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NOTAS DE AULA

CFVVOC
CÁLCULO DE VÁRIAS VARIÁVEIS E OPERADORES DE CAMPO

PROF. LUIZ CARLOS MARTINS JR


ENGENHARIA BÁSICA
UNIVERSIDADE PAULISTA (UNIP)
2017
CFVVOC Funções de Várias Variáveis

Conteúdo Programático
I. Revisão derivadas e integrais
II. Função de Várias Variáveis: Domínio, Imagem, Gráfico, Curvas de Nível.
III. Derivadas parciais. Derivadas parciais de maior ordem e Teorema das derivadas mistas. Regra da
Cadeia. Derivadas Direcionais. Vetor Gradiente.
IV. Integrais Múltiplas. Integrais Duplas sobre regiões genéricas. Integrais Duplas por coordenadas
polares.

Bibliografia: Livros de cálculo


 Stewart, vol 2
 Anton, vol 2
 Swokowski, vol 2
 Thomas, vol 2
 Guidorizzi, vol 2 e 3

Esse material é apenas um resumo e não se estuda por resumo. Você deve levar esse material em todas as
aulas. Agradeço a professora Jucilene Pavan por permitir usar o material de integral dupla

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Derivadas Parciais
1. Definições
Função de Duas Variáveis

Uma função de duas variáveis é uma regra que associa a cada par ordenado de números reais ( , ) de um
conjunto um único valor real denotado por ( , ). O conjunto é o domínio de , e sua imagem é o conjunto
de valores possíveis de , ou seja, ( ) =  f ( x, y ) /( x, y )  D. Então, uma função de duas variáveis é uma
função cujo domínio é um subconjunto de e cuja imagem é um subconjunto de .
Freqüentemente escrevemos z  f ( x, y ) para tornar explícitos os valores tomados por num ponto
genérico.
As variáveis e são variáveis independentes
independentes, e a variável dependente;
Uma maneira de visualizar tal função é pelo diagrama de flechas, onde o domínio é representado como um
subconjunto do plano .

Se a função é dada por sua fórmula e seu domínio não é especificado (nem explicitamente, nem definido
pelo contexto),, fica entendido como domínio de o maior conjunto de pares ( , ) para os quais a expressão
dada fornece um número real bem definido. A representação
ção do domínio pode ser dada lógica ou graficamente.

Função de Três Variáveis

Uma função real de três variáveis é uma relação que a cada terna ordenada de números reais ( , , )
associa um único número real ( , , ).

Função de n Variáveis

Uma função real de variáveis é uma relação que a cada n n-upla


upla ordenada de números reais ( , ,..., )
associa um único número real ( , , . . . , ).
Observação:: As funções de três ou mais variáveis não podem ser representadas graficamente.

represente graficamente o domínio da função: ( , ) = ln (


Exemplo 1: Determine e represent 2
− ).
Solução:
( , ) = ln ( 2
− ) está
stá definida somente para x 2  y  0 , ou seja, y  x 2 . Assim sendo
Dom (f )  {( x, y )  IR | y  x 2 } .
2

Na representação gráfica do domínio usamos o fato de que a curva y  x 2 separa a região onde y  x 2 da
região onde y  x 2 . Para determinar a região onde y  x 2 , podemos selecionar um “ponto teste” fora da
teste. Por exemplo, se x, y   0, 1 , então 1 02
fronteira y  x 2 e verificar se y  x 2 ou y  x 2 no ponto-teste.
não é uma relação verdadeira. Logo, este ponto não está na região onde y  x 2 . A região correspondente ao
domínio é aquela que não contém o ponto teste.

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y y  x2

y  x2

Representação gráfica do
y  x2
domínio da f 
x

etermine e represente graficamente o domínio da função: f ( x, y )  3 x 2 y  1


Exemplo 2: Determine
Solução:
Como f ( x, y )  3 x 2 y  1, devemos ter y  0 . Assim, Dom (f )  {( x, y )  IR 2 | y  0}
y

Representação gráfica do y 0
domínio da f 
x

Exercícios em aula

Exercícios em aula
1) Sendo f ( x, y )  3 x 2 y  1 calcule:

a. (1, 4) =
b. (0, 9) =
c. (2 , 9 ) =
2) Determinar ( 2,0,1) sendo ( , , ) = 3 – +
3) Determine os domínios das seguintes funções.
x  y 1
a) f ( x, y ) 
x 1

b) f ( x, y )  x ln( y 2  x)

c) g ( x, y )  9  x 2  y 2 .

=− −1

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Gráfico de Funções de Duas Variáveis

Se é uma função de duas variáveis com domínio , então o gráfico de f é o conjunto de todos os pontos
( , , ) em tal que z  f ( x, y ) e ( , ) pertençam a .

Exemplo 3: Esboce o gráfico dass funções

a) f ( x, y )  6  3 x  2 y b) g ( x, y )  9  x 2  y 2 c) h(xx, y )  4 x 2  y 2

As figuras abaixo mostram uma série de gráficos de diversas funções, gerados por computador.

2
 y2 sen x sen y
f ( x, y )  ( x 2  3 y 2 )e  x f ( x, y )  sen x  sen y f ( x, y ) 
xy
A representação gráfica de funções reais de duas variáveis gera superfícies no . Em geral, essa
representação pode se tornar bastante complexa sem o auxílio de uma ferramenta computacional. No entanto,
há alguns casos que são importantes de serem lembrados:

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Equação Superfície Gerada Exemplo

z  ax  by  c Plano.

z  ax 2  by 2  c Parabolóide elíptico.

z  ax 2  by 2  c Parabolóide hiperbólico.

Metade de uma superfície


z  r 2  x2  y2
esférica de raio r.

Metade de uma superfície


z x2  y2
cônica.

a, b, c e r são constantes reais

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Curvas de Nível

Outra
utra forma de se visualizar funções de duas variáveis é um método semelhante ao da representação de
uma paisagem tridimensional por meio de um mapa topográfico bidimensional. Vamos supor que a superfície
z  f ( x , y ) seja interceptada
ptada por um plano z  k , e a curva de intersecção (chamada curva de contorno) seja
projetada no plano . Essa curva tem equação f ( x , y )  k e é chamada de curva de nível da função f em k .
Em outras palavras, uma curva de nível mostra onde, no domínio de , o gráfico tem altura .

Nestes 2 gráficos temos os planos = que definem as curvas de contorno e as curvas de nível, nível assim
como as curvas de contorno (que estão no gráfico) e as curvas de nível no plano inferior (domínio)

Curvas de contorno

Curvas de nível

Curvas de nível e curvas de contorno


Observações:
i. As curvas de nível de uma função de duas variáveis são gráficos no domínio de (no plano ) de
equações da forma f ( x , y )  k .
ii. As curvas de contorno de uma função de duas variáveis são as imagens das curvas de nível.
Portanto, uma curva de contorno de nível é a intersecção do plano = com o gráfico de .
iii. Todos os pontos ( x , y ) que estão na mesma curva de nível têm a mesma imagem z .
iv. As curvas de nível nunca se interceptam
v. As curvas de contorno nunca se interceptam
Exemplo: (MAPAS TOPOGRÁFICOS) Por exemplo, suponhamos que f ( x, y ) represente a elevação (em
MAPAS TOPOGRÁFICOS
metros) em um ponto x, y  de latitude e longitude . Na colina da figura esboçamos (em três dimensões)
correspondentes às elevações de 0, 100, 200, 300 e 400 metros. Podemos encarar essas curvas como tendo sido
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obtidas cortando-se
se a colina em fatias paralelas à base. Uma pessoa caminhando ao longo de uma dessas curvas
permaneceria sempre na mesma elevação. Estas são curvas de contorno. Já a outra figura exibe as curvas de
nível (bidimensionais)
nais) correspondentes às mesmas elevações. Elas representam a visão que teríamos olhando
para a colina de um avião acima dela.

Elevações (curvas de contorno) Mapa topográfico (curvas de nível)


Com as curvas de nível você pode reconstruir a superfície. Se você traçar as curvas de nível da função e
visualizá-las
las elevadas para a superfície na altura indicada, poderá imaginar o gráfico da função colocando as duas
informações juntas. A superfície será mais inclinada onde as curvas de nível estiv
estiverem
erem mais próximas uma das
outras. Ela é mais ou menos plana onde as curvas de nível estão distantes uma das outras.
Mapa análogo é utilizado para indicar a profundidade da água em um lago. Um exemplo é o da figura abaixo,
em que f ( x, y ) é a profundidade da água no ponto  x, y  . Esse mapa informa as partes do lago que devem ser
evitadas por esquiadores aquáticos.

Profundidade do lago

Exemplo: Seja a função dada por = +


As curvas de nível para = 0, = 1, = 2 e = 4 são:
• = 0 + =0 ( = = 0)
• = 1 + = 1 (circunferência de centro C(0,0) e raio 1)
• = 2 + = 2 (circunferência de centro C(0,0) e raio 2 )
• = 4 + = 4 (circunferência de centro C(0,0) e raio 2)

Em destaque, plano = Gráfico da função com suas curvas de contorno Curvas de nível

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Exemplos:
1) Esboce o gráfico das curvas de nível da função f ( x, y )  6  3 x  2 y
para os valores k   6 , 0 , 6 ,12 .

2) Esboce o gráfico das curvas de nível da função g ( x, y )  9  x 2  y 2 .

3) Esboce algumas curvas de nível da função


h ( x, y )  4 x  y .
2 2

A figura abaixo mostra algumas curvas de nível geradas por computador juntamente com os gráficos
correspondentes.
2
 y2
• f ( x, y )   xye x

• Função ( , ) =

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Mais curvas de nível

A figura a seguir exibe um mapa meteorológico dos Estados Unidos, em que f ( x, y ) denota a temperatura
elevada em x, y  durante certo dia. Ao longo das curvas e do nível, chamadas curvas isotérmicas, a
temperaturatura é constante. Em outro mapa meteorológico f ( x, y ) representaria a pressão barométrica em
x, y  ; as curvas de nível neste caso seriam chamadas isobáricas.

Curvas isotérmicas Curvas isobáricas (mapa de 12/07/2006)

Se f é uma função de três variáveis x, y e z, então, por definição, as superfícies de nível de f são os gráficos de
f ( x, y, z )  k para valores convenientes de k. Fazendo k  w0 , w1 , w2 , os gráficos resultantes serão superfícies
S 0 , S1 , S 2 , ilustradas na figura. A função f ( x, y, z ) não se altera quando um ponto ( x, y , z ) se move ao longo
de uma dessas superfícies. Se f (x, y , z ) é a temperatura em ( x, y , z ) , as superfícies de nível são superfícies
isotérmicas,, e a temperatura é constante em cada superfície. Se f ( x, y , z ) representa o potencial elétrico, as
equipotenciais, e a voltagem não se altera se (xx, y , z ) permanece em uma
superfícies de nível são superfícies equipotenciais
dessas superfícies.

Exemplo: Determine as curvas de superfície da função f ( x, y, z )  x 2  y 2  z 2 .

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CFVVOC Funções de Várias Variáveis
Exercícios Propostos

1) Seja a função dada f(x,y) = x2 + y2 (duas variáveis). Encontra:


a) f(1,2) b) f(0,0) c) f(-3,-4) d) Dom f
2) Seja a função dada por f(x,y) = f ( x, y )  x 2  y 2 . Determina:
a) f(0,0) b) f(-1,-1) c) f(1,2) d) Dom f
3x
3) Seja a função dada por f(x,y) = f ( x, y )  . Determina:
y x
a) f(1,0) b) f(3,-7) c) f(1,-1) d) Dom f e) a representação gráfica do Dom f
1
4) Seja f(x,y) = f ( x, y )  . Determina:
x y
2

a) f(1,0) b) f(3,-7) c) f(1,-1) d) Dom f e) a representação gráfica do Dom f


5) Determina e representa graficamente os domínios das seguintes funções:
1 ln x
a) f ( x, y )  x  y  1 b) f ( x, y )  c) f(x,y)= ln (x2- y + 1) d) f ( x, y ) 
2x  y  1 x 1
6) Esboce as curvas de nível das funções:
a) z = y - x2 para z = 0, z =1 e z =2 b) z = y – x para z = 0, z =2 e z =4
c) z = y – ln x para z = 0, z =1 e z =2
7) Seja a função dada por z  4  x 2  y 2
a) Faz as curvas de nível para z = 0, z = 1 e z = 2
b) Representa graficamente a função.

Respostas

1) a) 5 b) 0 c) 25 d) IR 2
2) a) 0 b) √2 c)√5 d) IR 2
3) a) –3 b) 9/10 c)−3/2 d) {( x, y )  IR 2 / y  x}
4) a) 1 b) 1/4 c)√2/2 d) {( x, y )  IR 2 / y  x 2 }
5) a) {( x, y )  IR 2 / y   x  1} b) {( x, y )  IR 2 / y  2 x  1}
c) {( x, y )  IR 2 / y  x 2  1} d) {( x, y )  IR 2 / x  0 e x  1}

6) a) b) c)

7) a) b)

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CFVVOC Derivadas Parciais

2. Derivadas Parciais
Se f é uma função de duas variáveis, suas derivadas parciais são as funções f x e f y definidas por

f ( x  h, y )  f ( x, y )
f x ( x, y)  lim
h0 h
.
f ( x, y  h)  f ( x, y )
f y ( x, y )  lim
h0 h
Notações para Derivadas Parciais: Se z  f ( x, y ) , escrevemos:
f  z
f x ( x, y )  f x   f ( x, y )   f1  D1 f  Dx f
x x x
.
f  z
f y ( x, y )  f y   f ( x, y )   f 2  D2 f  Dy f
y y y
derivadas parciais de z  f ( x, y ) :
Regra para determinar as derivada
• Para achar f x , olhe y como uma constante e diferencie f ( x, y ) com relação a x.
• Para achar f y , olhe x como uma constante e diferencie f ( x, y ) com relação a y.
Para dar uma interpretação geométrica para as derivadas parciais, lembremos que a equação z  f ( x, y )
representa a superfície (o gráfico de ). Se f ( a, b)  c , então o ponto P ( a, b, c ) pertence a S. Fixando y  b ,
restringimos a nossa atenção à curva C1 na qual o plano vertical y  b intercepta S. Da mesma forma, o plano
vertical x  a intercepta S na curva C 2 . As curvas C1 e C 2 passam pelo ponto P.

As derivadas parciais f x (a, b) e f y ( a, b) podem ser interpretadas geometricamente como as inclinações


das retas tangentes em P ( a, b, c ) aos traços C1 e C 2 de S nos planos y  b e x  a .
z
Se z  f ( x, y ) , então representa a taxa de variação de com relação a quando é mantido fixo. Da
x
z
mesma forma, representa a taxa de variação de em relação a quando é mantido fixo.
y

Função de mais do que duas variáveis:

Derivadas parciais podem ser definidas para funções de três ou mais variáveis.
f ( x  h, y, z )  f ( x, y, z ) f ( x, y  h, z)  f ( x, y, z) f ( x, y, z  h)  f ( x, y, z)
f x ( x, y, z)  lim ; f y ( x, y, z )  lim ; f z ( x, y, z )  lim
h0 h h0 h h0 h

Se u é uma função de n variáveis, u  ( x1 , x2 ,.., xn ) , sua derivada parcial em relação a sua i-ésima
i variável é:
u f x1 ,..., xi 1 , xi  h, xi 1 ,..., xn   f ( x1 ,..., xi ,..., xn ) u f
 lim e podemos escrever   f x i  f i  Di f .
xi h  0 h xi xi
CFVVOC Derivadas Parciais
Exercícios em aula

1) Se f ( x, y )  4  x 2  2 y 2 , ache f x (1,1) e f y (1,1) e interprete esses números como inclinações.

2) Determine as derivadas parciais indicadas.


x
a) f ( x, y )  x 2  y 2 ; f x (3,4) b) f ( x, y , z )  ; f z (3,2,1)
yz
3) Determine as derivadas parciais de primeira ordem da função.
x y
a) f ( x, y ) 
x y
 x 
b) f ( x, y)  sen 
1  y 
c) w  sen cos 
st 2
d) f ( s, t ) 
s2  t 2
f ( x, t )  e sen x
t
e)
f) f ( x, y, z )  xy 2 z 3  3 yz
g) f ( x, y , z )  e xy ln z
x y
h) f ( x, y , z , t ) 
z t
4) A temperatura em um ponto (x, y) de uma placa de metal é dada por T ( x, y )  60 /(1  x 2  y 2 ) , onde T é
medido em °C e x, y em metros. Determine a taxa de variação da temperatura com relação à distância no
ponto (2,1) em
a) direção do eixo x; direção do eixo y.
5) A resistência total R produzida por três condutores com resistência R1 , R2 R3 conectados em paralelo num
1 1 1 1 R
circuito elétrico é dada pela fórmula    . Determine .
R R1 R2 R3 R1
z
6) Determine e z se é definido implicitamente como uma função de e pela equação
x y
x 3  y 3  z 3  6 xyz  1 . Abaixo temos o gráfico de .

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CFVVOC Derivadas Parciais
Derivadas de maior ordem

Se f é uma função de duas variáveis, suas derivadas parciais f x e f y são funções de duas variáveis, de modo
que podemos considerar novamente suas derivadas parciais  f x x ,  f x y ,  f y x ,  f y y , chamadas derivadas
parciais de segunda ordem de f. Se z  f ( x, y ) temos as seguintes notações:
  f   2 f  2 z
 f x x  f xx  f11    
x  x  x 2 x 2
  f   2 f 2 z
 f x y  f xy  f12    
y  x  yx yx
  f   2 f 2z
f  y x  f yx  f 21     
x  y  xy xy

  f   2 f  2 z
f   f yy  f 22    
y  y  y 2 y 2
y y

2 f
Portanto a notação f xy (ou ) significa que primeiro derivamos com relação a e depois em relação a ,
yx
ao passo que no cálculo de f yx ordem é invertida.

As derivadas parciais mistas f xy , f yx são iguais para a maioria das funções que encontramos na prática.
Teorema das Derivadas Mistas (ou Teorema de Clairaut): Se as funções e suas derivadas parciais ,
f xy , f yx forem definidas e contínuas um uma região aberta , então
f xy  f yx
Analogamente, para funções de 2 variáveis, as derivadas parciais de ordem três ou maior também podem ser
   2 f  3 f
definidas. Por exemplo, f xyy ( f xy ) y 
  e usando o Teorema de Clairaut podemos mostrar
y  yx  y 2x
que f xyy  f yxy  f yyx se essas as condições forem satisfeitas.
Também de forma análoga, temos as derivadas parciais de ordem maior que 2 para funções de mais que 2
variáveis com o teorema das derivadas mistas sendo válido.

Exercícios em aula

7) Determine as derivadas parciais de segunda ordem:


a) f ( x, y )  x 4  3 x 2 y 3
b) f  x, y   x 3  x 2 y 3  2 y 2
x
c) z 
x y
d) f ( x, y )  ln(3 x  5 y )
e) u  e  s sen t
8) Verifique se as conclusões do Teorema de Clairaut são verdadeiras, isto é, se u xy  u yx .
a) u  x 5 y 4  3 x 2 y 3  2 x 2
b) u  ln x 2  y 2
9) Calcule f xxyz se f ( x, y, z )  sen(3 x  yz ) .

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CFVVOC Derivadas Parciais
10) (Equação de Laplace) Derivadas parciais ocorrem em equações diferenciais parciais que exprimem algumas
 2 u  2u
leis físicas. Por exemplo, a equação diferencial parcial   0 é chamada equação de Laplace em
x 2 y 2
homenagem a Pierre Laplace. Soluções dessa equação são chamadas funções harmônicas e são muito
importantes no estudo de condução de calor, escoamento de fluidos e potencial elétrico.
Mostre que a função u ( x, y )  e x sen y é solução da equação de Laplace.
 2u 2  u
2
11) (Equação da onda) A equação da onda  a descreve o movimento de uma onda, que pode ser
t 2 x 2
uma onda domar, uma onda de som, uma onda luminosa ou uma onda se movendo numa corda vibrante.
Por exemplo, se u ( x, t ) representa o deslocamento da corda de violino no instante t e a distância x de um
dos términos da corda vibrante, então u ( x, t ) satisfaz a equação da onda. A constante a depende da
densidade da corda e da tensão aplicada na corda.

Verifique que a função u ( x, t )  sen( x  at ) satisfaz a equação da onda.

12) Verifique se a função u  1 / x 2  y 2  z 2 é solução da equação de Laplace u xx  u yy  u zz  0 .

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CFVVOC Regra da Cadeia
3. Regra da cadeia
• 1º caso: Suponha que z  f ( x, y ) seja uma função diferenciável de e , onde x  g (t ) e y  h(t ) são
funções diferenciáveis em . Então é uma função diferenciável de e
dz z dx z dy
 
dt x dt y dt
• 2° caso: Suponha que z  f ( x, y ) seja uma função diferenciável de e , onde x  g ( s, t ) e y  h( s, t )
são funções diferenciáveis em . Então é uma função diferenciável de e de . Então.
z z x z y
 
s x s y s
z z x z y
 
t x t y t
• Versão Geral: Suponha que seja uma função diferenciável de variáveis x. 1 , x 2 ,.., x n , onde cada x j é
uma função diferenciável de variáveis t1 , t 2 ,..., tm e
u u x1 u x2 u xn
   ... 
ti x1 ti x2 ti xn ti
para cada = 1, 2, . . . , .

Exercícios em aula

dz
13) Se z  x 2 y  3xy 4 , onde x  sen 2t e y  cos t , determine quando = 0.
dt
14) A pressão (em quilopascals), o volume (em litros) e a temperatura (em Kelvins) de um mol de um gás ideal
estão relacionados por meio da fórmula PV  8,31T . Determine a taxa de variação da pressão quando a
temperatura é de 300 K e está aumentando com taxa de variação de 0,1K/s e o volume é de 100 l e está
aumentando com a taxa de 0,2 l/s.
z z
15) Se z  e x sen y , onde x  st 2 y  s 2t , determine , .
s t
16) Escreva a regra da cadeia para o caso onde w  f ( x, y , z , t ), x  x(u , v ), y  y (u , v ), z  z (u , v ), t  t (u , v ) .
u
17) Se u  x 4 y  y 2 z 3 , onde x  rse t , y  rs 2 e  t , z  r 2 s sen t , determine o valor de quando = 2, = 1,
s
= 0.
18) Se = ( , ) tem derivadas parciais de segunda ordem contínuas e x  r 2  s 2 , y  2rs determine:
z 2z
a) b)
r r2

4. Plano Tangente
Seja ( , ) uma função diferenciável em ( , ) e , , ( , ) um ponto do gráfico de . Uma equação
do plano tangente à superfície definida por = ( , ) é dada por

− = ( , )∙( − )+ ( , )∙( − )

OBS: A equação + + + = 0 é a equação de um plano.

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Exercícios em aula

1) Determine o plano tangente ao parabolóide elíptico = 3 + 2 , no ponto(1,1,5


5).
2) Determine a equação do plano tangente ao gráfico da função ( , ) = no ponto (1,0, (1,0))

5. Aproximações Lineares
Seja ( , ) uma função diferenciável em ( , ). A função linear

( , )= ( , )+ ( , )∙( − )+ ( , )∙( − )

é chamada linearização de em ( , )).


OBS: O gráfico de ( , ) é o plano tangente de em ( , ).

Exercícios em aula

1) Determine a linearização da função ( , ) = 3 + 2 em (1,1).


2) Linearize a função ( , ) = ln(( + ) na vizinhança do ponto (1,0).
6. Diferenciais
Seja = ( , ) uma função diferenciável em ( , ), definimos e como variáveis independentes. A
função linear

= ( , )∙ ( , )∙

é chamada diferencial (ou diferencial total).


OBS: é uma estimativa para o valor de ∆ , ou seja, uma estimativa para a variação de dada as variações
em e em .

Exercícios em aula

1) Seja = 2 − 3 4 .
a) Calcule
b) Estime ∆ se varia de 2 para 2,02 e varia de 3 para 2,99. Compare com o valor de ∆ .
2) Foram feitas medidas da base e da altura de um cone circular reto e obtivemos 10cm e 25cm, respectivamente,
com possível erro nessas medidas de, no má máximo,
ximo, 0,1cm. Utilize diferenciais para estimar o erro máximo
cometido no cálculo do volume do cone usando essas medidas.

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7. Vetor Gradiente
Seja = ( , ) uma função diferenciável no ponto ( , ).. O vetor gradiente (ou simplesmente gradiente) de
, no ponto ( , ), indicado por ( , ) ou ( , ), é o vetor

( , )= ( , ) ̂+ ( , )̂

com origem no ponto ( , ). A função ( , ) é um campo vetorial.

Exercícios em aula

1) Calcule e esboce o gradiente de ( , ) = + nos seguintes pontos.


a) (1,0)
b) (0,1)
√ √
c) ( , )

8. Derivadas Direcionais
Sejam = ( , ) uma função diferenciável no ponto ( , ) e o versor = ̂ + ̂. A taxa de variação de ,
no ponto ( , ), na direção de , indicado por ( , ), é definida como sendo o seguinte limite:
( + , + )− ( , )
lim

desde que esse limite exista.

Teorema: Seja uma função diferenciável em ( , ). A derivada direcional de , em ( , ), na direção do versor


é:

( , )= ( , )∙
Teorema: Suponha que seja diferenciável. O valor máximo da derivada direcional ( , )é| ( , )| e
ocorre na direção ( , ).

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Exercícios em aula

1) Calcule a derivada direcional de ( , ) = 5 − 2 + , no ponto, (1,2), na direção


√ √
a) ̂ b) do eixo y c) − ̂ d) − ̂ e) ̂+ ̂ f) 3 ̂ − 4 ̂
2) Calcule a taxa de variação de ( , ) = , no ponto (2,0), na direção de a ( , 2).
3) Suponha que a temperatura em um ponto ( , , ) do espaço seja dada por ( , , ) = ( )
, onde
é medida em graus Celsius e , , em metros.
a) Qual a taxa de variação, no ponto (1,1, −2), na direção
b) Em que direção, no ponto (1,1, −2) a temperatura aumenta mais rapidamente?
c) Qual é a taxa máxima de aumento?

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Integrais Iteradas

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= 1 e = 0.

= 1 e = 0.

Respostas
1. a) b) 234 c) 8 d) 8 e) −4
2. 0
3. − −2
4.
5. 48
6. ½
7. 10
8. 8/3

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Respostas:
1. 32/3
2. 15/4
3. 52/15
4.
5.
6. 13/8

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