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Unidade I

ANÁLISE DAS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS

Prof. Me. Alexandre Saramelli


“Businessman”, de Dan McDermott

Fonte: http://ccgi.isadore.plus.com/northcote/artist.php?cat=16
Introdução

 Análise de balanços =
 Análise das demonstrações financeiras.
Introdução

“A análise de balanços objetiva extrair informações das


demonstrações para as tomadas de decisões. As demonstrações
financeiras fornecem uma série de dados sobre a empresa, de
acordo com regras contábeis. A análise de balanços transforma
esses dados em informações e será tanto mais eficiente quanto
melhores informações produzir.”
(MATARAZZO, 2003, p. 15)
Introdução

Fonte: o autor
Introdução

Para quem?
Segundo Santos (2005), há dois tipos de usuários:
a) Internos.
b) Externos.
Introdução

Estado de mudança constante:


 as necessidades dos usuários de demonstrações financeiras
não são estáticas, mas dinâmicas;
 as pressões dos corpos regulamentadores alteram as
apresentações contábeis;
 as necessidades internas de gerenciamento são mutáveis.
Introdução

Outras dificuldades atuais:


a) Internacionalização/globalização.
b) O conhecimento, capital intelectual como valor.
c) A economia verde ou sustentável.
Introdução

 “A contabilidade é fantástica para medir o lucro que


aconteceu”, diz o professor Eliseu Martins, da Faculdade de
Economia, Administração e Contabilidade da Universidade de
São Paulo (FEA). “Mas é extremamente pobre para medir o
lucro futuro.”
 O que os contadores de outrora não sabiam nem podiam
imaginar é que a discrepância entre o valor acionário da
empresa e o valor de seus ativos se tornaria muito maior nas
empresas da nova economia.
Introdução

[...]
 A discrepância maior nas empresas da Nova Economia ocorre
por um motivo simples: os ativos mais importantes delas não
são fábricas ou máquinas, declaradas como patrimônio no
balanço. São marcas, clientes ou tecnologias que
desenvolvem. Eles são ativos conhecidos como intangíveis.
 Eis o grande problema da contabilidade: como registrar no
balanço o que o mercado mais valoriza?
(MARTINS apud LOPES, 2000)
Objetivos

Kevin Kallaugher (KAL) – Compra! Compra! Vende! Vende! Capa da revista The Economist – 1989. Fonte:
http://www.infomoney.com.br/onde-investir/acoes/noticia/2909146/invistam-cartoons-diz-chargista-economist
Objetivos

 A contabilidade é um instrumento de apoio à administração e


contribui para a tomada de decisões, de qualidade.
 O objetivo da avaliação das demonstrações contábeis envolve
a indicação de informações numéricas, preferencialmente de
dois ou mais períodos regulares, de modo a auxiliar ou
instrumentalizar gestores, acionistas, clientes, fornecedores,
instituições financeiras, governo, investidores e outras
pessoas interessadas em conhecer a situação da empresa ou
em tomar decisão.
Objetivos: exemplos de processos decisórios

 os investidores identificam, por meio dos relatórios contábeis,


a situação econômico-financeira da empresa e decidem sobre
as melhores alternativas de investimento;
 os fornecedores de bens e serviços a crédito, que utilizam os
relatórios contábeis para analisar a capacidade de pagamento
da empresa compradora;
 os bancos (instituições financeiras) que usam os relatórios
para aprovar empréstimos, financiamentos, limite de crédito
etc.;
Objetivos: exemplos de processos decisórios

 o governo, que não só usa os relatórios com a finalidade


de arrecadar impostos, como também para dados estatísticos,
no sentido de melhor redimensionar a economia (IBGE,
por exemplo);
 os sindicatos, que utilizam os relatórios para determinar a
produtividade do setor, fator preponderante para reajuste de
salários;
 outros interessados, como funcionários, órgãos de classes,
pessoas e diversas instituições, como a CVM (Comissão de
Valores Mobiliários), o CRC (Conselho Regional de
Contabilidade), concorrentes;
 etc.
Interatividade

“A contabilidade é fantástica para medir o lucro que aconteceu,


mas é extremamente pobre para medir o lucro futuro.”
(Eliseu Martins)

O que o professor Martins enfatiza nessa declaração?


a) Não existe contabilidade no Brasil.
b) A contabilidade está ultrapassada.
c) Há uma maior preocupação sobre o passado e não sobre o
futuro.
d) A contabilidade não está estruturada para oferecer
informações de qualidade.
e) Há uma maior preocupação sobre o presente e não sobre o
passado.
Introdução

Objetivos/expectativas dos usuários das demonstrações


financeiras:
 liberação de crédito;
 investimento de capital;
 fusão de empresas;
 incorporação de empresas;
 rentabilidade ou retorno;
 saneamento financeiro;
 perspectiva da empresa;
 fiscalização ou controle;
 relatórios administrativos.
Histórico

Exigência do FED – Federal Reserve Board, a partir de 1915:


 As empresas tinham que apresentar seus balanços para
redescontos de títulos.

Fonte: http://www.topnews.in/companies/federal-reserve
Histórico

 Desenvolvimento de técnicas de análises, primeiramente pelos


bancos, e que foram sendo adotadas por outros usuários.
Análise de balanços

 Para Matarazzo (2003), as demonstrações financeiras fornecem


uma série de dados sobre a empresa, de acordo com regras
contábeis. A análise de balanço transforma esses dados em
informações e será tanto mais eficiente quanto melhores
informações produzir.
Análise de balanços: distinção entre dados e
informação

 Dados: são números ou descrição de objetos ou eventos que,


isoladamente, não provocam nenhuma reação no leitor.
 Informações: representam, para quem as recebe, uma
comunicação que pode produzir reação ou decisão,
frequentemente acompanhada de um efeito surpresa.
A figura do analista

“Economic Forecast”, de Bennett

Fonte: http://teachufr.org/author/michaelnatriello/
A figura do analista

Características fundamentais do analista:


 isenção;
 imparcialidade.
O trabalho do analista inicia após o término do trabalho contábil.
Esquemas:
1. processo contábil;
2. análise de balanço.
Processo contábil
Processo de análise de balanço
Demonstrações financeiras (ou contábeis)

 Realizadas em períodos, ou “exercícios sociais”, geralmente


de um ano.
Demonstrações financeiras

Segundo Iudícibus, a Lei das Sociedades por Ações estabelece


que, ao fim de cada exercício social (12 meses), a diretoria fará
elaborar, com base na escrituração contábil, as demonstrações
financeiras (ou demonstrações contábeis) relacionadas a seguir:
 Mensagem ou relatório aos acionistas.
 Balanço Patrimonial – BP.
 Demonstração do Resultado do Exercício – DRE.
 Demonstração dos Lucros/Prejuízos Acumulados (substituído
pela DMPL).
Demonstrações financeiras

 Demonstração das origens e das aplicações de recursos


(extinto).
 Demonstração do Fluxo de Caixa – DFC.
 Demonstração do Valor Agregado – DVA.
 Notas explicativas.
 Parecer da auditoria independente.
 Parecer do conselho fiscal.
Demonstrações financeiras
Interatividade

“A análise de balanço transforma esses dados em informações e


será tanto mais eficiente quanto melhores informações
produzir.”
(MATARAZZO, 2003)

O que o professor Matarazzo quer dizer com essa declaração?


a) A análise de balanços é muito frágil.
b) Existem vários níveis de análise.
c) As técnicas de análise são muito rudimentares.
d) Existem várias técnicas, mas todas levam a um mesmo
entendimento.
e) A eficiência não depende dos dados.
Demonstrações financeiras: requisitos

Atentar ao disposto nas leis:


 6.404/1976
 11.638/2007
 11.941/2009
 Pareceres de agências governamentais, como a CVM, Anatel,
Aneel, Ancine.
 Outras leis pertinentes.
Demonstrações financeiras: requisitos

Processo de convergência contábil internacional:


 IASB – International Accounting Standards Board.
 CPC – Comitê de Pronunciamentos Contábeis.

 Fonte: http://www.receita.fazenda.gov.br/contabilidade/iasb.htm

Fonte: http://www.cpc.org.br/CPC
CPC PME

 Um conjunto de demonstrações financeiras padronizadas.


 Conceito de DCUG – Demonstrações de Uso Geral –,
aplicáveis a empresas que optaram pelo CPC PME.
 CPC Full ou plenas.
Balanço patrimonial
Notas explicativas

Demonstrações Financeiras do E.C. Corinthians, 2010.

Fonte: corinthians.com.br
DRE – Demonstração de Resultado do Exercício
DMPL – Demonstração das Mutações do Patrimônio
Líquido
DFC – Demonstração do Fluxo de Caixa

O objetivo da DFC é prover informações relevantes sobre o fluxo


financeiro de uma empresa, ocorridos durante um determinado
período, que avaliam:
 a capacidade de a empresa gerar futuros fluxos líquidos
positivos de caixa;
 a capacidade de a empresa honrar seus compromissos, pagar
dividendos e retornar empréstimos obtidos;
 a liquidez, solvência e flexibilidade financeira da empresa;
 a taxa de conversão de lucro em caixa;
DFC – Demonstração do Fluxo de Caixa

 a performance operacional de diferentes empresas, por


eliminar os efeitos de distintos tratamentos;
 contábeis para as mesmas transações e eventos;
 o grau de precisão das estimativas passadas de fluxos
futuros de caixa;
 os efeitos sobre a posição financeira da empresa, das
transações de investimentos e de financiamentos.
DVA – Demonstração do Valor Adicionado
Interatividade

Existem vários tipos de demonstrações financeiras ou contábeis.


Cada uma delas:
a) É totalmente independente, não precisa ter os mesmos saldos,
muito menos pertencer a uma mesma entidade.
b) Segue princípios contábeis diferentes.
c) Segue princípios jurídicos diferentes.
d) Precisa ter os mesmos saldos, mas não precisa ter a mesma
data.
e) Tem objetivos diferentes, mas todas mostram os dados de
uma mesma entidade.
Parecer da auditoria independente

 Demonstrações Financeira do E.C. Corinthians, 2010.

Fonte: corinthians.com.br
Parecer do Conselho Fiscal

 Demonstrações Financeira do E.C. Corinthians, 2010.

Fonte: corinthians.com.br
Análise de balanços: fluxo dos objetivos da avaliação
das demonstrações contábeis
Cultura empresarial: pequenas e médias x grandes
empresas

http://www.abip.org.br/imagens/image/padaria%20site.jpg
Processo de análise (segundo Marion, 2005)

Nível introdutório
Apenas alguns indicadores básicos são abordados:
 situação financeira – grupo dos índices de liquidez;
 situação econômica – grupo dos índices de rentabilidade;
 situação de endividamento – grupo dos índices de
endividamento ou estrutura de capital.
Processo de análise (segundo Marion, 2005)

Nível intermediário
 aprofundamento da análise;
 maior grau de conhecimento do analista;
 maiores ferramentas e melhores técnicas;
 conhecimentos da demonstração do fluxo de caixa – método
indireto, conjugado com todos os índices do nível
introdutórios.
Processo de análise (segundo Marion, 2005)

Nível avançado
 análises com modelos como EVA, MVA, Balanced Scorecards;
 dados oriundos das demonstrações da mutação do patrimônio
líquido, conjugados com a demonstração do valor agregado e
outras informações contábeis;
 geração de relatórios estratégicos para planejamentos de
longo prazo.
Processo de análise (segundo Padoveze e Benedicto,
2004)

 O processo de análise começa com a separação dos dados,


combinando-os adequadamente a fim de viabilizar sua
interpretação, de acordo com o objetivo previamente
estabelecido [...].
 Para o gerenciamento empresarial, é necessária a informação
contábil no processo de planejamento, controle e tomada de
decisão dentro da empresa.
Processo de análise (segundo Padoveze e Benedicto,
2004)

Por essa razão, a comparabilidade em vários aspectos


é importante:
 comparação com períodos passados;
 comparação com padrão setorial;
 comparação com períodos orçados;
 comparação com padrões internacionais;
 comparações com empresas concorrentes.
Qual a melhor técnica de análise de balanços?
Nível introdutório (segundo Marion, 2005)
Nível intermediário (segundo Marion, 2005)
Nível avançado (segundo Marion, 2005)

 indicadores combinados;
 análise da demonstração do valor agregado;
 projeções das demonstrações contábeis e sua análise;
 análise com ajustamento das demonstrações contábeis no
nível geral de preços;
 outros modelos de análise EVA, MVA, Balanced Scorecard etc.
Nível avançado (segundo Marion, 2005)
Interatividade

Quais são as informações básicas sobre uma entidade que


geralmente todo analista busca conhecer?
a) O endividamento, a lucratividade e a reputação no mercado.
b) A liquidez, a credibilidade e o endividamento.
c) O endividamento, a qualidade das vendas e a reputação no
mercado.
d) A liquidez, a rentabilidade e o endividamento.
e) A liquidez, as operações de longo prazo e o nível dos estoques.
ATÉ A PRÓXIMA!