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FISIOLOGIA CELULAR

Prof. Ms. RODRIGO A. MONTEZANO V. LACERDA

FATEGÍDIO – TEÓFILO OTONI, MG

PRIMEIRA PARTE

INTRODUÇÃO À FISIOLOGIA:

A Fisiologia é o estudo das funções das matérias vivas do corpo humano.


Seu objetivo principal é explicar os fatores químicos e físicos que ocorrem
nos sistemas, responsáveis por origem, desenvolvimento e continuação da
vida.

OBS: O homem é um ser autônomo pq é dotado de sensibilidades,


sentimentos e conhecimento, esses atributos fazem parte da seqüência
automática da vida, e são esses atributos que nos permitem existir, pois
são eles quem nos conduzem à busca de energia vital. Por exemplo a fome
nos leva à busca de comida, etc.

A CÉLULA

Def. das cel.

É a unidade básica da vida e do organismo, e cada órgão é um agregado de


células. Existem aproximadamente, 75 trilhões de células em nosso
organismo, estas com funções, e formas variadas. Ex: cel. Vermelhas →
transportam O2 dos pulmões p/ os tecidos.

Todas as células precisam de alimentos, nutrientes p se manterem vivas,


essas por sua vez utilizam quase sempre os mesmos nutrientes. E, a
principal fonte de alimento das cel. É o O2.

ESEMPLO: O O2 combinado com o Carboidrato, com a gordura, com a


Ptn, vão liberar energia. Após feito essa combinação, a cel. lança os
produtos finais dessa combinação nos líquidos que as circundam/;
membrana citoplasmática e membrana nuclear.
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Composição das Cel.:

As cel. são formadas por:

Protoplasma: Águas, Eletrólitos, Ptn; Lipídeos e Carboidratos

Membrana Celular;

Membrana Nuclear;

Retículo Endoplasmático;

- Ret. End. Liso

- Ret. End. Rugoso

Citoplasma e organelas;
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Mitocôndrias;

Lisossomos;

Núcleo.

PROTOPLASMA:

- Ptn depois da água é a matéria mais abundante, e é dividida em:

ptn estruturais: estão presentes na membrana celular,


envoltório nuclear, retícuilo endoplasmático e mitocôndrias. Tem a
consistência de tecido fibroso, por ser fibrilar, e fornece uma
determinada resistência, a resistência têxtil. Exemplo: Cabelo

enzimas: são ptn isoladas ou agregadas em formas globurales.


São solúveis na maioria das vezes. Em contato com outras ubstâncias
catalizam reações químicas. Ex: reações que degradam glicose
combinadas com O2 formam CO2 e H2O → ATP.

- Lipídios: Triglicerídeos, fosfolipídios e colesterol, combinam-se


com o H2O.

- Carboidratos: Ex: Glicose → Glicogênio → Carboidrato.

ATP.

MEMBRANA CELULAR:

É delgada e elástica, e é composta por ptn, lipídios e polissacarídeos.

A presença de polissacarídeos nas superfícies, torna a membrana


hidrolífica, e o centro lipídico torna a membrana impermeável,
principalmente em substâncias insolúveis em lipídios.

Os fosfolipídios são a porção gordurosa da mol e é atraída pela parte


lipídica central, já a outra parte é atraída pela ptn, que é a parte polar
(ionizante) da mol fosfolipídica, ligada eletroquimicamente com as
camadas externas e internas das ptn. O fosfolipídeo, fosfato (PO4-3)
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associado a lipídios(gorduras). São os principais componentes das


membranas celulares. A região do fosfato("cabeça") se encontra
eletricamente carregada (região polar) enquanto que as duas cadeias de
ácidos graxos(pertencentes ao lipídio)não apresentam carga elétrica (região
apolar).

A fina camada de mucopolissacarídeo na face externa da membrana cel faz


com que o lado externo seja diferente do lado interno, polarizando a
membrana.

FUNÇÕES DA PORÇÃO PROTEICA:

a) contribuir p resistência estrutural da membrana;


b) age como enzimas para promover reações químicas;

c) age como ptn carreadora p o transporte de substâncias através da


membrana;

d) forma interstícios mol na substância lipídica, e, portanto, estabelece


poros através da membrana.

OBS.: Acredita-se que é através desses poros que substâncias de


tamanho muito pequeno como por exemplo H2O e uréia passam com
facilidade entre o interior e o exterior da cel.

MEMBRANA NUCLEAR

É constitu´pida de 2 membranas “unitárias”, uma circundando a outra,


com amplo espaço entre elas. Cada membrana é quase idência à
membrana celular, possuindo lipídeos no centro e ptn em suas duas
superfícies, mas não apresentam mucopolissacarídeo. Possui grandes
poros, chamados de orifícios com grande diâmetro em ANGOSTROMS.
Estes por fim permitem que quase todas as substâncias dissolvidas
movem-se com facilidade entre os lipídeos do núcleo e os do
citoplasma.
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RETÍCULO ENDOPLASMÁTICO

Retículo endoplasmático (RE): atua como transportador de


substâncias. Há duas formas: O R.E. liso, onde há a produção de
lipídios, e o R.E. rugoso, onde se encontram aderidos a sua superfície
externa os ribossomos, sendo local de produção de proteínas, as quais
serão transportadas internamente para o Complexo de Golgi.

O complexo de Golgi é uma região especializada do RE e tem a fç de


armazenar temporariamente e conensar substâncias de secreção e
prepará-las para secração fiunal. Além disso sintetiza carboidrato para
formar Glicoproteínas, está envolvido na formação dos lisossomos,
organelas citoplasmáticas importantes para a digestão intracelular.

MITOCÔNDRIAS:

É uma Organela formada por duas membranas lipoprotéicas. Dentro delas


se realiza o processo de extração de energia dos alimentos que será
armazenada em moléculas de ATP (adenosina trifosfato). É o ATP que
fornece energia necessária para as reações químicas celulares.

LISOSSOMOS
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É uma estrutura que apresenta enzimas digestivas capazes de digerir um


grande número de produtos orgânicos. Realiza a digestão intracelular. É
importante nos glóbulos brancos e de modo geral para a célula já que
digere as partes desta (autofagia) que serão substituídas por outras mais
novas, o que ocorre com freqüência em nossas células.

NÚCLEO

Uma das principais características da célula eucarionte é a presença de um


núcleo de forma variável, porém bem individualizado e separado do
restante da célula:

Ao microscópio óptico o núcleo tem contorno nítido, sendo o seu interior


preenchido por elementos figurados. Dentre os elementos distingem-se o
nucléolo e a cromatina.

Quando uma célula se divide, seu material nuclear (cromatina) perde a


aparência relativamente homogênea típica das células que não estão em
divisão e condensa-se numa serie de organelas em forma de bastão,
denominadas cromossomos. Nas células somáticas humanas são
encontrados 46 cromosssomos.

Há dois tipos de divisão celular: mitose e meiose . A mitose é a divisão


habitual das células somáticas, pela qual o corpo cresce, se diferencia e
realiza reparos. A divisão mitótica resulta normalmente em duas células-
filhas, cada uma com cromossomos e genes idênticos aos da célula-mãe. A
meiose ocorre somente nas células da linhagem germinativa e apenas uma
vez numa geração. Resulta na formação de células reprodutivas (gametas),
cada uma das quais tem apenas 23 cromossomos.

DIVISÃO CELULAR:
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Processo pelo qual as células de animais se dividem, produzindo, cada


uma, duas células idênticas à original. A reprodução de células-filhas iguais
à original tem como finalidade repor as células mortas no organismo, ou
possibilitar o aumento do número delas nos processos de crescimento.
Outro processo de divisão celular é a meiose, que produz duas células com
metade dos cromossomos da célula-mãe.

No período que antecede a mitose, ocorre a duplicação dos cromossomos,


numa fase denominada de interfase. Então, os filamentos simples de
cromossomos passam a ser duplos, recebendo o nome de cromátides. Nas
células humanas, os 23 cromossomos passam a ser 23 pares, unidos por um
ponto denominado centrômero.

A divisão da célula realiza-se em cinco diferentes fases: prófase,


prómetafase, metáfase, anáfase e telófase.

MITOSE

Prófase – No núcleo da célula, os cromossomos condensam-se e passam a


ser cada vez mais curtos e grossos. No citoplasma, massa fluida dentro da
célula na qual o núcleo está mergulhado, os dois centríolos (organóides que
se localizam junto ao núcleo e respondem pelo movimento dentro das
células) se duplicam e começam a migrar em direções opostas.

Prometáfase – A membrana nuclear rompe-se e os cromossomos espalham-


se pela célula. Estes irão se prender no conjunto de fibras, cujas
extremidades terminam próximas aos centríolos, agora já localizados em
pólos opostos na célula.

Metáfase – O conjunto de fibras, denominado fuso acromático, forma uma


"ponte" entre os dois centríolos, que estão localizados nas extremidades da
célula. As cromátides permanecem no meio da célula.

Anáfase – Os centrômeros rompem-se, os pares de cromossomos separam-


se em lotes idênticos e são puxados para os pólos opostos da célula na
direção dos centríolos, indo constituir o núcleo das células-filhas.

Telófase – Os cromossomos de cada pólo entrelaçam-se, de modo que não


se pode mais distingui-los separadamente, até ficarem invisíveis e serem
envolvidos dentro de um novo núcleo. As fibras do fuso desaparecem e a
célula começa então a se dividir, dando origem a duas células
independentes.
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MEIOSE:

Processo de divisão celular no qual células diplóides, ou seja, com dois


lotes de cromossomos, dão origem a quatro células haplóides, com apenas
um lote de cromossomos.

Essa forma de divisão possibilita a formação dos gametas (células sexuais).


Nas células humanas diplóides existem 46 cromossomos. Através da
meiose, elas passam a ter 23 cromossomos. No processo de fecundação
humana, ocorre a união de dois gametas dos pais, resultando em um ovo
com 46 cromossomos. A meiose é responsável pela diversificação do
material genético nas espécies. A reprodução sexuada permite a mistura de
genes de dois indivíduos diferentes da mesma espécie para produzir
descendentes que diferem entre si e de seus pais em uma série de
características.

A meiose ocorre em duas etapas que, por sua vez, se subdividem em


prófase, prómetafase, metáfase, anáfase e telófase. A fase que antecede a
meiose é conhecida como interfase, quando os cromossomos da célula se
duplicam e se apresentam como filamentos duplos, as cromátides.

Prófase 1 – Os cromossomos homólogos, ou seja, que possuem a mesma


forma e constituição, se juntam formando pares. Cada par de cromossomos
é composto por quatro cromátides, ligadas por dois centrômeros, que são
pontos que as unem. Nesse estágio existe uma recombinação do material
genético, denominado como permuta ou crossing-over.

Prometáfase 1 – As cromátides tomam forma espiral. A membrana do


núcleo desaparece, fazendo com que elas se espalhem no meio da célula.

Metáfase 1 – As cromátides encontram-se presas por um conjunto de fibras,


denominadas fuso acromático.

Anáfase 1 – Os grupos de quatro cromátides separam-se em grupos de dois,


sendo levados cada um deles aos pólos opostos da célula.

Telófase 1 – Os cromossomos condensam-se e os pólos da célula


reorganizam-se em dois novos núcleos. Logo depois a célula divide-se em
duas, dando fim à primeira fase.

A segunda fase da meiose é mais simples.

Prófase 2 – Os núcleos das duas células desaparecem e as cromátides


espalham-se pelo citoplasma.
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Metáfase 2 – O fuso acromático ocupa as regiões centrais, mantendo presas


as cromátides na região equatorial da célula.

Anáfase 2 – O ponto que une os pares de cromátides se parte, dividindo-as.


Cada um começa, então, a ser puxado para os pólos opostos.

Telófase 2 – Os cromossomos condensam-se, os núcleos reaparecem e o


citoplasma, massa fluida dentro da célula na qual o núcleo está
mergulhado, se divide dando origem a duas novas células.

SEGUNDA PARTE

Membrana e Permeabilidade Celular

A membrana separa a célula do ambiente

Uma célula tem composição química diferente da do ambiente que


a rodeia. Tomemos o caso de uma ameba que vive na água de uma lagoa:
algumas substancias típicas da ameba, como açucares proteínas e ácidos
nucléicos, não se encontram na água da lagoa. No entanto, existem algumas
substancias idênticas na ameba e no liquido em que ela vive como, por
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exemplo, íons de sódio, potássio e magnésio. Mesmo assim, essas


substancias estão em concentrações muito diferentes dentro e fora da
célula.
Quais fatores fazem à ameba manter sua individualidade e continuar
claramente diferente em relação ao meio externo, quanto à composição? A
resposta é simples: envolvendo a célula amebiana, existe um “envelope
especial”, a membrana plasmática, encarregado de regular às trocas de
substâncias entre a ameba e o meio. É como se a membrana estivesse
constantemente tomando decisões sobre o que deve entrar e o que deve sair.
Diz-se que a membrana plasmática tem permeabilidade seletiva.

Estrutura e Composição da Membrana Celular

As moléculas lipídicas constituem 50% da massa da maioria das


membranas de células animais, sendo o restante, constituído de proteínas.
As moléculas lipídicas são anfipáticas, pois possuem uma extremidade
hidrofílica ou polar (solúvel em meio aquoso) e uma extremidade
hidrofóbica ou não-polar (insolúvel em água).

Os três principais grupos de lipídios da membrana são os fosfolipídios, o


colesterol e os glicolipídios.
Os fosfolipídios possuem uma cabeça polar e duas caudas de
hidrocarboneto hidrofóbicas (característica que confere a dupla camada
lipídicas). As caudas são normalmente ácidos graxos com diferenças no
comprimento, o que influi na fluidez da membrana.
As moléculas de colesterol aumentam as propriedades de permeabilidade
das duplas camadas lipídicas. Ela torna a bicamada lipídica menos sujeita a
deformações, e assim, diminui a permeabilidade da membrana.
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Os glicolipídeos auxiliam na proteção da membrana plasmática em


condições adversas, como pH baixo. Sua presença altera o campo elétrico
através da membrana e das concentrações dos íons na superfície da
membrana. Acredita-se que essas moléculas participem dos processos de
reconhecimento celular, e alguns glicolipídeos propiciam pontos de entrada
para algumas toxinas bacterianas.
A membrana plasmática não é uma estrutura estática, os lipídios movem-se
proporcionando uma fluidez à membrana. Os lipídios podem girar em torno
de seu próprio eixo, podem difundir-se lateralmente na monocamada,
migrar de uma monocamada para outra (flip-flop) que acontece raramente,
e movimentos de flexão por causa das cadeias de hidrocarbonetos.

A fluidez da membrana plasmática depende também da temperatura e da


quantidade de colesterol, pois quanto maior a temperatura e maior
quantidade de colesterol, a membrana é menos fluida.

Proteínas da Membrana

As proteínas de desempenham a maioria das funções específicas das


membranas. São elas que conferem as propriedades funcionais
características de cada tipo de membrana. As proteínas de membrana
podem ser:
Proteínas transmembrana: atravessam a bicamada lipídica e são
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anfipáticas. Elas podem atravessar a membrana uma única vez (proteína


transmembrana de passagem única) ou então atravessando várias vezes a
membrana (proteína transmembrana multipassagem). As proteínas
transmembrana podem ser em a hélice ou arranjados como barris b (figura
abaixo). Podem ter a função de transportar íons, funcionar como receptores
ou como enzimas. A grande maioria das proteínas de membrana
multipassagem das células eucarióticas e da membrana bacteriana é
formada por a hélices transmembrana, enquanto as barris b se restringem
principalmente às membranas externas das bactérias, das mitocôndrias e
dos cloroplastos.

Proteínas periféricas: se prende a superfície interna e externa da


membrana plasmática através de vários mecanismos.

Estudos realizados com eritrócitos (células vermelhas do sangue) revelaram


que a maioria das proteínas periférica ligada à membrana dos eritrócitos,
ligada ao lado citozóico da bicamada lipídica é a espectrina, uma proteína
longa, fina, em forma de bastão, sendo o principal componente do
citoesqueleto subjacente à membrana, mantendo a integridade estrutural e a
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forma bicôncava desta célula.


A glicoforina é uma glicoproteína transmembrana dos eritrócitos, de
passagem única com a maior parte de sua massa na superfície externa da
membrana. Sua função ainda é desconhecida.
A proteína banda 3 é uma proteína multipassagem que tem a importante
função de transportar O2 dos pulmões para os tecidos e auxiliar o
transporte de CO2 dos tecidos para os pulmões. O CO2 é transportado no
plasma sanguíneo como bicarbonato (HCO3-), a proteína banda 3 atua
como transportador de ânions que permite que o HCO3- atravesse a
membrana em troca do Cl-.
As proteínas de membrana estão geralmente associadas a carboidratos, que
são encontrados como cadeias de oligossacarídeos ligadas covalentemente
às proteínas (glicoproteínas) e a lipídeos (glicolipídeos), ou como cadeias
de polissacarídeos de moléculas de proteoglicanas. O glicocálice é uma
zona onde se encontra vários desses carboidratos na superfície da
membrana.

Trocas entre Célula e Ambiente


As células trocam material com o meio através de dois processos
fundamentais: ou a substancia atravessa a membrana plasmática, ou ela é
envolvida, englobada por ela.

Tipos de Troca Entre a Célula e o Ambiente

Tipo de Material
Processo características
transportado
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Difusão Condição: existir um Gases da respiração e da


simples gradiente de fotossíntese (O2 e CO2),
(incluindo concentrações. A célula água e moléculas
Osmose) não consome energia. orgânicas pequenas.

Condição: existir um
Por Processos
gradiente de
passagem passivos
concentrações e um Açúcares simples
Através da Difusão
transportador de (monossacarídeos) e
Membrana facilitada
membrana protéica. A aminoácidos.
Plasmátic
célula não consome
a
energia.

Condição: existir um
Monossacarídeos,
transportador de
Transporte Ativo aminoácidos e íons
membrana. A célula
diversos (Na+, K+, etc.).
consome energia.

Por Forma-se um vacúolo Partículas liquidas


Engloba Pinocitose alimentar. A célula pequenas (gotículas de
mento consome energia. óleo, macromoléculas).
pela
Membrana Forma-se um vacúolo Partículas sólidas, grandes
Plasmátic Fagocitose alimentar. A célula (restos celulares ou células
a consome energia. inteiras).

Transporte Ativo e Passivo

A bicamada lipídica serve como barreira, permitindo que a célula mantenha


as concentrações de solutos no citosol, que são diferentes do meio
extracelular. Para isso, a membrana desenvolveu mecanismos de transporte
(proteínas carregadoras e de canal), ou tornando-se permeável em favor do
gradiente de concentração.
O transporte passivo ou difusão facilitada ocorre quando as proteínas de
transporte (canal) operam para importar moléculas específicas para dentro
da célula, orientadas somente por um gradiente de concentração. A difusão
pode ocorrer tanto em meios líquidos ou gasosos, em que as moléculas se
movimentam umas em relação às outras. Assim, um perfume pode se
difundir no ar de uma sala de aula; uma colher de açúcar se difunde em um
copo de água; o oxigênio, assim como o gás carbônico, se difunde na água
de um aquário. Em todos esses casos, há uma regra geral: Na difusão, as
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partículas tendem a se mover do local de maior concentração para o de


menor concentração, até que as concentrações se igualem. Um exemplo
prático é colocar bacalhau ou carne seca na água algumas horas antes de
cozinhá-lo, grande parte do sal contido neles irá difundir-se, deslocando na
água e diminuindo a concentração de sal da carne.

Difusão nas células

O fenômeno de difusão pode tanto ocorrer no interior das células quanto


entre a célula e o meio. No interior de uma célula, varias substancias são
constantemente consumidas e outras, são produzidas. Assim por exemplo,
as mitocôndrias produzem CO2, isso faz com que a taxa desse gás no
interior da mitocôndria seja sempre mais alta que nas outras partes da
célula. Dessa forma, o CO2 tende a se espalhar da mitocôndria para o
restante da célula. O caso do oxigênio é o inverso: sendo ele consumido na
mitocôndria, é nela que sua taxa será mais baixa: isso faz com que o
oxigênio aflua das outras partes da célula para a mitocôndria.
A difusão também ocorre entre o ambiente e a célula. Aqui, evidentemente,
existe uma barreira a ser transposta: a membrana plasmática. De modo
geral, quanto menor a molécula que deve passar pela membrana, mais
rápida é a passagem. Assim as moléculas de oxigênio, de gás carbônico, de
água, de açucares simples, íons minerais, aminoácidos, que são de tamanho
relativamente pequeno, penetram na célula ou saem dela com certa
facilidade. Moléculas maiores, como amido, proteínas e lipídios,
normalmente não atravessam a membrana.
A digestão é importante nos animais justamente devido a isso, moléculas
grandes, como o amido e proteínas, que não penetram nas células, são
transformados em moléculas menores, que atravessam a membrana
plasmática, podendo então participar do metabolismo celular.
Veja no caso do oxigênio e do gás carbônico, há difusão não somente no
interior da célula mas também entre a célula e o meio. É fácil entender: o
meio celular, por produzir gás carbônico, é mais rico nesse gás do que o
ambiente. Estabelece-se um gradiente de concentrações entre as células e
ambiente, e o gás sai da célula. O inverso ocorre, evidentemente, com o
oxigênio.
A difusão é um transporte passivo, repare que em todos os casos de
difusão, as moléculas entram na célula ou saem dela sem que esta participe
ativamente dessa passagem; são somente os gradientes de concentração que
permitem a difusão. Por esse motivo, fala-se que a difusão é um transporte
físico, ou passivo.
Osmose é uma difusão especial, na difusão através de membranas, sempre
falamos de substancias que pudessem atravessá-las livremente, devido ao
seu pequeno tamanho molecular. Imaginemos, agora, uma situação em que
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os poros de certa membrana sejam tão pequenos que deixem passar apenas
as moléculas de água, mas não permitam a passagem de soluto. Uma
membrana nessas condições pode ser chamada de membrana
semipermeável.

Conseqüência da osmose nas células: o fenômeno de osmose, embora


puramente físico, influencia sistemas biológicos, como as células. Entre a
célula e as soluções em que ela vive acontecem fenômenos osmóticos
particularmente quando a célula e seu ambiente têm concentrações de
solutos diferentes. Embora a membrana plasmática não seja uma membrana
semipermeável perfeita, já que deixa passar também solutos, a velocidade
de entrada (ou saída) de água é tão grande durante a osmose que a
passagem de soluto, muito menor, perde importância. É neste sentido que a
membrana plasmática é considerada semipermeável. Os resultados da
osmose em células animais podem ser verificados facilmente se colocarmos
uma gota de sangue em três soluções de NaCl, de concentrações diferentes,
e observamos as hemáceas ao microscópio:
A) Numa solução de concentração igual à do interior das células (NaCl a
0,9%), esta células mantêm o mesmo aspecto de quando se encontram na
corrente sanguínea. Aqui, as passagens de água nos dois sentidos são
equivalentes, e as hemáceas não lucram nem perdem água. As duas
soluções (a do exterior e a do interior das hemáceas), por terem forças
osmóticas iguais, são chamadas isotônicas.
B) Numa solução mais concentrada que a do interior das células, estas
perdem água, diminuindo do volume e ficando com aspecto enrugado.
Falamos que a solução externa é hipertônica em relação ao meio interno,
isto é, desenvolve uma força de “sucção” osmótica maior.
C) Numa solução de concentração menor que a do interior das células,
estas ganham água, incham e podem até se romper. Esse processo é
chamado de hemólise (hemo=sangue, lise=quebra). Dizemos então que a
solução externa é hipertônica em relação ao interior da célula, já que ela
exerce uma força de sucção menor.
Esta é a importância dos animais manterem seus líquidos biológicos
(sangue, linfa, liquido extracelular) em concentrações compatíveis com as
de suas células. Quaisquer desvios nessas concentrações podem ocasionar
ora desidratação das células, ora entrada de água em excesso. Vários
mecanismos mantém nos animais o equilíbrio osmótico entre as células e
os líquidos fisiológicos. Por exemplo, excesso de água ou de sais são
corrigidos, no homem, através da excreção pelos rins. Aos mecanismos que
controlam o equilíbrio osmótico chamamos osmorreguladores.

As trocas de água na célula vegetal – A estrutura da célula vegetal


Observe o esquema de célula vegetal proposto a seguir:
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De fora para dentro, verifica-se a presença de uma espessa parede, a


membrana celulósica. Essa membrana é de grande resistência e totalmente
permeável, porém as elasticidades são limitadas. A membrana plasmática
fica logo abaixo da membrana celulósica. O citoplasma não preenche a
célula toda, restringindo-se a uma camada localizada abaixo da parede.
Finalmente, nota-se a presença de um grande vacúolo, espaço ocupado por
uma solução aquosa de sais, açucares e pigmentos.
Na situação de osmose, o conjunto citoplasma+membrana plasmática
funciona como membrana semipermeável (lembra-se que a membrana
celulósica é totalmente permeável). As trocas de água se dão, dessa forma,
entre a solução externa e a solução existente no vacúolo.

As conseqüências da osmose na célula vegetal: imaginemos uma célula


vegetal cuja membrana celulósica não esteja sob tensão, flácida, portanto.
Essa célula é mergulhada em água de torneira, solução salina muito menos
concentrada que a solução vacuolar. Evidentemente, penetra água na célula
por osmose. No entanto, à medida que a célula se enche de água suas
paredes se distendem por sofrerem a pressão hidrostática da água que esta
se acumulando internamente. Repare que quanto mais água houver na
célula, maior se torna a pressão contra as paredes.
Então, a água tende a entrar na célula por osmose e a sair dela por pressão
contra as paredes. Enquanto a tendência para entrar for maior do que a
tendência para sair, a célula continua ganhando água. Quando as duas
forças se equilibrarem, a célula pára de ganhar água. Dizemos que ela ficou
túrgida. Porem a célula para de absorver água, não porque sua
concentração se tenha igualado à do meio, mas porque a membrana
celulósica, tendo chegado ao limite de distensão, resiste à entrada de maior
quantidade de água.

Equação da osmose na célula vegetal


Vimos que nas células vegetais ocorrem duas pressões que atuam no
sentido contrário:
Tendência à entrada: a água do meio tende a penetrar na célula, devido à
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sucção osmótica exercida pelo vacúolo.


Tendência à saída: a água da célula tende sair, devido à pressão que exerce
sobre a membrana celulósica permeável.
Pode-se utilizar, para descrever as duas variáveis desse processo, a seguinte
equação: Sc = Si – M,
Onde Sc =sucção celular; Si = sucção interna e M = resistência da
membrana celulósica.
Em outras palavras, a capacidade de a célula ganhar água (sucção celular)
depende da sucção osmótica do vacúolo (Si), ou tendência à entrada, da
qual se deve descontar a resistência da membrana celulósica (M), que
equivale à tendência à saída.
Esta equação pode ser expressa assim: D.P.D = P.O. – P.T.,
Onde DPD = déficit de pressão de difusão, PO = pressão osmótica e PT =
pressão de turgor.

A água e os diferentes aspectos da célula vegetal

Célula flácida: Nessas condições, a quantidade de água no vacúolo é


insuficiente para pressionar a membrana celulósica, que permanece
“frouxa”.
Célula Túrgida: Quando a célula flácida é colocada em água destilada, a
água entra na célula e distende a membrana. A membrana distendida tende
a impedir o ganho de mais água. A célula se tornou túrgida. Por causa da
resistência da membrana celulósica, uma célula vegetal não se romperá
como um animal.
Célula plasmolisada: Quando a célula flácida é colocada num meio
hipertônico, perde tanta água para o meio que seu vacúolo se contrai,
arrastando o citoplasma, que se desprende em certos pontos da parede
celular. Dizemos que a célula ficou plasmolisada. È claro que esta célula
poderá voltar a seu estado inicial se for colocada numa solução hipotônica.
Falamos então em deplasmólise.
Célula murcha: Em determinadas condições, uma célula vegetal pode
perder água, não por osmose e sim por evaporação. O vacúolo se contrai,
sendo acompanhado nesta deformação pelo citoplasma e pela membrana
celulósica.

Diagrama de Höfler

Este diagrama ilustra muito bem as relações existentes entre o Si da célula,


seu M e seu Sc:
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Este gráfico mostra claramente três situações:


Célula flácida: aqui o volume relativo da célula foi fixado arbitrariamente
em 1. Repare que o valor de M (resistência da membrana) é igual à zero
atmosfera, ou seja, a membrana não oferece resistência nenhuma à entrada
de água. Perceba também que Sc = Si. À medida que a célula ganha água,
esta claro que seu volume relativo aumenta. M torna-se positivo (agora, a
água começa a pressionar a membrana), Si diminui, já que a concentração
da solução vacuolar decresce (por ter entrado água), e Sc também diminui.
Célula túrgida: a resistência da membrana (M) torna-se máxima e igual a
Si (sucção interna). Perceba que Sc, que é resultante de Si e M, fica igual a
zero.
Célula murcha: por evaporação, o volume relativo é menor que 1. O valor
de M se torna negativo. A equação, desta maneira fica assim: Sc = Si -(-M)
ou Sc = Si + M
De fato, no gráfico, Sc é maior que Si, no caso da célula murcha.

Difusão facilitada

Em alguns casos, certas substancias que se difundem através da membrana


penetram na célula mais depressa do que outras, apesar de terem o mesmo
tamanho molecular. Sabemos hoje que existem algumas substancias na
membrana plasmática, as proteínas carregadoras, que tem a função de
transporte.
Esse processo chama-se de difusão facilitada, e é responsável, por exemplo,
pela passagem de açucares e aminoácidos. É a difusão, já que as
substancias passam do local de maior concentração para o de menor; e é
facilitada, porque há moléculas transportadoras que favorecem o processo.
As proteínas de transporte são específicas; isto que dizer que existem tipos
de transportadores específicos para cada substancia. Elas também mudam
de uma célula para outra; isso explica o porquê de células distintas
apresentarem permeabilidade diferente em relação a uma mesma
substancia.
Não se sabe ao certo como funcionam as substancias de transporte.
Acredita-se que possam mudar de forma, conforme estejam ligadas ou não
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àquilo que vai ser transportado. No entanto, pode se afirmar que, na difusão
facilitada:

 O transporte ocorre de acordo com o gradiente de concentrações, isto


é, do lado de maior concentração para o de menor;
 Há participação de moléculas carregadoras específicas, normalmente
proteínas;
 Não ocorre consumo de energia por parte da célula.

O transporte ativo ocorre contra um gradiente de concentração e é mediado


por carreadoras, chamadas de bombas. A atividade bombeadora consome
energia (ATP).

As proteínas que transportam somente um tipo de soluto são denominadas


uniporte, outras depende do transporte de um outro soluto, atuando como
carreadores acoplados, que podem ser simportes (transferência do segundo
soluto na mesma direção) ou antiporte (transferência do segundo soluto na
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direção oposta).

Especializações da Membrana

Microvilosidades: são prolongamentos da membrana plasmática que


aumentam a superfície de absorção das células, contém um glicocálice
desenvolvido e filamentos de actina, que dão sustentação. São encontrados
nas células epiteliais do intestino delgado e rim.

Estereocílios: são prolongamentos da superfície celular, não possuem


mobilidade, aumentam a superfície de absorção das células, facilitando o
transporte de água e moléculas. São encontradas em células epiteliais do
epidídimo e ductos do aparelho genital masculino.
Estruturas de adesão celular: desmossomos e junções aderentes
Estruturas de vedação entre as células: zônula oclusiva
Estrutura de comunicação entre as células: junção comunicante
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