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Componente curricular: Direito Administrativo I Professor: Diego Guimarães

APOSTILA 06
Servidores Públicos

1. TIPOS DE VÍNCULOS COM A ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA


1.1. O cargo público é o conjunto de atribuições e responsabilidades previstas na estrutura organizacional que devem ser
cometidas a um servidor. Todo cargo tem uma função, mas há funções sem um cargo específico correspondente, como se verá
adiante. O cargo público pode ser de provimento efetivo ou em comissão.
1.1.1. O cargo efetivo é aquele preenchido com o pressuposto de continuidade e permanência do seu titular. É a nomeação
para cargo efetivo que permite a aquisição pelo servidor da estabilidade ordinária (art. 41, caput, CF).
1.1.2. Os cargos em comissão são declarados em lei de livre nomeação e exoneração. A exoneração não tem caráter
punitivo, mas ato administrativo discricionário. O servidor ocupante de cargo comissionado que cometa infração funcional
deve sofrer destituição, esta sim de caráter punitivo, aplicada após processo administrativo disciplinar em que lhe sejam
assegurados o contraditório e a ampla defesa. O ocupante de cargo comissionado sempre exerce a função a título precário,
não adquirindo, em nenhuma hipótese, estabilidade. Os cargos em comissão, após a alteração da EC 19/98, deverão ser
preenchidos por servidores de carreira, nos casos, condições e percentuais mínimos previstos em lei. Trata-se de norma de
eficácia contida. Na esfera federal vige o Decreto n. 5497/2005 (DAS 1, 2 e 3 = 75%; DAS 4= 50%; DAS 5 e 6=livre). O
servidor de carreira exonerado do cargo comissionado retorna automaticamente para seu cargo efetivo.
 A norma inscrita no artigo 37, V, da Carta da República é de eficácia contida, pendente de regulamentação por lei ordinária."
(RMS 24.287, Rel. Min. Maurício Corrêa, DJ 01/08/03)
1.2. O emprego público é o vínculo estabelecido mediante contrato de trabalho regido pela Consolidação das Leis do Trabalho,
tendo a entidade pública como empregadora.
1.3. A função pública é o exercício de competência estatal, em nome da entidade administrativa e de acordo com as suas
finalidades. De modo geral, todo vínculo de trabalho com a administração encerra uma (ou mais) funções públicas, variando quanto
à natureza do vínculo: cargos públicos, empregos públicos ou funções isoladas.
1.3.1. As funções públicas podem estar ligadas a cargos ou empregos públicos ou podem ser exercidas de forma isolada,
isto é, independente daqueles, tais como os casos das funções de confiança, o pessoal contratado por prazo determinado ou,
ainda, nos casos dos particulares em colaboração (jurados, mesários, etc).
1.3.2. No caso de função de confiança, a designação (não nomeação) deve recair por servidor ocupante de cargo efetivo
(não há livre designação) sendo de livre dispensa (exoneração na esfera federal – art. 35, Lei n. 8812/90), a critério da
autoridade competente.
1.3.3. O pessoal contratado por tempo determinado, para atender necessidade temporária de excepcional interesse público
(art. 37, IX, CF) exerce mera função pública, não sendo estatutário nem celetista. Não ocupam cargos na administração. Com
base na Lei n. 8745/93 (rege este tipo de contratação na esfera federal), tais contratados exercem função pública remunerada
temporária para determinado órgão ou entidade da administração. A contratação temporária será feita mediante processo
seletivo simplificado, sujeito à ampla divulgação, exceto se a necessidade decorrer de calamidade pública, onde se o
prescinde. Na contratação de professores ou pesquisadores visitantes, nacionais ou estrangeiros, é permitida apenas a
análise curricular que demonstre notória capacidade técnica ou científica do profissional. A extinção do contrato temporário
pode ocorrer a pedido do contratado ou de pleno direito, pelo término do prazo. Se a extinção se der por iniciativa do órgão
contratante, decorrente de conveniência administrativa, o contratado fará jus à indenização correspondente à metade do que
lhe caberia até o fim normal do contrato.
1.4. Terceirização no serviço público significa a contratação de empresas especializadas na prestação de atividades-meio. O
Decreto-Lei 200/67 já previu a possibilidade de descentralização através de contrato com a iniciativa privada de “tarefas executivas”
(Art. 10, §7º: “Para melhor desincumbir-se das tarefas de planejamento, coordenação, supervisão e controle e com o objetivo de
impedir o crescimento desmesurado da máquina administrativa, a Administração procurará desobrigar-se da realização material de
tarefas executivas, recorrendo, sempre que possível, à execução indireta, mediante contrato, desde que exista, na área, iniciativa
privada suficientemente desenvolvida e capacitada a desempenhar os encargos de execução”). A rigor, a administração pública
contrata a atividade-meio a ser realizada pela sociedade contratada, utilizando-se de seus recursos materiais e humanos, razão
porque não existe vínculo jurídico de trabalho entre o contratado pela empresa e a administração pública contratante. O enunciado
331 do TST traz importantes elementos desta relação jurídica:
CONTRATO DE PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS. LEGALIDADE (nova redação do item IV e inseridos os itens V e VI à redação) -
Res. 174/2011, DEJT divulgado em 27, 30 e 31.05.2011
I - A contratação de trabalhadores por empresa interposta é ilegal, formando-se o vínculo diretamente com o tomador dos serviços,
salvo no caso de trabalho temporário (Lei nº 6.019, de 03.01.1974).
II - A contratação irregular de trabalhador, mediante empresa interposta, não gera vínculo de emprego com os órgãos da
Administração Pública direta, indireta ou fundacional (art. 37, II, da CF/1988).
III - Não forma vínculo de emprego com o tomador a contratação de serviços de vigilância (Lei nº 7.102, de 20.06.1983) e de
conservação e limpeza, bem como a de serviços especializados ligados à atividade-meio do tomador, desde que inexistente a
pessoalidade e a subordinação direta
IV - O inadimplemento das obrigações trabalhistas, por parte do empregador, implica a responsabilidade subsidiária do tomador dos
serviços quanto àquelas obrigações, desde que haja participado da relação processual e conste também do título executivo judicial.
V - Os entes integrantes da Administração Pública direta e indireta respondem subsidiariamente, nas mesmas condições
do item IV, caso evidenciada a sua conduta culposa no cumprimento das obrigações da Lei n.º 8.666, de 21.06.1993,
especialmente na fiscalização do cumprimento das obrigações contratuais e legais da prestadora de serviço como
empregadora. A aludida responsabilidade não decorre de mero inadimplemento das obrigações trabalhistas assumidas
pela empresa regularmente contratada.
VI – A responsabilidade subsidiária do tomador de serviços abrange todas as verbas decorrentes da condenação referentes ao
período da prestação laboral.

2. ACESSO AOS CARGOS E EMPREGOS PÚBLICOS


2.1. Após a EC 19/98, os cargos, empregos e funções públicas são acessíveis aos brasileiros que preencham os requisitos
estabelecidos em lei, assim como os aos estrangeiros, na forma da lei. A EC 11/96 já havia alterado o art. 207, da CF, prevendo a
possibilidade de as universidades e instituições de pesquisa científica e tecnológica admitirem professores, técnicos e cientistas
estrangeiros, na forma da lei. Aliás, a própria Lei n. 8754/93 já previa a contratação temporária de professores e pesquisadores
visitantes estrangeiros pelos órgãos da Administração Direta, pelas autarquias e fundações públicas federais, em casos de
excepcional interesse público. Há cargos privativos de brasileiro nato (art. 12, §3º, CF).
2.2. Concurso público é o meio técnico posto à disposição da Administração para obter-se moralidade, eficiência e
aperfeiçoamento do serviço público e, ao mesmo tempo, atender ao princípio da isonomia, uma vez que propicia igualdade de
oportunidade de acesso aos cargos e empregos públicos. O desrespeito à exigência de concurso público ou a seu prazo de
validade implicará a nulidade do ato e a punição da autoridade responsável (art. 37, §2º, CF). A exigência de prévio concurso
público só se aplica à nomeação para cargos de provimento efetivo ou emprego público, não os comissionados nem os contratados
para atender necessidade temporária de excepcional interesse público.
 "É inconstitucional toda modalidade de provimento que propicie ao servidor investir-se, sem prévia aprovação em concurso
público destinado ao seu provimento, em cargo que não integra a carreira na qual anteriormente investido." (SÚM. 685 – STF)
2.3. Reserva de percentual de cargos e empregos aos portadores de deficiências: o art. 37, VIII determina que a lei reservará
percentual dos cargos e empregos públicos para as pessoas portadoras de deficiência e definirá os critérios de sua admissão. Em
todo caso, não há dispensa de concurso público, apenas reserva de vagas. O art. 5º, §2º da Lei nº 8112/90 prevê que “às pessoas
portadoras de deficiência é assegurado o direito de se inscrever em concurso público para provimento de cargo cujas atribuições
sejam compatíveis com a deficiência de que são portadoras; para tais pessoas serão reservadas até 20% (vinte por cento) das
vagas oferecidas no concurso.”
a) "A exigência de caráter geral, de aprovação em concurso, não pode ser afastada nem mesmo pela reserva de 'percentual dos
cargos e empregos públicos para as pessoas portadoras de deficiência' (CF, art. 37, II e VIII)." (MI 153-AgR, Rel. Min Paulo
Brossard, DJ 30/03/90)

3. DIREITO DE PERMANÊNCIA NO SERVIÇO PÚBLICO


3.1. A estabilidade é instituto que visa assegurar aos ocupantes de cargos públicos de provimento efetivo uma expectativa de
permanência no serviço público, desde que adequadamente cumpridas as suas atribuições. A partir da EC 19/98, os servidores
ocupantes de cargos públicos de provimento efetivo, nomeados em virtude de concurso público podem adquirir estabilidade após
três anos de efetivo exercício (o art. 28 da EC 19/98 garantiu que aos que já estavam no estágio probatório a aquisição da
estabilidade após dois anos). O art. 41, §4º exige ainda, como condição para a aquisição de estabilidade, a submissão do servidor a
uma avaliação especial de desempenho feita por comissão instituída para este fim, terminando com a possibilidade de aquisição de
estabilidade por mero decurso do prazo. A estabilidade garante que o servidor só perderá o cargo em quatro hipóteses:
a) Sentença judicial transitada em julgado;
b) Processo administrativo com ampla defesa
c) Insuficiência de desempenho, por meio de avaliação periódica, na forma de lei complementar, assegurada ampla defesa:
trata-se de hipótese de punição a ser delineada através de lei complementar.
d) Excesso de despesa com pessoal, nos termos do art. 169, §4º, CF: disciplinada na lei 9801/99.
3.2. Além da hipótese acima (estabilidade ordinária), o art. 19 do ADCT-CF, prevê uma hipótese de aquisição de estabilidade
extraordinária: “Os servidores públicos civis da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, da administração direta,
autárquica e das fundações públicas, em exercício na data da promulgação da Constituição, há pelo menos cinco anos
continuados, e que não tenham sido admitidos na forma regulada no art. 37, da Constituição, são considerados estáveis no serviço
público”
3.3. A estabilidade não se confunde com a vitaliciedade. Esta é o direito de permanência no serviço público garantida aos
magistrados (art. 95, I, CF), aos membros do MP (art. 128, §5º, I, a, CF) e aos membros dos Tribunais de Contas (art. 73, §3º e 75),
através da qual a perda do cargo só se dará por sentença judicial transitada em julgado.

4. VENCIMENTOS, REMUNERAÇÃO E SUBSÍDIOS


4.1. Exige-se lei ordinária específica para que se fixe ou altere a remuneração dos servidores públicos. A iniciativa dependerá do
cargo a que se refira:
 Cargos da estrutura do Poder Executivo Federal: Presidente da República (art. 61, §1º, II, a, CF);
 Cargos da estrutura da Câmara de Deputados: da CD (art. 51, IV, CF);
 Cargos da estrutura do Senado Federal: do SF (art. 52, XIII, CF);
 No Poder Judiciário, relativamente aos cargos integrantes de suas estruturas: cada Tribunal (art. 96, II, b);
 Subsídios dos Ministros do STF: do próprio STF.
 Subsídio dos Deputados Federais, Senadores, Presidente e Vice-Presidente e dos Ministros de Estado: competência
exclusiva do Congresso Nacional, não sujeita à sanção ou veto presidencial.
4.2. Após a EC 19/98, o sistema remuneratório passou a ter três categorias jurídicas:
a) Subsídio: estipêndio fixado em parcela única, vedado o acréscimo de qualquer gratificação, vantagem, adicional, abono,
prêmio, verba de representação ou outra espécie remuneratória. Obrigatória para os agentes políticos e para alguns servidores
públicos (AGU, DPU, PGFN, PÉS, PF, PRF, policiais civis, militares e corpos de bombeiros militares).
b) Vencimentos: são compostos pelo vencimento básico do cargo (padrão do cargo estabelecido em lei) mais vantagens
pecuniárias também previstas em lei. Direcionados aos servidores estatutários.
c) Salário: é a contraprestação pecuniária para aos empregados públicos, quer sejam da administração direta (Lei n. 9962/2000)
ou indireta (CLT).
 "Não cabe ao Poder Judiciário, que não tem função legislativa, aumentar vencimentos de servidores públicos sob fundamento de
isonomia." (Súm. 339)
4.3. Teto constitucional de remuneração: A remuneração e o subsídio dos ocupantes de cargos, funções e empregos públicos
da administração direta, autárquica e fundacional, dos membros de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito
Federal e dos Municípios, dos detentores de mandato eletivo e dos demais agentes políticos e os proventos, pensões ou outra
espécie remuneratória, percebidos cumulativamente ou não, incluídas as vantagens pessoais ou de qualquer outra natureza, não
poderão exceder o subsídio mensal, em espécie, dos Ministros do Supremo Tribunal Federal, aplicando-se como limite, nos
Municípios, o subsídio do Prefeito, e nos Estados e no Distrito Federal, o subsídio mensal do Governador no âmbito do Poder
Executivo, o subsídio dos Deputados Estaduais e Distritais no âmbito do Poder Legislativo e o subsídio dos Desembargadores do
Tribunal de Justiça, limitado a noventa inteiros e vinte e cinco centésimos por cento do subsídio mensal, em espécie, dos Ministros
do Supremo Tribunal Federal, no âmbito do Poder Judiciário, aplicável este limite aos membros do Ministério Público, aos
Procuradores e aos Defensores Públicos (Art. 37, XI (Redação da EC nº 41/03).

Federal Subsídio do Ministro do STF (teto global para toda a Administração Pública, federal, estadual e municipal)
Poder executivo Subsídio do Governador.
Subsídio do Deputado Estadual ou Distrital (limitado a 75% do subsídio dos deputados
Poder legislativo
federais – art. 27, §2º, CF)
Estadual
Poder Judiciário Subsídio do Desembargador (limitado a 90,25% do subsídio do Ministro do STF)
MPEs, Procuradores Estaduais e
Subsídio do Desembargador (limitado a 90,25% do subsídio do Ministro do STF)
Defensoria Pública
Municipal Subsídio do Prefeito

4.4. Irredutibilidade dos vencimentos e subsídios (art. 37, XV, CF): trata-se da garantia de irredutibilidade nominal, ou seja,
não confere direito subjetivo ao reajustamento em decorrência do poder aquisitivo da moeda. Possui três exceções: a) aplicação da
vedação ao efeito cascata, do art. 37, XIV; b) aplicação do teto constitucional do art. 37, XI (Art. 17, ADCT); c) não impede a criação
ou majoração de tributos incidentes sobre os vencimentos.
 "O despacho agravado, corretamente, salientou que, no caso, não houve redução do benefício, porquanto ‘já se firmou a
jurisprudência desta Corte no sentido de que o princípio da irredutibilidade é garantia contra a redução do quantum que se recebe, e
não daquilo que se pretende receber para que não haja perda do poder aquisitivo em decorrência da inflação'.” (AI 256.044-AgR,
Rel. Moreira Alves, DJ 12/05/00)

5. VEDAÇÃO À ACUMULAÇÃO DE CARGOS, EMPREGOS E FUNÇÕES PÚBLICOS


5.1. A regra geral é a vedação à acumulação, abrangendo qualquer agente público remunerado em qualquer poder ou esfera da
federação. Entretanto, as exceções, só quando houver compatibilidade de horário, são:
a) dois cargos de professor;
 "É possível a acumulação de um cargo de professor com um emprego (celetista) de professor. Interpretação harmônica dos
incisos XVI e XVII do art. 37 da Constituição Federal." (RE 169.807, Rel. Min. Carlos Velloso, DJ 08/11/96)
b) um cargo de professor com outro, técnico ou científico;
c) dois cargos ou empregos privativos de profissionais de saúde, com profissões regulamentadas.
 É impossível a acumulação de cargos de médico e perito criminal na área de medicina veterinária.O art. 37, XVI, c, da CF
autoriza a acumulação de dois cargos de médico, não sendo compatível interpretação ampliativa para abrigar no conceito o cargo
de perito criminal com especialidade em medicina veterinária. (2008. STF. 1ª T. Inf. 518)
d) Art. 38, III, CF. O servidor investido no mandato de Vereador, havendo compatibilidade de horários, perceberá as
vantagens de seu cargo, emprego ou função, sem prejuízo da remuneração do cargo eletivo, e, não havendo
compatibilidade, será afastado do cargo, podendo optar pela sua remuneração;
e) Art. 95, parágrafo único, I, CF. Aos juízes é vedado exercer, ainda que em disponibilidade, outro cargo ou função, salvo
uma de magistério;
f) Art. 128, §5º, II, d, CF. Aos membros do MP é vedado exercer, ainda que em disponibilidade, qualquer outra função
pública, salvo uma de magistério;
 "O afastamento de membro do Parquet para exercer outra função pública viabiliza-se apenas nas hipóteses de ocupação de
cargos na administração superior do próprio Ministério Público. Inadmissibilidade da licença para o exercício dos cargos de Ministro,
Secretário de Estado ou seu substituto imediato." (ADI 2.534-MC, Rel. Min. Maurício Corrêa, DJ 13/06/03). No mesmo sentido: ADI
2.084, DJ 14/09/01.

6. DIREITO DE ASSOCIAÇÃO SINDICAL DOS SERVIDORES PÚBLICOS CIVIS: a livre associação é garantida aos servidores
civis é norma auto-aplicável (art. 37, VI, CF). Entretanto, não é cabível o direito de negociação coletiva e o ajuizamento de ações
coletivas frente a Justiça do Trabalho. Para os servidores militares a sindicalização e a greve estão proibidas por norma
constitucional (art. 142, IV).
 Súmula 679 – STF: “A fixação de vencimentos dos servidores públicos não pode ser objeto de convenção coletiva”.

7. DIREITO DE GREVE DOS SERVIDORES PÚBLICOS CIVIS: após a alteração promovida pela EC 19/98, o direito de greve dos
servidores públicos civis exige a edição de lei ordinária específica que estabeleça os termos e limites do seu exercício. Trata-se de
norma de eficácia limitada. O direito de greve do empregado público (celetista), contudo, é regido pelas disposições do art. 9º da CF
e não pelo art. 37, VII, CF. Após o julgamento dos Mandados de Injunção nº 670 e 708, o STF declarou a mora legislativa e
determinou a incidência das Leis nº 7.701/1988 e 7.783/1989 aos conflitos e às ações judiciais que envolvam a interpretação do
direito de greve dos servidores públicos civis até a edição da legislação a que se refere o art. 37, VII, CF.