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Aula 02

Curso: Defesa da Concorrência p/ ANCINE - Especialista em Regulação (todas as áreas)

Professor: Ricardo Vale

118.747.807-57 - José Carlos


Defesa da Concorrência ANCINE
Prof. Ricardo Vale- Aula 02

AULA 02- DEFESA DA CONCORRÊNCIA

SUMÁRIO PÁGINA
1-Palavras Iniciais 1
2- Políticas de Defesa da Concorrência 2 - 11
3- Abordagens em Defesa da Concorrência 11 - 19
4-Conceitos envolvidos nas análises de atos de 19 - 27
concentração e de infrações à ordem econômica
5- Práticas Anticompetitivas 27 – 41
6- Lista de Questões e Gabarito 42 - 49

Olá, amigos do Estratégia Concursos! Tudo bem?

É sempre uma enorme satisfação estar aqui com vocês! Dando


continuidade ao nosso curso de Defesa da Concorrência p/ ANCINE,
hoje estudaremos os seguintes tópicos do edital:

“1 As regras per se e de razão; o modelo de estrutura-


conduta-desempenho; a abordagem dos custos de
transação. 2 Poder de mercado. 3 Mercados relevantes. 4
Práticas anticompetitivas horizontais e verticais. 6 Políticas
de defesa da concorrência.”

Na aula passada, estudamos sobre o Sistema Brasileiro de


Defesa da Concorrência, estruturado atualmente pela Lei nº
12.529/2011, que estabeleceu normas para a prevenção e repressão às
infrações contra a ordem econômica. Nosso estudo teve uma abordagem
eminentemente jurídica.

Hoje, entretanto, nossa abordagem mudará um pouco do foco


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anterior. Nossa análise terá como base uma visão econômica da defesa
da concorrência. Com efeito, o direito antitruste é um dos ramos do
direito em que mais se percebe a interação com a Economia.

Todos preparados? Então, vamos em frente! 

Um abraço,

Ricardo Vale

ricardovale@estrategiaconcursos.com.br

“O segredo do sucesso é a constância no objetivo!”

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1- Políticas de Defesa da Concorrência:

Nesse curso, nosso objetivo não é estudar “Regulação


Econômica”, que é objeto do curso ministrado pelo Prof. Heber Carvalho.
No entanto, inevitavelmente, teremos que falar um pouco sobre o tema
para entendermos a defesa da concorrência. Para isso, comecemos
abordando as estruturas de mercado.

1.1- Noções de Estrutura de mercados:

A teoria econômica classifica os mercados em concorrência


perfeita, monopólio, oligopólio, concorrência monopolística, monopsônio e
oligopsônio. Cada um deles tem características próprias, que,
resumidamente, são as seguintes:

a) Concorrência Perfeita:

- mercado atomizado (infinito número de vendedores e


compradores);

- produtos homogêneos (não há diferenciação dos produtos


ofertas pelas empresas);

- inexistência de barreiras à entrada de novas firmas (novos


competidores);

- perfeita transparência de informações;

- perfeita mobilidade dos fatores de produção

b) Monopólio:

-existe somente uma firma ofertando produtos ou serviços;


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- existem muitos consumidores;

-existem barreiras à entrada de novas firmas (novos


competidores);

- produto não tem substitutos próximos;

c) Oligopólio:

- número reduzido de firmas ofertando produtos ou serviços;

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- existência de barreiras à entrada de novas firmas (novos


competidores);

d) Concorrência monopolística (imperfeita):

- apresenta, ao mesmo tempo, características de um monopólio


e de uma concorrência perfeita;

- há muitos vendedores e muitos compradores (mercado


atomizado;

- diferenciação do produto (produto não é homogêneo) pela


agregação de marca e outras características;

- a diferenciação faz com que cada vendedor seja monopolista de


seu próprio produto.

e) Monopsônio: é um mercado em que existe apenas um


comprador e inúmeros vendedores.

f) Oligopsônio: é um mercado em que existem poucos


compradores e inúmeros vendedores. Nos trabalhos acerca da regulação
no setor de saúde complementar, por exemplo, é bastante comum a
menção ao fato de que os planos de saúde exercem o poder de
oligopsonistas na contratação de serviços médicos. Em alguns trabalhos,
há menção, inclusive, ao fato de que os planos de saúde exercem o poder
de monopsonistas.

...

Agora que já estudamos as características dos diversos tipos de


mercado, cabe-nos a seguinte indagação: em qual desses mercados,
haverá maior eficiência econômica1?

A resposta a essa pergunta é bastante complexa. À primeira


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vista, alguém pode ficar tentado a responder que o mercado em que


haverá maior eficiência econômica é o de concorrência perfeita.

Mas cuidado... Nem sempre será assim! Em certas situações,


como é o caso dos chamados “monopólios naturais”, uma estrutura de
mercado não-competitiva poderá trazer maiores benefícios à sociedade
como um todo, ou seja, ter maior eficiência econômica.

1
Eficiência econômica é entendida como sendo a situação em que haverá
maior bem-estar para a sociedade como um todo (para os consumidores e para
os vendedores)
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Os monopólios naturais ocorrem em alguns setores (como, por


exemplo, o setor de telecomunicações) em que a estrutura de custos não
favorece a existência de um número grande de fornecedores. Nesses
setores, os custos fixos são bastante elevados, mas os custos
variáveis são baixos. No caso do setor de telefonia, as despesas para
instalação e os custos fixos de manutenção das linhas são bastante
elevados; no entanto, o aumento do número de usuários não traz grandes
custos adicionais. O custo marginal é extremamente baixo, bem
próximo de zero para os níveis relevantes de produção.

Assim, é possível perceber que, nos monopólios naturais, o


custo médio será decrescente para toda a produção da firma. Os altos
custos fixos vão sendo diluídos em cada unidade adicional produzida.
Ocorrem, então, as chamadas economias de escala que, no caso dos
monopólios naturais, ocorrem para toda a faixa de produção.

O monopólio natural pode ser, então, a forma mais eficiente de


produção em um determinado setor. No entanto, independentemente
disso, cabe-nos destacar que, dentre todos os tipos de mercado, o de
concorrência perfeita é aquele em que, inequivocamente, haverá
eficiência econômica. Em um monopólio ou oligopólio até poderá haver
eficiência econômica; no entanto, essa não é a regra.

1.2- Noções de Regulação Econômica:

Há diversos conceitos de regulação. No entanto, para os fins de


nosso estudo, podemos defini-la como a atividade governamental que, ao
limitar a liberdade de escolha dos agentes econômicos, visa corrigir
falhas de mercado que o impeçam de alcançar a máxima eficiência. No
concurso de Agente da Polícia Federal, em 2002, o CESPE considerou
correto o seguinte conceito de regulação:

“Regulação de mercados poderia ser definida como o


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conjunto de ações públicas que busca melhorar a eficiência


da alocação dos recursos no mercado ou aumentar o bem-
estar social dessa alocação.”

O Estado busca, por meio da regulação econômica, aperfeiçoar


os mecanismos de livre mercado e corrigir desvios na alocação ótima dos
fatores de produção, aproximando o mercado de uma concorrência
perfeita. O mercado de concorrência perfeitamente é, conforme já vimos,
aquele em que haverá, inequivocamente, eficiência econômica. Na
concorrência perfeita, não existem falhas de mercado; não há, nesse
modelo, defeitos no mercado.

Mas, afinal, o que são falhas de mercado?

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Falhas de mercado são situações que impedem que as


premissas do modelo de concorrência perfeita ocorram em um
determinado mercado. Elas ocorrerão quando os mecanismos de mercado
conduzirem a resultados econômicos não eficientes ou indesejáveis
(insatisfatórios) do ponto de vista social.

Não é objetivo do nosso curso estudar detalhadamente cada uma


das falhas de mercado, pois isso será visto no curso de “Regulação
Econômica”. No entanto, há uma falha de mercado diretamente ligada à
defesa da concorrência: o poder de mercado.

O poder de mercado é considerado uma falha de competição.


No mundo real, é praticamente impossível identificarmos a existência de
um mercado de concorrência perfeita (a literatura econômica considera
que o que mais se aproxima é o de produtos agrícolas). Em regra, o que
existe são monopólios, oligopólios ou mercados de concorrência
monopolística.

Especialmente no caso de monopólios e oligopólios, há uma ou


poucas empresas que detêm o poder de mercado, o que pode gerar
abusos. Nesses mercados, o nível de produção tende a ser menor, ao
passo que o preço será maior. A elevação dos preços e a redução da
oferta prejudica os consumidores e aumenta o bem-estar do
monopolista/oligopolista.

Aí é que entra o papel do Estado, que buscará, por meio da


regulação econômica, limitar o poder de mercado dessas empresas. Ao
fazê-lo, o Estado estará promovendo a defesa da concorrência, que é,
portanto, um dos objetivos da regulação econômica.

1.3- Regulação Econômica x Defesa da Concorrência:

A defesa da concorrência é um dos objetivos da regulação


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econômica, sendo, portanto, forma de intervenção do Estado na


economia. Nesse caso, o objetivo estatal será o de limitar o poder de
mercado das empresas e evitar o abuso do poder econômico. Com
isso, espera-se que o mercado se torne economicamente mais eficiente.

Segundo Elizabeth Farina, ex-presidente do CADE, “a política de


defesa da concorrência pode ser definida como congregando aquelas
ações e parâmetros regulatórios do Estado que estão voltados para a
preservação de ambientes competitivos e para o desencorajamento de
condutas anticompetitivas derivadas do exercício de poder de mercado,

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tendo em vista preservar e/ou gerar maior eficiência econômica no


funcionamento dos mercados.” 2

No Brasil, a defesa da concorrência é promovida por meio de três


tipos de ações: i) prevenção, a partir do controle de estruturas de
mercado e de análise de atos de concentração econômica; ii) repressão,
partir da fiscalização e imposição de penalidades sobre condutas
anticoncorrenciais; e iii) educação, através da disseminação da cultura
de defesa da concorrência à sociedade em geral.3 Essas são, portanto, as
três vertentes da política de defesa da concorrência em nosso País.

O CESPE adora cobrar em prova a respeito da


vertente preventiva da política de defesa da
concorrência no Brasil.

Sobre esse ponto, vale destacar que uma das grandes


novidades da Lei nº 12.529/2011 foi ter instituído
a obrigatoriedade de análise prévia de atos de
concentração para que estes possam ter eficácia e
produzir seus efeitos. O ato de concentração
econômica precisa de aprovação pelo CADE quando
este envolver empresas que tenham elevados
faturamentos.

Vejamos, abaixo, duas questões cobradas pelo CESPE


em 2013 sobre esse mesmo assunto:

(ANS / 2013) A Lei n.º 12.529/2011 extinguiu a


obrigatoriedade de análise prévia dos atos de
concentração.

(ANTT – 2013) Na Lei n.º 12.529/2011 — que


estrutura o sistema brasileiro de defesa de
concorrência —, foi excluída a obrigatoriedade da
análise prévia dos atos de concentração, prevista na
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Lei n.º 8.884/1994 — que trata da prevenção e


repressão às infrações contra a ordem econômica.

Como é possível notar, as duas questões estão


erradas. Foi justamente a Lei nº 12.529/2011 que
instituiu a obrigatoriedade de análise prévia de atos de
concentração econômica.

2
FARINA, Elizabeth. Política Industrial e Política Antitruste: Uma Proposta
de Conciliação. Revista do IBRAC, 1996.
3
ANDERS, Eduardo Caminati et al. Comentários à Nova Lei de Defesa da
Concorrência. São Paulo: Editora Método, 2012, pág.3.
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É importante ressaltar que a condução da política de defesa da


concorrência não é feita isoladamente pelas autoridades antitruste. É
fundamental também a colaboração das diversas agências
reguladoras que, muitas vezes, irão impor preços a serem praticados
pelos agentes econômicos. O objetivo é impor um “preço justo”, que traga
maior benefício social sem desestimular os investimentos no setor. Um
exemplo de fixação de preços seria o tabelamento dos preços de
medicamentos feito pela ANVISA. Se isso não existisse, uma empresa que
é a única fabricante de um determinado medicamento poderia cobrar um
valor muito alto pela sua venda.

As agências reguladoras, juntamente com as autoridades


antitruste, também possuem um papel relevante na regulação dos
monopólios naturais. Os monopólios naturais, por serem situações de
maximização da eficiência em determinados setores, não devem ser
combatidos pelas autoridades de defesa da concorrência. O Estado não
deve colocar fim a um monopólio natural, pois este será a forma mais
eficiente de produção no setor. Ao invés de “quebrar” o monopólio, o
Estado deverá regular a indústria daquele setor.

Mas como deverá ser feita a regulação do monopólio natural?

O órgão regulador, com o objetivo de coibir o poder de mercado


do monopólio natural, deverá impor a prática de um preço que seja
socialmente ótimo. O objetivo é evitar que a empresa monopolista cobre
um preço muito elevado pelos seus bens/serviços; o preço cobrado do
consumidor deve ser um preço justo. Dizemos “preço justo” porque o
órgão regulador deve impor um preço que seja bom para o consumidor
mas, ao mesmo tempo, também seja satisfatório para o monopolista. Ora,
se o monopólio natural é a situação em que há maior eficiência naquele
setor, o governo não deseja que a empresa monopolista se retire do
mercado...

A questão é: qual seria esse “preço justo” ou “preço socialmente


ótimo”?
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No mercado de concorrência perfeita, os preços cobrados pelas


empresas (produtores) será igual aos custos marginais. 4 Nesse nível
de preço, haverá maximização da eficiência. Será, então, que o órgão
regulador pode impor ao monopólio natural um preço equivalente ao custo
marginal?

À primeira vista, poderíamos acreditar que essa seria uma boa


solução. No entanto, conforme já estudamos no início da aula, o

4
A explicação detalhada disso é objeto de estudo da Microeconomia e não vale a
pena, nesse curso, entrarmos nesse tipo de detalhe. Destaco apenas que custo
marginal é o custo para produzir uma unidade adicional.
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monopólio natural tem custos marginais extremamente baixos,


tendentes a zero. Portanto, se o órgão regulador impuser um preço
equivalente ao custo marginal, o monopólio natural não terá incentivo
econômico para permanecer no mercado.

Diante dessa problemática, o órgão regulador irá impor ao


monopólio natural um preço igual ao custo médio de produção. Essa
será uma política de fixação de preços razoável para o monopólio natural.
Assim, a empresa que detém o monopólio natural continuará em
operação, conduzindo à maximização da eficiência do mercado. Teremos
uma estrutura de mercado concentrada geradora de eficiência.

Vejamos como esse assunto pode ser cobrado em prova!

1. (ANP – Especialista – Área 9/2012) A política de


concorrência tem por finalidade estimular a concorrência nos
mercados em que é ameaçada, utilizando, também, a ação dos
órgãos incumbidos desse tipo de intervenção.

Comentários:

O objetivo da política de defesa da concorrência é estimular a


concorrência nos mercados em que esta for ameaçada. Nesse sentido,
deverá haver intervenção das autoridades antitruste e, em certas
ocasiões, das agências reguladoras. Questão correta.

2. (Polícia Civil / PA - 2006) A prática de preços baixos deve


ser incentivada pelo regulador e devem ser utilizados todos os
instrumentos necessários para que os preços baixem,
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independentemente das consequências sobre o setor produtivo


regulado.

Comentários:

Não se pode afirmar que o órgão regulador irá buscar a redução


dos preços independentemente das consequências sobre o setor
produtivo. O órgão regulador buscará impor um “preço justo”. Questão
errada.

3. (SEGER / ES – 2007) A presença de economias crescentes de


escala em determinada indústria indica a existência de fortes

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pressões competitivas nesse mercado, excluindo, pois, a sua


monopolização.

Comentários:

A existência de fortes economias de escala em determinada


indústria não indica a existência de pressões competitivas. Ao contrário, a
existência de economias de escala crescentes é indicativo de um
monopólio natural. Questão errada.

4. (Polícia Civil / PA - 2006) Cabe ao regulador promover a


concorrência entre empresas de um mesmo setor, o que permite a
formação de barreiras à entrada de novas empresas no setor em
questão.

Comentários:

De fato, o regulador atua na promoção da concorrência entre


empresas de um mesmo setor. No entanto, isso não leva à formação de
barreiras à entrada de novas empresas (ocorrerá exatamente o
contrário!). Questão errada.

5. (Polícia Civil / PA-2006) Todo tipo de monopólio natural deve


ser coibido pelo regulador a fim de que promova a concorrência
por meio da quebra desse monopólio.

Comentários:

O monopólio natural não deve ser coibido pelo órgão regulador,


mas sim objeto de sua regulação. O monopólio natural é, afinal, uma
situação de maximização da eficiência para alguns setores. Questão
errada.

6. (TCE / AC – 2009) A imposição da regra competitiva de


formação de preços nos monopólios naturais como os que
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prevalecem no setor de utilidades públicas, além de melhorar o


bem-estar dos consumidores, garante também lucros puros para
as empresas que operam nesses mercados.

Comentários:

Falar em “regra competitiva” é o mesmo que dizer “regra da


concorrência perfeita”. E a regra da concorrência perfeita é que os preços
dos produtos serão iguais aos custos marginais. Essa não é a solução de
regulação para os monopólios naturais.

O órgão regulador deverá fixar, para o monopólio natural, um


nível de preço equivalente ao custo médio de produção. Questão errada.

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7. (Agente Polícia Federal – 2009) A regulação do mercado,


exercida pelas agências reguladoras e pelo Conselho
Administrativo da Defesa Econômico (CADE), é necessária para,
entre outras funções, coibir os abusos resultantes da atuação dos
monopólios naturais, que se caracterizam pela maior eficiência
alcançada nos casos de elevadas economias de escala ou de
escopo em relação ao tamanho do mercado.

Comentários:

Os monopólios naturais deverão ser objeto de regulação pelo


CADE e pelas agências reguladoras, a fim de se impedir o abuso do poder
econômico. Ressalte-se que os monopólios naturais tem como
característica a presença de economias de escala para todos os níveis de
produção. Questão correta.

8. (Prefeitura de Vila Velha – 2007) Em um monopólio natural,


o regulador não pode igualar o preço ao custo marginal sob pena
de levar o monopolista ao lucro negativo na prática de tal preço
regulado.

Comentários:

O monopólio natural se caracteriza por custos marginais muito


reduzidos, tendentes a zero. Nesse sentido, se o regulador impuser um
preço equivalente ao custo marginal, a empresa que detém o monopólio
natural não terá incentivo para permanecer no mercado (lucro negativo).
Assim, o órgão regulador deve impor um preço igual ao custo médio.
Questão correta.

9. (Agente da Polícia Federal – 2002) A regulação visa criar


sistemas de competição em setores que tendem a funcionar sob o
regime de monopólios naturais, que provocam a existência de
custos fixos importantes, grande proporção de investimentos
irreversíveis, gerando barreiras à entrada de novos investidores.
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Comentários:

Nos setores que tendem a funcionar sob o regime de monopólio


natural, caberá ao regulador evitar o abuso do poder econômico. O
regulador não buscará criar sistemas de competição. Nesses setores, que
se caracterizam pela presença de economias de escala em toda a faixa de
produção, o monopólio é a situação em que há maximização da eficiência.
Questão errada.

10. (TCE / AC – 2008) A produção de serviços de transporte de


massa como o metrô caracteriza-se pelo fato de os custos

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marginais de produção desses serviços serem superiores aos


custos médios.

Comentários:

Os serviços de transporte público, como é o caso do metrô, são o


caso típico de monopólio natural. Assim, há fortes economias de escala e
o custo marginal é bastante reduzido, bem próximo de zero. Questão
errada.

11. (Analista MPU / 2010) Toda empresa que apresenta custo


médio decrescente para toda a sua produção é considerada um
monopólio natural.

Comentários:

Uma característica do monopólio natural é a de os custos médios


serem decrescentes para toda a sua produção. Questão correta.

12. (Prefeitura de Vila Velha – 2007) Oligopólios se comportam


estrategicamente no mercado de maneira ilícita e devem ser
controlados por agentes reguladores de mercado.

Comentários:

Não se pode afirmar que os oligopólios se comportam no


mercado de maneira ilícita. Nem sempre isso é verdade. A concentração
do mercado pode ter sido obtido por meio de processo natural;
determinados setores, pelas suas características, têm maior tendência de
concentração. Questão errada.

2- Abordagens em Defesa da Concorrência:


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A pergunta que devemos nos fazer nesse momento é a seguinte:


qual é o fundamento das normas concorrenciais?

A resposta a essa pergunta teórica é importante porque irá nos


permitir compreender o exato sentido dessas normas e desvendar o
porquê de sua existência. Sobre o tema, há duas visões diferentes: a
visão da Escola de Harvard e a visão da Escola de Chicago.

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2.1- Escola de Harvard:

A Escola de Harvard, também chamada de “Escola Estruturalista


de Harvard”, tem uma visão (enfoque) tradicionalista da defesa da
concorrência. Segundo a visão dessa escola, as excessivas concentrações
de mercado devem ser evitadas; presume-se que estruturas de
mercado concentradas são danosas à economia.

A concentração de mercado, segundo o enfoque tradicionalista,


gera disfunções que prejudicam o regular fluxo das relações
econômicas. A existência de um maior número de agentes econômicos
atuando no mercado (estrutura pulverizada), ao contrário, seria benéfica
para a economia.

Na visão harvardiana (visão estruturalista), a conduta dos


agentes econômicos é determinada pela estrutura do mercado. Em
mercados concentrados, a conduta dos agentes econômicas presume-se
lesiva; já em mercados em que predomina a competição, há incentivos ao
desenvolvimento tecnológico, redução de preços e aumento do bem-estar
do consumidor.

A Escola de Harvard é fortemente ligada a conceitos de


Economia Industrial. Nesse sentido, apontamos a conexão entre a Escola
de Harvard e o modelo Estrutura-Conduta-Desempenho. Esse modelo
busca associar variáveis que medem aspectos estruturais do
mercado (tais como grau de concentração, barreiras à entrada,
existência de produtos substitutos, diferenciação de produtos) ao
comportamento das empresas e variáveis de desempenho.

Segundo essa lógica, a estrutura do mercado determina o


comportamento das empresas e o seu desempenho. Por exemplo,
em um mercado concentrado, com fortes barreiras à entrada de novos
concorrentes, as empresas detentoras do poder de mercado poderão se
associar para praticar preços mais elevados. Já em um mercado
pulverizado, as empresas buscarão investir em pesquisas e tecnologia,
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reduzindo custos e inovando.

Assim, a estrutura de mercado concentrada leva a


comportamentos lesivos por parte dos agentes econômicos; por outro
lado, mercados em que predomina a livre concorrência trarão benefícios
aos consumidores e à sociedade como um todo.

Fica fácil perceber, a partir dessa discussão, o porquê de o nome


do modelo ser Estrutura-Conduta-Desempenho. É, afinal, a estrutura
do mercado que conduz a conduta das empresas e que determina seu
desempenho.

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Para a Escola de Harvard, a livre concorrência deve ser


perseguida como um fim em si mesma; o objetivo é manter o regular
funcionamento do mercado. A livre concorrência é vista, aqui, como um
princípio “puro”; basta que ela seja tutelada pelo Estado para que
aumente o bem-estar dos consumidores e da sociedade. Segunda essa
visão, um mercado em que predomina a livre concorrência tem estrutura
desconcentrada, o que levará a uma conduta positiva por parte das
empresas.

A política de defesa da concorrência proposta pela Escola de


Harvard tem como objetivo a proteção da concorrência, realizando uma
interpretação mais ampla dos objetivos da intervenção antitruste.
Nessa perspectiva, a intervenção governamental engloba a busca da
eficiência alocativa, a distribuição de renda e a desconcentração do
poder econômico.

2.2- Escola de Chicago:

A Escola de Chicago se contrapõe ao enfoque tradicionalista


harvardiano. Enquanto a visão tradicionalista (Escola de Harvard)
considera que a concorrência deve ser um fim em si mesma, a
Escola de Chicago entende que a defesa da concorrência tem como
objetivo central a maximização da eficiência. Assim, para a Escola de
Chicago o direito antitruste deve buscar proteger (tutelar) a eficiência
econômica. A Escola de Harvard, ao contrário, tem como foco a proteção
(tutela) da concorrência.

Essa nova forma de pensar a defesa da concorrência vem se


opor à ideia de que um mercado concentrado é, necessariamente, danoso
(pernicioso) à sociedade. Para os pensadores de Chicago, nem sempre
estruturas de mercado concentradas serão danosas à economia;
por vezes, mercados concentrados resultarão em benefícios que
compensarão seus custos, conduzindo à maximização da eficiência.
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Com efeito, em certas situações, a concentração pode ser


geradora de eficiência econômica. É o caso dos chamados monopólios
naturais, nos quais, conforme já vimos, estão presentes substanciais
economias de escala em todos os níveis de produção.

A maximização da eficiência, foco da Escola de Chicago, é a


situação de maior bem-estar para o consumidor. Tal situação de bem-
estar é identificada pela teoria microeconômica clássica (teoria
marginalista) como aquela de menor preço para o consumidor. Cabe
enfatizar que a Escola de Chicago segue os pressupostos da teoria
marginalista, desconsiderando outros fatores que influenciam no bem-

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estar além do preço. O titular do bem jurídico protegido pela legislação


antitruste seria, justamente, o consumidor.

No Brasil, percebe-se que a atual política de defesa da


concorrência segue algumas das ideias da escola de Chicago,
privilegiando uma análise da eficiência econômica dos mercados. Nesse
sentido, é perceptível que houve uma evolução da doutrina antitruste,
que antes se preocupava unicamente com a concentração de mercado.
Hoje, a promoção da concorrência não é mais considerada como um fim
em si mesma, dando lugar a um pensamento que analisa as eficiências
econômicas (análise objetiva da eficiência alocativa). A doutrina atual
considera que os efeitos negativos de atos e condutas anticoncorrenciais
pode ser contrabalanceado com benefícios sociais.

A Escola de Chicago faz uma interpretação mais restrita dos


objetivos da intervenção governamental na defesa da concorrência.
Segundo essa visão, a intervenção antitruste tem como único objetivo a
promoção da eficiência alocativa. Ao adotar medidas de defesa da
concorrência, o governo estará, unicamente, promovendo a maior
eficiência alocativa. Não há, aqui, qualquer preocupação com a
distribuição de renda e com a concentração do poder econômico; caso a
concentração promova eficiência alocativa, o governo irá abster-se de
intervir.

2.2.1- Teoria dos custos de transação:

Dentre as contribuições da Escola de Chicago para a defesa da


concorrência, está a teoria dos custos de transação. A ideia de custos
de transação foi originalmente concebida por Ronald Coase, tendo sido,
entretanto, desenvolvida por Williamson.

No que diz respeito à defesa da concorrência, a teoria dos custos


de transação tem um importante desdobramento. Ela nos permite afirmar
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que certas restrições verticais (contratos de exclusividade, por


exemplo) e atos de concentração vertical (concentração que envolve
empresas que operam em níveis distintos, porém complementares, da
cadeia de produção) são inovações organizacionais cujo objetivo é
gerar eficiência (e não impor restrições no mercado).

Vamos tentar entender melhor como isso funciona...

Mais à frente em nossa aula, teremos a oportunidade de estudar


em detalhes as práticas anticompetitivas horizontais e verticais. Mas,
desde já, é importante defini-las para que possamos entender esse
assunto.

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As práticas anticompetitivas horizontais são aquelas que


envolvem empresas que atuam no mesmo nível do mercado (mesmo
nível da cadeia de produção). Um exemplo bastante conhecido de prática
anticompetitiva horizontal é o cartel (combinação de preços entre
concorrentes).

As práticas anticompetitivas verticais, por sua vez, são


restrições impostas ao longo da cadeia produtiva por uma empresa
que detém poder de mercado. Um exemplo seria o de uma fabricante de
cervejas que somente vende seus produtos a um restaurante caso este se
comprometa a não vender cervejas da empresa concorrente.

Pois bem, apresentados esses conceitos, voltemos à ideia


original. Para a teoria dos custos de transação, as restrições verticais e
os atos de concentração vertical podem ser geradores de eficiência.
A pergunta é: como isso é possível?

Os custos de transação são os custos associados à dificuldade


de barganha/negociação, insegurança da operação, diversidade de
percepção dos agentes econômicos, assimetria de informações. Enfim, são
custos relacionados à coordenação da interação entre vendedores e
compradores, os quais podem, em certas situações, ser bastante elevados
e, portanto, não-desprezíveis.

Quando os custos de transação forem baixos, os agentes


econômicos podem se inter-relacionar de forma impessoal e
descontínua no tempo. Suponha o caso de uma empresa fabricante de
móveis, que tem como insumo principal para seu processo produtivo a
madeira. Essa empresa não tem tanto com o que se preocupar em relação
a seus fornecedores. Ela poderá, facilmente, trocar de fornecedor (ela é
indiferente a qual fornecedor lhe vende a madeira).

Por outro lado, nos casos em que os custos de transação são


elevados, os vínculos entre os agentes econômicos ganham uma
relevância econômica fundamental. Surgem os chamados “ativos
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específicos”, que são ativos especializados que não podem ser


reempregados caso haja uma interrupção ou encerramento das relações
entre os agentes econômicos envolvidos.

Por exemplo, o chip A5, utilizado no iPhone 4S, é fabricado pela


Samsung. A Apple adquire o chip A5 da Samsung. Mudar de fornecedor
não seria algo fácil para a Apple; haveria altíssimos custos de transação
envolvidos na tarefa de encontrar um novo fornecedor que tivesse know-
how e capacidade de investimento para começar a produzir o chip A5. Da
mesma forma, para começar a produzir o chip A5, a Samsung teve que
arcar com pesados investimentos; ela não pode se dar ao luxo de perder a
Apple como cliente.

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Como é possível perceber, os custos de transação no exemplo


são bastante elevados. As empresas começam, então, a valorizar o
vínculo que mantêm entre si; as relações entre elas deixam de ser
impessoais e descontínuas, passando a ter maior estabilidade.

Nesse contexto é que surgem entre as empresas novas formas


de organização institucional (restrições verticais e atos de concentração
vertical). O objetivo dessas práticas, entretanto, não é impor restrições
à livre concorrência, mas sim maximizar a eficiência. Empresas em
cujas relações há custos de transação elevados e a presença de ativos
específicos não podem ser dar ao luxo de ter, entre si, uma relação
impessoal e descontínua. Ao contrário, elas precisam estabelecer formas
de interação mais eficientes.

Dentro dessa lógica, que segue os princípios da Escola de


Chicago, o direito antitruste não poderia impedir a realização de tais
condutas maximizadoras de eficiência.

2.3- Regras per se e de razão:

A aplicação das leis de defesa da concorrência pode seguir dois


critérios diferentes: i) a regra per se e; ii) a regra da razão.

O critério per se consiste em uma proibição absoluta a atos e


condutas anticoncorrenciais. Em outras palavras, basta que a empresa
tenha praticado um ato ou conduta tipificados em lei como ilícito
anticoncorrencial para que fique configurada a infração à ordem
econômica.

Quando esse critério é aplicado, a autoridade antitruste se


abstém de analisar os efeitos econômicos do ato ou conduta
anticoncorrencial. A análise será eminentemente jurídica, partindo do
pressuposto de que a conduta ou ato anticoncorrencial é danosa à
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eficiência econômica.

O critério da razão, por sua vez, consiste em uma análise bem


mais detalhada do ato ou da conduta anticoncorrencial. A autoridade
antitruste não irá se limitar, aqui, na análise pura e simples da
ocorrência do ato anticoncorrencial. Será feita uma análise ampla dos
resultados econômicos da conduta ou ato praticado pela empresa ou
grupo de empresas. Nesse sentido, somente ficará caracterizado o
ilícito caso a conduta tenha resultado em ineficiência econômica para
o mercado.

Quando esse critério é aplicado, a autoridade antitruste irá


verificar os efeitos do comportamento da empresa e contrabalançar

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os prejuízos com os benefícios dele resultantes. Não haverá qualquer


punição, tampouco ficará caracterizado o ilícito, quando as eficiências
econômicas compensarem os prejuízos do ato ou conduta
anticoncorrencial.

A utilização do critério per se é, sem dúvida, muito menos


dispendiosa do que a aplicação do critério da razão. A aplicação da regra
da razão depende de uma análise jurídica e econômica integradas; já a
regra per se se limita à simples verificação da ocorrência do ato tipificado
em lei como ilícito anticoncorrencial (análise eminentemente jurídica).

A aplicação de um critério ou de outro varia de país para país,


conforme as diretrizes da política de defesa da concorrência em cada um.
No Brasil, a Lei nº 12.529/2011 adota claramente a regra da razão.
Isso é o que se percebe a partir da leitura da lei (já analisada na aula 01),
que exige, para que se configure a infração à ordem econômica, a
ocorrência de uma das condutas relacionadas no art. 36, § 3º,
associadas a um dos efeitos previstos nos incisos I, II, III e IV, do art.
36.

Vejamos como esse assunto pode ser cobrado em prova!

13. (ANP – Especialista – Área 9/2012) Para a escola de Harvard,


a concorrência deve ser almejada como um fim em si mesma. Já a
escola de Chicago considera o modelo de estrutura-conduta-
desempenho como seu princípio orientador.

Comentários: 75708747811

De fato, a escola de Harvard defende que a concorrência deve


ser almejada como um fim em si mesmo. No entanto, não é a escola da
Chicago, mas sim a escola de Harvard que considera o modelo de
estrutura-conduta-desempenho como seu princípio orientador. Questão
errada.

14. (ANP – Especialista – Área 9/2012) A escola de Chicago


busca a maximização da eficiência e o direito antitruste está
centrado na proteção do bem-estar do consumidor, seguindo o que
preconiza a teoria marginalista.

Comentários:

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A escola de Chicago considera que a defesa da concorrência tem


como objetivo central a maximização dos lucros. Assim, o foco da
legislação antitruste deve ser o consumidor, seguindo o que preconiza a
teoria marginalista (segundo a qual a maximização da eficiência será a
situação em que houver o menor preço ao consumidor). Questão correta.

15. (ANP – Especialista – Área 9/2012) A estrutura de mercado


está relacionada ao modelo estrutura-conduta-desempenho, cujas
características comuns das firmas estão ligadas aos aspectos do
grau de concentração, às barreiras à entrada e à existência de
produtos substitutos.

Comentários:

A escola de Harvard (visão estruturalista) adota o modelo


estrutura-conduta-desempenho, o qual considera que a estrutura do
mercado está diretamente associada à conduta das empresas. Os
aspectos estruturais do mercado que influenciam na conduta das
empresas são, dentre outros, o grau de concentração, barreiras à entrada
e existência de produtos substitutos. Questão correta.

16. (ANP – Especialista – Área 9/2012) O principal problema da


escola de Harvard, de acordo com os teóricos da escola de
Chicago, é que a concentração é uma condição necessária, mas
não suficiente. Estruturas concentradas que resultam em
economia de recursos capaz de compensar os seus efeitos
anticompetitivos não podem ser consideradas ineficientes.

Comentários:

Para os pensadores da escola de Chicago, a concentração é uma


condição necessária, mas não suficiente para que se possa considerar que
um mercado é ineficiente. A defesa da concorrência tem como objetivo, na
visão dos economistas de Chicago, a maximização da eficiência.
Destaque-se que, em certos casos, estruturas concentradas (como o
75708747811

monopólio natural) podem trazer benefícios para a sociedade como um


todo. Questão correta.

17. (ANS – Especialista em Regulação / 2013) A principal


diferença entre as escolas de Harvard e Chicago está relacionada
aos objetivos da política antitruste e aos efeitos que incidem sobre
o bem-estar econômico. Enquanto a escola de Harvard defende
uma interpretação ampla dos objetivos da intervenção, a escola de
Chicago sustenta a eficiência alocativa como único objetivo.

Comentários:

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A escola de Harvard tem uma interpretação mais ampla dos


objetivos da intervenção, que engloba a busca da eficiência alocativa, a
distribuição de renda e a desconcentração do poder econômico. Já a
escola de Chicago tem como único objetivo a eficiência alocativa. Questão
correta.

3- Conceitos envolvidos nas análises de atos de concentração e de


infrações à ordem econômica:

3.1- Poder de Mercado:

O poder de mercado, conforme já estudamos, é uma falha de


competição que coloca uma empresa ou um grupo de empresas em
posição de vantagem em relação às outras. No Brasil, é considerada
infração à ordem econômica a conduta de “dominar mercado relevante
de bens e serviços”.

O poder de mercado fica caracterizado quando uma empresa ou


grupo de empresas tem o poder de fixação discricionária de preços
em um determinado mercado. Em outras palavras, é a capacidade de
estabelecer preços superiores ao nível de mercado e, ainda assim,
obter lucros acima do normal. Ao praticar tais preços elevados, a empresa
não perde seus clientes.

Vejamos como o Guia Prático do CADE conceitua poder de


mercado!

“Uma empresa (ou um grupo de empresas) possui poder de


mercado se for capaz de manter seus preços
sistematicamente acima do nível competitivo de mercado
sem com isso perder todos os seus clientes. Em um
ambiente em que nenhuma firma tem poder de mercado
não é possível que uma empresa fixe seu preço em um nível
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superior ao do mercado, pois se assim o fizesse os


consumidores naturalmente procurariam outra empresa
para lhe fornecer o produto que desejam, ao preço
competitivo de mercado.”

(Guia Prático do CADE, 3ª edição)

Para deter poder de mercado, não basta que a empresa


tenha uma posição dominante, ou seja, não basta que ela tenha uma
participação substancial de mercado (market share elevado). Em outras
palavras, “se uma empresa possui posição dominante em um mercado

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relevante não necessariamente ela possui poder de mercado.” 5 Assim, a


existência de posição dominante é condição necessária, mas não
suficiente, para a existência de poder de mercado.

O poder de mercado, conforme vimos, é conceito relacionado à


capacidade de aumentar unilateralmente os preços sem perder seus
clientes. Já a posição dominante está relacionada ao market share que
uma determinada empresa possui.

A análise que busca verificar a existência de poder de mercado


tem como ponto de partida a posição dominante, mas envolve a
investigação de diversas outras variáveis (barreiras à entrada,
concorrência com importações, efetividade da competição entre a
empresa e seus concorrentes e existência de bens substitutos). Assim, é
plenamente possível que uma empresa possua posição dominante, mas
não detenha poder de mercado. Nesse caso, uma elevação unilateral de
preços por parte da empresa será contestada pela reação de
concorrentes efetivos ou potenciais.

Enfatizamos que a posição dominante, por si só, não


caracteriza infração à ordem econômica. Somente haverá infração à
ordem econômica caso a empresa exerça de forma abusiva a posição
dominante. Ela estará, assim, exercendo o poder de mercado que
detém. Percebe-se, portanto, que o fato de uma empresa possuir poder
de mercado não configura infração à ordem econômica; somente será
conduta anticoncorrencial o exercício desse poder.

O exercício do poder de mercado não está limitado à


alteração unilateral de preços. Ele também pode ficar configurado
quando uma empresa, com o objetivo de aumentar seus lucros,
diminui a qualidade/variedade de produtos e serviços ou reduz o ritmo de
inovações a níveis impensáveis em um mercado concorrencial.

Por último, cabe destacar que não são apenas as empresas


fornecedoras de bens e serviços que podem deter posição dominante em
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um mercado. A posição dominante fica caracterizada sempre que uma


empresa “controla parcela substancial de mercado relevante, como
fornecedor, intermediário, adquirente ou financiador de um
produto, serviço ou tecnologia a ele relativa, de tal forma que a empresa
ou grupo de empresas, seja capaz de, deliberada e unilateralmente,
alterar as condições de mercado.”6

5
Guia Prático do CADE, 3ª edição.
6
Guia Prático do CADE, 3ª edição.
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3.2- Mercado Relevante:

Para iniciar o estudo desse tópico, cabe-nos apresentar a


definição de mercado. É claro, há diversos conceitos de “mercado”. De
forma bem simples, podemos dizer que mercado é uma instituição por
meio da qual vendedores e compradores estabelecem relações comerciais.
Uma definição de mercado mais complexa, no entanto, é a do autor
Avelãs Nunes, a qual é adotada pelo CESPE:

“... uma instituição social, um produto da história, uma criação


histórica da humanidade (correspondente nas determinadas circunstâncias
econômicas, sociais, políticas e ideológicas), que veio servir (e serve) os
interesses de uns (mas não os interesses de todos), uma instituição
política destinada a regular e a manter determinadas estruturas de poder
que asseguram a prevalência dos interesses de certos grupos sobre os
interesses de outros grupos sociais.”

Na análise de processos pelo Sistema Brasileiro de Defesa da


Concorrência, é fundamental que seja identificado o “mercado
relevante” a ser considerado. Essa definição é importante para que as
autoridades de defesa da concorrência possam aferir o “poder de
mercado” da empresa.

A definição de mercado relevante é, assim, uma espécie de


delimitação feita pela autoridade antitruste para que possa avaliar a
manifestação do poder de mercado pela empresa que (supostamente)
pratica a infração à ordem econômica.

Suponha, por exemplo, que em uma cidade do interior de Minas


Gerais existam apenas três faculdades A, B e C (todas elas particulares).
A faculdade A adquire 100% das ações das faculdades B e C. A princípio,
poderíamos dizer que a faculdade A detém, inegavelmente, poder de
mercado. Mas isso vai depender da definição do mercado relevante. Pode
ser que exista uma cidade vizinha (menos de 30 km, por exemplo) em
que existam outras 5 faculdades do mesmo porte da faculdade A. Nesse
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caso, se a autoridade antitruste considerar como mercado relevante o


conjunto das duas cidades, ela irá constatar (muito provavelmente!) que a
faculdade A não detém poder de mercado.

O mercado relevante é, assim, a unidade de análise para


avaliação do poder de mercado, definindo a fronteira da competição
entre as firmas. 7 A definição de mercado relevante não é tão simples; ao
contrário, é bem complexa e suscita intensos debates. Ela comporta duas
dimensões: i) a dimensão produto (mercado relevante material) e; ii) a
dimensão geográfica (mercado relevante geográfico)

7
Guia Prático do CADE, 2003.
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Vamos entender cada uma dessas dimensões...

A dimensão produto leva em consideração os


produtos/serviços substituíveis entre si pelo consumidor devido às suas
características, preço e utilização. Assim, ao definir um mercado
relevante, as autoridades de defesa da concorrência, devem agrupar os
produtos/serviços que são concorrentes entre si. Os produtos/serviços
não precisam ser idênticos; eles podem apenas ser bens substitutos.

No mercado de planos de saúde, por exemplo, a jurisprudência


do CADE tem se posicionado no sentido de admitir a divisão em quatro
mercados relevante sob a ótica do produto: i) plano de saúde médico-
hospitalar individual/familiar; ii) plano de saúde médico-hospitalar
coletivo; iii) plano exclusivamente odontológico individual/familiar e;
iv)plano exclusivamente odontológico coletivo.8

A Resolução nº 15/98, do CADE, assim define o mercado


relevante do produto:

MERCADO (S) RELEVANTE(S) DO(S) PRODUTO(S) Um mercado


relevante do produto compreende todos os produtos/serviços
considerados substituíveis entre si pelo consumidor devido às suas
características, preços e utilização. Um mercado relevante do produto
pode eventualmente ser composto por um certo número de
produtos/serviços que apresentam características físicas, técnicas ou de
comercialização que recomendem o agrupamento.

A dimensão geográfica, por sua vez, diz respeito à área na


qual as empresas ofertam os produtos/serviços substituíveis. Assim, as
autoridades de defesa da concorrência irão delimitar uma região na
qual uma empresa está (supostamente) exercendo seu poder de mercado.
Como exemplo de situação real, o CADE decidiu, no Ato de Concentração
nº 08700.003978/2012-90, que a dimensão geográfica dos planos de
saúde médico-hospitalar individual/familiar e coletivo seria o município de
Franca.
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A Resolução nº 15/98, do CADE, assim define o mercado


relevante geográfico:

MERCADO(S) RELEVANTE(S) GEOGRÁFICO(S). Um mercado


relevante geográfico compreende a área em que as empresas ofertam e
procuram produtos/serviços em condições de concorrência
suficientemente homogêneas em termos de preços, preferências dos
consumidores, características dos produtos/serviços. A definição de um

8
Ato de Concentração nº 08700.003978/2012-90. Relator: Conselheiro
Elvino de Carvalho Mendonça. Requerentes: Unimed Franca e Hospital Regional
de Franca. http://www.cade.gov.br/temp/t304201311191286.PDF
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mercado relevante geográfico exige também a identificação dos


obstáculos à entrada de produtos ofertados por firmas situadas fora
dessa área. As firmas capazes de iniciar a oferta de produtos/serviços na
área considerada após uma pequena mas substancial elevação dos preços
praticados fazem parte do mercado relevante geográfico. Nesse mesmo
sentido, fazem parte de um mercado relevante geográfico, de um modo
geral, todas as firmas levadas em conta por ofertantes e demandantes
nas negociações para a fixação dos preços e demais condições comerciais
na área considerada.

Vejamos, agora, o que nos diz o Guia do CADE sobre a definição


de mercado relevante:

“A definição de mercado relevante leva em consideração


duas dimensões: a dimensão produto e a dimensão
geográfica. A ideia por trás desse conceito é definir um
espaço em que não seja possível a substituição do produto
por outro, seja em razão do produto não ter substitutos,
seja porque não é possível obtê-lo.

Assim, um mercado relevante é definido com sendo um


produto ou grupo de produtos e uma área geográfica
em que tal (is) produto(s) é (são) produzido(s) ou
vendido(s), de forma que uma firma monopolista poderia
impor um pequeno, mas significativo e não-transitório
aumento de preços, sem que com isso os consumidores
migrassem para o consumo de outro produto ou o
comprassem em outra região. Esse é chamado teste do
monopolista hipotético e o mercado relevante é definido
como sendo o menor mercado possível em que tal critério é
satisfeito.

A definição de mercado relevante é de vital importância


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para a análise dos casos que chegam ao Sistema Brasileiro


de Defesa da Concorrência, uma vez que ele é o espaço
onde o poder de mercado pode ser inferido. Só se pode
falar em existência de poder de mercado se for definido
previamente em qual espaço esse poder pode ser exercido.
Assim, para se caracterizar a possibilidade de exercício de
poder de mercado, primeiramente é necessário que se
defina qual mercado relevante é afetado por um ato de
concentração ou por uma conduta, para em seguida
inferirmos se neste mercado existe probabilidade de
exercício abusivo desse poder.”

(Guia Prático do CADE, 3ª edição)

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O trecho acima, retirado do Guia Prático do CADE, é bastante


didático. Ele nos mostra que a definição do mercado relevante é essencial
para a análise dos casos submetidos às autoridades antitruste; somente a
partir dessa definição é que será possível verificar se a empresa detém
poder de mercado.

Mas como as autoridades antitruste determinam o mercado


relevante?

A determinação do mercado relevante é feita a partir do teste


do monopolista hipotético. O objetivo do teste é encontrar o menor
mercado possível (considerando-se a dimensão produto e a dimensão
geográfica) em que uma empresa supostamente monopolista possa impor
um pequeno, mas significativo e não-transitório, aumento de preços sem
perder seus clientes (sabe-se que preços mais altos tendem afastar os
clientes).

Em outras palavras, o teste do monopolista hipotético visa


descobrir o menor mercado em que um monopolista pode impor um
aumento de preços sem desviar parcela significativa da demanda
para bens substitutos ou para bens produzidos em outra região.

Se, ao fazerem um teste considerando-se um mercado X


(conjunto de produtos e área específicos), as autoridades antitruste
verificarem que o aumento de preços não compensaria para o suposto
monopolista (porque haveria uma redução considerável de vendas), isso
significa que aquele não é um “mercado relevante” a ser considerado.
É preciso, então, fazer um teste considerando-se um mercado Y um pouco
maior (acrescentando-se produtos substitutos e regiões produtoras
próximas).

Se, ao fazer esse teste com o mercado Y, as autoridades


antitruste concluírem que será rentável para o monopolista impor um
pequeno, mas significativo e não-transitório, aumento de preços, este
será o “mercado relevante” a ser considerado. Destaque-se que esse
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teste será repetido sucessivas vezes até que se encontre o menor


mercado em que essas premissas são verdadeiras.

Vejamos como esse assunto pode ser cobrado em prova!

18. (ANATEL-Especialista-Área 5/2004) No âmbito das políticas


regulatórias no Brasil, a posição dominante, baseada no elevado
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percentual do mercado (market share) é apenada,


independentemente de haver ou não prejuízo à livre concorrência.

Comentários:

A posição dominante, por si só, não caracteriza infração à ordem


econômica. Para que fique configurada uma infração, é necessário que
haja o exercício abusivo de posição dominante. Questão errada.

19. (Juiz Federal – TRF 3º Região – 2011) – A posição dominante


de uma empresa ou grupo no mercado, ou seja, a sua participação
significativa, é causa, por si só, de intervenção das autoridades
antitruste.

Comentários:

Para que fique caracterizada a infração à ordem econômica, é


necessário o exercício abusivo de posição dominante. A posição
dominante, por si só, não é infração à ordem econômica. Questão errada.

20. (ANATEL- Especialista - Área 5/2004) Ocorre posição


dominante quando uma empresa ou grupo de empresas controla
uma parte significativa do mercado relevante, unicamente, como
fornecedor dos produtos comercializados nessa indústria.

Comentários:

A posição dominante fica caracterizada quando uma empresa ou


grupo de empresas controla parcela substancial do mercado relevante, na
condição de fornecedor, intermediário, adquirente ou financiador de um
produto, serviço ou tecnologia. Assim, não se pode dizer que a posição
dominante cabe unicamente a empresas que atuem como fornecedoras
de produtos. Questão errada.

21. (ANAC-Técnico em Regulação – Área 2 / 2012) O mercado


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pode ser compreendido como uma instituição social, um produto


da história da humanidade, uma instituição política destinada a
regular e a manter determinadas estruturas de poder que
asseguram a prevalência dos interesses de certos grupos sobre os
interesses de outros grupos sociais.

Comentários:

Essa é a definição de mercado para Avelãs Nunes. Questão


correta.

22. (ANP – Especialista – Área 9/2012) Da definição de mercado


relevante desconsidera-se a unidade básica de análise sobre a

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qual será mensurado o grau de concentração do mercado, pois é


necessário que ele apresente importância econômica.

Comentários:

O mercado relevante é a unidade básica de análise sobre a qual


será mensurado o grau de concentração do mercado. Logo, a questão está
errada ao dizer que deve ser desconsiderada a unidade básica de análise
sobre a qual será mensurado o grau de concentração. Questão errada.

23. (ANP – Especialista – Área 9/2012) A determinação de um


mercado relevante ocorre em termos dos produtos ou dos serviços
que o compõem e da área geográfica sobre a qual um possível
monopolista imporá um aumento de preços significativo e não
transitório.

Comentários:

A definição de mercado relevante leva em consideração duas


dimensões: i) a dimensão do produto e; ii) a dimensão geográfica.
Questão correta.

24. (ANP – Especialista – Área 9/2012) Para avaliar práticas


anticompetitivas, o monopolista hipotético indica, entre vários
testes possíveis, que o mercado relevante é definido como o
menor grupo de produtos e a menor área geográfica, que é
condição para um suposto monopolista impor um aumento de
preços.

Comentários:

A assertiva descreve muito bem o teste do monopolista


hipotética. O objeto do teste é descobrir o menor mercado (menor grupo
de produtos e menor área geográfica) em que um suposto monopolista
possa impor um aumento de preços sem que seja afastada parte
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significativa da demanda por seus bens ou serviços. Questão correta.

25. (ANATEL-Especialista-Área 5/2004) Os fatores que definem o


mercado relevante incluem, entre outros, a identificação das
barreiras à entrada, assim como as condições de entrada, a
descrição da estrutura do mercado, a identificação do padrão de
competição e os competidores ou entrantes potenciais.

Comentários:

São vários os fatores que definem o mercado relevante:


identificação de barreiras à entrada e condições de entrada; estrutura do

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mercado; identificação do padrão de competição e dos competidores.


Questão correta.

26. (Juiz Federal – TRF 3º Região – 2011) – Mercado relevante


material refere-se à área geográfica, ou seja, ao local que se
deseja analisar em termos de concorrência.

Comentários:

O mercado relevante material diz respeito aos produtos/serviços


substituíveis entre si pelo consumidor. Questão errada.

27. (Juiz Federal – TRF 3º Região – 2011) – O conceito de


mercado relevante relaciona-se à definição, para análise
concorrencial, do espaço geográfico dos agentes econômicos e de
todos os produtos e serviços substituíveis entre si, nesse mercado.

Comentários:

O enunciado menciona as duas dimensões do mercado


relevante: dimensão do produto e dimensão geográfica. Questão correta.

4- Práticas Anticompetitivas:

4.1.1- Práticas Anticompetitivas Horizontais:

As práticas anticompetitivas horizontais são aquelas que


envolvem agentes econômicos que estão no mesmo nível (estágio)
da cadeia de produção/fornecimento. São práticas que buscam reduzir ou
eliminar a concorrência, seja por meio de acordos entre concorrentes no
mercado relevante, seja por meio da prática de preços predatórios.

Entre as práticas anticompetitivas


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horizontais, citamos as
seguintes:

a) Cartel:

Essa é considerada a mais grave dentre todas as práticas


anticompetitivas. Consiste em um acordo entre concorrentes que pode
ter como objetivo fixação de preços ou quotas de produção, divisão de
clientes e de mercados de atuação, boicote a distribuidores e fornecedores
e adoção de conduta preestabelecida em licitação pública. 9 O objetivo da
cartelização é a maximização dos lucros. Destaque-se que os partícipes
do cartel mantém sua autonomia administrativa e financeira.

9
Cartilha do CADE “Combate a Cartéis e Programa de Leniência”
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Do ponto de vista do consumidor, o cartel é prática que eleva os


preços e restringe a oferta, tornando os bens e serviços mais caros e
às vezes indisponíveis no mercado. Já do ponto de vista da economia
como um todo, o cartel é prática que resulta em perda de
competitividade. Isso porque a existência de um acordo entre
concorrentes desestimula que alguns deles possam aperfeiçoar seus
processos produtivos, reduzir custos e, assim, melhorar a qualidade dos
seus produtos e serviços.

Um exemplo de cartel conhecido internacional foi o “cartel das


vitaminas”. No período de 1990 a 1999, as maiores fabricantes mundiais
de vitaminas combinaram de segmentar o mundo em diferentes regiões
de atuação. Uma empresa ficaria com a América do Sul; outras duas com
a Europa e assim sucessivamente. O “cartel das vitaminas” foi descoberto
e punido com multas altíssimas. No Brasil, o CADE aplicou multa de mais
de R$ 15 milhões nas empresas BASF, F.Hoffman-La Roche e Aventis.

No Brasil, é bem comum que se escute falar a respeito da


formação de cartéis entre postos de combustíveis. De fato, há vários
exemplos de casos em que foram descobertos cartéis nesse setor. No
entanto, a jurisprudência do CADE já se firmou no sentido de que o mero
paralelismo de preços não é suficiente para configurar a prática do
cartel. Em outras palavras, o fato de os preços serem iguais em diferentes
postos de gasolina não é suficiente para ensejar punição pela prática do
cartel. São necessárias outras provas, como escutas telefônicas
autorizadas judicialmente e atas de reunião em que foram combinados
preços.

O cartel também é caracterizado quando concorrentes combinam


entre si o resultado de licitações públicas. Sabendo, por exemplo, que
a Administração Pública de um determinado ente da federação fará 4
licitações para aquisição de materiais escolares, os concorrentes podem
combinar que cada um deles irá ganhar 1 (uma) dessas licitações. Foi
mais ou menos isso que ocorreu com um dos mais famosos casos de
cartéis no Brasil: o “cartel das britas”, que fraudava licitações públicas
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na região metropolitana de São Paulo.

Por último, vale destacar que os efeitos danosos de um


processo de cartelização serão ainda maiores quando o produto objeto
dessa prática possuir demanda inelástica.10 Nesse caso, os integrantes
do cartel poderão combinar a elevação de preços sem que isso afete muito
a quantidade demandada pelos consumidores. Cabe destacar que os bens
essenciais possuem, em regra, demanda inelástica e, portanto, é nesses

10
Em Microeconomia, estudamos que demanda inelástica é aquela pouca
sensível a variações de preço. Em outras palavras, um aumento de preço terá
como resultado uma pequena redução da quantidade demandada.
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setores que o processo de cartelização tende a ser mais bem-sucedido (do


ponto de vista dos integrantes do cartel).

b) Política de Preços Predatórios:

A prática de preços predatórios fica caracterizada quando, de


maneira injustificada, uma empresa vende uma mercadoria por um
preço inferior ao custo de produção. Se uma empresa tiver
justificativas para vender seu produto por um preço inferior ao custo de
produção (ex: houve algum pequeno defeito de fabricação nas roupas de
uma coleção), não ficará caracterizada a política de preços predatórios.

No curto prazo, a empresa que vende mercadorias por um


preço inferior ao custo de produção terá prejuízos. No entanto, seu
objetivo é eliminar concorrentes ou impedir novos entrantes no mercado.
Após eliminar a concorrência, ela poderá elevar seus preços e obter
ganhos superiores no longo prazo.

É relevante destacar que, no curto prazo, a política de preços


predatórios será benéfica para o consumidor. No entanto, no longo
prazo, o consumidor sai perdendo, uma vez que a política de preços
predatórios irá eliminar a concorrência e, após isso, os preços tendem a
aumentar bastante.

Devemos ter cuidado para não confundir “política de preços


predatórios” com o “dumping”. Muitas pessoas, inclusive alguns
especialistas da área, fazem essa confusão. O “dumping” é uma prática
de discriminação internacional de preços. Uma empresa pratica
dumping quando vende um produto para exportação por um preço inferior
ao que pratica no mercado interno.

Um exemplo seria o de uma empresa chinesa que vende


ventiladores ao Brasil por US$ 6,00 / unidade, ao passo em que vende
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esses mesmos ventiladores na China por US$ 8,00 / unidade. Dizemos,


portanto, que ocorre dumping quando o preço de exportação é inferior
ao valor normal (preço praticado no mercado interno do país
exportador). Destaque-se que o dumping também é uma prática
anticoncorrencial.

c) Concentrações Horizontais:

As concentrações horizontais consistem em fusões ou


incorporações de empresas que produzem ou fornecem o mesmo
produto/serviço ou produtos/serviços substitutos. É, assim, uma união

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entre concorrentes (empresas que atuam no mesmo setor). O exemplo


mais conhecido de concentração horizontal é a união das cervejarias
Antarctica e Brahma, que resultou na AMBEV.

Com a Lei nº 12.529/2011, o CADE passou a ter competência


para apreciar certos atos de concentração antes de eles se constituírem
efetivamente (controle preventivo).

4.1.2- Práticas Anticompetitivas Verticais:

As práticas anticompetitivas verticais são restrições impostas


por produtores/ofertantes de bens e serviços em mercados que se
relacionam verticalmente (a montante ou a jusante11) ao longo da
cadeia produtiva. Um exemplo de restrição vertical seria a celebração de
um acordo de exclusividade em que uma empresa fabricante de chips de
celular somente possa vendê-los para a empresa XYZ.

Nas práticas anticompetitivas verticais, é possível identificar dois


mercados: i) o mercado de origem (mercado “a montante”) e; ii) o
mercado-alvo (mercado “a jusante”). No exemplo que apresentamos
anteriormente, o mercado de origem seria o de “chips de celular”; o
mercado-alvo, por sua vez, seria o mercado de “celulares”. Perceba que
uma restrição imposta no mercado de origem terá repercussões no
mercado-alvo. É, particularmente importante, dessa forma, a análise da
interação entre os dois mercados (mercado de origem e mercado-alvo).

Vejamos, agora, as principais restrições verticais:

a) Acordos de Exclusividade:

Por meio de acordos de exclusividade, os compradores de


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determinado produto se comprometem a adquiri-lo somente de


determinado vendedor. O mesmo vale para a hipótese contrária: fica
configurado o acordo de exclusividade quando os vendedores de
determinado produto se comprometem a vendê-lo para determinado
comprador.

11
Montante e jusante são termos usados para se referir às diferentes
direções de um rio a partir do ponto de vista de um observador. Montante
é a direção na qual o rio nasce e jusante é a direção para a qual o rio
corre. Por analogia, podemos falar em “montante” e “jusante” no âmbito
de uma cadeia de produção.
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Em 2009, a AMBEV foi condenada pelo CADE em razão de ter


celebrado acordos de exclusividade com bares, restaurantes e
supermercados. Por meio desses acordos, os bares, restaurantes e
supermercados se comprometiam a não adquirir cervejas de marcas
diferentes das controladas pela AMBEV.

b) Venda Casada:

Na venda casada, também conhecida por “ligação de contratos”


(cláusula tie in), o ofertante/vendedor condiciona a venda do produto
ou a prestação do serviço à aquisição de outro produto/serviço
pelo comprador. Recentemente, a Caixa Econômica Federal foi acusada de
praticar a venda casada de seus produtos. A concessão de financiamentos
imobiliária estaria sendo condicionada à aquisição de outros produtos e
serviços (como, por exemplo, a abertura de uma conta-corrente no
banco).

Um dos efeitos anticompetitivos da venda casada é a capacidade


de alavancar o poder de mercado de um produto para outro. No
nosso exemplo anterior, o poder de mercado dos “financiamentos
imobiliários” da Caixa é, inegavelmente, bastante forte; já o poder de
mercado das contas-correntes da Caixa não é tão alto assim. Condicionar
a concessão de financiamentos à abertura de uma conta-corrente é uma
forma de alavancar o poder de mercado do produto “conta-corrente”.

c) Discriminação de Preços:

A discriminação de preços consiste na conduta de cobrar


preços diferenciados, conforme o mercado ou o comprador, para o
mesmo produto ou serviço. Em certas situações, a discriminação de preço
pode ocultar uma variante de “recusa de venda” ou de “venda casada”.
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d) Divisão Territorial:

Essa prática fica caracterizada quando o vendedor delimita a


área de atuação de seus distribuidores, restringindo a concorrência e
a entrada em diferentes regiões.

e) Fixação de preço de revenda:

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O vendedor fixa o preço de revenda a ser cobrado pelos


distribuidores. Essa fixação de preços pode ser abusiva, limitando a
concorrência entre os distribuidores.

f) Concentrações Verticais:

As concentrações horizontais consistem em fusões ou


incorporações de empresas de setores diferentes, mas que participam
da fabricação de um determinado produto, em etapas diferentes da cadeia
produtiva (a montante ou a jusante). A concentração vertical é bem mais
incomum do que a concentração horizontal, podendo resultar em fortes
barreiras a novos entrantes no mercado.

Um exemplo de ato de concentração vertical seria a aquisição de


uma fábrica de cimento por uma fábrica de concreto (o cimento é
matéria-prima para a fabricação do concreto). Ou, então, a aquisição de
uma fábrica de peças automotivas por uma empresa fabricante de
automóveis.

Os atos de concentração horizontal, inegavelmente, aumentam


o grau de concentração em um mercado relevante. Por exemplo, se uma
empresa A (que detém 20% do mercado educacional) adquire uma
empresa B (que detém 10% do mercado educacional), haverá
concentração (a empresa A passa a deter 30% do mercado relevante).
No caso dos atos de concentração vertical, entretanto, como a
fusão/incorporação envolve setores diferentes, embora inter-relacionados,
o grau de concentração do mercado relevante poderá não
aumentar. Entretanto, a verticalização poderá conduzir a um notório
aumento do poder de mercado, resultando em pesadas barreiras aos
novos entrantes.

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4.1.3- Trustes:

O truste consiste em uma combinação entre empresas com o


objetivo de assegurar o controle econômico sobre determinados
mercados. As empresas podem se unir, por exemplo, para praticar
preços predatórios ou para controlar a oferta de determinado
insumo essencial ao processo produtivo.

Por ser denominação genérica, que abrange os diversos atos


anticompetitivos praticados a partir da união de empresas, é bem
comum encontrar na doutrina a menção a truste como um gênero do
qual são espécies diversas condutas anticoncorrenciais. É justamente

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em razão disso que a Lei nº 12.529/2011 é denominada legislação


antitruste.

Na prova da ANAC-2012, o CESPE assim definiu truste:

“O truste corresponde a uma modalidade de integração de


empresas, na qual os acionistas de uma dada sociedade
confiam a uma terceira pessoa os direitos relativos às ações
de sua propriedade, que passam a ser exercidos por essa
pessoa —o trustee —, como se fosse o seu titular.”

A definição dada pelo CESPE segue o pensamento do Prof. Fábio


Nusdeo que, no entanto, não é unânime na doutrina. Aliás, o mais usual
é o entendimento de que o truste é uma união entre empresas que já
dominam o mercado. Segundo essa visão, no truste não precisaria nem
mesmo haver união formal entre empresas.

Os trustes podem ser horizontais ou verticais.

Os trustes horizontais consistem na união de empresas do


mesmo setor. Um exemplo é o caso atualmente examinado pelo CADE,
em que a Kruton Educacional busca a fusão com as Faculdades
Anhaguera.

Os trustes verticais, por sua vez, consistem na união de


empresas de setores diferentes, mas que participam da fabricação de um
determinado produto, em etapas diferentes da cadeia produtiva (a
montante ou a jusante).

4.1.4- Joint Ventures:

As joint ventures são uma associação entre empresas por


meio da qual estas se juntam para executar determinada atividade, por
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tempo determinado. Nas joint ventures, cada empresa mantém sua


autonomia (nenhuma delas perde sua identidade).

Um exemplo de joint venture no Brasil é a existente entre a


Warner Bros e a Fox Filmes, que apesar de manterem suas identidades e
autonomia, dividem seus recursos para a distribuição e divulgação de
filmes no Brasil. Cabe destacar que as joint ventures também podem
resultar em efeitos anticompetitivos, merecendo, portanto, atenção
das autoridades de defesa da concorrência.

Vejamos como esse assunto pode ser cobrado em prova!

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28. (ANAC-Técnico em Regulação – Área 2 / 2012) A aplicação


de preços predatórios é considerada prática restritiva vertical.

Comentários:

A política de preços predatórios é considerada prática restritiva


horizontal. Questão errada.

29. (ANAC-Técnico em Regulação – Área 2 / 2012) O principal


objetivo da cartelização é a maximização dos lucros. Por esse
motivo, os membros do cartel mantêm sua autonomia jurídica,
mas perdem a financeira.

Comentários:

De fato, o objetivo da cartelização é a maximização dos lucros.


No entanto, os membros do cartel conservam sua autonomia jurídica e
financeira. Questão errada.

30. (SECONT / ES – 2009) A venda injustificada, por determinada


empresa, de mercadoria com preço abaixo do seu custo de
produção constitui prática conceituada como preço predatório,
ainda que não seja possível provar que houve efetivo prejuízo para
a concorrência.

Comentários:

A prática de preços predatórios fica caracterizada pela venda


injustificada de mercadoria por um preço inferior ao seu custo de
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produção. Questão correta.

31. (SECONT / ES – 2009) O poder de mercado é prejudicial


quando permite que as empresas estabeleçam preços abusivos e
adotem práticas desleais com os concorrentes e, também, por
aumentar a possibilidade da criação de cartéis de preços.

Comentários:

O poder de mercado nem sempre é prejudicial. Em alguns casos,


como por exemplo o do monopólio natural, o poder de mercado será
gerador de eficiência econômica. No entanto, quando há abuso do poder

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de mercado (criação de cartéis, prática de preços abusivos), ficará


caracterizada a infração à ordem econômica. Questão correta.

32. (Juiz Federal – TRF 3ª Região – 2011) Considere que uma


empresa de laticínios, detentora de 15% do mercado de
processamento e pasteurização de leite tipo C em determinado
estado da Federação, venda o produto abaixo do preço de custo.
Deve-se analisar, necessariamente, uma possível justificativa para
a conduta, como, por exemplo, o fato de o produto ser perecível,
estando iminente a expiração de sua validade para consumo.

Comentários:

A venda de um produto por um preço inferior ao preço de custo


não caracteriza prática de preços predatórios quando ela for justificada.
Na situação acima apresentada, existe uma justificativa: o produto é
perecível e seu prazo de validade está quase chegando ao final Questão
correta.

33. (ANAC-Técnico em Regulação – Área 2 / 2012) Os trustes


horizontais ocorrem quando são constituídos por empresas do
mesmo ramo, já os verticais ocorrem quando as empresas podem
ser de ramos diferentes.

Comentários:

Os trustes horizontais são entre empresas do mesmo setor; os


verticais, entre empresas de setores diferentes. Questão correta.

34. (ANAC-Técnico em Regulação – Área 2 / 2012) O truste


corresponde a uma modalidade de integração de empresas, na
qual os acionistas de uma dada sociedade confiam a uma terceira
pessoa os direitos relativos às ações de sua propriedade, que
passam a ser exercidos por essa pessoa —o trustee —, como se
fosse o seu titular.
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Comentários:

Esse posicionamento adotado pelo CESPE é o do Prof. Fábio


Nusdeo. Questão correta.

35. (ANP – Especialista – Área 9/2012) Ainda que não aumente


o grau de concentração no mercado relevante, a verticalização
poderá aumentar a capacidade de exercício de poder de mercado,
caso se constitua uma barreira elevada à entrada ou facilite a
coordenação de decisões.

Comentários:

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A verticalização, mesmo que não aumente o grau de


concentração do mercado, poderá aumentar a capacidade de exercício de
poder de mercado. Isso será particularmente verdadeiro quando a
concentração vertical resultar em barreira à entrada de novos
competidores. Questão correta.

36. (ANP – Especialista – Área 9/2012) Um exemplo de


concentração vertical no mercado brasileiro é a AMBEV, união das
cervejarias Antarctica e Brahma, que controla um único setor.

Comentários:

A união das cervejarias Antarctica e Brahma é exemplo de


concentração horizontal. Questão errada.

37. (ANATEL-Especialista-Área 5/2004) Restrições verticais


correspondem a quaisquer arranjos entre elos da cadeia do
fabricante ao varejista que limitam a autonomia desses agentes
para definir suas próprias políticas comerciais e escolher os seus
parceiros nas transações.

Comentários:

É exatamente esse o conceito de restrição vertical! É um arranjo


entre empresas que integram mercados que se relacionam verticalmente,
ao longo da cadeia produtiva. É um arranjo entre os “elos da cadeia”.
Questão correta.

38. (ANATEL-Especialista-Área 5/2004) Os custos de eficiência


das fusões e aquisições são nulos porque a unificação de plantas
promove o melhor uso de recursos, reduz custos e permite operar
em escala compatível com congêneres estrangeiras, fortalecendo,
assim, a posição competitiva da empresa.

Comentários: 75708747811

Dizer que os custos de eficiência de fusões e aquisições (atos de


concentração horizontais e verticais) são nulos está absolutamente
errado. É claro que existem benefícios (eficiências econômicas)
resultantes dos atos de concentração; no entanto, também existem
prejuízos (ineficiências econômicas ou custos de eficiência). Caberá à
autoridade antitruste analisar se o efeito líquido do ato de concentração é
positivo ou negativo. Questão errada.

39. (ANATEL-Especialista-Área 5/2004) No caso das práticas


verticais, o principal efeito anticoncorrencial é o de reduzir ou
eliminar a concorrência no mercado relevante, por exemplo, por

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meio da formação de cartéis e outros acordos entre empresas ou


mediante o uso de preços predatórios.

Comentários:

Os cartéis e o uso de preços predatórios são práticas


anticompetitivas horizontais. Questão errada.

40. (ANATEL-Especialista-Área 5/2004) As inovações


tecnológicas no setor de telecomunicações, ao reduzirem os custos
fixos, permitindo, assim, uma maior divisibilidade da produção,
contribuem para estimular a competição nesse setor.

Comentários:

Quanto maiores são os custos fixos, maiores são as barreiras à


entrada no mercado. O avanço tecnológico no setor de comunicações, por
reduzir os custos fixos, estimula a maior competição no setor. Questão
correta.

41. (ANATEL-Especialista-Área 5/2004) Um processo de


cartelização bem-sucedido, além de exigir que a demanda de
mercado seja preço-elástica, subordina, também, a celebração dos
contratos à aceitação de obrigações complementares que não
tenham ligação com o objeto desses contratos (as chamadas
cláusulas de tie-in).

Comentários:

O processo de cartelização tende a ser mais bem-sucedido nos


setores em que a demanda é inelástica. Questão errada.

42. (ANATEL-Especialista-Área 5/2004) O suposto acordo entre


empresas farmacêuticas, no Brasil, para boicotar distribuidores
que vendiam medicamentos genéricos ilustra um tipo de conduta
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classificável como um caso de cartel.

Comentários:

De fato, o acordo entre empresas farmacêuticas para boicotar


distribuidores que vendiam medicamentos genéricos é exemplo de cartel.
Recordemos que cartéis são acordos entre concorrentes que podem ter
como objetivo fixação de preços ou quotas de produção, divisão de
clientes e de mercados de atuação, boicote a distribuidores e fornecedores
e adoção de conduta preestabelecida em licitação pública. Questão
correta.

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43. (ANATEL-Especialista-Área 5/2004) O fato de muitos postos


de gasolina, em várias cidades brasileiras, praticarem paralelismo
de preços é suficiente para estabelecer que essas empresas
constituem um cartel, caso em que são passíveis de punição no
âmbito da legislação antitruste.

Comentários:

O mero paralelismo de preços entre postos de gasolina não é


suficiente para caracterizar a prática de cartel. São necessárias provas
adicionais. Questão errada.

44. (ANATEL-Especialista-Área 5/2004) No Brasil, a política de


concorrência, além de incluir a liberalização comercial, que expôs
a indústria brasileira à competição externa, contém, também,
esquemas regulatórios destinados a impedir condutas que
impliquem abusos de mercado, melhorando, assim, as condições
de competição no mercado interno.

Comentários:

A política de defesa da concorrência, no Brasil, possui


instrumentos de controle de infrações à ordem econômica. Esses
instrumentos, pela Lei nº 12.529/2011, têm caráter preventivo e
repressivo. Questão correta.

45. (ANATEL-Especialista-Área 5/2004) A propriedade ou o


controle de insumos essenciais à produção constitui uma forma de
barreira à entrada e, nesse sentido, podem explicar a existência de
imperfeições de mercado, tais como os monopólios e os
oligopólios.

Comentários:

O controle de insumos é uma espécie de restrição vertical


75708747811

(ocorre ao longo da cadeia de produção). Se uma empresa controla os


insumos, ela adquire relevante poder de mercado, o que pode conduzir a
barreiras a entrada de novos competidores e explicar a existência de
monopólios e oligopólios. Questão correta.

46. (ANTAQ – Especialista-Cargo 2/2005) Práticas restritivas


utilizadas para limitar a concorrência incluem acordos sobre
limites de produção, repartição de mercados ou fontes de
abastecimento e ligação de contratos (cláusulas de tie-in).

Comentários:

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Acordos sobre limites de produção, repartição de mercados ou


fontes de abastecimento e venda casada (ligação de contratos) são
práticas restritivas destinadas a limitar a concorrência. Questão correta.

47. (ANTAQ – Especialista-Cargo 2/2005) A prática de uma


empresa de software que cria incompatibilidades entre os
produtos que fabrica e os de concorrentes pode ser interpretada
como uma vantagem não competitiva, contribuindo, assim, para
restringir a concorrência no mercado de software.

Comentários:

Se uma empresa de software cria incompatibilidades entre o


produto que fabrica e o de outros concorrentes, pode ficar caracterizado
um ilícito anticoncorrencial. É claro que a autoridade de defesa da
concorrência precisa analisar o caso concreto. Questão correta.

48. (ANTAQ – Especialista-Cargo 2/2005) A concentração


econômica horizontal ocorre quando uma empresa, no
desdobramento de suas atividades, adquire outra — a montante ou
a jusante — ao longo da cadeia produtiva (mercado-alvo), como,
por exemplo, as cervejarias que compõem a AMBEV e seus
respectivos distribuidores.

Comentários:

A concentração horizontal acontece quando duas empresas do


mesmo setor se unem (e não quando empresas que atuam a montante e
a jusante da cadeia produtiva se unem!). Questão errada.

49. (ANS – Especialista em Regulação / 2013) Nos atos de


concentração horizontais, o foco da preocupação das autoridades
antitruste é a possibilidade de eliminação, total ou parcial, da
rivalidade entre os agentes envolvidos.
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Comentários:

As autoridades antitruste devem se preocupar, em relação aos


atos de concentração horizontal, quanto àquelas situações em que
empresas, antes concorrentes, deixem de ser rivais no mercados. A
eliminação total ou parcial da rivalidade entre os agentes envolvidos deve
ser objeto de preocupação, uma vez que, sem rivalidade (sem
concorrência), a eficiência econômica poderá ser prejudicada. Questão
correta.

50. (ANS – Especialista em Regulação / 2013) O controle dos


atos de concentração horizontais está focado nas fusões,
aquisições ou joint ventures entre empresas que se relacionam.

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Comentários:

O controle dos atos de concentração verticais está focado


sobre as fusões, aquisições ou joint ventures entre empresas que se
relacionam ao longo de uma determinada cadeia produtiva como
vendedores e compradores.”

O controle dos atos de concentração horizontais também está


focado em fusões, aquisições ou joint ventures, mas não entre
empresas que se relacionam. Nos atos de concentração horizontal, as
fusões, aquisições ou joint ventures são entre empresas do mesmo setor
produtivo e, que, portanto, não se relacionam ao longo de uma cadeia de
produção. Questão errada.

51. (ANS – Especialista em Regulação / 2013) Um exemplo de


controle de integração vertical é o controle de barreiras à entrada.

Comentários:

O controle de barreiras à entrada é um meio de controle tanto da


integração vertical quanto da integração horizontal. Questão correta.

52. (ANS – Especialista em Regulação / 2013) Um exemplo de


restrição vertical à concorrência é a fixação de preços de revenda.

Comentários:

A fixação de preços de revenda é, de fato, um exemplo de


prática anticompetitiva vertical. Questão correta.

53. (ANTT – Especialista em Regulação / 2013) O ato de


concentração vertical concentra-se nas operações de fusão,
aquisição ou joint ventures entre empresas que se relacionam ao
longo de uma cadeia produtiva, como a de vendedores e
compradores. 75708747811

Comentários:

Em um ato de concentração vertical, as empresas se


relacionam ao longo de uma cadeia produtiva. Questão correta.

54. (Juiz Federal – TRF 1ª Região/2009) Assinale a


opção incorreta com relação às infrações à ordem econômica.

a) Cartel é um acordo abusivo de agentes econômicos, representando


combinação de preços, com o objetivo de restringir produtos e dividir
mercados.

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b) A venda casada é considerada instrumento de pressão ao consumidor.

c) Conceder exclusividade para divulgação de publicidade nos meios de


comunicação de massa pode caracterizar infração da ordem econômica.

d) No caso de joint venture concentracionista, não é possível configurar


prática abusiva.

e) Limitar a livre iniciativa será considerado infração à ordem econômica,


ainda que seu efeito não seja alcançado.

Comentários:

Letra A: correta. Cartéis são acordos entre concorrentes que


podem ter como objetivo fixação de preços ou quotas de produção,
divisão de clientes e de mercados de atuação, boicote a distribuidores e
fornecedores e adoção de conduta preestabelecida em licitação pública.

Letra B: correta. A venda casada pode caracterizar ilícito


anticoncorrencial, funcionando, também, como instrumento de pressão ao
consumidor.

Letra C: correta. Os acordos de exclusividade são restrições à


concorrência, podendo caracterizar infrações à ordem econômica.

Letra D: errada. A joint venture pode, sim, caracterizar prática


abusiva e ilícito anticoncorrencial.

Letra E: correta. O art. 36, da Lei nº 12.529/2011, nos explica


que são consideradas infrações à ordem econômica os atos que limitem a
livre concorrência ou que possam limitá-la, ainda que isso não seja
alcançado.

Art. 36. Constituem infração da ordem econômica,


independentemente de culpa, os atos sob qualquer forma
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manifestados, que tenham por objeto ou possam produzir os


seguintes efeitos, ainda que não sejam alcançados:
I - limitar, falsear ou de qualquer forma prejudicar a livre
concorrência ou a livre iniciativa;
II - dominar mercado relevante de bens ou serviços;
III - aumentar arbitrariamente os lucros; e
IV - exercer de forma abusiva posição dominante.

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LISTA DE QUESTÕES

1. (ANP – Especialista – Área 9/2012) A política de


concorrência tem por finalidade estimular a concorrência nos
mercados em que é ameaçada, utilizando, também, a ação dos
órgãos incumbidos desse tipo de intervenção.

2. (Polícia Civil / PA - 2006) A prática de preços baixos deve ser


incentivada pelo regulador e devem ser utilizados todos os
instrumentos necessários para que os preços baixem,
independentemente das consequências sobre o setor produtivo
regulado.

3. (SEGER / ES – 2007) A presença de economias crescentes de


escala em determinada indústria indica a existência de fortes
pressões competitivas nesse mercado, excluindo, pois, a sua
monopolização.

4. (Polícia Civil / PA - 2006) Cabe ao regulador promover a


concorrência entre empresas de um mesmo setor, o que permite a
formação de barreiras à entrada de novas empresas no setor em
questão.

5. (Polícia Civil / PA-2006) Todo tipo de monopólio natural


deve ser coibido pelo regulador a fim de que promova a
concorrência por meio da quebra desse monopólio.

6. (TCE / AC – 2009) A imposição da regra competitiva de


formação de preços nos monopólios naturais como os que
prevalecem no setor de utilidades públicas, além de melhorar o
bem-estar dos consumidores, garante também lucros puros para
as empresas que operam nesses mercados.

7. (Agente Polícia Federal – 2009) A regulação do mercado,


exercida pelas agências reguladoras e pelo Conselho
Administrativo da Defesa Econômico (CADE), é necessária para,
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entre outras funções, coibir os abusos resultantes da atuação dos


monopólios naturais, que se caracterizam pela maior eficiência
alcançada nos casos de elevadas economias de escala ou de
escopo em relação ao tamanho do mercado.

8. (Prefeitura de Vila Velha – 2007) Em um monopólio natural,


o regulador não pode igualar o preço ao custo marginal sob pena
de levar o monopolista ao lucro negativo na prática de tal preço
regulado.

9. (Agente da Polícia Federal – 2002) A regulação visa criar


sistemas de competição em setores que tendem a funcionar sob o
regime de monopólios naturais, que provocam a existência de

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custos fixos importantes, grande proporção de investimentos


irreversíveis, gerando barreiras à entrada de novos investidores.

10. (TCE / AC – 2008) A produção de serviços de transporte de


massa como o metrô caracteriza-se pelo fato de os custos
marginais de produção desses serviços serem superiores aos
custos médios.

11. (Analista MPU / 2010) Toda empresa que apresenta custo


médio decrescente para toda a sua produção é considerada um
monopólio natural.

12. (Prefeitura de Vila Velha – 2007) Oligopólios se comportam


estrategicamente no mercado de maneira ilícita e devem ser
controlados por agentes reguladores de mercado.

13. (ANP – Especialista – Área 9/2012) Para a escola de Harvard,


a concorrência deve ser almejada como um fim em si mesma. Já a
escola de Chicago considera o modelo de estrutura-conduta-
desempenho como seu princípio orientador.

14. (ANP – Especialista – Área 9/2012) A escola de Chicago


busca a maximização da eficiência e o direito antitruste está
centrado na proteção do bem-estar do consumidor, seguindo o que
preconiza a teoria marginalista.

15. (ANP – Especialista – Área 9/2012) A estrutura de mercado


está relacionada ao modelo estrutura-conduta-desempenho, cujas
características comuns das firmas estão ligadas aos aspectos do
grau de concentração, às barreiras à entrada e à existência de
produtos substitutos.

16. (ANP – Especialista – Área 9/2012) O principal problema da


escola de Harvard, de acordo com os teóricos da escola de
Chicago, é que a concentração é uma condição necessária, mas
não suficiente. Estruturas concentradas que resultam em
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economia de recursos capaz de compensar os seus efeitos


anticompetitivos não podem ser consideradas ineficientes.

17. (ANS – Especialista em Regulação / 2013) A principal


diferença entre as escolas de Harvard e Chicago está relacionada
aos objetivos da política antitruste e aos efeitos que incidem sobre
o bem-estar econômico. Enquanto a escola de Harvard defende
uma interpretação ampla dos objetivos da intervenção, a escola de
Chicago sustenta a eficiência alocativa como único objetivo.

18. (ANATEL-Especialista-Área 5/2004) No âmbito das políticas


regulatórias no Brasil, a posição dominante, baseada no elevado

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percentual do mercado (market share) é apenada,


independentemente de haver ou não prejuízo à livre concorrência.

19. (Juiz Federal – TRF 3º Região – 2011) – A posição


dominante de uma empresa ou grupo no mercado, ou seja, a sua
participação significativa, é causa, por si só, de intervenção das
autoridades antitruste.

20. (ANATEL- Especialista - Área 5/2004) Ocorre posição


dominante quando uma empresa ou grupo de empresas controla
uma parte significativa do mercado relevante, unicamente, como
fornecedor dos produtos comercializados nessa indústria.

21. (ANAC-Técnico em Regulação – Área 2 / 2012) O mercado


pode ser compreendido como uma instituição social, um produto
da história da humanidade, uma instituição política destinada a
regular e a manter determinadas estruturas de poder que
asseguram a prevalência dos interesses de certos grupos sobre os
interesses de outros grupos sociais.

22. (ANP – Especialista – Área 9/2012) Da definição de mercado


relevante desconsidera-se a unidade básica de análise sobre a
qual será mensurado o grau de concentração do mercado, pois é
necessário que ele apresente importância econômica.

23. (ANP – Especialista – Área 9/2012) A determinação de um


mercado relevante ocorre em termos dos produtos ou dos serviços
que o compõem e da área geográfica sobre a qual um possível
monopolista imporá um aumento de preços significativo e não
transitório.

24. (ANP – Especialista – Área 9/2012) Para avaliar práticas


anticompetitivas, o monopolista hipotético indica, entre vários
testes possíveis, que o mercado relevante é definido como o
menor grupo de produtos e a menor área geográfica, que é
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condição para um suposto monopolista impor um aumento de


preços.

25. (ANATEL-Especialista-Área 5/2004) Os fatores que definem


o mercado relevante incluem, entre outros, a identificação das
barreiras à entrada, assim como as condições de entrada, a
descrição da estrutura do mercado, a identificação do padrão de
competição e os competidores ou entrantes potenciais.

26. (Juiz Federal – TRF 3º Região – 2011) – Mercado relevante


material refere-se à área geográfica, ou seja, ao local que se
deseja analisar em termos de concorrência.

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27. (Juiz Federal – TRF 3º Região – 2011) – O conceito de


mercado relevante relaciona-se à definição, para análise
concorrencial, do espaço geográfico dos agentes econômicos e de
todos os produtos e serviços substituíveis entre si, nesse mercado.

28. (ANAC-Técnico em Regulação – Área 2 / 2012) A aplicação


de preços predatórios é considerada prática restritiva vertical.

29. (ANAC-Técnico em Regulação – Área 2 / 2012) O principal


objetivo da cartelização é a maximização dos lucros. Por esse
motivo, os membros do cartel mantêm sua autonomia jurídica,
mas perdem a financeira.

30. (SECONT / ES – 2009) A venda injustificada, por


determinada empresa, de mercadoria com preço abaixo do seu
custo de produção constitui prática conceituada como preço
predatório, ainda que não seja possível provar que houve efetivo
prejuízo para a concorrência.

31. (SECONT / ES – 2009) O poder de mercado é prejudicial


quando permite que as empresas estabeleçam preços abusivos e
adotem práticas desleais com os concorrentes e, também, por
aumentar a possibilidade da criação de cartéis de preços.

32. (Juiz Federal – TRF 3ª Região – 2011) Considere que uma


empresa de laticínios, detentora de 15% do mercado de
processamento e pasteurização de leite tipo C em determinado
estado da Federação, venda o produto abaixo do preço de custo.
Deve-se analisar, necessariamente, uma possível justificativa para
a conduta, como, por exemplo, o fato de o produto ser perecível,
estando iminente a expiração de sua validade para consumo.

33. (ANAC-Técnico em Regulação – Área 2 / 2012) Os trustes


horizontais ocorrem quando são constituídos por empresas do
mesmo ramo, já os verticais ocorrem quando as empresas podem
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ser de ramos diferentes.

34. (ANAC-Técnico em Regulação – Área 2 / 2012) O truste


corresponde a uma modalidade de integração de empresas, na
qual os acionistas de uma dada sociedade confiam a uma terceira
pessoa os direitos relativos às ações de sua propriedade, que
passam a ser exercidos por essa pessoa —o trustee —, como se
fosse o seu titular.

35. (ANP – Especialista – Área 9/2012) Ainda que não aumente o


grau de concentração no mercado relevante, a verticalização
poderá aumentar a capacidade de exercício de poder de mercado,
caso se constitua uma barreira elevada à entrada ou facilite a
coordenação de decisões.

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36. (ANP – Especialista – Área 9/2012) Um exemplo de


concentração vertical no mercado brasileiro é a AMBEV, união das
cervejarias Antarctica e Brahma, que controla um único setor.

37. (ANATEL-Especialista-Área 5/2004) Restrições verticais


correspondem a quaisquer arranjos entre elos da cadeia do
fabricante ao varejista que limitam a autonomia desses agentes
para definir suas próprias políticas comerciais e escolher os seus
parceiros nas transações.

38. (ANATEL-Especialista-Área 5/2004) Os custos de eficiência


das fusões e aquisições são nulos porque a unificação de plantas
promove o melhor uso de recursos, reduz custos e permite operar
em escala compatível com congêneres estrangeiras, fortalecendo,
assim, a posição competitiva da empresa.

39. (ANATEL-Especialista-Área 5/2004) No caso das práticas


verticais, o principal efeito anticoncorrencial é o de reduzir ou
eliminar a concorrência no mercado relevante, por exemplo, por
meio da formação de cartéis e outros acordos entre empresas ou
mediante o uso de preços predatórios.

40. (ANATEL-Especialista-Área 5/2004) As inovações


tecnológicas no setor de telecomunicações, ao reduzirem os custos
fixos, permitindo, assim, uma maior divisibilidade da produção,
contribuem para estimular a competição nesse setor.

41. (ANATEL-Especialista-Área 5/2004) Um processo de


cartelização bem-sucedido, além de exigir que a demanda de
mercado seja preço-elástica, subordina, também, a celebração dos
contratos à aceitação de obrigações complementares que não
tenham ligação com o objeto desses contratos (as chamadas
cláusulas de tie-in).

42. (ANATEL-Especialista-Área 5/2004) O suposto acordo entre


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empresas farmacêuticas, no Brasil, para boicotar distribuidores


que vendiam medicamentos genéricos ilustra um tipo de conduta
classificável como um caso de cartel.

43. (ANATEL-Especialista-Área 5/2004) O fato de muitos postos


de gasolina, em várias cidades brasileiras, praticarem paralelismo
de preços é suficiente para estabelecer que essas empresas
constituem um cartel, caso em que são passíveis de punição no
âmbito da legislação antitruste.

44. (ANATEL-Especialista-Área 5/2004) No Brasil, a política de


concorrência, além de incluir a liberalização comercial, que expôs
a indústria brasileira à competição externa, contém, também,
esquemas regulatórios destinados a impedir condutas que

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impliquem abusos de mercado, melhorando, assim, as condições


de competição no mercado interno.

45. (ANATEL-Especialista-Área 5/2004) A propriedade ou o


controle de insumos essenciais à produção constitui uma forma de
barreira à entrada e, nesse sentido, podem explicar a existência de
imperfeições de mercado, tais como os monopólios e os
oligopólios.

46. (ANTAQ – Especialista-Cargo 2/2005) Práticas restritivas


utilizadas para limitar a concorrência incluem acordos sobre
limites de produção, repartição de mercados ou fontes de
abastecimento e ligação de contratos (cláusulas de tie-in).

47. (ANTAQ – Especialista-Cargo 2/2005) A prática de uma


empresa de software que cria incompatibilidades entre os
produtos que fabrica e os de concorrentes pode ser interpretada
como uma vantagem não competitiva, contribuindo, assim, para
restringir a concorrência no mercado de software.

48. (ANTAQ – Especialista-Cargo 2/2005) A concentração


econômica horizontal ocorre quando uma empresa, no
desdobramento de suas atividades, adquire outra — a montante ou
a jusante — ao longo da cadeia produtiva (mercado-alvo), como,
por exemplo, as cervejarias que compõem a AMBEV e seus
respectivos distribuidores.

49. (ANS – Especialista em Regulação / 2013) Nos atos de


concentração horizontais, o foco da preocupação das autoridades
antitruste é a possibilidade de eliminação, total ou parcial, da
rivalidade entre os agentes envolvidos.

50. (ANS – Especialista em Regulação / 2013) O controle dos


atos de concentração horizontais está focado nas fusões,
aquisições ou joint ventures entre empresas que se relacionam.
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51. (ANS – Especialista em Regulação / 2013) Um exemplo de


controle de integração vertical é o controle de barreiras à entrada.

52. (ANS – Especialista em Regulação / 2013) Um exemplo de


restrição vertical à concorrência é a fixação de preços de revenda.

53. (ANTT – Especialista em Regulação / 2013) O ato de


concentração vertical concentra-se nas operações de fusão,
aquisição ou joint ventures entre empresas que se relacionam ao
longo de uma cadeia produtiva, como a de vendedores e
compradores.

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54. (Juiz Federal – TRF 1ª Região/2009) Assinale a


opção incorreta com relação às infrações à ordem econômica.

a) Cartel é um acordo abusivo de agentes econômicos, representando


combinação de preços, com o objetivo de restringir produtos e dividir
mercados.

b) A venda casada é considerada instrumento de pressão ao consumidor.

c) Conceder exclusividade para divulgação de publicidade nos meios de


comunicação de massa pode caracterizar infração da ordem econômica.

d) No caso de joint venture concentracionista, não é possível configurar


prática abusiva.

e) Limitar a livre iniciativa será considerado infração à ordem econômica,


ainda que seu efeito não seja alcançado.

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GABARITO

1. C 11. C 21. C 31. C 41. E 51. C


2. E 12. E 22. E 32. C 42. C 52. C
3. E 13. E 23. C 33. C 43. E 53. C
4. E 14. C 24. C 34. C 44. C 54. Letra D
5. E 15. C 25. C 35. C 45. C
6. E 16. C 26. E 36. E 46. C
7. C 17. C 27. C 37. C 47. C
8. C 18. E 28. E 38. E 48. E
9. E 19. E 29. E 39. E 49. C
10. E 20. E 30. C 40. C 50. E

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