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UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAÍBA

CENTRO DE CIÊNCIAS HUMANAS LETRAS E ARTES - CCHLA


CURSO PSICOLOGIA

MARIANA PEREIRA DOS SANTOS CALDEIRA

Relatório de Estágio Curricular Supervisionado Não Obrigatório Interno


(BOLSA-ESTÁGIO)

João Pessoa
2017
MARIANA PEREIRA DOS SANTOS CALDEIRA

Relatório do Estágio Curricular Supervisionado Não


Obrigatório Interno apresentado à Coordenação de
Estágio e Monitoria, referente ao período de 20/01/2017
a 14/12/2017, realizado no setor de Grupo de Trabalho
Acessibilidade Atitudinal.

João Pessoa
15 de dezembro de 2017
MARIANA PEREIRA DOS SANTOS CALDEIRA

Em atendimento a Lei n. 11.788/2008, apresentamos o


relatório das atividades desenvolvidas no estágio
curricular supervisionado não obrigatório interno,
conforme Termo de Compromisso de Estágio (TCE) e
Plano de Atividades de Estágio (PAE) previamente
celebrados entre as partes abaixo.

____________________________________
Mariana Pereira dos Santos Caldeira
Estagiário Graduando em Psicologia
E-mail: mari_caldeirapsi@hotmail.com

____________________________________
Andreza Aparecida Polia
Servidor Supervisor de Estágio
E-mail: andrezapolia@gmail.com
(assinatura e carimbo)

____________________________________
Raquel Evelin Ferreira de Figueiredo
Professor Orientador de Estágio
E-mail: raquelpsicologia@prape.ufpb.br
SIAPE: 1835198
(assinatura e carimbo)

João Pessoa
15 de dezembro de 2017
RESUMO

Este relatório apresenta uma experiência de estágio junto ao Comitê de Inclusão e


Acessibilidade (CIA) da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), no Grupo de Trabalho
(GT) de Acessibilidade Atitudinal. O estágio no GT de Atitudinal, objetiva contribuir para a
sensibilização da comunidade universitária quanto às pessoas com deficiência, a fim de
garantir uma inclusão de qualidade para eles(as), atentando-se para espaços adequados, tanto
no quesito físico, como pedagógico. Para isso foram realizados estudos, reuniões e
desenvolvimento de ações dentro da comunidade acadêmica. A experiência conduziu-nos para
a compreensão de que para tornar inclusiva a Universidade, deve-se trabalhar na perspectiva
de envolver todos, superando as barreiras existentes.

Palavras-chave: pessoas com deficiência, acessibilidade, barreiras atitudinais.


SUMÁRIO

1 INTRODUÇÃO ........................................................................................................ 1
2 DESENVOLVIMENTO .......................................................................................... 3
3 CONSIDERAÇÕES FINAIS ................................................................................... 6
REFERÊNCIAS ........................................................................................................... 7
ANEXOS ........................................................................................................................ 8
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1 INTRODUÇÃO

Este relatório objetiva apresentar a experiência de estágio junto ao Comitê de


Inclusão e Acessibilidade (CIA) da Universidade Federal da Paraíba (UFPB). O CIA é uma
assessoria especial vinculada diretamente ao Gabinete da Reitoria criado oficialmente no dia
26 de novembro de 2013 através da Resolução nº 34/2013 do Conselho Universitário
(CONSUNI), sendo subdividido em quatro Grupos de Ttrabalho (GT’s): Acessibilidade
Atitudinal, Arquitetônica, Pedagógica e de Comunicação.
O Grupo de Trabalho (GT) de Acessibilidade Atitudinal, o qual o estágio foi
desenvolvido, tinha como objetivo contribuir para a sensibilização da comunidade
universitária quanto às pessoas com deficiência, assim como identificar e aplicar dinâmicas a
serem ministradas em salas de aula, eventos e demais ambientes da UFPB, objetivando a
sensibilização para a deficiência das pessoas e elaborar material com informação sobre formas
corretas e eficazes de atuação para apoio às pessoas com deficiência.
De acordo com o Relatório Mundial da Pessoa com Deficiência (2012) considera-se
deficiente a pessoa em situação permanente com perdas ou redução de sua estrutura
anatômica, fisiológica, psicológica ou mental, gerando inabilidade para algumas atividades.
Numa perspectiva histórica, a educação da pessoa com deficiência era reservada para
as instituições especiais particulares ou filantrópicas. No entanto, ela começa a ser pensada
numa perspectiva inclusiva na rede regular de ensino e resguardada pela Lei 9.394/96, Lei de
Diretrizes e Bases da Educação, que orienta todo o processo educacional no Brasil (DA
SILVA, VELANGA & DOS SANTOS).
Nas instituições de ensino superior, a inclusão da pessoa com deficiência foi
regulamentada pela Portaria 1.679/99, revogada posteriormente pela Portaria 3284/2003, que
assegura às pessoas com deficiência condições para acesso a esses espaços, seja por meio da
mobilidade, como também equipamentos necessários para auxiliar no âmbito pedagógico (DA
SILVA et al).
A acessibilidade é um dos pontos principais a ser discutido no quesito garantia e
qualidade na inclusão de pessoas com deficiência. Atentar para espaços adequados, tanto no
quesito físico, como pedagógico, é imprescindível para que o conhecimento esteja acessível a
todos (MANTOAN, 2013).
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É preciso compreender que a dificuldade de acesso não se delimita, apenas, na


mobilidade, o espaço físico, há também obstáculos que impedem a inclusão das pessoas com
deficiência, como a negação, estereótipos, preconceito, estigmas, dentre outros. Portanto,

A acessibilidade não se refere apenas aos espaços físicos, ela também diz respeito
aos aspectos sociais. Sendo assim, deve-se considerar a acessibilidade como um
processo dinâmico, pois ela acompanha o desenvolvimento tecnológico e social,
modificando-se conforme as necessidades exigidas pela época e pela humanidade
(TORRES, 2002 apud PONTE & DA SILVA, 2015, p.262)

Nesse relatório, a acessibilidade é compreendida também por seu aspecto atitudinal,


visto que atitudes de exclusão e discriminação podem ser caracterizadas como barreiras. Essas
barreiras impedem e/ou dificultam o processo de inclusão social das pessoas com deficiência,
ocasionando em discriminação, estigmas, estereótipos e preconceitos, que são alguns dos
obstáculos para a inclusão social. Assim as atitudes da sociedade podem ser facilitadoras do
processo de inclusão, pois poderão integrar na sociedade o sujeito com deficiência. Por outro
lado, podem gerar barreiras, que ocasionarão a exclusão do sujeito (PONTE & DA SILVA,
2015).
Todas essas representações e significações culturais estão imbricadas nas práticas
educacionais, no fazer pedagógico, nas interações sociais, e reverberam nas imagens
valorativas dos discentes sobre si mesmos e sobre as situações educativas. Disso, depreende-
se que as barreiras atitudinais originam e potencializam diversas outras barreiras no meio
acadêmico/universitário. Tais barreiras têm consequências danosas à constituição da
identidade da pessoa com deficiência e implicações diversas no seu processo educacional, vez
que as interações socioeducacionais passam a se basear nos estereótipos e estigmas que
enodoam a imagem do estudante com deficiência.
Desse modo, é mister defender a transformação do espaço de ensino superior não só no que
concerne às adequações de acessibilidade física, mas também, e acima de tudo, à
acessibilidade comunicacional e de atitude. Sem isso a universidade perpetua um modelo de
sociedade excludente, contra o qual as pessoas com deficiência têm lutado há anos.
Assim, o estágio teve como objetivo trazer reflexões e diferentes olhares, da
comunidade acadêmica, para com pessoas que possuem deficiência, investigar e agir diante
das barreiras atitudinais que ocorrem com maior frequência e impedem a inclusão destes
deficientes.
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2 DESENVOLVIMENTO

As experiências relatadas nesse relatório referem-se às atividades desenvolvidas no


período de janeiro a dezembro de 2017, no GT de Acessibilidade Atitudinal.
Diante da mudança na coordenação do GT de Acessibilidade Atitudinal, o mês de
Janeiro foi reservado para conhecer melhor a Coordenadora e repassá-la as atividades que o
grupo já vinha desempenhando. Devido as dificuldades do CIA em possuir um espaço físico
que comporte todos os GT’s, permanecemos sem a obrigatoriedade de nos deslocar todos os
dias a um determinado espaço, desse modo ficamos livres para nos encontrar em um local que
fosse melhor para nós, ressaltando a importância de cumprir às 20 horas semanais.
Consequentemente o uso dos meios de comunicação via internet foram de total importância
para mantermos o contato direto e eficaz, bem como para dividir experiências e inquietações.
Como já salientado, em consequência da mudança na coordenação do GT, reservamos
o mês de Janeiro para nos conhecermos, bem como elaborar um plano de ações que nortearia
nossas atividades durante o ano de 2017. A princípio as atividades foram planejadas da
seguinte forma:
 Janeiro:
Planejamento das atividades durante o ano de 2017.
Reorganização do GT.
Reunião do GT
 Fevereiro:
Recepção dos(as) feras, apresentando o CIA para os(as) alunos(as).
Organização e Articulação da 1ª ação ampliada (Ato no RU)
Reunião do GT
 Março:
Ação no RU
Levantamento de dados das pessoas com deficiência, assistida pelo CIA, e suas
barreiras atitudinais.
Aplicação da multa moral.
Reunião do GT

 Abril:
Organização e Articulação para a 2ª ação do GT (Sarau poético + mesa
redonda).
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Levantamento de dados das pessoas com deficiência, assistida pelo CIA, e suas
barreiras atitudinais.
Aplicação da multa moral.
Reunião do GT
 Maio:
2ª Ação (Sarau Poético + mesa redonda)
Levantamento de dados das pessoas com deficiência, assistida pelo CIA, e suas
barreiras atitudinais.
Aplicação da multa moral.
Reunião do GT
 Junho:
Levantamento das atividades já desenvolvidas.
Planejamento para as próximas ações.
Levantamento de dados das pessoas com deficiência, assistida pelo CIA, e suas
barreiras atitudinais.
Aplicação da multa moral.
Reunião do GT
 Julho/Agosto:/Setembro/Outubro/Novembro/Dezembro:
Ações mais pontuais, com grupos focais. Ex: professores/as, alunos/as,
eventos.
Levantamento de dados das pessoas com deficiência, assistida pelo CIA, e suas
barreiras atitudinais.
Aplicação da multa moral.
Reunião do GT

Como esperado tivemos dificuldades em realizar algumas atividades propostas por o


grupo ser reduzido, sendo composto, apenas pela estagiária e a coordenadora.
No entanto, no mês de Fevereiro tivemos êxito na execução das atividades,
participando da recepção dos feras, apresentando o CIA para os/as estudantes. No mês de
Março, conseguimos realizar a ação no Restaurante Universitário contando com a ajuda do
grupo PalhaSUS. A atividade tinha como objetivo alcançar um considerável número de
estudantes de variados cursos, a fim de divulgar o CIA e o GT de Atitudinal e os serviços que
os mesmos prestam. Elaboramos um marcador de livro contendo um informativo breve sobre
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o Comitê, como seus contatos. A intenção era que aquele material não fosse prontamente
descartado (caso fosse um panfleto) e que fosse útil.
Ao adentrar no mês de Maio tivemos dificuldade em realizar as atividades, pois
tínhamos como propósito organizar um sarau poético e uma mesa redonda que abarcasse os
assuntos sobre acessibilidade e ensino superior, mas, seria impossível organizar um evento
numa proporção maior, contando com apenas duas pessoas para planejar e executar. Já no
final de Maio fomos convidados pela coordenação do Centro de Ciências Jurídicas –
CCJ/UFPB para ajudar na organização de um evento para os estudantes, falando sobre
acessibilidade.
O mês de Junho foi utilizado para encerrar esse primeiro semestre de atividades e fazer
novos encaminhamentos para o segundo semestre. Vale ressaltar, que no inicio de cada mês
havia uma reunião presencial e os demais direcionamentos eram feitos via e-mail.
Retomamos nossas atividades em Julho no qual nos organizamos para iniciar uma
capacitação com os servidores terceirizados da UFPB, no entanto essa capacitação foi adiada
por falta de pessoal para auxiliar nesse processo. Em Agosto e Setembro o GT se programou
para auxiliar na semana da pessoa com deficiência dando assistência à coordenação e os
outros GT’s. Em Outubro e Novembro colocamos em prática a capacitação e conseguimos
realizar com os seguintes servidores:
A capacitação se configurou da seguinte forma: inicialmente apresentávamos o CIA e
os GT’s em seguida eram expostos algumas deficiências, como a visual, auditiva, física e
intelectual. O objetivo era trocar conhecimento com os servidores para que eles pudessem
expor o que sabiam sobre tais deficiências, assim como poder instruí-los sobre a melhor forma
de auxiliar um deficiente caso necessário. Durante a exposição fizemos uso de duas
dinâmicas, na primeira, dois servidores eram vendados e outros dois os guiariam por um
trajeto para que eles pudessem vivenciar a realidade de um cego, bem como ao mesmo tempo
ensinar a melhor forma de guiar o deficiente visual. A outra, a coordenadora do GT relatava
uma história para um servidor e ele deveria repassar essa mesma história para seus colegas,
porém ele não podia utilizar da fala. Nessa vivencia a finalidade era se aproximar da realidade
de uma pessoa surda. Por fim foi proporcionado um momento em que era ensinado o alfabeto
em libras.
Assim, ainda que as atividades desempenhadas não tenham alcançado cem por cento
do planejamento inicial, diante da dificuldade de um grupo maior, avalio positivamente as
ações que fora possível desenvolver, atingindo os objetivos propostos.
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3 CONSIDERAÇÕES FINAIS

Identificar as barreiras atitudinais contribuirá para erradicar ou, ao menos, minimizar o


processo de exclusão social, pois, ao tomarmos consciência do que fazemos, poderemos
procurar meios para a transformação coletiva e individual. Portanto, a fim de tornar inclusiva
a Universidade deve-se trabalhar na perspectiva de envolver todos na transformação constante
do projeto político pedagógico de cada curso e de cada pessoa como ser social e atuante.
As barreiras atitudinais não são concretas, no entanto, materializam-se nas atitudes de
cada pessoa. Esse é um desafio para as pessoas que se preocupam com a educação, a
sociedade e a inclusão. Assim sendo, pensemos conjuntamente em como iniciar uma
transformação individual para uma transformação no coletivo.
Diante disso, o estágio me possibilitou estar mais perto dessas questões que por vezes
deixamos passar despercebidas, principalmente por eu não possuir nenhum tipo de
deficiência. Essa aproximação é tida, tanto por um olhar diferenciado, como por estar mais
perto dos(as) deficientes que são assistidos(as) pelo CIA e dos estudos que fiz para apropriar-
me teoricamente. Foi possível questionar-me o quanto a Psicologia, em especial o curso da
UFPB, se coloca, ainda, muito distante dessas questões. É possível perceber em sala de aula
um despreparo para receber e incluir deficientes (na minha sala possui uma deficiente visual),
fazendo uso de slides, filmes legendados, provas que não são traduzidas, como também do
espaço físico, salas que não são no térreo e não dispõe nem de elevador, nem rampas e piso
tátil.
Portanto, enquanto profissional de Psicologia trabalhar junto à pessoa com deficiência
o quanto essa negação de direitos o(a) afeta, para além da sua mobilidade, trabalhando os
aspectos psicológicos e emocionais. É imprescindível se atentar também o meio social no qual
sujeito esta inserido, fazendo um trabalho educativo e informativo, objetivando evitar atitudes
discriminatórias. Ao se deparar com uma gama de informações sobre preconceito,
discriminação, direitos e deveres das pessoas com deficiência a sociedade em geral irá
observar que alguns comportamentos são considerados barreiras atitudinais pelas pessoas com
deficiência.
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REFERÊNCIAS

DA SILVA, Sônia Carla Gravena Cândido; VELANGA, Carmen Tereza; DOS SANTOS,
Jusiany Pereira da Cunha. INCLUSÃO NO ENSINO SUPERIOR: A ACESSIBILIDADE
FÍSICA E ATITUDINAL DAS PESSOAS COM DEFICIÊNCIA NA UNIVERSIDADE
FEDERAL DE RONDÔNIA, CAMPUS DE JI-PARANÁ.

DE LIMA, Francisco José; DOS SANTOS SILVA, Fabiana Tavares. Barreiras atitudinais:
obstáculos à pessoa com deficiência na escola. Itinerários da inclusão escolar: múltiplos
olhares, saberes e práticas, 2008.

MANTOAN, M. T. E. Caminhos pedagógicos da Inclusão. Disponível em


http://www.educacaoonline.pro.br/index.php?
option=com_content&view=article&id=83:caminhos-pedagogicos-da-
inclusao&catid=6:educacao-inclusiva&Itemid=17. Acesso em 06/12/2015.

PONTE, Aline Sarturi; DA SILVA, Lucielem Chequim. A acessibilidade atitudinal e a


percepção das pessoas com e sem deficiência. Cadernos de Terapia Ocupacional da
UFSCar, v. 23, n. 2, 2015.
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ANEXOS

Imagens referente à capacitação com os servidores terceirizados da UFPB.


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