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Ars Nova foi um movimento musical do século XIV com origem em França, muito

autores referem-se a este em oposição a Ars Antiqua - período compreendido mais ou


menos no inicio do século XIII e inicio da Ars Nova, a musica ganha uma maior importância
e fazem-se apostas ao nível do ensino, desenvolvimento da escrita e composição de
reportório, evolução da música instrumental, criação de um sistema de notação e o
desenvolvimento de polifonias tanto no espaço sacro como profano.
A musica tornou-se uma arte elaborada com estilo refinado e expressivo graças um
sistema de notação quase perfeito, mas também associado ao conhecimento que se ia
adquirindo nas universidades (Bolonha, Paris). O nome Ars Nova foi retirado de um
tratado com o mesmo nome de Philippe de Vitry, as novas técnicas que este explorou
passavam por inovação dos aspetos harmónicos, tanto na obra deste como em outras
obras do período, prosseguiu-se na direção de uma evolução vinda do organum onde
conseguiram harmonias perfeitas. A polifonia fez-se de um modo mais desembaraçado e
de ritmos mais flexíveis e ousados. A reflexão sobre a harmonia leva a construção de
composições em que os ritmos fizessem sentido na pauta e no ouvido.
Philippe Vitry teve uma grande produção de motetes. Os motetes eram mais ricos na
disposição dramática das vozes, com o movimento do tenor sendo mais lento, com base
numa melodia simples (por vezes com manipulações rítmicas), complementada por uma
ou mais vozes superiores, movendo-se em valores mais curtos e com textos diferentes.
Pensa se que os textos adicionados fossem do próprio compositor que muitas vezes
acrescentou um tom irónico ao texto do canto. O mais famoso dos motetes atribuídos a
Vitry aparece no manuscrito satírico iluminado do Romance de Fauvel (1310 a 1318). O
motete vai tornou-se uma forma típica para composições de festividades importantes
tanto no contexto religioso como popular.
Guillaume Mauchaut o maior compositor do movimento Ars Nova foi o primeiro a
compor uma missa totalmente polifónica, para além da quantidade de composições de
motetos e canções baseadas no cantochão. Na composição da Missa de Nossa Senhora
(Messe de Notre Drame) ele usou como base simples de um cantochão que atribuiu ao
tenor sobre o qual constrói a música. Ao tenor foi lhe dado um desenho rítmico
perlongado, tal como outros compositores da escola já o tinham feito com a clausulae.
Essa técnica ficou conhecida como isorritmo (ritmo-padrão) que era repetido e a cada
secção chamou-se de talea. Sobre o tenor eram colocadas outras vozes. Em outros casos
o ritmo padrão não só era aplicado ao tenor como também ás vozes mais agudas e
também a outras formas musicais. O isorritmo ao longo do século foi usado cada vez com
mais frequência e foi sendo aperfeiçoado, este era um modo de conferir unidade e
coerência a longas composições.
Daniela P. Lages Fernandes