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Movimentos modernistas na América

Latina do início do século XX


O caso mexicano
CAPELATO, Maria Helena Rolim. Modernismo latino-americano e construção de identidades
através da pintura. Revista de História, 153 (2º - 2005), p. 251-282

Modernismo europeu: datado das décadas finais do século XIX, no qual o


termo moderno se ao progresso material, econômico, tecnológico dessa
época.
• Contexto: maior destaque a partir dos anos de 1920 – efervescência política
e social, Primeira Guerra e suas consequências, a Revolução Russa, início
dos movimentos de esquerda e de extrema direita, reavaliação dos valores
estabelecidos a partir de novos parâmetros.
• Características comuns dos movimentos modernistas: crítica à pintura
realista; recusa à imitação das fórmulas herdadas do passado, sobretudo da
herança grega e seu conceito de beleza que toma o homem como modelo de
perfeição; se insurgiram contra os velhos temas; contra os métodos de
expressão pictórica (inclusive a noção de perspectiva) e os materiais
utilizados pelos artistas.
Na América Latina: comemoração de centenários das independências, discussões
sobre a Identidade nacional intensificadas.
• Movimento modernista latino-americano: movimento de artistas e intelectuais que
propuseram inovações nas artes em diversos países, temas nacionais e regionais,
busca das raízes, de técnicas e temas que se distanciassem da Europa. Valorização da
cultura popular, das tradições.
• Vanguardas artísticas: Pintura, literatura. Oposição entre arte pela arte e arte
engajada.
• Atuação dos “artistas intelectuais”: Além da produção artística, escreveram
manifestos, criaram revistas, tiveram ampla participação na grande imprensa e se
preocuparam em refletir sobre a sua sociedade, os impasses e possibilidades de
mudança com ênfase no campo cultural.

Os uruguaios Joaquim Torres-Garcia e Pedro Figari, o argentino Xul Solar, a brasileira


Tarsila do Amaral e o mexicano Diego Rivera são, a meu ver, os mais representativos dessa
tendência. Todos eles tiveram importância singular no desenvolvimento das artes plásticas,
não só em seus países de origem; além disso, suas obras foram reconhecidas externamente.
Participaram de exposições internacionais nos principais centros de cultura da época,
representando a arte latino-americana (CAPELATO, 2005, p. 262).
No México: características particulares, devido ao movimento pós-
revolucionário.
• Muralismo: José Vasconcelos, Secretário da Educação Pública na
presidência de Álvaro Obregón, elaborou um programa de construção de
murais e convidou os pintores Diego Rivera e David Alfaro Siqueros e
José Clemente Orozco.
• Objetivo: representação das raízes mexicanas, da cultura popular,
representações da cultura pré-colombiana, tradições, símbolos, mitos,
ritos,
• Construção da Escuela Nacional Preparatória (ENP), de museus e
pintura de murais em vários locais da Cidade do México.
• Influência da cultura visual do século XIX e irá influenciar a cultura
visual posterior (cinema, fotografia).
Pintura mexicana no início do século XX
Aliança do Camponês com o Operário, 1924, Diego Rivera. Afresco. Universidade Autônoma de
Chapingo, México
Partilha da Terra, 1924, Diego Rivera. Afresco. Universidade Autônoma de
Chapingo, México
Nosso pão, 1928, Diego Rivera. Afresco. Ministério da Educação,
Cidade do México
Aqui, um trabalhador comunista de pele escura preside uma refeição humilde
de pão e frutas. Sentados à mesa são representantes dois jovens e dois velhos;
claro e escuro; trabalhadores, camadas populares e médias, demonstrando a
unidade social da nova ordem política. Rivera situa seu repouso frugal dentro
de uma paisagem produtiva de fábricas e silos de grãos. A Tehuana com uma
cesta tecida cheia de frutas indígenas está atrás do trabalhador [...]. Atrás dela,
camponeses, trabalhadores e soldados se apresentam como participantes e
guardiões na nova ordem social. A pose da Tehuana ecoa na arquitetura
industrial ao fundo. Desta forma, Rivera sugere que a modernidade industrial
será fundamentada nos valores "autênticos" e na cultura que ela representa.
[...] Ao contrário da esposa de Vasconcelos [...] para Rivera, a mestiçagem
significa uma sociedade demograficamente mista, com a cultura como meio
unificador.

COFFEY, Mary K. How a revolutionary art became official culture. Murals, Museums, and the Mexican
State. London: Duke University Press, 2012, p. 11.
Cortés e a Malinche, 1926, José Clemente Orozco. Afresco, Escola Nacional
Preparatória, Cidade do México
[...] a presença de um nativo pré-hispânico sob o pé direito de Cortéz mostra a subjugação
imposta pela conquista, e o gesto que o conquistador faz com a mão esquerda, impedindo
Malinche de intervir em favor do nativo, representa o distanciamento que ela passará a ter
em relação à sua vida anterior.

ROCHFORT, Desmond. Mexican Muralists. Orozco, Rivera, Siqueiros. San Francisco:


Chronicle Books, 1998.

A conquista é [...] dramatizada através de uma troca surpreendentemente pacífica e Malinche


é separada de seu povo por um Cortés dominante para se tornar a mãe figurativa do mestiço
moderno. Neste afresco, Orozco representa a mestiçagem através do [...] romance
heterossexual e relações de parentesco patriarcais. A conquista é apresentada como uma
competição masculina assimétrica pelo controle sobre o corpo feminino reprodutor.

COFFEY, Mary K. How a revolutionary art became official culture. Murals, Museums,
and the Mexican State. London: Duke University Press, 2012, p. 8-9.
Mulheres Tehuanas, Diego Rivera.
Vista do Popocatépetl, 1934, Dr. Atl (Gerardo Murillo)
La nube, 1931. Dr. Atl (Gerardo Murillo). Museo Nacional de Arte, INBA. CONACULTA.
Bajo el maguey, 1926-28, José Clemente Orozco. Colección INBA/MACG
Pintura mexicana no cinema
Cenas do filme ¡Que Viva México!, 1979, Sergei Eisenstein
Filmagem de ¡Que Viva México!, 1979, Sergei Eisenstein e Entierro de um obrero,
1926, David Alfaro Siqueiros
La molendera, 1923, Diego Rivera e Cena do filme Maria Candelária, 1944, Emílio
Fernández
Vendedora de flores, 1942, Diego Rivera; Festival de Flores, 1931, Diego Rivera e Cena do filme
Maria Candelária, 1944, Emílio Fernández
El réquiem, 1928, José Clemente Orozco e Cena do filme Flor Silvestre, Emílio Fernández,
1943
Pintura mexicana no século XIX
Vale do México, 1892. Jose Maria Velasco. Óleo sobre tela. Cidade do México, Museu
Nacional de Arte
Pirâmide do Sol, 1878, José Maria Velasco, Óleo sobre tela
Extracción del pulque, 1828, Claudio Linati