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ROEMER, John. Um futuro para o socialismo marxista. Lisboa: Gradiva, 2017.

Tema O socialismo de mercado


Texto Livro
Método Analítico
Objetivo Descrever sua visão sobre o socialismo de mercado
Teses Demostrar a potencialidade
Ideologia Liberal-revolucionária

▪ Nota de apresentação
▪ Prefácio
▪ Introdução
1. O que é que os socialistas querem?
2. Propriedade pública
3. O longo prazo e o curto prazo
4. Uma breve história da ideia de socialismo de mercado
 Fases em torno a eixos do socialismo de mercado:
 Os preços seriam importantes para os cálculos econômicos.
 O cálculo geraria um equilíbrio geral
 Os mercados seriam necessários pelos limites do plano.
 Ref.: Jugoslávia 50, Hungria 68, China 78, Polónia 81, URSS 85.
 Preços definidos sem necessidade da propriedade estatal.
 Concessões do capitalismo ao socialismo:
 Política laissez-faire é um regime inaceitável em democracia.
 O modelo exitoso interventor dos nórdicos.
 O modelo exitoso dos tigres asiáticos.
 Grandes empresas: mecanismos além do mercado.
5. Porque é que as economias de planeamento central fracassaram?
6. Modelos contemporâneos de socialismo de mercado
 Empresas geridas pelos trabalhadores (EGT).
 Empresas administradas por gestores profesionales.
 Capitalismo sem poder de clase.
7. Males públicos e distribuição de lucros
8. Um modelo de economia de socialismo de mercado

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 Cupões pessoais intransferíveis.
9. A eficiência das empresas no socialismo de mercado
10. A experiência jugoslava
11. Intervenção do Estado na economia
12. Uma digressão sobre o planeamento do investimento
13. Socialismo e democracia
14. Crítica da Esquerda ao socialismo de mercado
15. Perspectivas para o futuro
 Igualdade: O objetivo do socialismo.
 Potencialidade: O capitalismo tem ferramentas para o socialismo.
 Mais possivilidades socialistas: Países subdesenvolvidos.
▪ Apêndice – O valor dos dividendos dos cupões nos Estados Unidos

[Roemer] “Roemer é um dos nomes sonantes do autodenominado marxismo analítico,


juntamente com G. Cohen, John Elster e outros [...]”. (p. 7)

[Livro] “Este ensaio constitui uma defensa de um socialismo alternativo, denomiando


socialismo de mercado. O termo vem do debate do “cálculo socialista” da década de 1930,
cujos protagonistas principais foram Oskar Lange e Friedrich Hayek [...]”. (p. 14)

[Empresas capitalistas] “[...] As grandes empresas capitalistas são organizações


planificadas e centralizadas (em que as transações internas não são mediadas por um
sistema de preços) e são geralmente administradas por gestores contratados para
representar os interesses dos acionistas [...]”. (p. 16)

[Mercado: Importância] “[...] O mercado é necessário para implementar a concorrência


e economizar informação, não tanto para incentivar a inspiração de génios raros”. (p. 17)

[Fins do socialismo] “Acredito que os socialistas querem igualdade de oportunidades de:


[-] (1) auto-realização e bem-estar, [-] influência política e [-] (3) estatuto social”. (p. 23)

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[Custos da transição] “[...] mesmo se o resultado final de uma revolução beneficiasse os
trabalhadores, os custos da transição não podem ser ignorados [...]”. (p. 28)

[Conflito inter-geracional] “Quais são algumas das externalidades associadas ao


investimento? Primeiro, o investimento determina o consumo futuro, que, em parte, será
feito por pessoas que ainda não existem. As suas preferências não são expressas nos
mercados de hoje. A geração actual deve actuar como agente dos consumidores futuros;
claramente, isto gera um conflito de interesses, mesmo que a geração atual se preocupe
com as gerações futuras [...]”. (p. 34)

[Revolução bolchevique] “A revolução bolchevique foi, na minha opinião, o evento


político mais importante desde a Revolução Francesa, porque concretizou para centenas
de milhões os talvez milhares de milhões de pessoas, pela primeira vez dez desde 1789,
o sonho de uma sociedade baseada numa norma de igualdade, em vez de numa norma de
ganância [...]”. (p. 39)

[Largo prazo] “[...] A Direita argumenta que tais propostas não são possíveis: havia
apenas uma proposta de curto prazo, o sistema comunista, que fracassou de forma inglória
e definitiva. Na ausência de uma proposta de curto prazo, é inútil sonhar com objetivos
de longo prazo diferentes dos prometidos pelo capitalismo. É claro que esta visão é míope
e pouco científica: o que falhou foi uma experiência particular, que ocupou um período
muito curto na história. No entanto, se a Esquerda sucumbe a esta visão míope, o
desenvolvimento e implementação de novas propostas será muito mais difícil”. (p. 40)

[Curto prazo: Socialismo de mercado] “[...] Acredito que esse objetivo [de curto prazo]
deve ser um qualquer tipo de socialismo de mercado. Acho que qualquer sociedade
complexa deve usar mercados a fim de produzir e distribuir os bens de que as pessoas
necessitam para a sua auto-realização e bem-estar [...]”. (p. 41)

[Fracasso soviético] “O fracasso das economias de tipo soviético foi devido à conjunção
de três características: (1) a alocação da maioria dos bens por um aparelho administrativo,

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um contexto em que os produtores não eram forçados a competir uns com os outros, (2)
o controlo directo das empresas por unidades políticas, e (3) um sistema político não
competitivo, não democrático [...]”. (p. 53)

[Japão] “[...] o Japão tem aparentemente uma forma bastante diferente de incentivar a
gestão eficiente. O mercado de acções tem tido relativamente pouca importância nas
finanças empresariais japonesas. As empresas são em grande medida financiadas através
de empréstimos bancários, e os acionistas têm pouco controlo sobre o processo de tomada
decisão. As empresas japonesas são organizadas em grupos chamados keiretsu,
associados a um banco principal que é responsável por organizar consórcios de crédito
para as empresas do seu grupo. O banco é, em grande parte, responsável por supervisionar
a gestão das empresas e protege as suas firmas de processos de aquisição. O banco tem
interesse em manter as coisas em ordem de modo a que seu keiretsu atraia novas
empresas, visto que se disciplinar as empresas não lucrativas consegue mais facilmente
organizar consórcios de crédito para os membros do seu keiretsu”. (p. 57)

[Crítica ao comunismo] “[...] os ataques do Ocidente a estas economias eram


marcadamente diferentes dos ataques do final dos anos 1980. No período anterior, os
críticos ocidentais do comunismo argumentavam que, apesar do seu sucesso económico,
o comunismo era mau para o bem-estar dos indivíduos porque privava a população da
liberdade política”. (p. 58)

[Propostas de socialismo de mercado] “[...] propostas partem do pressuposto de que,


nos seus comportamentos económicos, as pessoas vão continuar a agir de modo que agem
no capitalismo. As instituições propostas são supostamente concebidas de modo a que,
dado o que sabemos do comportamento humano, os resultados das novas economias (em
particular, a distribuição de rendimento e poder) sejam diferentes dos que observamos no
capitalismo avançado. Além disso, todas as propostas são eclécticas no sentido em que
recorrem a muitos dos dispositivos microeconómicos inventados pelo capitalismo: não só
os mercados de capitais, mas também as formas de vigilância das empresas e, mais
genericamente, a criação de incentivos. Entendo este desenvolvimento como sinal de uma
nova maturidade da Esquerda; outros irão perspectiva-lo como um revisionismo derrotista
que descarta os princípios que lhe são mais caros”. (p. 71)

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[Jugoslávia] “Em linhas gerais, o fracasso da experiência jugoslava deveu-se renitência
por parte de quem controlava os órgãos estatais nacionais e republicanos em permitir a
autonomia das empresas e incentivar a concorrência. Não se pode dizer que foi uma
consequência necessária da ditadura política (pela Liga dos Comunistas da Jugoslávia),
visto que as ditaduras políticas existentes nos quatros Tigres Asiáticos não impediram o
seu rápido desenvolvimento económico [...]”. (p. 111)

[EUA] “[Przeworski] [S]e se pedisse a um marciano para escolher os sistemas


económicos mais eficientes e humanos na Terra, ele certamente não escolheria os
sistemas dos países que mais dependem dos mercados. Os Estados Unidos são uma
economia estagnada em que os salários reais se têm mantido constantes durante mais de
uma década e houve um decréscimo do rendimento real dos 40 por cento menos prósperos
da população. É uma sociedade desumana em que 11,5 por cento da população, cerca de
32 milhões de pessoas, incluindo 20 por cento de todas as crianças, vivem em pobreza
absoluta. É a mais antiga democracia na Terra, mas também a que tem as taxas de
participação eleitoral mais baixas das democracias e os índices mais elevados de
população prisional per capita no mundo. Os países de mais rápido desenvolvimento no
mundo são, hoje em dia, aqueles em que o Estado implementa políticas industriais e
comerciais activas; actualmente, os poucos países do mundo em que quase ninguém é
pobre são aqueles em que o Estado se tem empenhado em amplas políticas de bem-estar
social e regulação do mercado de trabalho”. (p. 117)

[Objetivo] “[...] os meus objetivos, mais modestos, eram mostrar que o planeamento do
investimento pode ser benéfico e possível num contexto de mercado. Os seus potenciais
custos sociais ainda não foram estudados [...]”. (p. 131)

[Taiwan] “[...] o exemplo de Taiwan demonstra a viabilidade de o sistema bancário


público funcionar como canal de influências das políticas de investimento de um pais em
desenvolvimento em que os recursos são distribuídos principalmente através do mercado
[...]”. (p. 133)

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[Entusiasmo revolucionário] “[...] Todas revoluções socialistas (União Soviética,
China, Cuba) tiveram uma época áurea, um período em que uma grande parte da
população estava motivada a sacrificar-se em nome da construção do socialismo e se
comportava de forma cooperativa. Mas estas eras douradas foram bastante curtas; não
sabemos se esses períodos de cooperação teriam continuado se os Estados tivessem obtido
um sucesso económico contínuo ou se estas épocas de ouro nunca duram,
independentemente dos resultados económicos, porque, por exemplo, são induzidos por
uma grande mudança para melhor, em vez de por um período positivo estável”. (p. 140)

[Socialismo e moral] “[...] não baseio o meu modelo para um futuro socialista na
evolução de um Homem altruísta”. (p. 143)

[Socialdemocracia] “Não tenho qualquer objecção a uma maior redistribuição de


rendimentos através dos métodos sociais-democratas [...]”. (p. 147)

[Talentos] “[...] a concentração extrema de lucros características das sociedades


capitalistas não é devida à posse e exercício, por parte de poucos, de talentos que são tão
escassos na população como a sua remuneração no capitalismo parece sinalizar [...]”. (p.
149)

[Seguridade] “[...] sabemos que as autoridades soviéticas argumentaram tenazmente que


as pessoas deviam valorizar a segurança da vida sob o comunismo em detrimento da
variedade da vida no capitalismo. Sem dúvida, os cidadãos soviéticos não
compreenderam completamente o grau de insegurança da vida sob o capitalismo [...]”. (p.
150)

[Socialismo e igualdade] “[...] o objectivo do socialismo é acima de tudo um tipo


concreto de igualdade e não a implementação de uma relação de propriedade específica.
Por outras palavras, as relações de propriedades devem ser avaliadas pelos socialistas em
termos da sua capacidade de gerar esse tipo de igualdade. A experiência soviética foi

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apenas uma das várias experiências concebíveis, e o facto de ter fracassado não
impossibilita que outras tentativas sejam mais bem-sucedidas [...]”. (p. 154)

[Potencialidade capitalista] “[...] o capitalismo moderno oferece muitas possibilidades


férteis para projectar a próxima vaga de experiências socialistas [...]”. (p. 154)

[China] “[...] nos últimos doze anos temos assistido ao desenvolvimento na China
daquela que pode ser a primeira forma indígena e concorrencial de empresa socialista, a
empresa municipal (em inglês, TVE: township and village enterprise). As TVE são
pequenas firmas industriais que se formaram em áreas rurais, onde competem com as
empresas estatais. Nos primeiros tempos, especializaram-se na indústria ligeira, mas
agora também operam no âmbito da indústria pesada. Em 1991, havia cerca de 19 milhões
de TVE, que empregavam 96 milhões de trabalhadores, ou cerca de 40 por cento dos
trabalhadores industriais da China. Enquanto em 1979, quando a reforma começou, a
agricultura representava 70 por cento do valor da produção em áreas rurais, hoje em dia
corresponde a apenas cerca de 45 por cento. Quem são os donos das TVE? A resposta é
vaga – as formas de propriedade cobrem muito provavelmente toda a gama de
possibilidades, desde a empresa privada disfarçada, nas mãos de poucos sócios, aos
empreendimentos que genuinamente pertencem a governos locais [...]”. (p. 156)

[Perspectivas] “As três categorias de países capitalistas são as democracias


desenvolvidas, as democracias em desenvolvimento e os regímenes autoritários em
desenvolvimento. [...] [-] Os países autoritários em desenvolvimento cujos índices de
crescimento e padrões de distribuição da riqueza têm sido inadequados para melhorar as
condições de vida de uma grande classe trabalhadora e de camponeses são bons
candidatos ao socialismo de mercado, especialmente nos casos em que uma extrema
desigualdade material gerou partidos de esquerda com ampla base popular [...]”. (p. 158)

[Histórica continua] “[...] Ainda há muitas razões para acreditar que, tal como Marx
disse, a verdadeira história da humanidade [...] ainda não começou”. (p. 160)

Comentários

 O autor não considera as contradições dentro do socialismo.

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 O autor não considera o capitalismo como um sistema global.
 O modelo do autor: Propriedade privada (e outras) controladas pelo Estado. Para
ele o caráter socialista está na igualdade de oportunidades, não na propriedade.
 Particularidade: Se utiliza o mercado como mecanismo que impulsa produtividade
e, também, a igualdade. Os revisionistas tradicionais usam o mercado no
socialismo como necessidade para impulsar a produtividade mediante a justiça,
embora gere desigualdades.
 A inovação não é puramente mercantil, como diz o autor. De fato, as inovações
científicas são feitas maiormente em instituições não mercantis, leia-se as com as
universidades.
 O autor planteia a necessidade do esforço individual para o incremento da
produtividade como o quid da questão. Mas seus argumentos são falsos porque
são incompletos. A produtividade esta condicionada pela tecnologia – a qual
dependa da escala -. Um trabalhador pode por mais esforço que outro e ser ao
mesmo tempo menos eficiente por ter ferramentas mais arcaicas.

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