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A EVOLUÇÃO DO PROCESSO DE GESTÃO

Alan Kardec Pinto

A busca da excelência na gestão, indispensável para o sucesso empresarial e pessoal, tem apresentado
grande evolução nos últimos anos e podemos destacar três grandes etapas:
1- Capacitação das pessoas e modernização dos ativos;
2- Gestão de cada processo da organização;
3- Gestão de ativos.

É necessário, de imediato, esclarecer que gestão de ativos não é um novo nome para a manutenção e sim,
um processo global do qual o processo manutenção é, apenas, uma parte.

1- primeira etapa: vigorou até meados da década de “90”, embora, infelizmente, muitos gerentes
ainda continuem, apenas, com este viés. Tinha como direcionador que a capacitação das pessoas e
a modernização dos ativos seriam suficientes para alcansar a excelência, tanto empresarial como
pessoal.

2- segunda etapa: iniciou em meados da década de “90”. Tinha como direcionador o reconhecimento
que a primeira etapa é imprescindível, mas não suficiente para alcansar a excelência – era preciso
incoporar a gestão nos diversos processos da organização.

Exemplificando, no caso do processo manutenção a boa gestão pode ser sintetizada, parcialmente,
demonstrando como os diversos tipos de manutenção influenciam os indicadores estratégicos da
organização. Na medida que se evolui para a manutenção preditiva e para a engenharia de manutenção
tem-se o aumento das variáveis confiabilidade, disponibilidade, segurança, meio ambiente e, em
contrapartida, observa-se uma redução do custo – ver figura a seguir. Este é um exemplo de uma boa gestão
deste processo.

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Alan Kardec Pinto – engenheiro mecânico, ex-presidente da Petrobras Biocombustível e da Abraman.
Coordenador da Comissão de Gestão de Ativos - CGA, da Abraman. Consultor Empresarial e de
Manutenção

2013 – Alan Kardec Pinto– TECÉM TECNOLOGIA EMPRESARIAL LTDA – www.tecem.com.br


Entretanto permanecia, ainda, uma lacuna traduzida por uma questão fundamental: a otimização dos
diversos processos presentes em uma organização não significa, necessariamente, a otimização do seu
macro processo; observa-se até o contrário, como por exemplo:

 o processo de engenharia ao procurar minimizar, exclusivamente, o custo de capital, pode estar


prejudicando o chamado lcc – lyfe cycle cost, ou o custo do ciclo de vida dos ativos. “nem sempre o
menor custo inicial significa o menor custo ao longo da vida dos ativos”;
 o processo de operação, ao priorizar somente a produção, dificulta ou mesmo não libera o ativo
para a necessária intervenção quando requerida pela preditiva. Esta ação pode levar a perdas muito
maiores pela falha intempestiva do ativo, o que impede o bom planejamento de materiais e
sobressalentes, disponibilidade de pessoal mais adequado para a intervenção, etc. Isto pode ter,
como consequência, perdas de produção, atendimento deficiente aos clientes, ocorrências
operacionais, acidentes pessoais, agressão ao meio ambiente, entre outras.
 o mesmo acontece com todos os demais processos da organização. É preciso, ao atuar nos diversos
processos, analisar, também, as consequências para os resultados globais da organização.

3- terceira etapa: denominada “gestão de ativos” surgiu em meados da década passada como consequência
da lacuna observada na segunda etapa – é preciso ter um processo global de gestão em que o mais
importante é a busca da excelência para os resultados empresariais da organização. É aí que entra a gestão
de ativos!

Vamos exemplificar, novamente, com o processo da manutenção, presente em todas as organizações


produtivas. O viés ainda fortemente presente de “redução de custo a qualquer custo” pode trazer
conseguências danosas para a organização como, por exemplo, entre outras:
 Redução da confiabilidade;
 Redução da disponibilidade;
 Aumento do risco de acidentes operacionais e pessoais;
 Maior possibilidade de danos ambientais.

As perdas decorrentes dos indicadores acima trazem grandes prejuízos para a organização, em termos de
faturamento, do bom atendimento aos clientes, de prejuízos decorrentes de acidentes operacionais, danos
às pessoas decorrentes do maior número de acidentes e, por último, mas não menos importante, são as
pesadas multas decorrentes de danos provocados ao meio ambiente.

Sinteticamente, a gestão de ativos engloba os seguintes processos:


 Projeto básico
 projeto de detalhamento
 aquisição
 fabricação e montagem
 qualificação das pessoas
 pré-operação
 operação e manutenção
 envelhecimento / modernização
 descarte (reciclagem).

E pode ser sintetizada na figura a seguir:

2013 – Alan Kardec Pinto– TECÉM TECNOLOGIA EMPRESARIAL LTDA – www.tecem.com.br


Observa-se que o processo manutenção é, apenas, uma parte do macro processo denominado de gestão de
ativos que engloba todo o ciclo de vida.

Conclusão:
Este novo desafio, empresarial e pessoal, passa pela gestão de ativos. É esta nova prática de gestão que está
alavacando os melhores resultados e vai permitir que a sua organização e você tenham mais
competitividade e maior empregabilidade.

Parodiando o grande mestre Gandhi: “para construir uma nova história é preciso trilhar novos caminhos”.

Esta caminhada depende de você – é uma grande oportunidade – aproveite-a!

Bibliografia:

Manutenção Função Estratégica – 4ª edição – Alan Kardec e Júlio Nascif – Editora Qualitymark, 2012.

2013 – Alan Kardec Pinto– TECÉM TECNOLOGIA EMPRESARIAL LTDA – www.tecem.com.br