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Aula 04

Imunidades do art. 150, VI.

Imunidades tributárias são cláusulas pétreas? Sim, foram entendidas pelo STF como
cláusulas pétreas (art. 150, VI, CF). O art. 60, § 4º, fala em direitos individuais, princípio
federativo, etc. Não cita imunidades tributárias. Foi, contudo, nesse dispositivo que o
STF se baseou. ADI 939. Foi reconhecido que essas imunidades são projeções individuais
em matéria tributária e essas projeções em matéria tributária de direitos individuais não
podem ser abolidas, sequer excepcionadas por emenda constitucional. A emenda
constitucional analisada simplesmente tinha dito que não se aplicava para o tal imposto

Partidos políticos, sindicatos, entidades religiosas, instituição de assistência social sem


fins lucrativos, livros, jornais e periódicos (acesso à cultura e acesso à informação, até
mesmo livre expressão do pensamento). É inconstitucional a exceção do caso concreto
tratada na ADI 939. E as demais? O STF julgou as imunidades previstas no art. 150, VI,
mas não enfrentou as demais imunidades constitucionais. São imunidades específicas à
cobrança de impostos, devendo ser analisado o caso a caso se seria uma projeção na
esfera tributária de direitos individuais dos contribuintes, o que não parece ser o caso.
São imunidades específicas à incidência de tributos, por exemplo, imunidade das
exportações frente ao ICMS, imunidade das receitas decorrentes das operações de
exportação frente a outros impostos. São imunidades técnicas.

Há imunidades novas, especificamente a inserida no art. 150, alínea “e”, que é a


imunidade da música nacional. Essa podemos colocar a indagação se seria, ou não,
cláusula pétrea.

Interpretação. Como se interpreta essas imunidades? Basicamente há duas linhas: uma


literal/descritiva e outra teleológica (não necessariamente ampliativa). De acordo com
a primeira corrente, as imunidades deveriam ser interpretadas de forma literal e
restritiva, pois são desonerações tributárias, em sentido amplo incentivos, sendo
exceções ao dever natural de pagar tributos. Por isso, iriam requerer uma interpretação
literal restritiva na linha do que o código impõe para as isenções. Imunidades x isenções.
Disposição específica do código sobre as isenções. Art. 111, II: as isenções devem ser
interpretadas de forma literal. Se faz um paralelo, portanto, entre o art. 111, II, do CTN,
para dizer que as imunidades devem ser interpretadas de forma literal. As imunidades,
contudo, possuem fins específicos e estão vinculadas, pelo menos as do art. 150, a
direitos fundamentais ou princípio federativo. A orientação predominante é no sentido
que a interpretação das imunidades deve ser teleológica, ou seja, elas devem receber
uma interpretação ampliativa. Essas imunidades possuem fins específicos. As
imunidades possuem fins mais nobres, fins mais claros. Imunidade para promover o
entretenimento, então se estendeu a imunidade dos livros para até mesmo o álbum de
figurinhas. Mesma situação ocorreu com a lista telefônica, que não é livro, assim como
o álbum. Não são livros, não possuem enredo, mas foram interpretados como tal
levando-se em conta a finalidade de tais objetos. Amplia-se o alcance. Não se deve
adotar uma interpretação extensiva sempre. O STF tem votos nesse sentido em alguns
casos, como, por exemplo, no caso da imunidade da receita decorrente das exportações
quanto a contribuições sobre o domínio econômico.

Papel do legislador: vai ser o primeiro destinatário das normas constitucionais, pois vai
criar o tributo, vai especificar o que está na CF e vai especificar o alcance das normas de
imunidade. Cabe ao legislador, sempre, especificar o que está na CF. Vai determinar a
forma mais pormenorizada dessas normas de imunidade, estabelecendo requisitos, mas
o papel dele é interpretar o que está na CF. A imunidade vincula o legislador, nega poder
de tributar sobre certos fatos e pessoas, mas ao mesmo tempo o legislador tem papel
importante de concretizar o que está previsto na CF. Isso, em geral, a doutrina vai dizer
que o papel do legislador é simplesmente definir o que está previsto na CF, havendo
situações de ambiguidade e vagueza, como na situação do livro eletrônico, cabendo ao
legislador concretizar seguido da análise do Poder Judiciário. Há situações, também, nas
quais o legislador deve regulamentar, e aí começa a complicar a questão, especialmente
nas entidades de assistência social, estabelecer requisitos para o gozo da imunidade. O
legislador está vinculado, mas, ao mesmo tempo, estabelece requisitos para o seu gozo.
Redação do art. 150, VI, alínea “c”, proíbe cobrar impostos sobre instituições de
educação sem fins lucrativos atendidos os requisitos da lei. Estabelece requisitos mais
rigorosos, ampliando o seu poder. Isso ocorre com as entidades de beneficência e
assistência social sem fins lucrativos. O papel do legislador, portanto, é definir o alcance
da imunidade, dentro do contexto trazido pela CF, ocorrendo dentro de certo espaço.
Questão dos espaços estruturais e cognitivos e epistemológicos, havendo certos
espaços epistemológicos nos quais não sabemos o que a CF diz, havendo zona de
penumbra.

Abrangência: alcança tributos e, claro, é tributária. Alcança todos os tributos. A


Constituição não utiliza o termo tributos, mas sim impostos. Art. 150, VI, CF: proíbe
impostos sobre... Também se aplica às outras espécies tributárias e a taxas de
contribuição e melhoria? Há entendimento doutrinário e tese dos contribuintes que
deve se aplicar. O STF, em repercussão geral, sempre adotou a interpretação literal
referente a IMPOSTOS. Então, essas imunidades só se aplicam a impostos, não a taxas,
contribuições de melhoria e contribuições especiais. O que é um problema, por
exemplo.

EPTC questionando a cobrança da COFINS. É um órgão municipal, extensão do


município, exerce poder de polícia, mas é uma sociedade anônima. A EPTC teve sua
imunidade reconhecida quanto a impostos, mas o problema é que se fosse empresa
pública, até poderia fundamentar a fim de não pagar a COFINS. Contudo, sendo
sociedade anônima, não deverá ter reconhecida essa imunidade.

E os impostos indiretos? Nas primeiras aulas, vimos que imposto indireto é aquele que
o contribuinte passa o ônus para terceiros. ICMS, IPI.

STF diz que o produtor terá que pagar o IPI, mas a imunidade não se aplica quando o
ente imune está na condição de contribuinte de fato. Se estiver na condição de
contribuinte de direito, na qual a imunidade não poderia ser aplicada, ela acaba sendo.
PUCRS vende mercadorias e teria que pagar ICMS, mas é um ente imune. Não terá que
pagar o ICMS mesmo que repasse esse ônus ao consumidor final.

Obrigações acessórias. A obrigação de uma corretora de imóveis de informar ao fisco


quanto pagou nas operações de venda e alugueis de imóveis. São obrigações acessórias.
A doutrina critica essa terminologia, se até seria obrigação ou não. Essas obrigações
acessórias deveriam ser chamadas de instrumentais, pois são destinadas ao fim da
arrecadação. Essa constatação é bem relevante porque se os entes imunes devem
cumprir obrigações acessórias ou instrumentais. Julgamento do STF no qual houve ação
cível originária em que o ente público recorreu de multa por não cumprimento de
obrigação acessória. Marco Aurélio: Se o ente é imune, não tem que fazer nada, não
podendo ser obrigado a pagar multa tributária ou sofrer aplicação dessa multa. O
professor entende que é incorreto. Fux pediu vista e trouxe o sentido correto: mesmo o
ente imune tem que cumprir obrigações acessórias e ter a sua imunidade afastada, por
exemplo, instituição de educação sem fins lucrativos tem que ter sua contabilidade em
dia, devendo as obrigações acessórias serem cumpridas no que for pertinente.

Obrigação de detenção e repasse. Obrigação de natureza principal. Nessa situação, a


doutrina vê uma situação de substituição tributária. Aqui se trata de algo diverso.

Imunidade tributária recíproca.

Alínea “a” do inciso VI. Os entes não podem cobrar impostos sobre patrimônio e renda
entre uns e outros. Os entes não podem se tributar. Previsão na CF na qual se fala em
patrimônio, renda ou serviços. Mas se interpreta essa imunidade como uma imunidade
geral à cobrança de impostos, não se aplicando apenas sobre os impostos que incidem
sobre patrimônio, renda e serviços, aplicando-se a todos os impostos. Se fizer operação
de câmbio, o ente não terá que pagar IOF, por exemplo. A União não poderá cobrar IR,
ITR e IPI; o Estado não poderá cobrar ICMS, IPVA e ITCD; enquanto o município não
cobrará dos entes ISS, IPTU e ITBI.

O fundamento dessa imunidade está onde? Como se encontra na CF, então não se
perquire muito essa questão. A resposta pode estar na isonomia entre as pessoas
constitucionais e no princípio federativo. Estão todas as pessoas no mesmo plano,
embora a União seja mais geral que as outras. Há uma situação de igualdade, não sendo
possível a tributação. Seria uma posição de superioridade entre um ente e outro. Na
prática, os entes se tributam e essa imunidade não é tão ampla assim. Qual o alcance
que se deu a essas imunidades? A CF fala em impostos e o STF faz uma interpretação
restritiva. Não se aplica para taxas, portanto, o ente pode ser obrigado a pagar taxas
para o outro.

Se a EPTC fosse uma autarquia, poderia ser o próprio município, então não seria possível
a cobrança da COFINS.

Situação de responsabilidade por sucessão. A gente pensa que a União não pode ser
obrigada a pagar o IPTU, mas há casos em que ela adquire imóveis com dívida do IPTU,
sendo obrigada a pagar o município. Os municípios poderão, inclusive, cobrar os valores
em execução contra a União.

Imóveis não afetados à finalidade do ente ou que não estejam sendo ocupados pelo
ente público. Se a União tem um imóvel ou terreno que está abandonado, ela teria que
pagar o IPTU? O STF não aceitava essa cobrança, mas apareceram casos de imóveis
cedidos para uso de concessionárias de serviço público. O município sabia disso e
resolveu cobrar o IPTU. Caso foi para o STF e este disse que era devida sim a cobrança
do IPTU pois, apesar de o proprietário ser imune, o possuidor não era.

Tese 385 e tese formada no tema 487.

Continuando

Imunidade recíproca – restrição (parágrafo 3) e extensão (parágrafo 2).

Art. 173, 2, CF. EP e SEM não poderão gozar de privilégios fiscais não extensivos ao setor
privado (aquelas que desempenham atividades econômicas).

Poder Público faz contrato de promessa de compra e venda com particular e já houve
imissão na posse. Imóvel não mais afetado à finalidade pública. CF afasta de forma
expressa a imunidade, positivando a Súmula 583, do STF, que é anterior à CF. Deve pagar
IPTU.

A CF diz que a imunidade tributária recíproca abrange autarquias e fundações de direito


público, com a restrição do parágrafo 3. A imunidade tributária recíproca pode ter
alcance maior, se aplicando também a entes de direito privado integrantes da
administração indireta (empresa pública e sociedade de economia mista)? Se a EP
compete com empresas privadas, não pode aplicar as imunidades, por causa do art. 173,
2. A mesma coisa com SEM que desempenha atividade econômica competindo. Mas e
se a EP desempenha serviço público em regime de monopólio? Como é longa manus do
poder público, não haveria porque não aplicar. É a orientação que prevaleceu no STF.
Se há EP que presta serviço publico em regime de monopólio, se aplica a imunidade
tributária recíproca, mesmo sendo de direito privado.

Mas há casos em que a EP também desempenha atividade econômica, mesmo com


monopólio de prestação de serviços públicos. Caso da ECT, que receberia imunidade se
só desempenhasse serviço público em regime de monopólio. Ela pratica, no entanto,
serviços privados, de forma mista. Vendo pela CF, isto não seria possível. Poderia aplicar
imunidade somente quanto ao serviço público. O STF, no entanto, concedeu imunidade
ampla aos Correios, inclusive quando está competindo com empresas privadas. É difícil
cindir esta imunidade (seria fácil no IR e ISS). Já o IPTU e IPVA seria complicado, por
exemplo. Por isso o STF, vendo também o problema financeiro da ECT, reconheceu sua
imunidade. Barroso fala em “subsídio cruzado”.
Para a SEM, não se aplicaria. Há um caso do STF bem peculiar, do Hospital da Conceição.
É SEM, com capital que não está inteiramente nas mãos do poder público. Tem 0,01%
de capital privado, mas é financiado pelo poder público e atende só pelo SUS. STF
reconhece a imunidade. RE 580.264.

Imunidade dos templos de qualquer natureza


Alínea “b”. CF não fala expressamente, mas são templos de cultos religiosos. Doutrina e
jurisprudência dizem que se aplica a qualquer religião. Doutrina vai além e tenta
caracterizar templo, dizendo que é o local onde se pratica culto religioso. Pode ser um
terreiro, por exemplo. Na realidade, esta imunidade não é propriamente objetiva,
concedida ao templo, mas sim subjetiva, concedida à instituição religiosa. Como isso, se
a CF fala em “templo de qualquer natureza”? O parágrafo 4 deixa claro isso. A imunidade
é concedida à instituição religiosa, e não ao templo.

Há o caso da maçonaria. STF apreciou, na 1a turma, que a loja grande oriente da


maçonaria de POA questionava a cobrança de IPTU, pois seria instituição religiosa.
Ministros dizem que não é instituição religiosa, devendo ter caráter transcendental.
Dizem que é apenas uma filosofia, negando provimento ao recurso.

Alínea “c”. Várias imunidades, todas subjetivas. Partido político, que deve ser registrado
no TSE e a fundação do partido político. É cláusula pétrea, diz respeito à democracia.
Entidades sindicais dos trabalhadores (dos empregadores não). Instituições de educação
e assistência social sem fins lucrativos, atendidos os requisitos da lei. “Sem fins
lucrativos” não se confunde com não ter lucro. Uma instituição sem fins lucrativos pode
sim almejar resultados positivos, lucro específico, mas deve investir este lucro na sua
finalidade própria, para expandir e melhorar suas atividades. Ex.: PUC. Os requisitos da
lei são os do art. 14, do CTN.

Imunidade frente a contribuições de seguridade social. Art. 195. Entidades beneficentes


de assistência social gozam de imunidade frente a impostos, com base no art. 150, e
também frente a contribuições de seguridade social, do art. 195, parágrafo 7o. Quais são
as contribuições de seguridade? COFINS, CSL e contribuição patronal. Uma instituição
sem fins lucrativos jamais deveria pagar CSL e COFINS, mas deveria pagar contribuição
previdenciária patronal. A CF, no entanto, prevê uma imunidade específica, com
requisitos do art. 195, 7o mais rigorosos do art. 14, do CTN. Lei 12.101, que regula de
forma detalhada o reconhecimento de imunidades perante a seguridade social. Há
contrapartidas. No art. 14, do CTN, não há requisitos mais rigorosos. Pela lei 12.101,
exige-se 60% de atendimentos pelo SUS, uma bolsa a cada 6 alunos pagantes, proibição
de cobrança superior a um salário mínimo por pessoa atendida... Reconhecida esta
imunidade e preenchidos os requisitos, não pagará COFINS, CSE, e CPP. Processo de
certificação perante o ministério correspondente. Há um certificado, fiscalização pela
Receita etc.

O CTN tem status de lei complementar, e a lei 12.101 é lei ordinária. Imunidade que
acaba sendo tratada como isenção.
Reserva de lei complementar. A CF fala “atendidos os requisitos da lei”. Há reserva ou
não de lei complementar para tratar disso? Segundo o STF só há reserva de lei
complementar se for expressa na CF. Aqui, a CF não fala de LC, então poderíamos dizer
que não há reserva. No entanto, há o art. 146, da CF, que diz que cabe a LC regular
conflito de competência em matéria tributária, as limitações constitucionais em matéria
tributária etc. As imunidades, então, são tratadas por imunidades por este artigo 146,
mas não repete isso depois, falando só “requisitos da lei”. Parece que há a reserva, não
podendo exigir que a CF se repita. Se ela já disse que é matéria reservada a LC, não
precisa dizer de novo depois. STF adotava solução mista. ADI 1802, MC. STF diz que há
a as duas correntes defendendo ou não a reserva de LC, decidindo no fim que haveria
reserva de LC apenas para definir o alcance material objetivo da imunidade (dizer o que
é patrimônio, renda e serviços, mas não para dizer o que é instituição beneficente de
assistência, o aspecto subjetivo). Por isso que por um tempo tudo foi regulado por lei
ordinária. No entanto, no fim do ano passado, o STF reconheceu a reserva plena de LC.
Confusão formada, pois tudo está regulado por lei ordinária. Dizem que a reserva não
alcança o processo de certificação, que pode ser regulado por lei ordinária. Se exigiria
uma certificação sem contrapartida. Solução contraditória, TRF não está aplicando e
continuam exigindo os requisitos da lei 12.101.

Alínea “d”. Imunidade dos livros. Pode-se entender como duas imunidades separadas,
dos livros e do papel. A imunidade do papel se aplica em etapas anteriores, pois o papel
é insumo para produzir o jornal. Não incide o ICMS etc. A finalidade da imunidade é
promover a cultura, entretenimento, livre manifestação de pensamento etc. É
imunidade objetiva, abrange os itens só, e não o ente que produz os bens. Alcança livros
eletrônicos? Sim, STF reconheceu isso, dizendo que se aplica também ao audiobook. O
que importa é o conteúdo, e não a apresentação física. Reconhece a aplicação também
ao Kindle a imunidade do papel. Suporte de leitura, faz o que o papel fazia no passado.
Não pode ser estendido a tablets, celulares por exemplo.

Última imunidade, novidade por EC. Alínea “e”, imunidade da música nacional.
Compositores e artistas brasileiros. Fundamento foi o combate à pirataria. Excluíram a
imunidade na fase de replicação industrial. A ressalva final decorre de lobby da zona
franca de Manaus, que possui isenção de IPI, e perderia seu diferencial. Imunidade
restrita a obras nacionais ou interpretadas por artistas brasileiros.