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INSTITUTO MANCHESTER PAULISTA DE ENSINO SUPERIOR

BACHARELADO EM QUÍMICA

Rodrigo Pinheiro Paula Ramos da Silva

MACONHA

AMEAÇA OU INOVAÇÃO?

SOROCABA - 2005

RODRIGO PINHEIRO PAULA RAMOS DA SILVA

MACONHA

AMEAÇA OU INOVAÇÃO

Trabalho da Disciplina de Metodologia Cientifica Ministrado pelo professor Airton Manoel dos Santos

SOROCABA - 2005

Pinheiro, Rodrigo; Silva, Paula Ramos da

Maconha

Sorocaba, 2005 54 p.

Monografia, apresentada ao Instituto Manchester Paulista de Ensino Superior, com exigência parcial para Bacharelado em Química.

1. Titulo: Maconha

CDD 15.323.962 / 615.952.396.2

Gostaríamos

de

Homenagens

agradecer

a

nossos

parceiros

nesta

obra

por

toda

a

cooperação e dedicação, que nos proporcionou este estudo cientifico que gerou

polemica desde a sua idealização junto aos demais colegas de estudo. Aos

professores e entes queridos que colaboraram de alguma forma na realização deste

trabalho que para nos foi de excelente maneira de expor nossas idéias e mostrar

que a descriminação deste assunto não leva a nada, somente a ciência pode provar

o verdadeiro caráter e possibilidades de utilização de um produto ou substância.

Estamos contentes por poder esta apresentando esta obra, na Instituição que

permitiu a realização do trabalho cientifico e a futura exposição aos demais

companheiros

que

estejam

com

a

mesma

disposição

que

nos

tivemos

para

desenvolver este trabalho para o bem de nosso futuro mais claro e sem “pré-

conceitos” sobre algo tão pouco estudado e explorado.

Nossa alegria é tanta que não somos capazes de colocar ela toda em

palavras, mas esperamos que nossa felicidade reflita sobre todos os colaboradores

e professores que estão auxiliando em nossa graduação e muitos se tornando

amigos além da amizade aluno/professor.

A todos vocês nossos agradecimentos e muito obrigado pela cooperação

neste nosso primeiro trabalho cientifico.

Agradecimento

Dedico esta obra a meus pais que sempre estiveram comigo nos desafios e

conquistas (Rodrigo Pinheiro), ao Leandro Ferraz que foi muito compreensivo

durante todas as etapas do processo de produção de nossa primeira grande

empreitada (Paula Ramos), dedicamos também a todos os colaboradores que foram

de excepcional auxilio, sem eles não seria possível à elaboração deste trabalho,

esta jornada hoje sendo superada esperamos consolidar uma nova consciência de

todos que participaram ou lerem este estudo, tendo que a visão popular de uma

substância ou qualquer material poder ser totalmente diferente do que se imagina.

Dedicamos este trabalho para o prof. Ítalo Rigotti que nos orientou ao rumo

deste trabalho. Agradecemos aos profissionais e estudantes que nos cederam

gentilmente a sua opinião sobre o assunto, como Shneyder Bonafe, Dr. Luigi Gue,

que deram a sua opinião na seção profissional e aos estudantes que foram muito

gentis e honestos em suas respostas nos gerando grande noção de como o assunto

é tratado pela população geral. Também agradecemos a Vanessa Almeida que nos

auxiliou na preparação e interpretação de alguns termos em inglês para nossa

grande viagem dentro do mundo da CANNABIS SATIVA.

A todos vocês nosso muito obrigado pelo apoio e compreensão das nossas

dúvidas que eram grandes com relação ao assunto. Vocês sempre estarão em

nossas

mentes

cooperação.

como

pessoas

brilhantes,

não

sabemos

como

agradecer

a

“Que ninguém venha a ti sem que volte melhor e mais feliz”

Madre Teresa de Calcutá

Resumo

A Cannabis Sativa - maconha é fonte de estudos em muitos locais do mundo,

porém sem muita divulgação devido a sua má fama na população, mas ela tem

muitas propriedades e funções que a ciência pode se beneficiar dela, nas próximas

paginas estão estudos sobre ela deste o seu mais primórdio uso até a reais

possibilidades de uso em diversas áreas da ciência moderna, como a medicina, a

indústria de papel e outras utilidades que podem ser produzidas ou realizadas a

partir desta simples planta marginalizada, pelo seu uso não cientifico a deixou no

sub-mundo do dia-a-dia.

Não viemos expor a liberação desta planta, para o uso popular como ela vem

sendo utilizada, pois não é nossa idealização fazer apologias a seu uso como

entorpecente, mesmo sabendo que novos estudos estão chegando a pequenas

conclusões que ela sendo usada como fumo pode prevenir inclusive algumas

doenças que ainda não possuem cura.

ABSTRACT

The Cannabis Sativa -marijuana is source of studies in many places of the

world, however without much spreading due its bad fame in the population, but it has

many properties and functions that the science can be benefited of it, in the next

pages is studies on it of this its principle use until the real possibilities of use in

diverse areas of modern science, as the medicine, the industry of paper and other

utilities that they can be produced or be carried through to leave of this simple kept

out of society plant, for its not scientific use left in the sub-world of day-by-day. We

did not come to display the release of this plant, for the popular use as it comes being

used, therefore its use as narcotic is not our idealization to make vindications, exactly

knowing that new studies are arriving the small conclusions that it being used as

tobacco can also prevent some illnesses that still do not possess cure.

Sumário

Introdução

11

1. Desde os Primórdios

12

2. A Planta

15

2.1 Atividade biológica

18

 

2.2 Teor

18

2.3 Ocorrência

18

2.4 Características gerais

18

2.5 Atividade biológica

19

 

2.6 Teor

19

2.7 Ocorrência

19

2.8 Características gerais

19

3 Por que é proibido?

19

3.1 Controle Social

19

3.2 Fibras sintéticas e papel

21

4. Maconha Faz Mal?

22

4.1

Câncer

24

4.3

Danos cerebrais

26

4.4

Coração

27

4.5

Infertilidade

27

4.6

Depressão imunológica

27

4.7

Loucura

27

5. Maconha Faz Bem?

28

 

5.1 Câncer

28

5.2 Aids

29

5.3 Esclerose múltipla

29

5.4 Dor

29

5.5 Glaucoma

30

6. O Presente

31

7. A maconha como fonte de energia

32

7.1

A semente do cânhamo como fonte de energia

32

8.

Usos veterinários

35

9.

A Maconha e as religiões

36

9.1 Budismo

 

36

9.2 Cristianismo

36

9.3 judaísmo

37

9.4 Tradições

africanas

37

9.5 Tradições

japonesas

38

9.6 Os prós e contras da espiritualidade baseada no cânhamo

39

10. Semente do cânhamo e nutrição

41

11. O futuro

 

43

12. Pesquisa

44

 

12.1

Professora de Literatura

44

12.2

Administradora de Empresa

45

12.2

Farmacêutica

46

12.3

Jornalista

47

12.4

Enfermeiro

48

12.5

Médico

49

Conclusão

51

Referência bibliográfica

53

Introdução

Viemos apresentar uma outra visão sobre um assunto tão contestado pela

maior parte da população, a utilização da fibra, semente, caule e folha da maconha

para utilidades como papel, fonte de energia, e outros recursos possíveis.

Nossa maior intenção é demonstrar que é possível e tem até vantagens

significativas, para o uso da maconha, através de muitos estudos que estão sendo

realizados no mundo, mas com pouca divulgação devido à visão popular de

entorpecente. A maconha tem utilizações muito além do que fumo, podem ser

produzidos papel, biodiesel, cordas, velas náuticas etc. de produtos que seriam de

utilidade para este mundo sintético.

Não cremos que em pouco tempo possa fazer a revolução da consciência do

povo, que a maconha é benéfica para a humanidade, porém podemos chegar a um

ponto onde tudo o que se pensa hoje seja analisado novamente e isso vai de cada

pessoa. Não podemos mudar o mundo, mas podemos mudar algumas pessoas que

estão

próximas

que

começaram

a

refletir

é

ter

a

opinião

consolidada

para

descriminalização ou não da maconha. Analise!

1. Desde os Primórdios

(1)

O primeiro registro do contato entre o Homo sapiens e a Cannabis sativa é de

6 000 anos atrás. Trata-se da marca de uma corda de cânhamo impressa em cacos

de barro, na China. O emprego da fibra, não só em cordas, mas também em vários

tecidos e, depois, na fabricação de papel, é um dos mais antigos usos da maconha.

Graças a ele, a planta, original da região ao norte do Afeganistão, nos pés do

Himalaia, tornou-se a primeira cultivada pelo homem com usos não alimentícios e

espalhou-se por toda a Ásia e depois pela Europa e África.

Mas há um uso da maconha que pode ser tão antigo quanto o da fibra do

cânhamo: o medicinal. Os chineses conhecem há pelo menos 2 000 anos o poder

curativo

da

droga,

como

prova

o

Pen-Ts'ao

Ching,

considerado

a

primeira

farmacopéia conhecida do mundo (farmacopéia é um livro que reúne fórmulas e

receitas de medicamentos). O livro recomenda o uso da maconha contra prisão-de-

ventre, malária, reumatismo e dores menstruais. Também na Índia, a erva já há

milênios é parte integral da medicina ayurvédica, usada no tratamento de dezenas

de doenças. Sem falar que ela ocupa um lugar de destaque na religião hindu. Pela

mitologia, maconha era a comida favorita do deus Shiva, que, por isso, viveria o

tempo todo "chapado". Tomar bhang seria uma forma de entrar em comunhão com

Shiva.

O Hinduísmo não é a única religião a dar destaque para a cannabis. Para os

budistas da tradição Mahayana, Buda passou seis anos comendo apenas uma

semente de maconha por dia. Sua iluminação teria sido atingida após esse período

de quase-jejum. Da Índia, a maconha migrou para a Mesopotâmia, ainda em tempos

pré-cristãos, e de lá para o Oriente Médio. Portanto, ela já estava presente na região

quando começou a expansão do Império Árabe. Com a proibição do álcool entre o

povo de Maomé, iniciou-se uma acalorada discussão sobre se a maconha deveria

ser banida também. Por séculos, consumiu-se cannabis abundantemente nas terras

muçulmanas até que, na Idade Média, muitos islâmicos abandonaram o hábito. A

exceção foram os sufi, membros de uma corrente considerada mais mística e

esotérica do Islã, que, até bem recentemente, consideravam a cannabis fundamental

em seus ritos.

Os gregos usaram velas e cordas de cânhamo nos seus navios, assim como,

depois,

os

romanos.

Sabe-se

que

o

Império

Romano

tinha

pelo

menos

conhecimento dos poderes psicoativos da maconha. O historiador latino Tácito, que

viveu no século I d.C., relata que os citas, um povo da atual Turquia, tinham o

costume de armar uma tenda, acender uma fogueira e queimar grande quantidade

de maconha. Daí ficavam lá dentro, numa versão psicodélica do banho turco.

Graças ao contato com os árabes, grande parte da África conheceu a erva e

incorporou-a aos seus ritos e à sua medicina – dos países muçulmanos acima do

Saara até os zulus da África do Sul. A Europa toda também passou a plantar

maconha e usava extensivamente a fibra do cânhamo, mas há raríssimos registros

do seu uso como psicoativo naquele continente. Pode ser que isso se deva ao clima.

O THC é uma resina produzida pela planta para proteger suas folhas e flores do sol

forte. Na fria Europa, é possível que tenha se desenvolvido uma variação da

Cannabis sativa com menos THC, já que não havia tanto sol para ameaçar o

arbusto.

O fato é que, na Renascença, a maconha se transformou no principal produto

agrícola da Europa. E sua importância não foi só econômica: a planta teve uma

grande participação na mudança de mentalidade que ocorreu no século XV. Os

primeiros livros depois da revolução de Gutemberg foram impressos em papel de

cânhamo. As pinturas dos gênios da arte eram feitas em telas de cânhamo (canvas,

a palavra usada em várias línguas para designar "tela", é uma corruptela holandesa

do latim cannabis). E as grandes navegações foram impulsionadas por velas de

cânhamo – segundo o autor americano Rowan Robinson, autor de O Grande Livro

da Cannabis, havia 80 toneladas de cânhamo, contando o velame e as cordas, no

barco comandado

por

Cristóvão Colombo

em

descoberta graças à maconha. Irônico.

1496.

Ou

seja,

a América foi

Sobre as luzes da Renascença caíram as sombras da Inquisição – um

período em que a Igreja ganhou muita força e passou a exercer o papel de polícia,

julgando hereges em seu tribunal e condenando bruxas à fogueira. "As bruxas nada

mais eram do que as curandeiras tradicionais, principalmente as de origem celta,

que utilizavam plantas para tratar as pessoas, às vezes plantas com poderes

psicoativos",

diz

o

historiador

Henrique

Carneiro,

especialista

em

drogas

da

Universidade Federal de Ouro Preto. Não há registros de que maconheiros tenham

sido queimados no século XVI – inclusive porque o uso psicoativo da maconha era

incomum na Europa –, mas é certo que cristalizou-se naquela época uma antipatia

cristã por plantas que alteram o estado de consciência. "O Cristianismo afirmou seu

caráter de religião imperial e, sob seus domínios, a única droga permitida é o álcool,

associado com o sangue de Cristo", diz Henrique.

Em 1798, as tropas de Napoleão conquistaram o Egito. Até hoje não estão

muito claras as razões pelas quais o imperador francês se aventurou no norte da

África (vaidade, talvez). Mas pode ser que o principal motivo fosse a intenção de

destruir as plantações de maconha, que abasteciam de cânhamo a poderosa

Marinha da Inglaterra. O fato é que coube a Napoleão promulgar a primeira lei do

mundo moderno proibindo a maconha. Os egípcios eram fumantes de haxixe, a

resina extraída da folha e da flor da maconha constituída de THC concentrado. Mas

a proibição saiu pela culatra. Os egípcios ignoraram a lei e continuaram fumando

como sempre fizeram. Em compensação, os europeus ouviram falar da droga e ela

rapidamente virou moda na Europa, principalmente entre os intelectuais. "O haxixe

está substituindo o champagne", disse o escritor Théophile Gautier em 1845, depois

da conquista da Argélia, que, na época, era outro grande consumidor de THC.

No Brasil, a planta chegou cedo, talvez ainda no século XVI, trazida pelos

escravos (o nome "maconha" vem do idioma quimbundo, de Angola. Mas, até o

século XIX, era mais usual chamar a erva de fumo-de-angola ou de diamba, nome

também quimbundo). Por séculos, a droga foi tolerada no país, provavelmente

fumada em rituais de candomblé (teria sido o presidente Getúlio Vargas que

negociou a retirada da maconha dos terreiros, em troca da legalização da religião).

Em 1830, o Brasil fez sua primeira lei restringindo a planta. A Câmara Municipal do

Rio de Janeiro tornou ilegal a venda e o uso da droga na cidade e determinou que

"os contraventores serão multados, a saber: o vendedor em 20 000 réis, e os

escravos e demais pessoas, que dele usarem, em três dias de cadeia." Note que,

naquela primeira lei proibicionista, a pena para o uso era mais rigorosa que a do

traficante. Há uma razão para isso. Ao contrário do que acontece hoje, o vendedor

vinha da classe média branca e o usuário era quase sempre negro e escravo.

(2)

2. A Planta

Erva grande, anual, dióica, originaria da Ásia e cultivada nas regiões tropicais

e temperadas,

inclusive

no

Brasil.

Planta

ereta,

de

altura

variável.

Folhas

palmatissectas de segmentos lanceolados e margem serreada. As folhas inferiores

possuem 5 a 7 segmentos enquanto as superiores apresentam apenas 3, ou são

mesmo simples. Apresentam em ambas superfícies muitos tricomas unicelulares,

curvos e rígidos, alguns enlarguecidos na base devido à presença de cristais de

carbonato de cálcio (CaCO 3 ). Os pêlos glandulares são raros nas folhas, mas

abundantes nas bractéolas que envolvem flores e frutos. As flores pequeninas são

agrupadas em panículas compactas, misturadas com brácteas foliáceas. Nos paises

de clima frio e temperado é cultivada para aproveitamento de suas longas fibras e

papel de boa qualidade.

Nos países tropicais é cultivada para produção das extremidades floridas

femininas,

parcialmente

frutificada.

A

mistura

das

folhas

e

inflorescência

fragmentadas e amassadas é conhecida como cânhamo indiano, que costuma ser

adicionado manualmente em cigarros destinados ao uso de toxicômanos. Os frutos

do

tipo

aquênio

comumente

são

confundidos

com

as

sementes.

Estas

são

oleaginosas e utilizadas como matéria prima de rações para aves e para o gado

bovino. Fornecem cerca de 20 a 25% de óleo secativo usado na indústria de sabão

e tintas, além de conterem pequenas quantidades de canabinóides, vitamina K,

colina, colesterol, resinas, lecitina e glicídios.

Analises pó CG/EM dos óleos essenciais, obtidos de plantas de várias

procedências, evidenciaram diferenças significativas de composição, notadamente

nas frações sesquiterpências, o que poderia servir como impressão digital para

caracterização da origem geográfica da planta. Foi verificada, por exemplo, a

presença de guaienos pela primeira vez em C. sativa, numa amostra procedente do

Maranhão-Brasil, o que não foi observado em plantas de outros paises. O estudo do

óleo essencial, obtido de espécies de varias origens geográficas permitiu identificar a

presença de longifoleno, epoxidos de humuleno I e II, cariofilenol I, m- menta_a,

8(9)-dien-5-ol, canfeno, - e -felandreno, –terpineol,4-terpineol, linalol, óxido de

trans – linalol, hidrato de sabinemo, –bergapteno,

-farneseno, – selineno,

curcumeno, oxido de cariofileno,p-cimeno, p- metilisopropenilbenzeno, guaiacol,

eugenol, sabieno, limoneno, - felandreno, mirceno, bisabolol, 3-tujeno, além dos

canabinoides voláteis.

Nas raízes é citados a ocorrência de triterpenos, esteróides e alcalóides.

A química de C. sativa esta representada principalmente por duas series de

produtos

naturais.

No

primeiro

grupo estão os

canabinóides incluindo muitos

constituintes com ou sem psicoatividade. No segundo, um grupo biogeneticamente

relacionado, que envolve didroestilbenos, didrofenantrenos, flavonóides, alem de

floroglucinol livre e glicosilado. Entre os flavonóides devem ser destacadas as

canflavinas

(flavonas

preniladas),

portadoras

de

atividade

analgésica

e

antiflamatoria. Com o mesmo tipo de atividade pode ser citado também o olivetol, um

precursor biossintético dos canabinóides.

Foram isolados ainda vários compostos nitrogenados (lignanamidas) que não

estão incluídos entre alcanóides, também existentes na espécie, espiro compostos e

alguns outros constituintes.

São

reconhecidas

especialmente

as

ações

na

maconha

algumas

propriedades

sedativa,

analgésica,

antiespasmódica,

farmacológicas,

priedades,

no

entanto, não tem qualquer relação com o uso habitual da planta como droga

alucinógena. O uso ilícito da droga tem restringido outras pesquisas quanto às

propriedades medicinais desta erva, e ao seu emprego como fitoterápico.

Fumantes da maconha, toxicômanos, que são os grandes consumidores as

droga, revelam que seu uso provoca o aparecimento de sensação de fome, secura

da boca e alucinações, sabendo – se ainda que seu hábito seja especialmente

nocivo para gestantes por causa dos efeitos fetotóxicos da planta.

O consumo da C. sativa como droga de abuso é atribuído a seu afeito sobre o

sistema nervoso central, sendo os constituintes 9 – e 8 – tetraidrocanabinóides

considerados como os maiores responsáveis pelas propriedades psicotrópicas da

planta.

Os canabinóides quando administrados por via intraperitoneal (4-10mg/Kg),

em animais de laboratório, provocam ações semelhantes aquelas observadas com o

uso de alguns alucinógenos.

(2)

2.1 Atividade biológica

O 9 – THC. O principal agente psicoativo na espécie, atua principalmente

sobre o sistema nervoso central e cardiovascular, alem

de possuir

atividade

analgésica.

Exerce

ação

maléfica

sobre

o

desenvolvimento

fetal.

Geralmente

provoca um aumento da sensação de bem-estar e euforia, acompanhada de

relaxamento e sonolência. Doses elevadas da substancia podem induzir alucinações

e sensação de ansiedade. Sua ação sobre o sistema cardiovascular é traduzida pelo

aumento da freqüência cardíaca e congestão vascular da conjuntiva.

O 9 – THC

possui

efeito

antiemético

capaz

de

reduzir

as

náuseas

ocasionadas

pela

quimioterapia do câncer 910). A DL 50 em ratos, por inalação, é de 105,7 mg/Kg.

(2)

2.2 Teor

O teor em THC varia conforme o local de cultivo e a linhagem da maconha,

sendo encontrada de 0,04 a 1,32%, na de origem oriental chega até 7%.

(2)

2.3 Ocorrência

Não foi encontrado na literatura consultado o registro dessa substância em

outras espécies.

(2)

2.4 Características gerais

Liquido viscoso, insolúvel em água.

(2)

2.5 Atividade biológica

Seus efeitos são semelhantes aos do 9 – THC, porém com menor atividade

psicotrópica. Sua experimentação em crianças, sob tratamento antineoplástico,

mostrou também atividade antiemética, com negligiveis efeitos colaterais.

(2)

2.6 Teor

Ocorre em quantidade muito menor do que o 9 – THC.

(2)

2.7 Ocorrência

Não foi encontrado na literatura consultada o registro dessa substância em

outras espécies.

(2)

2.8 Características gerais

São as mesmas do 9 – THC.

3 Por que é proibido?

(1)

3.1 Controle Social

Anslinger também atuou internacionalmente. Criou uma rede de espiões e

passou a freqüentar as reuniões da Liga das Nações, antecessora da ONU,

propondo tratados cada vez mais duros para reprimir o tráfico internacional. Também

começou a encontrar líderes

de vários países

e

a levar

a

eles

os mesmos

argumentos aterrorizantes que funcionaram com os americanos. Não foi difícil

convencer os governos – já na década de 20 o Brasil adotava leis federais anti-

maconha. A Europa também embarcou na onda proibicionista.

"A proibição das drogas serve aos governos porque é uma forma de controle

social das minorias", diz o cientista político Thiago Rodrigues, pesquisador do

Núcleo de Estudos Interdisciplinares sobre Psicoativos. Funciona assim: maconha é

coisa de mexicano, mexicanos são uma classe incômoda. "Como não é possível

proibir alguém de ser mexicano, proíbe-se algo que seja típico dessa etnia", diz

Thiago. Assim, é possível manter sob controle todos os mexicanos - eles estarão

sempre ameaçados de cadeia. Por isso a proibição da maconha fez tanto sucesso

no mundo. O governo brasileiro achou ótimo mais esse instrumento para manter os

negros

sob

imigrantes.

controle.

Os

europeus

também

adoraram

poder

enquadrar

seus

A proibição foi virando uma forma de controle internacional por parte dos

Estados Unidos, especialmente depois de 1961, quando uma convenção da ONU

determinou que as drogas são ruins para a saúde e o bem-estar da humanidade e,

portanto, eram necessárias ações coordenadas e universais para reprimir seu uso.

"Isso abriu espaço para intervenções militares americanas", diz Maierovitch. "Virou

um pretexto oportuno para que os americanos possam entrar em outros países e

exercer os seus interesses econômicos”.

Estava erguida uma estrutura mundial interessada em manter as drogas na

ilegalidade, a maconha entre elas. Um ano depois, em 1962, o presidente John

Kennedy demitiu Anslinger – depois de nada menos que 32 anos à frente do FBN.

Um grupo formado para analisar os efeitos da droga concluiu que os riscos da

maconha estavam sendo exagerados e que a tese de que ela levava a drogas mais

pesadas era furada. Mas não veio a descriminalização. Pelo contrário. O presidente

Richard Nixon endureceu mais a lei, declarou "guerra às drogas" e criou o DEA (em

português, Escritório de Coação das Drogas), um órgão ainda mais poderoso que o

FBN, porque, além de definir políticas, tem poder de polícia.

3.2 Fibras sintéticas e papel

(1)

Mas é improvável que a cruzada fosse motivada apenas pela sede de poder.

Outros interesses devem ter pesado. Anslinger era casado com a sobrinha de

Andrew Mellon, dono da gigante petrolífera Gulf Oil e um dos principais investidores

da igualmente gigante Du Pont. "A Du Pont foi uma das maiores responsáveis por

orquestrar a destruição da indústria do cânhamo", afirma o escritor Jack Herer, em

seu livro The Emperor Wears No Clothes (O imperador está nu, ainda sem

tradução). Nos anos 20, a empresa estava desenvolvendo vários produtos a partir do

petróleo: aditivos para combustíveis, plásticos, fibras sintéticas como o náilon e

processos químicos para a fabricação de papel feito de madeira. Esses produtos

tinham uma coisa em comum: disputavam o mercado com o cânhamo. Seria um

empurrão considerável para a nascente indústria de sintéticos se as imensas

lavouras de cannabis fossem destruídas, tirando a fibra do cânhamo e o óleo da

semente

do

mercado.

"A

maconha

foi

proibida

por

interesses

econômicos,

especialmente para abrir o mercado das fibras naturais para o náilon", afirma o

jurista Wálter Maierovitch, especialista em tráfico de entorpecentes e ex-secretário

nacional anti-drogas.

Anslinger tinha um aliado poderoso na guerra contra a maconha: William

Randolph Hearst, dono de uma imensa rede de jornais. Hearst era a pessoa mais

influente dos Estados Unidos. Milionário, comandava suas empresas de um castelo

monumental na Califórnia, onde recebia artistas de Hollywood para passear pelo

zoológico particular ou dar braçadas na piscina coberta adornada com estátuas

gregas. Foi nele que Orson Welles se inspirou para criar o protagonista do filme

Cidadão Kane. Hearst sabidamente odiava mexicanos. Parte desse ódio talvez se

devesse ao fato de que, durante a Revolução Mexicana de 1910, as tropas de

Pancho Villa (que, aliás, faziam uso freqüente de maconha) desapropriaram uma

enorme propriedade sua. Sim, Hearst era dono de terras e as usava para plantar

eucaliptos e outras árvores para produzir papel. Ou seja, ele também tinha interesse

em que a maconha americana fosse destruída – levando com ela a indústria de

papel de cânhamo.

Hearst iniciou, nos anos 30, uma intensa campanha contra a maconha. Seus

jornais passaram a publicar seguidas matérias sobre a droga, às vezes afirmando

que a maconha fazia os mexicanos estuprarem mulheres brancas, outras noticiando

que 60% dos crimes eram cometidos sob efeito da droga (um número tirado sabe-se

lá de onde). Nessa época, surgiu a história de que o fumo mata neurônios, um mito

repetido até hoje. Foi Hearst que, se não inventou, ao menos popularizou o nome

marijuana (ele queria uma palavra que soasse bem hispânica, para permitir a

associação direta entre a droga e os mexicanos). Anslinger era presença constante

nos jornais de Hearst, onde contava suas histórias de terror. A opinião pública ficou

apavorada. Em 1937, Anslinger foi ao Congresso dizer que, sob o efeito da

maconha, "algumas pessoas embarcam numa raiva delirante e cometem crimes

violentos". Os deputados votaram pela proibição do cultivo, da venda e do uso da

cannabis, sem levar em conta as pesquisas que afirmavam que a substância era

segura. Proibiu-se não apenas a droga, mas a planta. O homem simplesmente

cassou o direito da espécie Cannabis sativa de existir.

(1)

4. Maconha Faz Mal?

Taí uma pergunta que vem sendo feita faz tempo. Depois de mais de um

século de pesquisas, a resposta mais honesta é: faz, mas muito pouco e só para

casos extremos. O uso moderado não faz mal. A preocupação da ciência com esse

assunto começou em 1894, quando a Índia fazia parte do Império Britânico. Havia,

então, a desconfiança de que o bhang, uma bebida à base de maconha muito

comum na Índia, causava demência. Grupos religiosos britânicos reivindicavam sua

proibição. Formou-se a Comissão Indiana de Drogas da Cannabis, que passou dois

anos investigando o tema. O relatório final desaconselhou a proibição: "O bhang é

quase sempre inofensivo quando usado com moderação e, em alguns casos, é

benéfico. O abuso do bhang é menos prejudicial que o abuso do álcool".

Em 1944, um dos mais populares prefeitos de Nova York, Fiorello La Guardia,

encomendou outra pesquisa. Em meio à histeria antimaconha de Anslinger, La

Guardia resolveu conferir quais os reais riscos da tal droga assassina. Os cientistas

escolhidos por ele fizeram testes com presidiários (algo comum na época) e

concluíram: "O uso prolongado da droga não leva à degeneração física, mental ou

moral". O trabalho passou despercebido no meio da barulheira proibicionista de

Anslinger.

A partir dos anos 60, várias pesquisas parecidas foram encomendadas por

outros governos. Relatórios produzidos na Inglaterra, no Canadá e nos Estados

Unidos aconselharam um afrouxamento nas leis. Nenhuma dessas pesquisas foi

suficiente para forçar uma mudança. Mas a experiência mais reveladora sobre a

maconha e suas conseqüências foi realizada fora do laboratório. Em 1976, a

Holanda

decidiu

parar

de

prender

usuários

de

maconha

desde

que

eles

comprassem a droga em cafés autorizados. Resultado: o índice de usuários continua

comparável aos de outros países da Europa. O de jovens dependentes de heroína

caiu - estima-se que, ao tirar a maconha da mão dos traficantes, os holandeses

separaram essa droga das mais pesadas e, assim, dificultaram o acesso a elas.

Nos últimos anos, os possíveis males da maconha foram cuidadosamente

escrutinados – às vezes por pesquisadores competentes, às vezes por gente mais

interessada em convencer os outros da sua opinião. Veja nas próximas paginas um

resumo do que se sabe:

4.1 Câncer

(1)

Não se provou nenhuma relação direta entre fumar maconha e câncer de

pulmão, traquéia, boca e outros associados ao cigarro. Isso não quer dizer que não

haja. Por muito tempo, os riscos do cigarro foram negligenciados e só nas últimas

duas décadas ficou claro que havia uma bomba-relógio armada - porque os danos

só se manifestam depois de décadas de uso contínuo. Há o temor de que uma

bomba

semelhante

esteja

para

explodir

no

caso

da

maconha,

cujo

uso

se

popularizou a partir dos anos 60. O que se sabe é que o cigarro de maconha tem

praticamente a mesma composição de um cigarro comum – a única diferença

significativa

é

o

princípio

ativo.

No

cigarro

é

a

nicotina,

na

maconha

o

tetrahidrocanabinol, ou THC. Também é verdade que o fumante de maconha tem

comportamentos mais arriscados que o de cigarro: traga mais profundamente, não

usa filtro e segura a fumaça por mais tempo no pulmão (o que, aliás, segundo os

cientistas, não aumenta os efeitos da droga). Em compensação, boa parte dos

maconheiros fuma muito menos e pára ou reduz o consumo depois dos 30 anos

(parar cedo é sabidamente uma forma de diminuir drasticamente o risco de câncer).

Em resumo: o usuário eventual de maconha, que é o mais comum, não precisa se

preocupar com um aumento grande do risco de câncer. Quem fuma mais de um

baseado por dia há mais de 15 anos deve pensar em parar.

4.2 Dependência

(1)

Algo entre 6% e 12% dos usuários, dependendo da pesquisa, desenvolve um

uso compulsivo da maconha (menos que a metade das taxas para álcool e tabaco).

A questão é: será que a maconha é a causa da dependência ou apenas uma válvula

de escape. "Dependência de maconha não é problema da substância, mas da

pessoa", afirma o psiquiatra Dartiu Xavier, coordenador do Programa de Orientação

e Atendimento a Dependentes da Escola Paulista de Medicina. Segundo Dartiu, há

um perfil claro do dependente de maconha: em geral, ele é jovem, quase sempre

ansioso e eventualmente depressivo. Pessoas que não se encaixam nisso não

desenvolvem o vício. "E as que se encaixam podem tanto ficar dependentes de

maconha quanto de sexo, de jogo, de internet", diz.

Muitos especialistas apontam para o fato de que a maconha está ficando mais

perigosa – na medida em que fica mais potente. Ao longo dos últimos 40 anos, foi

feito um melhoramento genético, cruzando plantas com alto teor de THC. Surgiram

variedades como o skunk. No último ano, foram apreendidos carregamentos de

maconha alterada geneticamente no Leste europeu – a engenharia genética é usada

para aumentar a potência, o que poderia aumentar o potencial de dependência.

Segundo o farmacólogo Leslie Iversen, autor do ótimo The Science of Marijuana (A

ciência da maconha, sem tradução para o português) e consultor para esse tema da

Câmara dos Lordes (o Senado inglês), esses temores são exagerados e o aumento

da concentração de THC não foi tão grande assim.

Para além dessa discussão, o fato é que, para quem é dependente maconha

faz muito mal. Isso é especialmente verdade para crianças e adolescentes. "O

sujeito com 15 anos não está com a personalidade formada. O uso exagerado de

maconha pode ser muito danoso a ele", diz Dartiu. O maior risco para adolescentes

que fumam maconha é a síndrome amotivacional, nome que se dá à completa perda

de interesse que a droga causa em algumas pessoas. A síndrome amotivacional é

muito mais freqüente em jovens e realmente atrapalha a vida – é quase certeza de

bomba na escola e de crise na família.

(1)

4.3 Danos cerebrais

"Maconha mata neurônios”. Essa frase, repetida há décadas, não passa de

mito. Bilhões de dólares foram investidos para comprovar que o THC destrói tecido

cerebral – às vezes com pesquisas que ministravam doses de elefante em ratinhos, -

mas nada foi encontrado.

Muitas experiências foram feitas em busca de danos nas capacidades

cognitivas do usuário de maconha. A maior preocupação é com a memória. Sabe-se

que o usuário de maconha, quando fuma, fica com a memória de curto prazo

prejudicada. São bem comuns os relatos de pessoas que têm idéias que parecem

geniais durante o "barato", mas não conseguem lembrar-se de nada no momento

seguinte. Isso acontece porque a memória de curto prazo funciona mal sob o efeito

de maconha e, sem ela, as memórias de longo prazo não são fixadas (é por causa

desse "desligamento" da memória que o usuário perde a noção do tempo). Mas esse

dano não

é permanente. Basta ficar sem fumar que tudo

volta a funcionar

normalmente. O mesmo vale para o raciocínio, que fica mais lento quando o usuário

fuma muito freqüentemente.

Há pesquisas com usuários "pesados" e antigos, aqueles que fumam vários

baseados por dia há mais de 15 anos, que mostraram que eles se saem um pouco

pior em alguns testes, principalmente nos de memória e de atenção. As diferenças,

no entanto, são sutis. Na comparação com o álcool, a maconha leva grande

vantagem: beber muito provoca danos cerebrais irreparáveis e destrói a memória.

4.4 Coração

(1)

O uso de maconha dilata os vasos sangüíneos e, para compensar, acelera os

batimentos cardíacos. Isso não oferece risco para a maioria dos usuários, mas a

droga deve ser evitada por quem sofre do coração.

(1)

4.5 Infertilidade

Pesquisas

mostraram

que

o

usuário

freqüente

tem

o

número

de

espermatozóides reduzido. Ninguém conseguiu provar que isso possa causar

infertilidade, muito menos impotência. Também está claro que os espermatozóides

voltam ao normal quando se pára de fumar.

4.6 Depressão imunológica

(1)

Nos anos 70, descobriu-se que o THC afeta os glóbulos brancos, células de

defesa do corpo. No entanto, nenhuma pesquisa encontrou relação entre o uso de

maconha e a incidência de infecções.

4.7 Loucura

(1)

No passado, acreditava-se que maconha causava demência. Isso não se

confirmou, mas sabe-se que a droga pode precipitar crises em quem já tem doenças

psiquiátricas.

(1)

4.8 Gravidez

Algumas pesquisas apontaram uma tendência de filhos de mães que usaram

muita maconha durante a gravidez de nascer com menor peso. Outras não

confirmaram a suspeita. De qualquer maneira, é melhor evitar qualquer droga

psicoativa durante a gestação. Sem dúvida, a mais perigosa delas é o álcool.

(1)

5. Maconha Faz Bem?

No geral, não. A maioria das pessoas não gosta dos efeitos e as afirmações

de que a erva, por ser "natural", faz bem, não passam de besteira. Outros adoram e

relatam que ela ajuda a aumentar a criatividade, a relaxar, a melhorar o humor, a

diminuir a ansiedade. É inevitável: cada um é um.

O uso medicinal da maconha é tão antigo quanto à maconha. Hoje há muitas

pesquisas com a cannabis para usá-la como medicamento. Segundo o farmacólogo

inglês Iversen, não há dúvidas de que ela seja um remédio útil para muitos e

fundamental para alguns, mas há um certo exagero sobre seus potenciais. Em

outras palavras: a maconha não é a salvação da humanidade. Um dos maiores

desafios dos laboratórios é tentar separar o efeito medicinal da droga do efeito

psicoativo – ou seja, criar uma maconha que não dê "barato". Muitos pesquisadores

estão chegando à conclusão de que isso é impossível: aparentemente, as mesmas

propriedades químicas que alteram a percepção do cérebro são responsáveis pelo

caráter curativo. Esse fato é uma das limitações da maconha como medicamento, já

que muitas pessoas não gostam do efeito mental. No Brasil, assim como em boa

parte do mundo, o uso médico da cannabis é proibido e milhares de pessoas usam o

remédio ilegalmente. Conheça alguns dos usos:

5.1 Câncer

(1)

Pessoas tratadas com quimioterapia muitas vezes têm enjôos terríveis,

eventualmente

tão

terríveis

que

elas

preferem

a

doença

ao

remédio.

medicamentos para reduzir esse enjôo e eles são eficientes. No entanto, alguns

pacientes não respondem a nenhum remédio legal e respondem maravilhosamente

à maconha. Era o caso do brilhante escritor e paleontólogo Stephen Jay Gould, que,

em agosto de 2002, finalmente, perdeu uma batalha de 20 anos contra o câncer.

Gould nunca tinha usado drogas psicoativas – ele detestava a idéia de que

interferissem no funcionamento do cérebro. Veja o que ele disse: "A maconha

funcionou como uma mágica. Eu não gostava do 'efeito colateral' que era o borrão

mental. Mas a alegria cristalina de não ter náusea – e de não experimentar o pavor

nos dias que antecediam o tratamento – foi o maior incentivo em todos os meus

anos de quimioterapia".

(1)

5.2 Aids

Maconha dá fome. Qualquer um que fuma sabe disso (aliás, esse é um de

seus inconvenientes: ela engorda). Nenhum remédio é tão eficiente para restaurar o

peso de portadores do HIV quanto à maconha. E isso pode prolongar muito a vida:

acredita-se que manter o peso seja o principal requisito para que um soropositivo

não desenvolva a doença. O problema: a cannabis tem uma ação ainda pouco

compreendida no sistema imunológico. Sabe-se que isso não representa perigo para

pessoas saudáveis, mas pode ser um risco para doentes de Aids.

(1)

5.3 Esclerose múltipla

Essa doença degenerativa do sistema nervoso é terrivelmente incômoda e

fatal. Os doentes sentem fortes espasmos musculares, muita dor e suas bexigas e

intestinos funcionam muito mal. Acredita-se que ela seja causada por uma má

função do sistema imunológico, que faz com que as células de defesa ataquem os

neurônios. A maconha alivia todos os sintomas. Ninguém entende bem por que ela é

tão eficiente, mas especula-se que tenha a ver com seu pouco compreendido efeito

no sistema imunológico.

5.4 Dor

(1)

A cannabis é um analgésico usado em várias ocasiões. Os relatos de alívio

das cólicas menstruais são os mais promissores.

(1)

5.5 Glaucoma

Essa doença caracteriza-se pelo aumento da pressão do líquido dentro do

olho e pode levar à cegueira. Maconha baixa a pressão intra-ocular. O problema é

que, para ser um remédio eficiente, a pessoa tem que fumar a cada três ou quatro

horas, o que não é prático e, com certeza, é nocivo (essa dose de maconha deixaria

o paciente eternamente "chapado"). Há estudos promissores com colírios feitos à

base de maconha, que agiriam diretamente no olho, sem afetar o cérebro.

(1)

5.6 Ansiedade

Maconha é um remédio leve e pouco agressivo contra a ansiedade. Isso, no

entanto, depende do paciente. Algumas pessoas melhoram após fumar; outras,

principalmente as pouco habituadas à droga, têm o efeito oposto. Também há

relatos de sucesso no tratamento de depressão e insônia, casos em que os

remédios disponíveis no mercado, embora sejam mais eficientes, são também bem

mais agressivos e têm maior potencial de dependência.

(1)

5.7 Dependência

Dois psiquiatras brasileiros, Dartiu Xavier e Eliseu Labigalini, fizeram uma

experiência interessante. Incentivaram dependentes de crack a fumar maconha no

processo de largar o vício. Resultado: 68% deles abandonaram o crack e, depois,

pararam espontaneamente com a maconha, um índice altíssimo. Segundo eles, a

maconha é um remédio feito sob medida para combater a dependência de crack e

cocaína, porque estimula o apetite e combate a ansiedade, dois problemas sérios

para cocainômanos. Dartiu e Eliseu pretendem continuar as pesquisas, mas estão

com problemas para conseguir financiamento – dificilmente um órgão público

investirá num trabalho que aposte nos benefícios da maconha.

6. O Presente

(1)

Segundo dados da ONU, 147 milhões de pessoas fumam maconha no

mundo, o que faz dela a terceira droga psicoativa mais consumida do mundo, depois

do tabaco e do álcool. A droga é proibida em boa parte do mundo, mas, desde que a

Holanda começou a tolerá-la, na década de 70, alguns outros países europeus

seguiram os passos da descriminalização. Itália e Espanha há tempos aceitam

pequenas quantidades da erva – embora a Espanha esteja abandonando a posição

branda e haja projetos de lei, na Itália, no mesmo sentido. O Reino Unido acabou de

anunciar que descriminalizou o uso da maconha – a partir do ano de 2003 a droga

será apreendida e o portador receberá apenas uma advertência verbal. Os ingleses

esperam, assim, poder concentrar seus esforços na repressão de drogas mais

pesadas. No ano passado, Portugal endureceu as penas para o tráfico, mas

descriminalizou o usuário de qualquer droga, desde que ele seja encontrado com

quantidades pequenas. Porte de drogas virou uma infração administrativa, como

parar em lugar proibido.

Nos últimos anos, os Estados Unidos também mudaram sua forma de lidar

com as drogas. Dentro da tendência mundial de ver a questão mais como um

problema de saúde do que criminal, o país, em vez de botar na cadeia, obriga o

usuário a se tratar numa clínica para dependentes. "Essa idéia é completamente

equivocada", afirma o psiquiatra Dartiu Xavier, refletindo a opinião de muitos

especialistas. "Primeiro porque nem todo usuário é dependente. Segundo, porque

um tratamento não funciona se é compulsório – a pessoa tem que querer parar", diz.

No sistema americano, quem recusa o tratamento ou o abandona vai para a cadeia.

Portanto, não é uma descriminalização. "Chamo esse sistema de 'solidariedade

autoritária'", diz o jurista Maierovitch. O Brasil planeja adotar o mesmo modelo.

7. A maconha como fonte de energia

(3)

7.1 A semente do cânhamo como fonte de energia

Os óleos vegetais são superiores ao petróleo sob vários aspectos, e a

semente de cânhamo produz um dos mais finos óleos da natureza. Ele pode

também ser facilmente convertido em combustível diesel. Desde que não seja para

consumo humano, o óleo rançoso pode ser usado. Processos de extração química

podem elevar a produção total de óleo para 40% do volume da semente. Esse óleo

combustível era tradicionalmente refinado e usado em lâmpadas, no aquecimento e

para cozinhar.

Uma colheita média de sementes de cânhamo corresponde a 50 a 75

alqueires por hectare, cada alqueire pesando 20 Kg. Isso nos deixa com uma

variação de 1 a 15 toneladas por hectare, para uma media de 1,25 toneladas por

hectare. (Estes números são conservadores. Um estudo do cânhamo silvestre feito

no Illinois chegou a uma estimativa muito mais alta da produção da semente, dez

toneladas

por

hectare,

número

aproximadamente

oito

vezes

maior

apresentados aqui.).

Se 35%

desse peso for óleo,

a produção será de 437,5 Kg.

O

que

os

óleo de

cânhamo pesa cerca de 3,5 kg por galão. Isso significa que um hectare produziria

cerca de 120 galões de óleo de semente (comparados aos 150 da açafroa ou do

girassol), mais 850 kg de massa de semente, além de varias toneladas de caule.

(um hectare de semente de cânhamo produzirá um menor peso de caules e uma

fibra de qualidade inferior que a produzida por uma planta fibrosa. Dependendo da

demanda e da qualidade do produto, a massa de semente e o caule podem ser

comercializados como produtos separados ou convertidos em combustível.).

O óleo de semente de cânhamo tem qualidades combustíveis e níveis de

viscosidades semelhantes aos do óleo calorífero número dois. É substancialmente

mais espesso que o combustível líquido processado e se beneficia da adição de

uma pequena qualidade de metanol. Isso produz combustível liquido oxigenado de

qualidades

superior.

Com

limites

de

variação

de

fervura

e

uma

viscosidade

semelhantes aos diesel petróleo.Sem essa modificação, o óleo de cânhamo, como

outro qualquer óleo vegetal, acarretaria excessivos depósitos de injetores.Uma vez

processada, no entanto, essa fonte híbrida de combustível produz plena potencia do

motor com monóxido de carbono reduzido e 75% menos fuligem e particulados.

A questão crítica aqui não é decidir se é possível ou não produz energia dessa

maneira, mas se outros usos para a planta não seriam mais lucrativos. Pelo menos

por enquanto, o uso da semente e de seu óleo como nutriente, lubrificante e na

indústria e mais lucrativo que a produção de 125 galões por hectare. Contudo, se tal

combustível fosse usado por agricultores para mover equipamentos, essa auto-

suficiência reduziria os custos globais da produção e elevaria a lucratividade da

plantação.

7.2 O caule de cânhamo como fonte de energia

(3)

Numa base de produção por hectare inclui os caules de cânhamo como

combustível è muito produtivo que limitar esse desenvolvimento ao óleo da semente.

As raízes

Do cânhamo e a matéria folhada enriquecem arejam e afrouxam o solo quando nele

deixadas para preservar sua vitalidade. O caule lenhoso do cânhamo pode ser de

removido e enfartado ou enfeixado e queimado diretamente para produzir calor e

para alimentar caldeiras geradoras de eletricidade. A celulose e a hemicelulose do

cerne podem ser decompostas enzimática bacteriologicamente em amidos que, por

sua vez, podem ser transformados por fermentação em combustíveis alcoólicos ou

ainda desintegrados em metanol, etanol ou gás metano. A pirólise de que os antigos

egípcios foram os pioneiros, pode produzir carvão vegetal, gases não condensáveis,

ácidos acético, acetona metanol e líquidos orgânicos condensáveis conhecidos

como óleo combustível pirolítico. A tecnologia pode funcionar com algo entre

tambores de 55 galões a grandes usinas processadoras.

Produzindo 12.5 a 25 toneladas de caules secos por hectare, a agricultura

voltada para a produção de energia poderia ser um empreendimento rentável.

Usando a cifra conservadora de 12.5 toneladas podemos extrapolar: a conversão de

12.5 toneladas de caules produzira 1.250 galões de metanol por hectare. A um custo

por atacado de 60 centavos de dólar por galão, isso equivale a um ganho bruto de

750 dólares por hectare, um pouco mais de vegetais comumente cultivados como o

trigo ou o milho. Por outro lado, a compra desses mesmos 1.250 galões de

combustível custaria ao fazendeiro cerca de 1.500 dólares. Portanto, o valor desse

combustível dobra para o agricultor se ele o usar para contrabalançar as despesas

da lavoura em vez de vendê-lo por atacado para depois comprar combustível no

mercado varejista.

Isto parece sugerir desenvolvimento cooperativo de unidades regionais para a

conversão de biomassa de tamanho pequeno a médio, onde os agricultores levariam

cânhamo cru ou parcialmente processado para ser convertido, em troca de um

fornecimento regular de combustível. Isso poderia ser feito em conjunção com uma

decorticação ou outro serviço do gênero, de tal modo que a colheita de cânhamo

fosse selecionada, processada e expedida como material de valor agregado para o

devido usuário final. Isso proporcionaria ao agricultor ser mais elevado potencial de

lucro: fornecer ás indústrias matérias prontos para uso e baixos custos de transporte

graças á eliminação do volume inicial de custo posteriores para o descarte de

subprodutos não desejados.

Uma analise prevê retornos energéticos mais elevados se for produzido

gasogênio através da gaseificação ou caules. Outras opções são a hidrólise, a

difração, ou vários processos de destilação.

8. Usos veterinários

(3)

A cannabis foi amplamente usada na Ásia para o tratamento das doenças de

animais. Costuma ser administrada a elefantes e bois para aliviar sua fadiga e dar-

lhes

maior

resistência

e

força.

Montes

de

folhas

de

cânhamo

silvestre

são

queimados para desinfetar estábulos e celeiros e tratar problemas respiratórios. Um

bolo de flores de cânhamo, açúcar e grãos é ministrado aos animais domésticos

para o tratamento da cólica, da constipação, da diarréia, de vermes e de peste

bovina (uma forma de difteria). Dá – se bangue ao gado antes do acasalamento e

para aumentar a lactação.

Quando

a

semente

de

cânhamo

é

dada

as

aves

domesticas

com

regularidade, as aves não ficam “sem apetite” e não é preciso usar hormônios para

engorda-las .A produção de ovos também aumenta. A farinha grossa de cânhamo

tem efeito análogo a de cereais na dieta das galinhas, mantendo o revestimento de

suas moelas livres de corrugações e erosões.

9. A Maconha e as religiões

(3)

9.1 Budismo

Na tradição do budismo mahaiana, reza a lenda que o bruxo viveu de uma

semente de cannabis por dia durante os seis anos de disciplina ascética que

precederam sua iluminação. Mas o envolvimento da cannabis em alguns tipos de

pratica

budista

é

mais

que

meramente

místico

e

é

tanto

histórico

quanto

contemporâneo. Por exemplo, segundo RICHARD EVANS SCHULTES, professor de

botânica em HARVARD, e ALBERT HOFMANN, descobridor do LSD, dois dos mais

destacados especialistas em plantas psicoativas, os budistas tântricos do HIMALAIA

tibetano usam a cannabis ritualmente para aprofundar sua meditação e elevar a

consciência.

9.2 Cristianismo

(3)

É bem possível que a orientação puritana que o cristianismo atual manifesta

em relação aos psicotrópicos trata a inclinação de sua historia mais antiga. Em

particular, a tradição cristã da eucaristia talvez derive de tradições sacramentais

anteriores – do hinduismo, zoroastrismo, e assim por diante - em que o cânhamos e

outras substâncias psicoativas eram empregados. Alguns comentadores sugerem

com uma lógica razoável se não com muitas provas incontestáveis, que JESUS

pode ter aprendido a cerimônia diretamente de outras seitas usuárias do cânhamo,

talvez os gnósticos, embora o conhecimento que estes teriam tido sobre o cânhamo

seja também inferido não documentado. A mesma linha de reflexão poderia levar á

suposição de que as primeiras cerimônias eucarísticas teriam incluído o próprio

cânhamo.

9.3 judaísmo

(3)

Como mencionado anteriormente, os judeus antigos comerciavam com

culturas usuárias de cannabis, e afirmações de que suas próprias praticas religiosas

permaneceram livres de substância psicoatívas – afora o vinho sacramental –são

suspeitas. Sula Benet escreve: “A assombrosa semelhança entre a palavra semita

KANBOS e a palavra cita cannabis leva-me a supor que a palavra cita teve origem

semita” Outros estudiosos discutiram a respeito, mas etimologistas da universidade

hebraica em Jerusalém, concluíram em 1980 que a palavra kineboisindo antigo

testamento, significa de fato cannabis. Representantes embaraçados das correntes

dominantes,

tanto

judaicas

quanto

cristã,

mostraram

que

o

kineboisin

era

simplesmente parte de um óleo sagrado para ungir que Deus ordenou a MOISES

aplicar externamente [GENESES 30:23].Mas se o uso da cannabis é admitido nesse

caso, não teria ela sido uma escolha óbvia, que a Bíblia para servir mostra os judeus

usando ritualmente até cerca 300 Ac ?

9.4 Tradições africanas

(3)

O uso da cannabis, tanto para fins religiosos quanto para outros, mais

informações, de alteração da mente, abunda em todo o continente africano embora

ninguém tenha sido capas de fixar uma data de origem, a inalação informal e ritual

de fumaça de cannabis é anterior á chegada dos europeus. Conhecida, sobretudo

como dagga, a cannabis é um sacramento e um remédio para os pigmeus, os zulus

e os hotentotes. Nos tempos antigos, a Etiópia era conhecida como a “terra do

incenso” – isso num pais ainda renomado por seu potente haxixe.

O cristianismo etíope, em que o uso da cannabis é comum, é anterior até á

formação da igreja católica romana. É possível, porem, que o uso da cannabis pelos

cristão etíopes no culto tenham origem ainda remota. A igreja copta SIÃO da Etiópia

conserva uma pratica eucarística baseada na cannabis que seus membros mais

idosos atribuem, através da tradição oral, a seus ancestrais de antes da era cristã.

Quando nativos dessa região foram levados para a JAMAICA como escravos,

levaram consigo sua espiritualidade ligadas á cannabis. Possivelmente lançando as

sementes para adoção pelo movimento rastafari de nossos dias.

WILLIAM ENBODEN JR, destacado especialista em plantas psicoatívas,

relata que o narquilé, usado para refrescar e purificar a fumaça da cannabis foi

desenvolvido na AFRICA DO NORTE. Antes da chegada dos portugueses, escreve

emboden, o povo do vale do ZAMBEZE no sul da áfrica, costumava se unir numa

comunidade pela inalação da fumaça de um monte de cânhamo a arder em fogo

brando. Posteriormente, métodos mais avançados, entre os quais os narguilés

aperfeiçoaram essa pratica.

No final do século XIX, os balubas, uma tribo banto que conquistou grande

parte do congo belga, usou a dagga para unificar povos subjugados tendo primeiro

destruído ostensivamente os objetos religiosos tradicionais das tribos, o chefe

KALAMBA-MOUKENGE substituiu-os pela dagga parta promover a harmonia e a

cooperação entre elas”. tão impressionadas ficaram as facções antes em conflitos”,

observa emboden “ que se uniram sob nome BENA- RIAMBA – filhos da cannabis “.

Na áfrica do norte contemporânea muitas pessoas mantem em suas casas

salas

especiais

onde

fuma

KIF

enquanto

transmitida á nova geração.

9.5 Tradições japonesas

(3)

historias

,

danças

e

canções

são

Marinheiros levaram o cânhamo para o Japão, onde ele foi chamado asa e

desempenhou uma função em muitos rituais e historias tradicionais. Diz-se que os

sacerdotes xintoísta do antigo Japão usavam varetas cerimoniais – chamadas

GOHEI – com fibras de cânhamo não tingidas amarradas a uma ponta. Acreditava-

se que agitar as fibras, que simbolizavam a pureza, sobre a cabeça de uma pessoa

expulsava espíritos malignos que nela residem. O cânhamo não tingidas amarradas

a uma ponta. Acreditava-se que agitar as fibras, que simbolizavam a pureza, sobre a

cabeça de uma pessoa expulsava quaisquer espíritos malignos que nela residisse. O

cânhamo desempenhava também um papel nos costumes ligados ao casamento

dos primeiros tempos. A família do noivo mandava presentes de cânhamo para a

família da noiva no intuito de demonstrar que aceitava. Fios da fibra eram exibidos

durante as núpcias como símbolo da obediência da esposa ao marido. O defensor

do cânhamo JACK HERER encontrou no xintoísmo indícios do uso de maconha para

ligar casais e agraciar sua união com risos e felicidade. A pesquisa de CHRIS

CONRAD indica que os taoístas japoneses usavam sementes de cannabis em seus

queimadores de incenso já no século 1 D.C.

(3)

9.6 Os prós e contras da espiritualidade baseada no cânhamo

Qualquer discussão das vantagens e desvantagens do consumo de cannabis

deve começar pela reafirmação da inocuidade inerente à substância de um ponto de

vista físico e psicológico. Uma referência psiquiátrica padrão afirma que a cannabis

não

produz

dependência

física,

nem

sintomas

de

abstinência,

nem

forte

dependência psicológica, nem gera no usuário a necessidade de aumentar a dose à

medida que se habitua a droga. Os poucos estudos que chegaram à conclusão

opostas

tiveram

suas

metodologias

questionada

para

não

mencionar

sua

motivação – e não forem replicados, perdendo o respeito da comunidade científica

mais ampla.

A decisão quanto a usar a cannabis para propósitos espirituais ou de

elevação

da

consciência

é

muito

mais

ambígua.

Obviamente,

muitos

líderes

espirituais rejeitam por completo a adequação da cannabis à prática espiritual; por

outro lado, um vasto número de pessoas viu seu envolvimento e curiosidade

espirituais aprofundados após usar maconha pela primeira vez.

O conselho padrão dado pelos líderes espirituais abertos para a cannabis e

outras

drogas

psicodélicas

é

que,

embora

essas

substâncias

possam

abrir

possibilidades para alguns que buscam uma consciência mais elevada, eles não são

capazes de proporcionar a iluminação propriamente dita. Em The Master Game,

Robert de Roppe expõe sua própria versão desse ponto de vista moderado:

É psicologicamente legitimo obter informação sobre o funcionamento do próprio

organismo por quaisquer meios que não danifiquem o organismo ou tornem

seu

possuidor

um

escravo

do

procedimento

em

questão

(fisicamente

dependente

de

uma

droga,

por

exemplo).

É

psicologicamente

(ou

espiritualmente) legitimo obter tal informação como parte de um jogo vital, cujo

objetivo é atingir estados mais elevados de consciência. Não é espiritualmente

legitimo tomar drogas psicodélicas por mero divertimento ou usa-las como

substituto do tipo de trabalho interno que é único capaz de produzir resultados

duradouros. Os que usam drogas dessa maneira

envolvem-se num espiral

descendentes

Por fim, a capacidade de reascender é inteiramente perdida.

Em alguns círculos, contudo, existe há muito a suspeita de que os grandes

mestres sabem na verdade como ter acesso aos estados mais elevados através de

drogas, mas guardam o segredo para si mesmo para proteger a informação do

abuso pelas massas. De fato, as tradições místicas conservam tipicamente um

conjunto privado, secreto, de práticas não destinadas ao consumo para o consumo

de massas, mas disponível para discípulos avançados, por vezes apenas por

intuição.

10. Semente do cânhamo e nutrição

(3)

A semente de Cânhamo já serviu como alimento básico em fomes que

assolaram a China, a Austrália e a Europa, inclusive na tão recente, segunda guerra

mundial, atualmente, ela é comida por muitos pobres da Índia: uma mistura chamada

Bosa consiste de sementes de quenopódio e de cânhamo, e a mura é feito com trigo

tostado, amaranto ou arroz e semente de cânhamo, diz-se que a sementes

transformam todos os vegetais em alimentos mais palatáveis e completos. Por vezes

elas são um ingredientes do CHUTNEY. Bangüê misturado com semente madura de

cânhamo é também usado para aromatizar ou fortaleceras formulas de preparo de

bebidas alcoólicas. É sabido também que mães da tribo Soto, da AFRICA DO SUL,

alimentam seus bebes com semente de cânhamo moída em papa.

A semente de cânhamo contém todos os aminoácidos e ácidos graxos

essenciais, sendo a mais completa proteína encontrável no reino vegetal. Ela

contém de 26 a31% de proteína natural. A farinha grossa contem ainda cerca de 6%

de carboidratos, 5 a 10% de gordura, 12% de fibra natural, 10% de umidade e 7% de

resíduos minerais.

A globulina edestina encontrada na proteína de cânhamo assemelha-se muito

aquela presente no plasma sanguíneo, e é facilmente digerida, absorvida e utilizada

pelo corpo humano.Ela é vital para a manutenção de um sistema imunológico

saudável, sendo usada para a produção de anticorpos para agentes invasores.

Cientistas vem estudando o uso de extratos da semente de cânhamo para reforçar

os sistemas imunológicos de pessoas com AIDS ou câncer.

A edestina de cânhamo é tão compatível com o sistema digestivo humano

que o estudo TCHECOSLOVACO sobre nutrição tubercular, realizado em 1955

verificou que a semente de cânhamo era o único alimento capaz de tratar com

sucesso a doença consumptiva de tuberculose, em que os processos nutritivos são

prejudicados e o corpo se consome. A edestina é considerada uma proteína tão

perfeita que em 1941 a revista SCIENCE queixou-se de que “a aprovação da lei de

taxação da MARIHUANA nos EUA em 1937 impôs ao comercio de semente de

cânhamo restrições que equivalem de fato a uma proibição”

parece claro que a

longa e importante carreira da proteína esta chegando ao fim nos ESTADOS

UNIDOS.

O peso da semente de cânhamo é constituído de 30 a 35% de óleo, sendo

este composto em 80% por dois ácidos graxos essenciais não saturados, o acido

linoléico e o acido linolénico, que não são produzidos pelo organismo e devem ser

supridos pela alimentação. O óleo contem também cerca de 8% por volume de acido

palmítico, esteárico, oléico e araquídico os 80% de ácidos graxos não saturados

contidos no óleo da semente de cânhamo são a mais elevada percentagem total

encontrada entre as plantas comuns usadas pelo homem. O óleo de linhaça fica em

segundo lugar com 72% desses ácidos. Como estes são muito sensíveis ao calor, a

luz

e

ao oxigênio,

o óleo de semente de cânhamo deve ser processado e

armazenado com cuidado [em ambiente frio e escuro, e sob vácuo] para que a

potencia dos ácidos graxo essenciais não saturados se preserve.

Esses ácidos são precursores das series de prostaglandinas [pge 1, 2, e 3] a

pge 1 inibe a produção de colesterol e dilata os vasos sanguíneos, alem de evitar a

coagulação de plaquetas de sangue nas artérias. Um estudo relatado em 1992

indicou que uma dieta de sementes de cânhamo provoca uma queda espantosa nos

níveis séricos de colesterol total. A pressão sanguínea também baixa após varias

semanas de ingestão da semente de cânhamo, ao que parece em razão do

suprimento constante de ácidos graxos não saturados.

(1)

11. O futuro

Há possibilidades de uma mudança no tratamento à maconha? "No Brasil,

não é fácil", diz Maierovitch, que, enquanto era secretário nacional antidrogas do

governo de Fernando Henrique Cardoso, planejou a descriminalização. "A lei hoje

em vigor em Portugal foi feita em conjunto conosco, com o apoio do presidente",

afirma. A idéia é que ela fosse colocada em prática ao mesmo tempo nos dois

países. Segundo Maierovitch, Fernando Henrique mudou de idéia depois. O jurista

afirma que há uma enorme influência americana na política de drogas brasileira. O

fato é que essa questão mais tira do que dá votos e assusta os políticos – e não só

aqui

no

Brasil.

O

deputado

federal

Fernando

Gabeira,

hoje

no

Partido

dos

Trabalhadores, é um dos poucos identificados com a causa da descriminalização.

"Pretendo, como um primeiro passo, tentar a legalização da maconha para uso

médico", diz. Mas suas idéias estão longe de ser unanimidade mesmo dentro do seu

partido. No remoto caso de uma legalização da compra e da venda, haveria dois

modelos possíveis. Um seria o monopólio estatal, com o governo plantando e

fornecendo as drogas, para permitir um controle maior. A outra possibilidade seria o

governo estabelecer as regras (composição química exigida, proibição para menores

de idade, proibição para fumar e dirigir), cobrar impostos (que seriam altíssimos,

inclusive para evitar que o preço caia muito com o fim do tráfico ilegal) e a iniciativa

privada assumir o lucrativo negócio. Não há no horizonte nenhum sinal de que isso

esteja

para

acontecer.

Foi

apurado,

em

consulta

ao

Instituto

Nacional

de

Propriedade Intelectual, que a Souza Cruz registrou, em 1997, a marca Marley – fica

para o leitor imaginar que produto a empresa de tabaco pretende comercializar com

o nome do ídolo do reggae.

12. Pesquisa

12.1 Professora de Literatura

Michele Freire Santos Almeida

O que você acha da utilização da maconha por usuários?

Contra! Extremamente contra o uso da planta para fins psicoativos.

O que isso acarreta na sociedade.

Provoca muita violência, sou contra a legalização da maconha!

Para fins científicos.

Concordo com a liberação exclusiva para fins de pesquisas e avanços tecnológicos

do uso desta planta.

Com relação a medicamentos com a maconha como principio ativo?

Não tenho restrições nem preconceito a este ponto, usaria sem problemas.

E ela sendo usada para fabricação de cosméticos?

Não vejo problemas nesta utilidade da maconha, usaria como qualquer outro

cosmético. Não vejo que isso seja alcançado a nível de Brasil, pois nosso povo tem

muito preconceito com relação à maconha.

Se o governo legaliza-se a maconha e mantivesse sob a sua responsabilidade,

gerando

impostos?

Você

acredita

que

centros

para

usuários

seria

uma

solução?

Sou contra qualquer idéia que venha levar a legalização da maconha, e não acho

que centros “fumodromos” sejam uma alternativa valida para a solução do problema.

Uma possível solução para o problema.

Difícil, a melhor opção seria a conscientização geral da população e programas mais

eficazes com relação à maconha e outras drogas.

12.2 Administradora de Empresa

Tabata Vieira

O que você acha da utilização da maconha por usuários?

Mau, mas o cigarro também é mau e não é marginalizado, como a maconha.

O

que isso acarreta na sociedade.

O

usuário passa a ser visto como marginal, sendo que não é assim o cigarro, a

bebida e os calmantes deveriam ser todos marginalizados, por esse ponto de vista e

proibidos, mas não é isso que se vez nas ruas.

Para fins científicos.

Concordo com a liberação para fins científicos, é bom para provar que não é tão

mau quanto parece ser.

Com relação a medicamentos com a maconha como principio ativo?

Não vejo problemas com relação ao uso terapêutico de plantas, inclusive sou a favor

da liberação de qualquer planta e produtos naturais para esse fim.

E ela sendo usada para fabricação de cosméticos?

Sem restrições, será só mais um no mercado.

Se o governo legaliza-se a maconha e mantivesse sob a sua responsabilidade,

gerando

impostos?

Você

acredita

que

centros

para

usuários

seria

uma

solução?

Para o governo é interessante, pois geraria maior lucro com os impostos, é só

controlar bem. Com relação aos centros, no Brasil não tem infra-estrutura nem para

a necessidade básica, quanto mais para centros de entorpecentes. Mesmo com

infra-estrutura não acho uma boa opção esse centros.

Uma possível solução para o problema.

Liberação igual a do cigarro e campanhas de conscientização do uso.

12.2 Farmacêutica

Schneyder Bonafé

Qual é a sua opinião com relação à maconha?

Reconheço que a cannabis sativa pode ser utilizada para certas finalidades, porém

as pessoas não estão preparadas para isso e o risco de usar indevidamente é

grande. Por tanto sou contra a sua utilização.

Ela deve ser banida da sociedade integralmente? Por quê?

Hoje diria que sim. Devido ao seu uso indevido, Teria que mudar toda uma cultura

para que se pudesse utilizar a cannabis.

Você acredita que ela pode ser usada para fins terapêuticos, sem danos ao

paciente?

Não.

Você é a favor da descriminalização da maconha?

Não.

A maconha é uma forma de renda extra para o país se bem aplicada a suas

utilidades?

Se o Brasil estiver preparado para isso, sim!

O óleo da semente da maconha produz um dos mais finos da natureza, que

pode ser utilizado como biodiesel, você acredita nesta possibilidade?

Sim.

O

óleo

tem

uma

vasta

utilização,

pode

ser

usado

para

fabricação

de

cosméticos, no Brasil com a marginalização da planta esse produto teria

futuro?

Não.

Um medicamento a base de cannabis sativa, você indicaria para um cliente

seu?

Não.

Você faria uso deste medicamento caso fosse necessário?

Se não houver outra opção talvez usasse.

No Brasil o governo tem condições de legalizar e manter a planta como renda

de imposto e avanço cientifico?

Não.

A ciência hoje esta apta para dar um aval de que a planta pode ser utilizada

como medicamento?

Como o próprio trabalho diz não existe uma comprovação terapêutica da cannabis e

sua utilização é restrita. Não acredito que a ciência hoje esteja apta.

Nas civilizações antigas a maconha era utilizada para produzir papel, cordas,

telas (canvas), e outras utilidades não seria uma ótima alternativa para reviver

esta ciência nos tempos de hoje? Ela renderia uma ótima lucratividade e

ajudaria a “filtrar” os gases da atmosfera que provocão o efeito estufa (sendo

usado como biodiesel).

Seria ótimo se as pessoas estiverem preparadas para isto. E não acredito que a

curto prazo consiga mudar uma cultura imposta de tantos anos.

12.3 Jornalista

Patrícia Mendonça

O que você acha da utilização da maconha por usuários?

Não tem nada a ver, normal como os índios.

O que isso acarreta na sociedade.

Na mesma. Não é legalizado, mas é como o cigarro antigamente.

Para fins científicos.

Concordo com a liberação para esta finalidade.

Com relação a medicamentos com a maconha como principio ativo?

Sou a favor, mas com essa sociedade hipócrita possivelmente não seria utilizado.

E ela sendo usada para fabricação de cosméticos?

Usaria inclusive.

Se o governo legaliza-se a maconha e mantivesse sob a sua responsabilidade,

gerando

impostos?

Você

acredita

que

centros

para

usuários

seria

uma

solução?

Sou a favor da legalização, a utilização será a mesma com ou sem liberação. Vai da

consciência

de

cada

pessoa.

Ficando

a

praticamente impossível.

Uma possível solução para o problema.

planta

sob

controle

do

governo,

e

Maior conscientização da população das drogas liberação e não liberadas.

12.4 Enfermeiro

Leandro Ribeiro

O que você acha da utilização da maconha por usuários?

Conciencia individual, não sou contra, porém você vive em um mundo de fantasia.

O que isso acarreta na sociedade.

Liberação com valores acessíveis, acarretando a diminuição da violência, devido à

necessidade do consumo.

Para fins científicos.

Restrição, para medicamento psicotrópico. A morfina é utilizada para retardar o

falecimento de pacientes e causa muito mais mau que a cannabis.

E ela sendo usada para fabricação de cosméticos?

O povo brasileiro é medíocre, só vê a maconha para malandro, seria aceito por mais

ou menos 1% da população que consegue enxergar a utilização racional.

Uma possível solução para o problema.

Legalizar com preços acessíveis como o cigarro.

12.5 Médico

Dr. Luigui Guercio

Qual é a sua opinião com relação à maconha?

Polêmico, deve ser mais debatido, e maior verificação dos prós e contras do seu

uso.

Ela deve ser banida da sociedade integralmente? Por quê?

Não, deve ser mais estudada, sem muita mitificação.

Você acredita que ela pode ser usada para fins terapêuticos, sem danos ao

paciente?

Sim, acredito associado a outras substâncias, devido que outros fármacos nasceram

a partir de venenos.

Você é a favor da descriminalização da maconha?

Sim.

A maconha é uma forma de renda extra para o país se bem aplicada a suas

utilidades?

Sim.

O óleo da semente da maconha produz um dos mais finos da natureza, que

pode ser utilizado como biodiesel, você acredita nesta possibilidade?

Sim.

O óleo

tem

uma

vasta

utilização,

pode

ser

usado

para

fabricação

de

cosméticos, no Brasil com a marginalização da planta esse produto teria

futuro?

Sim.

Um medicamento a base de cannabis sativa, você indicaria para um cliente

seu?

Sim, desde que esse medicamento esteja liberado pelos órgãos oficiais do país.

Você faria uso deste medicamento caso fosse necessário?

Sim, baseado na questão anterior.

No

Brasil o governo tem condições de legalizar e manter a planta como renda

de

imposto e avanço cientifico?

Não, atualmente não devido a corrupção.

A ciência hoje esta apta para dar um aval de que a planta pode ser utilizada

como medicamento?

Tecnicamente esta apta, mas ainda não conseguiu mostrar a sua utilidade com

baixos efeitos colaterais.

Nas civilizações antigas a maconha era utilizada para produzir papel, cordas,

telas (canvas), e outras utilidades não seria uma ótima alternativa para reviver

esta ciência nos tempos de hoje? Ela renderia uma ótima lucratividade e

ajudaria a “filtrar” os gases da atmosfera que provocão o efeito estufa (sendo

usado como biodiesel).

Sim.

Conclusão

A maconha tem um fim terapêutico, energia, nutrição, religiosos entre outras

utilidades, porém um preconceito estúpido de americanos contra mexicanos, já que

não

podiam

proibir

uma

pessoa

de

ser

mexicano

proibiram

algo

que

era

relativamente mexicano, a partir daí tudo se processou rápido para o resto do

mundo. Na década de 20 o Brasil entrou no clima de proibir e também a Europa,

desde os primórdios o que o EUA fazem esta certo! E o resto do mundo acompanha!

Hoje com a ciência avançando a cada dia, estamos chegando a um ponto

onde a maconha deverá ser desmarginalizada, pela política e pelas crenças

religiosas como o catolicismo que hoje é contra até o estudo de células tronco! Mas

a ciência tem a capacidade de provar que a maconha esta em evidencia com

relação às demais formas de utilização hoje, temos que conscientizar a nossa nação

para uma nova visão do mundo, pois não pode ficar como está, a mídia, a religião,

pais, governos todos são contras tudo e todos, não analisando a situação se pode

ser bom ou mau para nos mesmos. Como terapêutico está um pouco longe da

descoberta de como utilizar a maconha como medicamento seguro e eficaz, mesmo

sendo que os disponíveis no mercado não possuam esta propriedade, só pelo

preconceito que existe em cima dela, terá que ser testado e aprovado nos mais

rigorosos testes o que não acontece com todos os medicamentos, como nos casos

do Vioxx e Bextra.

Sua ação nutricional e de estrema importância, pois em uma única parte da

planta – semente possui todos os aminoácidos essenciais para o organismo

humano, podendo ser utilizado em regiões onde a fome e a miséria predomina,

essas

pessoas

poderiam

plantar

e

colher

o

próprio

medicamento

contra

a

desnutrição, gerando rendas familiares, podendo ser vendida à produção para o

próprio governo ou empresas privadas para produção de biodiesel assim diminuindo

a geração de gases tóxicos para o meio ambiente, geradores do efeito estufa. Com

isso grandes empresas multinacionais que ganham bilhões de dólares por ano,

teriam seu lucro reduzido, mas a grande massa populacional sobre este solo

terrestre se beneficiaria da maconha como fonte de geração de energia, tendo como

grande beneficio a própria purificação do ar que para nos é vital.

Se não fosse pela cannabis quem sabe o Brasil e maior parte da América,

não estariam no nível que esta hoje, só levando em consideração que foram

caravelas com velas, cordas, papel etc. todos como base a fibra da maconha que

trouxe os português e outras nações até as Américas. Cujo suas leis não prevêem,

nem se interessa por alternativas para a melhor utilização de recursos naturais,

disponíveis para nós pela mãe natureza e damos conta de quanto pode ser útil uma

simples planta marginalizada e cheia de preconceitos.

Hoje existem grupos de conscientização ambiental, mas quase nenhum é

levado a serio, temos toda a ciência a nossa disposição para criarmos uma nova

realidade frente ao mundo de hoje, mas poucas pessoas estão querendo isso, por

motivos lucrativos e pessoas de poder que interferem ou não dão apoio a pesquisas

baseadas na natureza, esta consciência tem que ser mudada, neste trabalho foi

apresentado um pouco do que se pode fazer com a maconha, esperamos que isso

sirva de mínima que seja a ajuda para a descriminalização e usa utilização com os

recursos que ela pode fornecer para nosso dia-a-dia.

Referência bibliográfica

1 REVISTA SUPER INTERESSANTE, Maconha. Ed. Abril Agosto 2002. p. 32-40

2 SOUZA, Mirian Pinheiro; MATOS, Francisco José de Abreu; MATOS, Maria Elisa

Oliveira; MACHADO, Maria Iracema Lacerda; CRAVEIRO, Afrânio Aragão.

Constituintes químicos ativos e propriedades biológicas de plantas medicinais

brasileiras. 2 Ed. Ceará, Universidade Federal do Ceará. 2004. p. 323-327

3 ROBSINSON, Rowan. O grande livro da cannabis. Rio de Janeiro, Jorge Zahar Ed.

1999.