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Introdução

o presente trabalho de antropologia, que foi recomendado pelo docente, sob tema:
Evolucionismo, tendo em conta que este é um dos temas que está inserido no plano
semestral do curso.

Partindo de pressuposto de Darwin e Lamark, onde os ambos defendem que as espécies


são capazes de evoluir duma forma simples para mais complexa. Este pressuposto levou
ao grupo a fazer um estudo da mesma evolução na vertente social e antropológico. Ao
decorrer da pesquisa o grupo ira tentar trazer as questões levantadas pela corrente
evolucionista, a parte critica dos teóricos evolucionistas, falar de evolucionismo na
vertente antropológica e social é falar de uma corrente que nasce como o ponto de vista
de alguns intelectuais para formular as leis governativas em certas sociedades, é
também falar de uma corrente que era tão etnocêntrica, visto que os evolucionistas não
olharam o factor tempo.

Ou seja não olharam o tempo em que as sociedades se encontravam. O grupo ira trazer
um leque de características desta corrente, os objectivos, os principais representantes,
visto que se trata de teorias que deram o marco da historia da antropologia do campo,
em parte os antropólogos se deslocam da sua zona de origem para viver a realidade
social ( Alteridade, Exótico), mas também é a fase onde surgem outros pensadores com
visões diferente dos outros pensadores.
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Evolucionismo

Bases ideológicas

As ciências da natureza, principalmente a biologia, exerciam grande influencia no meio


intelectual europeu do XIX, em particular, as teorias evolucionista de Pierre Lamarck
(1744-1829) e Charles Darwin (1809-1882). Para Lamarck, as adaptações dos
organismos ao meio ambiente provocam as mudanças evolutivos. Já para Darwin, que
tornou mais conhecido, que o primeiro, a evolução das espécies baseava-se em um
processo selecção natural. Em ambas as teorias a ideia básica era que os seres vivos
evoluíam dos mais simples para mais complexos. O evolucionismo, como explicação
para a origem das espécies animais, representou um grande avanço frente as explicações
religiosas dominantes na época.

Por seu aspecto revolucionário, o evolucionismo empolgou também pensadores de


outras áreas, que resolveram adaptar o modelo, construído para entender a natureza, ao
estudo das sociedades. Assim, o antropólogo norte-americano Henry Lewis Morgan
(1818-1881) elaborou um modelo de desenvolvimento da humanidade em três estágios:
Selvageria, Barbárie e civilização. Do outro lado do Atlântico, na Inglaterra, escocês
James Frazer (1585-1941) elaborava um modelo evolutivo do pensamento, afirmando
que passava por três fases: magia, religião e ciência. Essas três formas do pensamento
humanos estariam em uma relação de complexidade crescente, sendo que a ciência
como a civilização Para Morgan seria o estagio mais avançado. MELLO (1982:202)

O sucesso da visão evolucionista da sociedade pode ser explicado pela ideia que os
europeus tinham de sua própria sociedade. Esta seria “civilizada” e “complexa” por
haver atingido um grau de industrialização, ciência e tecnologia, enquanto as culturas
das colónias seriam “primitivas” e “atrasadas”. Em outras palavras, a sociedade
europeia tomava a si como medida de civilização, atribuindo as sociedades tribais um
perfil “ inferior”. No caso de Morgan, os habitantes nativos do oeste norte-americano
não haviam alcançado o grau da civilização da população branca do leste.

Os primeiros antropólogos, chamados de evolucionistas, foram influenciados por um


contexto de forte influência da ciência dita positiva – chamamos isso de positivismo,
um movimento de ideias que atribuía um grande valor à ciência da natureza e que
visava usar o modelo de uma ciência positiva para as ciências sociais ou do homem. O
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projecto de antropologia evolucionista foi muito ambicioso, já que se buscava uma


explicação que abrangesse toda a humanidade. Mas é justamente nesse ponto que
podemos encontrar duas contribuições para a antropologia; a primeira foi que pela
primeira vez as sociedades “primitivas” são incorporadas à história da humanidade e a
segunda foi que pensaram a hipótese da “unidade da espécie humana”. Como corolário
dessas duas ideias, as mesmas leis que governam a sociedade complexa também
governariam a sociedade primitiva. E com esta última ideia, se chega a terceira grande
contribuição do evolucionismo, que é a existência de leis que governam a vida social.

Um primeiro passo para estudar as culturas vai ser dissecá-las nas suas partes
constituintes, isto é:

cultura material (dentro desta armas, utensílios domésticos, etc), mitos, ritos,
língua, etc.

Num segundo momento, através desses elementos culturais isolados, as culturas podem
ser ordenadas numa escala que vai desde os mais primitivos até a nossa civilização.
Esse tipo de metodologia entra numa flagrante contradição com a noção de cultura com
a que Tylor abre o livro:

Cultura ou civilização, em sentido etnográfico amplo, é aquele todo complexo que


inclui o conhecimento, as crenças, a arte, a moral, o direito, os costumes e quaisquer
outros hábitos e capacidades adquiridos pelo homem como membro da sociedade (Ibid).

Tylor postula que a cultura é um todo integrado, mas na sua metodologia diz que o
primeiro passo é dissecar a cultura. A partir da ideia de que toda e qualquer sociedade
está submetida a leis que governam seu desenvolvimento, toda e qualquer diferença
deve-se entender diferença aqui em um sentido relacional e complementar, ou seja,
diferença é sempre diferença a algo ou alguma coisa que se tem como central,
verdadeira e autêntica é explicada a partir do estágio ou da etapa que cada uma dessas
sociedades ocupa em uma linha que teria como ponto final de chegada as sociedades
modernas ou capitalistas avançadas. Nessa perspectiva, todos os povos estariam
trilhando uma mesma história, um mesmo caminho. Os que já chegaram ao final do
caminho impõem a classificação de todos os demais que ainda se encontram espalhados
ao longo de uma única linha de evolução. As diferenças são explicadas justamente como
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sendo de posição relativa às sociedades ocidentais capitalistas desenvolvidas, conforme


os princípios escolhidos por estas sociedades, mercado, produção industrial, sistemas de
governo democráticos, tecnologia, educação, letras, artes e ciência, que dão o tom para
se comparar as demais culturas: quanto mais próximas das instituições capitalistas
desenvolvidas, mais avançadas, quanto mais afastadas, mais primitivas, atrasadas e
evoluídas. Através dessa linha evolutiva se podia classificar toda a humanidade desde os
primeiros estágios, chamados de Selvageria, passando pela Barbárie, até a
Civilização. Se a nós corresponde o grau mais alto na escala evolutiva pode se perceber
que o evolucionismo construiu uma ideia de sociedade primitiva como o negativo da
nossa sociedade e cultura « Siqueira:2007: 29».

Os principais representantes da corrente evolucionista

Os principais representantes dessa primeira escola do pensamento antropológico foram


os ingleses Edward B. Tylor (1832-1917) e James Frazer (1854-1941) e o americano
Lewis Morgan (1818-1881). Eles acreditavam que todas as sociedades estavam
submetidas às leis naturais do desenvolvimento humano assim como a natureza também
obedecia a determinadas leis de seu desenvolvimento. No primeiro capítulo do livro
chamado Cultura Primitiva, de 1871, Edward Tylor, na busca de estabelecer uma
filosofia da história, e preocupado com a quantidade de dados com os quais teria que
trabalhar, chega à conclusão de que é possível alcançar uma explicação histórica de
largo alcance, tomando como objecto a cultura. Daí o nome do capitulo “A ciência da
cultura”. Na busca dessa ampla explicação histórica é que se apresenta o problema
chave com que se defrontaram os antropólogos evolucionistas: como explicar a
universalidade e a diversidade das técnicas, das instituições e dos comportamentos. A
escolha foi pela universalidade. Siqueira (2007:28)

Principais Características do Evolucionismo Cultural

a) Amplitude de objecto de estudo: note-se que o evolucionismo cultural visava


estudar a cultura. Esta foi definida por Tylor como “este conjunto complexo que
inclui conhecimento, crença, moral, arte, lei, costumes e várias outras aptidões e
hábitos adquirido pelo homem como membro duma sociedade”. Como se pode
ver, nesta definição o objecto de estudo era muito vasto e abrangia o fenómeno
da cultura como fenómeno humano próprio da espécie humana. Pode se afirmar
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que a antropologia nascente no século XIX era bastante ambiciosa. MELLO (


1982:207-211).

b) O factor tempo: uma das criticas mais acentuadas feitas a corrente


evolucionista está, precisamente, na acusação de que ela não levou em
consideração merecida o factor tempo, de certo modo os evolucionistas
procuravam criar um tempo novo, isto é, o tempo cultural: as fases ou estágios
de evolução. O que importava não é era tanto localizar determinado povo na
escala cujo o critério era o estagio de cultura vivido pelo o povo em questão “
primitivo” dai se justificar a utilização dos chamados povos primitivos para a
reconstituição do passado cultural do homem. Dai se pode dizer que para os
evolucionistas os níveis de cultura determinavam o tempo e não este os níveis de
cultura.

c) O método comparativo: o método comparativo utilizado pelo evolucionismo


decorreu, sem duvidas, da própria adequação do método ao objecto. A critica
que se faz ao evolucionismo foi a de tentar a interpretação das instituições
sociais através de uma reconstituição do passado. O método comparativo que se
afirma próprio do evolucionismo ao era coisa nova, tendo sido empregado por
Aristóteles no seu estudo dos sistemas políticos. O próprio método cientifico
implicava necessariamente na utilização da comparação, a ciência já no seu
nasce-douro preocupava-se como problema das semelhanças e das diferenças, a
respeito do método comparativo utilizado pelo evolucionismo do século XIX

d) Principais temas e conceitos: os principais temas que constituíam preocupação


para a corrente evolucionista foram as instituições religiosas e a instituições
familiares. Paralelamente se ocuparam também de instituições jurídicas e dos
aspectos da cultura material como foi o caso de Morgan. Em qualquer dos temas
a preocupação central era demonstrar como a cultura obedece a uma evolução
universal e unilinear. “a historia do género humano, dizia Morgan, é única em
sua origem, única em sua experiencia e única no seu progresso”.

O facto de encarar os denominados “povos primitivos” como população potencial


idêntica aos povos civilizados, vendo-os como povos que se retardam na evolução
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cultural caracterizados por certo apego aos valores e as instituições do passado, levou os
evolucionistas a fixarem sua atenção no estudo do exótico. Curiosamente esta marca
ainda perdura na tradição académica da antropologia cultural. Mesmo quando os
antropólogos pretendem estudar fenómenos contemporâneos, em geral, eles se afixam
nos seus aspectos excepcionais e, até certo ponto, exóticos.

Criticas a Corrente Evolucionista

teoria evolucionista antropológica baseou-se na teoria da evolução das espécies de


Charles Darwin. Buscando aí o conceito de superioridade de certas espécies em
detrimento de outras, faz um paralelismo e defende a ideia de que no Mundo do século
XIX, a sociedade ocidental, era mais evoluída, seria superior a outras menos evoluídas,
africana, asiática, ameríndia, logo, sendo formada por seres superiores culturalmente
teria todo o direito em subjugar maltratar , invadir, aculturar . Seria a lei do mais forte.
Esta teoria é “Perigosa” pois nas mentes erradas pode tornar-se assassina.
O problema é que quem defende esta teoria esqueceu-se que, nas sociedades humanas, o
facto de haver culturas diferentes não significa inferioridade ou superioridade, mas sim
diferença. Há que ter em conta a relatividade da cultura. É desta relatividade que nasce a
diversidade social ou cultural que enriquece a Humanidade. RIVIERE( 1995: 38).

Mesmo tempo que presta uma atenção privilegiada ás sociedades mais arcaicas
“Primitivas”, especialmente australianas, aos sistemas de parentescos e á religião, o
evolucionismo visa estabelecer um corpus etnográfico da humanidade e uma tipologia
inteligível das sociedades, a sua teoria da civilização aprova a acção colonial.
mesmo assim, as premissas desta linha de ideias evolucionistas, devem ainda serem
contestadas pois, não existe trajectória histórica unilinear da humanidade, mas sim
formas divergentes da civilização dispersas no espaço. A historia humana não se traduz
necessariamente por um acumulo de ganhos, emaranhada e divergente, ela pode
comportar erros sociológicos, degenerescências, involuções cada conjuntura está prenhe
de diferentes possibilidades. As mudanças não se explicam por um factor único e
podem depender de efeitos de propagação, de redemoinhos, de movimentos assíncronos
RIVIERE (1995: 38).
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Conclusão

Chegado ao termino deste trabalho, o grupo concluiu que as teorias evolucionista de


Pierre Lamarck (1744-1829) e Charles Darwin (1809-1882). Para Lamarck, as
adaptações dos organismos ao meio ambiente provocam as mudanças evolutivos. Já
para Darwin, que tornou mais conhecido, que o primeiro, a evolução das espécies
baseava-se em um processo selecção natural.
Em ambas as teorias a ideia básica era que os seres vivos evoluíam dos mais simples
para mais complexos. Todavia os evolucionistas ao fazerem o estudo das sociedades em
questão as ditas sociedades primitivas ou arcaicas, a visão principal era essa de olhar as
sociedades como dinâmicas e não estáticas, visto que elas estavam perante o processo
evolutivo, e as mesmas não tinham que recusar as fases que elas tinham que ultrapassar.
O grupo chegou de concluir que os teóricos evolucionistas não se preocupavam em olhar as
sociedades duma forma relativa, olharam as sociedades primitivas sendo aquelas que estava
fora do controlo das leis que governavam as sociedades. A ideia chave e que o grupo trás do
trabalho e a evolução das sociedades, segundo Tylor na obra « Siqueira:2007: 29» de
Através dessa linha evolutiva se podia classificar toda a humanidade desde os primeiros
estágios, chamados de Selvageria, passando pela Barbárie, até a Civilização. Se a nós
corresponde o grau mais alto na escala evolutiva pode se perceber que o evolucionismo
construiu uma ideia de sociedade primitiva como o negativo da nossa sociedade e
cultura e James Frazer (1585-1941) elaborava um modelo evolutivo do pensamento,
afirmando que passava por três fases: magia, religião e ciência. Essas três formas do
pensamento humanos estariam em uma relação de complexidade crescente, sendo que a
ciência como a civilização Para Morgan seria o estagio mais avançado. MELLO
(1982:202)
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Bibliografia

MELLO, Luís Gonzaga: Antropologia cultural, 6ª ed. Vozes editora; Petrópolis, 1982
RIVIERE, Claude: introdução à Antropologia, S/ed, edições 70; Lisboa 1995