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Patamar de Carga de Energia

2.1
Definição

Uma série de carga de energia normalmente encontra-se em uma base temporal,


ou seja, a cada unidade dessa base tem-se uma informação da série. Considerando uma
base horária ou semi-horária, cada 24 ou 48 unidades de informação, em um dia, dão
origem à curva de carga diária. Os patamares de carga de energia são agregações da
carga de energia em intervalos horários, e estes são pré-estabelecidos com o objetivo de
simplificar a quantidade de informações utilizadas nas análises e procedimentos de
fenômenos que ocorrem na operação de sistemas elétricos. .
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A tabela 2 apresenta os horários de ocorrência dos patamares de carga de energia


leve, media e pesada ao longo de uma semana, nos períodos com e sem horário de
verão. Esta tabela é utilizada no setor elétrico há muitos anos [16], e foi concebida com
base em estudos realizados por técnicos do setor elétrico brasileiro.

Tabela 2 – Intervalos dos Patamares

Sem Horário de Verão Com Horário de Verão


Patamar
de Carga 2ª feira à Domingo e 2ª feira à Domingo e
Sábado Feriado Sábado Feriado
00:00 às 16:59 00:00 às 17:59
LEVE 00:00 às 06:59 00:00 às 06:59
22:00 às 23:59 23:00 às 23:59
07:00 às 17:59 07:00 às 18:59
MEDIA 17:00 às 21:59 18:00 às 22:59
21:00 às 23:59 22:00 às 23:59
PESADA 18:00 às 20:59 19:00 às 21:59

A curva de carga diária representa o comportamento da sociedade, em termos do


consumo de energia. No Subsistema Sudeste/Centro Oeste, por exemplo, é possível
observar questões bastante relevantes que possuem relação direta com os patamares, tais
como:
• As cargas mais baixas do dia na madrugada, quando diminui a utilização
de energia elétrica nas residências;
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• O aumento da carga no início da manhã (por volta das 8 horas), quando a


maioria das pessoas está saindo para o trabalho;
• Outro aumento da carga quando começa a entrar a iluminação pública,
no início da noite;
• O pico de energia após a entrada da iluminação pública e utilização da
energia nas residências;
Além disso, eventos culturais, esportivos e sociais também têm influência sobre
as curvas de carga, como, por exemplo:
• O início, o intervalo e o fim de um jogo de futebol da seleção do Brasil
em uma partida de copa do mundo;
• Um final de novela de grande audiência;
• O deslocamento da curva de carga no horário de ponta do sistema na
entrada e saída do horário de verão.
Questões como essas são estudadas através das curvas de carga e também podem
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ser levadas em conta quando se estiver pensando na previsão dos patamares de carga. A
figura 2 apresenta um exemplo de curva de carga e alguns detalhes que podem ser
observados quanto aos patamares de carga na mesma.

Curva x Patamar x Demanda - SE/CO (10/05/07)


39000
Curva Demanda
37000 Patamar de Ponta Patamar
Pesado
Carga de Energia Média Diária
35000

33000
Patamar Medio Patamar Medio
31000

29000

27000
Patamar Leve
25000
Demanda
Mínima
23000
00:00 - 00:59

01:00 - 01:59

02:00 - 02:59

03:00 - 03:59

04:00 - 04:59

05:00 - 05:59

06:00 - 06:59

07:00 - 07:59

08:00 - 08:59

09:00 - 09:59

10:00 - 10:59

11:00 - 11:59

12:00 - 12:59

13:00 - 13:59

14:00 - 14:59

15:00 - 15:59

16:00 - 16:59

17:00 - 17:59

18:00 - 18:59

19:00 - 19:59

20:00 - 20:59

21:00 - 21:59

22:00 - 22:59

23:00 - 23:59

Figura 2 – Curva de Carga Diária e Tipos de Agregação da Carga


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Pela tabela 2 e o exemplo apresentado na, nota-se claramente que os intervalos


dos patamares foram definidos levando-se em conta os “níveis” da curva de carga
durante o dia, ou seja, o patamar leve quando a carga é mais baixa, o patamar de media,
quando a carga atinge “níveis” médios, e o patamar de pesada, quando os níveis são
mais elevados.
Dispondo das informações de energia diária medidas o cálculo do patamar de
carga diário é feito de forma bem simples:
1. Verificam-se todas as ocorrências de carga dentro dos intervalos de cada
patamar;
2. Calcula-se a média aritmética dessas ocorrências para cada patamar de
carga de energia.
Dessa forma, são obtidos os valores verificados diários dos patamares de carga
de energia leve, média e pesada. Um exemplo gráfico dos valores dos patamares para
um dia útil, com a curva de carga da figura 3, pode ser visto na figura 4.
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Esta dissertação faz uso desses 3 valores verificados que irão compor as 3 séries
de patamares de carga.

Subsistema Sudeste/Centro Oeste (13/05/2003)


Subsistema Sudeste/Centro Oeste (13/05/2003)
MW Medios
34000 35000

32000
30000

30000
25000

28000
20000

26000
15000

24000
10000

22000
5000

20000
0
0-7 8-18 e 22-24 19-21
18000
LEVE MEDIA PESADA
1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24
Patamares

Figura 3 – Curva de Carga Figura 4 – Patamares de Carga


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2.2
Cálculo de Patamares

Os patamares de carga k(k=1, 2,..., K) estão relacionados a um intervalo


temporal (I) de um período (dia, semana ou mês) do ano e são calculados para um
subconjunto de instantes de tempo (T) desse intervalo.
Assim, o valor de um patamar de carga k, qualquer, é calculado através de uma
função que tem como argumento os instantes de tempo* pertencentes ao subconjunto do
intervalo I para o patamar k. Essa função não é definida nos instantes de tempo que não
pertençam a esse subconjunto, para o patamar em questão. Cada patamar k terá o seu
próprio subconjunto no intervalo I.
Seja, por exemplo, I=[t1, tz], o intervalo temporal de interesse e Tk,I = {tj, tj+1, tj+2,
tn, tn+1, tq, tx}, (t1 < tj, tx ≤ tz) o subconjunto de I onde o patamar k está definido. O valor
do patamar k no intervalo I, denotado por Pk(I), pode ser obtido por:
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Pk(I) = f(tj, tj+1, tj+2, tn, tn+1, tq, tx),

onde f(t) é a função que realiza o cálculo desejado.


O intervalo temporal utilizado neste trabalho é o diário, representado por Dd,a,
onde d=1,2,...,366 é o dia referente ao ano “a”. Para outros intervalos temporais
consulte a referência [3].
A função f(t) é a média aritmética dos valores de carga verificada nos instantes
de tempo do subconjunto Tk,Dd,a, e o valor de Pk(Dd,a) é dado por:

∑ c (d , t )
Pk (D d , a ) =
t ∈ Tk , D d , a

Tk , D d ,a

onde:

a – ano de interesse

*
Geralmente, o instante de tempo, t, está relacionado com um valor médio de carga de um período de
tempo em uma curva de carga de energia diária verificada. Por exemplo, para um período de meia hora,
tem-se: t=1 => carga média entre 0h e 0,5h; t=2 => carga média entre 0,5h e 1h e assim por diante.
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d – dia considerado do ano a


Dd,a – intervalo do dia d
k=1,2,...,K – patamar considerado
Tk,Dd,a – subconjunto dos instantes de tempo de Dd,a para o patamar k
t – instante de tempo pertencente a Tk, Dd,a
c(d,t) – carga verificada no instante t do dia d
Pk(Dd,a) – patamar de carga k para Dd,a
| T | - tamanho do conjunto T, definido como o número de elementos do
conjunto.

Segue um exemplo para o cálculo dos patamares de carga, considerando a curva de


carga para um dia d=95 de um ano a qualquer, e que este dia é uma sexta-feira fora do
horário de verão, e que o número de patamares K=3 (leve=1, média=2 e pesada=3). Daí,
utilizando a tabela 2, os patamares para esse dia seriam obtidos de:
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∑ c(95, t )
t∈T1, D95 , a c(95, 1) + c(95,2) + ... + c(95, 7)
P1 (D95, a) = = ;
T1, D95 , a 7

∑ c(95, t )
t∈T2 , D95 , a c(95, 8) + c(95, 9) + ... + c(95, 18) + c(95, 22) + ... + c(95, 24)
P2 (D95, a) = = ;
T2, D95 , a 14

∑ c(95, t )
t∈T3 , D95 , a c(95, 19) + c(95,20) + c(95, 21)
P3 (D95, a) = = ;
T3, D95 , a 3

2.3
Séries

A análise realizada neste trabalho é feita considerando séries temporais [seção 0]


de patamares de carga diária, e conforme explicado anteriormente serão 3 (três) as séries
de carga: a leve, a média e a pesada.
O estudo de caso de que trata este trabalho está baseado na série temporal de
patamares de carga do Subsistema Sudeste/Centro-Oeste brasileiro. Os dados históricos
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(01/01/2003 a 24/01/2008) utilizados foram cedidos pelo ONS, na base horária, e estes
foram agregados em patamares de carga usando o algoritmo indicado na seção 0.
A figura 5 apresenta uma amostra das séries dos patamares de carga leve, média
e pesada.

Patamares de Carga - Subsistema Sudeste/C.Oeste


38000

36000

34000

32000

30000
MWmedio

28000

26000

24000

22000

20000
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18000
01/01/03

01/02/03

01/03/03

01/04/03

01/05/03

01/06/03

01/07/03

01/08/03

01/09/03

01/10/03

01/11/03

01/12/03

01/01/04

01/02/04

01/03/04

01/04/04

01/05/04

01/06/04

01/07/04

01/08/04

01/09/04

01/10/04

01/11/04

01/12/04

01/01/05

01/02/05

01/03/05

01/04/05

01/05/05

01/06/05

01/07/05

01/08/05

01/09/05

01/10/05

01/11/05

01/12/05
Dia

Patamar de Carga Leve Patamar de Carga Média Patamar de Carga Pesada

Figura 5 – Patamares de Carga Leve, Média e Pesada (01/01/2003 até 31/12/2005)

Em relação às três séries apresentadas na figura 5 é possível realizar algumas


análises somente observando a mesma e verificando algumas características, tais como:
• O comportamento semelhante entre os patamares;
• O crescimento anual das três séries, bem como suas sazonalidades;
• No patamar de carga pesada, as falhas, que indicam as ocorrências de feriados e
domingos, onde este patamar não é definido;
• A redução de nível nos patamares de carga leve e média nos feriados e
domingos;
• Os diferentes níveis dos patamares de carga.
Uma constatação importante que os dados nos mostram é que o dia da semana e
a ocorrência de feriados são de grande importância na avaliação de um modelo de
previsão para as séries dos patamares de carga.
Além da série de carga horária, também a série de temperatura horária foi
fornecida para o mesmo horizonte da série de carga. Como este trabalho analisa o
comportamento das séries de patamares de carga, para verificar o comportamento das
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mesmas em relação às variações de temperatura, foi necessário selecionar alguns


valores representativos dessa variável para se tentar estabelecer alguma relação com as
informações de patamares diários. O que foi feito neste sentido, foi estabelecer para
cada informação de patamar de carga diário quais eram as temperaturas máxima,
mínima e média diária correspondente.
A figura 6 apresenta o gráfico das temperaturas mínima, média e máxima diária
(entre 01/01/2003 e 31/12/2005) associadas às séries de patamares de carga.

Temperaturas Diárias - Subsistema Sudeste/C.Oeste


40

35

30

25
ºC

20
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15

10

5
01/01/03

01/02/03

01/03/03

01/04/03

01/05/03

01/06/03

01/07/03

01/08/03

01/09/03

01/10/03

01/11/03

01/12/03

01/01/04

01/02/04

01/03/04

01/04/04

01/05/04

01/06/04

01/07/04

01/08/04

01/09/04

01/10/04

01/11/04

01/12/04

01/01/05

01/02/05

01/03/05

01/04/05

01/05/05

01/06/05

01/07/05

01/08/05

01/09/05

01/10/05

01/11/05

01/12/05
Dia

Temperatura Mínima Temperatura Máxima Temperatura Média

Figura 6 – Temperaturas Mínima, Máxima e Média (01/01/2003 até 31/12/2005)

Da mesma forma que no caso dos patamares de carga, é possível realizar


algumas análises somente observando o gráfico das temperaturas verificadas neste
intervalo de tempo, tais como:
• O comportamento semelhante entre as temperaturas;
• Não há crescimento anual das três séries, mas há um comportamento sazonal no
ano;
• Os níveis mais baixos das temperaturas no meio do ano, bem como as
temperaturas mais elevadas no final e no início dos anos. Essas temperaturas
mais elevadas, praticamente, combinam com o período de ocorrência do horário
de verão brasileiro;
Outra informação referente à carga que é utilizada nesse trabalho é a carga
global diária, definida por:
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∑ c(d , t )
cT (d ) =
t∈Dd , a

Dd , a

Essas informações formam o conjunto de dados a ser utilizado no procedimento


de previsão desenvolvido nesse trabalho e descrito no capítulo 0.
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