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Depois da escrita venturosa dos livros Epifania Amarela (2016) e Quasi-Haikai (2017),

este, O Revenal, é mais uma incursão pelo universo trágico - antes, isso ocorreu em
Distímicos e Extrusivos (2006), ao tratar da “crise de convivência com o outro”, e em
Primeiros Poemas Soturnos (2009), pela via do “humor sardônico”. Neste, o autor foge
do convencional ao adotar uma escrita multiface, que antes dilui-se nas “pessoas do
singular” em busca de um alter ego narrativo, e, por fim, demonstra-se poderoso,
indômito, loquaz. E é por falar demais e insistentemente que as personagens narrativas
destes versos - ao tratar de certos tipos de indivíduos -, fazem-nos entrever, em cada
palavra e frase, um sinal da condição humana nestes tempos. Mas não há outro desejo
aqui a não ser o da litania.