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Caso 1

Maus -Tratos

“O João, de 5 anos de idade, foi trazido pelo INEM ao Serviço de Urgência do Hospital Pediátrico
por quase afogamento. Tinha sido encontrado, segundo as palavras da sua avó materna “a boiar
num tanque de rega, roxo, como morto”. A avó chamou o INEM de imediato, que o tentou
reanimar no local do incidente.
O João é filho de um casal jovem. O pai, de 29 anos de idade, trabalha na construção civil e a
mãe, de 24 anos de idade, é operária fabril. A família vive numa quinta isolada da povoação,
juntamente com os avós maternos, tios e vários primos, todos menores de idade.
O João tem um irmão mais velho de 7 anos de idade que, segundo os pais, teve, há uns anos atrás,
um acidente no mesmo poço, que lhe terá provocado sequelas neurológicas e atraso de
desenvolvimento. A irmã mais nova do João faleceu com 2 anos e meio por afogamento.
Quando questionados sobre este histórico de acidentes no poço, os pais mostraram-se pesarosos
pela “sina” que o poço tem causado nas suas vidas.
Neste momento, o João apresenta-se clinicamente bem, não apresentando quaisquer sequelas do
acidente.
Ainda assim, manteve-se internado no serviço pediátrico até que fossem reunidas algumas
condições que permitissem o seu regresso seguro a casa.”

Caso 2
Violência Sexual

“Na última 2ª feira de manhã, a mãe da Maria, uma criança de 4 anos de idade, apresentou-se nas
urgências pediátricas porque ao dar banho à filha esta terá referido que “o papá brincou aí muitas
vezes”. A Maria havia passado as últimas 48 horas em casa do pai, porque os pais estão
divorciados.
Examinada pelo médico de medicina legal, em presença da mãe porque a Maria grita e não
colabora na sua ausência, refere o mesmo que anteriormente, sendo o exame normal (hímen de
menos de 6 mm de diâmetro, nenhum traço de violência corporal, assim como de violência na
região perianal ou anal). O relatório conclui:
“Criança virgem, sem qualquer observação de violência física. Pode excluir-se qualquer
penetração vaginal por pénis mas não pode ser excluída a penetração vaginal e/ou anal por dedo”.
Interrogado, o pai nega acusações, mas verá as visitas semanais suspensas até que o inquérito
esteja concluído”.