
38

Outros casos:
- CTBC Telecom; Multibrás; Boticário; Empresas de transportes; Educação; Saúde etc.
Se desejar conhecer mais sobre o assunto, leia: Martins (2003), capítulo 8.

EXERCÍCIOS – parte 5
1. A empresa Tiquita produz dois produtos, A e B, cujos preços de vendas líquidos de
tributos são, em média, R$80 e R$95, respectivamente, e o volume de produção e de
vendas é de 12.000 unidades do Produto A e 4.490 unidades do B, por período. Em
determinado período, foram registrados os seguintes custos diretos por unidade (em R$):
A B
Material Direto 20/u 27,95/u
Mão-de-Obra Direta 10/u 5/u
Os custos indiretos de produção totalizaram R$ 500.000 no período e, por meio de
entrevistas, análise dos dados na contabilidade etc., verificou-se que esses custos indiretor
referem-se às seguintes atividades mais relevantes:

Atividade $
Inspecionar material 60.000
Armazenar material 50.000
Controlar estoques 40.000
Processar produtos (máquinas) 150.000
Controlar processos (engenharia) 200.000
Total 500.000

Uma análise de correlação identificou os direcionadores de custos dessas e de outras


atividades, e sua distribuição dos produtos, a saber:
A B
N° de lotes inspecionados e armazenados 3 7
N° de horas máquina de processamento de produtos 4.000 6.000
Dedicação do tempo dos engenheiros 25% 75%

Pede-se para calcular:


a) o valor dos Custos Indiretos de Produção de cada produto pelo Custeio por Absorção –
mão-de-obra como base de rateio;
b) idem pelo ABC, considerando:
Atividades Direcionador
Inspecionar material N° de lotes inspecionados e armazenados
Armazenar material N° de lotes inspecionados e armazenados
Controlar estoques N° de lotes inspecionados e armazenados
Processar produtos N° de horas máquina de processamento de produtos
Controlar processos Dedicação do tempo dos engenheiros
c) o valor do lucro bruto de cada produto, de acordo com cada uma das abordagens.

CV
39

2. O departamento de engenharia da metalúrgica Guarulhense, em determinado período,


incorreu nos seguintes custos (em R$):
Salários e encargos sociais 204.000
Depreciação de equipamentos 34.000
Viagens e estadas 20.000
Aluguel 10.000
Outros 7.000

As atividades relevantes desempenhadas naquele departamento foram as seguintes:


- Projetar novos produtos
- Elaborar fichas técnicas
- Treinar funcionários
O quadro de pessoal do departamento, respectivos salários (com encargos) e tempo
disponível são os seguintes:
Cargo Tempo disponível (em h) Salário (em R$)
Gerente 2.000 60.000
Secretária 2.000 12.000
Engenheiros 6.000 120.000
Estagiários 2.000 12.000
Total 204.000

Por meio de entrevistas e análise de processos, verificou-se que o tempo era gasto, nas
atividades mais relevantes, da seguinte maneira:
Projetar novos Elaborar fichas Treinar funcionários
produtos técnicas
Gerente 70% - 30%
Secretária * - - -
Engenheiros 50% 20% 30%
Estagiários - 100% -
* O tempo da secretária era utilizado 80% para dar assistência ao gerente e o restante
(20%) para dar assistência aos engenheiros.

Por meio de entrevistas, análise do razão e investigação dos registros disponíveis,


conseguiram-se rastrear as seguintes proporções de consumo de recursos pelas atividades:

Projetar novos Elaborar fichas Treinar funcionários


produtos técnicas
Depreciação 30% 20% 50%
Viagens 100% - -
Aluguel 40% 10% 50%

Não foi possível rastrear os outros custos (R$ 7.000) às atividades. Assim, estes devem ser
rateados com base no custo do salário.

Pede-se: calcular o custo de cada atividade. (Adaptado de Martins, 2003)

CV
40

3. Uma unidade de empresa frigorífica fabrica presunto tipo Parma, apresuntado, mortadela
tipo Bolonha e charmant de peru. Em determinado período, incorreu nos seguintes gastos
(em R$):
Salários e encargos sociais da gerência 10.000
Salários e encargos sociais do pessoal operacional 80.000
Salários e encargos sociais do pessoal de embalagem e armazenamento 10.000
Salários e encargos sociais do pessoal de expedição 5.000
Salários e encargos sociais do pessoal da limpeza 8.000
Depreciação de equipamentos 5.000
Materiais de limpeza 5.000
Energia elétrica e água 5.000
Outros 7.000

As atividades relevantes desempenhadas na fábrica foram as seguintes:


- Abastecimento e preparação da carne
- Preparação da salmoura e aditivos
- Moagem e trituração
- Embutimento
- Defumação e cozimento
- Embalagem e armazenamento
- Expedição
Por meio de entrevistas e análise de processos, verificou-se que o tempo era gasto, nas
atividades mais relevantes, da seguinte maneira:

Abastecimento Preparação da
Moagem e Defumação Embalagem e Total
Pessoal e preparação salmoura e
trituração
Embutimento
e cozimento armazenamento
Expedição
horas
da carne aditivos

Gerência * - - - - - - - 160:00
Operacional 1.000:00 500:00 4000:00 3000:00 1500:00 - - 10000:00
Embalagem e - - - 800:00 - 800:00
armazen.
Expedição - - - - - - 600:00 600:00
Limpeza 100:00 50:00 150:00 80:00 80:00 50:00 50:00 560:00
OBS: * A gerência trabalhou 160 horas e o tempo foi utilizado 70% para orientar o pessoal
operacional e o restante (30%) dividido igualmente para orientar o pessoal da embalagem e
armazenamento, expedição e limpeza.

Por meio de entrevistas, análise do razão e investigação dos registros disponíveis,


conseguiram-se rastrear as seguintes proporções de consumo de recursos pelas atividades:
Abastecimento Preparação da
Moagem e Defumação Embalagem e
e preparação salmoura e
trituração
Embutimento
e cozimento armazenamento
Expedição Total
da carne aditivos
Depreciação
equipamentos 5% 5% 40% 20% 20% 8% 2% 100%
Materiais
8% 10% 30% 10% 20% 20% 2% 100%
limpeza
Energia elétrica
e água 1% 9% 40% 10% 40% 100%

CV
41

Não foi possível rastrear os outros custos (R$ 7.000) às atividades. Assim, estes devem ser
rateados com base no custo do salário (somatório de todos os salários para as atividades).
Pede-se: calcular o custo de cada atividade.

4. A unidade fabrica presunto tipo Parma, apresuntado, mortadela tipo Bolonha e charmant
de peru Os custos diretos, preços e volume estimado por mês, são conforme abaixo:
Presunto Apresuntado Mortadela Charmant
Custos Diretos (em R$ por Kg) 4 2,5 2,5 4
Preço de venda (em R$ por Kg) 10 6 6 10
Kg vendidos 4.650 16.600 6.000 6.570

Por meio de entrevistas, análise dos dados etc. verificou-se que os principais custos
indiretos referiam-se às seguintes atividades relevantes (em $):

Atividades R$ obtidos no
exercício anterior
Abastecimento e preparação da carne
Preparação da salmoura e aditivos
Moagem e trituração
Embutimento
Defumação e cozimento
Embalagem e armazenamento
Expedição
Total _______

A administração fez um levantamento dos direcionadores de custos dessas atividades. São


eles:

Direcionadores Presunto Apresuntado Mortadela Charmant Total


Tempo gasto em abastecimento 300:00 400:00 200:00 300:00
e preparação da carne
Tempo de preparação da 100:00 200:00 50:00 150:00
salmoura
% de uso de máquina para 10% 40% 20% 30%
moagem e trituração
Kg fabricados no período 4.650 16.600 6.000 6.570
As atividades que não possuem direcionador específico são distribuídas conforme os Kg
fabricados. Não há estoques.

Pede-se:
a) Qual é o custo indireto de cada produto, pelo Custeio Baseado em Atividades - ABC?
b) Qual é o custo total de cada produto (custos diretos + custos indiretos pelo ABC)?
c) Qual é o lucro (ou prejuízo) do período?
d) Se houvesse estoque final, como você calcularia os valores?

CV
42

6 PREÇO DE VENDA

O preço ou valor de um produto é influenciado pelo mercado. O número de


empresas oferecendo produtos específicos é determinado pela habilidade de fabricar
produtos a custos menores do que o preço determinado pelo mercado. Como resultado
existe interação entre o preço e decisões de custos.
O método ou forma da empresa elaborar seus preços depende, dentre outros
fatores, da cultura organizacional, da concorrência, do mercado, da tecnologia e da
remuneração do capital investido. O cálculo do preço de venda procura um valor que:
− possibilite à empresa a maximização dos lucros;
− Mantenha a qualidade e atenda as necessidades do mercado àquele preço determinado;
− Melhor aproveite os níveis de produção, etc.

O preço é influenciado pelos volumes de vendas, prazos de vendas; descontos para


prazos menores; comissões sobre venda; alternativas promocionais para objetivos
estabelecidos etc. Os mercados atendidos, a qualidade do produto, a diferenciação, a
lealdade do cliente, os níveis de custos e a identidade de competição, dentre outros,
influenciam a escolha de política de preços. O desafio é desenvolver um produto que possa
ser comercializado com rentabilidade a um preço desejado, conhecido o seu custo-alvo.
O Custo-Alvo representa o custo baseado no mercado, que é calculado usando-se
um preço de venda necessário para capturar uma fatia predeterminada de mercado.
CUSTO ALVO = PREÇO DE VENDA - LUCRO DESEJADO
Se o custo -alvo é inicialmente "superior" aos custos projetados ou aos custos do
padrão previsto, "Reduções" de custos devem ser efetuadas nos orçamentos e aos padrões,
durante um período de tempo.
Para atingir o custo padrão a empresa precisa calcular de forma adequada seus
custos, por meio de um método de custeio, e realizar a gestão dos mesmos. Se a empresa
desejar efetuar o cálculo do preço de venda a partir dos custos, pode usar o Mark-up.

O USO DO "MARK-UP" NA FORMAÇÃO DE PREÇO

O Mark-up é um índice aplicado sobre os custos de um bem ou serviços, com a


finalidade de cobrir: impostos sobre vendas; taxas variáveis sobre vendas; despesas
administrativas fixas; despesas de vendas fixas; custos indiretos de produção fixos; margem
de lucro. Exemplo, partindo de um PV= $10,00
Ìndice Mark-up:
Preço de Venda ..................................... 100%
(-) Impostos ........................................... 21%
(-) Despesas Variáveis ........................... 5%
(-) Contribuição Geral(*).......................... 20%
ÍNDICE MARK-UP ............................... 54%
(*) Contribuição Geral
Despesas administrativas Fixas .............. = 7,0%
Despesas Vendas Fixas ........................ = 4,0%
Despesas Industriais Fixas ..................... = 3,0%
Margem de Lucro .................................. = 6,0%
Cálculo do Preço de Venda:
100% / 54% = 1,852 => PV $10 x 1,852 = $18,52
ou PV = $10/54/100 = $18.52
CV
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TEXTOS PARA LEITURA


NUNCA SE NEGOCIA PREÇO
(NAGLE, Thomas. HSM Management, ano 6, n. 33, p. 66-71, jul-ago 2002)
A fixação de preços baseada nos custos é, historicamente, o método mais utilizado, principalmente
porque tem uma aura de prudência financeira. Entretanto, os preços obtidos com essa metodologia
tendem a ser demasiado altos nos mercados fracos ou em declínio e demasiado baixos nos
mercados fortes ou em expansão. A alternativa para resolver ambos os problemas são os preços
rentáveis.
A estratégia para determiná-los deve apoiar-se em dois fatores: 1) o desenvolvimento de uma
estrutura de preços baseada no valor para o cliente, nos custos e na posição competitiva e 2) a
comunicação eficaz desse valor.
O processo para calcular o valor dos produtos e serviços envolve: coleta de dados (estimativa de
custos, identificação de clientes e identificação dos concorrentes), análise estratégica (análises
financeira, de segmentação e de concorrentes) e formulação da estratégia (a estratégia acertada
depende da correta ponderação dos custos, do valor para o cliente e da posição da concorrência).
As distintas etapas do ciclo de vida de um produto requerem determinadas políticas de preços e, para
chegar a acordos com empresas e consumidores finais, é necessário respeitar uma lei fundamental:
"Nunca se negocia preço".
A autor comenta que:
- Ao pensar nos clientes, a maioria diz: “Quanto quer pagar?” quando o que teriam de
perguntar é: “Qual é o valor de nossos produtos ou serviços para o cliente?” Por adotarem
perspectiva errônea, as empresas costumam fixar preços baixos;
- Frequentemente as empresas trabalham com custo unitário, quando o fundamental é
entender toda a estrutura de custos e entao perguntar-se: qual será o custo de uma venda
adicional? Exemplo? O custo de atender um cliente no vôo do meio-dia, onde há poucos
assentos ocupados, é praticamente nulo. No entanto, quando o avião estiver lotado, há o
custo de colocar uma aeronave maior ou acrescentar um vôo;
- Muitas empresas elaboram sua estratégia a partir do preço e das vendas dos rivais, com o
objetivo de ganhar participação no mercado à custa das demais, quando a meta deveria ser
maximizar os lucros.
Entendidos custos, clientes e concorrência, é preciso projetar a estrutura do preço. A capacidade de
fixar um preço rentável depende de duas condições: o desenvolvimento de uma estrutura baseada no
valor para o cliente, no custo e na posição competitiva, e a comunicação eficaz desse valor. Exemplo:
os jornais podem cobrar preços diferenciados pelos anúncios publicitários não só em função da
página ou tamanho do anúncio, mas também em função do tempo: anúncios de última hora são mais
caros.
Métodos para calcular o valor de um produto para o cliente: quando os compradores são
empresas, basta analisar o impacto do produto nas receitas e custos do cliente. Quando é
consumidor final, é preciso entender o que motiva sua compra. Exemplo: troca de pneus por
segurança ou porque dirige em terrenos acidentados.
Há outros fatores que também influenciam no preço, um deles é o risco. Exemplo: alguns homens
pagariam muito por um produto que lhes fizesse crescer o cabelo. No entanto, poucos se animam a
experimentá-lo e há duvidas quanto aos resultados. Para minimizar os obstáculos, é preciso diminuir
o risco, oferecendo, por exemplo, a devolução do dinheiro caso o produto não cumprir o prometido.
Segundo o autor, não se deveriam negociar preços, para não acostumar o cliente a barganhar. Os
preços deveriam estar embasados nos fatores acima citados, e os fornecedores deveriam negociar
condições de pagamento, qualidade do produto ou prazo de entrega do mesmo.
As estratégias de preços deveriam ser utilizadas para fins de fidelização do cliente, como , por
exemplo, oferecer descontos escalonados: quando as compras superarem $7.000, o desconto será
de 15% sobre o que ultrapassar essa quantia; ao passar de $ 10.000, o desconto será de 25%; e ao
acumular pedidos num total superior a $ 20.000, pode-se chegar a um desconto de 35% nas
operações subseqüentes.
CV
44

Mas, e se o produto é novo no mercado? A primeira tarefa é transmitir o valor do produto para os
potenciais consumidores. Nessa fase as pessoas considram o preço um indicador de qualidade.
Como resultado, devem-se evitar preços baixos porque afetam a reputação.
No estágio de maturidade do ciclo de vida de um produto é o momento ideal para ganhar dinheiro.
No entanto, é a fase onde acontecem os maiores erros nas estratégias de preços, e as empresas se
envolvem em guerras pela participação no mercado. Por isso, é preciso evitar guerras de preços e se
concentrar nas margens de lucros, ou seja, cortar custos desnecessários.
Já quando há declínio do ciclo de vida do produto, com quedas nas vendas, há três estratégias
possíveis: apostar em linhas de produtos mais sólidas e abandonar as menos rentáveis; ou retirada
paulatina do mercado; ou, ainda, consolidação, com fortalecimento da participação de mercado,
porém, somente para as empresas com forte respaldo financeiro.

O CONSUMIDOR E OS PREÇOS
(GOURVILLE, John e SOMAN, Dilip. HSM Manangement, n. 37, p. 66-71, mar-abr. 2003)
Quem já não viu academia de ginástica incentivando os interessados a pagar uma anualidade? Ou
lojas com campanha do “compre agora e só pague no ano que vem”. Essas atitudes podem ser
favoráveis a curto prazo. Mas, e se o cliente não usar o produto? Políticas promocionais que
mascaram o preço podem desestimular o consumo.
Quem quiser construir relacionamentos de longo prazo com os clientes precisa garantir que eles
efetivamente usem os seus produtos. Para tanto, deve adotar políticas de preços – fixação, forma etc.
– que incentivem esse uso.
As pessoas são mais motivadas a consumir um produto quando têm consciência do custo. Ao
determinar a forma de pagamento, uma empresa pode influenciar a utilização de seus produtos ou
serviços, e isso talvez represente um impacto duradouro no relacionamento com o cliente.
Os executivos sabem como as políticas de preços afetam a demanda, porém nem sempre sabem
como estas mesmas políticas afetam o consumo e o modo como os clientes usam os produtos ou
serviços que adquirem. Poucas vezes se reflete sobre o consumo quando se define o preço.
Para muitos executivos, a idéia de que devem chamar a atenção do cliente para o preço pago por um
produto ou serviço não é natural. Há muito tempo que as empresas procuram mascarar o custo de
seus produtos e serviços com o objetivo de incrementar as vendas.
Ao utilizar essas políticas de preços, os executivos podem desestimular o consumo. E para construir
relacionamentos de longo prazo com os clientes é necessário que eles consumam os produtos
adquiridos. A forma como é feito este consumo determina se a compra se repetirá.
− Maior consumo, maior venda;
− Os custos impulsionam o consumo: é mais provável que as pessoas consumam um produto
se têm consciência do seu custo. Os consumidores se sentem obrigados a usar os produtos que
adquiriram para evitar o sentimento de que desperdiçaram o seu dinheiro. EX.: Compra
antecipada de ingresso para assistir a um jogo de futebol;
− A precificação impulsiona as percepções de custo: O consumo é impulsionado pelo custo
percebido e pelo custo real. Esta percepção é influenciada pelo tipo de estratégia utilizada na
fixação de preço. Ex.: Compra em dinheiro ou em cartão de crédito. Compra em dinheiro envolve
contar, receber o troco e varia de acordo com a quantia paga pelo produto. Compras em cartão
só precisam de uma assinatura. As pessoas lembram mais do custo do produto que pagaram em
dinheiro;
− Momento do pagamento: Algumas empresas cobram no ato da compra, outras exigem que o
pagamento seja feito antes do consumo (pacotes promocionais para pagamento antecipado, com
desconto), e outras usarm a estratégia “compre agora e pague bem depois”. Isso está
fundamentado na idéia de aumentar a demanda e pode indicar uma visão míope da questão: os
pagamentos que ocorrem no momento do consumo aumentam a atenção sobre o custo do
produto e, conseqüentemente, a probabilidade de que ele seja consumido. Já os pagamentos
efetuados muito antes e muito depois da compra diminuem a atenção sobre o custo e diminuem o
consumo. Ex: ontem você foi à bilheteria do cinema e comprou um ingresso para hoje, contudo
hoje você acordou gripado. Provavelmente você irá ao cinema mesmo assim. Contudo, se o
ingresso tivesse sido comprado há 6 meses, provavelmente você não iria ao cinema.

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− Pacotes de preços: muitas empresas oferecem pacotes para aumentar a demanda. Isso
incentiva a demanda de curto prazo, mas pode reduzir o consumo. Ex.: Venda de pacotes para
temporadas esportivas. O cliente que compra um pacote para eventos possui dificuldade em
atribuir o custo a cada evento em separado, e isso pode comprometer o consumo.

CUIDADO COM O PREÇO


(NAGLE, Thomas. HSM Management, n. 21, p.12-17, jul-ago 2000)
Na ânsia de vender mais as empresas estão criando um clima de negociação de preços com seus
clientes que é prejudicial para todos. Os clientes acabam ignorando o valor do produto; pensam
apenas se esse é o melhor preço que podem conseguir.
O preço deve retomar a sua função original: viabilizar a rentabilidade. Para isso é necessário
que a empresa se concentre em criar valor para os clientes.
A fixação de preço é a última decisão que um executivo toma, porém, a mais importante. Uma
empresa não deve lançar um produto porque o cliente a deseja, mas por achar que pode ganhar
muito dinheiro com ele. Se o produto que o cliente almeja não for algo que ofereça vantagem
competitiva para a empresa, ela até poderá colocá-lo no mercado, mas assim que o fizer começará a
ter prejuízo.
O bom marketing é o marketing rentável. Para gerir uma empresa com rentabilidade é preciso
pensar em lucros. Se participação no mercado levasse à rentabilidade, a General Motors seria a
empresa mais rentável do mundo. É a rentabilidade que determina a participação no mercado (o
crescimento) e não o contrário.
Para obter vantagem competitiva as empresas podem optar por: aumentar a produtividade, reduzindo
o custo e assim reduzir o preço, ou, adicionar valor aos produtos e vende-los a preços mais altos.
Erros que se cometem no ato de fixar o preço:
1. Avaliar as vendas cliente por cliente: o raciocínio é com base em vendas incrementais : “se
fizermos essa venda, teremos mais lucro do que se não a fizermos”. O raciocínio correto é o
de verificar o impacto dessa decisão para as vendas futuras. Será que os demais clientes
estarão dispostos a pagar mais se foi aberta a possibilidade de pagar menos?
2. Como os concorrentes reagirão a suas decisões. Redução de preços são facilmente
copiadas pelos concorrentes. Nesse caso a vantagem é eliminada e os preços ficam
rebaixados para sempre.
3. Muitas empresas se prendem na rentabilidade do produto, mas devem raciocinar em termos
de rentabilidade do cliente. Clientes que compram volumes grandes com margem menor são
geralmente preferíveis a clientes que compram baixos volumes com altas margens.
O treinamento do vendedor deveria ser mudado: hoje os incentivos são feitos com base no montante
de vendas. Os vendedores devem aprender a vender o produto pelo seu valor de uso, e não pelo
prazo e preço do mesmo. Negociar descontos e prazos pode diminuir a rentabilidade.
Muitas vezes o preço mais alto transmite a idéia ao comprador de que esse produto é mais desejável
e de melhor qualidade comparado com um produto que tenha um preço mais baixo. O preço influi
bastante no significado simbólico da compra. Para produtos, um desconto é prejudicial. Ex.: Ao sair
para jantar com alguém “especial”, mesmo tendo um cartão de bônus certamente não será utilizado
no ato do pagamento, pois dará uma conotação de menor significância ao encontro. Nesse caso se
consome uma experiência e não um produto.
O produto deve fornecer uma experiência ao cliente. Nesse caso o preço perderá importância
econômica e o produto ganhará significado aos olhos do cliente.

O QUE O CONSUMIDOR VALORIZA?


(Kearney, A.T. HSM Management, ano 8, n. 44, mai-jun 2004)
Qual o preço máximo que o cliente está disposto a pagar?Como abordar as diferentes definições de
valor de diferentes clientes? O sonho de toda empresa é definir o preço de seus produtos e serviços
com base no que os clientes estão dispostos a pagar. Muitas metodologias têm sido propostas para
isso, mas a questão continua sendo de difícil solução. Segundo a firma de consultoria A.T. Kearney,
preço e valor são conceitos ainda separados, mas que devem andar mais juntos.

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O CUSTO DA QUALIDADE E O PREÇO DO NÃO CUMPRIMENTO


(Por Philip Crosby. Fonte: http://www.philipcrosby.com.br/pca/artigos/cdqepnc.htm)
Durante uma sessão de perguntas e respostas, em uma de minhas recentes palestras, me
perguntaram porque insisto em falar do "Preço do Não Cumprimento" quando quase todo o mundo
fala do "Custo da Qualidade". Grande parte do tempo da palestra foi usado para falar sobre o novo
workshop interativo do Quality College que mostra como identificar e calcular o PNC (Preço do Não-
Cumprimento) e como implantar um sistema para monitorá-lo.
Em fins da década dos anos 50 assisti a um seminário onde apresentaram um estudo de caso
desenvolvido pela General Electric, na época em que o Armand Feigenbaum (guru do conceito da
qualidade total) estava alí. O caso comparava duas linhas de montagem utilizando medições
financeiras. Foi a primeira vez que eu vi o dinheiro e a qualidade combinados para obter alguma coisa
mensurável; isso me fez pensar. Após algum tempo, cheguei a conclusão que os profissionais da
qualidade e a Direção enxergavam o Custo da Qualidade como uma espécie de imposto ou taxa
sobre a "boa qualidade". Eles analisavam os números para determinar qual seria o nível adequado
para cada tipo de negócio. Nenhuma ação de melhoria resultava da análise e, de fato, nenhuma
empresa o utilizava, exceto em casos isolados em aplicações de produtos e linhas de produção.
Em 1965, escrevi "Cutting the Cost of Quality" (Reduzindo o Custo da Qualidade) visando mostrar
como a medição podia ser utilizada para implantar a prevenção como o caminho para a melhoria da
qualidade. O livro não foi bem recebido pela comunidade da qualidade convencional, mas teve um
número suficiente de leitores para ser reimpresso em 1990 numa edição especial do 25 aniversário.
Quando fui trabalhar na ITT, em 1965, como diretor corporativo de Qualidade, percebi que teria que
encontrar uma maneira para comunicar-me com a Direção sobre a qualidade em termos econômicos
e financeiros. As fórmulas do Custo da Qualidade que definem falhas internas e externas, custos de
prevenção e outros os confundiam. Não estabeleciam orientações para ações. Em seguida, defini que
a Qualidade é o "Cumprimento dos Requisitos" e que a "Não-Qualidade" é o "Não Cumprimento dos
Requisitos". Assim a questão transforma-se em: "Quanto custa não cumprir com os requisitos que
determinamos para produzir os produtos e serviços de nossa organização? Quanto é o PNC (Preço
do Não-Cumprimento)?"
O PNC poderia ser integrado ao sistema de contabilidade, uma vez que definimos as ações que não
seriam mais necessárias, se fizéssemos tudo de acordo com o combinado. O departamento de
Finanças podia informar o PNC de cada divisão, linha de produtos e da corporação como um todo. O
resultado foi que descobrimos que o PNC era um valor imenso, equivalente a cerca de 25% das
receitas, comparado com os 3% ou 4% indicados pelas avaliações do Custo da Qualidade. O
resultado principal disto foi que ficava fácil identificar as áreas que necessitavam de ações corretivas.
Prestando atenção a essas medições e agindo em função delas, em poucos anos, a ITT reduziu o
PNC para um nível abaixo de 6%. Depois disso, nunca mais tive nenhum problema em conseguir a
atenção da Direção em relação a Qualidade
Em 1979, inclui informações sobre o PNC em meu livro "Quality is Free" (Qualidade é Investimento).
O grande interesse gerado entre os executivos de outras empresa e a recepção que meu livro teve,
levou-me a fundar a Philip Crosby Associates Inc. e o Quality College onde ensinamos as empresas
clientes a entender e gerenciar a qualidade. O assunto chave é o Preço do Não-Cumprimento, com
ele, podem medir seu sucesso, ou seu insucesso.
Em resumo o Custo da Qualidade é visto como um imposto sobre a "boa qualidade". O PNC é uma
medida que a Direção pode usar para tratar da Qualidade da mesma maneira que tratam de todos os
outros componentes de seu trabalho.
Exemplos de Preço do Não-Cumprimento: Refugo, Sucata, Retrabalho, Máquinas paradas,
Capacidade ociosa, Serviços não planejados, Manutenção corretiva, Demoras, Horas extras,
Atendimento de reclamações, Trocas e devoluções, Estoques obsoletos, Excesso de burocracia,
Reconciliações, Duplicação de esforços.

ECONOMIA DE ESCALA
Os manuais de economia ensinam que há economia de escala quando os custos médios de longo
prazo diminuem ao aumentar a produção, tornando as empresas maiores mais eficientes que as
menores.
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Exemplos:
- fusões e incorporações em bancos brasileiros;
- a Infoglobo Comunicações, responsável pela publicação dos jornais O Globo e Diário de
S.Paulo, centralizou todas as operações de suprimentos, como compras, logística,
armazenagem e outras, numa só Central de Compras. Ou seja: a atividade de compras
propriamente dita está situada em um contexto mais amplo, a área de suprimentos, que
abrange também outras atividades, como negociação, trazer e colocar nos almoxarifados as
matérias-primas e materiais, estocagem, etc. Desse modo, a área de suprimentos acaba
prestando serviços a todos os produtos e unidades de negócios do grupo Infoglobo. Na
verdade, a Central de Compras engloba todas as atividades de suprimento e todas as
atividades industriais, de recursos humanos, departamentos jurídico, financeiro, etc. Segundo
o diretor de Tecnologia e Operações, Paullo Novaes, os resultados são excelentes, pois
todos os problemas foram superados e conseguiu-se redução de custos, além de outras
vantagens adicionais, como uma fluidez maior; (http://www.anj.org.br)
- além da Central de Compras, a Infoglobo adotou o conceito da Mesa de Compras. No se trata
de um departamento físico, de um local existente dentro da empresa, mas de um instrumento
gerencial na área de suprimentos, que se constitui num grupo de trabalho que se reúne a
cada necessidade. Por exemplo: se é preciso contratar serviços de manutenção de limpeza, a
área responsável pelo assunto limpeza aciona o processo. Então, esse grupo se reúne e
cada usuário de produtos e serviços expõe suas necessidades: se acha preciso trocar a
empresa de limpeza ou se tem uma idéia de fazer esse trabalho de maneira mais eficiente.
Dos grupos participam sempre membros das diversas áreas – departamento jurídico,
financeiro, e outros –, conforme os assuntos a serem tratados. Cada área dá a sua opinião e,
se houver uma divergência muito grande, a questão é levada à diretoria, para a decisão final.
Paulo Novaes explica que o termo tornou-se até uma gíria da casa, pois todos dizem “vamos
chamar a mesa de compras”, como se ela existisse fisicamente. (http://www.anj.org.br)
- a Folha de S. Paulo se uniu ao seu principal concorrente, O Estado de S. Paulo, para a
criação de uma empresa comum de distribuição de jornais e outros produtos. A distribuidora
resultante dessa soma de esforços está funcionando com sucesso, sendo o exemplo de um
modelo que poderá ser adotado por outras empresas;
- em laboratórios a consolidação de diversas empresas, constituindo uma única central de
exames para atingir maior escala e assim obter melhor relação custo – benefício dos
equipamentos é cada vez mais adotada no setor para superar as dificuldades financeiras .

EXERCÍCIOS – parte 6

1. Quais são os principais fatores que influenciam a formação do preço de um produto ou


serviço?

2. Qual é a importância de conhecer, em detalhes, os custos de um produto ou serviço para


a posterior definição do preço de venda?

3. Uma empresa industrial que fabrica malas de couro calcula o preço de venda adicionando
ao custo total de produção o valor da remuneração mensal equivalente a 30% do capital
próprio empregado. Sabendo-se que o custo total do mês foi de $ 1.345.000, para uma
produção de 40.000 unidades, e que o capital próprio é de $ 250.000, pode-se afirmar que o
preço de venda unitário é de: (Perez Jr, Oliveira e Costa, 2001)
R: 35,50

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4. Uma indústria de amortecedores, através de uma pesquisa de mercado, solicitou que se


verificassem seus níveis de venda a diversos preços possíveis para seu produto, sendo que,
depois de algum tempo obteve a seguinte resposta:
Preço por unidade R$ Qtde que seria vendida por mês
R$ 200,00 60.000
R$ 220,00 54.000
R$ 240,00 48.000
R$ 260,00 42.000
R$ 280,00 36.000
R$ 300,00 30.000

A empresa vende seus amortecedores a R$ 220,00/u, e de fato conseguia colocar no


mercado em torno de 54.000 amortecedores por mês, sendo que sua capacidade de
produção é de 60.000 u/mês.
Seus custos diretos são os seguintes (em R$):
Matéria-prima: 110 por unidade
Embalagem: 28 por unidade
Mão-de-obra direta: 300.000 (custo fixo)

Seus custos indiretos de produção e despesas são (em R$):


Supervisão da fábrica: 100.000
Depreciação das máquinas de produção: 900.000
Despesas da administração geral: 200.000
Comissões sobre vendas: 10%
A empresa deseja obter um lucro de R$ 2.000.000 por período. Pede-se:
a) Qual é o valor do lucro que a empresa obtém com as vendas atuais (pelo Custeio
Variável)?
b) Qual é o valor máximo da Margem de Contribuição total que a empresa pode obter
com as instalações atuais?
c) Qual é o valor da Margem de Contribuição total se praticar o preço de 300?
d) Qual é o preço de venda que lhe maximiza o lucro e qual é o lucro máximo que a
empresa conseguirá obter?

5. Por meio de uma pesquisa de mercado uma indústria de motores solicitou que se
verificassem seus níveis de venda a diversos preços possíveis para seu produto. Depois de
algum tempo obteve a seguinte resposta:

Preço por unidade R$ (com Qtde que seria vendida por mês
impostos)
R$ 400,00 7.000
R$ 450,00 5.000
R$ 500,00 4.000
R$ 540,00 3.500
R$ 570,00 3.000
R$ 600,00 2.400

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A empresa vende seus motores a R$ 500,00/un e, de fato, consegue colocar no mercado


em torno de 4.000 motores por mês, sendo que sua capacidade de produção é de 5.000
un/mês. A empresa não pode vender motores a preço inferior a R$ 400,00, pois sua
margem de contribuição ficaria negativa.

Para vender mais unidades do que sua capacidade de produção, a empresa precisa investir
em novas máquinas, o que geraria custos adicionais de R$ 20.000 referente depreciação e
acréscimo de 20% nos custos de mão-de-obra direta.

Seus custos e despesas são os seguintes:


Matéria-prima: R$ 250 por unidade
Embalagem: R$ 15 por unidade
Mão-de-obra direta: R$ 280.000 fixos mensais
Supervisão da fábrica: R$ 40.000 fixos mensais
Depreciação das máquinas de produção: R$ 80.000 fixos mensais
Despesas da administração geral: R$ 100.000 mensais
Comissões sobre vendas: 3 % sobre o preço de venda
ICMS: 17% sobre o preço de venda

Informação adicional: não há estoques iniciais ou finais.

Pede-se:
a) Considerando o preço atual, quantos motores a empresa deve vender para não ter
lucro nem prejuízo?
b) Considerando o Custeio Variável, qual é o valor do lucro que a empresa obtém com
as vendas atuais?
c) Qual é o valor máximo da Margem de Contribuição total que a empresa pode obter
com as instalações atuais?
d) Qual é o preço de venda que lhe maximiza o lucro e qual é o lucro máximo que a
empresa conseguirá obter (Custeio Variável)?
e) O gerente de marketing da empresa acredita que se houver investimento mensal de
R$ 200.000 em publicidade as vendas aumentarão para 7.000 unidades e o preço
poderá ser mantido em R$ 500,00. Esta é a melhor alternativa para aumentar o lucro
da empresa? Por quê?
f) Sabendo que a empresa paga, atualmente, R$ 50.000 mensais relativos a
amortização de empréstimos, qual é o ponto de equilíbrio financeiro se o preço por
unidade for de R$ 500,00 e não houver despesas de publicidade (item “e)?

6. Pesquise sobre terceirização e Escreva “V” quando for Vantagem e “D” quando for
Desvantagem para a empresa.
( ) desenvolvimento econômico ( ) desconhecimento da alta administração
( ) especialização de serviços ( ) resistências e conservadorismo
( ) competitividade ( ) dificuldade de se encontrar a parceria ideal
( ) busca de qualidade ( ) risco de coordenação dos contratos
( ) aprimoramento do sistema de custeio ( ) falta de parâmetros de custos internos
( ) diminuição do desperdício ( ) custo de demissões
( ) valorização dos talentos humanos ( ) conflitos com os sindicatos
( ) agilidade das decisões ( ) desconhecimento da legislação trabalhista
( ) menor custo ( ) maior lucratividade e crescimento

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7. (Martins, 2003) Assinale “V” para Verdadeira e “F” para Falsa, nas seguintes afirmativas:

( ) Custos controláveis são aqueles que estão sob total controle do diretor da empresa.
( ) Um erro grave ao se implantar um sistema de custos é a falta de qualificação e
competência do pessoal envolvido.
( ) Sistemas de custos prontos (pacotes), podem dar bons resultados em empresas de
processo de produção semelhante e com necessidade de informação parecida.
( ) Para fixar o preço de venda de um produto, é preciso saber seu custo, além de
outras variáveis.
( ) Entre os objetivos da fixação do preço de venda estão a penetração no mercado, a
pronta recuperação de caixa, a promoção de determinados produtos, a eliminação da
concorrência, a maximização do lucro, entre outras.
( ) Para fixar o preço de venda é necessário saber a demanda, o preço dos
concorrentes e o custo variável exato de produção.
( ) Ao terceirizar uma atividade, a empresa deve ter o cuidado para não terceirizar sua
principal atividade.
( ) Um dos maiores diferenciais para uma empresa na implantação de um sistema de
custos, é a criação de uma cultura entre seus colaboradores.
( ) Para a implantação de um sistema de custos, diversos métodos de custeio podem
ser utilizados simultaneamente.

REFERÊNCIAS
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BOLETIM IOB. Aplicação do conceito de margem de contribuição a várias decisões. Boletim


26. São Paulo, jun. 2006.
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<http://www.philipcrosby.com.br/pca/artigos/cdqepnc.htm>. Acesso em: 20. 07.2006.
DUTRA, René Gomes. Custos: uma abordagem prática. 5. ed. São Paulo: Atlas, 2003.

GOURVILLE, John e SOMAN, Dilip. O consumidor e os preços. HSM Manangement, São


Paulo, n. 37, p. 66-71, mar./abr. 2003.
KEARNEY, A.T. O que o consumidor valoriza?. HSM Management, São Paulo, n. 44,
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e gerentes. Rio de Janeiro: Campus, 1996.
MARTINS, Eliseu. Contabilidade de custos. 9. ed. São Paulo: Atlas, 2003.

_____. Contabilidade de custos: livro de exercícios. 6. ed. São Paulo: Atlas, 2003.
NAGLE, Thomas. Nunca se negocia preço. HSM Management, São Paulo, n. 33, p. 66-71,
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_____. Cuidado com o preço. HSM Management, São Paulo, n. 21, p.12-17, jul./ago. 2000.
PEREZ Jr. José H., OLIVEIRA, Luiz M., COSTA, Rogério G. Gestão estratégica de custos.
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A0A603256D520059BE86. Acesso em: 05 fev. 2006.

SHANK, John K., GOVINDARAJAN, Vijay. A revolução dos custos. 6.ed. Rio de Janeiro:
Campus, 1997.
VANZELLA, Clailde. Metodologia para implantação da contabilidade por atividades em
empresas distribuidoras de energia elétrica. 2003. 210 f. Dissertação (Mestrado em
Engenharia de Produção) - Curso de Pós-Graduação em Engenharia de Produção,
Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis.

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