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O juízo de Deus e a sua correlação com várias outras doutrinas bíblicas

Antes de continuar a exposição do capítulo, preciso levantar mais uma questão que está
implícita em tudo que já foi dito a respeito do versículo 1. Qual é a questão? Paulo é
enfático em afirmar que os judeus estão se autocondenando ao julgar os gentios porque eles
julgavam, contudo faziam as mesmas coisas que estavam condenando. A razão pela qual os
judeus são indesculpáveis é que eles, embora condenassem os gentios, praticavam as
mesmas obras dos gentios. Portanto, a exortação severa encontrada nesse versículo é contra
a hipocrisia, seja ela consciente ou não. E por que isto é importante?
Porque muitos tem usado esse versículo para condenar todo tipo de denúncia contra as
heresias e os desmantelos provocados por falsos mestres e até mesmo por pastores sinceros,
porém, ignorantes quanto às doutrinas bíblicas. Se fosse verdade que não se pode apontar os
erros, pecados e falsos ensinos na igreja ou na sociedade, Paulo estaria debaixo da mesma
condenação que os judeus, a final foi ele que escreveu o capítulo primeiro de Romanos.
Feita a observação, vamos dar sequência ao nosso estudo.
Rm 2:2 Bem sabemos que o juízo de Deus é segundo a verdade contra os que praticam tais
coisas.
Depois de tudo o que disse sobre a autocondenação dos judeus, Paulo continua falando
deles...”Bem sabemos”, ou seja, vocês e eu sabemos “que o juízo de Deus é segundo a
verdade”. Em outras palavras, o juízo de Deus é de acordo com a verdade.
E o que isto significa? Que o juízo de Deus é diferente do juízo do homem; que o homem
julga pela aparência, mas Deus julga de acordo com a verdade, portanto Seu juízo é sempre
justo, verdadeiro e reto. Não adianta o judeu dizer que os gentios merecem a ira de Deus só
porque são gentios e ele não merece, pelo simples fato de ter nascido judeu. Esse
julgamento é completamente equivocado e falso, não é assim que Deus julga, o julgamento
divino é de acordo com as obras de cada um.
Quer dizer que seremos salvos pelas obras? Não. Mas nossas obras evidenciarão ou não
se somos salvos, ou seja, boas obras são consequências da salvação e não a causa da
salvação.
Uma vez definido o que significa a expressão “juízo de Deus”, vamos estuda-lo
mais detalhadamente
Qual a importância de sabermos que o juízo de Deus é sempre de acordo com a
verdade?
1 - A falta de compreensão desta verdade – que o juízo de Deus é de acordo com a
verdade, naturalmente nos impedirá de crermos na doutrina da ira de Deus.
2 - Também é verdade que a falta de compreensão a respeito do juízo de Deus
implicará na rejeição da doutrina da justificação pela fé, tornando-a inútil.
3 - Mais ainda, se seguirmos esse caminho nunca compreenderemos, de fato, a
doutrina da expiação.
Para facilitar a compreensão do que estou dizendo, encare o problema da seguinte maneira:
se o julgamento exercido pelos judeus fosse verdadeiro – os gentios merecem a ira porque
são gentios e os judeus não merecem a ira porque são judeus, independentemente de suas
obras – não haveria necessidade de uma doutrina a respeito da ira de Deus, também seria
desnecessário falarmos sobre justificação pela fé e, consequentemente, seria inútil
ensinarmos sobre expiação de pecados.
Qual a relação entre o justo juízo de Deus e as doutrinas da Ira de Deus, Justificação
pela fé e Expiação?
A - O juízo de Deus, que é de acordo com a verdade, não leva em consideração se alguém é
gentio ou judeu. Deus não faz acepção de pessoas, e todos, sem exceção, serão julgados
pelas suas obras, ou seja, pela obediência ou não da Lei de Deus.
B - A ira de Deus fala da indignação divina contra o pecado e por causa dessa indignação
Deus irá punir severamente todo aquele que vive na prática do pecado. Mesmo que, como
vimos no capítulo 1, essa ira possa se manifestar no abandono do pecador aos seus próprios
pecados, chegará o dia em todo ser humano prestará contas diante de Deus, e se tal pessoa
não foi justificada dos seus pecados, se seus pecados não foram expiados pelo sangue de
Jesus Cristo, tal pessoa enfrentará a totalidade da ira de Deus e passará a eternidade debaixo
dessa ira, pagando pelos seus pecados. Isso é o que comumente é chamado de inferno.
C - A justificação pela fé é um ato jurídico de Deus, que declara perdoados todos aqueles
que puseram sua confiança na obra redentora do Senhor Jesus Cristo. Esta doutrina fala do
perdão dos nossos pecados, mediante o sacrifício de Jesus Cristo. Todo ser humano é
pecador por natureza, todos desobedecemos a Lei de Deus. Esse é o argumento de Paulo
que vai de Rm 1.18 a 3.20.
Se todos estão na mesma situação, não seria justo que todos padecessem debaixo da ira
de Deus? Com certeza! Porém, por causa dessa situação do ser humano, Deus providenciou
uma maneira de salvar da condenação eterna aquele que, conhecendo sua incapacidade de
viver sem pecar e de obedecer a Lei de Deus, se voltasse para o Senhor Jesus Cristo em
busca de perdão para os seus pecados e salvação para sua alma. Portanto, a doutrina da
justificação pela fé nos ensina que a salvação não é fruto dos nossos próprios esforços, mas
da obra expiatória do nosso Senhor Jesus Cristo na cruz.
D - A doutrina bíblica da expiação nos ensina que é preciso remover do pecador a culpa
do pecado. Expiação é o processo pelo qual se cancela a culpa do pecado e o pecador é
purificado dele.
A palavra “expiação” significa “cobrir” e comunica a ideia de cobrir o pecado mediante um
“resgate”, de modo que haja uma reparação ou restituição adequada pelo delito cometido.
Algumas considerações sobre a expiação:
1 - A necessidade da expiação surgiu do fato que os pecados de Israel, caso não fossem
expiados, sujeitariam os israelitas à ira de Deus. Por conseguinte, o propósito do Dia da
Expiação era prover um sacrifício de amplitude ilimitada, por todos os pecados que
porventura não tivessem sido expiados pelos sacrifícios oferecidos no decurso do ano que
findava. Dessa maneira, o povo seria purificado dos seus pecados do ano precedente,
afastaria a ira de Deus contra ele e manteria a sua comunhão com Deus.
2 - Porque Deus desejava perdoar os pecados dos israelitas e reconciliá-los consigo mesmo,
Ele proveu um meio de salvação ao aceitar a morte de um animal inocente em lugar deles
(i.e., o animal que era sacrificado); esse animal levava sobre si a culpa e a penalidade deles
e cobria seus pecados com seu sangue derramado.
Lv 16.29 “O seguinte decreto terá de ser obedecido para sempre: No décimo dia do sétimo
mês vocês jejuarão. Ninguém trabalhará nesse dia — nem os israelitas, nem os estrangeiros
que moram no meio do povo; ou seja, cada um fará um exame de consciência, exame sério
com um espírito humilde. 30 “Porque naquele dia será realizado um sacrifício para obter o
perdão dos pecados para purificá-los. Então, perante o SENHOR, vocês estarão puros de
todos os seus pecados.
Lv 23.27 Mas, aos dez deste mês sétimo, será o Dia da Expiação; tereis santa convocação e
afligireis a vossa alma; trareis oferta queimada ao SENHOR. 28 Nesse mesmo dia, nenhuma
obra fareis, porque é o Dia da Expiação, para fazer expiação por vós perante o SENHOR,
vosso Deus. 29 Porque toda alma que, nesse dia, se não afligir será eliminada do seu povo.

A CERIMÔNIA DO DIA DA EXPIAÇÃO.

Levíticos 16 descreve o Dia da Expiação, o dia santo mais importante do ano judaico. Nesse
dia, o sumo sacerdote, vestia as vestes sagradas, e de início preparava-se mediante um
banho cerimonial com água. Em seguida, antes do ato da expiação pelos pecados do povo,
ele tinha de oferecer um novilho pelos seus próprios pecados. A seguir, tomava dois bodes
e, sobre eles, lançava sortes: um tornava-se o bode do sacrifício, e o outro tornava-se o bode
expiatório. Sacrificava o primeiro bode, levava seu sangue, entrava no Lugar Santíssimo,
para além do véu, e aspergia aquele sangue sobre o propiciatório, o qual cobria a arca
contendo a lei divina que fora violada pelos israelitas, mas que agora estava coberta pelo
sangue, e assim se fazia expiação pelos pecados da nação inteira. Como etapa final, o
sacerdote tomava o bode vivo, impunha as mãos sobre a sua cabeça, confessava sobre ele
todos os pecados dos israelitas e o enviava ao deserto, simbolizando isto que os pecados
deles eram levados para fora do arraial para serem aniquilados no deserto.

Sombras de um futuro extraordinário para aqueles que creem no Senhor Jesus


Cristo
O fato de que os sacrifícios do AT tinham de ser repetidos anualmente indica que eles eram
provisórios. Apontavam para um tempo futuro quando, então, Cristo viria para remover de
modo permanente todo o pecado confessado.
Os sacrifícios no Dia da Expiação proviam uma “cobertura” pelo pecado, e não a remoção
do pecado. O sangue de Cristo derramado na cruz, no entanto, é a expiação plena e
definitiva que Deus oferece à raça humana; expiação esta que remove o pecado de modo
permanente. Cristo como sacrifício perfeito pagou a inteira penalidade dos nossos pecados e
levou a efeito o sacrifício expiador que afasta a ira de Deus, que nos reconcilia com Ele e
que restaura nossa comunhão com Ele.
4 – Outra razão do por que precisamos compreender que juízo de Deus é segundo a
verdade é que falta de compreensão dessa verdade poderá nos levar ao antinomismo.
E o que é isso?
O antinomianismo, termo cunhado por Martinho Lutero, do grego ἀντί, "contra" + νόμος,
"lei", é definido como uma declaração que, sob a dispensação do evangelho da graça, a lei
moral é de nenhum uso ou obrigação, porque somente a fé é necessária para a salvação.
Apesar de esse não ser o pensamento teológico de Lutero com relação a lei moral.
A lei moral para Lutero é o princípio que permanece da lei mosaica, a qual pode ser
dividida em lei cerimonial, lei civil e lei moral. As duas primeiras, segundo Martinho
Lutero, referiam-se apenas a nação de Israel na Antiga Aliança, portanto, transitórias; não
devem ser mais obedecidas. A terceira e última, segundo o grande reformador, é o princípio
de toda a lei de Deus, é permanente e se resume aos dez mandamentos. Portanto, por ser
identificada como a Lei de Cristo (Gálatas 5, 14), pois toda lei se resume nos dois maiores
mandamentos, descritos por Jesus Cristo nos evangelhos, portanto, a lei moral deve ser
observada. (Wilkipédia)
Antinomianismo significa literalmente "antilei". Ele nega ou diminui a importância da lei
de Deus na vida do crente. É o oposto da heresia gêmea, o legalismo.
Os antinomianos cultivam aversão pela lei de várias maneiras. Alguns acreditam que não
têm obrigação de obedecer às leis morais de Deus porque Jesus os libertou da lei. Insistem
em que a graça não só liberta da maldição da lei de Deus, mas também nos liberta da
obrigação de obedecê-la. A graça, pois, se torna uma licença para a desobediência.
Sintetizando, antinomismo significa confiar no fato de que você faz declarações, e as separa
da sua vida. É a tendência de dizer: "Bem, naturalmente, contanto que eu esteja salvo, não
importa o que eu faço!" O que o apóstolo está dizendo aqui é isto: não adianta o judeu dizer:
"Sou judeu e, por isso, estou perfeitamente bem". Nada disso; as suas obras vão decidir se
você está bem ou não. (Martin L. Jones)
5 – Existem muitos cristãos verdadeiros que não estão gozando plenamente as bênçãos
da salvação simplesmente porque não compreenderam este princípio. Que princípio?
Que o juízo de Deus é segundo a verdade, é de acordo com a verdade.
Visto que são desobedientes a Deus, ou que estão pecando contra Ele de algum modo, eles
estão fazendo com que Deus retire deles a Sua bênção. Enquanto desobedecermos a Deus,
Ele não nos abençoará. Enquanto estivermos pecando contra Ele, não temo o direito de
pedir bênção. (Is 59.1 Prestem atenção! O braço do SENHOR não está encolhido para que
não possa salvar! Ele não é surdo para que não possa ouvir.2 O problema são os seus
pecados; por causa deles, vocês estão separados de Deus. Por causa dos seus pecados, Deus
desviou o seu rosto de vocês e não ouve mais o que vocês pedem)
Para cada uma das promessas da Bíblia há uma condição, e; se não cumprirmos a condição,
não temos muito direito de esperar as bênçãos.